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“Pesquisa revela nova fonte de células-tronco que inova no tratamento de doenças graves” Disponível em: <www.unitau.br/imprensa/pesquisa-revela-nova-fonte-decelulas-tronco-que-inova-no-tratamento-de-doencas-graves/>

Por Beatriz Ferreira da Silva Maria Thereza Rodrigues 3º EM B

A Cura Pelas Células-tronco

A utilização de células-tronco em processos regeneração e na cura de doenças é um assunto que vem sendo discutido e se destaca por seu caráter polêmico. Também conhecidas por “células-mãe”, as células-tronco são capazes de se dividir e dar origem a células idênticas e com potencial de diferenciarem-se em vários tecidos. Foi realizada uma pesquisa na Universidade Federal de Taubaté (UNITAU) onde foi descoberta uma grande fonte de células-tronco na gordura proveniente de cirurgias de lipoaspiração. Como é caracterizado o potencial de cura dessas células? Será essa uma alternativa ética para a pesquisa e tratamento com esse tipo de célula? Células-tronco são caracterizadas por um processo de mitose diferente do antes aceito pela comunidade científica. A teoria era de que quando uma célula sofria mitose, se dividia em duas outras exatamente iguais à célula-mãe e também exatamente iguais entre si. Com os avanços da biologia celular, foi determinado outro processo de mitose, a mitose assimétrica. Por meio desse processo, a célula ancestral se divide em uma célula com as mesmas características primitivas (do tronco) e a outra que se transforma resulta de outro processo conhecido por diferenciação celular.


Seguindo esse raciocínio, pode-se prever que em um organismo adulto exista uma porcentagem de células não desenvolvidas, ainda com características primitivas e com grande potencial de diferenciação. Quando o espermatozóide encontra o óvulo, e ocorre a fecundação, é formado o zigoto, uma célula-tronco embrionária, ou totipotencial, capaz de gerar um novo indivíduo. A partir disso, a célula vai sofrendo diversas mitoses até atingir o estado de blastocisto com células-tronco pluripotenciais capazes de gerar todas as células do corpo. A principal diferença entre células totipotenciais e pluripotenciais é que a segunda pode formar todas as células do corpo, mas não pode gerar um novo indivíduo. Existem outras classificações para células-tronco, algumas delas podendo formar alguns tipos específicos de células e tecidos. No organismo adulto, as células que mantém características pluripotenciais são conhecidas como células-tronco adultas e normalmente são retiradas da medula óssea, onde o potencial de regeneração da célula é aproveitado no próprio indivíduo. As células-tronco embrionárias são retiradas de embriões pouco desenvolvidos, o que requer o sacrifício do mesmo, gerando diversos debates éticos e até mesmo religiosos; muitos acreditam que a vida é concebida a partir do momento que o espermatozóide encontra o óvulo, formando o zigoto; outros entendem vida depois de alguns meses de gestação, quando o feto já possui cérebro e os mais céticos compreendem vida somente depois do parto. Dessa forma, algumas comunidades religiosas e políticas consideram crime o sacrifício do embrião, mesmo pouco desenvolvido, da mesma forma que entendem por crime o aborto. A legislação brasileira permite a pesquisa em células-tronco embrionárias inviáveis ou congeladas a mais de três anos, desde que haja consentimento dos “pais”. Células-tronco, embrionárias ou adultas, são promissoras no tratamento de doenças degenerativas por sua capacidade de diferenciação celular. Recentemente, como anteriormente colocado, foi encerrada uma pesquisa da Universidade de Taubaté, realizada pela aluna Ariene Murari Soares Pinho, estudante de biologia. Os resultados mostraram que a gordura proveniente de cirurgias estéticas, como a lipoaspiração, possui grande potencial de célulastronco mesenquimais. Esse tipo de célula pode se diferenciar em vários tecidos, sendo uma alternativa para a cura de doenças ósseas, cardiovasculares e hepáticas. O artigo que aborda a descoberta da estudante de biologia Ariene Murari, apesar de ser um artigo de divulgação científica, apresenta uma linguagem clara e concisa.


Pesquisas com células-tronco são polêmicas e recebem variadas críticas, mas é importante ressaltar a importância desses avanços para a ciência e para a medicina, que possuem uma nova ferramenta para a cura e para o prolongamento da vida e de sua qualidade. Além disso, a pesquisa possibilitou um viés para o aproveitamento de um recurso nunca antes pensado como potencial de regeneração ou cura, unindo todo esse potencial favorável com as atuais tendências estéticas. O fato de uma pesquisa desse porte ter sido desenvolvida em uma universidade brasileira mostra que mesmo que a legislação do país não aprove completamente a pesquisa com células-tronco embrionárias, existem diversas outras medidas e alternativas para garantir o desenvolvimento dessa área tão importante da biologia e da medicina do Brasil, um benefício que não engloba somente a área de pesquisas, mas que possui grande potencial para ser considerada a medicina do futuro. Índice de imagens:

A imagem mostra as diversas divisões que o zigoto sofre até chegar ao estágio de blastocisto (fase 8).


O infográfico representa os diversos estágios de divisão celular e como as células tem o potencial de diferenciarem-se em diversos tecidos.

Bibliografia: 1. Itamar J. Medeiros, Células tronco, Disponível em: <http://portalpanorama.com/2008/04/25/celulas%E2%80%93tronco/> Acesso em 5 de jun. de 2011 2. Célula-tronco, Wikipedia, Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula-tronco> Acesso em 3 de jun. de 2011 3. Mayana Zatz, Células-tronco, Disponível em: <http://www.ghente.org/temas/celulas-tronco/index.htm> Acesso em 3 de jun. de 2011


4. ABC da Saúde, Células-tronco, Disponível em: <http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?602> Acesso em 3 de jun. de 2011

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