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Estilo Normando “Grande casa assimétrica no estilo das casas de campo da Normandia na França construída na década de 1930; os elementos típicos incluíam uma torre redonda com telhado cônico, telhados em vertente muito íngreme, paredes de alvenaria mista de tijolos e pedra, estuque e anelas de batentes com várias vidraças. O tabique de tijolos era frequentemente usado.” Fonte: dicionário Ilustrado de Arquitetura – Ernest Burden

46 Cidade&Cultura

MARcIo MAsuLA RobERto DEbouch

Nascido na Polônia, em 1885, estudou arquitetura na Alemanha. Chegou ao Brasil em 1912-13. Famoso por inúmeras construções de igrejas pelo Brasil, um de seus primeiros trabalhos foi a reconstrução do Convento de São Bento, em São Paulo. Apaixonado por nossa arquitetura colonial, seus trabalhos foram inspirados nela para seus projetos de igrejas e residências que realizaria nos anos 20 e 30. Participou da Semana de Arte de 1922 com trabalhos medievalistas. Sua obra mais conhecida é a Igreja do Carmo (e Convento), à Rua Martiniano de Carvalho, São Paulo, de 1928. Przyrembel faleceu em São Paulo em 1956.

RobERto DEbouch

Georg Przyrembel

MARcIo MAsuLA

Arquitetura

VILA FERRAZ A Vila Ferraz é um bairro que preserva ainda muitos chalés construídos com pinho jordanense nas décadas de 1920 a 1940 e muitos moradores tem a preocupação de preservá-los, cada um dando seu toque especial. Aqui, podemos encontrar diversos chalés de madeira de pinho, extraída do próprio local. Foram construídas sobre pilares de alvenaria, pedras ou até de madeira como a aroeira, assim o piso era mais alto e embaixo, o porão para melhor ventilação e armazenamento de lenha para fogões. As paredes, após a colocação da estrutura de vigas ou caibros são revestidas de pinho com 20 ou 30 cm de largura. Se, ao término da construção apressem vãos, estes eram fechados com ripas de pinho também, chamadas de “mata-juntas”, porque normalmente esses vãos surgiam perto das juntas de madeiras. depois de tudo montado, entra o óleo de linhaça, óleo queimado de motor ou mesmo óleo de cozinha para fechar os poros da madeira. As áreas úmidas

(banheiro e cozinha) são de alvenaria. Em 1942, o capitão J. M. Vieira Ferraz acabou vendendo o remanescente – maior parte dos lotes da já tradicional “Vila Ferraz” – a Nicolau Braga e a Francisco Clementino de Oliveira e sua mulher, Adélia damas Romão Oliveira. daí em diante, as casinhas de madeira de pinho foram surgindo aos poucos e ocuparam a grande maioria dos lotes de “Vila Ferraz”, transformando-a em bairro simples, aconchegante e tranquilo, ótimo para a moradia de grande parte da população jordanense. Fonte: www.camposdojordaocultura.com.br/categoria

Enxaimel “descreve os edifícios europeus e norte-americanos dos séculos XVI e XVII construídos com resistentes fundações, apoios e joelhos, montantes de madeira e cujas paredes se levantavam com argamassa ou materiais de alvenaria.” Fonte: dicionário Ilustrado de Arquitetura – Ernest Burden

Campos do Jordão/SP  

Revista Cultural da cidade de Campos do Jordão

Campos do Jordão/SP  

Revista Cultural da cidade de Campos do Jordão