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“Pessoas com menor grau de educação envelhecem mais rápido, diz estudo’’ BBC Brasil, publicada pelo site G1 <http://g1.globo.com/ciencia-esaude/noticia/2011/05/pessoas-com-menor-grau-de-educacao-envelhecemmais-rapido-sugere-estudo.html>, 12/05/2011 08h34 Ana Beatriz Tomanini de Araujo e João Victor Santos Lorenzi, 2º A

Resumo Crítico “Estudo pela vida” Agora, estudar é mais do que preciso, é, literalmente, vital. Segundo reportagem realizada pela BBC Brasil e publicada em diversos sites, como o canal de notícias G1, no dia 12/05/2011, um estudo realizado por três universidades mostrou ligações entre o nível de escolaridade de um indivíduo e o comprimento de uma estrutura cromossômica denominada telômero, que possui relação com nosso tempo de vida restante. Logo no início da reportagem, são apresentados os dados acerca da pesquisa, britânica e realizada com participação de especialistas da University College, de Londres, da University of Wales Institute, de Cardiff, da Universidade da Califórnia, em São Francisco. Tal pesquisa analisou amostras de sangue recolhidas de 400 homens e mulheres entre 53 e 75 anos. Nas amostras de sangue recolhidas foram analisados os cromossomos dos pacientes e constatado que o comprimento dos telômeros daqueles com menos estudo eram mais curtos. Apesar de a reportagem, nesse ponto, citar que um comprimento menor dos telômeros estaria relacionado a uma idade biológica mais avançada, a dúvida reside na pergunta: “O que são telômeros?”, não respondida ao leitor. O certo seria que o autor apresentasse-nos uma explicação com a qual pudéssemos concluir o porquê da relação telômeros – idade. Telômeros são as extremidades dos cromossomos cuja função é proteger genes do corpo dos mesmos. Cromossomos são estruturas compostas por filetes de DNA responsáveis por ditar o funcionamento e reprodução celulares. Como a cada divisão celular os telômeros diminuem, não podendo ser repostos, a diminuição no comprimento dos telômeros indicaria mais divisões celulares para reposição de células mortas ou doentes, evidenciando mais tempo de vida de um


indivíduo ou hábitos não saudáveis, que causariam um desgaste celular mais acelerado e uma necessidade maior de reprodução. Através do comprimento dos telômeros cientistas podem, também, estimar, mesmo que de maneira imprecisa, o tempo de vida restante de uma pessoa, visto que seu comprimento chegaria a um ponto no qual a divisão celular não seria mais possível, provocando a morte generalizada das células e, assim, a morte do indivíduo. Nada seria um estudo não fossem suas conclusões, essas, muito bem apresentadas pelo escritor. Como foi observado que o comprimento dos telômeros nas pessoas com mais estudos era maior, foi descartada a possibilidade de que, como se pensava anteriormente no meio científico, o menor tempo de vida era decorrente biológico direto de condições econômicas mais precárias. Estas foram tidas como fatores atuantes, porem secundários, indiretos, já que poderiam determinar qual o grau de educação proporcionado por famílias mais necessitadas. Outra observação feita foi que uma condição econômica pior, embora seja extremamente controverso, poderia fazer com que, devido à falta de educação, um indivíduo lidasse pior com o stress do que alguém com condição financeira melhor, o qual teria mais chances de saber como se tratar e lidar com seu problema. As últimas conclusões elaboradas pelo autor da reportagem são, certamente, alvo de discussões. Não se pode afirmar que alguém mais graduado lide, necessariamente, melhor com seus problemas de saúde, principalmente stress, do que alguém leigo. Por exemplo, grandes executivos podem sair do controle e passar por momentos de stress muito mais frequentemente que aqueles que residem no campo, com suas vidas pacatas. A hipótese sobre o maior encurtamento dos telômeros em pessoas com menos estudos não é verdadeiro em todos os casos, talvez, nem em metade deles, já que já que o stress e doenças provocam um desgaste mais acelerado da célula. O estudo, apesar de ainda não concluído, nos propõe uma questão latente: “Se aqueles com mais estudo, teoricamente, vivem mais, por que os mais velhos do mundo são pessoas sem estudo?”. A resposta provavelmente não será encontrada tão cedo, mas podemos, primeiramente, raciocinar que, talvez, o encurtamento do telômero não seja um fator ou evidência determinante à expectativa de vida de um indivíduo, ou que a evidência encontrada pelos cientistas no estudo possa ser válida somente a uma parcela da população, submetida a um ambiente específico, como uma cidade muito poluída de grande porte, como Londres, ou o campo.


A interferência de fatores ambientais poderia ser o fator mais essencial à análise do estudo. O desgaste celular e assim o encurtamento dos telômeros pode ser provocado por intempéries físicas, como acidentes com danos que provocariam uma grande necessidade de formação de novas células, e químicas, como uma alimentação rica em gordura e alimentos não saudáveis, os quais poderiam corroborar para o aparecimento de substâncias oxidantes, como os radicais livres. Não deixando o tema acerca do encurtamento dos telômeros de lado, podemos estabelecer forte paralelo entre as vantagens oferecidas pelas plantas na prevenção de tal fenômeno. Em uma reportagem divulgada também pelo G1, intitulada “Pólen combate o envelhecimento e ajuda a recuperar energias” e exibida no programa Globo Repórter, da Emissora Globo de Televisão, foram evidenciadas as vantagens do pólen apícola, aquele captado por abelhas, para os seres humanos. O pólen possui vitaminas e sais minerais vitais aos seres humanos, além de ser fonte de proteínas, necessárias a própria formação dos telômeros, e lipídios. Porém, sua característica que previne o encurtamento dos telômeros é sua propriedade antioxidante proporcionada pelas vitaminas C, B e E. Antioxidantes combatem radicais livres, formados naturalmente durante o processo de produção de energia das células, os quais promovem um desgaste mais acelerado dos telômeros. Porém tais antioxidantes só são encontrados em uma dieta saudável, como em frutas e no pólen, por isso a nutrição tem relação direta com a vida dos indivíduos, além de outros fatores externos, como gordura corporal, que provoca aumento os radicais livres. Mesmo com pequenas limitações conceituais na reportagem, ela é extremamente clara quanto à mensagem a passar sobre a importância do estudo e as novas descobertas científicas. Não podemos nos esquecer que, afinal, a reportagem deve ser divulgada a um público de massa, e oferecer leitura rápida, interessante a leve, características evidentes e muito bem trabalhadas pelo autor do texto jornalístico analisado, caso contrário, ela perderia sua exatidão, gerando dúvidas no leitor e fazendo abertura para interpretações erradas por parte dele. Vale à pena conferir.


Referência Bibliográfica (resumo crítico e apresentação): 

< http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/pessoas-com-menorgrau-de-educacao-envelhecem-mais-rapido-sugere-estudo.html > Acesso em: 16 de maio



< http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/05/polen-combate-oenvelhecimento-e-ajuda-recuperar-energias.html > Acesso em: 16 de maio



< http://andreiatorres.blogspot.com/2009/09/qual-o-comprimento-do-seutelomero.html > Acesso em: 29 de maio



<http://www.escola24h.com.br/salaaula/estudos/biologia/celula/img/cariotipos.gi f>



< http://cat.inist.fr/?aModele=afficheN&cpsidt=2345672 > Acesso em: 29 de maio



< http://pt.wikipedia.org/wiki/Colchicina > Acesso em: 29 de maio



< http://pt.wikipedia.org/wiki/Cromatina > Acesso em: 29 de maio



< http://pt.wikipedia.org/wiki/Heterocromatina > Acesso em: 29 de maio



Livro: Fundamentos da Biologia Moderna, Amabia & Martho, Editora Moderna

“Pessoas com menor grau de educação envelhecem mais rápido.  

Pessoas que estudam menos envelhecem mais.

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