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PRÓ-MORAR

Infraestrutura

Encontro das Indústrias fomenta o desenvolvimento socioeconômico Boa notícia: os ajustes no Minha Casa, Minha Vida 2

João Irente

A

companhando o lançamento da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV-2), no dia 16 de junho, observei a preocupação do Governo Federal em melhorar o atendimento, o acesso e a distribuição do programa. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que o programa contratará 2 milhões de unidades habitacionais e investirá R$ 125,7 bilhões de 2011 a 2014. Do total, R$ 72,6 bilhões são para subsídio e R$ 53,1 bilhões para financiamento. Para aqueles que não acompanharam de perto a segunda fase do programa, as faixas de renda familiar urbana e rural atendidas serão am-pliadas para incluir um maior número de beneficiados, priorizando as famílias de menor renda. Outras novas regras também fazem parte do programa. Nos casos de famílias de menor renda, o imóvel só poderá ser vendido antes de dez anos se a família quitar o seu valor total, incluindo o subsídio. O objetivo dessa regra é evitar a venda precoce do imóvel. Outra novidade é a inclusão da modalidade que permite reforma em habitação rural para baixa renda. Diversas melhorias foram aprovadas no MCMV2, como o aumento do valor médio das moradias para as famílias de baixa renda, que passou de R$ 42 mil para pouco mais de R$ 55 mil. A área construída foi ampliada de 35m² para 39m², melhorando a

acessibilidade para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção. Teremos notadamente mais qualidade nos imóveis, pois as casas e os apartamentos agora terão azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico em todos os cômodos e portas e janelas maiores. Todas as casas terão também energia solar para aquecimento de água, colaborando para a diminuição dos gastos com energia. Essas medidas vão atingir diretamente o setor de material de construção. Os gastos com materiais de acabamento vão estar incluídos. Isso melhora e muito a qualidade das casas e faz muita diferença. Não daria para precisar quantas dessas famílias, por exemplo, iriam instalar pisos e azulejos se dependesse só de sua renda. Agora todas as moradias terão o benefício. Acredito também que outra novidade bastante positiva é que as mulheres chefes de família poderão assinar contratos independente do seu estado civil. Até agora, elas precisavam da assinatura do cônjuge, o que dificultava o seu acesso ao programa. A medida é válida para aquelas que tenham renda de até R$ 1.600. O impacto que isso tem no mercado da revenda de material de construção é enorme. Seja porque o segmento participa diretamente do fornecimento destes materiais para as obras, seja devido aos efeitos do pós-obra. Algumas pesquisas indicam que 90% dos moradores deste tipo de habitação, antes mesmo de entrarem pela primeira vez em suas casas, visitam as lojas de materiais para darem seu toque pessoal. É inegável dizer que o impacto desta ação irá gerar mais de um milhão de empregos diretos e indiretos, além de trazer um incremento significativo na renda destes trabalhadores, movimentando toda a economia.

Temos de nos manter otimistas e comemorar mais esta ação, para que possamos um dia colocar um ponto final no déficit habitacional brasileiro. Segundo os últimos dados da Secretaria Nacional de Habitação, o déficit de moradia atinge os 6,273 milhões de domicílios. Participaremos e ficaremos de olho no acompanhamento do plano, com o objetivo de contribuir para que os problemas que possam surgir sejam resolvidos. João Irente é Professor de História na Rede Estadual, colaborador do Movimento Pró- Moradia de Suzano, Bacharel em Direito com Especialização em Direito Constitucional, foi Vereador (1988-92) e Líder do Governo (2005-2006) junto à Câmara Municipal de Suzano pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

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3.º Encontro das Indústrias de Suzano será apresentado no dia 6 de julho, a partir das 19h, no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré, que fica na Rua General Francisco Glicério, 1.354, no Centro, pela administração municipal e a diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê. O vice-prefeito de Suzano, Walter Roberto Bio, deve marcar presença no acontecimento, que reúne empresários de diversos setores produtivos do Alto Tietê e das regiões adjacentes e objetiva fomentar o desenvolvimento socioeconômico. A expectativa é de que mais de 15 mil pessoas passem pelo evento, que será realizado no Pavilhão Esportivo Maurice Bou Assi, no Parque Municipal Max Feffer

(Av. Brasil x Av. Roberto Simonsen – Jardim Imperador), entre os dias 9 e 12 de agosto. A exposição contará com estandes de empresas de pequeno, médio e grande portes, focadas nas áreas de interesse de fornecedores e tomadores de produtos e serviços. Outras informações pelo telefone 4735-3447 (Ciesp Alto Tietê) ou pelo email eventos@ciespaltotiete.com.br. O 3.º Encontro das Indústrias do Estado de Suzano conta com apoio da Midas Marketing Direto, Associação Cultural Suzanense (Bunkyô), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano.

Mulheres discutem reforma política

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grupo de mobilização Mulheres do Alto Tietê com o apoio do Fórum Governamental de Mulheres da Prefeitura de Suzano organizou no dia 2 de julho, o primeiro debate sobre reforma política na cidade, a par-

tir da ótica feminina. O encontro, no escritório político do deputado estadual petista, José Candido, contou com a presença da deputada federal Janete Pietá (PT-SP) coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados em Brasília. Janete integra a comissão que discute reforma e é enfática ao falar sobre a subrepresentação das feminina no parlamento que hoje é de apenas 8% do total de deputados. “Somente com a participação feminina em todas as instâncias de poder, o Brasil será efetivamente uma democracia”, advertiu a deputada. O objetivo do encontro no Alto Tietê é trazer para a pauta política da região as reivindicações das mulheres dentro do projeto de reforma e estimular a mobilização em torno do atendimento às prioridades femininas, entre as quais, a paridade de gênero na representação parlamentar. No dia 11 de junho, cerca de 400 mulheres se reuniram na sede do Centro da Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), na Avenida Paulista para discutir o tema.


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