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Recontando os contos.

JBL 2013


Prefácio Este livro é resultado do Projeto Cesta Literária , desenvolvido pelo centro de Multimeios com apoio dos professores de língua portuguesa. O objetivo é incentivar a leitura e exercitar a escrita, onde os contos eram lidos pelos alunos e reescritos nos cadernos de produções.


Créditos Realização Laboratório Educacional de Informática

Produção Neara Barbosa de Sousa

Apoio Centro de Multimeios

Colaboradores Alunos do 3ºA


Como a aranha salvou o menino Jesus Quando a sagrada família fugia de Herodes, José avistou uma gruta. Entraram e quando estavam dentro da gruta a aranha teceu sua teia de cima a baixo, assim interceptando a passagem. Quando os soldados chegaram seguindo o rastro do jumentinho vira a teia e disseram : __ Nesta gruta não em ninguém , pois se alguém tivesse entrado a teia estaria rasgada . Assim foram embora. A sagrada família dormiu sossegada e no outro dia Maria abençoou a aranha e a teia.

Ana Priscila Oliveira Costa

O Caboclo o padre e o estudante O conto fala de três pessoas: o caboclo, o padre e o estudante . O padre e o estudante viajam pelo sertão e lá eles se encontram com o caboclo. Os três chegam numa casa e todos com fome, mais só tem um pedaço de queijo para dividir para as três pessoas, mas se fossem dividir iria ficar pedaços muito pequenos para cada um. Então o padre resolveu que todo mundo

fosse dormir e o que tivesse o sonho mais bonito ganharia todo queijo. No outro dia cada um contou seu sonho, o padre sonhou numa escada de jacob, o estudante sonhou dentro do céu, a espera do padre; já o caboclo sorriu e falou: - que eles dois estavam lá no céu prateado cheios de amigos e ele ficava em baixo gritando então o padre e o estudante o mandavam comer o queijo e ele comeu pensando que era verdade. Claudiana Rocha Pereira

As três velhas O conto fala sobre a história de uma viúva que pretendia casar sua filha com um jovem rico. Para alcançar seu objetivo a viúva tenta impressionar um moço de muitas posses que morava na cidade com o trabalho de sua filha. Porém ela teria ouvido do moço que ele pretendia casar-se com uma moça trabalhadora e que fiasse mais do que as outras. A viúva muito alegre comprou linhos e mais linhos para a filha fiar. Pobrezinha! A moça não sabia fiar e se desesperou. Por aí perto passava umas das três velhas da Missa das Almas a qual prestou ajuda. Em troca, a moça teria de convidá-la para seu casamento e chama-la de tia por três vezes. No dia seguinte a moça satisfeita entregou a sua mãe a qual no mesmo instante foi para o comercio do rapaz gabar a filha e comprar mais linho. Isto se repetiu por três vezes até que o moço pediu a jovem em casamento.


No dia do casamento após a cerimônia as três velhinhas que prestaram favor a moça chegaram. A jovem senhora correu e cumprimentou como combinado. Chamou-as três vezes de tia cada uma. O marido da jovem observou as três velhas e perguntou a esposa: - Porque a primeira velha é tão corcunda? E esta qual o motivo da boca torta? E essa outra porque tem os dedos finos? As velhinhas escutando todas as perguntas responderam e ordem cada uma delas: - eu sou corcunda de tanto fiar linho, curvada para rodar o fuso. - Eu tenho a boca torta de tanto riçar os fios de linho. - Eu fiquei desse jeito de tanto puxar e remexer o linho – disse a velhinha dos dedos finos. O marido surpreso disse que nunca mais sua esposa iria fiar linho pois não queria que sua amada ficasse feia como aquelas três velhinhas. Dâmaris de Mesquita

O velho ambicioso O conto relata a história de um velho que tinha um filho muito trabalhador. Como na terra onde eles moravam não tinham muitos recursos financeiros, o rapaz despedindo-se do pai foi para a cidade grande. Todos os meses o filho mandava dinheiro e ligava para seu velho pai. Mais tarde o filho deixou de ligar e por conta disto o velho pensou que seu filho havia morrido. Depois de muito tempo, em uma tarde chegou à porta do velho um homem barbado e forte pedindo abrigo por uma noite. O velho muito curioso cedeu o abrigo, ele reparou que o homem tinha grande quantidade de dinheiro e decidiu matá-lo. Após ter cometido o assassinato o velho foi até a sala e abriu naquele instante que o homem era seu próprio filho, ele se entregou a polícia e confessou o crime, viveu na prisão pelo resto de sua vida carregando consigo os remorsos. Dara dos Santos Silva A almofadinha de ouro O conto fala sobre uma moça que logo cedo ficou órfã de mãe. Mais seu pai continuou jovem e se casou com outra mulher que a maltratava. Ela então decidiu sair de casa.Era uma moça muito religiosa e todas as noites rezava para nossa senhora que era sua madrinha. Em um acontecimento fantástico, nossa senhora desfaçou-se de velhinha e deu para a moça uma almofadinha de ouro que tinha poderes, enfim saiu de casa. Depois de vários dias passando fome e sede, ela chegou a cum castelo onde se disfarçou de mendiga e conseguiu um emprego de doméstica. Nesse castelo havia um príncipe solteiro e gentio. No palácio estava havendo uma festa onde todas as garotas sonhavam que o príncipe se apaixonasse por elas, eram três dias de comemoração. No primeiro dia ela pediu a almofadinha um lindo vestido, uma carruagem e servos. Chegando lá, o príncipe se encontrou com ela e lhe deu uma joia. Nos dias seguintes aconteceu o mesmo, mas a meia-noite o encanto acabava. Depois de terminar os dias de festa o príncipe adoeceu pela falta da princesa. Quando ela soube pediu para


fazer um bolo para o príncipe, a rainha aceitou e no bolo havia o anel que o príncipe havia lhe dado. Depois ele pediu outros bolos e veio as outras joias do príncipe. Então o príncipe pediu a mão da moça e foram felizes para sempre. Bruna Honorato Os Três companheiros O texto fala de três amigos, um ladrão, um soldado e um bombeiro. Estes amigos resolveram viajar pelo mundo para melhorar a vida, e eles tinham um cavalo encantado que respondia todas as perguntas que lhe fizessem. Chegaram em um reinado onde todos estavam muito tristes porque a princesa havia sido raptada por uma serpente que morava no fundo do mar, então os três consultaram o cavalo, onde o mesmo mandou fazer um bote de folha-de-flandres. Depois de muito navegar, acharam o palácio que estava sendo guardado pela serpente que estava de boca aberta, com medo voltaram e consultaram o cavalo novamente, e ele lhes disse que a serpente dormia de boca aberta, e a chave estava debaixo de sua calda. Quando voltaram para salvar a princesa, o ladrão muito hábil furtou a chave, abriu a porta e pegou a princesa. No meio dos mares a serpente apareceu em cima da água, e o bombeiro pegou uma bomba e explodiu a serpente, mas fez buraco no bote. Então o soldado tirou seus ferros e soldou o bote e conseguiram chegar a praia. Quando chegaram todos queriam casar com a princesa mais ela escolheu o ladrão, pois ele tinha salvo sua vida. O ladrão casou com a princesa, mudou de vida e todos viveram felizes. Ianka Araújo

A Bela e a Fera Um senhor muito velhinho tinha uma filha que se chamava Bela, muito carinhosa, querida e que o amava bastante. Um dia o pai de Bela vinha caminhando e se debateu com um lindo castelo e maravilhoso jardim, e resolveu levar uma rosa para ela, de repente apareceu um homem muito feio que o acusava de roubo e disse que ele ficaria preso em seu castelo para pagar pelo que fez, o comerciante desesperado pediu desculpa mais não adiantou. Então o velho pediu aquele homem feio que pelo menos se deixa se despedir de sua filha, assim a fera deixou. Chegando a casa o pai de Bela conta toda a situação para ela, Bela ficou desesperada, então foi até o castelo mais seu pai. Chegando lá Bela a fera para deixar seu pai ir embora que ele estava muito velho e não iria aguentar, então ela ficaria em troca, Bela tinha que ficar, somente assim seu pai seria liberado. Ao passar do tempo Bela pegou intimidade com a fera e no decorrer desses dias a fera ficou fascinado pela Bela. Um dia Bela foi visitar seu pai, ao voltar encontrou a fera muito doente, Bela disse que ele não podia morrer que ela o amava muito e deu-lhe um beijo nesse momento a fera se tornou um belo príncipe. E explicou a ela que tinha sido enfeitiçado por uma bruxa, sendo que esse feitiço só poderia ser quebrado se ele encontrasse o verdadeiro amor. Eles se casaram e foram felizes para sempre.


Julia Carolyne O Mendigo Rico

O conto fala de um capitão aleijado que se fazia de mendigo e ao chegar a casa de um rapaz rico e de bom porte, foi recebido por ele muito bem. O mendigo convidou o rapaz para ir a sua casa, e ele, sem ter nenhum problema do homem ser mendigo aceitou o convite. Ao chegar na cidade ninguém conhecia o mendigo aleijado, mas mesmo assim o rapaz continuou a procura-lo e sabe de um capitão, aleijado e rico. O rapaz foi até a casa e reconheceu o homem que se fazia de mendigo. Ele lhe mostrou toda sua riqueza, padarias, gado e outros. O capitão tinha uma filha bonita e o rapaz começou a gostar da moça e queria casar-se com ela, mas o pai da garota deixava ele casar com ela só se por seis meses ele se fizesse de mendigo. E assim fez, aceitou o pedido do capitão e logo depois contou a sua mãe que lhe apoiou. Com o passar de seis meses, o rapaz resolveu adiar o casamento e tornar a pedir mais outros seis meses fingindo-se de mendigo, e sua mãe dizia a quem perguntava pelo filho que ele se encontrava na fazenda. O mendigo do começo do conto, aceitou o adiamento do casamento, depois fizeram uma grande festa e viveram muito felizes. Maiara Coelho Pereira A Gulosa Disfarçada O conto relata a história de um homem que casou-se com uma mulher honrada e muito gulosa. Ela disfarçava seu apetite para seu marido que a convidava para as refeições. Apesar de fazer regime a mulher engordava cada vez mais, já seu marido admirava como sua mulher podia viver com tão pouca comida. No almoço fazia tapiocas de forma bem grossas, molhadas com leite de coco e em seguida comi-as todas. Ao anoitecer o marido chegou fingindo-se fatigado, chovia o dia inteiro e o homem estava como se estivesse muito cansado. A mulher perguntou: - homem como é que você trabalhando na chuva e mesmo assim não se molhou? O Marido respondeu:- se a chuva fosse grossa como as tapiocas que você almoçou eu teria vindo ensopado como o sopão que você jantou. Mais a chuva era fina como os alferis que você merendou e eu fiquei enxuto como a macaxeira que você ceou. A mulher compreendeu que havia sido descoberta em seu disfarce e não mais escondeu seu apetite de seu marido. Ravena Amaral A redução da maioridade penal Mediante os inúmeros problemas sociais envolvidos com menores infratores, discute-se a redução da maioridade penal no Brasil, que até então permanece a mesma. Será que dezoito anos não é um pouco tarde para que os jovens brasileiros aprendam a responsabilizar-se por seus atos? Quando se fala em maioridade penal, envolvemos diversas opiniões e ideias individuais, entre elas a ideia de que a justiça esta adotando medidas ineficazes na busca pela ordem social e continuará deste modo se não houver um consenso a cerca desta questão.


No Brasil, crianças e adolescentes entram no mundo da criminalidade, acreditando na impunidade usando a menoridade com o escudo para seus crimes. Se houvesse essa redução necessária, talvez não conseguíssemos cessar a violência praticada por nossos jovens, mas com certeza mudaríamos a realidade lamentável do nosso país. Fernando Jairo de Sena


Recontando os contos