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REPRODUÇÃO MAPA ILUSTRATIVO

Naufrágios

Aymoré O cargueiro Aymoré, de nacionalidade brasileira, construído em 1883, foi mais uma vítima da neblina de Ilhabela. A embarcação ficou encalhada na Ponta do Ribeirão, próximo às ilhotas dos Moleques, na entrada do Canal de São Sebastião, em 1920. Foram muitas as tentativas de resgate, porém sem nenhum resultado. Aymoré foi abandonado e declarou-se sua perda total.

São Janeco Em Borrifos, encontra-se o São Janeco, embarcação inglesa que naufragou em 3 de fevereiro de 1929, exatamente 10 anos depois do naufrágio do Therezina. A possível causa teria sido o mau tempo, mas pouco se sabe sobre essa embarcação. Elihu B. Washburne Em 1943, o Capitão-de-Corveta Friedrich Guggenberg, muito reconhecido pelos seus feitos pela Alemanha durante a Segunda 32 Cidade&Cultura

Guerra Mundial, ganhou o comando do submarino U.513, que se deslocaria para a costa brasileira. Afundou o mercante sueco Venezia, no Rio de Janeiro, e explodiu o S.S. Tutoya, propriedade do Lloyd Brasileiro, no litoral sul de São Paulo. Guggenberg, então, costeou até a entrada sul do Canal de São Sebastião, onde ficou à espreita, pronto para pegar mais um navio. A estratégia teve êxito. Na manhã de 3 de julho, surgiu no horizonte, a sudoeste da Ponta do Boi, o Liberty Ship Elihu B. Washburne, que levava café do porto de Santos para os Estados Unidos. O navio foi torpedeado pelo U.513 e afundou. A tripulação de 42 marinheiros, 25 guarda-armados e os 3 passageiros foram salvos por balsas. O fim do U.513 se deu em 19 de julho, atacado por um avião, na costa catarinense. Guggenberg foi feito prisioneiro dos americanos e mais tarde foi levado para os Estados Unidos.

Campos (Ex Assuncion) O paquete Assuncion, de 1895, ficou a serviço da Hamburg-Sud por quase 20 anos, na linha AlemanhaBrasil-Prata, transportando, sobretudo, imigrantes no sentido norte-sul e café e algodão no sentido oposto. Em 4 de agosto de 1914, a embarcação encontrava-se atracada no porto de Santos, quando seus rumos começaram a mudar. Eclodia na Europa a Primeira Guerra Mundial. O Assuncion passou a transportar carvão como navio-auxiliar da armada alemã. Zarpou 5 dias mais tarde, navegando bem rente à costa para fugir ao controle dos cruzadores britânicos. Alguns dias mais tarde, foi convocado, via telégrafo, cruzador da Marinha Imperial alemã. Prestou serviços à Alemanha pela costa brasileira sem obstáculos. O navio estava no Pará quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Alemanha, sendo apreendido por nossas autoridades e entregue ao Lloyd Brasileiro. Passou a se chamar Campos e serviu por 26 anos à Marinha Mercante Nacional. Em outubro de 1943, em plena Se-

Ilhabela/SP  
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