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O estrategista e médico sanitarista Emilio Ribas Esse ilustre cidadão nasceu em Pindamonhangaba, em 1862, e estudou Medicina no Rio de Janeiro. Combateu a febre amarela, erradicando-a das cidades de Araraquara, Campinas e Jaú. Com esses feitos, foi nomeado Diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, cargo que ocupou de 1896 a 1917. Em 1908, foi aos Estados Unidos estudar a tuberculose e, em seu retorno, junto a Victor Godinho, entendeu que Campos do Jordão era o lugar ideal para sua empreitada contra a tuberculose. Porém, as internações não eram compulsórias e era necessária uma intensa propaganda de Campos de Jordão para que a população doente fosse para lá. Então Ribas e Godinho não mediram esforços estratégicos para melhorar a infraestrutura local e propagaram aos quatro ventos todo o potencial de tratamento que a cidade oferecia. A jornada deu tão certo que a quantidade de sanatórios que foram instalados por iniciativa não governamental alcançou a 15 unidades, atraindo brasileiros de todos os Estados do País.

Tuberculose Uma doença que “não tem bandeira, uniforme ou pátria. Acompanha o homem há muito tempo, talvez até, desde a época em que ele passava à condição de bípede. Existem relatos de evidências em TB em ossos humanos pré-históricos encontrados na Alemanha e datados de 8.000 anos antes de Cristo (AC). A TB de coluna vertebral e de ossos também já foi encontrada em esqueletos egípcios de 2.500 AC. Apesar da descrição clínica da forma pulmonar, poder ser confundida com outras doenças, documentos antigos hindus e chineses já descreviam quadros de uma doença pulmonar muito semelhante a TB... Em várias civilizações antigas, os males, entre eles a TB, eram considerados resultado de castigo divino. Coube a Hipócrates, na Grécia em XXX AC, o entendimento de que a TB era uma doença natural e que, pelo seu caráter de esgotamento físico, passou a denominá-la de Tísica (do grego phthisikos, ou seja, que traz consumpção)” Fonte: redtb.org/a-historia-da-tuberculose

“A partir dos últimos anos do século XVIII, associou-se à tuberculose pelo menos duas representações. A primeira, a definia como uma “doença romântica”, idealizada nas obras literárias e artísticas ao estilo do romantismo e identificada como uma doença característica de poetas e intelectuais. A segunda, gerada em fins do século XIX, qualificava a doença como “mal social” e firmou-se, claramente, no decorrer do século XX, tendo convivido nas primeiras décadas com a visão romântica. Essas duas concepções apresentaram-se de forma significativa no imaginário social, expressando-se por meio de uma forte auréola estigmatizante.” Fonte: http://www.cocsite.coc.fiocruz.br/tuberculose/introducao.htm

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Campos do Jordão/SP  

Revista Cultural da cidade de Campos do Jordão

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