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Pró-reitoria de Graduação Gestão 2008-2012

UFRGS paratodos


2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Sumário

Em busca de novas práticas docentes

Sob o impacto do Reuni Currículos com mais possibilidades 12

Página

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Apresentação

18 Decordi online

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Editorial Uma estrutura voltada à expansão

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3 Pró-Reitoria de Graduação | Relatório de gestão 2008-2012

24 Um novo contexto de apoio à aprendizagem UFRGS para todos 50 anos de Convênio Graduação Por mais integração e articulação entre cursos

Mobilidade em ascensão 26

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Trabalhos publicados Expediente

22 Organograma Com o diploma na mão


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Editorial

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FRGS para todos, título desta publicação, comemora a realização do projeto expresso em 2008 A universidade que queremos, quando os professores Carlos Alexandre Netto e Rui Vicente Oppermann candidataram-se e venceram as eleições para administrar nossa Universidade. Grandes desafios e oportunidades caracterizaram a gestão da Prograd de 2008 a 2012. A catálise do Reuni na UFRGS obteve resultados além das metas pactuadas. O alvo era a graduação, mas não houve segmento ou área que não tenha sentido as consequências do programa. Em quatro anos, foram criados 19 cursos, incluindo quatro novos percursos curriculares, e realizada a expansão de vagas em cursos existentes, resultando em 1.212 novas vagas. Não menos significativa foi a expansão da pós-graduação, que passou de 7.962 docentes em 2007 para 10.415 em 2012, índice superior ao previsto. A expansão desses níveis de ensino foi temperada pela interação, que rendeu experiência docente ao pós-graduando e reforço pedagógico ao estudante de graduação. Esse resultado não poderia ter sido diferente para uma Universidade que mira o patamar de “universidade classe mundial”, em que todos os segmentos que a compõem apresentam reconhecida qualidade. Assim, não foi tarefa da Prograd promover apenas o aproveitamento das possibilidades de formação estratégica da política de mobilidade estudantil internacional e nacional. Num olhar mais interno, coube a ela promover o desenvolvimento da política de ações afirmativas, instituída na UFRGS em 2008. As atividades foram no âmbito da Comissão de Acompanhamento e da Comissão de Avaliação, cujos resultados subsidiaram a renovação da vigência do Programa pelo Conselho Universitário (Consun) por dez anos.


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No período também cresceu o número de grupos nos programas de Iniciação à Docência e de Educação Tutorial, em que os estudantes incorporaram em sua formação questões da vida profissional. Os cursos da área da Saúde passaram a articular-se com a criação da Coordenadoria da Saúde, e a inclusão de portadores de necessidades especiais avançou em sua estrutura e organização. Todo esse crescimento da graduação veio acompanhado de demandas de agilidade e eficiência, com apenas alguns servidores a mais. Assim, pautada nos princípios da economicidade e sustentabilidade, que devem nortear os serviços públicos, a Prograd repensou sua estrutura administrativa. Com a clareza de que o estudante deve dedicar seu maior tempo à formação acadêmica, foi com a ajuda do CPD e da Escola de Administração que a Prograd reformulou seu sistema de gestão da informação. Tal projeto do Decordi obteve sucesso e foi exemplificado na entrega dos diplomas na cerimônia de colação de grau. No final da gestão, o olhar ansioso já busca novos desafios. Foi uma experiência gratificante a de estar à frente da equipe da Prograd 2008-2012. Nosso muito obrigada a todos da Prograd, ao Reitor Carlos Alexandre Netto e ao Vice-Reitor Rui Oppermann pela confiança e incondicional apoio. Obrigada a todas e a todos que fizeram a graduação da UFRGS crescer com qualidade nesta gestão. Votos de muito sucesso aos que chegam para esta tarefa!

Valquiria Linck Bassani Pró-Reitora de Graduação Gestão 2008-2012


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Apresentação

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presente publicação tem por objetivo registrar a contribuição da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) na expansão da UFRGS nos últimos quatro anos, 2008-2012. Mantendo o foco no aluno, a Prograd desenvolveu estratégias de gestão capazes de adaptar sua estrutura às mudanças ocorridas nesse período em que a Universidade ampliou vagas, criou novos cursos e implantou ações afirmativas. Todas as iniciativas da Pró-Reitoria foram no sentido de facilitar e qualificar a vida acadêmica do estudante na Universidade. Uma das primeiras medidas desenvolvidas no setor foi repensar seu planejamento e sua gestão, o que resultou numa significativa reestruturação interna, assunto abordado na matéria Uma estrutura voltada para a expansão (página 6). Com o crescimento da UFRGS, especialmente provocado pelo Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), foi necessário criar novos departamentos para melhor atender às novas demandas. Atualmente, a Prograd conta com os departamentos: de Planejamento e Gestão da Prograd (DPGP), de Consultoria em Registros Discentes (Decordi), de Cursos e Projetos Acadêmicos (DCPA) e de Programas Acadêmicos (DPA). O tema Reuni também é destaque na página 8. No momento em que a Universidade aderiu ao programa do Governo Federal, uma série de potencialidades da comunidade acadêmica ganhou forma, como a criação dos 19 cursos novos, dos quais cinco são noturnos, bem como a expansão de cursos existentes, totalizando 1.212 novas vagas no vestibular. Para a viabilização desse projeto, a UFRGS foi contemplada com 410 vagas de professores e 450 de técnicos administrativos. Duas outras reestruturações foram marcantes para o êxito do trabalho desenvolvido nesses quatro anos pela Prograd. Uma delas ocorreu no Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógico (PAAP), realizado em parceria com a Faculdade de Educação (Faced) e a Secretaria de Educação a Distância (Sead), tema na página 10. Entre as atividades propostas, os


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professores ingressantes desenvolveram projetos de ensino-aprendizagem que tiveram consequências nas práticas pedagógicas na graduação. A segunda foi a reestruturação curricular realizada em alguns dos cursos que resultou em novas modelagens curriculares, permitindo uma formação interdisciplinar, entre outros avanços. Em parceria com o Centro de Processamento de Dados (CPD), o Decordi desde junho de 2011 disponibiliza online toda a documentação dos alunos, anteriormente armazenada em cópias físicas. Na editoria Aluno (página 12) estão detalhados todos os avanços tecnológicos realizados no departamento para facilitar a vida acadêmica do estudante. Os professores também foram beneficiados com essa aproximação. A disponibilização na web dos documentos digitalizados dos alunos e dos planos de ensino resultou em economia de tempo, de recursos financeiros, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental. E, como chave de ouro, a editoria Aluno conta como agora é possível receber o diploma no mesmo dia da formatura. Ainda que sempre gerando polêmica, as ações afirmativas, e tudo o que envolveu sua implantação, representaram um grande avanço para a Universidade, principalmente no que diz respeito à diversidade étnico-racial. Na editoria Programas (página 14), experiências registradas e dados computados pela comissão de Acompanhamento das Ações Afirmativas e presidida pela Prograd dão um panorama de como a UFRGS vem procurando corresponder às demandas sociais dentro de uma abordagem mais inclusiva. Nesta publicação, cada editoria ressalta ações e iniciativas desenvolvidas pelos departamentos da Prograd: Planejamento e Gestão da Prograd (DPGP); Aluno (Decordi); Cursos (DCPA); e Programas (DPA). Nas páginas finais, um capítulo que referente ao trabalho das Coordenadorias (Coorlicen e CoorSaúde).

Boa leitura!


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PLANEJAMENTO E GESTÃO

Uma estrutura voltada à expansão 2008-2012: Prograd traçou uma estratégia de gestão capaz de acompanhar o crescimento da UFRGS

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os últimos quatro anos, a Universidade protagonizou uma série de mudanças, adotando políticas de inclusão, aumentando o número de cursos e, mais recentemente, ampliando seus quadros por meio da realização de concursos. Como é o órgão responsável por trabalhar as questões da graduação, a Prograd buscou reestruturar-se para dar conta dos diferentes impactos que tal crescimento ocasionou na comunidade acadêmica, particularmente no que se refere aos estudantes, centro das principais mudanças. Até então, as atividades da Prograd eram realizadas por uma estrutura enxuta, que se mostrou insuficiente frente às demandas da expansão em curso. A partir dos eixos planejamento e gestão, aluno, cursos e programas, foram montadas estratégias com o objetivo de reestruturar a pró-reitoria. Assim, atualmente, fazem parte do organograma as coordenadorias das Licenciaturas (CoorLicen) e de Saúde (CoorSaúde) e os departamentos de Planejamento e Gestão da Prograd (DPGP), de Consultoria em Registros Discentes (Decordi), de Cursos e Projetos Acadêmicos (DCPA) e de Programas Acadêmicos (DPA). Uma ação central da reestruturação foi colocar em prática o Projeto Processos, desenvolvido em parceria com o CPD e a Escola de Administração, através do qual a Prograd aprimorou seus processos administrativos com a informatização de seus

procedimentos, modernizando e tornando mais ágil todo o seu gerenciamento, especialmente no Decordi, onde há maior demanda. Só de planos de ensino que foram digitalizados a partir desse projeto, a UFRGS passou a economizar com a impressão e o uso de papel cerca de 5 mil processos por ano. Os benefícios foram tantos, que o Projeto Processos vem servindo de inspiração para as pró-reitorias de Planejamento e Administração e de Gestão de Pessoal. Organização interna Em novembro de 2008, foi criado o DPG (hoje DPGP) responsável pelas atividades administrativas internas da pró-reitoria que antes ficavam concentradas na figura do pró-reitor. Como uma instância articuladora, o DPGP também presta assessoria, realiza atividades de secretaria e gerência. Para manter um trabalho integrado, através da troca permanente de informações do que vem sendo realizado em cada departamento, são realizadas reuniões semanais com a presença da pró-reitora. Nesse sentido, também foram criados os Seminários Prograd, realizado anualmente e com a presença de toda a equipe da pró- reitoria. Nessa função transversal, cabe ainda ao Departamento de Planejamento e Gestão a reunião de demandas de cada setor e o seu encaminhamento à Pró-reitoria de Planeja-


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PLANEJAMENTO E GESTÃO mento e Administração (Proplan) e também realizar o acompanhamento do preenchimento dos formulários da avaliação de desempenho dos servidores da Prograd, encaminhada por cada um dos diretores de Departamento. O aluno Antes da reestruturação, o Decordi era o único departamento da Prograd. Com as mudanças, ele passou a concentrar suas ações no aluno, acarretando um rearranjo interno e a redistribuição de tarefas aos demais departamentos. Permaneceram no Decordi a assessoria e o protocolo, a divisão de documentação e o arquivo, o núcleo de emissão de documentos e a divisão de emissão, registro e revalidação de diplomas. Por força da Lei Federal 11.788/2005, que determina que os estágios devem estar vinculados à área acadêmica, o Decordi passou a responder também pela Divisão de Estágios e pela Monitoria Acadêmica (DEMA). Até 2009, a responsabilidade pelos estágios era da Secretaria de Assuntos Estudantis (SAE). Para dar conta do acréscimo de trabalho majoritariamente demandado pela DEMA, que representa 80% dos atendimentos presenciais realizados pelo setor, o Decordi ampliou o número de bolsistas, passando de 2 para 3 equipes presenciais, com 6 bolsistas cada. E, com a criação do chat SOS Aluno, também foram formadas mais 4 equipes com 2 bolsistas cada. No total, o grupo passou de 25 para 40 bolsistas. Os cursos O DCPA concentra atividades voltadas a atender aos cursos em formação e aos já existentes. Entre as ações realizadas desde a sua criação em 2008, coube a ele a operacionalização permanente da implantação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Esse trabalho implicou tanto a prestação de assessoria à criação dos 19 cursos realizados nesse período como a assessoria à distribuição de vagas de servidores docentes e

técnico-administrativos. Para dar conta dessas e das demais demandas relativas aos cursos de graduação, o departamento estruturou-se nas divisões de projetos pedagógicos, de análise de currículos e de espaço acadêmico e horários, anteriormente atreladas ao Decordi. Com a expansão de vagas através de políticas como o Reuni e a implantação do Sistema de reserva de vagas adotado pela Universidade por meio da Política de Ações Afirmativas, foi realizado mapeamento minucioso de várias áreas de ocupação de espaço físico para seu melhor aproveitamento. Soluções simples, como adiantar ou retardar horários de algumas disciplinas, liberaram salas para outras turmas e permitiram mais conforto aos estudantes nos espaços da UFRGS. Além do Reuni, o DCPA ficou responsável pelo Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógico (PAAP). Criado em 1994, o programa passou por uma reestruturação de sua proposta inicial, quando foram substituídas as capacitações expositivas pela elaboração de projetos e inserida a capacitação para o uso de EaD em disciplinas presenciais. Os programas O DPA foi criado em 2010, para onde foi redirecionada a coordenadoria do Programa de Estudante Convênio da Graduação (PEC-G), antes função do Decordi. Essa mudança ocorreu para permitir um atendimento mais adequado às diferenças culturais desses estudantes provenientes de países em vias de desenvolvimento, em especial da África e da América Latina. (Leia mais na página 18.) Tendo como um de seus objetivos enriquecer a trajetória acadêmica dos estudantes da graduação da UFRGS, a Prograd, através do DPA, apoia ainda os programas de mobilidade acadêmica, o programa de Apoio à Graduação (PAG), de Educação Tutorial (PET/SESu/MEC), de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), Pró-Cálculo e de Recuperação de Estudos Intensivos (Prei). Este último, ainda em caráter experimental, é oferecido no período de férias.


Carlos Arthur Lisbôa, Chefe do Dep. de Informática Aplicada

Interagir com a Prograd nestes meses de chefia foi muito importante, pois os sistemas de apoio são continuamente aperfeiçoados.

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Salões Até 2009, o Salão de Graduação e o de EAD ocorriam paralelamente em maio. Quando foi criado o Salão de Ensino, em 2010, a Prograd, a SEAD e a Pró-reitoria de Pós-Graduação passaram a trabalhar juntas para fortalecer a integração entre os três níveis de formação com a troca de experiências e de conhecimentos.

Essa integração atingiu seu ápice em outubro de 2011, com o Salão UFRGS, reunindo pela primeira vez todos os salões da Universidade: o VII Salão de Ensino, o XXIII Salão de Iniciação Científica, o XII Salão de Extensão, a XX Feira de Iniciação à Inovação e ao Desenvolvimento Tecnológico (FINOVA), a I Feira de Ensino e Popularização da Ciência, o VI Salão UFRGS Jovem e o I Salão de Relações Internacionais.


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CURSOS

Sob o impacto do Reuni Programa de Implantação e Expansão traz a graduação ao primeiro plano das ações universitárias

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UFRGS foi a segunda melhor entre as universidades federais brasileiras e única instituição gaúcha a figurar entre as 10 primeiras colocações na avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC), em 2011, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). O IGC tem como base os resultados de 2008, 2009 e 2010 do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e das avaliações dos cursos de pós-graduação realizadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Segundo o reitor Carlos Alexandre Netto, “a UFRGS está consolidada entre as melhores instituições de ensino superior do Brasil. Os excelentes conceitos obtidos em diferentes avaliações nos conferem essa posição de destaque”. Esse resultado enfatiza o reitor, “é fruto da qualificação de seus alunos, docentes e técnicos administrativos, além de investimentos feitos por parte do Governo Federal em infraestrutura”. Grande parte desses investimentos resultou da adesão da Universidade ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) em março de 2008. O Reuni é uma das ações que integram o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e foi instituído pelo Decreto n.º 6.096, de 24 de abril de 2007, tendo como principal objetivo ampliar o acesso e a permanência na educação superior. Embora a UFRGS nunca tenha parado de crescer em número de vagas e de cursos, a Universidade, com o Reuni, pôde atender a demandas represadas, especialmente na graduação, com a criação de novos cursos e a contratação de professores e técnicos, assim como promover a reestruturação em instâncias

estratégicas para o desenvolvimento da qualidade de ensino e de gerenciamento institucional. E os resultados do IGC de 2011, pontuando a UFRGS como a segunda melhor universidade federal brasileira, comprovam que a UFRGS está no caminho certo. Todos os dados desse crescimento estão detalhados no Relatório Reuni/UFRGS*. Ampliação da oferta Ao aderir ao Reuni, a UFRGS desenvolveu ações previstas no programa, como o aumento de vagas nos cursos de graduação, a ampliação da oferta de cursos noturnos, a promoção de inovações pedagógicas e o combate à evasão, entre outras metas que têm o propósito de diminuir as desigualdades sociais no país. Mesmo que o Sistema de Reserva de Vagas da Universidade tenha sido criado antes do Reuni, ele passou a integrar o programa. No total, entre os anos 2008 e 2012, foram criados 19 cursos - Museologia, Engenharia de Controle e Automação, Fonoaudiologia, Dança (Licenciatura), Fisioterapia, Análise de Políticas e Sistemas de Saúde, Engenharia de Energia, História da Arte, Biotecnologia, Tecnologia em Química Analítica, Políticas Públicas, Engenharia Física, Serviço Social, Zootecnia, Engenharia Hídrica - dentre os quais inclui-se a oferta de quatro novos percursos curriculares em dois cursos existentes, Bacharelado em Astrofísica, Bacharelado em Física Computacional e Bacharelado em Materiais e Nanotecnologia, no Curso de Física, e Administração Pública e Social, no Curso de Administração. Nesse mesmo período, houve uma expansão de 485 vagas nos cursos novos e 727 novas vagas em cursos já existentes, totalizando 1.212 vagas. Para o Concurso Vestibular 2013 já são

* O Relatório pode ser acessado no endereço http://paginas.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/RelatorioREUNI2012.pdf.


Sem a oportunidade de cursar uma faculdade pública à noite, seria muito difícil fazer um curso superior. Ícaro Viana, aluno de Ciências Sociais/Noturno

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previstas mais 134 vagas em cursos já existentes, especialmente nas Engenharias. Quanto ao perfil das novas ofertas de formação, algumas atenderam às demandas da gestão pública, como os cursos de Análise de Políticas e Sistemas de Saúde, Políticas Públicas, Museologia, História da Arte e Administração Pública e Social; outras ofertas concentraram-se na área de tecnologia, como os cursos de Engenharia de Energia, Engenharia Física e Engenharia Hídrica.

Redução de evasão Outra ação prevista no Reuni é a redução da taxa de evasão. Nesse sentido, a Universidade, por meio do Instituto de Matemática, intensificou programas que já desenvolvia, como o tradicional Pré-Cálculo, curso que antecipa a disciplina de Cálculo, responsável por altos índices de reprovação entre os calouros. Também editou o Projeto-Piloto de Recuperação por Estudos Intensivos (PREI), realizado durante o período de férias,


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CURSOS com atividades nos turnos da manhã e também da tarde. A Prograd também criou o Programa de Apoio à Graduação – PAG –, desenvolvido em três modalidades. O primeiro

é o PAG1, que tem por objetivo apoiar estudos sobre a retenção e a evasão de estudantes em cursos de graduação. A segunda modalidade é o PAG2, destinado a estudantes que


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necessitam de reforço nas disciplinas de Física, Cálculo, Química, Português, Inglês e na produção de textos acadêmicos e científicos. E a terceira, o PAG3, prevê o desenvolvimento de novas metodologias para o ensino de disciplinas com alto índice de retenção e evasão. Reestruturação curricular A adesão ao programa Reuni também vem oportunizando a aceleração de processos importantes em termos de reestruturação acadêmica da graduação. Para tal, na intenção de promover maior integração na área da saúde, a exemplo do que já ocorre entre os 17 cursos de licenciatura, por meio da Coordenadoria das Licenciaturas (Coorlicen), foi implantada, a partir de 2008, a Coordenadoria da Saúde (Coorsaúde), que agrega os diferentes cursos da área da saúde com foco na reorientação curricular e na definição de perfil do profissional da saúde na Universidade. Considerando a necessidade de concentração das atividades pedagógicas em um turno, demandada pelos alunos ingressantes na Universidade, os novos cursos e as expansões foram organizados no sentido de corresponder a essa necessidade, especialmente dos estudantes que trabalham. Esse redimensionamento também permite espaços livres que o aluno pode ocupar com estágios, recuperação de disciplinas, entre outras atividades. Outro aspecto positivo resultante da reestruturação curricular foi a possibilidade da oferta de vagas em cursos noturnos, como o de Psicologia, desde 2009, e o de Odontologia, a partir de 2010. O curso de Administração que já oferecia vagas noturnas, ampliou essa oferta para 80 novas vagas em 2010. Nesse contexto a Universidade, praticamente, duplicou o número de vagas em cursos noturnos no período 2008 – 2012. Compromisso social Em 2011, a Prograd, ocupando a presidência da Comissão de Acompanhamento dos Estudantes das Ações Afirmativas, entregou ao Conselho Universitário (Consun) o primeiro relatório sobre o impacto da política de reserva de

vagas sobre o ingresso de estudantes de escola pública e estudantes de escola pública autodeclarados negros na UFRGS. A política também garante a oferta de vagas, em processo seletivo diferenciado, para o ingresso de dez estudantes indígenas por ano em cursos de interesse das comunidades indígenas. Quanto aos programas de assistência estudantil, foram criadas as bolsas Reuni de assistência e acadêmicas, com valor 66% maior que as existentes em 2007. Esse reajuste acabou por beneficiar o conjunto de bolsistas da Universidade nessas categorias, pois a Comissão de Implantação do Reuni/UFRGS decidiu unificar os valores de todas as bolsas. Até 2011, o total de valor executado com as bolsas foi de mais de R$12 milhões. A integração entre ensino e extensão pôde ser percebida em atividades como o PET-Saúde, que tem por objetivo estimular estudantes de graduação a desenvolverem projetos na rede pública de saúde. No âmbito geral das áreas de conhecimento, foram promovidas 912 ações de extensão com vistas a desenvolver e realimentar o ensino e a pesquisa, assim como viabilizar a ralação entre a Universidade e a sociedade através da ação de seus estudantes integrados em atividades de extensão. O programa Reuni também promoveu a integração entre graduação e pós-graduação, especialmente por meio das bolsas de assistência ao ensino, em que os estudantes de pós-graduação tiveram a oportunidade de realizar estágio de docência na graduação, resultando numa interação profícua para ambos os níveis. Além dessa troca de experiências, o programa resultou numa oportunidade de formação em docência dos pós-graduandos, que atuaram tanto em disciplinas da graduação quanto nos programas de Apoio à Graduação. Muito embora o foco principal do Reuni tenha sido a graduação, repercussões importantes do ingresso de novos docentes e técnicos administrativos e do aporte de recursos para a infraestrutura física se fizeram sentir no crescimento da pós-graduação, da pesquisa e da extensão na UFRGS.


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Eduardo Cardoso, professor da Faculdade de Arquitetura

Um dos pontos fortes do PAAP foi a integração entre diferentes áreas e setores da Universidade.

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CURSOS

Em busca de novas práticas docentes Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógico desafia os professores em seu fazer acadêmico

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e 2010 a 2012, passaram pelo Programa de Atividades de Aperfeiçoamento Pedagógico (PAAP)* 578 professores ingressantes na Universidade. Desse total, 46% já possuíam mais de seis anos de experiência em ensino superior e, mesmo não sendo novatos na função, a satisfação daqueles que participaram do programa demonstrou o quanto a nova proposta do PAAP corresponde ao desejo dos professores de revitalizar sua tarefa pedagógica. Tendo como objetivo contribuir para a promoção de um ensino de qualidade, a nova versão do programa de aperfeiçoamento pedagógico da Universidade começou nesta gestão a propor atividades no sentido de desafiar o professor. Para tal, eles são incentivados a desenvolver projetos com novas metodologias e procedimentos de ensino-aprendizagem; a utilizar ferramentas de ensino a distância, através de ambiente virtual; e também a apresentar seus trabalhos no Salão de Ensino. Além da Prograd, participam da coordenação do programa a Faculdade de Educação e a Secretaria de Educação a Distância. Um bom exemplo de iniciativa surgida durante as reuniões com os participantes é o Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais (Senaac). A ideia inicial nasceu num dos encontros do programa realizado

* O relatório do Programa pode ser acessado no endereço http://paginas.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/RelatorioPAAP2010-2012.pdf.

em 2010, e já ocorreram duas outras edições do evento (2011 e 2012). Naquela ocasião, o professor do curso de Design Eduardo Cardoso e a professora de Museologia Jeniffer Cuty atuaram em conjunto durante a elaboração do projeto de ação, no Módulo III do Programa, que propõe o desenvolvimento de atividades interdisciplinares, envolvendo as mais diversas áreas do conhecimento. Jeniffer conta que foi o encontro de duas áreas diferentes com características afins: ela estava produzindo estudos sobre ambientes culturais, enquanto Eduardo trabalhava com acessibilidade em sistemas de informação. Com a união das duas linhas de pesquisa, surgiu a ideia do Seminário. Outra proposta do PAAP é oferecer a possibilidade de conhecer a Universidade, em seus vários aspectos e de forma mais detalhada. Eduardo comenta que um dos momentos mais marcantes do PAAP foi o depoimento da diretora do Planetário Professor José Baptista Pereira, Maria Helena Steffani: “Emocionada, a professora mostrou que, mesmo após décadas de trabalho, a paixão por educar só aumenta, e que é possível construir uma trajetória de sucesso na Universidade”. Eduardo afirma ainda que “esse comentário me marcou, motivou e me impulsiona a enfrentar os desafios que encontro”.


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CURSOS

Currículos com mais possibilidades Reestruturações têm contribuído para que a Universidade repense sua estrutura e sua prática pedagógica

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om os novos ventos impulsionados pelo Reuni, antigos projetos ligados à graduação puderam sair do papel ou ganhar agilidade. Como órgão responsável por prestar suporte técnico-pedagógico às Comissões de Graduação, o Departamento de Cursos e Projetos Acadêmicos (DCPA) assessorou tanto a criação dos novos cursos quanto a reestruturação curricular dos existentes. Entre as ações mais significativas, estão as realizadas nos cursos de Educação Física, Letras e Agronomia. Agronomia inova Em 2009, entrou em vigor o novo currículo do curso de Agronomia, acrescentando a formação diversificada à formação generalista. Dentro desse novo modelo, o estudante tem a possibilidade de concluir sua capacitação profissional através de complementações em diferentes áreas de desenvolvimento da ciência agronômica e da atuação profissional. Essa formação complementar permite que o estudante faça escolhas por determinadas áreas ou campos de atuação e conclua sua graduação, acrescentando conhecimentos e habilidades de acordo com suas preferências pessoais, visando a um desenvolvimento sustentável, que considere as dimensões técnico-econômicas, socioculturais, ambientais, políticas e éticas.

Uma das motivações da reestruturação foi a necessidade de o curso adequar-se às novas demandas profissionais exigidas no setor agropecuário. Segundo o pedagogo do Núcleo de apoio Pedagógico (NAP), Fábio de Lima Beck, embora o currículo anterior tivesse a legitimidade de um documento construído pela coletividade de alunos e professores, estava defasado para responder às novas demandas do mercado. Mas transpor essa inovação curricular para o sistema operacional da Universidade não foi uma tarefa fácil. O novo projeto deveria ser capaz de manter uma entrada única no vestibular e permitir as diversificações no final do curso. Foram necessárias flexibilizações tanto no sistema de gestão de currículos como no sistema de acompanhamento da vida acadêmica dos estudantes. “A Prograd foi incansável em respeitar nossa visão de que não é o curso que tem de se adaptar ao sistema de gestão dos currículos, mas é ele que tem que adequar-se às necessidades da formação desejada”, enfatiza. De acordo com o professor, a reestruturação curricular do curso de Agronomia já está dando frutos. Outras unidades acadêmicas demonstraram interesse em utilizar os conceitos de Formação Essencial Obrigatória e Formação Diversificada Complementar, que definem a proposta. O interesse estende-se também às soluções de apropriação do sistema desenvolvidas pelo CPD para o curso de graduação em agronomia.


Fábio de Lima Beck, pedagogo da Faculdade de Agronomia

É o currículo que deve se adequar às necessidades da formação e não o contrário.

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ALUNO

Decordi online Novos processos eletrônicos permitiram maior agilidade, gerenciamento e acesso a informações

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e os corredores da Universidade dão a dimensão do fluxo de estudantes e de demais pessoas que circulam pela UFRGS, refletindo um pouco a rotina da comunidade acadêmica, é no Decordi que essa efervescência ganha a proporção exata dos fluxos de chegada, permanência e partida de cada um dos alunos de graduação. Só no período de 2008 a 2012, matricularam-se em média por ano 28 mil estudantes nas 89 opções de ingresso. Quando relacionamos esses números ao volume de processos e documentos correspondentes a cada etapa da vida acadêmica por aluno, o resultado é astronômico. Sem contar que por lei esses documentos devem ficar arquivados por 20 anos. Em virtude disso, o Decordi tem salas inteiras abarrotadas de estantes repletas de pastas que contêm os documentos relativos à vida acadêmica dos estudantes e egressos. Essa situação continuaria sendo um problema não fossem os avanços tecnológicos implementados no Decordi com o Projeto Processos. Por meio desse projeto, não só foram digitalizados todos os documentos dos alunos que ingressaram a partir de 2008, como também foi dada a versão online a esses e outros documentos gerados eletronicamente. As principais implementações foram: o atendimento online por meio de chat, e-mail, blog; digitalização das pastas dos alunos; entrega do diploma no momento da formatura com registro eletrônico dos alunos da UFRGS; planos de ensino na web. A implementação dos novos processos permitiu maior agilidade, acessibilidade às informações, redução do número de atendimentos nos guichês do Decordi e considerável

redução de retrabalho. Mas a principal contribuição do projeto para a Universidade foi a criação da visão de documentação e melhoria dos processos administrativos, buscando a eficiência. Além disso, essa iniciativa inspirou a criação de um Escritório de Processos dentro da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplan) e o incentivo à capacitação dos técnicos responsáveis. SOS Aluno De acordo com dados do Decordi, são prestados em média 100 atendimentos por dia pelo chat SOS Aluno, e essa média dispara em época de matrícula. Os alunos podem acessar o chat das 8h30min às 17h, mesmo horário de atendimento ao público no Decordi; depois desse horário, o atendimento é prestado por e-mail. Fluxo eletrônico A partir de 2010, a Prograd implantou o fluxo eletrônico de processos dentro do portal da Universidade, o que gerou tanto economia de tempo quanto de folhas de documentos impressos. Os professores, por exemplo, passaram a utilizar o fluxo eletrônico para dar encaminhamento aos seus planos de ensino; também foram agilizados os processos seletivos de professores substitutos e os pedidos de monitoria, entre outros procedimentos. Se antes o professor esperava aproximadamente dois meses para ver seu plano de ensino aprovado, hoje pode fazer tudo eletronicamente em apenas um dia, e o aluno já tem acesso inclusive aos Conteúdos Programáticos, com certificação digital.


Por também sermos alunos, fica mais fácil tirar as dúvidas de outros estudantes. Lucas Loeck, bolsista do SOS Aluno

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ALUNO

Com o diploma na mão Após mudanças, formandos assinam documento e já o recebem durante a cerimônia de colação de grau

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o primeiro semestre de 2010, quando o vice-reitor Rui Vicente Oppermann avisou ao público que, a partir daquele momento, a UFRGS estaria entregando os diplomas na cerimônia de formatura de maneira pioneira no Brasil, a plateia do Curso de Medicina, com mais de mil pessoas, aplaudiu durante alguns minutos em pé, emocionando os integrantes da mesa, do cerimonial e principalmente da Prograd. Até 2009, os estudantes da UFRGS tinham duas formaturas: a primeira durante cerimônia solene no Salão de Atos, e a segunda, 30 dias após a colação de grau, no guichê do Decordi, com direito a bolo, fotos e familiares, que os recém-formados traziam para comemorar a assinatura e a retirada do diploma, selando, assim, sua despedida da Universidade e o ingresso na vida profissional. Com o avanço tecnológico frente às aplicações voltadas para web nos últimos anos e adotadas pela Prograd, essa pitoresca cena foi substituída pela assinatura do diploma no palco. A validação do processo se dá logo após o fechamen-

to da ata eletrônica na solenidade de colação de grau, possibilitando, assim, o registro com valor jurídico imediato à certificação do documento. Esse procedimento permitiu a entrega dos diplomas de graduação ao final da cerimônia de formatura. Segundo o Decordi, já foram entregues até agosto de 2012, juntamente com os alunos formados nos cursos EAD, mais de dez mil diplomas, emitidos desde o primeiro semestre de 2010. As vantagens dessa mudança começam bem antes da solenidade, pois agora os alunos tiveram abreviado todo o processo de encaminhamento de sua diplomação, que antes era uma verdadeira epopeia. Maratona que implicava a intermediação da comissão de formatura, o preenchimento de fichas físicas a serem entregues no Decordi e a entrega de toda uma documentação obrigatória, que agora já faz parte da pasta digital de cada aluno. O pioneirismo dessa iniciativa levou outras universidade a entrarem em contato com a direção do Decordi para conhecer o projeto e buscar implantá-lo em suas instituições de ensino.

1.300 pessoas aplaudiram em pé quando a turma de formandos de Medicina, do semestre 2010/1, recebeu o diploma de conclusão de curso no ato da formatura


Ana Paula August, formanda Administração/2010/1

Foi um momento único, mesmo com assinatura malfeita, tremida e borrada com as lágrimas!

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PROGRAMAS

UFRGS para todos Cotidiano da Universidade fica enriquecido a cada ano com o Programa de Ações Afirmativas

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m 2007, o Conselho Universitário (Consun) instituiu o Programa de Ações Afirmativas da UFRGS*, com vigência de cinco anos. Segundo a decisão (número 134/2007), a partir de 2008, 30% das vagas em cada curso ficam destinadas a estudantes egressos de sistema público de ensino fundamental e médio. Dessas vagas, a metade é destinada a estudantes autodeclarados negros. Também ficou instituída a oferta anual de dez novas vagas para estudantes indígenas em cursos a serem escolhidos pelas comunidades indígenas com a anuência da Universidade. Gonvé (Denize Letícia Marcolino), da reserva Guarida, foi a primeira indígena a diplomar-se. Sua formatura em Enfermagem ocorreu no dia 1.º de setembro deste ano: “É uma conquista do povo indígena, mostra que somos capazes”, comemora. Para acompanhar o novo programa, foram criadas as comissões de Acesso e Permanência do Estudante Indígena e a de Acompanhamento dos Alunos do Programa de Ações Afirmativas. Em 2009, a Pró-Reitora de Graduação, Valquiria Linck Bassani, assume a presidência da nova comissão de Acompanhamento dos Alunos do Programa de Ações Afirmativas, que contou também com representantes do Consun e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). De 2008 a 2012, foram realizados cinco concursos de ingresso via vestibular, movimento que resulta em importante transformação étnico-racial na Universidade: “Com o Reuni e as Ações Afirmativas, inúmeras iniciativas

* O site do Programa na internet pode ser acessado no endereço www.acoesafirmativas.ufrgs.br

foram tomadas para fazer frente a esta nova realidade e que tiveram consequências positivas para a comunidade como um todo”, avalia Valquíria Linck Bassani. Algumas dessas ações foram tanto a ampliação de vagas como a criação de novos cursos no turno da noite, favorecendo aqueles estudantes que trabalham durante o dia. Assistência estudantil Além das políticas desenvolvidas pela UFRGS para promover a permanência na Universidade de todo aluno com corte socioeconômico de carência, a Secretaria de Assistência Estudantil (SAE) conta, desde 2008, com recursos financeiros provenientes do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Entre os benefícios oferecidos, estão: moradia nas casas de estudante; alimentação nos restaurantes universitários; auxílio-transporte; bolsa permanência; apoio para aquisição de livros e equipamentos instrumentais, conforme as especificidades de cada curso. Entre os programas de bolsas existentes, destaca-se o Programa Institucional de Iniciação Científica PIBIC, específico para as Ações Afirmativas Projeto-Piloto – PIBIC-AF/CNPqUFRGS. Visibilidade Criado em 2008 e reformulado em 2011, o site das Ações Afirmativas (http://www.ufrgs.br/acoesafirmativas) contribui para divulgar o Programa junto à comunidade externa, informando, entre outros assuntos, a relação de cursos pré-vestibulares gratuitos e o perfil dos cursos


É uma conquista do povo indígena, mostra que somos capazes. Denize Marcolino, primeira estudante indígena formada pela UFRGS. Aluna do curso de Enfermagem

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oferecidos. No mesmo ano, juntamente com o Programa Conexão de Saberes (DEDS/Prorext), a Comissão de Acompanhamento trabalhou na produção de materiais direcionados ao público externo: uma cartilha informativa dirigida a estudantes de ensino médio e folhetos explicativos do Programa. O aumento do número de bolsas acadêmicas (monitoria, iniciação científica, extensão) contemplou também os alunos das Ações Afirmativas, como demonstrado no Relatório da Comissão de Acompanhamento*.

Comissão ad hoc A Comissão ad hoc de Avaliação do Programa de Ações Afirmativas, criada em 2009, realizou estudo quantitativo do impacto do Programa no perfil dos ingressantes por meio de vestibular entre 2008 e 2012, conforme as duas categorias estabelecidas na Decisão n.º 134/2007 do CONSUN: estudantes egressos de escolas públicas e estudantes egressos de escolas públicas autodeclarados negros. Posteriormente, procedeu à análise do desempenho acadêmico dos estudantes que ingressaram pela reserva de vagas no ano de 2008.

* O Relatório pode ser acessado no endereço http://plone.ufrgs.br/acoesafirmativas/informacoes/avaliacao/relatorio-da-comissao-de-acompanhamento-do-programa-de-acoes-afirmativas-2008-2012.


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PROGRAMAS

Um novo contexto de apoio à aprendizagem Programa auxilia Universidade a enfrentar os problemas de retenção e evasão nos cursos de graduação

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retenção e a evasão na graduação são problemas a serem enfrentados de modo diferente pela Universidade, diante das novas políticas de ingresso e permanência. Para fazer frente a esse desafio, a Prograd criou o Programa de Apoio à Graduação (PAG), tendo como objetivo qualificar essa etapa da vida acadêmica. O programa compreende três modalidades, o PAG1 e PAG2, criados em 2010, e o PAG3, implantado em 2012. Esses projetos contam com a participação de professores e estudantes de graduação e de pós-graduação, de acordo com o objetivo de cada ação. O PAG1, Retenção e Evasão, buscou apoiar projetos que desenvolvessem pesquisa e estudos que contribuíssem de modo efetivo para a redução da retenção e da evasão nos cursos de graduação. Foram aprovados dez projetos com bolsas de mestrado, de doutorado e de pós-doutorado, além de monitores de graduação. Alguns resultados apontados pelo estudo começam a aparecer, como as causas do histórico índice de 50% de evasão do curso de Engenharia Elétrica (comum a outras engenharias). Esses resultados apontam que o problema inicia na escolha equivocada do aluno, seja por desconhecimento do curso, seja por insuficiente conhecimento prévio em matemática e física, fundamentais para uma trajetória escolar

bem-sucedida. Na sequência, a falta de acolhimento e as dificuldades de adaptação à vida acadêmica, principalmente para aqueles alunos que necessitam conciliar estudo e trabalho, aparecem como fatores importantes para o insucesso escolar, a retenção e a consequente evasão do aluno. Para superar a visão de que o problema da retenção/ evasão esteja centrado no aluno, Liane Ludwig Loder, coordenadora de um dos grupos de estudo do PAG1, destaca: “É importante a criação de uma instância permanente para investigar os problemas e pensar soluções em educação da engenharia”. No PAG2, Reforço Pedagógico, são oferecidas atividades de reforço acadêmico aos estudantes dos primeiros semestres que tenham dificuldades nas áreas de cálculo, português, física, química, inglês e produção de texto. Os encontros são realizados aos sábados e, dependendo da área, o reforço é desenvolvido por meio de aulas, oficinas, palestras ou atividades culturais. Para esse programa, foram aprovados seis projetos com bolsas de mestrado e de doutorado, além de monitores de graduação. Conforme a professora Liana Nacul, coordenadora do PAG 2 em Cálculo, disciplina que tem alto índice de reprovação, ações como o PAG2, além de contribuir para o reforço de conceitos difíceis junto aos alunos de


Liane Loder, professora do curso de Engenharia Elétrica

É importante a criação de uma instância permanente para investigar os problemas e pensar soluções em educação da engenharia.

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graduação, também contribui para o desenvolvimento da prática pedagógica dos integrantes da equipe, que são alunos de graduação e pós-graduação. “Eles comentam que precisam aprender a explicar de diferentes formas para diferentes alunos”, ou seja, além dos alunos que estão aprendendo sobre a matéria, os integrantes da equipe estão aprendendo a ensinar, como ilustra a professora. O PAG3 ainda está em fase de implantação e destina-se a

Inovações Pedagógicas em Disciplinas Presenciais. Ou seja, esse projeto visa apoiar propostas inovadoras que despertem nos estudantes de graduação uma maior motivação por aprender, procurem respeitar o tempo de aprendizagem dos estudantes, sinalizem alternativas e caminhos para novas formas de estudo e de ensino, visando ao sucesso acadêmico em disciplinas com elevadas taxas de reprovação, especialmente na área das ciências exatas.


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PROGRAMAS


O PEC-G me apetrechou com ferramentas para enfrentar o mercado de trabalho. José Fernandes, aluno PEC-G de Guiné-Bissau

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50 anos de Convênio Graduação Universidade já formou mais de mil estudantes de países africanos e latino-americanos

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primeira edição do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G) ocorreu em 1962, quando a Universidade passou a receber estudantes provenientes de outros países em desenvolvimento, especialmente da África e da América Latina. O PEC-G é uma atividade de cooperação, administrada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Educação. Na Prograd, está sob a responsabilidade do Departamento de Programas Acadêmicos (DPA). Diferente da maioria dos estudantes estrangeiros, os alunos PEC-G vêm para fazer toda a graduação no Brasil, passando por seleção realizada nas embaixadas brasileiras em seus países. Desde sua adesão ao programa, a UFRGS já formou mais de mil estudantes africanos e latino-americanos. Atualmente, estão matriculados 71 estudantes-convênio, vindos de Angola, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Moçambique, Nigéria, Panamá, Paraguai, Peru e São Tomé e Príncipe. Com o interesse de investigar a repercussão da formação realizada no Brasil para o desenvolvimento desses países, especialmente com relação aos estudantes do continente africano, que representam 70% dos conveniados PEC-G, a Prograd, através do DPA, realizou de 2011 a 2012 a primeira fase da pesquisa Cidadania, migrações temporárias, racializações e juventude: o impacto PEC-G na formação de lideranças e desenvol-

vimento de países africanos, coordenada pela servidora e antropóloga Nara Magalhães e supervisionada pela vice pró-reitora de graduação e diretora do DPA, Andréa dos Santos Benites. A pesquisa, que contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi realizada diretamente nos países selecionados: Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Em cada um deles, foram entrevistados 15 ex-alunos-convênio, dos quais grande parte encontra-se atuando em órgãos públicos, desempenhando funções estratégicas. Outra contribuição do estudo foi alertar para a realidade social desses países, e o quanto essas informações podem justificar o desenvolvimento de políticas de apoio ao estudante-convênio africano. Desde sua criação, o PEC-G prevê que o estudante seja o responsável financeiro por sua moradia, sua alimentação, seu transporte e seu material de estudo. José Fernandes Júnior, formado em Ciências Sociais pela UFRGS e funcionário do Ministério das Pescas de GuinéBissau, foi um dos colaboradores para a realização da pesquisa. Para ele, ter estudado no Brasil contribuiu para o seu crescimento profissional e pessoal: “Me permitiu ter acesso a uma formação superior e ter mais conhecimento sobre outras culturas. O PEC-G também me apetrechou com ferramentas para enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e restrito”, sintetiza.


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PROGRAMAS

Mobilidade em ascensão Cresce o número de estudantes que busca complementar seus estudos em outras universidades, brasileiras ou estrangeiras

UFRGS recebeu 1.132 estudantes em ambas as mobilidades. Para agilizar os processos de mobilidade e dar continuidade à gestão sustentável da Prograd, por meio da redução de material impresso, a administração do setor está sendo informatizada e a documentação digitalizada. Só no primeiro semestre de 2012, circulam pela Universidade 294 protocolos de mobilidade, com cerca de 20 páginas cada pasta. Ciência sem Fronteiras Numa ação de cooperação com a Secretaria de Relações Internacionais (Relinter), a Prograd encaminhou, no período de 2011 a 2012, cerca de 200 estudantes de graduação por meio do programa Ciência sem Fronteiras, para realizar um período de estudos em universidades no exterior de países conveniados. O programa Ciência sem Fronteiras é promovido pelo Governo Federal, com apoio de bolsas Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Ouvir histórias em diferentes idiomas nos faz crescer como profissionais e como pessoas. Maria Elisa Lisboa, aluna da Fabico - Alemanha/2009

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os últimos anos, o Brasil vem intensificando seus programas de mobilidade acadêmica, a exemplo do que já ocorre amplamente entre instituições internacionais de ensino. Essa evolução começa a ser comprovada na Prograd dentro do Programa de Mobilidade Acadêmica, que desde 2010 passou a ser administrado pelo Departamento de Programas Acadêmicos. Em 2008, por exemplo, a UFRGS recebeu 146 estudantes de universidades brasileiras públicas e privadas, que vieram fazer disciplinas no período de um a três semestres na Universidade. Em 2011, esse número passou para 393, um crescimento de 169%. Esse aumento justifica-se especialmente porque nos últimos anos houve maior divulgação dos programas de mobilidade junto a outras universidades. São dois os tipos principais de mobilidade nacional: o ingresso de discente visitante, oriundo de escolas superiores estaduais ou privadas, e a mobilidade Andifes, programa assinado entre os reitores das universidades federais e destinado a estudantes dessas instituições. De 2008 a 2012, a


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COORDENADORIAS

Por mais integração e articulação entre cursos Programas integram cursos de áreas afins com experiências desafiadoras de aprendizagem

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s coordenadorias das Licenciaturas e da Saúde proporcionam um trabalho mais transversal entre os cursos afins, contribuindo, dessa forma, para uma educação superior mais qualificada para o exercício profissional. Coorlicen A Coordenadoria das Licenciaturas (Coorlicen) da UFRGS é o órgão responsável pela formação de professores e por Projetos Pedagógicos específicos dos 17 cursos de licenciatura oferecidos pela Universidade. Criada em 2000, a coordenadoria tem sua história ligada ao Fórum das Licenciaturas (Forumlic) e desde 2010 acompanha e avalia dois importantes programas, o de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e o de Licenciaturas Internacionais (PLI), bem como participa dos fóruns relacionados à formação de professores para o ensino básico. O PLI é um programa de dupla diplomação, com início e conclusão do curso no Brasil e com etapa intermediária na Universidade de Coimbra (UC). Criado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em parceria com a UC em 2010, o programa é importante aliado da UFRGS em seu processo de internacionalização e de qualificação profissional de seus alunos.

Já o PIBID, financiado pela Capes, atua com a Secretaria de Educação do Estado na realização de projetos didático-pedagógicos nas escolas da Rede Pública Estadual. Os projetos são coordenados por docentes da UFRGS que pesquisam ou atuam em áreas voltadas à formação de professores e nos estágios de docência das Licenciaturas que integram o Programa. Há seminários de integração entre todos os participantes, incluindo os representantes das escolas, com apresentação de resultados e discussão dos projetos. CoorSaúde A Coordenadoria de Saúde da UFRGS (CoorSaúde), criada em 2008, institui uma nova política de formação, que vai além do trabalho realizado em sala de aula, exigindo do aluno a vivência dos chamados “cenários da prática”. Ao instituir a coordenadoria, a Universidade atende às Diretrizes Curriculares Nacionais, que buscam integrar a formação com os serviços da área da saúde, como o Sistema Único de Saúde (SUS). Dentro dessa nova perspectiva, a CoorSaúde trabalha a partir de conceitos como de integralidade, e multiprofissionalidade. O primeiro termo sugere que o profissional da saúde perceba o paciente em sua totalidade, e não somente sob o prisma da especialidade na qual ele é formado. Com-


O aluno precisa vicenciar os cenários da prática. Miriam Dias, coordenadora do CoorSaúde

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preendendo dessa forma, ele terá aumentada a possibilidade de constituir-se num multiprofissional, capaz de compreender outras implicações que envolvam o estado enfermo de seu paciente. Entre os projetos em andamento, destaca-se a implantação da disciplina Práticas Integradas em Saúde I, inova-

dora em todo o território nacional e que está servindo de modelo a outras universidades. Cabe ainda à CoorSaúde o acompanhamento dos projetos Pró-Saúde, promovidos pelo Ministério da Saúde, que incentivam a reorientação para os cursos de graduação na área da saúde, e o PET, Programa de Educação para o Trabalho.


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Trabalhos publicados

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e 2008 a 2012, a equipe da Prograd participou de eventos e publicações. O objetivo era socializar com outras universidades e instituições a experiência da Pró-Reitoria, tanto no que diz respeito a suas reflexões sobre o ensino superior quanto a suas ações no sentido de modernizar a estrutura e os processos de documentação e interlocução da Prograd com a comunidade acadêmica, especialmente com o aluno.

SOS Aluno: uma ferramenta de auxílio e orientação ao aluno Autores: Denise Coutinho e Thiago Stein Motta Apresentado em: IV Workshop de TIC das IFES Data: Rio de Janeiro, 11 a 13 de maio de 2010 http://www.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/ArtigoSOSAluno.pdf

As vozes das comunidades: a universidade como lugar de formação Autoras: Valquiria Linck Bassani e Nádia de Fátima Borba Martins Apresentado em: VIII Seminário de Educação Superior: a Universidade como lugar de formação Data: Santa Maria/2012 Publicado: Qualidade da Educação Superior: a universidade como lugar de formação/EDIPUC p. 108. http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/qualidadedaeducacaosuperior2.pdf


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Travessias e trajetórias de jovens africanos em busca de formação universitária no Brasil Autora: Nara Magalhães Apresentado em: X Congresso Argentino de Antropologia Data: Buenos Aires, de 29 de novembro a 02 de dezembro de 2011. http://paginas.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/ArtigoPEC-G2.pdf

Projeto de digitalização de documentos dos alunos de graduação e disponibilização via portal Autores: Evandro Gomes Flores Apresentado em: VI Workshop de TIC das IFES Data: Goiânia, 11 de maio de 2012 http://www.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/ArtigoDigitalizacao.pdf

Processo de Diplomação na UFRGS com a entrega do diploma na cerimônia de colação de grau Autores: Denise Coutinho e Elianara Corcini Lima Apresentado em: VI Workshop de TIC das IFES Data: Goiânia, 11 de maio de 2012 http://paginas.ufrgs.br/prograd/prograd-1/artigos/ArtigoDiplomacao.pdf


36 Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Organograma PROGRAD 2012 PROGRAD

Pró-Reitoria de Graduação

COORLicen

COORSaúde

Coordenadoria de Licenciaturas

DCPA

Depto. de Cursos e Projetos Acadêmicos

DPP

Divisão de Projetos Pedagógicos

DAC

Divisão de Análise de Currículos

DEAH

Divisão de Espaço Acadêmico e Horários

Coordenadoria da Saúde

DECORDI

Depto. de Consultoria em Registros Discentes

Secretaria, Assessoria, Protocolo e SAP do DECORDI

DIVA

Divisão da Vida Acadêmica

DIDA

Divisão de Documentação e Arquivo

Núcleo de Emissão de Documentos

DEMA

Divisão de Estágios e Monitoria Acadêmica

DERD

Divisão de Emissão, Registro e Revalidação de Diploma

DPA

Depto. de Programas Acadêmicos

PEC-G

PAG

Programa de Estudante Convênio de Graduação

Programa de Apoio à Graduação

Programa de Ações Afirmativas

Programas de Mobilidade Acadêmica

DPGP

Depto. de Planejamento e Gestão da PROGRAD

ASSDPGP

Assessoria DPGP

GERDPGP

Gerência Administrativa do DPGP

Secretaria Administrativa do DPGP e Protocolo do DPGP


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Expediente Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS Reitor Carlos Alexandre Netto Vice-Reitor Rui Vicente Oppermann

Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD

Secretaria de Comunicação Social – SECOM

Pró-Reitora Valquiria Linck Bassani Vice Pró-Reitora e Diretora – Departamento de Programas Acadêmicos – DPA Andréa dos Santos Benites Diretora – Departamento de Cursos e Projetos Acadêmicos – DCPA Nádia de Fátima Borba Martins Diretora – Departamento de Consultoria em Registros Discentes – DECORDI Denise Coutinho Diretora – Departamento de Planejamento e Gestão da Prograd – DPG Ana F. Mendicelli

Secretário Flávio Porcello Vice-Secretária Édina Rocha Edição e textos Jacira Cabral da Silveira Fotos Flávio Dutra e Tiago Cruz Projeto Gráfico e Diagramação Tatiany Lukrafka e Kleiton Semensatto da Costa Revisão Antônio Paim Falcetta Colaboração Bibiana Guaraldi e Gustavo Buss


Universidade Federal do Rio Grande do Sul


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Relatório Prograd