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Colégio do Amor de Deus

DSI em FAQ   

11º Ano  2008/2009   


DSI em FAQ

O que é a doutrina social da Igreja?   É  o  pensamento  da  Igreja  sobre  as  questões  económico­sociais,  o  que  abarca  questões  como  os  direitos  humanos,  o  trabalho,  a  riqueza  e  a  pobreza, o desenvolvimento, a globalização, o ambiente, etc.  

Qual a finalidade da DSI?   Principalmente,  interpretar  as  realidades  sociais,  examinando  a  sua  conformidade  ou  desconformidade  com  as  linhas  do  ensino  do  Evangelho  sobre  o  ser  humano  e  sobre  a  sua  vocação  terrena  e  ao  mesmo tempo transcendente; visa orientar o comportamento cristão.  

Quais são os princípios da DSI?   Dignidade  da  pessoa  humana. Porque  é  “imagem  de  Deus”,  o  ser  humano tem a dignidade de pessoa. A dignidade não depende da raça,  sexo, nação, cultura, religião ou qualquer outra circunstância concreta.  Possuem­na  todos  os  seres  humanos,  em  qualquer  situação.  É  o  fundamento da unidade, igualdade e liberdade dos seres humanos. Em  nenhum caso deve ser violada.  

Bem comum. É o conjunto das condições da vida social que permitem,  tanto  aos  grupos  como  a  cada  membro,  alcançar  mais  plena  e  facilmente  a  própria  realização.  São  áreas  do  bem  comum:  empenho  pela  paz,  organização  dos  poderes  do  Estado;  ordem  jurí­dica; 


protecção  do  ambiente;  serviços  essenciais  para  as  pessoas  (alimentação, habitação, trabalho, educação, saúde, cultura, etc.).

Destino universal dos bens. Significa que a Terra — e tudo o que ela  contém — se destina a todos os seres humanos, de todos os povos, de  todas as épocas, sem excluir nem privilegiar ninguém, porque a origem  de  todos  os  bens  é  Deus.  A  propriedade  privada  é  um  meio  para  alcançar o destino universal dos bens.  

Subsidiariedade. Na sociedade, uma instância superior não deve fazer  aquilo que uma instância inferior pode fazer. Mas, quando necessário,  a  instância  superior  deve  dar  ajuda  (subsidium)  à  inferior.  Este  princípio  opõe­se  à  centralização,  burocratização,  assisten­cialismo,  peso excessivo do sector estatal.

Participação. Todos  têm  o  direito  e  o  dever  de  participar  na  vida  política, económi­ca, cultural e social da comunidade a que pertencem,  embora  em  diversidade  e  complemen­taridade  de  formas,  níveis,  funções  e  responsabilidades.  É  consequência  da  subsidiariedade  e  configura um princípio essencial da democracia. Solidariedade. Significa  que  todos  somos  responsáveis  por  todos.  É  a  determinação firme e perseverante de se empenhar no bem comum. É  um  dever  de  pessoas,  instituições  e  povos.  Implica  que  se  cultive  a  consciência da dívida que todos têm para com a socieda­de.  

Justiça. É  a  vontade  constante  e  firme  de  dar  a  cada  pessoa,  povo  ou  instituição  o  que  lhe  é  devido.  Há  três  formas  clássicas  de  justiça:  a  comutativa (quando um particular dá a outro particular o bem que lhe  é  devido),  a  distributiva  (quando  a  sociedade  dá  a  cada  particular 


aquilo que lhe é devido) e a social (quando o indivíduo contribui para o  bem comum).  

Verdade. Os  seres  humanos  estão  obrigados  a  procurar  a  verdade,  respeitá­la  e  a  tes­temunhá­la  com  responsabilidade.  Valor  especialmente pertinente na economia. Quanto mais os seres humanos  se  esforçam  por  resolver  os  problemas  sociais  segundo  a  verdade,  melhor funciona o sistema económico.

Liberdade. Num  primeiro  nível,  é  a  capacidade  de  escolher  entre  várias  alternativas.  Num  segundo  nível,  é  a  capacidade  de  realizar  a  sua  própria  vocação  pessoal,  decidindo,  por  si  próprio,  o  que  é  fundamental  e  recusando o  que  é  negativo.  Está intimamente  ligada  à  responsabilidade.  A  liberdade  económica  (ter  iniciativa,  originar  e  terminar  negócios,  comprar  e  vender  responsavelmente)  é  imprescindível para a evolução da sociedade.  

Caridade (ou amor). Pressupõe e transcende a justiça. Inspira a acção  individual, mas é força capaz de renovar as estruturas, organizações e  leis.  Quando  assim  é,  transforma­se  em  “caridade  social  e  política”.  Para o cristão, o apelo do amor é o argumento mais forte de todos.  


A DSI é uma ideologia?   Não. É antes uma instância crítica das ideologias. A DSI tanto critica os  comunismos  e  os  socialismos,  que  em  nome  da  igualdade  amordaçaram  a  liberdade,  como  o  capitalismo,  que,  em  nome  da  liberdade,  distribui  desigualmente  a  riqueza  produzida.  A  DSI  não  defen­de  nenhum  partido;  não  é  de  Esquerda  nem  de  Direita.  A  DSI  pertence ao campo da Teo­logia, em especial ao da Teologia Moral.  

Em que se fundamenta a DSI?   Fundamenta­se  na  mensagem  bíblica  e  na  tradição  da  Igreja  e  está  atenta  aos  contri­butos  da  filosofia  e  principalmente  das  ciências  sociais. 


DSI em Faq  

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