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Dourados, Mato Grosso do Sul, quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

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Brasília do Sul

Área invadida vira reduto de violência Líderes da invasão são acusados de crimes que vão desde estupros, furto de gado e tentativa de homicídio

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UTI – A área de mais de sendo investigado pela Polícia 600 alqueires invadida Civil. na Fazenda Brasília do Tanto Valmir Veron quanto Sul, onde o grupo de ín- Marines Xisto ficaram interdios invasores ergueu o acam- nados no Hospital Municipal pamento dominado Aldeia Santa Luzia, de Juti, já que Taquara, virou palco para toda o índio apresentou diversos espécie de crimes e já preocupa cortes de foice nas costas e os trabalhadores que precisam braços, enquanto a esposa dele passar pelo local para ter acesso apresentou fraturas nas costelas à fazenda que fica no município e escoriações pelo corpo. Os de Juti. São crimes que seriam exames de corpo de delito, solipunidos em qualquer lugar, citados pelo delegado de Polícia mas como os acusados lide- Civil, Benjamin Lax, e assinaram a invasão, o dos pelo médico trabalho de invesperito Wanderley Mulher que tigação da Polícia G. Courbassier, sofreu com Civil, bem como confirmaram a estupro vai o andamento tentativa de hodos processos na micídio doloso à delegacia Justiça, acabam contra Valmir Vedenunciar sendo lentos, imron, resultando invasores punidade que aliem incapacidade menta ainda mais para ocupações a violência na área invadida. habituais por mais de 30 dias e No mais recente episódio, em perigo de vida. registrado na Delegacia de Esta tentativa de homicíPolícia Civil de Juti, no dia dio entre os integrantes da fa10 de dezembro de 2011, por mília Veron não foi a primeira meio do Boletim de Ocorrência registrada pela Polícia Civil na número 321/2011, o indígena área invadida da Fazenda BraAraldo Veron, um dos líderes sília do Sul. No dia 21 de julho da invasão da Fazenda Brasí- de 2011, o delegado de Polícia lia do Sul, tentou assassinar a Civil, Luiz Augusto Milani, golpes de facão o irmão dele, de Juti, lavrou o Boletim de Valmir Veron, e ainda agrediu Ocorrência número 158/2011, a socos e pontapés a cunhada onde Valmiro Veron acusou o dele, Marines Xisto, após uma primo Reginaldo Veron de ter briga no interior da Aldeia Ta- atentado contra a vida dele após quara. O crime foi denunciado uma discussão motivada pelo por Maria Xisto Marilha e está consumo de bebida alcoólica.

Na ocasião, Valmiro assistia a um DVD de música na casa de Reginaldo, na Aldeia Taquara, quando teria pedido para que o primo trocasse de DVD e, ao invés disso, o acusado teria se armado de faca e investido contra a vítima, que acabou recebendo golpes na cabeça, no braço e no tórax. Por diversas vezes, o administrador da Fazenda Brasília do Sul, Ramão Aparecido Evangelista Cristaldo, registrou Boletim de Ocorrência denunciando o furto de gado, bem como incêndios criminosos em áreas de pastagem e, até mesmo, a cobrança de pedágio para permitir que a produção da fazenda fosse escoada. Depois de um longo impasse sobre quem teria competência para investigar esses crimes, se seria a Polícia Federal ou a Polícia Civil, ficou estabelecido que as investigações seriam conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Juti e os boletins de ocorrência, enfim, viraram Inquérito Policial. ESTUPRO O caso de violência mais tenebroso na área invadida da Fazenda Brasília do Sul tem como principal acusado o índio Ládio Cavalheiro Veron, principal líder da invasão. A índia kaiowá Cilene Isnarde Gonsalves, que hoje reside na

Fotos: Hédio Fazan

Área invadida da Fazenda Brasília do Sul virou palco para todo tipo de violência indígena Aldeia Tey Kuê, em Caarapó, de onde saiu para participar da invasão à Brasília do Sul. Durante 18 meses, de março de 2009 a setembro de 2011, ela trabalhou como merendeira na Aldeia Taquara, na área invadida da Fazenda Brasília do Sul, e procurou o Ministério Público Estadual (MPE) de Caarapó para denunciar que teria sido estuprada por diversas vezes por Ládio Veron. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Juti e Ládio Veron foi denunciado pelo Ministério Público, mas não estaria sendo localizado pela Justiça para ser intimado. Cilene denuncia que foi montado um esquema de proteção para o

acusado na Aldeia Taquara, de forma a dificultar sua localização pelas autoridades policiais. No dia 28 de novembro de 2011, Cilene Isnarde Gonsalves procurou o delegado regional de Polícia Civil de Dourados, Antônio Carlos Videira, para lavrar um Termo de Declarações onde afirma que Ládio Veron teria ficado revoltado com o fato dela ter denunciado os estupros no Ministério Público e, desde então, teria feito ameaças contra a vida da vítima. Uma das ameaças teria sido feita por meio do telefone celular da sobrinha de Cilene, uma garota de apenas 10 anos de idade, fato que foi denunciado no dia 28 de novembro de

2011 à Polícia Civil de Juti por meio do Boletim de Ocorrência número 1.518/2011. No Termo de Declarações, Cilene Isnarde Gonsalves apontou ainda uma possível participação de Araldo Veron, irmão de Ládio, no assassinato de Laucídio Barrios Flores e também na morte de Elza Godoy, viúva de Laucídio, numa espécie de queima de arquivo. Com a proximidade da data da audiência no processo por estupro e, diante das ameaças que estariam sendo feitas por Ládio Veron, a índia Cilene Isnarde Gonsalves decidiu procurar a Delegacia Regional de Polícia Civil para denunciar o acusado.

BR-163

Mulher morre ao bater Corola em caminhão

Campograndenews

S

Cópia dos Boletins de Ocorrência que comprovam as tentativas de homicídio na Taquara

ão GaBrIel do oeSTe - Mirna Peterman, 40 anos, morreu em acidente ocorrido na manhã de ontem (quarta-feira), na BR-163, em São Gabriel do Oeste, a 140 quilômetros de Campo Grande. Ela conduzia um Corolla e colidiu de frente com o caminhão Volvo, com placas de Pitanga-PR, dirigido por Antônio Carlos Moreira Luiz, que saiu ileso. Mirna morava em São Gabriel e seguia em direção à Rio Verde. Cinco quilômetros depois da área urbana da cidade onde residia houve a colisão. “De repente o carro invadiu a pista”, disse Antônio Carlos à imprensa. Com o impacto entre os veículos, o eixo dianteiro esquerdo do caminhão foi arremessado, assim como várias partes do carro de passeio. O Corolla ficou comple-

Partes do Corolla destruído do eixo dianteiro do caminhão tamente destruído. Mais de 300 pessoas foram ao local do acidente. Por causa da quantidade de pessoas, o corpo não foi

retirado do carro no local. O cadáver foi levado para perícia dentro do veículo, que foi guinchado. (Campograndenews)

Edição de 23/dezembro de 2011  

R$ 2,00 Grossa camada de óleo e esgoto contamina o lago do parque onde vivem milhares de peixes que se prepara para novos projetos bilionári...

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