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“Cientistas descobrem relação entre depressão e DNA” (via Folha Online - http://bit.ly/iwxigm)

Eduardo S Cardoso – nº 7 Lucas Ribeiro Homen – nº 15 2º A

“Boa idealização, má concretização”

Publicada no site do jornal Folha de São Paulo, em 16/05/2011, a reportagem traz consigo informações sobre uma pesquisa que está sendo desenvolvida por uma universidade britânica em parceria com uma americana. A reportagem diz respeito à possíveis atuações da depressão em determinados genes localizados no DNA humano transmitidos hereditariamente. Partindo desse estudo, a medicina pode progredir com relação à possíveis curas - ou melhores tratamentos – da depressão, visto que a medicação proposta pelos pesquisadores promete ser inovadora e revolucionária, atuando diretamente no gene específico em que, supostamente, existem as primárias condições para o desenvolvimento da depressão. Cerca de 800 famílias, além de tabagistas e pessoas em algum tipo de estado terminal, serviram como cobaia para a pesquisa. O único mérito a não ser constado no artigo lido foi o de como o experimento ocorreu em cada pessoa, que não foi exemplificado e nem evidenciado nesta e em outras fontes de pesquisa. A explicação mais provável poderia ser de amostras de sangue coletadas, mas infelizmente nenhuma pesquisa mais específica poderia prover tal dado, visto que só foi debatido como a pesquisa pode ser aplicada na sociedade.


Desde a primeira linha da notícia, notamos uma explicação muito superficial com relação aos dados da pesquisa. Os pesquisadores e o foco principal são mencionados corretamente, porém sem nenhuma especificação maior quanto aos temas abordados – genética e a depressão. As opiniões quanto à medicação, porém, são positivas: apesar de somente estar disponível ao público mundial entre 5 e 10 anos (já que em muito precisa se modificar o tal remédio) a esperança de que este mesmo remédio consiga atuar respectivamente no gene “afetado” pela disfunção é grande. Isso proveria um grande passo na concepção de novos tratamentos e medicações, por isolar somente a área ou gene responsável por carregar algum tipo de doença, por exemplo. Um câncer, uma gripe e até mesmo um tumor poderiam ser contidos em sua fase inicial somente por ingerir o remédio adequado que aniquilaria todas as células responsáveis pelas maléficas desordens imunológicas. Um tanto quanto promissor. Ainda mencionando dados além da notícia, em muito poderiam ser explorados os temas relacionados à depressão e genética. Em um senso comum, de nada adiantaria uma solução para um devido problema (no caso, a depressão), ser amplamente divulgada sem um entendimento totalitário quanto o que é este mesmo problema. Muitas pessoas ainda permancem sem muitos dados sobre o quê realmente seria a depressão, e acredito ainda que grande parte delas, em minha opinião, não faria um esforço maior para procurar mais à respeito. O mesmo se encaixa no conceito da genética: será que se fosse feita a pergunta “o que é, detalhadamente um gene?” a maioria dos leitores saberiam responder? Creio que não. Um maior aproveitamento quanto aos temas de genética e da própria disfunção da depressão acarretaria em um melhor entendimento do leitor com o objetivo principal da notícia. Com a ausência de informações essencias dizendo respeito aos temas abordados - e que são peças centrais da notícia - e uma má elaboração da própria reportagem, o que resta aos leitores é se contentar com a absorção do que lhes é fornecido. A pesquisa é, de fato, muito interessante. Pode em muito provir a população mundial e, em consequência, exterminar muitas doenças e disfunções em estágios iniciais. A própria depressão, em expectativa positiva,


pode ter seu índice em queda nas próximas décadas. Porém, é importante que o consenso geral seja voltado à reportagens como esta, para uma maior informação e conhecimento do mundo científico que evolui a cada dia que passa.

Referência Bibliográfica Reuters. “Cientistas descobrem relação entre depressão e DNA”, Folha de S Paulo, 16 de maio de 2011. Disponível em <http://bit.ly/iwxigm>. Acesso em 05 de junho de 2011.

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