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Constitucionalistas de 1932 - Sopé do Morro do Elefante com Prefeito Antonio Gavião Gonzaga

Causa da Revolução “A Revolução Constitucionalista de 1932 foi a resposta dos paulistas ao Governo Provisório varguista. Com a Revolução de 1930, o Estado de São Paulo perdeu muito de seu poder político, pois Getúlio Vargas, ao chegar à presidência, ignorou a Constituição Brasileira de 1881. Instalando uma ditadura. A autonomia paulista foi sucumbida de vez com a implantação de interventores do Governo do Estado. Uma revolta passou a ser planejada. Em 23 de maio de 1932, a população foi às ruas da cidade de São Paulo em manifestações contra a ditadura de Vargas. Um grupo tentou invadir a Liga Revolucionária (força paramilitar de sustentação política do governo), resultando na morte de quatro estudantes revoltosos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Foi o estopim para que paulistas se organizassem em um movimento constitucionalista que eclodiu alguns meses depois. No dia 9 de julho, estourou a Revolução Constitucionalista por todo o Estado. Como Vargas conseguiu reter as tropas enviadas por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul em apoio aos paulistas, estes se viram então cercados e quase sem ajuda militar, nada restando a fazer além de defender seu próprio território. Sem opções, o Estado de São Paulo se rendeu em 2 de outubro de 1932. Embora os constitucionalistas tenham perdido a causa, o fim da revolta marcou um processo de democratização, que resultou na Assembléia(sic) Nacional Constituinte em maio de 1933 e, posteriormente, na Constituição de 1934.” Fonte: “Jornal das Trincheiras – Órgão da Revolução Constitucionalista”

le quadro dantesco, empalideceu e colocou logo o lenço no rosto, manifestando o propósito de ir embora. Quando o tenente federal quis partir, Eduardo lhe disse: “Mas, tenente, o senhor não pode partir, sem assinar um documento de que está tudo em ordem”. O secretário da Prefeitura, Antônio Augusto Conceição, redigiu o documento e o tenente demonstrou receio de pegar na caneta que lhe fora fornecida para assinar o documento, com medo de contágio. Eduardo contava a história dando gargalhadas. A perspicácia e a presença de espírito afugentaram, rapidamente, os únicos agentes de

Getúlio Vargas que estiveram em Campos do Jordão”. Fonte: livro “Campos do Jordão a Joia da Mantiqueira” – Pedro Paulo Filho

Mas nem tudo eram flores. As condições de nossos bravos guerreiros eram precárias e o rigoroso frio fazia um verdadeiro estrago entre as tropas. Muitos sustos e muitos alarmes falsos faziam a população se abrigarem em refúgios, como o bairro Vila Inglesa e o Pico do Itapeva. Aqui o Batalhão ficou conhecido como “Pó de Arroz”, porque a maioria de seu contingente era formada de rapazes de escolas de ensino superior como a Faculdade de Direito de São Paulo e a Escola Politécnica.

Soldado Paulo de Almeida SallesConst.1932 Pátio Estação E.Ribas

Campos do Jordão/SP  

Revista Cultural da cidade de Campos do Jordão

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