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Entre 1670 e 1720, a colônia viveu uma época de intensa urbanização com a descoberta das minas de ouro. Situada entre o sul produtor e Parati, porto onde escoava o ouro e de onde partiam as trilhas mais acessíveis entre a faixa da marinha e as vilas mineiras, São Sebastião, até então uma vila modesta, começa a desenvolver um período de relativa prosperidade. Portugueses atraídos por vender os produtos mais caros, iniciaram a instalação dos engenhos de cana-de-açúcar na região.

Capitanias Hereditárias Com o regime das capitanias hereditárias, o rei D. João III deixava às pessoas de sua confiança, os donatários, a obrigação de colonizar o Brasil com seus próprios recursos. No Brasil, porém, várias causas contribuíram para que as capitanias não fossem bem sucedidas: a grande extensão da terra, os ataques freqüentes dos índios, a incapacidade ou a falta de recursos de alguns donatários e, finalmente, a enorme extensão que separava a colônia da Europa. Para que pudessem administrar as capitanias com entusiasmo, o rei concedeu aos donatários certos poderes: podiam dar terras aos que quisessem cultivá-las, fundar vilas e nomear funcionários, podiam até condenar à morte escravos e pessoas comuns. Quanto aos nobres só aplicava essa pena se eles tivessem cometido um crime de traição ao rei ou contra a religião. As rendas dos donatários consistiam na cobrança de impostos sobre produtos da terra. Podiam ainda escravizar índios para o seu serviço e até vender certo número deles em Lisboa. Já a exportação do paubrasil só podia ser feita por ordem do rei: era monopólio da Coroa. Fonte: Enciclopédia Conhecer

São Sebastião 13

São Sebastião/SP  

Revista cultural de São Sebastião

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