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los e orientação profissional; confecção de carteira de identidade; medição de pressão arterial e de glicose.

MUITO ALÉM DO TRABALHO VOLUNTÁRIO

Para Amanda, não é ela quem está ajudando as crianças, mas sim o oposto. “Sinto-me com uma responsabilidade enorme, por ser alguém em quem essas crianças estão se espelhando. Isso me move para um caminho que julgo ser o certo, onde a justiça é tida como prioridade. Sei que essas crianças são vítimas de injustiças, então todas as minhas atitudes são pesadas na balança, pois não posso contribuir ainda mais para uma sociedade desigual. Sei que o que eu faço é uma gota no oceano, mas sei também que sem uma gota o oceano fica menor. Elas me ajudam a ser uma pessoa melhor a cada dia, uma mãe melhor, uma filha melhor e até mesmo uma profissional melhor”, revela. Com o trabalho voluntário, Amanda aprendeu que o ser humano é dono do seu próprio destino, que se lamentar não adianta, que o fato dele não ter um bom exemplo para se espelhar não o impede de fazer coisas boas e ser bem-sucedido na vida, uma vez que é possível aprender com os maus exemplos, “pois aprendo também ‘COMO EU NÃO QUERO SER’. Aprendo que as crianças são realmente o nosso futuro, não duvide delas. Aprendo que não podemos mudar o mundo ou dar um mundo melhor para elas, mas podemos criar crianças melhores para dar a este mundo, e assim, quem sabe ele não muda?”, propõe. Para quem quer começar o trabalho voluntário, a analista deixa a dica: “O que você faz bem, pode fazer bem a alguém! Acredito que existe uma coisa chamada PAZ, que é algo que não se compra e não se dá, é algo que cultivamos dentro de nós, e existem algumas coisas que cultivam essa PAZ em nosso interior, uma delas chama-se trabalho voluntário. Você faz algo por alguém sem esperar nada em troca. Experimente! É algo que enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem dá”.

DEIXANDO FRUTOS

Alguns adolescentes, ajudados pelo projeto, hoje participam como voluntários e Amanda os vê como um milagre. “São pessoas com boa índole, que buscam fazer o bem. São

www.neoenergia.com – ed. 20 – set/out 2016

adolescentes que trabalham, fazem atividades físicas, se preocupam com a saúde, querem tirar seus familiares de onde estão, estudam para concurso e vestibular, e que estão mudando seu destino. Sinto-me motivada a continuar, pois de trinta crianças que frequentam o VOLUNTARIADO nosso projeto, se apenas “ISSO ME MOVE uma mudar seu destino, PARA UM CAMINHO para mim, terá valido a pena. QUE JULGO SER O Esses adolescentes que hoje CERTO, UM CAMINHO estão lá são ‘sobreviventes’ ONDE A JUSTIÇA de muitos que passaram pelo É TIDA COMO projeto”, conta. PRIORIDADE”

NO TRABALHO Sua filosofia de vida e aprendizado com o voluntariado também podem ser vistos no dia a dia do trabalho. São eles: o respeito ao próximo e às diferenças, saber que é possível superar os desafios e que trabalho em equipe faz a diferença. “Quebrar um graveto com as próprias mãos é fácil, mas tente quebrar cem. Aprendi que um bom trabalho é feito com muita responsabilidade, determinação, eficiência e eficácia. Quando nos dedicamos com afinco às coisas que acreditamos, os resultados acontecem. Pode levar tempo, mas acontecem, por isso temos de entender e usar o tempo ao nosso favor. Uma árvore antes de crescer e dar seus frutos se enraíza. Muitas vezes, é necessário crescer primeiro para baixo, a fim de que quando cresçamos para cima, estejamos bem sustentados pelo alicerce que cavamos. E quando acreditamos em algo, pode ser o início para a mudança”, afirma.

AÇÃO

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Revista Ligação  

A Revista Ligação é uma publicação da Profashional Editora para o Grupo Neoenergia. Ela foi criada como um novo espaço dedi cado aos seus co...

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A Revista Ligação é uma publicação da Profashional Editora para o Grupo Neoenergia. Ela foi criada como um novo espaço dedi cado aos seus co...

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