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Cem Jornal Limites


Editorial Que escola pública queremos? A escola pública deve ser acima de tudo uma escola de todos e para todos. Uma das grandes riquezas da humanidade é a sua heterogeneidade e por isso, tal como a sociedade, a escola deve ser desafiada a repensar estratégias para acolher todos os alunos procurando ser o mais inclusiva e multicultural possível aplicando o exposto no ponto 3, do Enquadramento da Ação, da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais (Salamanca, 1994) “... As escolas devem acolher todas as crianças, independentemente da sua condição física, intelectual, social, emocional, linguística, entre outras. Este conceito deve incluir crianças com deficiências ou sobredotadas, crianças de rua e crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nómadas, de minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.” Para cumprir este desiderato a escola pública tem no entanto que mudar a sua visão de escola de massas. Tem que deixar de ser uma escola uniformizada, assente num conjunto de salas de aula nas quais, recorrendo a uma pedagogia tradicional, se ensinam e repetem um conjunto de atividades pré-formatadas pensadas na ótica da homogeneização dos alunos. As crianças são diferentes e por isso é premente introduzir novos estilos de aprendizagem que, de acordo com António Dias de Figueiredo, permita às escolas preparar os alunos, futuros cidadãos, para "um mundo globalizado, complexo, de mudança, centrado no conhecimento, onde todos competem com todos, sem fronteiras, e onde a capacidade de cada um para criar valor, com empenho e inovação, passou a ser fator crítico, não apenas de sucesso, mas de sobrevivência". Então qual é o caminho? O futuro da escola pública tem que passar necessariamente pela mudança da organização do ensino, do currículo, da organização temporal e espacial ou seja na transformação da sala de aula.

Índice O QUE FAZEMOS, página 3 O QUE DIVULGAMOS, página 8 O QUE CRIAMOS, página 16 O QUE NOS DIVERTE, página 24

Ficha técnica Nome do jornal: Cem Limites Propriedade: Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade, Rua Augusto Lessa,4200-098 Porto Coordenação: Sónia Cruzeiro Equipa do Jornal: Sónia Cruzeiro, Ângela Santos, Lúcia Pinto, Maria Luís Poças, Cristina Albuquerque, Anabela Mota.

O Diretor Emídio Isaías

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O QUE FAZEMOS Uma grande aventura das amigas Miró No ano 10000, sete grandes amigas queriam descobrir novos planetas, uma delas sabia que havia um planeta velhinho chamado Terra. E sugeriu: - Já sei! Vamos ao planeta Terra. Todas concordaram, foram-se preparar para a sua grande aventura. Vestiram os seus fatos de cosmonautas, levaram os seus alimentos, a água, enfim tudo o que era necessário para a viagem fantástica que iriam fazer. Entraram para a nave espacial, acomodaram-se e iniciaram a viagem. Na sua nave espacial, viram um grande cometa a passar, estrelas brilhantes cintilavam, luas cor de fogo, crateras de Marte, os anéis à volta de Saturno, enfim tinham acabado de entrar na Via Láctea. A vista da nave era maravilhosa! Quando chegaram ao planeta Terra, foram parar a uma cidade chamada Paris e foram visitar um Museu. Lá viram quadros de um pintor, que se chamava Miró. - Estes quadros são parecidos connosco! - Comentou uma das amigas. Todas ficaram admiradas com o que viram. O museu tinha muitos visitantes, passavam pelas amigas e um grupo disse: - O que será isto? - Todas se admiraram, mas não ligaram. Entretanto uma das amigas quis visitar um país chamado Portugal. Elas tinham ouvido dizer, que era um país muito bonito, as pessoas muito simpáticas e acolhedoras. Todas concordaram e decidiram ir.

Quando chegaram a Portugal, foram para a belíssima cidade do Porto. Assim que começaram a visitar a cidade todos os portuenses ficaram admirados com o aspeto das amigas, mas havia sete crianças, que até acharam as amigas bonitas. Elas continuaram a pensar nos quadros e pensavam, como eram parecidas com eles. Quando chegou a hora do almoço, as amigas foram a um restaurante de cinco estrelas, todas as pessoas ficaram muito escandalizadas, com o aspeto das amigas. - Que pessoas mais estranhas! – Exclamavam. As amigas ficaram tristes, porque as pessoas estavam a ser racistas. Então, as crianças decidiram intervir e puseram cartazes pela cidade, para as pessoas pararem de ser racistas. Os portuenses refletiram e começaram a aceitar as amigas tal como elas eram. Passado alguns meses, as crianças retiraram os cartazes pois as pessoas tinham deixado de ser racistas. As amigas gostaram tanto de viver no Porto que resolveram ficar para sempre em Portugal. E sempre que saíam à rua as pessoas diziam: - Lá vão as meninas Miró, que belas são. Dão cor à cidade. São como o nascer do Sol, são o amanhecer! Perlimpimpim a nossa viagem e história chegou ao fim. Professora Maria Emília Soares, 4º B, EB Augusto Lessa

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Laboratório Aberto No passado dia 17 de março realizou-se a atividade “Laboratório Aberto” destinada aos alunos de 6º ano da nossa escola. Foi com grande entusiasmo que estes alunos visitaram o laboratório de Físico-Química. À sua espera estavam várias experiências que tentaram estimular a curiosidade e o gosto pela Ciência. Da avaliação resultou 100% de

satisfação quer quanto ao gosto pelo que viram quer quanto à manifestação de interesse em aprender mais sobre estes assuntos. A Ciência é fascinante e … a “brincar” também se aprende… Professora Teresa Moura, EB Eugénio de Andrade

Festa da Primavera - 2016 No dia 18 de março, do presente ano letivo, decorreu no polivalente da Escolasede, a Festa da Primavera – 2016, organizada pela Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) com o objetivo de estimular o convívio lúdico em ambiente escolar.

Todos tiveram o privilégio de assistir ao “Jogo de Cabra-Cega”, interpretado pelos alunos da oficina de música. Seguiram-se os alunos da classe de ginástica que, aos saltos e ressaltos, cambalhotas e acrobacias prenderam toda a plateia e os da oficina de dança contemporânea que executaram coloridas coreografias. Houve uma surpresa: a atuação dos Screen Catchers, com um aluno da escola, o Fernando Silva, como vocalista e tendo interpretado temas apreciados por todos. Finalizámos a tarde de festa com a presença do cantor Carlos Maciel, convidado pela APEE, que tocou a sua guitarra, cantou e encantou todos os presentes com a sua capacidade vocal. Durante toda a tarde esteve disponível, na “Cantina da Primavera”, um lanche variado que muito deliciou toda a comunidade escolar. Foi uma tarde magnífica, muito participada e onde todos se divertiram

! A Direção da APEE da EB Eugénio de Andrade

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«FAIR-PLAY» MARCA GOLAÇO! FUTSAL, o 5º A fintou, bailou e só parou quando eles se sagraram campeões e elas campeãs nos seus respetivos torneios. Os rapazes do 4º ano da Augusto Lessa classificaram-se num honroso terceiro lugar, após perderem no desempate por grandes penalidades com o 5º E. Destaque também para o segundo lugar conquistado pelas jogadoras da Escola do Covelo (1º ciclo) e pela turma do 5º A. Porém, os justos vencedores do Torneio de Futsal (4º/5º anos) não tiveram vida fácil nas respetivas fases de apuramento, sendo obrigados a suar a camisola para ultrapassar as restantes equipas em prova, as quais acabaram por vender cara a derrota sempre em jogos disputadíssimos até aos últimos segundos.

Diga-se ainda que, sobre as arbitragens, nada há a dizer. E, isso, é o melhor elogio que se pode fazer às várias equipas de árbitros em jogo. Assim, apenas sobram palavras para referir o espetacular golo assinalado em conjunto pelo «Fair Play» de todas as equipas, durante a tarde toda desse dia 14 de Março. Isto é, o assinalável espírito desportivo dos mais jovens jogadores do nosso Agrupamento de Escolas, tanto mais que, golos desses, vão sendo cada vez mais raros pelo País fora. Por isso, quando tal acontece, é costume dizer-se: «Eh, pá! Este é um golo do outro mundo». Ou seja, um verdadeiro golaço! Professor Álvaro Couto, EB Eugénio de Andrade

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E A ESCOLA MEXEU-SE! ORIENTAÇÃO. Trinta e sete minutos e, noventa e um pontos acumulados foi quanto levou a turma do 5ºE a percorrer a escola, levando-a a ganhar a prova de Orientação «Mexe-te Escola», edição 15/16. Um desafio para tudo e para todos (independentemente da idade e do ano), onde a velocidade das pernas não é uma batata, mas o que verdadeiramente conta é uma cabeça assaz orientada. O «Mexe-te Escola» é assim: deixam-se correr as pernas, brincando entre trajetórias e estações ou balizas, à procura de descobrir uma saída num mapa, para um ou outro lado do terreno. Também convém não respirar com muita força e deve-se evitar as leituras bruscas, as que deitam tudo abaixo no tempo de prova, espreitando o olhar e a inteligência para dentro do exercício, dando a resposta mais correta

aos problemas e obstáculos colocados, entretanto, ao longo do percurso da prova. Manhã de terça-feira passada, e, novo desafio, acaba colocando em prova cerca de 160 atletas, representando mais de vinte turmas da escola. Então, com os olhos no horizonte de um mapa e o espírito no cais de cada estação, pernas e olhos fazendo-se cada vez mais abertos, indo pelos caminhos de encontro do Académico Futebol Clube, da Associação de Pais, da Terapia da Fala, da Língua Gestual Portuguesa, da Físico-Química, Biblioteca, da Geografia e, claro, com assistência dos professores de Educação Física e de alunos de diversas turmas, os atletas lá se orientaram, como num sobressalto de parto, à descoberta da escola. E, tanto assim foi, que a escola então – mexeu-se!

Professor Álvaro Couto, EB Eugénio de Andrade

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Semana dos Afetos “Semana dos Afetos” - O mote foi dado pelo PES “Projeto de Educação para a Saúde” mas os adeptos multiplicaramse. Nesta semana de atividades estiveram envolvidas a maior parte das turmas (desde o pré escolar até ao 9º ano) vários professores e encarregados de educação que deram azo à imaginação para demonstrarem: Afeto! Afeto!!! Como?!? - Carteiro das Emoções, Filme dos Afetos, Cortina dos Afetos, Atelier de Dança, Ensemble Musical, Oficina de Culinária e Velas Decorativas, Hora do Conto, Propostas de Leituras e Exposições de Poemas, “É de derreter o Coração” e “Eletrochoque”, Esquemas Gímnicos, Exposições, Surpresas Musicais, Teatro dos Afetos e Sarau.

É muito importante a participação e envolvimento dos alunos nestas atividades. Desenvolvem outras competências e assumem responsabilidades, dão a conhecer o seu potencial e são estimulados pela presença de colegas e encarregados de educação. É também uma forma destes verem os seus filhos/educandos no seu meio escolar, as relações que estabelecem, o envolvimento demonstrado, valorizando o trabalho desenvolvido com tanto esmero pelos seus “rebentos” e por quem os acompanha na escola.

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Equipa PES

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O QUE DIVULGAMOS Sobre a história “Sebastião“ de Manuela Bacelar Sebastião 1 Era uma vez um bebé que estava a brincar com um peixe de borracha. Ele viu uma caneca e gatinhou até lá para pôr o peixe lá dentro. Depois virou a caneca e entornou a água. A água transformou-se num rio. O peixe nadou com as suas barbatanas mas o peixe ficou grande e o rio também. O bebé foi parar ao fundo do mar e o peixe era um peixe borboleta e rei. Ele encontrou lá muitos peixes, um polvo e uma tartaruga. Apareceu uma sereia que chamou o bebé para o levar para o sítio das sereias que se chama: “algas do mar”. Então alguém gritou “ sebastião! “ Era a mãe! Ela pegou no sebastião a pingar água e pendurou-o no estendal. Ficou a pingar água para a caneca.

Sebastião 2 Um menino estava sentado a rir. Ele viu uma caneca maior que ele e foi até à caneca espreitar. Virou a caneca e entornou água azul escura. Ficou tudo a flutuar num mar diferente, roxo! É um mar magia porque tem uma cartola. Apareceu uma bruxa de um castelo e o menino voltou a flutuar. Apareceu um Anacleto, um lobo mau e um peixe mau que queria ferrar a mão do menino! A sereia viu o menino ao contrário e o mar tinha uma lâmpada, um regador. Se calhar estava poluído. Alguém chamou o sebastião outra vez e ele foi-se embora aborrecido. Penduraram-no outa vez no estendal e saiu um peixe da sua boca. Ficou a pingar para dentro da caneca! Foi tudo culpa do peixe!!!?? Reinventada por crianças de 3,4,5 anos da sala 0A do jardim-de-infância, de Augusto Lessa. Educadora Ana Cristina Ladeiras, EB Augusto Lessa

Menções honrosas por comportamento meritório No dia 15 de março, na Escola Básica Augusto Lessa, decorreu a entrega de Menções Honrosas por Comportamento Meritório, atribuídas pelo Conselho Geral aos alunos: Beatriz Faria Mendes, Filipe Graça Monteiro, Laura Branco Múrias e Miguel Coutinho.

Com estes prémios, o Agrupamento Eugénio de Andrade reconhece a enorme importância de comportamentos e atitudes de empenho no estudo, espírito de iniciativa, tolerância, coragem, amizade e solidariedade. A Direção do Agrupamento, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola sede, a Porto Editora, a Junta de Freguesia de Paranhos e a associação “Ajudaris”, apoiaram esta iniciativa. Professor Emídio Isaías, Diretor

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Comemoração do Dia Mundial do Rim No dia 10 de março de 2016 assinalámos o Dia Mundial do Rim nas Escolas Básicas de Augusto Lessa, Costa Cabral e Covelo com o tema “ Doença Renal & Criança agir cedo para prevenir!” O objetivo desta atividade foi alertar as crianças e consciencializar os adultos sobre a importância dos rins para a saúde, de modo a prevenir a doença renal e os problemas de saúde a ela associados. Esta é uma iniciativa da Sociedade Internacional de Nefrologia, e para a sua realização tivemos a preciosa colaboração de Pediatras, Nefrologistas e Nutricionistas.

rins muito saudáveis: - Beber 1/1,5l de água por dia, “Os rins gostam de muita água!”;  - Não comer alimentos salgados;  - Não comer alimentos com muito açúcar e evitar refrigerantes;  - Comer muitas frutas e vegetais;  - Praticar desporto;  - Não fumar;  - Não usar drogas. No final foi oferecida uma garrafa de água e um desdobrável para que toda a informação pudesse chegar às famílias. Após esta sessão os alunos elaboraram trabalhos muito criativos que foram levados a concurso nacional tendo sido premiados com uma Menção Honrosa!

Na sessão de sensibilização os alunos aprenderam algumas regras para ter uns Coordenadoras das Escolas do 1º ciclo

Vamos todos cuidar dos nossos rins!

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Visita de Estudo ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro No dia 4 de fevereiro de 2016, a nossa turma (4ºA), foi fazer uma visita de estudo ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Saímos da escola de autocarro por volta das 9h30m. Quando chegámos ao aeroporto lanchámos e iniciámos a nossa visita. Dirigimo-nos a um guiché onde foi colocada, a cada um, uma identificação para podermos circular dentro do aeroporto. Em seguida fomos ver o quadro com as chegadas e as partidas dos aviões, depois fomos ver alguns objetos que tinham sido apreendidos em voos, pois são proibidos de levar dentro do avião. Continuamos a nossa visita e vimos como se despacha a nossa bagagem mesmo que seja de grande tamanho, pois há uma área específica para isso. Em seguida passámos pelo controle de segurança onde fomos revistados. Fomos ver alguns aviões aterrarem e levantarem voo e ficamos a saber que

quando um avião aterra tem um carro à sua espera que lhe indica para que lugar ele deve ir. Quando um avião tem que descolar é empurrado por um carro pois o avião não tem marcha atrás. A visita foi muito divertida e aprendemos muita coisa.

Curiosidade: Sabiam que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro foi eleito em 2015, pelo Airports Council International (ACI), como um dos 5 melhores Aeroportos Europeus?

Professora Patrícia Gomes, 4º A, EB Covelo

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Sexo à moda do Porto – uma conversa com o Dr. Quintino Aires. No passado dia 23 de Abril, a biblioteca da Escola Eugénio de Andrade foi um estúdio de televisão. A turma A do oitavo ano de escolaridade, ao longo do segundo período, no contexto da disciplina de Cidadania e Mundo Atual, desenvolveu um projeto no âmbito da Educação Sexual, tendo por temática a violência no namoro. Nessa senda, os seus trabalhos de investigação, debate e reflexão culminaram com a realização de uma conversa com o psicólogo Quintino Aires. Sendo a Escola Eugénio de Andrade uma instituição escolar do Porto, considerou-se pertinente mobilizar para esta problemática os meios de comunicação social sitos no concelho, nomeadamente o Porto Canal, para que o debate e a clarificação deste assunto fossem amplos e abrangentes. Assim sendo, a biblioteca tornou-se ainda mais viva, transformando-se num verdadeiro estúdio de televisão. Com a presença da jornalista Dr.ª Ana Guedes e do psicólogo Professor Doutor Quintino Aires – autores do programa Sexo à moda do Porto –, os alunos desenvolveram com estes intervenientes um verdadeiro diálogo. Por entre projetores, câmaras, cabos elétricos..., estes alunos verbalizaram muitas das suas dúvidas e desconfianças. Quisemos conversar na nossa biblioteca e no chão: conversar, porque mais informal, porque mais próximo, porque mais sentido, inclusivamente porque mais afetivo... Temeu-se que fazer mais uma palestra ou mais uma conferência seria apostar num formato que poderia não conseguir criar a empatia, o conforto e a intimidade necessários para que

discentes desta faixa etária possam expor (e expor-se) as suas incertezas, medos e anseios, sobretudo num tema tão sensível e importante como é a questão da sexualidade. Participaram, também, nesta atividade os alunos da turma C e S do oitavo ano de escolaridade, contando sempre com intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, para garantir a comunicação efetiva com todos os alunos. Com efeito, esta atividade foi verdadeiramente inclusiva e integradora de todos os discentes sem exceção. A turma A do oitavo ano acredita que esta conversa permitiu, concomitantemente, mostrar a toda a comunidade o trabalho sério e fundamental que nas suas aulas se realiza ao nível da Educação Sexual, desmistificando ideias e destruindo tabus. Refletimos e discutimos de um modo arejado (mas denso no conteúdo), moderno (mas intransigente nos aspetos de formação) e cativante (não infantilizando os alunos, responsabilizando-os da e na sua ação). Construiu-se um excelente momento de aprendizagem, tão necessária nas nossas escolas hodiernas e nas gerações mais novas. Finalizamos com uma palavra de sentido agradecimento e apreço a toda a equipa do programa Sexo à moda do Porto, especialmente ao Dr. Quintino Aires, que aceitou o desafio de participar neste projeto, realizado por alunos e para os alunos. Uma conversa marcante, num programa de televisão filmado nos bancos da nossa Escola: Educação Sexual à moda da Escola Eugénio de Andrade. Professor André Matias, EB Eugénio de Andrade

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Noticias Desporto Escolar Nacional do Corta Mato Parabéns ao aluno José Pedro Silva, do 9º S, pela brilhante classificação no Nacional do Corta Mato que se realizou a 26 e 27 de fevereiro em Famalicão. Um fim-de-semana chuvoso e frio mas brilhante para o nosso atleta. José Pedro Silva, Vice-campeão Nacional no escalão Iniciados Masculino NEE.

Mega Sprinter- fase CLDE Realizou-se no dia 12 de março no Estádio Municipal de Póvoa do Varzim. A nossa comitiva esteve representada por alunos aplicados e esforçados. Foi com grande satisfação que contamos com a colaboração do nosso Diretor, e Presidente do Clube de Desporto Escolar, nesta iniciativa. Destacamos a classificação: Rita Barbosa – 3º lugar – salto em cumprimento – Infantil A Fem, com um salto de 3,65 (a 3 cm da 2ª classificada); Diogo Vilarinho – participação na meia final – 40 metros Infantis A Masc. Maria Rios – 4º lugar- 1000m- infantis B Femininos – numa prova em que revelou serenidade e uma garra surpreendente; Maria João Ferreira – 4º lugar – salto em cumprimento, Iniciado Feminino – com um salto de 4, 39m; Maria João Ferreira – 5º lugar na Final 40 metros, Iniciada Fem.

Salto em comprimento (Mega Salto)

As provas em que participámos: Velocidade - 40m (Mega Sprinter)

Resistência- 1000m (Mega Km)

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Dia do intérprete de Língua Gestual Portuguesa No dia 25 de janeiro, a Escola Básica Eugénio de Andrade, comemorou o dia do intérprete de Língua Gestual Portuguesa. Foram desenvolvidas diversas atividades no polivalente, a fim de dar a conhecer esta profissão.

especificamente, em escolas de referência para o ensino bilingue de alunos surdos (EREBAS).

Alunos, professores e restantes elementos da comunidade tiveram a oportunidade de refletir através de dinâmicas de grupo, com tradução em LGP, sobre esta profissão. Assim, consideram-se intérpretes de Língua Gestual os “(…) profissionais que interpretam e traduzem a informação de língua gestual para língua oral ou escrita e vice-versa, por forma a assegurar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes”. Este trabalho é realizado em diferentes contextos: tribunais, hospitais, comunicação social, centros de saúde,… em todos os locais onde as pessoas surdas circulem, embora a maioria destes profissionais desempenhem as suas funções na educação, e mais

Neste contexto, o intérprete realiza um trabalho de colaboração com toda a equipa multidisciplinar especializada, corporizando o trabalho enquanto intérprete educativo, procurando responder às necessidades dos alunos e das suas famílias, sendo impreterível um compromisso comum de partilha de objetivos. Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa

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Visita do 4º Ano à E.B. Eugénio de Andrade No dia 25 de maio os alunos do 4º ano almoço! foram à E.B. Eugénio de Andrade numa Enquanto aguardavam pelas atividades visita de conhecimento da escola que, da tarde, aproveitaram para matar para muitos, será a sua no próximo ano saudades dos colegas que agora letivo. frequentam a EB Eugénio de Andrade, Começaram por assistir a uma peça de exploraram o recreio e fizeram algumas teatro em inglês, representada pelos brincadeiras juntos. alunos do 5ºA. Os atores estiveram Chegada a hora da visita ao Museu, muito bem e foi muito divertida! todos estavam expectantes para ver e Parabéns a todos. aprender mais! Fizeram perguntas, Em educação física tiveram de tiraram dúvidas e no final tiveram ultrapassar alguns receios quando oportunidade de assistir à simulação da realizaram um percurso radical e alguns entrada em erupção, de um vulcão. jogos, no ginásio. Na aula de geografia De seguida, conheceram um pouco da fizeram pesquisas em sites bastante disciplina de E.M.R.C. Dirigiram-se interessantes que serão uma preciosa depois para a última atividade, todos ajuda para futuros trabalhos. contentes! Esperava-os a professora de Rapidamente chegou a hora do almoço e EV com uma proposta de pintura muito muito ansiosos dirigiram-se para a criativa! cantina onde os esperava um delicioso "Agradecemos a todos os professores que nos proporcionaram este dia fantástico!" - Alunos 4º Ano, EB Covelo

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A ÁRVORE (Projeto Grito)

Para gritar mais alto, sem fazer ruído, só no GRITO porque viu-se um “Rio” a crescer, iniciando o crescimento de canas… e da famosa “Árvore”. Árvore essa que deu asas ao espetáculo que reuniu uma multidão de gente na Praça D. João I, no passado dia 26 de maio. Tudo isto foi levado a cabo por um trabalho multidisciplinar que envolveu Artes Plásticas, Novo Circo e Música e que deu voz e corpo às ideias dos alunos, professores e formadores – os atores deste grandioso espetáculo. A Árvore, tema fundamental deste evento, é sinónima de educação onde cada elemento, presente nela, tem um significado próprio:  Terra – formação que fornece os nutrientes necessários às crianças;  Raízes – estabilidade que promove a segurança nas crianças;  Água – símbolo da humildade que leva à absorção das aprendizagens;  Tronco – fortificação que conduz à identidade e aos valores sociais e culturais;

 Ramos – caminho a seguir para alcançar conhecimento e experiências;  Sol – símbolo da luz e do calor que origina o amor incondicional;  Ar – espaço que as crianças precisam para crescerem e criarem a sua própria identidade. Este Projeto ensina-nos a dar valor às artes, a trabalhar em grupo, a ajudar-nos e a sermos amigos uns dos outros. Testemunhas deste Projeto foram os alunos do 4ºA da EB1 de Costa Cabral que não só sentiram na pele estes valores, como também participaram nele de corpo e alma: “Gritámos alto, Gritámos EXISTIR porque isto parece um mito!!”

Alunos da Turma do 4ºA, EB Costa Cabral

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O QUE CRIAMOS APRENDER ATRAVÉS DA ARTE É também através da Arte que se podem desenvolver competências ao nível do pensamento crítico e criativo, bem como atitudes e valores. É urgente atuar por forma a não deixar que os conteúdos se sobreponham a aspetos fundamentais para o crescimento pessoal e social das nossas crianças, proporcionando-lhes experienciar e vivenciar atividades que promovam diferentes formas de olhar o Mundo respeitando diferenças culturais e valores, visando a qualidade de todo o processo educativo daqueles que serão os adultos de amanhã, numa busca de cidadania responsável e ativa. Neste pressuposto, sempre que possível, a turma A do terceiro ano de escolaridade da EB Augusto Lessa, neste ano letivo tem participado em atividades que fomentem esta atitude. Foi o caso da participação no VII Concurso MOA de Desenho Infantil Porto 2016, da Fundação

MOA de Portugal, onde os alunos participaram com trabalhos individuais, sendo que o aluno Gonçalo Dinis Graciano Santos alcançou o 3º prémio (material de desenho no montante de 30 euros) e a aluna Luna Alexandra Simões Santos, uma Menção Honrosa.

A turma também participou com um cartaz coletivo no Concurso do SPZN – “Era Uma Vez… o 1º de maio”, onde conseguiu o 2º lugar, do 2º escalão (1º ciclo do Ensino Básico – pintura) com o prémio de uma máquina fotográfica digital e um CD. Professora Ana Viana, 3º A, EB Augusto Lessa

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“A maior flor do mundo” de José Saramago

Finalizado o “Antes da leitura”, passouse para a leitura da história propriamente dita e respetiva interpretação que se baseou no diálogo, na fundamentação de ideias, na consolidação de conceitos e na concretização. Esta concretização partiu dos alicerces do Espírito crítico, da Criatividade e da Construção de valores, finalizando em “Eu sou a maior flor do mundo…” Isto tudo culminou num lindo mural, resultado de todo este trabalho descrito nestas breves linhas.

Queremos, com este trabalho, mostrar que se consegue trabalhar um livro de Educação Literária de uma forma divertida e interdisciplinar, tendo como base a temática a Expressão Oral na construção das Competências Sociais na criança. Esta aula revelou-se com sendo um trabalho de equipa, desde a professora titular com a professora estagiária da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti até à formação dos grupos de 3 elementos, no seio da turma. Começou pelo “Imaginamos” onde houve lugar à observação da capa do livro, à sua análise até chegar à imaginação e escrita criativa em grupo que, mais tarde, foi revelada oralmente. “A maior flor é a pessoa que ama porque a ajuda não é desperdiçada, é uma amizade verdadeira para a vida.” “Não se deve deixar ninguém para trás devido às aparências. Devemos ajudar quem mais precisa e, às vezes, sacrificar-nos pelos outros.” “Não devemos deixar os outros para trás porque se queremos ser respeitados, devemos, também, saber respeitar.” “Devemos ter em atenção as pessoas que se sentem tristes, magoadas ou sozinhas, pois, não gostaríamos que nos acontecesse o mesmo. A amizade é um grande tesouro!” “Devemos sempre ajudar seja um amigo ou alguém que precise de nós.” “Nunca devemos virar as costas a um amigo, pelo contrário, devemos ajudá-lo, custe o que custar.”

Também, aqui ficam alguns dos pareceres que permitiram que essa árvore florescesse tanto… “Vale mais as boas ações que fazemos, como ajudar e ser amigo, do que ligar às aparências. Contudo, devemos estar sempre atentos ao que está por dentro porque isso é que nos vai ajudar a fazer uma boa escolha ou a praticar uma boa ação.” “Até algo pequeno com empenho e esforço consegue fazer algo enorme, se não conseguirmos sozinhos, podemos sempre contar com os amigos que estão prontos para nos ajudar.” Professora Cristina Cabral, 4ºA, EB Costa Cabral

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Desenvolver um Projeto Um Projeto é, acima de tudo, um caminho. Este caminho leva-nos a descobrir inúmeros caminhos, um após outro. E é nesse caminhar que encontramos os outros, esses outros que parecem, a um primeiro olhar, pequenas pedras baças, mas que aos poucos começam a brilhar. O seu brilho chama-nos à atenção e, então, percebemos a sua beleza como única. Um Projeto é uma descoberta contínua, de conhecimentos diversos e dispersos, que vamos juntando, peça a peça, até formar um todo compreensível. Um Projeto é um acumular de pequenos momentos em que aprendemos a dialogar uns com os outros, a saborear as palavras que se trocam, absorvendo as ideias partilhadas com prazer. Um Projeto é um modelar lento de um trabalho que se vai descobrindo e construindo aos poucos e que nos surpreende quando o vemos já pronto diante de nós, como algo desconhecido. Um Projeto é uma forma de perceber o Mundo, compreendendo que é a nós mesmos que acabamos por descobrir, neste processo aliciante que é a investigação. Projeto Com Escolas - uma iniciativa do Serviço Educativo da Fundação de Serralves Professora Luísa Ferreira, EB Eugénio de Andrade «As Imagens do Corpo» - 2016 Este ano letivo, o tema do Projeto com Escolas do Serviço Educativo de Serralves é «As imagens do corpo». Este tema surgiu no âmbito da exposição de Helena Almeida, que esteve patente no Museu de Serralves, uma vez que esta artista utiliza o seu próprio corpo como tema do seu trabalho. Decidi inscrever os alunos do 6º C neste projeto, depois de os ter consultado. Assim sendo, temos estado a trabalhar neste projeto desde janeiro, em algumas aulas de História. Os alunos já foram duas vezes a Serralves, para participarem em duas oficinas - «O corpo na Casa» e «Corpo Mutante». No fim do 3º período os trabalhos dos alunos de todas as escolas participantes integrarão uma exposição, que será inaugurada em julho na Sala do Serviço Educativo do Museu de Serralves. Convida-se desde já toda a comunidade escolar a visitar a exposição em Serralves. Professora Luísa Ferreira, EB Eugénio de Andrade

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Uma escritora que desperta sentimentos! No dia 29 de abril, tivemos o privilégio de receber na nossa escola a visita da autora e ilustradora Manuela Bacelar, uma vez que durante a semana da leitura não lhe foi possível comparecer por questões de saúde. Mas a espera valeu a pena… As turmas trabalharam na sala de aula “Os Ovos Misteriosos” (pré escolar) e “O meu avô” (1º ciclo). Foi uma oportunidade para exprimir os nossos sentimentos sobre os avós e a sua importância no seio da família. A escritora e ilustradora foi recebida no ginásio da escola onde estavam expostos os nossos trabalhos. Todos tiveram oportunidade de mostrar o que fizeram na sala de aula, o que resultou em trabalhos muito diversificados: desenhos, pinturas, colagens, recorte, dobragens e textos.

A ilustradora teceu grandes elogios pelo nosso empenho e dedicação. A escritora/ ilustradora Manuela Bacelar falou um pouco de si e dos seus livros. Explicou que alguns são escritos e ilustrados por ela, outros apenas faz a ilustração. Os alunos colocaram algumas questões, as quais foram respondidas com muita simpatia. Foi uma tarde bem passada e para recordar temos nos nossos livros autógrafos personalizados, com desenhos muito bonitos que despontam o nosso imaginário… Alunos da EB do Covelo

Projeto SEI (Sociedade Escola e Investigação) No dia 17 de março teve lugar na Biblioteca do Agrupamento um Workshop sobre educação alimentar dirigida aos encarregados de educação e alunos do 3º ciclo. A sessão, no âmbito do Projeto SEI (Sociedade Escola e Investigação), resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal do Porto, a Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação do Porto e o nosso Agrupamento. Os investigadores do projeto: Carolina Sousa, Gabriela Ferreira, Giovanna Silva, Inês Morato, Inês Silva, Luana Ramos, Mariana Conchinha, Rodrigo

Loureiro, do 8º B, tutorados pela nutricionista Alison de Jesus, apresentaram os trabalhos desenvolvidos, promoveram atividades interativas, deram alguns conselhos e distribuíram desdobráveis, marcadores e autocolantes que elaboraram para o efeito. No dia 6 de abril os alunosinvestigadores apresentaram os resultados/conclusões do seu trabalho na biblioteca Almeida Garrett, a par dos trabalhos de outras escolas do Porto. Coordenação de projetos

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A FLORESTA ASSOMBRADA Era uma vez um menino que tinha oito anos. Vivia numa aldeia muito pacata e sossegada. No entanto, ele queria experimentar uma aventura inesquecível, daquelas de recordar pela vida fora! Perto de sua casa havia uma floresta que todos os habitantes da sua aldeia diziam ser assombrada. O menino nunca percebera porque a consideravam assim. Então, num certo dia em que os seus pais saíram para o campo, o menino resolveu viver essa aventura naquela floresta. E lá partiu ele à sua descoberta. Quando chegou à mata, ele foi tentar descobrir o que existia aí de diferente. Caminhou, caminhou, viu coisas maravilhosas, animais que nunca tinha observado na aldeia, árvores gigantes, riachos lindíssimos... mas nada que o fizesse acreditar que a floresta estava assombrada. Até que, já farto de caminhar e a pensar em regressar para casa, encontrou um castelo enorme, cheio de teias de aranha e muitas folhas de árvores a cobri-lo. Andou em direção à fortaleza para ver o que lá havia. Encontrou uma porta gigante e entrou. Tudo aquilo era esquisito! Havia uma escadaria imponente... Subiu os degraus, mas teve que ser de gatas porque os seus passos eram demasiado pequenos para os conseguir escalar. Chegado ao cimo, o menino viu uma porta entreaberta e resolveu espreitar. Qual no foi o seu espanto ao ver deitado, em cima da cama, um gigante muito feio com cabelos e barbas enormes! Naquele momento, começou a ficar com medo e a perceber o porquê de, na aldeia, dizerem que aquela era uma floresta assombrada. Tentou fugir mas fez barulho e acordou o gigante, que começou a gritar: - Quem está aí? ... Não fujas, pequenote. Não te quero fazer mal! Já ninguém me visita há mais de cem anos. Toda a gente tem medo de mim... O menino lá parou de correr. O gigante aproximou-se e exclamou:

- Que bom ver alguém! Estou sempre aqui sozinho... Quando tentava aproximar-me da aldeia, todos começavam a gritar e a fugir. Por isso, decidi isolar-me aqui, no meu castelo, e não incomodar mais ninguém. O menino, ainda um pouco assustado com todo aquilo, resolveu perguntar: - Como te chamas, Sr. Gigante? - O meu nome é Anastácio, um gigante ao seu serviço – respondeu – e o teu qual é? - Chamo-me Ricardo. Já vi que não és um gigante mau que come pessoas. Queres ser meu amigo? O Anastácio, prontamente, retorquiu: - Claro que sim! A partir daquele dia ficaram grandes amigos! Todos os dias, o Ricardo visitava o gigante no seu enorme castelo e viveram aventuras incríveis, naquela floresta sem fim. Corriam, saltavam, dançavam, brincavam às escondidas e tornaram-se os melhores companheiros de brincadeiras. Um dia, quando o menino chegou ao castelo, o Anastácio tinha adoecido gravemente. O Ricardo, sem saber o que fazer, teve que voltar à aldeia e pedir ajuda aos aldeões que, com muito receio, lá aceitaram. Chegados ao castelo, auxiliaram o Anastácio a recuperar da sua doença, com remédios caseiros. O Anastácio restabeleceu a sua saúde e, sem saber como agradecer, teve uma ideia. Foi ao porão do castelo de onde trouxe um pote cheio de moedas de ouro para dar aos aldeões e ao Ricardo. Todos ficaram muito contentes. Para agradecer a generosidade do gigante, os aldeões construíram um castelo sumptuoso à entrada da aldeia. Fizeramlhe uma grande festa de boas vindas e elegeram o Anastácio guardião da aldeia. A partir daí, viveram felizes para sempre.

Luís Filipe Antunes Sousa, EB Costa Cabral

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1º Prémio no Concurso “Uma Aventura... Literária 2016”! Parabéns a Luís Filipe Antunes Sousa, aluno do 3º ano A da EB1 de Costa Cabral, vencedor do 1º Prémio ex-aequo, na modalidade de Texto Original, no Concurso Uma Aventura...Literária 2016! Este concurso teve a participação de 14.064 trabalhos o que demonstra o enorme interesse que suscita, tornando-o o maior do género em Portugal. Conseguir a atribuição deste reconhecimento entre tantos concorrentes é, certamente, um motivo de orgulho para ti, para a tua professora e para o nosso agrupamento! No próximo dia 7 de junho, as escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada procederão à entrega do prémio, na Feira do Livro de Lisboa. No entanto, a maior recompensa será a publicação do texto premiado - “A Floresta Assombrada” - no próximo livro da coleção “Uma aventura”. É uma alegria...mas também é uma responsabilidade! A partir de agora aguardamos pelos textos que escreves, pequeno escritor! Professora Ana Isabel Neves, 3ºA, EB Costa Cabral

Vamos reciclar materiais? No âmbito da “Semana dos Afetos”, os alunos inscritos no ateliê de artes dinamizaram o meio escolar com a venda de trabalhos realizados no ateliê e contribuíram para o desenvolvimento do panorama das ARTES VISUAIS na comunidade educativa.

Esta atividade de enriquecimento curricular destinada aos alunos do 2º e 3º ciclo funciona às 2ªs e 4ªs feiras das 13h 25 às 15h 10, na sala B5. Sob a orientação da professora Cláudia Rovira, o Ateliê de Artes tem como finalidade a experimentação e exploração diversificada de suportes, materiais e técnicas expressivas das artes plásticas/gráficas, nomeadamente, do Desenho, Pintura e Design. Além da interação entre alunos com os mesmos interesses, desenvolve-se a capacidade de intervenção através da fomentação de atitudes participativas na escola e no meio e proporciona-se o convívio entre todos. A criatividade é a tónica dominante.

Professora Cláudia Rovira, EB Eugénio de Andrade

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Projeto “MISSÃO UP” _ Unidos pelo Planeta foi trabalhado com a Turma C do 3º ano de escolaridade, na EB de Costa Cabral, em vários momentos: 1º Momento_ Foi feita aos alunos uma sensibilização sobre a temática “Unidos pelo Planeta”. Os alunos depois de realizar algumas pesquisas optaram por se debruçar sobre a Pegada Ecológica, considerando-a como um indicador de sustentabilidade ambiental, descobrindo que é através da medição das pegadas ecológicas, que se pode aprender a utilizar os recursos com maior cuidado e adotar posturas

O lema foi escolhido: Marcas no meu PLANETA, não!!! E as posturas foram surgindo com motivação e vontade de mudar o rumo do nosso planeta, tão desgastado, tão poluído, tão destruído… Vou reduzir o consumo de energia desligando as luzes, em casa e na escola, sempre que não preciso; vou tentar escolher produtos locais para não haver gastos de energia com o seu transporte; vou tentar escolher produtos fabricados à mão, para haver menos consumo de energia; vou utilizar, sempre que possível, produtos que consumam menos energia durante o seu armazenamento e utilização; vou separar os resíduos antes de os colocar no lixo para que o transporte para o seu tratamento seja mais eficiente; vou separar os resíduos para reutilização ou reciclagem, para não haver consumos desnecessários na produção de matérias-primas; vou escolher produtos com pouca quantidade de embalagens, para reduzir

pessoais e coletivas para reduzir os impactos. 2º Momento_ Sensibilização, por uma técnica especializada do Projeto “Missão UP”, onde as temáticas ambientais e os problemas de sustentabilidade dos recursos energéticos foi de batida, através de um debate. 3º Momento_ Em pequeno grupo de dois alunos, desenharam um pegada e nela escreveram qual a postura que deverão adotar, a partir desta sensibilização nas vivências familiares e na escola.

a energia necessária para as produzir, transportar e tratar. Vou separar os resíduos orgânicos produzidos em casa e na cantina da escola, de forma a serem transformados em fertilizante. Na varanda ou no jardim e na horta pedagógica da escola, vou transformar a matéria orgânica dos lixos (resíduos de cozinha, da horta e do jardim) em composto; vou começar a oferecer livros que já não uso para evitar que sejam produzidos novos e desta forma não sejam derrubadas mais árvores; vou pedir aos pais que óleo da cozinha, um resíduo, seja reciclado e transformado em biodiesel – combustível renovável e menos poluente que o gasóleo, que pode ser usado em carros ou outros tipo de veículos. Vou usar com a minha família a política dos 3 R’s de forma a REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR

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Visita de estudo a Bruxelas No âmbito do projeto Europa Vai À Escola, os alunos do 9ºS foram premiados, pela Europe Direct Porto, com uma viagem às Instituições Europeias: Comissão Europeia e Parlamento Europeu, em Bruxelas. Assim, no dia 3 de abril, alunos e acompanhantes encontraram-se no aeroporto e com um sorriso de emoção, partiram para uma viagem inesquecível, pela sua riqueza cultural.

Nesta viagem, os alunos recolheram o máximo de informação e de imagens para se produzir a próxima publicação Sonho na mão. Nesta publicação, em livro – banda desenhada, os alunos serão os protagonistas de uma aventura que irradiará informação, de uma forma apelativa e divertida, a todos os jovens leitores que com eles quiserem partilhar. Os alunos explicarão aos colegas da sua idade, como funcionam as instituições europeias e qual o impacto na vida dos jovens e dos cidadãos em geral.

Um sonho que iniciou o seu percurso e que culminará no dia em que for publicado o Sonho na Mão. Assim, o sonho continuará nas mãos dos futuros leitores. Esta viagem foi para estes alunos, uma experiência inesquecível! Só o facto de estarem nas instituições europeias e serem atendidos por funcionários e deputados europeus, funcionou como um motor de abertura para a União Europeia e para o mundo. A partir de agora, as notícias televisivas já não lhes são indiferentes! Passaram a ser notícias apelativas e importantes para eles perceberem que a vida pessoal de cada cidadão depende da dinâmica e de toda esta engrenagem sincronizada entre os Países-Membros da União Europeia. Alunos e acompanhantes viveram momentos únicos! Professora Olinda Cardoso, EB Eugénio de Anadrade

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O QUE NOS DIVERTE Passeio final de ano da EB Augusto Lessa No dia 30 de maio a EB Augusto Lessa realizou o seu passeio de final de ano. Fomos até ao Castelo de Guimarães e voltámos atrás no tempo: viajámos até à época medieval! Fizemos muitas atividades típicas dessa época: tiro ao alvo com arco, andas, jogos de tabuleiro… e no final assistimos a uma peça de teatro na qual os nossos professores também participaram. Foi um dia repleto de atividades, alegria e de convívio para todos! Ângela Santos, EB Augusto Lessa

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Horta Biológica (APEE) A Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da Escola Básica Eugénio de Andrade convidou os alunos do 8ºB, 8º S e 9º S a participarem numa visita de estudo à LIPOR (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto), em Baguim do Monte – Gondomar, no dia 18 de novembro de 2015. A visita compreendeu dois importantes momentos: Visita ao Centro de Triagem e à Horta da Formiga. O Centro de Triagem é uma unidade que tem como objetivo a realização da separação/escolha (triagem) dos materiais provenientes da recolha seletiva de resíduos sólidos urbanos, ou seja, dos Ecopontos e Ecocentros entre outros, para depois poderem ser enviados para reciclagem. O 2º circuito visitado – a Horta da Formiga, é um espaço de sensibilização de boas práticas agrícolas e ambientais. Com esta horta, a LIPOR pretende sensibilizar os cidadãos para a implementação de boas práticas ambientais, tais como a compostagem, agricultura biológica, jardinagem sustentável, biodiversidade, desperdício alimentar, etc.

No final do dia, todos tinham compreendido a importância da deposição seletiva dos materiais nos Ecopontos e o seu encaminhamento para posterior reciclagem, a valoração orgânica e as vantagens da compostagem e da agricultura biológica. Posteriormente, a APEE convidou os alunos a visitarem a Horta Biológica dinamizada no Parque José Avides Moreira (Centro Hospitalar Conde Ferreira), no dia 22 de fevereiro de 2016. Os alunos tiveram a oportunidade de executar pequenos trabalhos agrícolas, plantaram alfaces e semearam favas. Observaram o modo de funcionamento de uma “horta comunitária”, onde todos os seus utilizadores praticam a agricultura biológica, não usando, por isso, “produtos químicos”. No final, todos ficaram mais sensibilizados para este tipo de atividade, principalmente por ser em ambiente urbano. “Não esperava encontrar uma horta tão bonita, com produtos frescos e saudáveis, aqui mesmo no centro da cidade…”, dizia um dos alunos no final da visita! A Direção da APEE da EB Eugénio de Andrade

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LEITURA RECREATIVA O excesso da leitura, enquanto meio de ensino e os constrangimentos a ela associados têm contribuído para enfraquecer, nos alunos, o prazer de ler ou para situar as suas preferências como consumos secundários, reforçando neles a convicção de que da escola, em matéria de leitura, muitas vezes surgirão obrigações fatigantes e juízos analistas. Se constitui um lugar-comum, afirmar que é lendo que se aprende a ler, de igual modo é quase desnecessário afirmar que só se pode descobrir o prazer da leitura e usufruir o que se lê, se se lê o que se gosta ou melhor, ainda, se se lê com gosto. Estimular, diversificar, elaborar e personalizar esse gosto deverão ser os grandes objetivos que conduzirão a intervenção pedagógica, qualquer que seja o contexto ou o nível de ensino/aprendizagem a que esta se desenvolva. A designação de leitura recreativa, contudo, não pode ser sinónima de leitura “fácil”, no sentido de leitura superficial. Como qualquer outra modalidade de leitura, ela exige da parte do leitor um trabalho consciente e sistemático. Também não pretende significar que outras funções e modos de conceber a leitura não possam, igualmente, ser concretizados em práticas lúdicas, propiciadoras do prazer do texto. Por outro lado, embora se reconheça que grande parte das leituras de caráter recreativo tenderão a ocorrer fora do espaço da aula propriamente dita, ou mesmo fora do espaço da escola, focar-seão, sob este título, preferencialmente, os aspetos respeitantes à leitura

realizada intra-aula que serão, mais adiante, completados com reflexões e sugestões respeitantes à organização da biblioteca escolar/ sala de aula. Um primeiro aspeto a considerar, no desenvolvimento de uma estratégia global de promoção da leitura recreativa, diz respeito a necessidade de favorecer nos alunos e nos próprios docentes o descondicionamento da ideia de leitura “pretexto” (de todo o tipo de exercícios associados ao tratamento dos conteúdos de ensino). Atuar sobre as representações que se tem da leitura, muito marcadas pelas práticas escolares, é uma prioridade que deve ser racionalmente reconhecida e afetivamente sentida. Com efeito, considero que um professor necessita de ser um leitor confesso e praticante, para transmitir a energia, o gosto e a imaginação que a dimensão da leitura requer. Também considero muito importante que o professor terá necessidade de possuir uma ideia aproximada do perfil dos seus alunos como leitores: dos seus conhecimentos, e capacidades, dos seus interesses e expectativas, dos seus hábitos e cultura face ao escrito e a leitura. A leitura recreativa, além de permitir o confronto do sujeito consigo, com os outros e com a realidade, permite-lhe, ainda, mediante o apelo ao imaginário, a transposição de universos, a vivência de outros modos de ser, a resolução de conflitos interiores! É, por isso mesmo um fator, decisivo na maturidade da criança, no seu equilíbrio afetivo, na sua inserção no coletivo da escola e da comunidade, em geral. LER É MUITO BOM !!!!!!!!!!!!!!!!!

A coordenadora da EB Costa Cabral, Lúcia Julieta Pinto

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Com MUITO AMOR, AFETO e IMAGINAÇÃO as Escolas do Agrupamento mostraram o empenho dos alunos em espetáculos inesquecíveis! PARABÉNS! Um agradecimento MUITO ESPECIAL à Associação de Pais e Encarregados de Educação por TODO o empenho e APOIO.

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Durante a manhã os alunos participaram em vários polos lúdicoeducativos.

Durante a tarde houve muita festa.

A entrega de diplomas aos alunos finalistas, de 3º ciclo, e ainda a partilha de bolos, fabulosos, com os seus encarregados de educação foram momentos altos…. E a festa continuou, continuou, durante a tarde.

Muito obrigado à Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) que permitiu, com o seu empenho pessoal e financeiro, a concretização desta festa.

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Ajuda o Tintin a entrar e a sair

Encontra as 7 diferenças

Encontra as 7 diferenças

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Jornal cem limites junho 2016  
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Jornal do Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade, Porto - junho de 2016

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