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Em 1875, no dia 8 de setembro, Helena Petrovna Blavatsky (HPB), Henry Steel Olcott e outros fundam a Sociedade Teosófica (ST). Olcott faz o discurso inaugural no dia 17 de novembro. A sociedade norte-americana em geral e a nova-iorquina, em particular, diante das revelações feitas por HPB, passam a acusá-la de ser mistificadora, charlatã e racista. Tão forte foi a pressão que o movimento Teosófico reflui para a Índia. Mas HPB, já sabia, e costumava dizer que as idéias da Teosofia só seriam me-

lhor recebidas e entendidas dentro de 100 anos. E acertou mais uma vez, pois, o VI Congresso Internacional da ST marcou o centenário da mesma justamente em Nova Iorque, em 1975 - quando nesta data houve o aumento do interesse por esoterismo, magia e ocultismo rotulados como "realismo fantástico". Em setembro de 1877, "Ísis Sem Véu" de HPB é publicada e 1.000 cópias são vendidas em 10 dias. A famosa fundadora do Gotham Book Mart, em Nova Iorque, Frances Steloff, certa vez mandou um exemplar para o matemático russo P. D. Ouspensky, ao autor de Tertium Organum e notável discípulo de Gurdjieff. Ele respondeu: Cara Sra. Steloff, Agradeço muito seu livro e o seu desejo de auxiliar-

me, mas eu já possuía uma cópia dele. (...) Cordialmente, P. D. Ouspensky Thomas Edison, filia-se à ST em 1878. Neste mesmo ano, os fundadores da ST estão de partida para a Índia. No diário de HPB, diz Olcott, está escrito: em letras bem grandes, o grito de alegria partido do coração: CONSUMMATUM EST! As palavras de João 19:30 foram supostamente as últimas de Cristo na cruz: "Está consumado". No caminho para Bombaim, HPB e Olcott realizam duas semanas de trabalho intenso com os teosofistas de Londres. HPB estava sobre a vigilância do serviço secreto britânico, por que era vista como uma possível espiã russa. Em 1882, a Sociedade Teosófica (ST) é transferida

para Adyar em Madras (atual Chennai), onde está estabelecida sua sede mundial até hoje. Em 1884, HPB viaja para Paris, onde inicia a trabalhar na sua obra máxima "A Doutrina Secreta". Retornando para a Índia, passa em Port Said, junta-se a ela o clérigo Britânico C. W. Leadbeater, que pretendia viver e trabalhar em Adyar. O volume I de A Doutrina Secreta de HPB é publicado em 1º de novembro de 1888 e o volume II em 28 de dezembro do mesmo ano. Quando chegou o volume II, W. T. Stead, o famoso editor do Pall Mall Gazette e de The Review Of Reviews, teve dificuldades para fazer comentários sobre a obra completa, e então, pensou em convidar Annie Besant, e ela concordou. "À medida que folheava páginas após

paginas", relata Besant, "o interesse tornou-se intenso, (...) escrevi a critica e pedi ao Sr. Stead que me apresentasse a autora, e então mandei um bilhete solicitando autorização para visitá-la". Annie Besant, tornou-se mst (membro da Sociedade Teosófica) no dia 10 de maio de 1889. Gandhi e a Sociedade Teosófica (Continua na página 2)


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17 de Novembro de 2012. A Sociedade Teosófica, completa 137 anos Continuação da capa Gandhi e a Sociedade Teosófica Gandhi recorda-se de ver Besant dando palestra no Queen’s Hall do People’s Palace. Em sua autobiograf ia, Gandhi relata que “no final do meu segundo ano (1889) na Inglaterra, encontrei dois teosof istas, que eram irmãos... Eles me falaram sobre o Bhagavad-Gita... Convidaram-me para ler a versão original com eles. Senti-me envergonhado, pois não havia lido o poema divino nem em sânscrito nem em gujarati... Comecei a ler o Gita com eles”. Gandhi relata, ainda, que os dois teosofistas

que lhe mostraram o Gita também o levaram, em certa ocasião, à Loja Teosófica Blavatsky e o apresentaram à Sra. Blavatsky e à Sra. Besant. E ele se tornou membro da Loja Blavatsky em 26 de março de 1891. Jawaharlal Nehru tornase membro da Sociedade Teosófica. “No começo”, contou Gandhi ao seu biógrafo Louis Fisher, “os principais congressistas (do Congresso Nacional Indiano, o qual, sob a orientação de Gandhi, conduziu ao momento histórico da libertação da Índia) eram teosofistas”. De fato, um deles, Allan O. Home, um teosofista, foi saudado como Pai do Congresso. No dia 8 de maio de 1891, morre Helena P. Blavatsky. Dia 8 de maio, o Dia do Lótus Branco é celebrado agora pelos teosofistas em todo o mundo. Esse dia foi assim chamado por Olcott por que em Adyar, na Índia, no primeiro aniversário de HPB, os lótus cresceram em uma quantidade fora do comum.

Com a morte de HPB, e do primeiro presidente da ST, Olcott, em 1907, a Sra. Besant foi eleita presidenta, passando a residir em Adyar. Em 1909, Leadbeater encontra o jovem Krishnamurti (K), com apenas 14 anos. Leadbeater como clarividente, fica impressionado com a aura de K, que não continha uma partícula de egoísmo, sendo que por outro lado, ele era tão fraco fisicamente que “certamente teria morrido se eu não tivesse sido encontrado” relata K mais tarde. K e seu irmão Nytiananda foram educados na Sociedade Teosófica. Albert Einstein e A Doutrina Secreta Uma sobrinha de Einstein relata que um exemplar de A Doutrina Secreta estava sempre sobre sua escrivaninha. Durante a década de 1960, ela pegou o exemplar e visitou a Sociedade Teosóf ica em Adyar. Rupert Sheldrake, quem formu-

lou a Hipótese dos Campos Morfogenéticos, ou Campos M; Sir Willian Crookes, notável químico e físico, e Camille Flammanion, renomado astrônomo francês. Os três eram membros da Sociedade Teosófica. Roberto Assagioli, fundador da linha psicológica chamada psicossíntese, foi criado num ambiente teosófico e iniciou a sua teoria e pratica na Escola Arcana de Alice Bailey, que foi membro de Soc. Teosófica. Na psicologia transpessoal Ken Wilber, um de seus mais destacados disseminador, é um membro da ST. Rudolf Steiner foi presidente da ST na Alemanha de 1902 até 1913. Depois fundou a Sociedade Antroposófica. O professor Henrique José de Souza, afastou-se da ST no Brasil, para fundar a Sociedade Brasileira de Eubiose. S. Subramania Iyer, vice-presidente da ST, foi autorizado, em 1915, a divulgar para o mundo a existência da organização Su-

ddha Dharma Mandalan. A Teosofia na Arte, Literatura, Música,... Wassily Kandinsky e Piet Mondrian, considerados os principais fundadores da Arte Moderna ou Abstrata, o primeiro estudou teosofia, o segundo foi teosofista. Alexander Scriabin leu “A Chave para a Teosofia” e disse que o livro se aproxima de maneira assombrosa de seus pensamentos. Ele compôs “Prometheus” após ler A Doutrina Secreta de HPB. Jean Sibelius e Gustav Mahler estudaram teosofia e/ou estavam associados com alguns teosofistas. Na literatura, bastará citar três escritores. Willian Butler Yeats, que tornou-se membro da ST após ler os livros de A. P. Sinnet, “O Mundo Oculto” e “Budismo Esotérico”. L. Frank Baum, f ilia-se a ST em 1892, em 1900, o teosofista, publica a fantasia o Mágico de Oz. E Fernando Pessoa que foi profundamente influenciado pela li-

teratura teosófica. Pessoa traduziu diversas obras teosóficas do inglês para o português, inclusive textos de Annie Besant e o livro “A Voz do Silêncio” (texto Budista) de HPB. Em 1919, Nicholas Roerich, filia-se a ST, e em 1929, cria o Pacto de Roerich e a Bandeira da Paz. Shirley MacLaine e a Teosofia Charles Silva, mentor de MacLaine, aluga o andar de cima de uma casa que pertencia a Myrna. Myrna, uma profunda conhecedora das Doutrinas Secretas de HPB, entusiasma Silva, que compra todos os livros de HPB, e que por sua vez, os empresta para MacLaine... Um reporte da TV Guide pergunta-lhe se ela conhecia alguma coisa sobre teosofia, e MacLaine replica: “Ah, sei tudo sobre isso”. Em 1975, o governo da Índia emite um selo especial para comemorar o centenário de aniversário de fundação de Sociedade Teosófica (ST).

Colaboração: Luís de Araújo - Fonte: www.sociedadeteosofica.org.br - (16) 8866-1780 / 9144-1780 (A cobrar) - luisyogadearaujo@gmail.com - Ribeirão Preto - SP


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Quando se deve procurar por atendimento em Acompanhamento Terapêutico (AT)? Parte 2

a edição passada, falamos sobre a influência das transformações das práticas profissionais no âmbito da saúde mental e psiquiátrica, relacionando-as ao surgimento da prática do Acompanhamento Terapêutico – o AT. Como atendimento clínico, o AT solidifica-se como instrumento necessário aos profissionais que lidam com o cuidado à saúde dos seres humanos. Pensando como profissionais, refletimos que já estamos vivendo um paradigma de atenção em saúde, que nos incumbe de privilegiar o contexto sócio-cultural e histórico de

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cada pessoa que atendemos, seja nos consultórios, seja nos serviços de saúde em que atuamos. É possível pensar que exista um limite para todas as nossas atuações que envolvam o cuidado terapêutico à saúde das pessoas. . Esse limite se dá quando, depois que as pessoas que recebem atendimentos nos consultórios e/ou nos serviços de saúde, elas não são acompanhadas em seu cotidiano pelos profissionais que atendem nesses locais. Por vezes pode fazer parte da rotina dos serviços, a prática da Visita Domiciliar. No entanto, esta é uma ação pontual e que não se desenvolve como acompanhamento clínico das pessoas. Ou seja, existe uma lacuna entre o locais de atendimentos para a saúde e as residências e/ou locais que fazem parte do cotidiano dos indivíduos, onde estes , muitas vezes, necessitam do acompanhamento de profissionais de saúde qualificados

para acompanharem a evolução clínica de seus casos e assim os apoiarem na (re)elaboração dos seus Projetos de Vida. É nesse espaço de atuação pode entrar em ação a figura do profissional acompanhante terapêutico – o at. Este promoverá junto à pessoa necessitada a (re) elaboração de seus Projetos de Vida. Atuando no espaço “entre” o local de atendimento institucional e as casas das pessoas atendidas, o at atuará no contexto sócio-histórico-cultural em que elas vivem. E quem poderá se beneficiar dos serviços do at? Todos os portadores de necessidades especiais tais como os transtornos mentais, deficiências físicas e mentais, síndromes emocionais, 3ª. Idade, entre outras demandas são potenciais beneficiários do atendimento em Acompanhamento Terapêutico. Essas pessoas estão vivas e necessitam continuar seus Projetos de Vida, associando-os ao

âmbito dos outros tratamentos que estejam recebendo para sua saúde. Dessa maneira, o profissional que trabalhe com o Acompanhamento Terapêutico – o acompanhante terapêutico – o at – quando associado ao tratamento dessas pessoas terá como função ser um facilitador entre o contexto social e a vidas delas próprias. Isso propiciará articulação em rede entre elas e o próprio circuito social em que vivem, e do at e os demais profissionais que as atendem, favorecendo uma comunicação que alcance o atendimento às necessidades dos acompanhados. Nesse sentido o trabalho do acompanhante terapêutico não exclui o trabalho dos demais profissionais envolvidos no tratamento. Ao contrário, uma de suas funções é o de articulador do caso clínico em questão, através da comunicação estabelecida em favor da Rede de Atenção Psicossocial.

Colaboração: Dra. Ana Celeste de Araújo Pitiá - Doutora em Saúde Mental, Coordenadora de Cursos, Supervisora e Terapeuta de Acompanhamento Terapêutico (AT), Mediadora de conflitos e Facilitadora de Diálogos. Diretora da COMVIVER – Acompanhamento Terapêutico (AT) E-mail: anaceleste@grpocomviver.com. (16) 34432213. Ribeirão Preto – SP

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SEUS DIREITOS

Ausência de registro em carteira de trabalho pode gerar indenização por danos morais

ausência de anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS representa falta grave do empregador podendo ocasionar rescisão indireta, com fundamento no art. 483 e sua letra “d”, da Consolidação das Leis do Trabalho, CLT por parte do trabalhador e até mesmo indenização por danos materiais e morais. Nossos Tribunais têm

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entendido que a demora do trabalhador em questionar a falta de anotação da CTPS não descaracteriza a falta grave do empregador. “O fato decorreu da necessidade de garantia do emprego”, registrou a decisão do Tribunal da 15ª Região que declarou a rescisão indireta, garantindo ao trabalhador o pagamento de verbas rescisórias, indenização de antigüidade proporcional, FGTS com acréscimo de 40%, além dos recolhimentos previdenciários. “Ressalte-se que a anotação da CTPS é obrigação legal do empregador, pelo que se configurou o ato faltoso por parte deste”, frisou o relator do Tribunal. “Ressalte-se também, consoante já bem observado pela decisão do referido Tribunal

que a ausência de anotação da CTPS não implica mera infração administrativa, pelo contrário, causa inúmeros e significativos prejuízos ao trabalhador, pois, além da inobservância dos seus direitos, o prejudica na comprovação do tempo de serviço para fins de aposentadoria”, concluiu. A Carteira de Trabalho e Previdência Social é documento obrigatório para todo trabalhador, pois nele estão registradas a sua identificação pessoal, qualificação e a sua vida profissional e uma vez sem registro sem registro, o trabalhador tem negada sua existência perante o mundo do trabalho e vivendo no anonimato. Quanto a existência do dano moral este se configura simplesmente pela falta de registro na carteira de trabalho. Sendo reiteradas as decisões em favor do trabalhador por nossos Tribunais. “A CTPS tem importância que extrapola a re-

lação entre o empregado e o empregador. Serve como identidade, como prova de rendimentos, etc. Tem o empregador obrigação de anotá-la. Caso não o faça, estará cometendo ato ilícito, como se observa no art. 29, § 3º, CLT [...]A ausência de anotação da CTPS do reclamante é, sem dúvida, ato ilícito cometido pela reclamada. Marginalizar o trabalhador, lhe retirando todas as benesses advindas do reconhecimento do vínculo empregatício, traduz lesão a honra e a dignidade do trabalhador. Não se alegue que esse é um mero aborrecimento. Aliás, tenho defendido que não existe “mero aborrecimento” advindo de ato ilícito. Ou um ato ilícito é tão insignif icante, que não gera nenhum dano, ou um ato ilícito ultrapassa o grau de insignificante, causando algum dano, ainda que de pequena monta.” (3ª VARA DO TRABALHO DE CAMPINA GRANDE Processo 01361.2009.009.13.00-6)

Profissional entrevistada: Poliana Beordo advogada especialista em Direito Processual Direito do Trabalho e Previdência Social – (16) 3234-5176. Tire suas dúvidas poli_beordo@hotmail.com


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A vida é só um momento nhas, nunca te pertenceram. Eram da terra. Então o homem angustiado perguntou?Trazes as minhas recordações? E a morte respondeu-lhe: - Não amigo, essas já não vêm

m homem morreu intempestivamente. Ao dar-se conta viu que se aproximava um ser muito especial, que não se parecia com nenhum ser humano. Levava uma maleta consigo. E disse-lhe: Bem, amigo, é hora de irmos. Sou a morte. O homem, assombrado, perguntou à morte. Já?Tinha muitos planos para breve? E a morte respondeu-lhe: Sinto muito, amigo, mas é o momento da tua partida. Que trazes nessa maleta? E a morte respondeulhe: - Os teus pertences. Os meus pertences? São as minhas coisas. As minhas roupas, o meu dinheiro? E a morte respondeu-lhe: - Não amigo, as coisas materiais que ti-

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contigo. Nunca te pertenceram, eram do tempo. Agora já sei.Trazes os meus talentos? E a morte novamente respondeulhe: - Não amigo, esses nunca te pertenceram. Eram das circunstâncias. Então homem diz: Só pode estar trazendo os meus amigos, os meus familiares? E a morte pacientemente respondeu-lhe: - Não amigo, eles nunca te pertenceram, eram do caminho. O homem irritado disse: Então só pode estar trazendo a minha mulher e os meus filhos? E novamente

a morte respondeu-lhe: Não amigo, eles nunca te pertenceram. Eram do coração. O homem visivelmente perdido então falou: Trazes o meu corpo? E a morte pacientemente respondeu-lhe: Não amigo. Esse nunca te pertenceu, é propriedade da terra. Então o homem, cheio de medo, arrebatou à morte a maleta e abriu-a e deu-se conta de que estava vazia. Com uma lágrima de de-

samparo a brotar dos seus olhos, o homem disse à morte: Nunca tive nada? E a morte pacientemente respondeu-lhe: - Tiveste, sim. Meu amigo. Cada um dos momentos que viveste foram só teus. A vida é só um momento. Um momento todo teu. Desfrutao na sua totalidade. Vive o AGORA, vive a TUA VIDA. E não te esqueças de SER FELIZ. Colaboração: Dra. Maria do Vale Oba Especialista em Acupuntura (16) 3234-3862 / 9196-5217 / 3904-8414 mariaoba@hotmail.com

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Contador de histórias

ocê já identif icou o seu contador de histórias interior? Quando está dormindo não percebe, mas ele se manifesta também em sonhos. Misturase no inconsciente, confunde-o, rouba-lhe conteúdos preciosos, cria um

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enredo novo, aparentemente verdadeiro, entretanto, você descobre tempo depois que muita coisa que ele disse não passava de ilusão. Quem é essa voz que faz planos mirabolantes cria diversos enredos para convencê-lo de que você é isso ou aquilo? É difícil diferenciar o que verdadeiramente somos, daquilo que esse fingidor interno faznos acreditar que somos: “ você é muito mais do que querem fazê-lo parecer que é”; “ninguém o compreende, seu talento é extraordinário”, “não percebe que está sendo agredido?”; “dá-lhe o troco na

mesma moeda”. Esse contador de histórias comanda a novela da sua vida, dá-lhe as cartas, fabrica scripts, projeções, cria muitos papéis até o dia em que você percebe que tudo o que fez de importante, com valor real, pode ser guardado numa pequena caixa de tesouros. O resto das suas mil e uma noites foram histórias e devaneios criados para distraí-lo da impermanência, e você descobre que, por muito tempo correu atrás do vento. Quem é essa Sherazade que o distrai com diferentes versões diárias com medo de ir para o cadafalso? Quem é esse contista que fabrica importâncias, planos mirabolantes, fantasias, cenários, imagens idealizadas de poder, tudo por medo de virar pó? Você é mais do que o eu-corpo, emoções e fantasias, há algo sagrado que o habita que transcende seus neurônios, músculos, órgãos, sangue e veias. Esse diálogo interno, que diz ser você é simplesmente a sua “personalidade”, o ego de mil faces que se esconde e protege com um arsenal de máscaras e todo um

complexo de artimanhas para defendê-lo. O “eu” que você só identif ica com o corpo não suporta a idéia de que um dia irá desaparecer. Somente quando conseguir descobri-lo e tirarlhe a importância desmedida será possível crescer, ser autêntico. Por tanto, desconfie dos eus que o bombardeiam diariamente, você é isso, aquilo, pode tudo, é só querer. Pedro afundou nas águas por causa do medo de afundar e enfrentar a morte. Você pode muita coisa, mas primeiro é preciso trabalhar esse contador de histórias ardiloso que o habita, que a cada dia cria uma mini novela para você representar. Ore, medite, faça terapia, leia um bom livro, comece a desmascará-lo, desmistifique seu aconselhamento desordenado e descabido, não tema. Aos poucos você percebe que ele enfraquece, perde forças e a sua centelha divina começa a lhe enviar lampejos do centro, da luz não criada, que você nem desconfiava que existissem no peito, identificado e iludido que estava somente com o contador de histórias das mil e uma noites.

Colaboração: Marcos Zeri Ferreira Empresário, membro da Academia Ribeirãopretana de Letras e da Ordem dos Velhos Jornalistas (16) 3237-3696 ferreirajoias@terra.com.br

Revista dos Vegetarianos - Edição 73 PRÉ-VENDA com envio previsto para o dia 06/11/2012 Dieta vegana: A receita campeã para emagrecer com saúde E ainda todos os segredos para evitar o efeito sanfona. Queijos vegetais: Onde encontrar e as dicas para fazer em casa. Literatura infantil: A defesa animal contada para crianças. Erva doce: Uma delícia na salada e, servida como chá, excelente para a digestão. 8 Receitas doces e salgadas com COCO Disponibilidade de estoque: 5 dias úteis após a confirmação de pagamento

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História do Sling - O que é?

Certas circunstancias que chegam a ponto de serem pleonásticas, falar de ódio não dá tanta guerra quanto falar de amor: entre tantos acontecimentos... Vejam só que absurdo: a guerra santa e a incrível santa inquisição! Quem é você? Colaboração: Jesus Conde (16) 3011-4745 8125-6640

Sling” é uma palavra em inglês suja tradução ao pé da letra seria “tipoia”. O sling é um pedaço de tecido usado para carregar o bebê. Em sua versão mais moderna, possui diferentes modelos e formatos. O mais co-

nhecido é o sling de argola, que é uma peça grande de tecido, com duas argolas na ponta que proporciona diversas possibilidades de amarração de forma segura e confortável para mamães, papais e bebês, de recémnascidos a até 20 quilos. É uma forma de manter o bebê perto do corpo da mãe, sentindo seu calor, reforçando o vínculo, a comunicação e o carinho. Além disso, libera a mãe para fazer tarefas simples com as

mãos e braços livres. Como surgiu? Desde a pré-história, mães usavam peles de

animais para carregar os seus bebês no colo. Na contemporaneidade, carregar bebês em pa-

nos atados ao corpo das mães é uma cultura forte entre as africanas, as indígenas, as orientais e as sulamericanas. O avanço da tecnologia e da diversidade de panos e tecidos fez com que o sling se transformasse também. Nas décadas de 70 e 80, ele ganhou popularidade nos Estados Unidos e Europa, já adaptado à vida moderna e urbana. O uso do sling é estudado por grandes cientistas. O antropólogo Ashley Montagu, por exemplo, cunhou o conceito de “gestação extrauterina”, da qual o sling é um grande aliado, em especial nos primeiros meses

Colaboração: Dra. Luciana M. Herrero Pediatra, Educadora Perigestacional - (16) 3019-0011 / 8179-7000 www.dralucianaherrero.com.br - www.aninhare.com.br

de vida. Já o antropólogo e arqueólogo Timothy Taylor afirma que o os slings são uma das maiores invenções tecnológicas da pré-história e que contribuem para a vida extrauterina segura dos bebês e para o desenvolvimento de seus cérebros. Por que usar? (Continua na próxima edição)


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