PLATÃO - (EEI PADRE QUINHA)

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PLATÃO 1° ano - Ensino Fundamental E. E. I. Padre Quinha - Projeto Era Uma Vez



PLATÃO Um livro escrito por: ALICIA RIBEIRO CABRAL, ALICIA VICTÓRIA PORTELA, ANA CLARA ABREU KAPLER, ANTHONY SOUSA VERDUGO, ARTHUR FALCÃO DA SILVA, CARLOS HENRIQUE DA SILVA TAVARES, DANILO REIS DE SOUZA GUIMARÃES, DAVI LUCCA MENDES LOPES, EDUARDA MARÇAL RODRIGUES, ENZO CARIUS BRAGA, ISABELLA BRAGA DOS SANTOS BEMBEM, IZABELA GLYZENTE SOUZA, MARCOS VINICIOS NOVENA AUGUSTO, MARIA ALICE FERREIRA DA SILVA, MARIA BEATRIZ REIS PACHECO, MARIA LUISA AMICHI RABELLO ARAGÃO, MARIA LUIZA BRUNO GONÇALVES, MARIA SOPHIA LIMA DE OLIVEIRA, MARIO CHANDRETTE SANSEVERINO RODRIGUES COUTO, MATHEUS SILVA DOS SANTOS, MILENA PINHEIRO CARVALHO, MURILO ALBUQUERQUE DE AZEVEDO, NATALY BERNARDO LOPES, NICHOLAS MARINHO BULLA, PAULO VICTOR DE OLIVEIRA PEIXOTO, RAPHAELA DA ROSA FERREIRA MELLO, THYAGO DE CARVALHO MONSANTO E VINICIUS AMARAL DE LIMA SILVA

Itaipava, 2019 Escola de Educação Integral Padre Quinha 1° ano Orientado por: Ana Lucia Pinto Antunes Juliana da Silva Andrade Realizado por:

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Platão

Olá, meu nome é Arístocles. Eu recebi esse nome em homenagem a meu avô. Apesar disso, as pessoas me conhecem como Platão. Eu ganhei esse apelido porque tenho ombros largos e sou forte. Eu vivi na Idade Antiga entre 427 a.C. e 348 a.C.. Nasci em Atenas, numa família aristocrática. Meus pais chamavam-se Ariston e Perectione e eu tive cinco irmãos. A Antiguidade foi um período de grandes transformações. A principal delas foi o surgimento da escrita. Nessa época nasceram grandes impérios e existiram muitos povos, como Egito, Mesopotâmia, Grécia e Roma. Esses povos deixaram suas marcas na economia, política, cultura e democracia. Alguns conflitos aconteceram nesse período, como a Guerra do Peloponeso, da qual participei. Nesse conflito entre Atenas e Esparta, fomos derrotados pelos espartanos, o que me deixou bastante entristecido. Algumas religiões nasceram nesse período, como o budismo e o judaísmo. O período da minha infância não é muito conhecido, mas eu já me interessava por poesia e política e, sendo de família rica, eu deveria seguir a carreira pública. E por isso, deveria ser muito bem preparado. Para isso, estudei no Gymnasium e no Palestra de Aristão de Argos. Nessa época, aprendi música com Drakon, pintura, desenho e pratiquei atividades física. Meus professores diziam que eu era um excelente aluno, de pensamento rápido, modesto e muito estudioso.

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Na minha juventude, por ser atlético, participei das Olimpíadas, que era um grande evento em meu país, mas não me saí vitorioso. Quando tinha vinte anos conheci Sócrates. Desde então, durante oito anos fui seu fiel aluno e seguidor. Nessa fase, adquiri muitos conhecimentos com o meu mestre e sempre acompanhei as diversas discussões filosóficas em que ele se envolvia e até o processo de julgamento o qual passou. Depois da condenação à morte de Sócrates, fiquei muito decepcionado com a democracia ateniense. Como eu era seu fiel escudeiro, minha vida também correu risco. Foi então que abandonei minha cidade por um período de doze anos. Durante esse tempo, viajei por muitos lugares, conheci e estudei com pessoas importantes. Numa dessas cidades eu conheci um grupo de seguidores de Pitágoras e com eles aprendi muitas coisas. Eu percebi que os números podiam explicar tudo no Universo. Isso me deixou impressionado e me fez pensar numa teoria que ficaria bastante famosa em todo o mundo.

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Depois dessas viagens, eu retornei a minha cidade e fundei uma escola, que chamei de “Academia de Atenas”. Nessa escola reuni vários seguidores, inclusive mulheres que naquela época não era um fato comum. A Academia ficou tão importante que foi reconhecida como a primeira universidade e meu aluno mais importante foi Aristóteles. Durante muitos anos fiquei dando aulas. Aos setenta anos, retornei a cidade de Sicília, onde já havia estado para tentar implementar a minha ideia de uma cidade ideal, mas não tive êxito, então voltei para Atenas. Aos oitenta anos eu já estava me sentindo muito velho e cansado. Senti que minha vida estava chegando ao fim e aos oitenta e um anos, faleci de causas naturais, mas deixei minhas marcas no mundo.

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Os principais pensamentos e teorias de Platão podem ser encontrados na sua obra mais importante: “A República”. Ela foi dividida em dez livros e os personagens principais eram Sócrates e Glauco. Este último foi inspirado no irmão de Platão. O tema dessa obra era sobre o governo ideal. Para ele, os melhores governantes deveriam ser os filósofos porque estes estão sempre atentos em conhecer a mais profunda verdade através da razão. Portanto, estariam mais preparados para uma boa governança em busca da justiça e o bem comum.

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No volume VII da obra, Platão descreve o mito da caverna. No diálogo, Sócrates pede para Glauco imaginar um grupo de pessoas presas em uma caverna desde o nascimento. Nessa caverna havia uma fogueira que produzia sombras a partir dos movimentos das pessoas. Eles acreditavam que essas imagens constituíam a realidade. Até que um dia, um deles se libertou e saiu. A luz solar ofuscou seus olhos, porém aos poucos foi se acostumando e, surpreso, percebeu que o mundo era diferente da realidade anterior. Ao voltar à caverna para contar as novidades aos amigos, estes não acreditaram no que ouviram, pois estavam presos àquilo que seus olhos viam, ou seja, estavam presos aos seus sentidos. Dessa forma, Platão acreditava que os conhecimentos adquiridos pela razão, constituía um grau superior. Ele dizia que todas as coisas foram criadas a partir da mesma forma que sempre existiu no mundo das ideias. O mundo sensível crê somente nos sentidos e, dessa forma, não se conhece totalmente as coisas, pois são cópias imperfeitas da realidade. Platão dizia que é necessário o uso da razão para se libertar e ser capaz de ir além daquilo que nossos sentidos nos trazem. Esse pensamento ficou conhecido como “Teoria das ideias ou das formas”.

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Através do mito da caverna, nós aprendemos a pensar sobre a nossa própria vida. Os prisioneiros somos todos nós quando não queremos abrir a nossa mente para pensarmos de forma racional e buscarmos o conhecimento que está em volta. Aprendemos que devemos ter cuidado com nossos próprios sentidos, pois eles podem nos enganar. A caverna é o nosso corpo e a nossa mente. Estamos na caverna quando queremos ficar somente com o conhecimento que já temos, pois consideramos que já são suficientes. Dessa forma, não evoluímos e não conseguiremos agir no mundo, pois tudo o que sabemos é muito pouco. A saída da caverna é a vontade que todos nós devemos ter de nos libertarmos da nossa limitação. Precisamos buscar o conhecimento e ampliar tudo o que já vimos. A luz que vem do Sol é o conhecimento, que, no início, nos causa dificuldades, desânimos e até problemas, mas, quando superados, nos surpreendem, possibilitando-nos agir com mais sabedoria no cotidiano, causando muitas mudanças. Isaac Newton afirmava que o conhecimento humano é uma gota no oceano, portanto, precisamos aprender mais, para viver melhor. Platão nos ensinou que é preciso ir em busca da verdade e do conhecimento. Platão nos ensinou que é importante pensar fora da caverna!

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Filosofia para crianças: Aprender a pensar é preciso!

“Pensadores” foi o grande tema escolhido para ser desenvolvido na Escola de Educação Integral Padre Quinha, no ano de 2019. Conceber o ensino como uma iniciação no processo de pesquisa também fez parte desse desafio. Por meio desse projeto, alunos e seus familiares puderam conhecer e refletir não somente sobre os grandes períodos históricos em que viveram Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Descartes e Hannah Arendt, bem como a vida, os conceitos e as teorias de cada um deles. As questões filosóficas provocaram muitas dúvidas, reflexões, mudança de opinião, estimulando todos a pensar na sua própria existência e na da coletividade. As crianças transformaram-se em pequenos pensadores! Dessa forma, observaram e perceberam o mundo com outros olhares, a partir da curiosidade, ajudando-os a refletir melhor sobre o mundo ao seu redor, porque nunca é tarde para dar os primeiros passos rumo à sabedoria. Dessa forma, todos os envolvidos nesse projeto não saíram ilesos! Enquanto pensamos, estamos sendo transformados e, assim, o mundo já se torna diferente. Esse livro é um convite para o pensar, pois “Quem não pensa, é pensado pelos outros” (Sócrates) Ana Lúcia Antunes Lília Rodrigues de Albuquerque Mello


Este livro é resultado de um trabalho em conjunto da direção, coordenação e professores da Escola de Educação Integral Padre Quinha, dos voluntários do Projeto Era Uma Vez e da equipe do Projeto Escritor para o Futuro.

Escola de Educação Integral

Padre Quinha Centro Educacional Santa Teresinha

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