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lo u c é s meio a len da de um p orânea m e t n o c

i D y d a L edição

DUPLA

96+97 ano

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sc ript

“Do lugar onde estou já fui embora” (Manoel de Barros)

E

Em minha lenda pessoal, vive uma menina de maria-chiquinha nos cabelos, meia branca ¾, com saia azul de pregas, que corre o mundo virtual ou real (que hoje se confundem), revelando, descobrindo, conquistando pessoas e inventando! Ouço até Manoel de Barros sussurrando: “Tudo que eu não invento é falso”. A fase “alquimista” em que se (não suporto sujeito indefinido, este “se” sempre me incomoda, gosto de dar nome aos bois! Mas vamos lá...) descobre a incapacidade de realização dos sonhos juvenis – o que seria, reza a lenda, a verdadeira mola propulsora – nunca chegou para mim. Porque passei a vida realizando, sou um ser de sonhos realizáveis e uma amante incorrigível dos caminhos, aqueles que são passos de “Chegadas”. É assim que vejo a vida e lido com perdas e ganhos. Sempre deixaremos e encontraremos pertences pela estrada. Tempo passa, gente passa por mim, algumas grudam como se o verbo passar só fosse útil “a ferro”, como aqueles velhos adesivos dos anos de1980 que, uma vez colados, ficavam para serem lidos em nossas camisetas. Sempre viajei muito (desde a mais longínqua infância), sempre tive grandes paixões por pessoas próximas ou distantes, só inacessíveis pelo Timing errado. Se a princesa

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“Passei a vida realizando, sou um ser de sonhos realizáveis e uma amante incorrigível dos caminhos, aqueles que são passos de “Chegadas”. É assim que vejo a vida e lido com perdas e ganhos. Sempre deixaremos e encontraremos pertences pela estrada.”


FOTO: ARQUIVO PESSOAL DE SANDRA TESCHNER

Diana, que agora completaria meio século de vida, e eu tivéssemos nos conhecido, teríamos sido grandes amigas até nos parâmetros mais “normaizinhos” da vida. Criei com 5 anos de idade uma “editora” (tenho tudo registrado graças ao incontestável amor e cuidado de minha mãe Dona Lucinha) chamada SONHOS que iniciou com um livro já completamente editado com imagens, textos, ilustrações e tudo o mais feito pelas minhas mãozinhas de menina que finalizava com a frase: ponha fé que seus sonhos ganham vida. E eu sempre acreditei em mim, então fui nessa! Faço minhas viagens serem possíveis trazendo meu trabalho, meus parceiros, meus amores para perto de meus destinos. Uso de todos os recursos que a era em que vivemos, cada vez mais rápida e i-tudo, possibilita. Minha lenda pessoal viaja comigo e vai encontrando seus atalhos e novos caminhos. “Quem anda nos trilhos é trem de ferro, sou água que corre entre pedras. Liberdade caça jeito”, diria de novo o mestre já citado. Você não terá surpresas na Profashional que chega às suas mãos, encontrará o mix eclético e cheio de vida, informação e paixão que nos personaliza. Ah! E se você não entender alguma coisa, se delicie com ela. Cada vez mais... “as coisas claras me noturnam” (de quem será?). Abraço de um coração cheio de amor para outro.

“Faço minhas viagens serem possíveis trazendo meu trabalho, meus parceiros, meus amores para perto de meus destinos. Uso de todos os recursos que a era em que vivemos, cada vez mais rápida e i-tudo, possibilita. Minha lenda pessoal viaja comigo e vai encontrando seus atalhos e novos caminhos.” Sandra Teschner Publisher sandra@revistaprofashional.com.br orkut e facebook: sandra teschner twitter.com/sandrateschner www.revistaprofashional.com/blog nte Autorretrato de uma viaja brincando com seu iPad

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Tudo mais Sandra e Tiburcio Grings

Ana Clara Grings, Sandra, Ana Carolina Grings e Dânia Grings

Sandra e Micheline Grings Twigger Maico Muller

Nova coleção Piccadilly

A empresa de calçados reuniu seus representantes e lojistas para apresentar sua coleção Primavera-Verão. Colorida, fashion, florida, deixou os participantes com vontade de sair imediatamente para “colheita” ou melhor, iniciar os pedidos. A mulher Piccadilly vai arrasar, mais uma vez, nesta nova estação.

Gabriel, Maria Fernanda Sales, Kity Barretto, o cãozinho Bubelê e o mais novo intercambista

Com os amigos Lucas Durães e Eduardo Santana

Alegria da chegada Nosso diretor financeiro, Gabriel Sales, superou seus limites em mais uma corrida e recebeu um caloroso abraço de seu filho Gabrielzinho Sales.

Rumo à Nova Zelândia Gabrielzinho se prepara para uma temporada de intercâmbio em Tauranga. A despedida foi cheia de emoção, regada à alegria dessa família que tem no sangue a baianidade.

As profashionais Dio Jaguarível e Sandra Teschner com Kity e Maria Fernanda


Evento do Bem

A Profashional sempre apoia eventos do bem e foi conferir a edição 2011 do “Sertanejo do Bem” em prol do Instituto Mundo Jovem, que neste ano aconteceu na Wood’s, em A jornalista Débora Xavier São Paulo. Vários artistas com Marisa Abel e participaram da festa. Queren-Hapuque

Romantismo no ar

A assessora de imprensa: Silvia Guerra

O Shopping Central Plaza presenteou seus clientes com um Mega Show Exclusivo da dupla Bruno & Marrone no Via Funchal. Kelli Calijuri, do marketing do shopping, aproveitou para posar ao lado da dupla.

A dupla Marcos e Belutti

Thiago Martins

Murilo Moura, Dio Jaguarível, Gabriela Baumgart, Marisa Abel e Léia Marinho

Thais Pacholek

Jayme Periard

O Fashion Show do Center Norte

Fotos:FlÁVia Matsunaga/MÁXiMo Jr./ Milena cristo/roDrigo coVolan/Danielle liMa/ sanDra tescHner/Marisa abel

Malvino Salvador e Deborah Secco brilharam no primeiro dia de desfile do Shopping Center Norte e nossa equipe estava presente na primeira fila.

Malvino Salvador e Deborah Secco

Nathalia Rodrigues e Glorinha Baumgart

Paulínia Arena Music Aroma e sabor especial Nossa publisher, Sandra Teschner, recebeu do amigo Andre Genesini um bolo especial e o aroma contagiou a redação.

Uma pausa no trabalho durante o belo festival de música em Paulínia. Bianca Ceará, Leandro Soldera e Roberta Queiroz posam para nossas lentes.


Com o marido Marcelo Pascoal

Ana Setti, Cláudia Carvalho e Cláudia Teixeira

Momento Happy Hour

Victor e Léo no Estância Alto da Serra

Avril Lavigne no Credicard Hall

É Show! A produtora de moda da Profashional, Léia Marinho, com a cantora Fátima Leão e Marcela Giannini

A música está sempre em voga na nossa redação e a equipe da Profashional foi conferir dois espetáculos completamente distintos, mas muito especiais.

Katherine Gomes, designer da Profashional

Fotos:Marisa Abel/Drica Rosa Fotos:Danielle Lima/Drica Rosa /Marisa Abel/QuerenHapuque de Campos/ Léia Marinho e katherine gomes

Depois de um dia de trabalho, nada melhor que curtir um HH com amigos e é ainda melhor quando este dia é especial. Adriana Rosa, coordenadora de jornalismo da Profashional Editora, aproveitou seu aniversário para receber amigos Fernanda Cordeiro, Flávia Matsunaga, Alice Hecker, Danielle Lima, Márcia Souza, a aniversariante, Daiane Santos, Thays Panar e Dio Jaguarível e familiares em um clima bem descontraído.


Gregório Duvivier Glória Menezes

Herson Capri

Rafael Cortez e a jornalista da Profashional, Marisa Abel MariMoon (capa da edição 70 da Profashional)

Tarcísio Meira e Hugo Carvana

Nas telonas Mariana Rios

Di Ferrero (vocalista do NX Zero)

Na pré-estreia do filme “Não se preocupe, nada vai dar certo”, nossa equipe encontrou muita gente bacana.

Pernambucanas Coleção Verão 2012 Em um charmoso evento realizado no Bar des Arts, a Pernambucanas lançou sua coleção Verão 2012 para a imprensa. Além de apresentar Renato Shibukawa, as peças de vestuário, ainda expôs sugestões gerente do núcleo de moda da Pernambucanas de looks para a próxima estação. Os porta-vozes da empresa compartilham informações e a Profashional acompanhou – e aprovou – tudinho!

Rogério Marques, diretor de marketing da companhia


Publicações vitoriosas, isso é Profashional Pelo sexto ano consecutivo, a Profashional Editora é vencedora do Prêmio Anatec. Nossa equipe recebeu três troféus, sendo um ouro e dois prata, no evento que reconheceu o melhor da comunicação do País

Dio Jaguarível e Michael Siebmann

A revista Piccadilly recebeu o troféu de ouro na categoria B2C – Femininas

Flávia Matsunaga (coordenadora de design da Profashional), Sandra Teschner (publisher da Profashional) e Cristine Crings (diretora de marketing da Piccadilly) celebram o troféu

André Elias, diretor de marketing da Drogaria São Paulo, Gabriel Sales, diretor financeiro da Profashional e Emmanuel P. Dias, vice-presidente Corporativo da ESPM Sandra, Cristine e Dania Grings

Flávia ao lado de seu marido Lauro Marino

Fotos:Marisa abel

Tuca Sardinha, Rafael Medeiros, Adriana Rosa (coordenadora de jornalismo da Profashional), Lilian Nezi e André Elias


Débora Justo, Ana Paula Bogmann, gerente de Responsabilidade Social da Pernambucanas e Renata Nascimento

Rogério Rodrigues Marques, Adriana e Ana

Gabriel com Kity Barretto

As profashionais: Adriana, Marisa Abel, Flávia e Danielle Lima

Ricardo Boechat recebeu o prêmio de Jornalista do Ano e posou ao lado de Pedro Renato Eckersdorff e Miriam Garrido

A nossa publisher com os nossos parceiros premiadíssimos: Rogério Rodrigues Marques, diretor de marketing da Pernambucanas, Cristine Crings, diretora de marketing da Piccadilly e André Elias, diretor de marketing da Drogaria São Paulo

O estiloso Eber Medeiros

A celebração pós-show foi na Ringue Lounge, com muita animação

Nossa publisher recebeu um lindo presente de Dania Grings


reviStaS, livroS, jornaiS, catálogoS, PocketS, reviStaS digitaiS.

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Sua comunicação, nosso mundo Profashional.

Profashional Editora Ltda.

Av. Jandira, 843 | Moema | CEP 04080-005 | São Paulo | SP Tel.: (11) 5051-4084 www.profashional.com | editora@profashional.com

Publisher e Editora:

Sandra Teschner sandra@revistaprofashional.com.br

Diretor Administrativo Financeiro: Gabriel Sales

Jornalista Responsável: Marisa Abel - MTB 39.214 marisa@profashional.com

Coord. Jornalismo:

Adriana Rosa - MTB 47337

Editoria de Comportamento: Mirella Stivani

Novas Ideias: Julia Moraes

Conselho Editorial:

Carol Garcia, Daniela Rodrigues, Diana Galvão, Florilda Donini, Gilson Martins, Marisa Abel, Raquel Valente, Regina Blessa, Rogério Oliveira, Sandra Teschner e Walter Rodrigues

Jornalistas:

Dio Jaguarível e Maria Helena Bellini

Direção de Design: Flávia Matsunaga

Direção de Arte: Alice Hecker

Designers Gráficos:

Claudia Carvalho, Danielle Lima e Katherine Gomes

Ilustrações:

Katherine Gomes e Léia Marinho

Web:

Ricardo Cerdan de Campos

Moda:

Eber Medeiros, Julia Moraes e Léia Marinho

Atendimento ao Cliente:

Queren-Hapuque de Campos Silva recepcao@profashional.com

Revisão:

Maria Elisa Albuquerque

Impressão: Prol

Colaboraram nesta Edição:

André Elias, Antonio Naud Júnior, Daniela Rodrigues, Fernando Hiro, Flávia Tegão, Luis Carlos Cruz, Mariana Rocha, Mika Teschner, Monique Melo, Regina Blessa, Suzana Pimentel

Para anunciar:

Márcia Souza comercial@profashional.com

Para assinar e solicitar edições anteriores: assinatura@revistaprofashional.com.br

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Editora nem da Revista. É permitida a reprodução desde que previamente autorizada, com crédito à fonte. Editora filiada à

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POINT |

SCRAPBOOK: ÁLBUM DE RECORTES, ASSUNTOS E RECADOS

“A Profashional está um luxo! Parabéns!” Beijos a todos, Vânia Correia Campinas – SP “Acabei de receber a revista e a achei muito linda e descontraída.” Beijos e muito sucesso a toda a equipe. Almir Benevides Salvador – BA

EDIÇÃO 94+95 “Quando vi Paulo Betti na capa da Profashional, fiquei surpresa que nem fiz o que sempre faço, olhar página por página, fui direto à entrevista. Adorei! Há muitos anos, acompanho o trabalho dele, gosto muito de ‘Mauá – O Imperador e o Rei’. Parabéns, equipe da Profashional, por sair do óbvio e trazer textos de qualidade.” Margarida Soares Itapecerica da Serra – SP “Embora não tenha a Profashional física em minhas mãos, acompanho parte dela através do site e gostei muito dessa edição. Sou fã de Paulo Betti, já vi quase todos os seus filmes e fiquei surpreso e feliz ao vê-lo na capa da revista. Parabéns a toda equipe.” Denny Trainna Chicago – EUA ”A revista está Show de Bola, já li tudinho. Parabéns!” Beijos, Helena Morais Salvador – BA

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“Minha tia me deu a revista Profashional, adorei; para v a r i a r, e s t á s e n s a c i o n a l ! Todos nós adoramos, as fotos estão lindas, AMEI me ver na Profashional.” Um beijo enorme, Aninha Assis Itabuna – BA “Acho muito divertida a seção Isso é Profashional, tem cada objeto lindo e superutilizável. Tenho vontade de comprar tudo. Adorei as almofadas divertidas. Compraria tudo dessa página!” Sucesso para toda a equipe, Carla Santos Jundiaí – SP

“As dicas dos articulistas Luiz Carlos Cruz e Regina Blessa são muito úteis para nosso dia a dia aqui na loja. Sempre buscamos inovar e utilizar o que eles indicam. Perfeitos! Parabéns.” Liliane Souza Atibaia – SP

“A revista, parabéns, está maravilhosa.” Maria Claudia Amoroso São Paulo – SP “Adorei receber a Profashional com um bilhetinho e a página na qual a foto da minha linda Sophia saiu veio marcada! Vocês são muito queridas.” Beijos, Luiza Franzoi Apiuna – SC

QUEREMOS SABER A SUA OPINIÃO Mande um e-mail para revista@revistaprofashional.com.br


“A Era do Cachorro Louco é muito engraçada, cada fantasia que colocam nos bichinhos, é pra rir muito. Adorei ver os animaizinhos de estimação dos artistas. Ponto positivo pra quem gosta de bicho.” Giulia Nunes São Paulo – SP “Recebi a revista com a matéria da minha Vickynha, e Adooooreiiii. Ficou lindona!” Beijocas Carla Regina Rio de Janeiro – RJ

VARIEDADE COM QUALIDADE “Estes dias fui à Drogaria São Paulo e recebi uma revista e qual foi a minha surpresa? Ela é feita pela Profashional, que amo tanto. Vocês estão de parabéns, pois conseguem trabalhar uma variedade de assuntos com muita qualidade! Desejo ainda mais sucesso.” Beijos, Catarina Camargo Campinas – SP “Equipe profashional, Sou lojista e gosto muito das matérias da Regina Blessa!! Sempre coloco em prática as dicas dela e me sinto sempre atualizada lendo as suas matérias. São muito boas! Obrigada à Profashional pelas matérias sempre muito interessantes e à Regina por me ajudar tanto com seus conselhos!” Carmen Fernandes São Paulo – SP “Recebi as revistas da Editora Profashional e são muito boas, material de primeira linha, gostei das matérias escritas por Marisa Abel, dá orgulho de ver o sucesso profissional em todas as publicações.” Beijos, obrigado Roberto Ferraz Alvim Muhlfarth Atibaia – SP “Gostaria de parabenizar a equipe da Profashional por todo o conteúdo de qualidade das revistas da Editora.” Carlos Gomes Valinhos – SP

O SUCESSO VEM DO ENTUSIASMO “Há algum tempo, acompanho tudo que a Profashional Editora faz, o sucesso das publicações tão benfeitas só pode vir do entusiasmo que essa turma transmite. Também faço questão de dar uma olhadinha nas redes sociais e conferir como é o dia a dia de vocês, sempre cheio de novidades. Parabéns a toda equipe por toda a dedicação.” Carlos Eduardo Costa São Paulo – SP

Mirna veste Juana Martin

FOTO:CIBELES FASHION WEEK/IMAGE.NET

“Adorei as matérias sobre as listras e saias, ótimas dicas para quem deseja ficar antenada na moda e dar um up no visual.” Feliciana Sanches Curitiba – PR


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Í N DICE

A CAPA DEU PANO PRA MANGA

P. 32 LADY DI 32

18 Alinhavando – Era tridimensional 20 Trends + Talks – Andrea Toscano 22 Questão de Estilo – Andréa Duca

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24 Tecendo Tramas – Moda sobe à cabeça 25 Merchandising – Vitrina interativa 26 Isso é Profashional

30 Pantalo...na onda fashion 31 Dicas de Livros – Pluralidade 45 Ensaio – Um novo olhar 46 Comportamento – Um jeito inglês de ser 49 Artigo – Amy também marcou a moda 50 Objeto de Desejo – Hora do chá 52 Artigo – Fifty to fifty 55 Tem pra homem também 56 Artigo – Liberdade e as duas rodas 63 Comonique – Organização é fundamental 64 Um prêmio, muitas vitórias 66 Pretinho básico 70 My choice – É preto no branco 71 Marketing – Porém, sempre tem um porém 72 Coluna da Dani – My Fashion Trends 74 Todo sonho merece uma chance 76 Artigo – Sonia Braga bela e bendita 78 Pequenos profashionais 80 Moda para todos os sentidos 82 Arremate – Flávia Tegão

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FOTOS: REX FEATURES/GRUPO KEYSTONE (CAPA)/UNIVERSAL MUSIC/ROBERTA BRAGA STUDIO/OSVALDO F/RICARDO K

28 Pão e Manteiga

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ALINHAVANDO |

POR LÉIA MARINHO

Era

Tridimensional Ellus

Do cinema à moda, da arte à realidade, o 3D já faz parte da nossa rotina

Catálogo Auslander 3D

Catálogo Auslander 3D

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FOTOS: MULTIFATO COMUNICAÇÃO/ALICE FERRAZ/JACQUES DEQUEKER

artindo das telas de cinema, a febre do tridimensional já é epidemia, marcas de moda aumentam suas verbas destinadas à divulgação, a fim de investirem em catálogos com o efeito 3D. E não para por aí, editoriais, campanhas, revistas e vitrinas também já utilizam o recurso para chamarem a atenção do público. Recentemente, a Aüslander lançou seu catálogo em 3D, com a top Daiane Conterato protagonizando o ensaio. Sem esquecer a Ellus que investiu nos dois trending topics Jesus Luz e Cintia Dicker para sua versão de catálogo tridimensional. A vogue mexicana publicou um editorial com nossa top Isabeli Fontana em 3D em sua edição de abril; e a estilista Adriana Degreas, inspirada no Brasil e em Sonia Braga, cria, para o verão 2012, uma estampa texturizada. Com recortes de tecidos estampados de folhagens, a maquete têxtil com efeito de escamas nos dá a vontade de tocar a peça. É a vez do tátil complementar o visual. Nas artes, obras nos convidam a sentir e não somente a ver, nos tornando figurantes de seus conteúdos. O bidimensional perde seu momento, o que era chapado por necessidade, agora não tem a necessidade de ser chapado. O uso de outro sentido nos coloca no universo do 3D, onde podemos até nos confundir, ótico ou palpável? Bem-vindo à era tridimensional.

Com recortes de tecidos estampados de folhagens, a maquete têxtil com efeito de escamas nos dá a vontade de tocar a peça.

Detalhe da textura

Ellus

Adriana Degreas W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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Sempre sorridente, a gerente de Marketing do Internacional Shopping Guarulhos, Andrea Toscano, sabe cativar quem está à sua volta. Comunicativa e extrovertida, porém com muita discrição e uma voz baixinha e doce, ela sabe muito bem expressar o que quer e deseja. Sua história é marcada por encontros e muitas atividades familiares. Ela nos conta que tudo começou com o namoro dos pais, lá em Maringá (PR), que trocaram os namorados e só depois souberam desta troca. “A vida tem dessas coisas e esse romance estava marcado para acontecer... desse encontro feliz, vieram os filhos: eu, Gabriel e Fabricio”, conta Andrea. Esse trio aprontou muito na infância e energia eles tinham de sobra, por isso faziam muitas estripulias e tinham imaginação bem fértil. “O tempo foi passando e esse excesso de imaginação me levou a estudar Publicidade e Propaganda, em Araçatuba, e acabei me envolvendo com Marketing de Shopping, primeiro em Maringá, depois Cascavel e a história continua hoje à frente do Internacional Shopping Guarulhos.” Tantas mudanças pesaram na balança e ela diz que vive se prometendo começar um regime na segunda-feira. “Hoje, o tempo livre que tenho, corro para ver a família no Paraná, além de aproveitar para ver bons filmes de suspense e comédia e ler livros. Ah, e na próxima segunda, sem falta, começo na academia... risos.”

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bem com a vida. Meu estilo é... estar de meu vel: O nascimento do Uma cena inesquecí sobrinho Gabriel. .. família e amigos. Um dia feliz tem de ter. iga : Perguntar a uma am Saia justa, impagável est ava e dad ver na ndo se est ava grá vid a, qua acima do peso... panhia e muita risada. Para festejar: Boa com os ntece quando... todos Momento fashion aco . dias, assim que acordo te tem de ter para fazer par soa pes a que Adjetivo de ida cer Sin s: tato do seu círculo de con ter glamour. é... nal hio fas Pro Ser

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL DE ANDREA TOSCANO/SXC.HU

QUEM FAZ ACONTECER


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QUESTÃO DE ESTILO

Andréa Duca Podemos dizer que Andréa Duca teve “literalmente” seu “berço” na moda, afinal, a diretora de Marketing da Gregory vivencia este universo desde os 5 anos de idade, data em que sua mãe, Áurea de Matos Duca, inaugurou a primeira loja da marca no bairro do Itaim, em São Paulo. Ainda criança, brincava embaixo do balcão, sem perceber que futuramente aquele lugar se tornaria o seu local de trabalho. Na Gregory, começou a trabalhar aos 14 anos de idade, primeiramente como caixa de loja, depois atuou como vendedora, passando para o setor de RH até criar o departamento de Marketing. Formou-se em Administração de Empresas, mas a paixão pela moda, despertada desde a infância, fez com que mudasse para Nova York, a fim de estudar na FIT – Fashion Institute of Technology. De volta ao Brasil, trouxe toda a bagagem adquirida lá fora para as vitrinas da Gregory, marca que tem como identidade elementos da modernidade, bem clean e básicos, de acordo com o perfil da mulher atual e das tendências da moda no mundo.

A evolução da marca ao longo de 30 anos

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Desfile Gregory Verão 2012

Confira um pouco mais sobre as preferências pessoais de Andréa Duca. Lugar perfeito: Perto de minha família. O que a moda te proporciona? Felicidade, afinal, trabalhar com que gostamos não tem preço. Boa leitura: Neste momento, livros sobre educação de filhos. Sonho de consumo: Casa cheia de filhos, pelo menos 5. Felicidade é... ter saúde. Para se ter sucesso, é necessário... muito trabalho e dedicação.

FOTOS/IMAGEM: LÉIA MARINHO / DIVULGAÇÃO / PONTO 3 ASSESSORIA

Neste momento, gostaria de estar em (no ou na)... Gregory sempre! Dica para a próxima estação: Guardem as cores vibrantes, invistam nos tons uva. Um nome da moda que te deixa inspirada: Madame Chanel. Se pudesse modificar um momento, qual seria? Manter nossos avós sempre mais perto, são eles que nos passam ensinamentos. Ser Profashional é... estar antenada em tudo, não somente no que se refere à sua área.

Andréa ao lado de Verônica Park, diretora de estilo


TECENDO TRAMAS |

POR DIO JAGUARÍVEL

Moda sobe à

cabeça

“Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar Quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes”

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Kallil Nepomuceno - Dragão Fashion Brasil

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Alguns acessórios que sempre fizeram a cabeça da realeza, agora, chegam também ao mundo fashionista – o chapéu e a casquete. Seja nas passarelas de marcas, como Chanel e Givenchy; pelas ruas das grandes metrópoles; nas corridas de cavalo, eles são presença de destaque. Marca registrada dos ingleses, o chapéu se popularizou com a rainha Elisabeth II, que não importa a ocasião, está com o seu sempre a postos. Não é à toa que os mais famosos chapeleiros do mundo são da ilha. O queridinho do momento, preferido entre as famílias de sangue azul e dos famosos, é Philip Tracy. Ele brilhou indiretamente no casamento de Kate e William, na cabeça da noiva e de seus convidados. Antes mesmo de se saber quem seria responsável pelo vestido da princesa, quanto ao acessório de cabeça, já estava certo que seria ele o criador. Entre sua clientela de estrelas, estão Lady Gaga, Naomi Campbell e Sarah Jessica Parker, que usou seus modelitos na pré-estreia dos filmes “Sex and The City 1 e 2”. Mas não poderia ser diferente, já que aprendeu com o grande mestre Stephen Jones, que inspirado na arquitetura, marcou a década de 80. Lady Di era uma das suas clientes e fã. Você sabe qual a diferença entre chapéu e casquete? O primeiro cobre toda a cabeça e o segundo, às vezes, em forma de tiara, é um chapelete que possui modelos bem divertidos que podem ser usados durante o dia ou sofisticados para brilhar na noite. Bem democrática, essa moda não deixa ninguém de fora, pois existe sempre um modelo para toda cabeça, e o look vai, com certeza, ficar de tirar o chapéu ou melhor, colocar!

Faculdade Católica do Ceará Dragão Fashion Brasil

FOTOS: ROBERTA BRAGA STUDIO/OSVALDO F/RICARDO K

Geraldo Azevedo


por regina blessa, consultora e palestrante - www.varejonatv.com.br

| merchandising

Vitrina interativa

mostra o

varejo do

futuro!

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Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Telecomunicações, Heinrich Hertz Institute, estão trabalhando em um protótipo de exposição em vitrina usando a biometria – sistema automatizado de reconhecimento de seres humanos com base em características físicas ou comportamentais. Paul Chojecki, pesquisador, disse que clientes da vitrina seriam capazes de apontar em roupas na loja e tê-las projetadas em uma tela na vitrina de exibição em 3D. Clientes poderiam, então, visualizar o item em ângulos diferentes, ver e escolher cores diferentes e até mesmo comprar itens após o fechamento da loja. A maioria dos varejistas sabe que a frente da loja é, indiscutivelmente, seu bem mais valioso e esse novo protótipo significa que eles poderiam fazer muito mais com elas, disse Chojecki. “A vitrina interativa vai permitir que varejistas usem as frentes da sua loja como um catálogo gigante, permitindo ao transeunte ver os produtos na loja e comprar bens a qualquer hora.” O sistema consiste em quatro pequenas câmeras infravermelhas que continuamente gravam as posições em 3D das mãos, rosto e olhos. O processamento de imagem reconhece gestos, calcula as coordenadas e transforma os gestos nas entradas correspondentes e permite que o item em particular escolhido seja exibido. As telas de reconhecimento dos usuários o fazem por meio de análise de vídeo, uma tecnologia que fornece métricas sobre os compradores, tendências, dados demográficos e padrões de compras para que os varejistas possam oferecer experiências de compra personalizada. Semelhante ao protótipo Fraunhofer, os usuários poderão clicar nos itens para selecioná-los para um olhar mais atento. “Essa solução inovadora de varejo é projetada para atender às necessidades de mudança do mercado futuro, a fim de promover a interação da marca e oferecendo uma experiência de compra mais personalizada e agradável”, disse José Avalos, gerente geral

“Essa solução inovadora de varejo é projetada para atender às necessidades de mudança do mercado futuro, a fim de promover a interação da marca e oferecendo uma experiência de compra mais personalizada e agradável” José Avalos da divisão de computação da Intel. “A tecnologia interativa ilustra como os varejistas são capazes de reduzir o consumo de energia, ter menor custo total de propriedade e aumentar os lucros com recursos, como gerenciamento remoto e análise de vídeo anônimo.” A vitrina interativa foi apresentada na CeBit Fair deste ano, feira mundial de comércio em TI digital e soluções de telecomunicações, realizada em Hanover, na Alemanha. w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Fotos/Imagens: Fotos/Imagens: bboa/enviadas pelos leitores/arquivo profashional

isso e...

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Fotos/Imagens:

profashional

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(artigo)

Pão e manteiga Muito mais que uma simples feira, a Bread & Butter é a maior no quesito tendência de moda do mundo, sendo um meio de comunicação criativo e divertido para empresas, marcas selecionadas, estilistas e designers

Vista de um dos ambientes da BBB

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Eu com a Sandra Teschner em pausa para um descanso

Fashion e Style Society. Ela é o principal evento mundial do setor jeanswear. Ultrasseletivo com seus expositores e até visitantes. As marcas brasileiras também estiveram presentes com honra, como Melissa e Havaianas, que há anos participam; não podendo deixar de se falar sobre a presença comentadíssima do DJ set de Paulinho Boghosian, uma das atrações das noites de festa da BBB.

Fotos: Arquivo pessoal de Sandra Teschner

edição mais recente da BBB (Bread & Butter Berlim) aconteceu em um aeroporto desativado de Berlim chamado Tempelhof, onde foram comemorados os 10 anos de feira com festas e shows espetaculares. Mais de 15 mil pessoas no evento de abertura; diversos visitantes de todo o mundo atraídos pelas meganovidades de algumas das marcas formadoras de opinião do segmento urbanwear e streetwear, como adidas, Diesel, G-Star, Salsa, Custo Barcelona, e muitas outras que exibem suas novidades para o “who is Who” da indústria do “ready to wear”. São mais de 600 expositores fazendo do evento um acontecimento único em vários aspectos, como lançamento, confirmação de tendência, informação, diversão e negócios. A feira é dividida em setores: Denin Base, Urban Superior, Lock Sport e Street, Fashion Now, Street


A principal aposta, quase que unânime, das marcas como inspiração para suas coleções foi a retomada da década de 1970 – calças boca de sino, franjas, batas, shapes over, metais, coletes foram só algumas das tantas propostas apresentadas. A cor mais vista foi o laranja. Visitantes de mais de cem países estiveram na Bread & Butter Verão 2012 e puderam conferir oito espaços, com 600 marcas, etiquetas e designers. O diretor da BBB, Karl-Heinz, declarou estar muito satisfeito com o resultado da edição de verão, mas que já está com ideias e projetos para a próxima

As marcas brasileiras edição. “Vamos continuar a manter o conceito global e também estiveram melhorar cada vez mais.” Para celebrar uma década, presentes com honra, a feira será Super. O tema como Melissa e dessa estação é ‘Supershow’ e everything’s gonna be super! Havaianas, que há ou seja, Superevento; tudo anos participam; não irá ser super! A feira reunirá a diversão e o lucro para ligar podendo deixar de se inspiração e negócios. E é claro falar sobre a presença que eu, Kalinca e a megasexy chefashion, Sandra Teschner, comentadíssima do marcaremos presença. DJ set de Paulinho Boghosian, uma das Suzana Pimentel É articulista profashional e propriatrações das noites etária da Lavanderia Universo artigos@revistaprofashional.com.br de festa da BBB.

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por léia marinho

Pantalo... na Auslander/Fashion Rio

onda fashion As mulheres da década de 1940 tinham uma nova missão, trabalhar, afinal os homens estavam na guerra e elas precisavam assumir os trabalhos dos operários. Com o intuito de não mostrarem as curvas do corpo com a saída frequente de casa, adaptaram a calça a uma versão que lembrasse as saias e vestidos que estavam acostumadas a usar, então a Pantalona ganha a vez. O nome deriva da palavra francesa Pantalon, e virou realmente tendência com o movimento hippie na década de 1970. Mas voltando aos dias atuais, já que agora conhecemos bem o assunto em questão, essa peça, que não poderia ter outro adjetivo que não fosse elegância, volta para embelezar os looks femininos da estação. O verão 2012 mostra em suas semanas de moda que esse deve ser um dos itens de nossa lista de investimentos coringas. As modelagens diferem-se em amplas e mais sequinhas, cintura alta ou baixa, os tecidos? Muitos, com estampas ou lisos, leves ou pesados, chegando até o jeans. Com relação às combinações, fica linda com blusas mais justas por dentro ou se estiver com o corpo ok, por que não encurtar a blusa e subir o cós da calça? Os acessórios complementam uma produção e ficará fácil chegar ao chic! Descomplique e arrisque um visual pra lá de fashion e contemporâneo. Au revoir.

Colcci/SPFW

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British Colony/Fashion Rio

Fotos: agência fotosite

História, tendência e dica, é a vez da Pantalona!


dicas (livros)

Pluralidade

Na nossa estante cultural deste mês, selecionamos uma variedade de temas e diversos títulos para você aumentar seu conhecimento. De gastronomia aos negócios, à pluralidade do nosso dia a dia em alguns títulos para você ter e consultar sempre que preciso.

Ser uma pessoa boazinha pode contar pontos... na balança. Karen R. Koenig, terapeuta cognitivo-comportamental, mostra em “Engolir sapo pesa na balança” como pensar mais nos outros do que em si próprio pode ser prejudicial não apenas para a forma física, mas também para a saúde como um todo. (Editora Best Seller)

“Brasil Aventura Ilhas”, de Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker, mostra uma série de fotos e viagens às principais ilhas brasileiras, como Marajó, Fernando de Noronha, Ilhabela, Lençóis, Bananal, Santa Catarina, Lagamar, entre outras, revelando e exibindo um Brasil cheio de belas paisagens, diversificado na cultura e na natureza. (Editora Terra Virgem)

Não é à toa que o alimento extraído da amêndoa do cacau era considerado sagrado pelo povo maia; o chocolate, além de saboroso, é capaz de transformar receitas comuns em extraordinárias. Acreditando nisso, Dwayne Ridgaway escreveu O Guia Gourmet – “Cozinhando com Chocolate”, que chega ao Brasil por meio da Editora Larousse.

Imagens: divulgação das respectivas editoras

Couro, peixe seco, sal grosso, pinga, tabaco. Tudo isso já foi moeda. Mas a que deu certo mesmo foi outra: o dinheiro falso – uma criação da Grécia antiga que você carrega hoje na carteira. O livro “Crash” decifra os enigmas da economia – a mais perturbada, intensa e genial das criações humanas. Tudo em linguagem clara, 100% livre de jargões. (Editora Leya)

Em “Não é obvio?”, Eliyahu M. Goldratt apresenta uma história capaz de mudar a visão de muitos profissionais da área do varejo. (Editora Nobel)


por Marisa Abel

Foto: Tim GRAham/Getty images

c a pa |

Princesa Diana em um jantar em Bagkokna, Thail창ndia, em fevereiro de 1988

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Meio século de uma

F

oi com 36 anos, em um trágico acidente de carro em Paris, que Lady Di deixou de fazer parte de nosso convívio, embora seja – e esperamos que continue sendo – reconhecida por seu trabalho de caridade, além, é claro, da sua elegância e sofisticação. Ela que nasceu Diana Francis Spencer, teve uma vida que, embora tenha sido literalmente de princesa, não foi nenhum conto de fadas, a não ser pelo dia de seu casamento com o príncipe Charles, digno de histórias lendárias que, na época, foi o casamento mais assistido em todo o mundo. A tímida professorinha refez o pensamento monárquico em um momento no qual a realeza não estava tão em alta. Ao cativar multidões, reativou o imaginário das pessoas e os títulos de príncipe, princesa e

rainha voltaram aos holofotes. Ela criou um conto de fadas real, além dos títulos. Se você acompanhou a vida de Lady Di, tem a verdadeira noção do que ela representou e ainda representa para a humanidade. Mesmo com título de princesa e uma rigorosa série de protocolos a seguir, Diana quebrou tabus para fazer prevalecer seus valores e a forma com a qual educaria seus filhos, mais próxima, mais mãe, mais humana, diferente do que manda o “figurino”. À frente de seu tempo, ela estava muito mais conectada com a nossa realidade do que os anos nos quais viveu. Teve uma vida de alegrias, mas com muitas decepções, era amada pelo povo, mas ignorada pelo marido. Essa ausência de carinho era evidenciada em seu semblante, muitas vezes triste. Por onde andava, arrastava

lenda britânica

Linda, solidária, elegante, determinada, com um potencial humano incrível, Lady Di sempre será uma heroína imortal e ícone mundial, principalmente se os assuntos forem: causas sociais. Se estivesse viva, ela teria completado, em 2011, 50 anos de idade

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A VIDA DA PRINCESA DO POVO ANTES E PÓS-MONARQUIA Na infância, gostava de praticar esportes, dentre eles tênis, natação, hockey e salto ornamental. apreciava também dançar e tinha aptidão para música, como pianista e cantora. No instituto alpin Videmanette, em rougemont, suíça, foi preparada para atividades sociais, como etiqueta, arte culinária, arte floral, línguas e muitas outras, e embora fosse fi lha de nobres, trabalhou como uma mulher normal que procurava independência e realização pessoal. realizou tarefas domésticas, como faxineira e babá, antes de se tornar professora do jardim de infância Young england school, em pimlico. conheceu o príncipe charles quando este ainda namorava a sua irmã mais velha, sarah. entre encontros e conversas, foi pedida

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mente da Rússia

a Irma Winnikow, vindo direta

Matrioskas: presente da amig

em casamento e este ocorreu na catedral de são paulo em londres, numa quarta-feira, no dia 29 de julho de 1981. a cerimônia foi uma das mais assistidas em todo o mundo. Diana se tornou oficialmente sua alteza real a princesa de Gales e foi imediatamente elevada à terceira mulher mais importante da monarquia britânica, somente atrás da rainha elizabeth ii e da rainha Mãe. Dentre as diversas causas que apoiou em seu trabalho de caridade, as duas de maior destaque foram as campanhas contra minas terrestres e o combate à aiDs. entre traições, escândalos e falta de afetividade por parte de charles, o casamento real chegou ao fim! Depois do príncipe, lady Di se encantou com outros homens, mas dizem que ainda amava o antigo marido. Mesmo sem ser parte da realeza, continuou suas atividades sociais, fazendo e acontecendo, e teve muito mais destaque que a própria rainha, o que deve ter incomodado muito.

a história da “princesa do povo”, como a denominou Tony blair, se encerrou em um túnel de paris; até onde se sabe, ela estava sendo perseguida por paparazzi no momento da colisão, que aconteceu em agosto de 1997. Foi sepultada em uma ilha e lá há uma trilha com trinta e seis árvores – que simbolizam os anos de vida de Diana. o adeus à “rosa da inglaterra” foi uma grande pressão para a monarquia, pois ela não era mais parte da realeza, mas teve um funeral com toda a pompa merecida, porque eles tiraram o seu título de princesa de Gales, mas não o de princesa do povo. a realeza teve de ceder. Uma das melhores definições sobre a princesa foi dita por seu irmão, o conde spencer, no dia do funeral: “acima de tudo, nós agradecemos pela vida de uma mulher que tenho muito orgulho em poder chamar de minha irmã – a única, a complexa, a extraordinária, a insubstituível Diana, cuja beleza, interna e externa, jamais se extinguirá de nossas mentes”.

imaGens: merceDes-BenZ fashion weeK new yorK sprinG

multidões de fotógrafos e jornalistas, e com isso aprendeu a usar o poder de sua imagem em prol de causas sociais. Foi a mulher mais fotografada da história. em uma época carente de heróis, uma tímida e linda professora de jardim de infância vira princesa e ícone de atitude, para nós, ela se tornou sim heroína. sorriu, chorou, teve problemas emocionais, viveu momentos de fama e de angústia, sobretudo, em todas as suas ações, foi humana! Diana é singular e por isso será muito improvável que, por mais carisma que tenham as novas princesas, outra venha a conquistar seu título de princesa do povo.


SE ELA AINDA ESTIVESSE AQUI... Na era dos tablets, das redes sociais, da essencialidade da internet, da proliferação dos smartphones e afins, nos questionamos: como seria esse momento para lady Di? Nossa personagem Mirna que, assim como nós, é fã e admiradora de Diana, apontou alguns pontos aos quais a princesa do povo com certeza estaria conectada ou que ela iria gostar. Veja de quais atividades Mirna acha que Diana estaria participando ou praticando:

Mirna veste Catherine Walker, vestido utilizado pela princesa Diana em fevereiro de 1988

Badgley Mischka

ok bateria Sua Fan Page no Facebo tidores. todos os recordes de cur ok seriam: Seus amigos de Facebo Barack Bono Vox, Elton John, , rainha Obama, Michelle Obama gelina Jolie, An ia, dân Jor da ia Ran Condoleezza Al Gore, Carla Bruni, Papa Bento 16, Rice, Hillary Clinton, dentre outros.

color Na onda na já ia D , block éa que hoje vestia o ção. ta es a d sensação

Simulação feita pela revista Newsweek

S e r ia , a s s im como a r a in ha Ra n ia , a protag onista de um progr ama n o You Tube p ara div ulgar as açõ es socia is.

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A C A PA D E U PA N O P R A M A N G A |

EXCEPCIONALMENTE NESTA EDIÇÃO, POR DIO JAGUARÍVEL

r o m a e t n e m s e l p m Si

Bilhetes no Kensington Palace para Lady Di por seu aniversário

DIANA É O “SEM DÚVIDA, DOS MEUS MAIS BREGA E DAÍ? AS AMORES, M UE AMOR Q SE IS QUEM D CHIC? E SE TEM DE SER ÃO SABEM DISSERAM, N .” AR AM O QUE É NER H SC TE RA SAND

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Almofada do novo casal real


fotos/imagens: arquivo pessoal de sandra teschner

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esta edição especial sobre Londres, a nossa publisher, Sandra Teschner, que assina esta tão lida coluna chamada “Pano pra Manga”, abriu alas e me concedeu a honra de escrever em seu lugar. Mérito só concedido, até hoje, ao seu filho Kai Hrebabetzky, para contar a sua viagem à China. Por que eu? Amiga de longa data, e bota data nisso, sou uma das mais presentes telespectadoras da sua vida. E por isso, ela liberou aqui o espaço, para eu “tentar”, repito TENTAR, descrever o seu amor pela princesa Diana, a eleita da nossa capa desta edição. Ainda bem que sou uma amiga tranquila e nada ciumenta, pois desde que a menina um pouco tímida apareceu ao lado do príncipe Charles, que Sandra a carimbou como sua melhor amiga. Mesmo que só uma parte tivesse consciência disso. Mas para ela, nada disso importava, ou melhor, importa. Nossa chefashion costuma sempre dizer que, se a princesa a tivesse conhecido, sua vida seria bem diferente, feliz e ainda estaria aqui conosco neste planeta terra. Ah, tenho certeza disso! Lady Di foi uma pessoa onipresente, mais presente na vida de San em muitos momentos. Quando morava na Alemanha, a milhas e milhas daqui, longe de tudo e de todos, era em nossa princesa que ela encontrava acalanto, por meio de histórias que de alguma forma eram um conto de fadas real. Ser amiga

de princesa não é tarefa fácil. Acompanhar todos os passos de alguém que era foco número um da mídia custava quase diariamente uma ida à banca de revistas, em busca de notícias frescas da sua “companheira”. “Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado só de quem me interessa...” (Lenine). Ela sempre aplicou isso na sua vida e Diana fazia parte desse grupo. Não há nada relacionado e sobre a princesa do povo que ela não possua. A coleção aumenta a cada dia e agora segue em frente por intermédio de William e Kate. Este ano, Lady Di completaria 50 anos se estivesse viva, e San ganhou de aniversário, da grande amiga Kity Barretto, uma viagem à Londres – onde morou quando tinha 18 anos – para comemorar “live” esse acontecimento. Como é adepta da teoria de que “um sonho sonhado sozinho é só um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade”, é claro que me presenteou adiante. E lá fomos nós, as 3 mosqueteiras para a capital britânica. O dia da grande visita chegou e San, com um look nobre e chique e munida de sua bolsa Lady Dior – presente do seu outro amor Mika –, se pôs a caminho do Kensington Palace, a última morada da sua

amiga. Pura emoção ao chegar e ver que, assim como ela, outros “amigos” não esqueceram essa tão importante data, deixando ali as suas tantas mensagens. E a nossa garota, é claro, não ia ficar fora dessa, escrevendo imediatamente um bilhetinho e pendurando junto aos outros. Confesso que foi, até mesmo para mim, que sempre acompanhei essa história, um momento surpreendentemente emocionante e único. “O mais brega dos meus amores”, assim minha e não só minha amiga descreve seu sentimento incondicional por Diana. Só quem vivenciou de perto essa história é capaz de entender o que descrevo como simplesmente amor.

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Calçados Piccadilly em estilo Oxford

Há apenas uma sublime linha entre o conto de fadas e a pluralidade moderna de uma das cidades mais famosas do mundo, Londres é sem dúvida um lugar ímpar. Estendemos nossa matéria de capa para um especial que é pura realeza. Ela dita moda, tendência, comportamento, estilo de vida, além de ser uma das cidades mais influentes do mundo. Sua história remonta do século 43 d.C.; entre muitas conquistas, impérios e civilizações, Londres sobreviveu aos tempos e, em seu povo e arquitetura, há muita história para contar e por esse motivo merece destaque em um especial na nossa Profashional. Impossível deixar de se maravilhar com os mais famosos pontos turísticos, como Hyde Park, Abadia de Westminster, Tower Bridge, London Tower, Palácio de Buckingham, London Underground, o mais antigo sistema de metrô do mundo, o próprio rio Tamisa que foi “ressuscitado” há pouco tempo, a National Gallery – um dos mais importantes museus de arte do mundo –, o Big Ben e muitas outras atrações. De berço britânico também são alguns dignos representantes da moda, como a marca Burberry, a übermodel Kate Moss, o estilo oxford, a London Fashion Week, que é uma das mais badaladas semanas de moda do mundo, além de outros diversos exemplos que podemos deixar para mencionar em outra ocasião. O conto de fadas fi ca por conta da realeza que este ano ganhou destaque com o casamento do príncipe William com Kate Middleton. Londres é assim, uma efervescência de acontecimentos com um toque especial de conto de fadas, já que a monarquia é prevalecente e lá vivem rainhas, príncipes e princesas. Nas páginas a seguir, você poderá mergulhar na pluralidade londrina, com seus ídolos, ícones e tendências. A guarda real britânica

Kate Moss no lançamento da sua coleção de batons para a Rimmel London

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fotos/imagens: duvulgaÇÃo piccadillY mage.net – photocall / adriana rosa

l a e r e u q o t Um


PalĂĄcio de Westminster

London Eye tambĂŠm conhecida como Millennium Wheel

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Guia de Londres sob o olhar profashional Londres é uma cidade ao mesmo tempo tradicional e cosmopolita, onde povos de todo o mundo se encontram, e cada canto é uma descoberta encantadora. Por isso, juntamos as dicas dos nossos amigos profashionais e transformamos em roteiro, veja abaixo.

ONDE FICAMOS: KeNsiNgtoN Conhecido como o bairro dos ricos e famosos e onde fi ca o Kensington Palace e Gardens, com um maravilhoso Hyde Park em volta, e que foi a residência da princesa Diana. Ponto estratégico e bom de se ficar, pois é perto de vários locais de visita, como Chelsea, Nothing Hill. Dependendo da localização do hotel, dá para fazer vários percursos a pé. É numas dessas caminhadas que podemos nos deparar com alguma estrela do show business. No nosso caso, aconteceu durante o café da manhã em uma boulangerie – encontramos com Keanu Reeves.

MAIS ALGUNS MUST DO BAIRRO: • Passeio pela Walton Street, com suas lojas finas e galerias. • Visita ao Victoria and albert Museum – além de possuir uma das maiores coleções de arte e decoração do mundo, não deixe de fazer uma pausa no

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O maravilhoso jardim do Kensington Palace Paradinha para um lanche no Orangery no jardim do Kensington Palace

Harrods, a maior loja de departamentos do mundo vista por dentro

Nossa publisher em frente ao Harrods com um look comentadíssimo no Facebook

elegante café. • harrods – conhecer a maior loja de departamentos do mundo é programa obrigatório. E já estando lá, aproveite para saborear frutos do mar no food court. • Conran Shop – loja de design, coisas para casa e livraria do Designer Terrance Conran (Fulham street – Michelin Building).


Fachada da All Saints of Spitalfields

As boas-vindas à Carnaby Street

A Irregular Choice é parada obrigatória para comprar sapatos

CheLsea

isLiNgtoN

• Caminhar e fazer compras na Kings road. • bluebird – loja e bar bem legal para um sábado à tarde. • Pubs – Orange (na Pimlico Rd) e o The Botanist (na Sloane Square).

O point do momento em Londres, estilo do Meatpacking de NY. Na upper Street, a opção de restaurantes e cafés é enorme, tornando a escolha bem difícil. • Spitalfields Market – mercado de antiguidades e moda. Aqui se encontra um pouco de tudo, roupas, echarpes, antiguidades, coisinhas criativas e comidinhas. • boundary hotel – tem um café que é uma boa escolha para o brunch ou almoço. O bar no rooftop é também bem badalado.

NottiNg hiLL

fotos: arquivo pessoal de sandra teschner

Portobello Road

Memorial em homenagem à Diana no Harrods

• Andar pela Portobello road (must!) e fazer descobertas em uma das suas várias lojinhas. No sábado, há o Portobello Market, uma feira de antiguidades. • Vale a pena conferir a rua Westbourne grove, com lojas bacanas e cafés. Um bem legal é o Daylesford Organic. • all Saints of Spitalfields – loja superdiferente, onde a decoração tem papel principal. Não dá para passar despercebida, pois de longe você já vê as dezenas de máquinas de costura que enfeitam todo o local. Mas também há roupas bem transadas. • books for Cooks – parada obrigatória para os apaixonados por culinária, com sua vasta coletânea de livros de receitas (fica na 4 Blenheim Crescent).

CarNaBy street A rua onde moda, música e arte se encontram. Abriga muitas lojas bacanas. É nela que se encontra a “loja mágica” de sapatos irregular Choice, onde cada calçado é uma obra de arte. Não dá vontade de usar e sim expor.

COMES E BEBES WaXy O’COnnOr’S Pub superbacana, com uma árvore gigante dentro do bar. Ao w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Amigos sempre presentes nas novas descobertas, Eu, Fabrício e Sandra no Pub Waxy O’Connors

Petersham Nurseries A decoração típica do Petersham Nurseries

som de rock, pode-se saborear um Fish and Chips ou uma das muitas outras opções do cardápio.

Orangery No jardim do Kensington Pa l a c e , o p ç õ e s p a r a u m delicioso café da manhã, almoço e chá da tarde. Comida gostosa e os bolos, nem se fala!

Ottolenghi É o restaurante da vez em Londres. Desde as saladas até os bolos e tortas expostos que nos fazem dizer adeus à dieta no momento em que entramos nele. Provamos e aprovamos as filiais de Islington (287 Upper Street) e Notting Hill (63 Ledbury Road).

Cafe in the Crypt Uma deliciosa sobremesa no Ottolenghi

Funciona na cripta da igreja St. Martin in the Fields e oferece um buffet com comida britânica deliciosa e bem em conta. A atmosfera e arquitetura do local são bônus à parte.

Petersham Nurseries Indescritível! Só vendo ao vivo

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e a cores. Depois de um passeio de barco por Richmond, caminhamos literalmente por pastos, como vaquinhas, e chegamos a esse restaurante que fica numa estufa de uma chácara de flores, onde além de uma comida dos deuses, você ainda pode comprar coisas para casa e jardinagem. A estrela Michelin é, nesse caso, mais do que merecida.

Nobu Para quem quer degustar uma autêntica comida japonesa. Fica em frente ao Hyde Park.

Fifteen Um dos restaurantes do famoso chef Jamie Oliver, conhecido no mundo inteiro pelo seu programa de TV “Oliver’s Twist”.

Cocomaya Lugar charmoso, ideal para os loucos por bolos. Aqui, você encontra tortas e docinhos divinos que podem ser acompanhados por um chocolate quente, café ou chá. (12 Connaught street).


Palácio de Buckingham

Convidados do Garden Party da rainha

CuLtura Tem de fazer parte do programa, a visita a um musical, concerto ou ópera. Há um leque de possibilidades para todos os gostos. Optamos por ir ao Musical Ghost, que estava em cartaz na época da nossa estadia. Valeu a pena! Entre risos e lágrimas, curtimos muito.

fotos/imagens: arquivo pessoal de sandra teschner

ÓBVIOS, MAS MUST: PaLÁCio de BuCKiNgham A residência oficial da família real, que atrai milhares de pessoas, principalmente na hora da troca de guarda. Tivemos a sorte de estarmos no local no dia do Garden Party da rainha; ver a chegada dos seus convidados, foi um show à parte.

Big BeN Em estilo gótico vitoriano, a torre do relógio do parlamento é um dos mais famosos cartões-postais de Londres.

LoNdoN eye A maior roda gigante do mundo oferece uma vista magnífica. Aproveite para passear depois à margem do rio Tâmisa.

st’ PauL CathedraL Foi nessa catedral que aconteceram os casamentos do príncipe Charles e Diana e, neste ano, do seu filho William com Kate Middleton.

tate moderN Vale a pena conferir o Museu w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Uma das laterais da Tower Bridge

de arte contemporânea, além das exposições permanentes e as temporárias.

British Museum O movimentadíssimo Covent Garden

Considerado um dos mais importantes do mundo, oferece uma viagem pela História.

Tower Bridge

Covent Garden O antigo mercado municipal se transformou em um local cheio de vida, com muitas lojas, bares e cafés. • Piccadilly Circus – Sempre lotada, essa praça reúne muitos turistas, lembrando a Broadway em NY, com seus outdoors iluminados.

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Fotos/Imagens: Arquivo pessoal de Sandra teschner

Construída sobre o rio Tâmisa, há cerca de 800 anos, é a foto clássica que não pode faltar no álbum.


Morei um tempo em Londres, mas esta foto só aconteceu em um retorno à cidade. Ela me trouxe toda a essência deste espírito londrino e me fez mergulhar na beleza estética que este lugar consegue traduzir tão bem, cheio de encantos, pluralidade e história. Fernando Hiro – fotógrafo

Um novo olhar

ensaio

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COMPORTAMENTO |

POR MIRELLA STIVANI

Um jeito

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inglês de ser A Inglaterra é um lugar único. Além das histórias de rainhas e princesas, o país trouxe para o mundo grandes nomes que marcaram a música. E não apenas pela qualidade, mas também pelo comportamento e moda própria. Até hoje, a Inglaterra mantém a tradição de sempre possuir algumas das melhores bandas e músicos do mundo. Só para citar alguns: The Clash, Beatles, Rolling Stones, Bee Gees, Elton John, Oasis, Joy Division, Sex Pistols, Iron Maiden, Pink Floyd, Black Sabbath, Led Zeppelin, Duran Duran, Eric Clapton, Amy Winehouse e Queen.

A seguir, conheça a breve história de alguns ícones musicais ingleses (na verdade, o tema daria um livro, mas fica para outra matéria!).

BeAtLeS Fenômeno é pouco para definir o que a banda representou para a música. Mas não só para ela, como também para o comportamento de toda uma geração. Na moda, igualmente. No início, adoravam se vestir com ternos e gravatas finas, uma transgressão para o padrão deles. O corte tigelinha também pegou na

imagens: DiVulgaÇÃo/sxc.hu/

O cenário musical da Inglaterra exportou não apenas grandes músicos, mas também moda e comportamento


Beatles, The Rolling Stones, Sex Pistols e David Bowie influenciaram o comportamento de gerações

cabeça de muita gente por aí. Com o tempo, o terno clássico passou de preto para cinza e o paletó perdeu colarinho e lapela, em uma clara referência de seu alfaiate Douglas Millings ao collarless jacket de Pierre Cardin. Conforme iam ficando cada vez mais famosos, os rapazes do Beatles ganharam liberdade ao se vestir. Os cabelos certinhos ficaram desgrenhados, barbas, bigodes e cavanhaques cresceram (e mais uma vez, serviram de referência para a moda masculina da época). Até o término da banda, houve de tudo: blazers, psicodelismo, lenços no pescoço, uniformes napoleônicos etc. Claro, tudo, sempre, um grande sucesso.

oS gArotoS mALVAdoS doS roLLing StoneS Se por um lado o grupo Beatles era formado por rapazes que todos queriam ter como genro, na direção oposta, os Rolling Stones eram aqueles de quem as filhas precisavam ser escondidas. Eles não eram bonzinhos e tampouco exemplos de comportamento a serem seguidos. Sexo, drogas e rock ’n’ roll rolavam soltos entre os garotos malvados e sujos. No começo, abusavam das calças justas e roupas rasgadas. Tiveram também uma fase psicodélica e até color block, com roupas bem coloridas combinando entre si. Conforme

foram envelhecendo, o guarda-roupa foi ganhando sobriedade. Ou nem tanto. O guitarrista Keith Richards não consegue se livrar do eterno visual Piratas do Caribe. Mas isso é rock ‘n’ roll, baby. E quem nunca viu a famosa língua símbolo dos Rolling Stones (dizem, inspirada na boca de Mick Jagger) em alguma camiseta por aí? Moda que dura anos.

SeX PiStoLS O punk é o primeiro movimento musical que não começou nos palcos, nem nos estúdios ou nas ruas, mas em uma loja de roupas de Londres, quando o empresário Malcolm McLaren e a estilista Vivienne Westwood

Até hoje, a Inglaterra mantém a tradição de sempre possuir algumas das melhores bandas e músicos do mundo. w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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(...) a voz inconfundível de diva marcou o cenário musical. Sua imagem tornou-se símbolo da boemia londrina e do soul mundial.

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A androginia de Ziggy Stardust O modelo sérvio Andrej Pejic está causando frisson no mundo atual da moda com seu rosto de mulher e corpo de menino, uma figura indefinida que é a mescla exata do feminino/masculino. Mas, há alguns anos, o músico inglês David Bowie já fazia o mesmo com o personagem Ziggy Stardust. O conceito girava em torno de um

ser alienígena que assumia o papel messiânico de uma estrela do rock durante os últimos cinco anos de existência da Terra. Para compor este ser de outro planeta, Bowie carregava na maquiagem, usava cabelo “vermelho-vermelhíssimo”, sapatos plataforma e trajes galácticos. Consolidava-se assim o glam rock, caracterizado pela ambiguidade sexual e por um jeito único de se vestir.

Amy Winehouse Que Amy era uma grande artista, disso ninguém duvida. Apesar de ter deixado apenas dois álbuns gravados (um terceiro inédito pode sair como homenagem póstuma), a voz inconfundível de diva marcou o cenário musical. Sua imagem tornou-se símbolo da boemia londrina e do soul mundial. Você pode conferir um pouco sobre o estilo e Amy no artigo de Mariana Rocha na página 49.

Imagens: SPFW-Agência Fotosite / sxc.hu

O modelo Andrej Pejic no desfile de Lino Villaventura

criaram um novo estilo radical de moda e atitude que precisava de uma trilha sonora. E para vender as roupas sensacionais de Vivienne, McLaren criou o Sex Pistols. O estilo punk pode ser reconhecido pela combinação de alguns elementos considerados típicos (alfinetes, patches, lenços no pescoço ou à mostra no bolso traseiro da calça, calças jeans rasgadas, calças pretas justas, bondage pants (calças xadrez com vários zíperes nas pernas), bottons de bandas punk e de protesto, jaquetas de couro com rebites e mensagens inscritas nas costas, coturnos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano, colorido ou espetado, etc.), sendo esta combinação aleatória ou de acordo com combinações comuns a certos subgêneros punk, ou ainda o reconhecimento pode ser pelo uso de uma aparência que seja desleixada, “artesanalmente” adaptada e que carregue alguma sugestão ou similaridade com o punk sem necessariamente utilizar os itens tradicionais do estilo.


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Amy

também marcou a moda

Fotos: Alex Lake /Agencia Fotosite universal music

Triton

Amy Winehouse, além de grande compositora e poeta pop e de sua voz original e de elevada qualidade, deixou outra marca importante: o estilo de se vestir, que compunha à perfeição sua imagem de diva trash do rock soul. O cabelo banana meio caído, seu delineador exagerado e suas roupas sexies e detonadas marcaram tanto a moda que até os maiores criadores reverenciaram seu estilo. Foi o caso do “keiser” Lagerfeld, que criou uma coleção em sua homenagem (Chanel 2008), ou a marca mais popular, Guess, que fez a campanha em cima do visual da cantora. A Fred Perry lançou uma coleção baseada em seu estilo, sendo ela a própria modelo. Aqui no Brasil também houve quem se influenciasse. A Triton fez um desfile no estilo Amy, na coleção Verão 2009. Musa da música e da moda, seu sofrimento não a deixou receber de volta o calor e carinho de seus fãs.

Mariana Rocha

é consultora de moda e professora de Estilismo da Faculdade Santa Marcelina. artigos@revistaprofashional.com.br

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OBJETOS DE DESEJO

Hora do chá

Eles vão roubar a cena e deixar a sua pausa para um cafezinho ou um chá ainda mais divertida. Os utensílios utilizados nessas horinhas de prazer ganham, a cada dia, mais vida e mais variações, cada um de acordo com o gosto pessoal dos adeptos de objetos inusitados. Vale surpreender sua visita com a xícara que muda de estampa quando se coloca o líquido, ou mesmo decorar o momento de acordo com o estilo de quem vem para a hora do chá. Aproveite as dicas e deixe esses momentos caracterizados.

Jakob Solgren

Pepper

Charles and Marie

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IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS MARCAS

ModCloth

Hipster Chic

Amazon


Caneca Amazon Fred Flare

10x10

Photojojo

Disney

Vish Maria

Perpetual kid

ODD

Rosamundo W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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Fifty Fifty É

Em nenhum outro momento na vida me vi tão na encruzilhada como agora, ao completar cinquenta anos

comum que em datas como aniversário ou ano-novo, a gente pare para pensar: repassando fatos, avaliando modos, definindo jeitos. Mas desta vez, eu reconheço, tem sido bem diferente e um pouco mais difícil. Parece inevitável que eu questione a passagem do tempo, afinal o tempo (desaforado) passou de um jeito que não faz o menor sentido, retirando de mim todo suposto controle que pretendia ter sobre minha vida. Literalmente, um ponto contra. Mas como diz a canção, “tá tudo assim, tão diferente”... Ainda outro dia, falava para o meu time de trabalho sobre a importância de gerenciar as mudanças. E mais do que uma exigência profissional, lidar com mudanças e transformações na vida é uma necessidade de subsistência humana e de evolução. Mas constatar a mudança é como andar num cabo de aço e, recentemente, minha habitual capacidade de adaptação tem ficado em cheque. Não tenho a menor dúvida de que tudo isso tem sido muito legal, tem sido uma história rica, com saldo positivo, mas o fato é que não tenho a exata noção do que exatamente foi essa meia década. Além disso, o delito de tanto querer me acomete um tanto mais. Eu tanto quero certas coisas que nem sei mais por onde e se ainda encontrarei tempo para prová-las. Além do conflito de tanta querência, vivo também o conflito do tanto tenho: tenho de fazer, tenho

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de pagar, tenho de isso, tenho de aquilo e nem sempre acho um bom jeito de não ter de ter e simplesmente optar pelo querer (ou seja, eu volto ao começo do parágrafo). O que eu tanto quero, eu não tenho. E eu tanto tenho que me falta tempo para o que eu tanto quero. Reclamo do tempo que falta, assim como do tempo que não vi passar: 50 anos?! Ora, um terço da minha vida estive dormindo (e sonhando). Outra boa parte deste tempo fui criança e, naturalmente, sonhava com muita coisa. Bem, aí vieram os anos e, apesar dos rótulos e carimbos de mais maduro que ganhei, talvez tenha piorado, pois passei a sonhar, inclusive, acordado. E mais: quando mais novo,

Imagens: SXC.hu

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eu olhava pra frente e o tempo parecia estar sobrando. Eu, tolinho, achava que saberia lidar com ele, o tempo. E quando olhava pra trás, o que era mais raro, eu resumia tudo com facilidade, filtrava as coisas e achava que organizava tudo (tolo de novo), me vendo sempre pronto, ignorando as perdas, um tanto autossuficiente. Mas hoje é aquilo: percebendo que muito tempo passou, concluo com lucidez que menos da vida eu sei, embora imaginasse que dela já soubesse o bastante. E não posso ignorar que boa parte desta viagem já rolou. Portanto, com a idade, muita coisa pode piorar, mas ao menos uma coisa fica boa: a tolice diminui. Eu espero... Mas será que sim?

Então, vamos ao show que nunca pode parar. Respiração... Concentração... Penso que gostaria de ser completo. Gostaria de criar um momento post-it em nossa vida. Gostaria de encantar, de retribuir. Gostaria de parar o tempo para todo mundo vir ver e curtir. Ouviria centenas e centenas das melhores músicas que adoro e carrego na memória (e no meu quartinho de CDs), com a ousadia de compor um clip sem igual, repleto de emoção. Veria (e reveria, de novo, feito criança) a edição dos melhores momentos que vivi, como em “Cinema Paradiso”. Com aquela irrefreável vontade, se possível fosse, de modificar os erros e de capturar a eternidade para viver somente os acertos.

procuraria remendar contatos que desperdicei pelo meu caminho, resgataria a clareza das áreas esquecidas. Contemplaria paixões, exploraria a beleza dos sentidos, modificaria chances, observaria sorrisos, registraria olhares. Eu me deliciaria com sabores que são impossíveis de apreciar de novo, porém são inexplicavelmente inesquecíveis, porque pertencem aos segredos da alquimia do ser e do estar. Descobriria como é bom ter um

E mais: quando mais novo, eu olhava pra frente e o tempo parecia estar sobrando. Eu, tolinho, achava que saberia lidar com ele, o tempo. E quando olhava pra trás, o que era mais raro, eu resumia tudo com facilidade, filtrava as coisas e achava que organizava tudo (tolo de novo), me vendo sempre pronto, ignorando as perdas, um tanto autossuficiente. Bem, neste momento, eu estou aqui falando e falando, mas não sei bem o que eu devo falar. Também não sei bem o que fazer ou para onde ir. E apesar de gostar bastante de um palco, não sei bem nem qual o meu papel a performar. Mas me imagino agora como se estivesse em um palco, expondo minha reflexão ‘aniversarística’ aqui no mundo do ‘fácilbuque’.

Eu me teletransportaria para alguns lugares mágicos em que pisei. Buscaria a companhia de toda gente maravilhosa que conheci. Especialmente, gente de quem o destino me afastou por alguma razão e que pretenderia ter novos momentos de acolhimento e de candura. Recuperaria alguns diálogos emocionantes, estenderia alguns minutos de atenção,

coração 3D. Choraria de alegria, trataria com humor minhas trapalhadas e esparramos, divagaria com euforia, festejaria por noites e dias, beijaria e abraçaria à exaustão, me deleitaria em cada instante, manifestaria com fervor todo o meu amor. E se minhas ideias transbordam como versos em vão ou até mesmo se minhas palavras se situam entre o óbvio discurso w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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e o arrepio da pele, eu não me importo nenhum pouco. Na minha prosa ou na minha poesia, eu tão somente excedo. Literalmente, um contraponto. Agora cinquentão, um ex-jovem, percebo, mais que nunca, que o meu primeiro desejo transita em um segundo. E a emoção que conta, bem, esta é sabida: é aquela do desembrulhar do presente, a de desfrutar as horas com frescor, a de desfolhar os dias com prazer, descobrir a lindeza de um novo ciclo. Então, vamos aos comentários finais, às notas de agradecimento e também às menções dos patrocinadores, sem os quais nada disso seria possível.

Percebendo que muito tempo passou, concluo com lucidez que menos da vida eu sei, embora imaginasse que dela já soubesse o bastante. E não posso ignorar que boa parte desta viagem já rolou. Alguém disse que gente mais velha é assim como obra de arte, que ao seu tempo externa beleza e acumula valor. Tudo bem, eu também aprendi que devemos respeito aos mais velhos, mas fico imaginando: eu, um sujeito

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gordo desajeitado?! Mais velho, porém obra de arte? Que estranha forma de beleza externaria? Que tipo de obra poderia ser? Será que pagariam bem por ela? Perguntas irrelevantes para uma desnecessária divagação. Mas alguém também falou que, ao longo do tempo, muitas pessoas vão perambular por nossa vida, mas somente algumas delas vão deixar rastros de sua passagem e inscrever sinais em nosso coração. Isso é verdade. Sendo assim, que me desculpem alguns, mas certas pessoas são especiais ou preferidas. Com elas, mais do que laços, criamos nós. E desse jeito, no exercício do plural, descobrimos o singular da matemática da humanidade: o resultado que é maior do que a simples soma ou aquilo que tem poder de se multiplicar dentre nós ou, ainda, aquilo que, mesmo nos dividindo no tempo e no espaço, jamais se subtrairá da gente, porque assim somos. Disseram também que quem perde a fé perde tudo. Essa é outra verdade absoluta. Muito mais que isso: reconheço que a fé tem sido o único esporte que pratico desde pequeno. Eu aprendi e atesto que acreditar naquilo que se espera, mesmo que não se enxergue por onde obtê-lo, pode muito e vale a pena. Senão pelo fim (pois, nem sempre obteremos o que desejamos), mas acima de tudo, pelo meio (a lisura de alma, uma herança que jamais devemos perder). Portanto, dou maior crédito à fé e sei que,

depois do ‘caos’, compreendemos a verdadeira ‘causa’. E, nesta linha, concluo da melhor maneira, agradecendo a Deus, por tudo, tudo e mais tudo, agradecendo especialmente aos meus queridos pais e, finalmente, também a você que me lê: por nos conhecermos (seja lá quem for) e por quando estivemos juntos (tenha sido lá quando e como). Por chegar até aqui, ao final desta leitura, você merece ainda meus cumprimentos. Parabéns! Saiba que este momento inusitado, algo incomum, de comemoração virtual de aniversário, em dia de feriadão, se revela certamente como um momento nosso! Eu quero dizer: meio, meu e meio, seu. ‘Tipo assim’ fifty – fifty. Então, tome para si, que eu, da minha parte, já estou indo... And gone...

Notinha da redação Nada mais oportuno do que um texto de nosso querido parceiro, André Elias, com quem fazemos a revista Ponto de Encontro e a quem temos muito carinho, falando de 50 anos de vida, em uma revista especial na qual celebramos Lady Di, que também completaria meio século em 2011!

André Elias

Diretor de Marketing da Drogaria São Paulo

artigos@revistaprofashional.com.br


British Colony

R. Groove

por Eber Medeiros

h o m e m também

Tem pra

Fotos:Fashion Rio Verão 2012/agência fotosite

D

Deixados de lado durantes os mais de 100 anos de moda, os homem ganham cada vez mais espaço nas araras de grandes lojas e estão cada vez mais habituados a frequentar os provadores mais badalados e chamam atenção para o mercado que cada vez mais cresce. O de moda masculina enquanto estilo e design não apenas enquanto roupa. Se antes os homens buscavam a elegância clássica de cortes impecáveis e cores neutras, a primavera/verão 2011 2012 promete liberar o senso criativo da moda masculina. As coleções da temporada partem de referências variadas – desde culturas indígenas, passando pelo minimalismo de shapes geométricos, até certo futurismo estrelar em estampas ousadas. Peça-chave do guarda-roupa, o jeans sempre foi uma peça essencial nos looks masculinos, aparecendo em calças e camisas leves com um aspecto mais rústico obtido por lavagens que dão um aspecto de detonadas pelo uso, além do uso de costuras para dar mais destaque a acabamentos, puídos e rasgos nas articulações. Os tons de índigo-claro são os mais procurados da estação, vindo com manchas alvejadas ou toques acinzentados. As variações ficam com os pretos-avermelhados e verdes também acinzentados. A alfaiataria, sempre alvo de grande parte das coleções nacionais e internacionais voltadas ao público masculino, aparece com formas variadas de silhuetas: algumas perfeitamente justas, valorizando o torneado físico masculino; outras bem alargadas, trazendo peças desconstruídas em tecidos normalmente não usados para esse segmento (como tafetá e cetim), tendo os opostos como regras básicas, ora alinhados e altamente estruturados, ora completamente irregulares e de cortes assimétricos. As calças, de mais estilo, vêm com barras dobradas

TNG

ou encurtadas com ajustes para todos os gostos, as mais largas, as intermediárias e as mais justas, tudo é permitido. Voltando cada vez mais seus olhos para esse criterioso público, as marcas investem em tecnologia e fazem uso de novas técnicas, como aplicação de efeitos visuais 3D para chamar a atenção dos homens, sempre buscando fugir do tradicionalismo exagerado sem perder a masculinidade nata. A primavera/verão 2011 2012 deve ser a estação em que os homens mais ligados no mundo da moda devem encontrar peças que unem conceitos aparentemente opostos, como sofisticação e casualidade. Coleções de inspirações variadas não faltam, deixando a moda masculina mais atrativa e popular na temporada. w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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por Michael Teschner O majestoso Licancabur

e d a d r e b Li uas rodas e as d

O

nde começam, onde terminam essas viagens? Na fantasia, na saudade, no coração, no desejo de experimentar algo novo, de enfrentar o Unknown, de ver os lugares mais diferentes possíveis, já que o mundo é tão cheio de belezas naturais. Quando assisti ao filme “Diários de Motocicleta”, anos atrás, despertou meu desejo de fazer uma viagem selvagem de moto pela “nossa AL com letras maiúsculas”, como Che dizia. Saindo do cinema, era hora de comprar a moto e enfrentar pistas sem asfalto, com grandes alturas, desertos “bem”

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Impressões


desertos e vales que valem a pena serem cruzados. O desejo era incrível e o sonho, animador, mas a realidade entre profissão e família trouxe o “Traumtänzer” (dançarino de sonhos) de volta para o chão. E o sonho começou a se apagar pouco a pouco, ano após ano, se fazendo lembrar somente em raros momentos, tais como quando revi o marcante filme “Easy Rider”, tão atraente para uma alma que não quer ser presa a nenhum lugar ou situação. Totalmente inesperada, apareceu uma chance e o sonho voltou de vez com mais força do que ele já tinha se mostrado antes. Sem andar de moto por mais de quinze anos, o convite era para fazer um passeio de São Paulo ao Chile e de volta para São Paulo, isso na companhia do meu advogado e de amigos dele. Precisava somente de uma moto, uma CNH e a permissão da minha família, que sabia desse meu desejo e entendeu que tudo na vida tem prazo de validade, como diz meu amigo Wilson Cordebello. Era hora de realizar! O que depois se mostrou uma das coisas mais legais que me aconteceu e

que eu jamais teria imaginado. Tinha mais ou menos um mês para organizar tudo. Primeiramente, a ideia era irmos de Harley, mas foi aconselhado pelo grande amigo e motorista de Harley que, para esse tipo de viagem, seria melhor usar uma moto, moto mesmo. A escolha, depois de somente uma vez sentado em cima, sem test drive, foi a Suzuki V-Strom 1000.

Quando assisti ao filme “Diários de Motocicleta”, anos atrás, despertou meu desejo de fazer uma viagem selvagem de moto pela “nossa AL com letras maiúsculas” como Che dizia. A moto já comprada, mas ainda tirando a permissão para dirigir, a turma começou a dispersar, eu precisava de uma alternativa para realizar essa

Fotos: Mika Teschner /Wilson Cordebello/debora 70

Na saída, em Santiago, no início da viagem

viagem e não queria desistir do que sonhava todas as noites. Fui para onde tudo mundo hoje em dia vai a todo o momento, a internet. O “amigo” Google encontrou logo um blog onde um cara tinha postado uma viagem, maior ainda, dez mil quilômetros pela AL! Entrei, não só no blog, mas na viagem também. Então fomos somente nós dois, Wilson e eu, já que a turma dele também tinha se desfeito. Motociclista de paixão desde jovem, planejava a maior viagem de moto da sua vida, passando pelo sul do Brasil, cruzando Uruguai, descendo o litoral da Argentina, passando pelo vislumbrante Vale do Rio Chubut, chegando aos Andes, cruzando para o Chile, descendo e subindo o Chile e voltando via Argentina e Brasil para as nossas casas e famílias. Viagem bem planejada, trinta dias, rotas definidas, hotéis reservados, pouco espaço para aventuras e situações complicadas, mas uma experiência tão legal, sentindo a moto forte nas estradas vazias onde deu para brincar de todos os jeitos. Passando por lugares bem diferentes do que já havia visto, e outro sonho e desejo começaram a se formar. Claro, com músicas como “Sendero” ou “La Partida” (“Diários de Motocicleta”) e “Ballad of Easy Rider” ou “Wasn´t Born to follow” (“Easy Rider”) nos ouvidos, não existiam outras. Ao chegar a um pequeno vilarejo, as pessoas vieram puxar conversa conosco – os motociclistas –, nos sentíamos w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Pôr de sol voltando para Santiago do Chile

Nevasca no limite do passo San Francisco

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Subindo o passo Água Negra

mesmo como os “easy riders”. Pensávamos então que a próxima viagem teria de ser mais selvagem, parando à noite em lugares pequenos, sem reservas de hotéis feitas, buscando estradas sem asfalto e pasos* mais altos possíveis, estes seriam os objetivos da próxima viagem. Passados alguns dias, encontramos outros “companheiros” que também viajavam de moto pela AL, alguns deles há meses sem rumo, como, por exemplo, um casal de Candada, viajando há mais de seis meses e tentando dar uma volta pelo mundo em um ano. Outros, com planos feitos como nós, cada um contribuindo para a nossa viagem com dicas e ideias, deixando-nos cada vez mais animados para uma próxima viagem, sendo que esta primeira nem havia terminado. Claro, tendo todo o tempo do mundo, sem data definida para o retorno, a viagem seria diferente e você conseguiria ver detalhes em cada lugar a que fomos somente de passagem. E cada lugar tem uma história e pessoas que valem a pena conhecer. Motociclistas não precisam de guia de viagem, porque todo mundo troca ideias e os que não andam de moto querem ser seus amigos. Especialmente os pais andando com a família e no coração talvez sentindo que deveriam fazer como estávamos

Fotos: Mika Teschner/ Wilson Cordebello

Badenes na região de Salta


A noite de Roberto Carlos na casa dos pescadores de algas

Viagem bem planejada, trinta dias, rotas definidas, hotéis reservados, pouco espaço para aventuras e situações complicadas, mas uma experiência tão legal, sentindo a moto forte nas estradas vazias onde deu para brincar de todos os jeitos. Passando por lugares bem diferentes do que já havia visto, e outro sonho e desejo começaram a se formar. fazendo, mas talvez não tivessem a coragem ou a opção. Como Uruguai, Argentina e Chile têm estradas de primeira e a parte por onde nós passamos possuía muitas retas e planícies, para mudar, a nova viagem deveria passar pelos Andes, o máximo possível. E devagar tomou forma esse novo desejo. A rota para Chile II seguiria de Santiago, com motos alugadas, para o deserto de Atacama e voltando para a capital do Chile em ziguezague, sobre os pasos* mais altos dos Andes. Mal tínhamos voltado da viagem Chile I, começaram as primeiras ideias sobre Chile II, um desejo indomável, uma saudade incrível.

Sonhar é permitido – realizar é prazer

Rota para o Chile parte II Buscamos no “Google Earth” caminhos ainda não asfaltados e as regiões mais remotas possíveis. Queríamos aventura mesmo. Alugamos as KTM 990 em Santiago e fomos realizando nosso sonho. Conseguimos. A Chile II foi tão intensa que nem deu para pensar numa próxima aventura. Chegávamos todos os dias exaustos e sobrecarregados de impressões inesquecíveis. Já no segundo dia, nós nos deparamos com dunas num deserto ao lado do Pacífico azul, sem água e comida e sem uma alma viva por perto, sofrendo horrores de sede e fome, até chegarmos a uma casinha de pescadores de algas. A dona da casa nos ofereceu água que tinha um sabor esqui-

sito, mas era uma delícia! Até para mim que nunca tomo água! Foram mais quatro horas de luta com a areia e o calor, vendo o pôr do sol sem nenhum sinal de civilização à vista, e pensando em montar a tenda e dormir com fome e sede. Finalmente chegamos, com a ajuda de um pescador e a velha caminhonete dele, a uma casa de outros pescadores de algas. Dormimos na casa de uma família depois de ter assistido, por três horas, a um show de Roberto Carlos na TV, que era alimentada por um gerador de energia; foi algo diferente e uma das muitas histórias dessa viagem. Até onde tinha chegado? Lembrei-me de que, quando tirei a moto da loja, faltava pouco para pedir ao dono para levar a moto para outro lado w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Com Sandra Teschner no Vale da Lua

do cruzamento, porque tinha medo de não conseguir dominar a máquina. Mas a vergonha era maior do que o medo e tentei. Deu certo e consegui andar uns quinhentos quilômetros antes da viagem. Chile II, finalmente começou com a viagem para Santiago junto à minha mulher (leiase Sandra Teschner) e duas amigas, curtindo uns dois dias esta cidade maravilhosa, comendo centolla no mercado municipal, curtindo o pôr de sol no W-building, com o espelho de água no topo virando um espelho de ouro. Pegamos as KTMs num sábado e fomos embora rumo ao norte do Chile para encontrar as meninas mais uma vez antes da aventura começar mesmo, em San Pedro de Atacama. Em Chile I, passamos pelo sul desse país tão estreito, mas longo e com tanto variedade de zonas climáticas. Vindo do sul até quase Santiago, parecia muito com a Alemanha, meu país de origem. Subindo por Santiago, começa ser cada vez mais deserto. Mas não seria eu, se não conseguisse fazer chover no deserto mais seco do mundo! Logo na nossa chegada, começou a chover e

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pelo próximo dia também, sendo uma chuva no deserto uma coisa bem diferente das chuvas de São Paulo. Passeios como a visita aos gêiseres situados a 4.400 m de altura, e assim sendo os mais altos do mundo, às seis horas da manhã para ver o Sol nascer em meio à fumaça, enriqueceram essa viagem. Com temperaturas perto de zero e a primeira neve do ano para enfeitar a cena, tomamos um banho nas fontes quentes. Despedimo-nos das meninas

Nos campos de gêiseres em El Tatio

e fomos pegando as motos para enfrentar o primeiro trecho com bem mais de 4.500 metros de altura. Já na fronteira, fomos informados de que o trecho que querí-


Fotos: Mika Teschner/ Wilson Cordebello

Passo Água Negra com águas bem turquesas

amos enfrentar não era muito recomendado por causa das excessivas chuvas que haviam caído no lado da Argentina. O que faltava de umidade nesse lado da Cordilheira, havia em abundância no outro lado, o que fez com que nos desviássemos várias vezes da rota mais ou menos planejada. A linda moça da fronteira, que checava meus documentos, se interessou por meu anel de casamento e quis desenhá-lo para fazer a cópia. Eu permiti isso, tirando a foto dela com meu anel nas mãos. O primeiro desvio do plano (era para ir via o Paso Sico*, sem asfalto, e fomos via o Paso Jama, asfaltado) me deixou triste, mas logo

percebi que passaríamos perto da Laguna Verde na Bolívia, logo atrás do vulcão Licancabur e seria somente um “pequeno” desvio. Wilson e eu entendemos logo que teríamos de enfrentar essa mudança de planos. A nossa sintonia é muito grande, apesar de nos conhecermos há pouco tempo e um de nós com pouco menos e outro com um pouco mais de cinquenta anos de idade. Dizem que é difícil de fazer amizade e ser flexível nessa idade. Mas nossa sintonia permitiu mais uma vez que nós nos entendêssemos mesmo sendo tarde, porque perdemos muito tempo para encontrar gasolina num domingo em San Pedro,

desviando da rota na fronteira, com o próximo destino a uns 600 km e um paso de uns 4.800 m de altura para frente. A decisão tomada, entramos na Bolívia. Na fronteira, atrás do vulcão e no meio do nada, o policial precisava de um “likiliki”** para liberar a entrada das nossas motos sem a necessidade de registrá-las oficialmente num lugar muito para dentro da Bolívia. Valeu a pena para ver ao vivo e a cores essa Laguna Verde de um tom de esmeralda incrível. Depois passamos em outros lugares com lagoas da mesma cor. É difícil despedir-se delas, em particular dessa primeira, porque não tínhamos noção de que havia outras à w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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Na estação de trem Transandino (desativado)

De volta à realidade do dia a dia, demorou um bom tempo até termos planos para outra viagem e esta começar a tomar conta do nosso coração.

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nada da antiga linha de trem, que cruzava a Cordilheira, construída no século retrasado, além de tirarmos quase 2.500 fotos dos lugares espetaculares. De volta à realidade do dia a dia, demorou um bom tempo até termos planos para outra viagem e esta começar a tomar conta do nosso coração. A viagem precisa ser mais extraordinária ainda, precisamos de novos desafios, e aí é que se cristaliza cada vez mais claro à nossa frente uma viagem que, no mínimo, inclui a famosa Estrada da Morte na Bolívia e Machu Pitchu. Sonhar é permitido, realizar é dever. Mais detalhes você encontra no site: www.mercosur-moto-club.org. Passo*: é um acidente geográfico que define o ponto mais baixo entre dois picos, esse ponto é o que facilita a passagem através das cadeias de montanhas. Alguns lugares já levam a definição no próprio nome como é o caso do “Paso Sico”. “likiliki”**: dialeto local que em bom português significa propina.

Ponto alto do passo Água Negra

Fotos: Mika Teschner/ Wilson Cordebello

frente. Quem nunca viu ao vivo não pode imaginar como elas prendem o expectador com a magia delas. Passamos pelos lindos pasos, tais como o Paso São Francisco, Aquas Negras (com pneu furado de volta para Vicuña), Cristo Redentor, vistamos o observatório de Mamalluca em Vicuña, tiramos fotos na Mão de Deserto perto de Antofagasta, passamos pela Grande Salina, a Quebrada Humahuaca (patrimônio da humanidade) sob forte neblina, até sairmos ainda muito alto das nuvens carregadas, pela incrível Quebra da Cafayate com suas montanhas em cores expressivas. Visitamos o único e incrível museu de Pachamama, criado por um autoditata, sobre a cultura indígena, tiramos fotos, como na viagem Chile I, no meu lugar preferido do paso Cristo Redentor, na estação abando-

Mano del Disierto perto de Antofagasta


por monique melo

| comonique

Organização é fundamental

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m dos grandes problemas de muitas empresas, inclusive as de comunicação empresarial, é a própria comunicação. Um funcionário ou dois não podem reter as informações importantes de um cliente. Elas devem ser divididas entre toda a equipe que o atende. Porém, isso só funciona se algumas regras forem criadas e seguidas incondicionalmente por todos. Um manual de normas é uma medida eficaz que facilita a vida da coordenação e direção até mesmo quando chega um novo integrante. Cada cliente deve ter o seu perfil com as fontes, os contatos e as observações da metodologia do trabalho que será desenvolvido. Todos os procedimentos de elaboração e envio de textos devem ser especificados, assim como de clipping (matérias veiculadas ou publicadas). Isso mantém um padrão de qualidade do serviço e evita esquecimento.

Modelo de questionário de apuração para divulgar uma ação é uma boa pedida para pegar as informações básicas a serem compartilhadas. Assim como questionários de demandas de

atividades descritas. Quanto mais a empresa cresce, mais precisa de controle e metodologia. No caso de algum funcionário se ausentar, deve deixar um relatório

Cada cliente deve ter o seu perfil com as fontes, os contatos e as observações da metodologia do trabalho que será desenvolvido. Todos os procedimentos de elaboração e envio de textos devem ser especificados, assim como de clipping (matérias veiculadas ou publicadas). Isso mantém um padrão de qualidade do serviço e evita esquecimento. entrevista ou matéria para se ter tudo catalogado, datado e acompanhado. Além disso, não se podem dispensar as atas de reuniões com clientes ou parceiros, que devem ser aprovadas internamente e depois enviadas para os envolvidos com cronograma e determinação de responsáveis pelas

de atividades a ser cumprido. E o mais importante: todos os e-mails para clientes, jornalistas e fornecedores devem ser copiados à coordenação para que todo o trabalho organizacional não seja perdido e a equipe realmente faça a diferença unida. O mais beneficiado: sua majestade, o cliente. w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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por Maria helena bellini

Um Prêmio, muitas vitórias

Vencer faz parte de nossa história e a Profashional Editora, pelo 6o ano consecutivo, leva para casa mais três troféus do Prêmio Anatec

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Ana Bogmann, gerente de Responsabilidade Social e Relacionamento com o Cliente das Pernambucanas; Rogério Rodrigues Marques, diretor de Marketing das Pernambucanas; Sandra Teschner, publisher da Profashional Editora; Cristine Grings, diretora de Marketing da Piccadilly; e André Elias, diretor de Marketing da Drogaria São Paulo

Comércio (com o case Livro Ciranda – Pernambucanas). A noite foi especial para nós da Profashional, pois contou com nossos parceiros-clientes para receber os troféus e dividir a satisfação de ter o trabalho triplamente reconhecido em um prêmio de amplitude nacional. A Editora participa do prêmio há 6 anos e em todos eles teve seus trabalhos reconhe-

cidos. Para nossa publisher, Sandra Teschner, a cada ano, é uma emoção diferente: “Sou alguém que trabalha com a emoção e suas traduções. Ser tão bem premiada em categorias concorridas, estar presente no evento ao lado de clientes-parceiros, vencedores junto à Profashional, como a Pernambucanas, a Drogaria S ã o Pa u l o e a P i c c a d i l l y

Foto: marisa abel

A

sétima edição do Prêmio Anatec de Mídia Segmentada reconheceu os melhores cases no setor de publicações impressas e on-line. O evento, realizado em agosto, na Fecomércio, em São Paulo, teve a equipe da Profashional Editora por três vezes no palco. Nossa Editora foi vencedora em três das categorias mais concorridas pelos inscritos: B2C – Femininas (com o case Revista Piccadilly), B2C – Interesse Geral (com o case Revista Ponto de Encontro da Drogaria São Paulo) e Customizadas –


Calçados (com quem celebramos o bicampeonato consecutivo na categoria ouro), traz uma sensação real de vitória e ela é doce! Um reconhecimento importante para o nosso trabalho. O Prêmio Anatec é, sem dúvida, o principal evento nacional de mídia segmentada”. O evento também contou com

a presença do jornalista Ricardo Boechat, que recebeu o prêmio de Jornalista do Ano e fez do seu discurso de agradecimento uma bela homenagem à Anatec e à cidade de São Paulo.

O PRÊMIO ANATEC É uma realização da Associação Nacional de Editores

de Publicação, com organização da Garrido Marketing. Esse projeto tem alcance nacional e é dirigido a todos os editores e empresas que atuam e valorizam as melhores práticas de comunicação segmentada, e abrange editores, publicitários, jornalistas, profissionais de marketing e mídia, entre outros.

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POR MARIA HELENA BELLINI

PRETINHO

básico

O café está na moda e um sem-número de produtos e serviços estampam o símbolo dessa riqueza brasileira que tomou ares de grife de luxo Ele é uma verdadeira paixão nacional. Impossível resistir ao seu aroma e sabor, seja espresso ou coado, curto, carioca, pingado, média ou cappuccino, principalmente pela manhã. Seus benefícios incluem uma variedade de minerais, como potássio, magnésio, zinco, sódio, ferro e algumas vitaminas. Também contém substâncias antioxidantes (semelhantes às encontradas no vinho) que podem ser benéficas para o coração. Produz estado de alerta, energia, maior concentração, diminuição do cansaço, alívio na dor de cabeça, perda de peso, e também ação anti-inflamatória, com aumento da performance durante o exercício físico. O café, da mesma maneira que aconteceu com o vinho, criou na última década uma cultura de apreciação

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importante e a figura do barista tornou-se comum em muitos restaurantes e espaços criados especialmente para se degustar essa delícia. E a moda seguiu seus passos. Será que Coco Chanel apreciava esse pretinho básico?

Colheita de café no Rio de Janeiro. Jennens E. Betridge

coFFee FasHion A inspiração vinda desse grão, que já fez (e faz!) parte da história do Brasil, está nos adornos de ramos de café nas fachadas de prédios, como o Centro Cultural Banco do Brasil e na Estação da Luz, no centro de São Paulo. Surge também em camisetas, canecas, bolsas e sacolas, cafeteiras domésticas com Caneca Não Sou de se Jogar Fora Imaginarium


Cafeteira Minicafé Espresso Imaginarium

Imagens: sxc.hu/divulgação da exposição arte nos tempos do café e editora do livro/www.imaginarium .com.br

Semeadura. Clóvis Graciano

design europeu, cosméticos, livros, exposições, com direito a roteiro especial para mostrar os principais pontos turísticos da cidade relacionados à produção cafeeira. O passeio, patrocinado pelo café Moka no primeiro semestre deste ano, começava na Estação da Sé e mostrava atrações arquitetônicas, como os mais antigos arranha-céus da cidade, o Edifício Rolim (1920) e o Edifício Guinle (1913), legítimos representantes da época de ouro do café. Nas proximidades da rua XV de Novembro onde funcionou, em 1850, a primeira cafeteria, instalada informalmente na casa de Dona Maria Emília Vieira, e que servia café em xícaras importadas da França aos estudantes da Faculdade de Direito, também se instalaram antigas cafeterias, como o Café São Paulo, Girondino, Café Brasileiro e Café dos Andes, e alguns funcionam até hoje. Casas especializadas em oferecer a melhor experiência gastronômica com ele estão por todos os lados, principalmente em shopping centers.

Fale com a especialista Segundo a barista oficial Márcia Matta, consultora da Sara Lee Cafés, dona de marcas Pilão, Moka, Caboclo e Café do Ponto, algumas pesquisas mostram como o consumo no nosso País vem crescendo acima da média mundial, está em mais de 81 litros/habitante (fonte: ABIC). Para ela, os consumidores que apreciam um café com acidez acentuada devem optar por cafés do sul de Minas; os que gostam de cafés com acidez média e aroma marcante podem optar por cafés da região do Cerrado Mineiro; e já os que preferem cafés de bebida suave e encorpados devem optar por cafés da região da Alta Paulista (Mogiana). “Alguns consumidores, além dessas características, apreciam também um pouco de amargor e cafés mais fortes e podem optar por cafés blendados com conilon, normalmente categoria superior ou tradicional.” Quanto ao método de preparo, pesquisas revelam que, apesar do crescimento do consumo do café espresso, 93% dos aprecia-

(...) apesar do crescimento do consumo do café espresso, 93% dos apreciadores de café no Brasil costumam tomá-lo coado, em filtro de pano ou de papel, bem à moda antiga. dores de café no Brasil costumam tomá-lo coado, em filtro de pano ou de papel, bem à moda antiga.

Objetos de desejo Muitas grifes investiram nesse segmento e podemos destacar, por exemplo, as cafeteiras para fazer café em casa, com design de grande sucesso na Europa e que chegaram ao Brasil adaptadas ao nosso paladar, como a da Senseo®, sistema monodose w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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aroma de café e gosto de batepapo. (Editora Octavo).

Exposição “Arte nos Tempos do Café” é uma mostra com obras, fotos antigas da capital e objetos que refletem a época áurea da economia do café na história do Estado de São Paulo e suas consequências nas artes plásticas do Brasil e no Movimento Modernista em especial. Estão expostas peças de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Lasar Segall, Tarsila do Amaral; entre outros. A curadoria é de Ana Cristina Carvalho e consultoria de Cândida de Arruda Botelho. Informações: (11) 2193.8282 ou monitoria@sp.gov.br.

Imagens: sxc.hu/divulgação da exposição arte nos tempos do café e editora do livro/ www.imaginarium .com.br

de café coado da Philips com sachês Pilão. Reúne a variedade de sachês (Pilão, Pilão Sabor e Leveza e Pilão Intenso) ao sabor tradicional do café brasileiro com uma deliciosa camada de creme. Na Imaginarium, canecas com o pretinho básico são destaque entre os produtos mais desejados e a criatividade, marca registrada da loja, aparece em todos os modelos. Cosméticos também estão na ordem do dia e os da Kapeh possuem extrato de café em sua fórmula, pois confere hidratação prolongada, ao longo de todo o dia. O café verde é extremamente rico em substâncias antioxidantes, que protegem a pele da ação maléfica dos radicais livres que causam o envelhecimento. Devido à alta concentração de cafeína, substância que estimula a queima de gordura, pode ser usado para redução de medidas e eliminação da celulite. Além disso, os grãos de café moídos e seus derivados são agentes esfoliantes naturais, que estimulam a renovação celular e a circulação sanguínea, eliminando toxinas e células mortas. Um luxo só!

A loja paulistana que cria e comercializa camisetas repletas de bom humor, El Cabriton, desenvolveu a série Coffeeholic, com tecidos nas “cores”: Café Intenso e Cappuccino. Foi desenvolvida especialmente para aqueles que são viciados em café e não conseguem parar de bebê-lo, pois “adoram a sensação da cafeína adentrando em seu sistema sanguíneo, injetando adrenalina, causando suor, azia, calma, tremedeira”, como diz o próprio site. Bolsas e ecobags são as maiores companheiras das mulheres, desde sempre. Agora, esses acessórios ganharam novo visual pelas mãos da designer de uma grife na Guatemala, que produziu algumas peças feitas com as sacas (juta) de café. Confira no endereço eletrônico alguns modelos http://www. sevenhopesunited.com/handbags-accessories/guatemalacoffee-tote-bag-black

Indicação de leitura “Da Origem e Propagação do Café” é um livro presente, com

Caneca Pausa Pro Café. Você Merece! Imaginarium

Bolsa Guatemala


Enquete Perguntamos para algumas celebridades se elas são “coffe-a-holic”. Confira o que responderam:

Foto: Lourival Ribeiro

“Eu adoro café, mas acho que não sou viciada, rs. Tomo duas ou três xícaras de espresso por dia. Não consigo ficar sem esse pretinho básico, pois além de ser estimulante e uma paixão, se tornou o sabor do meu dia a dia... um vício!” Ellen Rocche – atriz “Como pode se acordar sem o cheiro de um café fresquinho, um aroma de manhã, de bom dia? E pingar leite nele, prá esquentar a tarde. Como pode se viver sem a cafeteria e o perfume de um grão perfeito com uma boa conversa ou na solidão dos pensamentos? Não, sem um bom cafezinho, não dá.” Cris Nicolotti – atriz

Foto: Gustavo Scatena

Foto: tv globo - estevam avellar

“Café pra mim é como um combustível, se não tomo, não ando, e não adianta substituir, não sou TotalFlex.” Gustavo Haddad – ator “Café só com leite em pó desnatado: tipo papinha... Sou mais chanel nesse quesito: branco e preto.” Claudia Alencar – atriz “Siiiiim! Porque além de dar energia e disposição, eu adoro o sabor e o cheirinho do café fresco. Me lembra as manhãs de domingo na casa dos meus pais.” Geovanna Tominaga – apresentadora

“Eu adoro café! E para aguentar o meu ritmo, nada como um café (ou dois, ou três) ao longo do dia.” Bernardo Falcone – ator “Sou sim coffe-a-holic, pois esse ‘pretinho básico’ tem um sabor delicioso, me desperta e proporciona momentos maravilhosos quando ‘desfio uma prosa tomando um cafezinho’”. Paulah Gauss – cantora “O café é a bebida mais democrática que existe. Desde o pingado com um pão na chapa na padoca da esquina, até um belo café espresso italiano no final de uma refeição memorável, essa bebida faz parte do dia a dia de todos os brasileiros.” Joaquim Lopes – ator “Não sou viciada em café, tomo apenas com leite pela manhã e no lanchinho da tarde.” Vera Viel – modelo

“Sou coffe-a-holic, não tem coisa melhor que tomar um belo café após uma refeição (para mim, é fundamental)! Ele me acompanha o dia todo! Rs... Me dá energia, pique e disposição!” Natália Vidal – atriz “Não chego a ser um coffe-a-hollic, porém, como a maioria dos brasileiros, gosto de tomar meu cafezinho. Acho que funciona como um ritual, paro por 2 minutos, algumas vezes ao dia, para apreciar o aroma e o sabor de um bom café, puro e simples.” Britto Jr. – apresentador w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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preto no branco

MY CHOICE |

É

POR MARISA ABEL , CHEFE DE REDAÇÃO

Ela nunca sai de moda, embora em algumas estações seja ofuscada pelas demais cores do prisma, a dupla preto e branco mantém seu status de clássica e permanece sempre com muito glamour. Nesta temporada de primavera /verão, recebeu muitos holofotes em diversos desfiles e está em evidência. Colcci, Amapô, André Lima, Jefferson Kulig, Lino Villaventura, Mário Queiroz, Ronaldo Fraga e Samuel Cirnansk são algumas grifes que apostaram muito na combinação, sem falar na badala loja Forever 21 de NYC que apresentou diversos modelitos destacando o duo. Se o “Meu mundo gira em preto e branco e colorido”*, hei de confessar que a dupla é detentora da minha preferência neste momento. Até na decoração da casa! Enquanto o branco é a fusão de todas as cores e o preto é a ausência delas, e como os opostos se atraem, eles formam um casal perfeito. Aposte você também!

FOTOS: AGÊNCIA FOTOSITE

Amapô

*Trecho da música “Rosas Versos e Vinhos”, autoria de Gusttavo Lima. Samuel Cirnansk

Ronaldo Fraga

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por luis carlos cruz, consultor de marketing e especialista em trade mercadológico

Porém, M

| marketing

sempre tem um porém...

uitos são os jovens que entram para o mercado descontraído ao redor das de trabalho anualmente, sendo que apenas universidades. uma minoria consegue se destacar, enquanto a Então, se faltam educação maioria simplesmente passa sem ser percebida familiar, comprometimento e pelos empresários. baixo aproveitamento acadêPor que isso acontece? Evidentemente que a resposta não é mico, como se destacar na simples e por isto vale um milhão. profissão? Fazendo as coisas Podemos inferir que algumas das características encontradas, como elas deveriam ser: seja ou ausentes, no sentido oposto, poderiam dar algumas indica- um bom filho, um bom aluno, ções para responder a questão proposta. um bom cidadão, um bom Vamos começar pelo aspecto familiar, onde tudo se origina, amigo, um bom profissional. mas evidentemente não é o núcleo familiar que determina se É difícil fazer tudo isso? um jovem terá destaque ou não na sua profissão, mas, com Pergunte a um jovem de sucesso certeza, uma família estruturada pode contribuir de forma e com certeza sua resposta positiva. Aqui não falamos de condições socioeconômicas será óbvia: não. E o melhor de ou culturais, mas simplesmente básicas, como a educação. tudo, é que isso pode ser muito Educação se aprende em casa, porém alguns pais estão trans- prazeroso, além de compensaferindo esta obrigação para as escolas e, portanto, não sabem dor financeiramente. impor limites aos filhos. Se você é jovem e não Quando o jovem chega à escola ou ao primeiro emprego, não teve sucesso ainda, saiba tem referência sobre limites que a educação tradicional impõe que você tem todas as possibilidades de consecomo boas práticas de conduta em ambientes diversos. Além da tradicional educação, falta ao jovem o comprometi- guir, porém, se não se mento que o ajudará a se destacar da maioria, tornando-se um c o mp r o me t e r , se r á profissional diferenciado e que será notado pelas empresas, apenas mais um profissional olhando o jovem de construindo uma ponte para o sucesso profissional. Podemos destacar também a formação acadêmica como sucesso crescer e ser um diferencial competitivo, porque muitos jovens estão conse- admirado. guindo acesso às universidades, porém, há mais um porém a ser destaQuando o jovem chega à escola ou ao primeiro cado, é que também a maioria está apenas emprego, não tem referência sobre limites frequentando as aulas e que a educação tradicional impõe como boas não tirando proveito do conhecimento disponível práticas de conduta em ambientes diversos. no ambiente acadêmico, preferindo o ambiente

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coluna da dani |

por daniela rodrigues @miscelanium

My Fashion A

cada temporada que passa, eu gosto mais da moda brasileira. Nesse verão, os estilistas apostaram bastante nessa coisa chamada brasilidade. Acho isso ótimo, mas também não podemos deixar de ficar ligadas no que está rolando mundo afora, mesmo porque a gente sempre pega uma inspiração aqui outra acolá dos desfiles internacionais. Separei as cinco principais tendências apresentadas nos desfiles outono/inverno 2011 – que para nós serão utilizadas em 2012 – dos mais influentes designers do mundo e que, com certeza, vou usar muito. Confira as minhas apostas:

A moda country

e

Cati Serrà

Laurèl

Fetiche total

Nicolás Vaudelet

Juana Martín

Couro, vinil, botas over the knee, cintos largos, calças skinny, saias coladas, meia arrastão, look total Black, pegou a ideia? Pode apostar novamente nos looks fetiches à la Madonna dos anos de 1990 e Lady Gaga nos dias de hoje. Eles estarão com tudo no outono/inverno 2012! Quer dar uma pitada wild no visual? Então aposte nas jaquetas de pelúcia. Can you handle it? Teresa Helbig

Imagens: Frazer Harrison / Getty Images for Mercedes-Benz / agencia fotosite

Além das peças básicas que a gente já conhece que compõem o look cowboy, como botas e franjas, aposte nos ponchos e capas. Eles apareceram bastante neste inverno e pelo jeito estarão com tudo no próximo também. Ah, não se esqueça do look total jeans e, claro, da velha e básica camisa jeans. Todo mundo tem de ter pelo menos uma no guarda-roupa. Nos pés, aposte nas botas com franjas nas tradicionais de cowboy.


Trends Girls meet Boys Faz um tempo que os meninos estão quase trancando o guarda-roupa deles para a gente não atacar durante a noite, né? Camisas, casacos, jaquetas e calças masculinas estão e estarão super em alta. Você pode garimpar muitas peças na sessão masculina, o que vai lhe garantir um up no seu look boyish. Priscila Dalrot

Official Coverage

Ladylike

Triton Animale

Não tem como negar, essa tendência é a mais elegante de todas. Inspire-se nos looks do seriado “Mad Man” e seja feliz mais uma vez, mas cuidado com as combinações, porque senão vai parecer que você saiu de uma cápsula do tempo. Saias-lápis, camisas com frufrus ou laços e sapatos altos e pontudos ainda estarão em alta. Minha dica é misturar essas peças sofisticadas com outras mais hardcore, como coturnos e couro. Acho que dá um contraponto superlegal e atual ao look.

Os maxitricôs

Moisés Nieto

Essa coisa de usar malhas mais soltinhas para mim é a melhor coisa do mundo! E fico feliz que mais uma vez os slouchy sweaters estarão nas ruas. Usá-los com calça skinny ou legging é uma ótima opção. Botas e sapatilhas são super bem-vindas. Dica: que tal misturar o estilo “fetish” com maxitricô? Por fim, antes de fazer o famoso rapa no armário e sair enlouquecida para aproveitar as promoções que estão rolando em todo o lugar, fique atenta ao que irá ser usado na próxima temporada. Keep it or buy it, entendeu? Economia fashion é chique e reciclar looks com peças de temporadas passadas que ainda estão super in também é.

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por Marisa Abel

Todo sonho “

merece uma chance

(Frase do trailer do filme: O Vencedor)

Atleta é grato ao judô por suas conquistas

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Protagonista de muitas histórias felizes, de objetivos conquistados e sonhos que se tornaram realidade, o esporte é capaz de transformar a vida de muitos que, por falta de oportunidade, não conseguem enxergar nem o ponto de partida, quanto mais a linha de chegada. Temos diversos exemplos de atletas, da classe média baixa, que alcançaram o sucesso, que ousaram, conseguiram fazer o talento aparecer e receberam os louros da glória, mas nesta edição vamos falar de um em especial, o jovem judoca baiano Eudson Oliveira Silva. Parece que ele ainda não tem muita dimensão das suas conquistas, fala com certa modéstia que é o primeiro do ranking baiano de sua categoria, a sub-20. “Eu treino a semana toda, no mínimo 4 horas por dia, me dedico muito; em 2011, fui o campeão regional e campeão baiano na sub-20.”

Fotos: Arquivo dr. Cláudio A. M. Paranhos

Sonhos e conquistas, a Profashional aposta nas pessoas que acreditam que é possível vencer, apesar de qualquer obstáculo, e o esporte tem sido o grande trampolim


Treinamento intensivo para a conquista dos objetivos

Convidado a disputar provas fora do País, Eudson está que é pura alegria. “‘Rapaz’, é uma experiência que nunca vou esquecer; com o judô, estou realizando vários sonhos e ainda vou poder conhecer outros países”, conta emocionado. Ele nos relata que começou a treinar quando tinha nove anos de idade, inspirado em outros meninos que treinavam, e seu pensamento era um só: “É isso que eu quero pra mim”. Aos dez anos, participou da sua primeira competição, ficou em 2º lugar e, a partir daí, começou a levar a sério. O grande impulso de sua carreira aconteceu de forma inusitada, com apoio da Profashional, ele pôde competir em outro Estado; foi aí que ele ganhou mais força para permanecer no esporte. Com o tempo e as vitórias, a notoriedade veio e hoje ele representa a Equipe Sol Nascente e foi convidado para representar o Sesc no Grand Prix Nacional Interclubes. Nós, da Profashional, ficamos felizes por termos colaborado. Ruy Dias, sensei de Eudson, conversou com nossa redação e disse estar muito feliz com os resultados do jovem judoca. “Faço um trabalho com ele com resultado sempre positivo, e com isso ele ganhou fama em Salvador. Faço todo o trabalho de resistência física e técnico. Sinto-me realizado com esse saldo positivo porque é um resultado nosso”, comenta orgulhoso. O sensei diz que vale lembrar que o Eudson veio de um colégio estadual da Polícia Militar e que existem muitos

Convidado a disputar provas fora do País, Eudson está que é pura alegria. “‘Rapaz’, é uma experiência que nunca vou esquecer; com o judô, estou realizando vários sonhos e ainda vou poder conhecer outros países”, conta emocionado. talentos que necessitam de uma oportunidade. Natural de Itabuna e prestes a completar 18 anos, o jovem judoca também conta com a orientação em saúde e os treinamentos especiais de competição com o analista clínico dr. Cláudio A. M. Paranhos, que tem 40 anos de experiência e dedicação às artes marciais. “O treinamento que venho desenvolvendo tem sua origem nos primórdios da minha formação nas lutas (artes marciais, nas ruas e militar) e foi adaptado e desenvolvido com uma inspiração no conhecimento e em lendas indígenas, posto que necessita da construção de um hábito de vida muito natural e disciplinado, com as devidas

adaptações tecnológicas que os dias atuais exigem para um desempenho excelente. O atleta faz condicionamento com movimentos técnicos, trabalha com variação de terrenos (água, areia, grama, pilates, etc.), recebe orientação nutricional e clínica, apoio e incentivo psicológico, acompanhamento de medicina laboratorial e quiropraxia”, explica o analista. Para o futuro, Eudson diz que vai se dedicar cada dia mais para continuar no topo do ranking e, como recado aos leitores da Profashional, ele conclui: “Quando a gente quer algo do fundo do coração, temos de abraçar a causa, porque se ficarmos parados, não conseguiremos nada, tem de se doar”. w w w. p r o fa s h i o n a l . c o m

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(artigo)

SONIA BRAGA

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Sonia Braga e Alberto Ammann Cena do filme “Lope”

Fotos: agencia fotosite / Teresa Isasi/ Warner Bros

Sonia Braga para Adriana Degreas na SPFW verão 2012

egundo o primoroso crítico de cinema Inácio Araújo, “nos anos de 1960, Ann-Margret proclamava que não era uma boneca de carne. Anos pedantes, em que ser mulher e bonita era um pecado original e confinava a atriz no gueto dos ‘sex symbols’. Para existir de pleno direito, ela devia demonstrar que sua beleza era uma excrescência suportável desde que, comprovadamente, ela fosse apenas um atributo anexo a essa coisa misteriosa que se chama talento” (...) “chegamos a uma década em que a beleza não precisa se explicar. Ela existe e ponto. Melhor assim”. Exato, Inácio. Lembro-me do tempo em que muita gente esnobava Sonia Braga, exaltando seu carisma, beleza e sensualidade como se fossem coisas à toa. Tiveram de calar a boca: hoje a atriz é uma diva que trabalha há décadas entre o Brasil e os Estados Unidos, imune a críticas mesquinhas. Belíssima e cheia de energia para novos desafios, destacou-se recentemente em episódios das badaladas séries “Sex and the City” (no papel de uma charmosa lésbica), “Brothers & Sisters”, “As Cariocas” e “Tapas & Beijos”. Certa vez, em Salvador, cheguei a pedir-lhe autógrafo. Era o sonho de um garoto que colecionava mais de uma centena de fotos da deusa em um enorme álbum e discutia com quem duvidava do seu


BELA E BENDITA talento. Considero Sonia Braga uma das mulheres mais lindas do planeta. Quando rodou “Tieta do Agreste” (1986) na minúscula Picado, Bahia, entrevistei-a nos sets de filmagens para o “Diário de Notícias” (de Lisboa), procurando a todo custo disfarçar a emoção que sentia com suas gostosas risadas. Bem acolhido, o meu coração embalou-se no júbilo. Estava diante de um ícone, possivelmente um dos mais fascinantes do final do século 20. Ela movia-se com graça natural, o corpo dançando e o sorriso sem acanhamentos. A musa de Caetano Veloso, que fez para ela a canção “Tigresa”, é uma mulher incrível, simples. Além disso, tem essa coisa de estar completamente a serviço da história, do personagem, do que está se contando. Nunca entendi porque filma tão pouco no Brasil. Sua longa e respeitável trajetória simboliza um mercado cinematográfico nacional positivo, sedutor e habilidoso. É uma das atrizes latino-americanas mais bem-sucedidas nos Estados Unidos. Sua fama abriu caminho para futuras estrelas, como Jennifer López e Salma Hayek. Apaixonei-me pela atriz do Paraná ao assistir “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto. Seria um dos três ilustres personagens de Jorge Amado imortalizados por ela. Sua entrega foi tão essencial que ainda

hoje não é possível ler um desses romances sem enxergar Sonia Braga em Gabriela, Dona Flor ou Tieta. Disputadíssimo por inúmeras atrizes, o papel principal de “Gabriela” terminou nas mãos da jovem brejeira quase desconhecida depois de muito alarme falso.

Lembro-me do tempo em que muita gente esnobava Sonia Braga, exaltando seu carisma, beleza e sensualidade como se fossem coisas à toa. Tiveram de calar a boca: hoje a atriz é uma diva que trabalha há décadas entre o Brasil e os Estados Unidos, imune a críticas mesquinhas. “Na época, estava sem trabalho, namorando um playboy carioca que era dono de um barco. Eu andava nua pelo barco, fui ficando morena e meu cabelo cresceu, o que entusiasmou Walter Avancini”, disse a atriz numa entrevista. Após uma série de filmes interessantes, alcançou

o estrelato definitivo com “Dona Flor e seus Dois Maridos”, um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro. Em 1985, protagonizou com William Hurt e Raul Julia “O Beijo da Mulher Aranha/ Kiss of the Spider Woman”, pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A partir desse filme, mudou-se para os Estados Unidos, atuando em vários filmes e com alguns deles concorreu aos prêmios Emmy, BAFTA e novamente ao Globo de Ouro. Entre um filme e outro, namorou Robert Redford e Clint Eastwood. No cinema, seus mais recentes papéis foram em “Cidade do Silêncio/Bordertown” (2006), “Um Amor Jovem/The Hottest State” (2006), “Lope/Idem” (2010) e “Matemática do Amor/An Invisible Sign” (2010). Prepara-se para atuar em “Femena”, “Butterflies & Lightning” e “Elysium”, que tem ainda no elenco Matt Damon, Jodie Foster, sua sobrinha Alice Braga e Wagner Moura. Aos 61 anos (nasceu em 1950), abençoada pela magia dos trópicos, Sonia Braga continua sendo a mesma figura de jeito espontâneo e ainda é a atriz brasileira de maior sucesso no exterior.

Antônio Naud Júnior

O grapiúna é escritor e jornalista www.ofalcaomaltes.blogspot.com artigos@revistaprofashional.com.br

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PEQUENOS PROFASHIONAIS

A criança é a consagração da vida.

Emilly Araújo 2 anos São José dos Campos – SP

Vicente Schwarz Müller, Benjamin Schwarz Müller e Murilo Schwarz Müller 4 anos, 1 mês e 1 mês Porto Alegre – RS

Lavinia Bellini Maschietto 2 anos Sorocaba – SP

(S. Poniazem)

Catarina Bellini Bonito 2 anos Sorocaba – SP

Maysa Santos e Mayara Silva 6 anos e 6 meses São Paulo – SP

Participe você também! Escolha um look bem fashion, tire uma foto e envie para nossa redação: revista@revistaprofashional.com.br ou Avenida Jandira, 843 – Moema – São Paulo – SP – CEP 04080-005

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FOTOS: AS FOTOS SELECIONADAS NÃO SERÃO DEVOLVIDAS SENDO QUE O PRÓPRIO ENVIO JÁ SE CARACTERIZA COMO AUTORIZAÇÃO DE CESSÃO DE IMAGEM PARA PUBLICAÇÃO

Temos a eterna alegria de dividir nossos dias com crianças superprofashionais. Aos nossos leitores mirins, dedicamos esta seção que sempre é repleta de sorrisos e fotos que transbordam felicidade.


Eles já nasceram

profashionais Murilo Hecker da Silva Bottura e Theodora Moraes e Teixeira são filhos do Mundo Profashional. Nossa equipe acompanhou os diversos momentos da gestação dos herdeiros de nossa coordenadora de arte, Alice Hecker, e da produtora de moda, Julia Moraes, e pode vivenciar a maravilha da maternidade. Já estamos aguardando ansiosos pelo momento no qual eles farão parte de nosso dia a dia com mais intensidade. Por enquanto, curtem os primeiros dias de vida ao lados das mamães. Só relembrando que as primeiras pequenas que foram geradas dentro desse universo de moda, comportamento e muita atitude foram Cecília Langhammer e Maria Fernanda Sales, depois delas vieram outros descendentes dessa geração conectada com a moda.

Chá de fraldas

organizado pela

equipe Profashio

nal

Murilo Hecker da Silva Bottura 2 meses São Paulo – SP

Theodora Moraes e Texeira 2 meses São Paulo – SP

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por eber medeiros

Moda

para todos os sentidos,

use e A moda e os videoclipes mantêm relações de influência mútua e amor desde o surgimento deste formato na televisão. Os primeiros videoclipes de rock não apenas promoviam a banda e a música, como também ditavam o estilo de roupas que os jovens ligados nesse universo musical estavam usando — ou deveriam usar. Vários gêneros do rock construíram o seu estilo por meio das imagens dos videoclipes. Com a consolidação do clipe na indústria da TV e da música, artistas e a indústria da moda passaram a explorar o potencial de veiculação que eles possuem. Alguns artistas escolheram ser mais diretos e fazer dos seus clipes um desfile de moda. Um dos casos mais conhecidos é o “Too Funky” de George Michael, que convocou um time de top models da época para participar da gravação. Ele já

Lady Gaga de Dolce & Gabbana

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imagens: Universal Music divulgação

escute


havia feito algo semelhante no “Freedom”, nos anos de 1990, quando convocou Cindy Crawford, Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tyra Banks e Tatjana Patitz para serem as estrelas do clipe. Beyoncé usou no seu último álbum “I Am... World Tour” o mesmo corset motor gir, de Thierry Mugler, usado pelas mega tops em “Too Funky” e

de Miuccia Prada, foram feitos sob medida e brilharam ao lado de botas cano alto, cortesia de Stella McCartney, amiga pessoal de Madonna. Óculos escuros de Moschino completaram peças de Yves Saint Laurent, Roberto Cavalli e Jeremy Scott. Um acervo digno de revista de moda e da nossa publisher Sandra Teschner! A banda veste peças by Tom Ford.

Se há algo para agradecermos aos anos de 1980 é a consolidação do uso da estética das passarelas como complemento à cultura musical sempre ligado às tendências urbanas como forma de comunicação. recentemente usou Givenchy Haute Couture no seu clipe ‘Run the World’. Canções e clipes sempre buscam o mesmo objetivo comum: exaltar a sensualidade feminina por intermédio das mais cobiçadas mulheres da época e é claro despertar o desejo pelo consumo, seja do material audiovisual ou das roupas apresentadas. A grande relação de amor moda + música não para por aí. A eterna diva Madonna sabe de todos os atributos que a união traz e usa como ninguém. Recentemente, o seu show “Sticky & Sweet tour” transbordava de grifes. Contou o “Women’s Wear Daily” que Ricardo Tisci, o estilista da Givenchy, preparou duas produções completas. Três pares de sapatos da Miu Miu,

Lady Gaga. No ano passado, o modelo mineiro Evandro Soldati também apareceu no clipe da música “Alejandro”. Se há algo para agradecermos aos anos de 1980 é a consolidação do uso da estética das passarelas como complemento à cultura musical sempre ligado às tendências urbanas como forma de comunicação. Como dica, confira todos os clipes mencionados na nossa página do Facebook!

No entanto, quem é declaradamente apaixonada pelos looks de Alaxander McQueen e Thierry Mugler em seus clips e shows é Lady Gaga, que não se limita a roupas. De grande modelos a cenários, a estrela pop traz o que pode do “fashion world” para seus vídeos. A brasileira Raquel Zimmermann é um dos rostos que aparecem no clipe de “Born this Way”, lançado por Lady Gaga. A top gaúcha aparece em três cenas do vídeo cujos figurinos foram escolhidos e dissecados pelo stylist da cantora pop, Nicola Formichetti, em seu blog pessoal. Ela aparece, sempre em dose dupla, com intervenções corporais que deixam seu rosto, conhecido no circuito da moda, quase irreconhecível. Raquel não é a primeira brasileira a participar de um clipe de Beyoncé de Givenchy Haute Couture

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ARREMATE

ALEGRIA

CONTAGIANTE

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Sabe aquelas pessoas que trabalham com prazer? Como sempre acreditei que isso é fundamental para o desenvolvimento de um bom trabalho, a empatia que teve inicio há mais de 10 anos continua cada vez mais forte. É impossível realizar um trabalho com a Profashional e não virar amiga de todo mundo. Ainda namoramos diversos outros projetos que tenho plena convicção de que logo logo vão sair do forno. Como diz o mestre Rubem Alves: “Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena”. Acho que é por essas e outras que sou fã de carteirinha da Profashional.

É impossível realizar um trabalho com a Profashional e não virar amiga de todo mundo. Ainda namoramos diversos outros projetos que tenho plena convicção de que logo logo vão sair do forno. Flávia Tegão

Coordenadora de Marketing Corporativo – AD Shopping NOTINHA DA REDAÇÃO Trabalhar com essa grande profissional que estampa sempre um sorriso multiplicador é um prazer todo nosso.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL DE FLÁVIA TEGÃO

Há aproximadamente, 12 anos conheci uma mulher maravilhosa, cheia de vida, feliz na essência... esse tipo de gente é tão difícil de encontrar que me surpreendi e logo de cara a empatia foi instantânea. Realizamos alguns projetos juntas em função de trabalharmos na mesma área. Alguns poucos anos se passaram e voltamos a nos encontrar em momentos diferentes e, por mais incrível que possa parecer, essa Baiana Arretada (Sandra Teschner) estava ainda mais feliz! Começamos a “namorar” uma nova ideia, desenvolver algo superbacana, despojado, moderno... e foi assim que nasceu o “Jornal Estação Tatuapé”, que levou aos consumidores e clientes dicas e sugestões de como é possível se vestir com estilo sem precisar gastar demais. A partir desse convívio de um trabalho pontual que tinha prazo de 1 ano para um público-alvo definido com começo, meio e fim, conheci um pouco mais da “equipe Profashional” e nem preciso dizer que o ditado, “me diga com quem andas que te direi quem és”, mostra exatamente o perfil deste povo todo, que se resume em ALEGRIA CONTAGIANTE.



Revista Profashional Edição 96+97