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A vida de uma mulher trabalhadora Nasci e cresci em Indaial numa época muito tranquila. Hoje, tenho 55 anos e Indaial está muito diferente. Naquela época, morava numa casa

de madeira e em algumas

paredes havia cupim. O teto e o chão eram cheios de furos. A minha cama feita de palha, era muito ruim de dormir! A noite, movimentos e ruídos

havia

e não conseguia

dormir. Antigamente, quando ia à escola, era um sofrimento pois tinha que andar quilômetros para chegar lá, debaixo de sol. Chegava, e já ia brincar com os meus amigos. A primeira vez que fui brincar de chuta -lata, era tanta emoção que quebrei meu pé. Fui parar no hospital e depois ficou tudo bem. Quando era menina, meu primeiro beijo foi desastroso pois mordi os lábios do primeiro menino. O coitado ficou com a boca inchada. Com 14 anos tive meu primeiro namorado e com 17,casei-me com um homem muito carinhoso. Hoje, trabalho de merendeira. Tenho três filhos e netos. Tenho orgulho do que conquistei, por isso sou uma mulher feliz. Nicole Santos Rocha

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A vida de uma mulher trabalhadora