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Desenvolvimento

Suzano Papel e Celulose lança edital para a seleção pública de projetos A

Suzano Papel e Celulose lança o piloto do 1.º edital para Seleção Pública de Projetos em São Miguel Arcanjo e Pilar do Sul. Essa iniciativa é fruto dos Diálogos Sociais (espaço de interlocução da empresa com os diversos atores sociais locais) promovidos com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável local. Em 2010, foram realizadas oficinas com o objetivo de capacitar as instituições da sociedade civil e do poder público nas técnicas de elaboração de projetos. Participaram das oficinas 48 representantes de instituições, que elaboraram 8 projetos em diferentes áreas. Os temas prioritários a serem

apoiados são educação, cultura, desenvolvimento regional e meio ambiente. Podem participar do Edital, organizações do terceiro setor sem fins lucrativos, que estejam regularmente constituídas com no mínimo um ano de existência, sede e atuação em Pilar do Sul ou São Miguel Arcanjo. Também podem se candidatar instituições públicas das administrações direta e indireta dos municípios de Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo e instituições públicas das administrações direta e indireta do Estado de São Paulo, com atuação nos municípios mencionados. O patrocínio será de R$ 60.000,00 por município, e o prazo para a inscrição das propostas vai de 01 de julho a 15 de agosto.

Estado lança incentivo ao audiovisual e à produção musical no valor de R$ 13,3 mi

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oncursos contemplam projetos de longa-metragem, telefilmes, gravação de discos e circulação de espetáculos musicais, além de fomento ao cinema paulista O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura, acaba de lançar cinco editais para seleção de projetos culturais em mídias audiovisuais e produção musical. No total, os incentivos financeiros somam R$ 13,3 milhões. Os interessados já podem se inscrever. Confira o procedimento no www.cultura.sp.gov.br (link de acesso rápido: “Incentivo à cultura”). A produção audiovisual será contemplada com R$ 11,8 milhões em recursos do Programa de Ação Cultural (ProAC) e do Programa de Fomento ao Cinema Paulista. Projetos para produção musical receberão incentivo total de R$ 1,5 milhão. O secretário Andrea Matarazzo, relata que essa “ é uma forma de fomentar a cultura paulista com investimentos diretos em projetos independentes que, de outra forma, teriam dificuldade

em sair do papel”. Cinema e audiovisual O edital de apoio à realização de telefilmes inéditos contemplará 10 projetos de criação e desenvolvimento de roteiros com verbas de R$ 40 mil para cada um. Destes, quatro receberão mais R$ 600 mil para execução (total de R$ 2,8 milhões). Os roteiros deverão ter como tema central “a música da cidade”. Já o concurso para finalização de longas-metragens terá três prêmios de R$ 300 mil para projetos de ficção ou animação e um de R$ 150 mil para documentário (total de R$ 1,05 milhão). Música São dois editais na área de produção musical. O primeiro vai contemplar 25 projetos de gravação de disco inédito, sendo 22 com prêmios de R$ 25 mil e três com prêmios de R$ 40 mil (total de R$ 670 mil). O segundo edital apoiará a circulação de espetáculos musicais com 20 prêmios de R$ 30 mil e cinco de R$ 50 mil (total de R$ 850 mil).

Construir hegemonia sem dominação

Rosenil Barros Órfão

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base para termos uma sociedade igualitária e justa está na apropriação de princípios, valores e metas que sejam hegemônicas e libertadoras enquanto elementos naturalmente constituintes desta sociedade. Atualmente, vivemos a busca de uma nova hegemonia. Um novo padrão social e de relações é anseio de nosso tempo. Não toleramos mais, com o atual “estado da arte” da evolução científica, tecnológica, ética e filosófica, convivermos com a exclusão social, com a destruição do meio ambiente e a relação de dominação de pessoas por espaços de poder, tanto econômico, político ou cultural que coloque amplos contingentes humanos em situação de alienação e ou miséria material e imaterial. Entendo que vivemos na fronteira da transformação de nossa sociedade para este novo patamar de relações e formação social. As sociedades hegemônicas que tivemos em nossa jovem história humana sobre a terra nasceram e se estabeleceram a partir das forças bélicas e de supremacia imperialista e de caráter dominador sobre as culturas menos poderosas. Em nosso tempo este modelo de relação não é mais aceito. A autonomia dos povos, o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e a democracia

deixaram de serem metas a serem atingidas e passam, agora, a serem princípios estabelecidos na necessária nova conjuntura de relações entre comunidades, estados e etnias. Os valores humanos, sustentáculos desta nova dinâmica, nos colocam novas metas para este século. Exterminar a miséria, transformar o sistema de produção capitalista e garantir a biodiversidade passam a serem os desafios e novas metas que assumimos e pretendemos. No Brasil, em tempos de reforma política, ter estes elementos claros nos debates e nas ações é pressuposto para avançarmos mais céleres nestas conquistas. Organizar espaços que permitam ao homem e a mulher, ao trabalhador e à trabalhadora, à juventude e aos idosos participarem da construção política de seu espaço é a dinâmica e o caminho para efetivar tais avanços. Pouco tempo atrás falávamos em criar espaços, hoje podemos falar em organizá-los. Isto se dá por conta das conquistas que tivemos. Contudo esta organização passa pela necessária implementação e fortalecimento de subsidiariedades e planificação entre as diversas instituições que criamos e conquistamos: os espaços de formulação de po-líticas públicas, do movimento social, das igrejas, das universidades, dos partidos políticos, do mercado de trabalho, da produção artística e de comunicação. Por conta disto propomos, de modo conjunto com amplos setores das comunidades, a partir de nossas cidades, mas também de nossas câmaras legislativas nos diversos níveis, que construamos e fortaleçamos os instrumentos legais, materiais e humanos que nos coloque, a to-

os, nesta atitude de protagonistas de um novo tempo e de um novo mundo possível. O caráter revolucionário desta construção é determinante para que estas formulações tenham consequência prática na realidade da vida das famílias e das comunidades. Ampliar o acesso ao sistema público de educação, tanto técnica como latus senso, e garantir melhor organização dos espaços de nossas áreas urbanas com habitação, saneamento, mobilidade e lazer é estratégico. O espaço das novas redes sociais, construídas sob as novas tecnologias de informação, são uma oportunidade de aprofundar a percepção de todos para os processos de construção e reconstrução econômica, cultural e política de nossas realidades locais. A geografia da vida pode ser lida agora com mais clareza e integração espacial e histórica. Pulverizar estas tecnologias é também estratégico. Enfrentar as contradições, com as ferramentas da contra ideologia parece ser, neste nosso tempo, algo factível e fasificável com mais celeridade e maior precisão. A verdade conquistada para além daquilo que podemos conhecer passa a ser também revestida de novas possibilidades. Quando o extraordinário passa a ser cotidiano é a revolução. Uma nova hegemonia sem dominação. Rosenil Barros Órfão é secretário municipal de Participação e Descentralização de Suzano e escreve como colaborador para o Jornal PróMorar.


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