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Jornalismo Badjeco Levado a Sério! Nº 6 Informativo do Projeto Voz Nativa - Ilha Grande, Angra dos Reis / RJ - Associação Civil Alternativa Terrazul - Julho e Agosto de 2015

Identidade e Cultura

resgate do passado, valorização do presente e construção do futuro


Jornalismo Badjeco Levado à Sério!

EDITORIAL A cada nova edição do jornal Voz Nativa, inúmeras histórias e notícias surgem, evidenciando pontos de vista e formas de pensar. O Jornal pretende ser um veículo para que moradores da Ilha Grande pos­ sam compartilhar com outros mora­ dores, e também com visitantes seu próprio olhar sobre o lugar em que vivem e suas histórias. Mas, para nós, tão importante quanto o produto final impresso, é o seu pro­ cesso de construção. Um processo rico em troca e aprendizado em que jovens e adultos refletem sobre suas comuni­ dades para, então, escrever sobre elas. Por se tratar de um jornal comuni­ tário, esse processo nunca se dá so­ zinho. O diálogo, o compartilhamento e a criação coletiva estão no centro de toda a ação. Esse jornal é feito, acima de tudo, de encontros. Encontros en­ tre pessoas, amigos, colegas ou meros desconhecidos, que se vêem diaria­ mente, mas raramente param para re­ fletir sobre temas e questões comuns. Mais que isso, feito de encontros entre pessoas e seus próprios pensamentos e opiniões. Através das reflexões geradas pe­ los encontros, surge o momento da tradução. Momento da decodificação das ideias em palavras. É no trabalho de transformar o que se sente, o que se vive e o que se vê em textos, que se faz um exercício crítico de autoconheci­ mento, percepção da realidade e, em alguma medida, transformação dela. Realização:

O olhar de cada um pode ser criado e transformado a partir da vivência. E o processo deste jornal se propõe a isso: a transformar através da experiência da observação e da escrita. A partir do momento em que alguém, em seu caminho diário, passa a prestar mais atenção no lugar onde vive para contar uma história ou tirar fotos, aquela pes­ soa passa, naquele momento, a viver aquilo de uma forma diferente. Na ponta deste processo há, ainda, o encontro entre leitores de diferentes comunidades que, mesmo de longe, discutem a opinião de outro alguém sobre um fato que nunca haviam se colocado para pensar daquela forma. Estamos diante, então, das possi­ bilidades de reconhecimento ou não reconhecimento, da identificação e do conflito, estamos diante da troca e, so­ bretudo, do crescimento. E o que falar sobre mim mesmo? O que interpretar da opinião de um vizinho sobre o lugar onde moro? Como pen­ sar nas minhas raízes e no meu dia a dia? O que eu tenho para falar de bom sobre o que vivo? Qual minha respon­ sabilidade nos problemas? Olhar para tudo isso, refletir, traduzir e... escrever para que o mundo leia e ressignifique! É isso que os moradores da Ilha Grande têm feito e que você pode ver, mais uma vez, nesta edição do jornal. Desejamos boa leitura! Esperamos que você também se sinta parte deste en­ contro.

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Foto: Guia Ecológico João Pontes, Enseada de Sítio Forte

Associação Civil Alternativa Terrazul Conselho Diretor Presidente Pedro Ivo de Souza Diretor Financeiro Ana Laíse Diretora Técnica Assimo Frederico Projeto Voz Nativa Juventude Protagonista da Ilha Grande Coordenação Geral Marcio Ranauro Coordenação de Comunicação Marina Rotenberg Coordenação Administrativa Arnaldo Augusto Assistentes: Ana Laíse, Guaraci Lage, Lívia Correia Assistente de Campo Luísa Sobral Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social – UFRJ Coordenação Pedagógica Ivan Bursztin Coordenação Multimídia André Paz Jornal Voz Nativa Coordenação Marcio Ranauro e Marina Rotenberg Diagramação e Arte Guaraci Lage Fotos Contribuição Guia Ecológico João Pontes Endereço Espaço Voz Nativa Alameda Meu Santo, 250 / Vila do Abraão, Ilha Grande – Angra dos Reis/RJ CEP: 23968-000 Telefones (24)­99903-5776 (WhatsApp) projetovoznativa@gmail.com Facebook: Voz Nativa Ilha Grande Site: www.voznativa.eco.br Associação Civil Alternativa Terrazul Rua Floriano Peixoto, 1440 / Centro – Fortaleza/CE - CEP: 60.025-131 www.alternativaterrazul.org.br Tiragem 5.000 Distribuição Gratuita Este jornal é uma iniciativa do Projeto Voz Nativa, sua intenção é dar visibilidade e voz aos jovens nativos da Ilha Grande. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do Terrazul e das instituições parceiras.


Ilha Grande marca presença em Encontro de Turismo de Base Comunitária Entre os dias 23 e 25 de julho, a Secretaria de Turismo de Paraty e a TurisANGRA realizaram, em Tarituba, o I Encontro de Turismo de Base Comunitária (TBC) da Costa Verde. Por meio de mesas de debates, grupos de trabalho e programação cultural o objetivo principal foi reunir representantes de comunidades tradicionais caiçaras, quilombolas, indígenas e produtores rurais para trocar experiências, dividir desafios e traçar dire­ trizes para a qualificação do Turismo de Base Comunitária na região. A presença de lideranças de diferentes localidades deu força ao Encontro e enriqueceu a troca de experiências sobre um tu­ rismo que prioriza a cultura, história e tradição local e coloca como protagonista, não os interesses econômicos, mas o terri­ tório e seu povo. Em parceira com a TurisANGRA, o Voz Nativa apoiou a mo­ bilização de representantes de diversas comunidades da Ilha Grande para participar do evento e da discussão, tão importan­ te para toda a Costa Verde. Foto: Marina Rotenberg

E o que os jovens perceberam no evento...

No I Encontro de Turismo de Base Comunitária da Costa Verde foram relatados muitos problemas em co­ mum que as comunidades vivem no dia a dia: perdas de suas identidades culturais; um grande êxodo causado pela especulação imobiliárias; as consequências da construção da BR 101 e a transformação de toda a costa em parque ecológico. Com tantas mudanças estas comunidades tiveram que deixar de exercer coisas que eram de suas rotinas como pescar, fazer artesanato, plantar e caçar. Sem saber o que fazer, muitas pessoas dessas comunidades decidiram sair de suas casas e ir morar nos centros urbanos, abandonando suas culturas locais e perdendo a tão falada identidade cultural. Os que ficaram não sabiam mais o que fazer e se perguntavam se teriam que criar a nova rotina de vida, pois começaram a chegar grandes construções em seus territórios. Não que todos destas comunidades sejam contra o progresso que ali chegava, mas ele chegou de uma forma muito brutal e obrigou que alguns aceitassem sub­ empregos, se curvando ao progresso, que para eles era como se fosse a última coisa a ser feita por ali. Todos no encontro do TBC ficaram pensando o que seriam destas juventudes que cresceriam nestas comu­ nidades. Será que talvez não soubessem mais de sua identidade cultural e de seus antepassados que habita­ vam o local? Devido a isso estas comunidades começa­ ram a ver que estavam perdendo suas juventudes para o marginalismo, álcool e coisas piores, e não é isso o que eles desejam para sua juventude, pelo contrário, Foto: Lívia Correia

almejam cursos profissionalizantes para que eles não precisem sair de suas casas para estudar fora e para que possam recuperar sua história e cultura através de um turismo que valoriza o seu passado, ao invés de acabar com ele. Por isso, desde já, queremos que deste primeiro encontro do TBC tenham saído bons frutos, pois o entrosamento destas comunidades é muito im­ portante e pode gerar soluções boas para todos. Felipe Daniel e Vitoria Uchoa,

3 jovens moradores da Praia Grande das Palmas Foto: Marina Rotenberg

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Foto: Guia Ecológico João Pontes

Espaço Aventureiro Aventureiro além do coqueiro

A praia do Aventureiro, que fica na parte de fora da Ilha Grande, é muito conhecida pelo mundo inteiro e atrai pessoas distantes, que, na maioria das vezes, vêm conhecer o coqueiro e ficam extremamente encan­ tadas com sua beleza. Mas, no Aventureiro não existe apenas a beleza do coqueiro, mas sim belas praias, águas cristalinas, peque­ nas cachoeiras, e, além de tudo, a comunidade. A comunidade é composta por pessoas simples, humildes, caiçaras assumidas, população pequena, porque a maioria das pessoas foi morar na cidade de Angra dos Reis. O Aventureiro tem escola que vai até o 5º ano, e os alunos ao passarem para o 6º ano vão para o Provetá até terminarem o ensino médio. A maioria das pessoas vive do turismo, com seus bares, lanchas e barcos para fazer passeios. Alguns vivem da pesca e as mulheres são donas dos lares. Vivemos bem, não passamos dificuldades em nossas casas, a única dificulda­ de é o mar, que muitas vezes fica muito agitado por conta dos ventos, fora isso é tudo perfeito. Além de tudo, o fato mais importante, que atrai também os turistas, é o surf, que influencia os jovens a amar ainda mais a natureza. Quem conhece o Aventureiro não leva nada mais que fotos e saudades. Ester Santos,

aluna do 1º ano do Colégio Estadual Pedro Soares e moradora do Aventureiro

“Viver pela metade, Curtir por inteiro Gostar da ilha, Amar o Aventureiro”

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Foto: Ester Santos, Aventureiro


Foto: Guia Ecológico João Pontes

Espaço Provetá O Pinguim e um senhor: como começou esse caso de amor? Seu João encontrou o pinguim deitado na areia com uma das asas machucada, como o pinguim estava com fome, ele decidiu levá-lo para casa, dar a ele comida, remédio, mas, o mais importante: deu amor. No dia seguinte, seu João viu que o pinguim estava recu­ perado, levou ele até o mar e o soltou. O pinguim re­ solveu segui-lo até sua casa e ele, muito contente, resolveu cuidar dele, mas com um pouco mais de uma semana Seu João viu que não tinha condições de cuidar do pinguim, então pediu a um amigo que o levasse até o Aventureiro, que fica a mais ou menos uma hora de Pro­ vetá. Chegando no Aventureiro, o amigo o deixou na água bem próximo ao cais, mas antes do amigo retornar para o Provetá, o pinguim já estava lá próximo à casa de Seu João novamente. Então, ele viu que não tinha mais jeito e resolveu ficar com o pinguim para sempre, mesmo com a dificuldade de não ter peixes todos os dias para ele.

Fotos: Jovens autores da matéria

Depois de mais ou menos cinco ou seis meses, o pinguim desapareceu, mas Seu João triste com o sumiço do pinguim, nunca perdeu a espe­ rança dele voltar. O tempo passou, depois de quatro meses, o pinguim retornou à casa de seu João, quando ele o viu ficou super feliz, e logo deu a ele comida e muito amor e carinho, então seu João deu um nome a ele e passou a chamá-lo de Dim-Dim. Com o passar do tempo, o Dim­ Dim retornou ao mar e depois de mais 4 meses, ele voltou à casa de

Seu João, com uma parceira, que está há cerca de três meses. Com essa história podemos chamar o Seu João de encantador de pinguins, pois todos os pinguins que o conhecem não sentem mais vontade de voltar para a natureza onde seria o lugar ideal para eles viverem. Como seu João deu muito amor e carinho eles não esqueceram e o Seu João é recompensado com o carinho deles, principalmente do Dim-Dim. Seu João disse que se o Dim-Dim não voltasse mais, ele fi­ caria com uma imensa tristeza e com um vazio enorme em sua vida, pois todos os dias o Dim-Dim dá a ele carinho e muita atenção e é retribuído com aquilo que não pode faltar: os peixes. E foi assim que surgiu esse amor entre o Dim-Dim e o Seu João, que estão juntos até hoje e o seu João espera que só a morte os separe.

Micaias de Souza, Paulo Henrique, Miqueias, Levi, Iago e Francisco.

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Foto: Marcio Ranauro

Espaço Araçatiba Gincana Ecológica une toda comunidade em prol do Meio Ambiente No dia 27 de junho, na Praia Grande de Ara­ çatiba, aconteceu a Gincana Ecológica, ação do ‘Sábado Letivo’, dia em que toda a comunidade se envolve em atividades em prol do meio ambiente e incentiva nos jovens de diferentes praias um olhar diferenciado em relação ao meio ambiente, obser­ vando a natureza preservada e visivelmente poluída.

A Gincana envolveu alunos, professores, funcionários, Brigada Mirim e comunidade em atividades como caça ao tesouro, soletrando, arrecadação de alimentos, recolhimento de materiais recicláveis, construção de horta, jardinagem e outras. Foram arrecadados mais de sessenta quilos de alimentos, que serão doados para uma instituição social, e ainda mais de três mil latinhas e garrafas pets, para reaproveitamento.

Fotos: Professores e Direção da E.M. Sylvestre Travassos

O que os alunos falaram sobre o Sábado Letivo: A gincana foi muito legal, nós andamos pela praia, brincamos de caça ao tesouro, fomos também pedir alimentos para as pessoas e também pegamos latinhas, garrafas pet e trouxemos mudas para poder fazer plantações na escola. Foi a melhor gincana que já participamos. Brenda da Silva Basílio - 6 º ano – Matariz

Para mim foi muito legal e divertido. A gente arrecadou latinhas, saímos pela comunidade para arrecadar alimentos para pessoas carentes. Rodrigo Taveres Maciel – 6º ano – Araçatiba Amei, achei que foi muito bom para todo mundo e também para a natureza. Luiza Eduarda dos Remédios Anjos – P. Vermelha

A gincana ecológica foi legal, porque nós aprendemos muitas coisas como plantar e cuidar do meio ambiente. A gincana foi produtiva e muito legal. Es- O dia da gincana foi muito legal, porque me diverti com meus amigos. Brincamos muito e depois colepero que tenham outras logo! Mackauly de Oliveira Cerques - 6 º ano – P. Vermelha tamos mantimentos pelas casas em Araçatiba. Jessi de Lima – 9º ano - Ponta Grossa Gostei muito porque saímos de casa e não ficamos só no telefone. Fizemos atividades físicas, procuramos tesouro, brincamos de soletrar, nos divertimos muito. Foi muito legal! Lara Pedro – 9º ano - Praia Vermelha 6

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Eu gostei porque vieram vários professores! E sair de casa sábado, para mim, para ir à escola, até que não foi ruim não. Foi bom e muito divertido. Stefanie Santos de Queiroz – 9 º ano – Matariz


Foto: Sid Pitter

Espaço Abraão Em meio à alegria, ao amor e à cultura da Ilha Na última edição do jornal conhecemos a nova geração do Prata da Casa. Nesta entrevista vamos saber um pouco de Nathalicio José Martins, de 84 anos, que acompanhou o conjunto durante anos, alegrando os bailes do Abraão. Conte sobre sua vida na Ilha Grande... Hoje eu estou com 84 anos. Vim com cinco anos de Manga­ ratiba para a Ilha com o meu pai, que criou a 1ª padaria do Abraão. Em 1949 fui para o Rio de Janeiro servir à Aeronáu­ tica e depois voltei para a Ilha para ajudar meu pai com o trabalho. Em 1956 fui trabalhar no presídio da Praia Preta e, logo depois, no presídio de Dois Rios. Na Ilha minha maior diversão era jogar futebol, assistir aos filmes no cinema do presídio e cantar. Foto: Ana Clara Martins

Como foi sua ligação com o conjunto Prata da Casa? Em 1990 passei a acompanhar o ‘Prata da Casa’, conjunto criado pelo Constantino Cokotós, que conhecia des­ de quando estudávamos juntos na escola. Acompanhava o grupo nos aniversários e na Folia de Reis, em que se comemorava a vida de Jesus Cristo. Apenas uma pessoa da família sabia que nós iríamos na casa, então entrá­ vamos de surpresa e virávamos a noite de casa em casa, cantando músicas que versavam sobre a vida de Jesus. Sobre que outros assuntos as músicas tratavam? Falavam também da realidade da Ilha, de amor. Sem o amor ninguém vive, né? Então as músicas falavam sobre amor, decepção amorosa. Às vezes o cara estava só no bar tomando uma cerveja e escrevia uma música... E por falar em amor, o senhor se casou por aqui? Eu casei aqui na Igreja do Abraão, em 1960. Conheci a Deise nas férias que eu passava na Ilha, enquanto mora­ va no Rio. Naquela época eu passava em Mangaratiba para vê-la, vinha visitar meus pais na Ilha, e depois vol­ tava para encontrá-la. Tivemos quatro filhos, que cresceram aqui e só saíram depois de adultos. Fomos casados 48 anos, até 2008, quando Deise faleceu. Tem alguma história engraçada que o senhor pode contar pra gente? Sobre o presídio, o amor ou a música? Ah! Teve uma vez na Casa de Cultura que entrou uma senhora com duas muletas e dois homens segurando ela pelos braços. Eu estava tocando e a senhora foi se soltando dos homens e das muletas e saiu dançando. Depois disso começaram a me chamar de ‘cantor milagroso’. Para você, a música pode mesmo ser um milagre? A música, para mim, serve para alegrar e para manter a cultura da Ilha. A música foi responsável pela diversão de muitos que iam para o baile e dançavam a noite toda. Com uma viola, um chocalho e um pandeiro se fazia um baile. Recuperar a história é muito importante, por isso é fundamental dar continuidade ao conjunto ‘Prata da Casa’, como os jovens estão fazendo. Entrevista elaborado por Ana Clara Martins, Jovem Monitora e neta de seu Nathalício

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Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega Jovens pensando global, agindo local O Rotaract Club é um programa de Rotary internacional que visa ao desenvolvimento de lideranças jovens, prestação de serviços à comunidade e melhoria do bem-estar da comunidade. Criado pelo Rotary Internacio­ nal em 1968, nos Estados Unidos, é formado por clubes com jovens de idades entre 18 e 30 anos. O Rotary está presente em quase todo o mundo e tem internacionalmente o formato de clube de serviço à comunidade. Suas conferências reúnem povos de todo o mundo em momentos de discussão e de confraterni­ zação e os associados do Rotaract Club usam distintivos que os identificam em qualquer parte do mundo.

O Interact Club Ilha Grande

O Interact Club é um clube de jovens de 12 a 18 anos que podem participar de projetos voluntários, fazer contatos internacionais e desenvolver habilidades de lideranças e se divertir. Todo Intercat club realiza dois projetos por ano, um que ajuda sua escola ou comunidade e outro que promove a compreensão internacional, como maneiras de ajudar as comunidades locais e internacionais e também de conhecer gente nova. Com o auxílio da diretoria e de professores, os alunos do Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega formaram o Interact Club Ilha Grande, com sede no próprio colégio, e agora são parte do programa Rotary Internacional. O Club foi fundado dia 27 de junho de 2015, tendo como padrinho o ex-presidente do Rotary Club Angra dos Reis, Zelio Nascimento. O Club é formado por presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro e membros.

Posse do Interact Ilha Grande - Entrega dos certificados dos membros do Interact

Jean Santos, 1° ano - jovem monitor

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Alunos vão à Feira Literária em Paraty No dia 03/07 os alunos do Colégio Estadual Brigadei­ ro Nóbrega visitaram a Feira Literária Internacional de Paraty - Flip, que ocorre anualmente e é considera­ da um dos principais encontros literários do país e da América do Sul. A Flip tem o objetivo de homenagear grandes escritores nacionais e internacionais, além de oferecer palestras, oficinas literárias e variada progra­ mação para crianças, jovens e adultos.

Este ano estiveram presentes 39 escritores e o home­ nageado foi o Paulista Mário de Andrade (1893-1945), escritor que buscou interpretar o Brasil de diferentes modos. Mário de Andrade escreveu livros clássicos como Macunaíma e Amar, Verbo Intransitivo. A importância de comparecer e participar de um evento desse gênero é ampliar a sua cultura e seu aprendizado, por isso, nós, alunos do Brigadeiro Nó­ brega, estivemos presentes, aprendendo e trocando experiências. Manoela Veiga, 1° ano - jovem monitora Fotos: Ana Clara Martins e Manoela Veiga

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Além da água cristalina, Provetá possui outros encantos, como a recepção e hospitalidade dos moradores, sempre atentos às novidades. Durante o mês de julho, a equipe do Voz Nativa teve a oportunidade de conviver com crianças, jovens, adultos e idosos, que mostraram verdadeira paixão pela praia e disposição para compartilhar as belezas do lo­ cal e de seus moradores. Através da parceria do Colégio Estadual Pedro Soares, fo­ ram realizados os cursos de Jornalismo Comunitário e Pro­ dução de Vídeo, além do lançamento do Livro “Culturas Caiçaras da Ilha Grande pelos jovens da Ilha”.

Jornalistas em suas comunidades Entre os dias 13 e 16 de julho os jovens aprenderam conteúdos e técnicas do jornalismo e refletiram sobre a impor­ tância dos veículos de comunicação alternativos para gru­ pos e comunidades se expressarem. Além da teoria, o curso ultrapassou os muros da sala de aula e fez todo mundo virar jornalista por alguns dias. Os participantes definiram pautas, elaboraram entrevistas, tira­ ram fotos, além de buscarem personagens e histórias inte­ ressantes para produzirem as matérias. Os resultados do trabalho foram relatos curiosos, diver­ são e muito aprendizado. Os textos você pode conferir nes­ ta edição do jornal, nas editorias “Espaço Provetá”, “Espaço Aventureiro”, “Espaço Praia Vermelha” e outras.

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Espaço Voz Nativa Luz, câmera e muita ação Na semana seguinte, entre 20 e 24 de julho, foi a vez dos jovens pegarem em câmeras e irem filmar. Introdu­ zidos em temas como elaboração de roteiro, técnicas de filmagem, fotografia e edição, os jovens tiveram um panorama geral sobre a produção de vídeo. O curso também aconteceu em junho no Abraão e faz parte do projeto do webdocumentário ‘Ilha Grande: cada praia, uma ilha, cada ilha, uma estória’, associado ao Voz Nativa em parceria com o LTDS - Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social da UFRJ. O documentário irá contar histórias das diferentes praias da Ilha a partir de personagens locais, com conteúdo interativo e participativo. O projeto conta com outras intervenções, como a projeção dos vídeos nas praias e praças, onde os resultados dos cursos são mostrados para toda a comunidade.

Autores são as estrelas do lançamento do livro “Culturas Caiçaras da Ilha Grande pelos jovens da ilha” Já no dia 15 de julho, os jovens estudantes do Colégio Estadual Pedro Soares foram os donos da festa de lançamento do livro “Cul­ turas Caiçaras da Ilha Grande – pelos jovens da Ilha”. A noite de lançamento, que também aconteceu no mês de abril na Vila do Abraão, não só contou com a distribuição gratuita do material, mas também com autógrafos dos autores e falas de agra­ decimento. Fruto da parceria do Voz Nativa com a direção e corpo docente dos Colégios Estaduais Pedro Soares, em Provetá, e Brigadeiro Nó­ brega, no Abraão, o livro reúne textos dos jovens moradores sobre suas próprias histórias de vida e sobre a história de suas praias, a partir de pesquisas e entrevistas.

Fotos: Equipe Voz Nativa

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Foto: Sid Pitter

Espaço Dois Rios Ecomuseu Recicla Troncos de árvores, latas, garrafas pet, madeira e retalhos de panos. Tudo isso poderia ser apenas mais lixo acumulado na Ilha Grande, mas para moradores da Vila de Dois Rios é material de trabalho, distração e renda. A exposição “Ecomuseu Recicla” reuniu, durante o mês de julho, no Centro Cultural Constantino Cokotós, no Abraão, os trabalhos realizados por estes artesãos, como resultado do projeto “Ecomuseu Recicla: alterna­ tivas para o desenvolvimento sustentável da Vila Dois Rios a partir do artesanato consciente“, coordenado por Ricardo Lima, dire­ tor do Ecomuseu Ilha Grande. O objetivo principal do projeto foi apresentar para os moradores técnicas do artesanato em diferentes ma­ teriais. “A Ilha não tinha uma tradição de artesa­ nato regional, então apresentamos várias possi­ bilidades e eles escolheram aquelas com as quais tinham a maior afinidade e interesse.” Diz Ricardo. As esculturas em madeira de descarte e as flores de garrafa pet, elencadas pelos participantes como as preferidas, foram apresentadas na exposição, que chamou a atenção de turistas e moradores. Marilda, moradora de Dois Rios e artesã, con­ ta seu depoimento sobre o curso e a exposição.

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“Meu nome é Marilda Aparecida Tavares, tenho 67 anos, sou paulista e moro na Ilha Grande há 26 anos, por isso me sinto um pouco carioca. Minha vida aqui não foi nada fácil, já era viúva quando vim para a ilha, tra­ balhei como faxineira, acabei de criar meus filhos e cada um seguiu seu caminho. Desativou-se o presídio e a vida foi ficando meio que parada, a monotonia tomando conta de tudo, até que um belo dia, por intermédio do Ecomuseu e pelas mãos do Ricardo, então diretor, vieram oficineiros para mostrar a arte de transformar em belas peças um lixo que só nos trazia desgosto. Através deles tivemos aulas e eu me apaixonei pela garrafa pet como matéria prima de trabalho. Come­ çamos fazendo peixes e depois parti para outras pe­ ças, como saboneteiras, porta-escovas e creme dental, porta-papel higiênico, vasos e flores – que são minhas preferidas! Mas como tudo na vida tem altos e baixos, meu se­ gundo marido adoeceu, meu neto sofreu um grave acidente e eu perdi o emprego. Tudo isso me deixou sem chão, aí me agarrei com muita força no artesa­ nato, pois precisava dele para não entrar em uma de­ pressão e não pensar no que estava acontecendo.

Mesmo nos momentos mais difíceis continuei a tra­ balhar com meus artesanatos e vendê-los no Ecomu­ seu. Moro sozinha, todo dia que nasce é uma nova ideia para uma nova peça. Não me interessei pelo artesanato com pet pela renda, mas sim pela terapia ocupacional e pelo prazer que tenho em tirar das ruas um lixo que é o terceiro pior do mundo – o primeiro é o lixo atômico e o segundo o lixo hospitalar.

Já que o lixo pet não tem prazo de validade para se desfazer na natureza, então, que tal, darmos utilidade a ele? Fazer deles peças lindas para embelezar nossas casas e de amigos? Foi isso que me propus a fazer: tirá-lo das ruas e transformá-lo em arte. Vamos lá, tenha uma boa ideia e pratique, como eu!”

Fotos: Marina Rotenberg

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Foto: Guia Ecológico João Pontes

Dicionário Badjeco de Termos e Manias

Espaço Badjeco Nesta edição selecionamos pequenos tre­ chos do livro “As Aventuras de um Bugrinho na Ilha Grande”, de autoria de Sergio Orestes Ribeiro. Um livro rico em conteúdo genuíno, onde o leitor navega em uma história real de uma criança que cresceu num Abraão que fi­ cou no tempo e já não existe mais. Os que se interessarem pelo livro poderão encontrar, nas mãos do próprio autor, no Camping das Palmeiras, Vila do Abraão. “Pior do que ocultar atos e fatos de uma infância rica, admirável e feliz é conformar-se em esquecê-los, deixando de transmitir preciosas infor­ mações às gerações futuras.” “Em toda a bem cuidada Vila do Abraão não se via lixo nas ruas, apesar de não haver coleta por parte da Prefeitura Municipal. Os moradores tinham a consciência de que era necessário dar fim ao lixo produzido por eles mesmos” “Nas noites quentes de verão, sob a luz prateada da lua cheia, lá iam os moradores para as praias em bandos, onde se sentavam, conversavam, cantavam, e tocavam violão... O folclore era levado muito a sério pelos nativos mais velhos, ... A dança do Calango e da Quadrilha, a Folia de Reis, o “Serra Velho”, o hábito de contar histórias nas praias...” “Dona Jurema que estava na cozinha preparando o almoço, foi atraída por aquela algazarra e foi ver do que se tratava. – O que está havendo ai, Fortunato? – Sei lá mãe! Esse cara veio buscar o galo de seu Ataliba que fugiu pra cá! Respondeu seu filho. – Como assim o galo de seu Ataliba? Esse galo que está com ele é nosso! – Eu sei mãe, mas parece que ele ainda não sabe!”

Aguatá Rajadas de vento. Bisitar o cerco Colher o peixe da rede. Capitão Primeiros grãos de café torrado para socar no pilão. Claro Lua cheia. Festá Ir para a cidade na ocasião de grandes festas.

Conhece mais termos? Encaminhe e publicamos!

“Nobuo, em vão, tentava proteger os passageiros, estendendo sobre eles uma pesada lona. O vendaval, porém, não permitia a sua fixação. O leme já não mais obedecia a Nobuo, e a canoa superlotada começou a se encher de água e vômito. O experiente condutor, percebendo que corriam risco de naufragar ali, virou na direção de Conceição de Jacareí, navegando a favor do vento. Enquanto a coisa estava feia lá fora, alguns passageiros davam um show à parte: Heráclito, sem camisa, tirava água da canoa utilizando-se de uma cuia, junto com sua irmã Elvira. Laurinda e Jurema rezavam e choravam abraçadas. Na proa, dona Xepa meio sóbria e alheia a tudo, dava grotescas gargalhadas, como que possuída por alguma entidade demoníaca.” “Seus primos, ao contrário de Fortunato, que era pacifista, eram muito unidos e brigões. Se alguma coisa os ameaçasse, se juntavam e destemidamente atacavam o agressor, fosse ele do tamanho que fosse.” 14

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Foto: Guia Ecológico João Pontes, Vista do Pico do Papagaio


Festas Católicas na Ilha Grande As festas católicas são uma tradição antiga da Ilha e são bem fortes nas comunidades de pesca­ dores, já que estes de identificam com a realidade litorânea que esteve sempre presente na vida de Jesus. Manter estas festas significa manter a fé ca­ tólica nas pessoas e manter a identidade delas. Estas festas são organizadas por pessoas das próprias comunidades que se reúnem para con­ seguir apoio e dividir as tarefas das atividades que ocorrem durante as festas. As principais fontes de apoio hoje são a prefeitura, a Cultuar, a Turisan­ gra e as pessoas que têm vínculos com a igreja. Nestas comemorações, há sempre uma procissão na qual as embarcações saem do cais e percorrem a enseada da praia. Logo em seguida é realizada a santa missa e, ao final, há uma queima de fo­ gos. Encerrada a parte religiosa, começa um forró para a diversão de toda a comunidade.

Foto: Marcio Ranauro

Matéria elaborada por Elisângela Guedes e Érica Soares, jovens monitoras, a partir de entrevista com Frei Luiz.

Agenda de Festividades Católicas na Ilha Grande Janeiro - Abraão – São Sebastião Janeiro - Aventureiro – Santa Cruz Junho - Longa – São Pedro Julho - Matariz – Sant´ana Julho - Freguesia de Sant´ana – Sant´ana Agosto - Araçatiba – Nossa Senhora da Lapa Setembro - Saco do Céu – São Cosme e São Damião Outubro - Dois Rios – Nossa Senhora Mãe dos Homens Outubro - Palmas – São Benedito Data Móvel - Bananal – Divino Espírito Santo Data Móvel – Parnaioca – Santa Cruz de Jesus

Foto: Guia Ecológico João Pontes, Igreja Sagrado Coração de Jesus, Parnaioca

Onde há igreja católica hoje na Ilha: Saco do Céu, Freguesia de Sant’ana, Bananal, Matariz, Longa, Araçatiba, Aventureiro, Parnaioca, Dois Rios, Palmas, Lopes Mendes e Abraão Jornal Voz Nativa - Ilha Grande, 2015 15


Foto: Guia Ecológico João Pontes

Espaço Longa Tradição e História na Praia da Longa Há 60 anos existe a Festa de São Pedro seguida do torneio de futebol da Praia da Longa. Essa festa nasceu com os próprios pescadores e já virou tradição. É uma forma dos moradores das diversas praias se encontrarem, trazerem o seu time e representarem suas comunidades. Sempre próximo ao dia 29 de junho, dia de São Pedro e São Paulo, o evento acontece em plena lua cheia, pois essa época não é propícia para pesca e, dessa forma, os pescadores não vão para o mar, sendo assim dá para fazer a festa, dançar forró, beber uma cerveja e jogar futebol no dia seguinte.

A Festa de São Pedro e São Paulo A divulgação da festa é feita através do rádio, no continente, e cartazes pelas praias. A festa é sempre antecedida de uma missa, da procissão e do leilão. E, para fechar, tem o tradicional forró, com prêmio para o melhor casal dançarino e muita comemoração e empolgação. No leilão, todos os moradores se envolvem e o dinheiro arrecada­ do ajuda nas despesas da festa e da igreja.

Fotos: Marcio Ranauro

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O Torneio de Futebol O Torneio de Futebol da Longa é sempre uma com­ petição saudável e hoje vemos a importância de se manter essa tradição, pois vem passando de geração para geração e recupera nossa história. Vivo isso há mais de 30 anos, meu filho joga também e é uma emo­ ção grande ver tudo se mantendo. Hoje o campo só existe porque foi feito na enxada pelas mãos de vários moradores, inclusive meus avós. É uma sensação gostosa saber que antigamente os moradores não ficavam à mercê dos governantes, eles metiam a mão na massa. Agora a gente tenta passar para os nossos filhos a ideia de manter a tradição, pro­ var que não precisamos esperar, podemos fazer. O torneio de futebol da praia da Longa é um dos mo­ mentos em que diversas praias estão juntas, no campo tem a competição, existem as divergências, mas de­ pois tem a convivência e a amizade.

Pelos jovens...

Ai passando de geração para geração, você se sente responsável e percebe que o povo cobra que você faça, porque é muito bom para todos. O esporte tem essa função, o esporte é aprendizado porque você consegue tirar da derrota coisas boas, o mundo muitas vezes é competitivo e aqui é importan­ te aprender a perder para formar seu caráter. Na Ilha Grande é difícil ter um evento, então é importante man­ ter esse encontro, especialmente no inverno. Muitos só têm esse contato uma vez por ano, e matam as sau­ dades, vão conversar. A intenção é gerar essa interação entre os moradores. No campeonato não tem muita regra, todo mundo na beira do campo, não tem a for­ malidade, mas mesmo assim acontece há anos e as pessoas vêm. As mulheres vêm também para acompa­ nhar seus maridos e familiares. Roberto Revelino Leopoldino,

nascido na Longa e um dos responsáveis pelo Torneio de Futebol da Praia da Longa

O torneio da praia da Longa é muito importante para a comunidade, pois mantém viva a cultura da comuni­ dade e reúne adultos, jovens e crianças de outras praias para se divertirem e se reverem. Esse torneio acontece há muitas décadas e não podemos deixar essa tradição se perder. No último dia 5 de julho aconteceu, na Praia da Longa, o torneio de futebol tradicional da Festa de São Pedro. No total, estiveram presentes 12 times de diferentes praias. Em primeiro lugar ficou Matariz, em segundo Praia de Fora. O artilheiro foi o Bruno, do Matariz, com saldo de 8 gols. Guilherme Dias, Lucas Oliveira, Thiago Nunes e Luis Felipe Silva,

alunos do Colégio Estadual Pedro Soares e moradores da Praia da Longa.

Regras do Torneio de Futebol da Longa:

• Eliminatório. Jogam dois times, aquele que perder sai da disputa. • Se dá por sorteio, a dupla de times que irá disputar. • O vencedor do primeiro joga com o vencedor do segundo jogo, e assim por diante. • Há troféus para primeiro, segundo e terceiro lugar. • São selecionados também: artilheiro (quem fez mais gols) e melhor goleiro.

Foto: Marina Rotenberg17

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Ilha Grande

vista de

cima

O parceiro e guia João Pontes listou para o Voz Nativa os mirantes mais bonitos da Ilha Grande, lugares onde a Ilha pode ser vista do alto, de diferentes perspectivas. Guia há 20 anos, João é apaixonado por caminhadas e fotografia, cede para o Jornal Voz Nativa seus cliques.

Mirante do Deus me Livre Este mirante se encontra na trilha Abraão x Palmas, em uma caminhada nível médio. Vista fantástica para a Vila do Abraão, com direito à visão para o Pico do Papagaio. Lugar ideal para descansar e admirar a paisagem.

Mirante de Palmas Mirantes ao longo de uma caminhada pesada e sem trilha, que deve ser feita, preferencialmente, com acompanhamento de um guia. São vários mirantes com vistas para toda a enseada de Palmas e, no início e ao final, para a Praia de Lopes Mendes. Simplesmente lindo!

Mirante de Lopes Mendes Mirante ao longo de uma caminhada longa e sem trilha, que requer a presença de um guia. Visual único da Praia de Lopes Mendes, com o Pico do Papagaio ao fundo.

Mirante de Dois Rios O mirante de Dois Rios é simplesmente fantástico, pois a partir dele é possível avistar toda a Ilha Grande nos extremos. A caminhada é longa, pesada e sem trilha, por isso deve ser orientada por um guia.

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Mirante do João – Parnaioca Mirante imperdível, com trilha bem curta próxima à trilha Dois Rios x Parnaioca, com vista para Praia da Parnaioca, além de fantástica vista para as Praias do Sul, Costão e Praia do Demo e Praia do Aventureiro.

Mirante de Parnaioca Caminhada de nível mais pesado, a partir da Praia de Parnaioca. Por não ter trilha limpa, é recomendado fazer com guia. Visual amplo e inesquecível das Praias do Leste, Ilhote, do Sul, Costão e Praia do Demo e a Praia do Aventureiro.

Mirante do Sundara - Aventureiro Mirante surpreendente a partir de caminhada média para quem está no Aventureiro. Do topo, se vê a Ilha Grande, do Aventureiro até a Parnaioca vendo as Praias e costão do Demo, Praia do Sul, Ilhote, do Leste e as lagoas, do Sul e do Leste e ainda a Praia de Parnaioca. A vista é de cair o queixo.

Mirante da Lagoa Verde Mirante a partir de caminhada de nível alto, iniciada em Araçatiba. Vista linda da Lagoa Verde, Praia da Cachoeira e Praia de Araçatiba.

Mirante da Lagoa Azul Caminhada pesada e totalmente sem trilha, com saída a partir de Japariz. A vista é de 360 graus, onde se vê de um lado a Lagoa Azul e de outro o Saco do Céu. É possível ver até o Farol dos Castel hanos. Simplesmente lindo!

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MARIANA GARCIA NEDER

ARNALDO PAES

PROFESSORA DE INGLÊS DO VOZ NATIVA

GUIA DA ILHA GRANDE

O projeto é muito importante para quem mora na ilha e trabalha com o turismo. Ele vem capacitando essas pessoas a melhorarem seus trabalhos, atendendo melhor os turistas. O bacana é que o Voz Nativa não esta focado no Abraão, mas na ilha toda. As outras praias são muito carentes de atividades assim.

Apoio:

Parceiros:

Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega

Colégio Estadual Pedro Soares

Realização:

www.alternativaterrazul.org.br

O Voz Nativa, como o próprio nome ja diz, é para o nativo. O projeto está indo muito bem em fazer um trabalho de educação regional, com respeito e resgate da cultura. O projeto se envolve com pessoas de todas as praias, ouvindo suas histórias. O jornal está começando e é muito importante para integrar as diferentes praias, através da cultura e história do nativo.

João Pontes

Guia Ecológico

Patrocínio: Projeto Juventude Protagonista Ilha Grande

Foto: Guia Ecológico João Pontes, Praia Brava

Parque Estadual da

Ilha Grande

Jornal Voz Nativa 06  

Edição 6 do Jornal Voz Nativa

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