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O JORNAL DO COLÉGIO D. LUÍSA SIGEA

NATAL 2008

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O GAZE TEIRO

O R I E T E Z A OG

N.º 34

O JORNAL DO COLÉGIO D. LUÍSA SIGEA

1,50 EUROGAZETAS

Índice

Simpáticas criaturas! ............................9

Editorial ............................................. 2

Viver e Descobrir a Ciência .................. 10

O sentimento da música ....................... 3

Por que caem as folhas

10 milhões de estrelas ......................... 3

das árvores no Outono? ...................... 11

O Rap do Natal.................................... 4

Ganhei mil euros................................ 12

Cozinhar a Matemática ......................... 4

A Desigualdade .................................. 12

Campeonato nacional

Sigea no Egipto ................................. 13

de desporto escolar de surf................... 4

Presépio geométrico ...................... 14-15

Biblioteca do Sigea .............................. 6

O xadrez no Sigea .............................. 15

“Letra a Letra” .................................... 7

Leituras para o Natal .......................... 16

À Descoberta do Corpo Humano ............ 8

Espaço Lúdico.................................... 17

“O Pacote” .......................................... 9

Mini-cientistas estudam micróbios! ....... 18


EIR O GAZET

2

O

O JORNAL DO COLÉGIO D. LUÍSA SIGEA

Editorial

A

inda “ontem” iniciámos o 1º período e já estamos a preparar o Natal! Esta época apela que cada um de nós esteja mais atento aos outros e às suas necessidades. É uma altura onde a partilha, felicidade, solidariedade e

amor sobressaem, apesar da conjuntura difícil que se vive mundialmente. No entanto, é com satisfação que constatamos o envolvimento que os nossos alunos, professores e funcionários tiveram perante os momentos mais difíceis. Basta lembrarmo-nos da partilha “docemente” vivida no dia de S. Martinho, na organização de cabazes de Natal destinados ao Bairro do Fim do Mundo, na construção de presépios a entregar

junto daqueles que estão mais sozinhos e o donativo oferecido pela turma do 9º ano aos mais necessitados

do

Centro

Social

Nossa

Senhora de Fátima, dinheiro obtido da sua economia destinada à viagem de finalistas. É pois certo que a nossa preocupação com os valores, com o “ser” antes de o “ter” tem conseguido frutos, nos tempos difíceis que se vivem, frutos esses que se propagam para além das paredes do colégio. Exemplo disto é a corrente de solidariedade fomentada pelo nosso ex-aluno Jaime pinto, no liceu de S. João, na recolha de cabazes de Natal para as famílias carenciadas do Bairro do Fim do Mundo. Continuamos, pois, a acreditar que com o esforço de todos e de cada um conseguiremos famílias e escolas muito mais felizes.

A todos um Santo e Feliz Natal. Boas Festas! A Direcção


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O GAZE TEIRO

O sentimento da música

10 milhões de estrelas

O

M

filme

inicia-se

com

dois

músicos de géneros completamente diferentes, que

ais uma vez o nosso colégio decidiu juntar-se ao projecto “10 milhões de estrelas”. Para

se apaixonam e passam uma noite juntos,

aqueles que não sabem de que trata este

e dessa noite nasce um menino que é

projecto, passamos agora a explicar: este é

mandado para um orfanato sem os pais

um gesto pela paz mundial que todos os

saberem.

anos tem um tema diferente sendo o deste

A partir daí o fil-

ano ”o diálogo inter-religioso e intercultu-

me passa-se em

ral”, pois celebramos o ano do diálogo

torno da tentati-

intercultural.

va de reunir as

A nossa escola e muitas outras do país

partes

associaram-se a este projecto, sendo que,

separa-

das. Nós este

no nosso caso, cada aluno de EMRC realiachámos um

onde escreveu uma frase acerca deste

espectáculo, um

tema, como as que exemplificamos em

dos

seguida:

que

filme

zou um pequeno origami — uma estrela —

melhores já

vimos,

“Não vejas a diferença que te separa, vê a

não só pela maneira como o miúdo comu-

que te une” (Catarina Furtado, 9º ano);

nicava com os pais através da música, mas

“ (…) Somos todos iguais, somos todos pre-

também pelo destaque dado aos valores

cisos!” (Maria Esteves, 7ºano)

do amor, esperança e perseverança.

Consideramos esta iniciativa muito bonita e

Gostámos ainda da forma como os sons do

pensamos que devia ser mais divulgada por

dia-a-dia foram associados e transforma-

todos já que tem como objectivo a paz

dos em músicas e sentimentos.

mundial.

O filme mostrou-nos que não devemos deixar de estar com quem amamos só porque alguém não quer e que devemos seguir os nossos sentimentos quando sabemos que não estamos errados.

Constança P. Coutinho e Marta Gravato, 9º ano

Maria Correia e Ana Lopes, 9º ano


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O

O Rap do Natal O Natal está a chegar Os paizinhos a stressar Há prendinhas p’ra comprar E as notas, para chorar Os ensaios a decorrer Uma festa a não perder Uma árvore para fazer Um Natal maravilhoso Que muito bom irá ser 2009 a entrar 2008 a sair As moedas a cair As panelas a bater O champanhe a escorrer O relógio a “bombar” Passas p´ra contar Da cadeira saltar O champanhe a escorrer Para um Bom Ano Novo ter.

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Campeonato nacional de desporto escolar de surf

N

os dias 22 e 23 de Novembro com

os

apoios

da

Câmara

Municipal de Cascais e do pro-

fessor João Miguel (professor das escolas de surf de São Pedro), realizou-se o campeonato nacional de desporto escolar de surf e bodyboard, nas classes de sub 15, sub 18 e seniores na praia de S. Pedro, no concelho de Cascais.

Inês Mesquitela Lima

Participaram os alunos Duarte Gouveia, João Moreira e Domingos Coutinho.

Cozinhar a Matemática

O campeonato de surf passou para o Guincho por falta de ondas em S. Pedro,

De pequeninos começamos a trabalhar a Matemática quando cozinhamos na sala de aula: 1, 2, 3, 4 pedaços de marmelos; 1, 2 colheres de açúcar e assim aos poucos vamos treinando a numeração.

mas as condições neste local também não se encontravam boas. O professor João Alves, professor de Educação Física), esteve presente no dia 22 de Novembro a acompanhar e a dar força aos seus alunos bem como a a nossa Directora,

Os meninos da Bica

a professora Luisinha. Os alunos Duarte Gouveia e João Moreira, do 5º ano portaram-se muito bem e, apesar das más condições do mar, tiveram uma participação muito positiva conseguindo chagar às meias-finais! O aluno Domingos Coutinho, do 7º ano, foi às finais sub 15 e obteve a quarta classificação.

Domingos Coutinho, 7º ano


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O GAZE TEIRO

Como os meninos da Babey e da Carmo descrevem o Natal

No dia de Natal a menina já via as árvores de Natal lá fora. Estava muito frio, mas a menina pensou que a árvore era muito bonita, estava enfeitada e iluminada. Ela reparou numa meia de natal que estava em cima da mesa. Foi para casa e a mãe tinha feito bolachinhas para toda a família. Teresa

Era uma vez uma menina e um menino que tiveram dois presentes e no dia de Natal desembrulharam os presentes. Ficaram contentes. Foi a rena que deu mais presentes para o menino e para a menina. Mariana Barros


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Agenda para última semana de aulas 2ª Feira – À tarde, os alunos da catequese, do 5º ao 9º ano vão levar os presépios que construíram ao lar da Misericórdia. 3ª Feira – Museu Electricidade ( 9º ano) 4ª Feira – Missa de Advento no colégio para concluir a catequese no 1º Período 5ª Feira – 3º ciclo – Teatro Inglês, Fim do 1º Período

A entrega de notas faz-se na 3ª Feira, dia 23/12/08, horário já divulgado via aluno e no site. Os perdidos e achados podem ser levantados até esse dia, na D. Esmeralda.


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O GAZE TEIRO

“Letra a Letra”

S

inceramente, quando entrei na sala de aula e vi o projec-

tor ligado, percebendo que ia ver um filme, estava à espera de algo mais Matemático;

algo

sobre

uma

mente brilhante ou sobre um

génio

que

devorava

números no meio dos seus cálculos

complicadíssimos.

No inicio fiquei até bastante surpreendida,

não

com-

preendendo que lógica é que este filme teria numa aula

de

Matemática!

No

entanto, com o decorrer da acção, apercebi-me do seu verdadeiro significado e importância. O que menos contava era a história; o verdadeiro valor residia na sua moral. O facto de a pro-

Esta história reflecte o esforço, empenho,

tagonista ter ido a um concurso

de

soletrar,

muito

famoso na América, e de se apaixonar por um concorrente e de conseguir que a mãe acreditasse na sua qualidade, estava em segundo plano;

o

que

realmente

importava era a sua persistência. De início, a menina, em torno da qual o enredo gira, não tinha querido participar no tal concurso, porque duvidava das suas capacidades; no final, conseguiu acreditar em si mesma, confiar no seu interior e nas suas capacidades e triunfar. Por essa razão é que gostei tanto do filme e percebi, finalmente, o objectivo da nossa professora de Matemática ao exibi-lo. Maria Knapic, 9º ano

dedicação e coragem daquela menina. Nós aprendemos que não devemos desistir das coisas que queremos ou gostamos e do que realmente nos faz feliz, mesmo quando nos vemos perante obstáculos que nos parecem muito difíceis. O esforço vale sempre a pena, pois normalmente atingimos sempre os resultados que queremos. Nós descobrimos que ter pais e professores exigentes é bom porque eles obrigamnos a trabalhar e a esforçarmo-nos para conseguirmos os nossos objectivos.

Joana Saeed e Marta Beja, 7º ano

Depois de ver o filme pude tirar duas conclusões: a primeira é que se não me subestimar e der o meu melhor consigo alcançar o que quiser, independentemente do que me digam; e a segunda é que não devo ser competitivo e, de certa forma ganancioso, ao ponto de querer ser sempre o melhor, isto é, não devo ficar aborrecido porque um colega meu ter conseguido ter uma melhor nota que eu, ainda que a minha tenha sido bastante boa. Pedro Dias, 9º ano


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O

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À Descoberta do Corpo Humano

N

importantes deste sistema são a garganta, o dia 6 de Novembro, quinta-

os pulmões e o nariz.

feira, a turma do 6ªano foi ao

Depois explicou-nos como funcionava o

Museu da Criança com a pro-

sistema digestivo, disse-nos que a comida

fessora Ana Roque e o professor Carlos

passava pela boca, depois pelo esófago,

Pereira, no âmbito da disciplina de Ciências

pelo estômago e quase tudo ia para o intes-

da Natureza, assistir a uma peça de teatro

tino delgado, só o que não era bom é que ia

sobre o corpo humano. Quando

entrámos,

fomos

recebidos por um senhor simpático que nos disse para esperar um

pouco.

minutos

Passados

alguns

chegou uma senhora

que nos guiou até um corredor com luz negra, onde parecíamos vampiros. Andámos mais alguns segundos e entrámos numa sala onde nos despedimos da senhora.

Sentámo-nos.

A

sala

era

pequena e parecia que só lá estávamos nós, mas de repente

para o intestino grosso e saía em forma de

surgiu um senhor, que parecia um boneco

fezes.

vestido de corpo humano.

Por fim falou-nos do sistema circulató-

De seguida falou sobre o nosso corpo,

rio, ou seja do sangue, das veias das arté-

não só por fora, mas também por dentro.

rias das vezes que o coração batia por

Explicou-nos como era o sistema respirató-

minuto, mais ou menos entre 70 e 80 vezes,

rio, e, como todos sabem, este é constituído

e muitas outras coisas.

por pulmões e vias respiratórias e é por elas que o ar entra e sai para o exterior. O ar

A visita correu bem e acho que a turma do 6º ano aprendeu imenso com esta visita.

entra pelas fossas nasais, passa para a faringe e desta para a laringe, onde se encontram as cordas vocais, chegando à traqueia. Disse-nos que os órgãos mais

Madalena Lucena e Matilde Castelo Branco, 6º ano


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O GAZE TEIRO

Simpáticas criaturas!

“O Pacote”

N

O

o dia 13 de Novembro fomos ao Oceanário. Foi muito divertido e educativo. O nosso guia, chamado Fer-

nando, ensinou-nos que muitos animais usam a camuflagem para

fugirem

predadores,

aos como

por exemplo, o dragão-marinho. Vimos muitas espécies de tubarões no tanque

central

e

curiosamente estes não comiam os peixes. Aprendemos que os tubarões atacam os surfistas porque a sombra das suas pranchas assemelha-se a focas. Paasámos por diferentes habitats, onde vimos tordas, araus e papagaios-do-mar. Os araus têm o bico todo preto, as tordas têm o bico preto com riscas brancas e os papagaios do mar têm o bico grosso e laranja. A seguir observámos os pinguins, as lontras e as outras aves. Para acabar a visita tivemos uma aula com o nosso guia sobre a biodiversidade que é o conjunto de seres vivos que habitam um determinado ambiente. Aprendemos que todos os ecossistemas são importantes. Descobrimos muitas coisas novas e foi muito divertido. Adorámos a visita!

uvi falar do D. Luísa Sigea pela voz da minha mãe, antiga aluna que tantas histórias sobre a

sua passagem neste colégio me contou… Quando me mudei de Torres Vedras para Cascais com o meu marido e duas filhas, tinha já uma boa referência e decidi aí matricular a Maria do Carmo, a minha filha mais velha. Pude então constatar que a filosofia desta instituição de ensino se mantivera viva desde os anos em que, há duas gerações atrás, a minha mãe a frequentara! Muitas caras passaram por lá desde então mas, a qualidade do ensino, os princípios, o Colégio em si, manteve o mesmo carácter forte de sempre. Fiquei surpreendida, quando em conversa com uma amiga sobre a educação dos nossos filhos, esta se referiu ao D. Luísa Sigea como sendo “pequeno e apertado”. Entristeceu-me este comentário uma vez que, não sendo o seu espaço físico o ponto mais forte, toda a energia colocada pelos seus Directores, Professores e restantes Funcionários na educação dos seus alunos, faz esta Escola ter uma “dimensão” muito difícil de igualar. O comentário desta minha amiga fez-me lembrar a velha máxima: o importante não é o “pacote” mas sim o que lá vai dentro. Mais um ano e a Carolina, a minha filha mais nova, também fará parte do Sigea… Muito obrigada pelo vosso princípio: viver em comunhão, trabalhar em comunhão!!!

Manuel Rêgo e Margarida Fernandes, 5º ANO Inês D’Orey


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Viver e Descobrir a Ciência

E

m meados de Novembro de 2008,

preto e branco e que podem ser um verda-

os alunos do 7º e 8º anos reali-

deiro arco-íris.

zaram uma visita de estudo ao

Pavilhão do Conhecimento.

Uma das nossas experiências favoritas foi a «varinha mágica», um módulo no qual

Nesta visita os alunos do 7º ano tiveram

agitávamos uma varinha no ar e víamos

a oportunidade de visitar as exposições

aparecer uma imagem que dizia H2O com

“Espaço, a última fronteira” e “Matemática

uma flor à volta. Isto acontece porque há

Viva”, no âmbito das disciplinas de Físico-

um projector de luz que foca uma imagem

Química e Matemática. Nestas exposições,

no espaço. Esta imagem não se vê porque

através de módulos interactivos, enriquece-

não há qualquer tipo de corpo reflector, mas

ram o seu conhecimento acerca do Univer-

ao agitar a varinha no local onde está pro-

so, nomeadamente a explicação de fenóme-

jectada a imagem, ela aparece reflectida

nos que ocorrem no espaço, como funciona

para os nossos olhos pois estes detectam a

a tecnologia utilizada para a exploração do

varinha em vários locais (1 décimo de

Universo e conhecimento dos planetas. Tive-

segundo) e assim consegue-se observar a

ram também a oportunidade de rever a

imagem.

matéria dada a Matemática e esclarecer

E

dúvidas de uma forma diferente e divertida.

«Exploratorium». Imaginem agora o que

isto

tudo

passou-se

na

sala

do

aconteceu na sala da «Matemática Viva»! Francisca Figueiredo e Lilian Farias

Um local onde demos asas à nossa imaginação resolvendo todo o tipo de problemas,

E

um local onde aprendemos a brincar com a matemática, tornando-a divertida e fácil. u e os meus colegas do 8º ano

Num

visitámos

embarcámos numa viagem ao interior do

«Matemática

as

exposições Viva»

e

«Exploratorium».

dos

número

módulos

irracional

mais

Pi.

interessantes

Escolhemos

uma

sequência de algarismos, por exemplo, uma

No «Exploratorium» pudemos explorar

data de nascimento ou um número de tele-

por nós próprios, experimentar à nossa von-

fone. Introduzimos essa sequência no com-

tade!

putador e verificámos que a mesma aparece

Pudemos conhecer os fenómenos do dia-a

no número Pi.

-dia, que por vezes aparentam ser comple-

Enfim, assim se passou uma divertida

xos, mas que de uma forma divertida passa-

manhã a brincar com todo o tipo de formas

ram a ser simples. Conseguimos fazer uma

e cores no âmbito das disciplinas de Mate-

enorme bolha de sabão com apenas um leve

mática e Ciências Físico-Químicas

sopro, e ainda antes de ela rebentar, pudemos ver a magia das suas cores cintilantes. Descobrimos que as sombras não são só a

Inês Cruz e Duarte de Mello


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O GAZE TEIRO

Por que caem as folhas das árvores no Outono?

N

gelador e colocámos os dois copos em cima ós fizemos uma experiência para

de guardanapos de papel pintados nas bor-

perceber porque é que as folhas

das. Deitámos um pouco de água em cada

de algumas árvores caem no

copo e observámos o líquido a espalhar-se

Outono.

nos guardanapos. Descobrimos que a água passa mais depressa na terra à temperatura ambiente do que na terra fria. E agora querem saber a resposta para a pergunta? Nós vamos explicar! No Outono vem o frio e, para gastar menos

energia,

algumas

árvores

ficam

«adormecidas» tal como alguns animais hibernam.

Primeiro demos ideias para responder a esta pergunta. Por exemplo: “Era o vento que soprava as folhas; que as árvores faziam ao contrário de nós: despiam-se no frio e vestiam-se no calor; que caem porque ficam vermelhas, porque estão podres”. Mas descobrimos que nenhuma delas estava certa. Para fazer a experiência, começámos por furar dois copos de papel e enchê-los com

A raíz tem mais dificuldade em “puxar” a

terra. Colocámos no congelador e o outro

água da terra porque esta está muito fria,

ficou na sala de aula.

tal como vimos na nossa experiência, e por

Dois dias depois, tirámos o copo do con-

isso tem de gastar ainda mais energia, embora, às vezes, até haja mais água na terra por causa da chuva. Para gastar menos energia a árvore não leva a água até às folhas. Sem água as folhas secam, ficam velhas e acabam por cair. E assim, sem folhas, a árvore consegue poupar energia durante o tempo frio. Texto colectivo do 1º ano


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Ganhei mil euros

A Desigualdade

S

O

orte

das

sor-

tes, acabo de ganhar a lota-

ria!

mundo é desigual. Essa é possivelmente a maior verdade

que

pode

ser

dita.

Todos somos diferentes. O real problema da

Mil euros, para mim, é uma pequena for-

desigualdade é quando essas diferenças não

tuna… Foi a confusão total na minha cabeça.

são respeitadas.

O que devo fazer?

Quem não conhece casos de crianças defi-

Penso que vou oferecer um presente à

cientes que não têm atenção especial nas

minha professora de Português e Físico-

escolas? Ou mesmo mais próximo de nós,

Química e outro à minha mãe e só depois

quem não conhece aquele familiar que já foi

vou pensar em mim.

vítima

Há muito que desejava ir a Paris, a cha-

de

desigualdades?

Pela

riqueza,

pobreza, raça ou etnia?

mada Cidade da Luz. Há tanta coisa para

E nesses casos onde encontramos a justiça?

visitar lá: monumentos, museus e jardins.

Acontecimentos como esses deviam ter o

Devo também confessar que teria muito

dobro da importância que têm. A justiça tem

gosto em passar alguns dias na Eurodisney

o poder de mudar isso, porque afinal, ela é

e reencontrar aqueles seres que povoaram a

de todos, e para todos da mesma forma. Na

minha infância. O ideal seria não ir sozinho -

verdade, por mais que a justiça intervenha,

o dinheiro não é assim tão pouco…

o máximo que esta pode fazer é diminuir as

Convidaria o meu bom amigo Manuel que

diferenças. Nós nunca seremos iguais. Não

tem os mesmos gostos que eu, é bem-

somos produtos de fábrica, temos e sempre

disposto e nunca foi a Paris. Enquanto o

teremos diferenças. Cabe a nós, porém,

dinheiro durar vai ser muito bom. Quando

perguntarmos se vale a pena que estas pre-

acabar, uma coisa é certa: ninguém poderá

valeçam. Acho que a sociedade é aquela que

roubar-me os bons momentos que os mil

realmente pode fazer alguma coisa acerca

euros me proporcionaram.

da desigualdade e mudar para melhor o

Gostaria muito de voltar a ganhar a lotaria novamente, pois, como já disse, propor-

estado em que esta se encontra, porque afinal, por dentro somos todos iguais.

cionou-me bons momentos (apesar de tudo o dinheiro também traz felicidade). Salvador Neves, 8º ano

Isadora Sousa, 9º ano


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O GAZE TEIRO

Sigea no Egipto

N

o início de Dezembro fui com

Durante a visita apareceu Tot, deus da

os meus colegas e com os pro-

sabedoria e protector dos escribas, que nos

fessores Miguel Gama e João

contou um pouco da sua vida. Quando ter-

Paulo ao Museu Nacional de Arqueologia, no

minou, pudemos escrever o nosso nome

âmbito da disciplina de História. Foi a pri-

como os egípcios faziam. Que difícil! Antiga-

meira vez que o visitei e gostei muito!

mente sempre que um escriba se enganava,

Antes de começar a visita, apanhei um

levava uma chicotada. Que horror!

susto enorme ao ver, numa vitrina, um

Ainda bem que usamos uma escrita alfa-

esqueleto. Sim, era uma pessoa morta!

bética. Seria muito difícil escrevermos os

Recompus-me rapidamente e de seguida

nossos apontamentos com hieróglifos, se

entrámos numa sala onde estavam expostas

bem que alguns cadernos quase lá chegam!

esculturas de pedra. Juntamente com o meu colega Rafael fizemos alguns comentários aos quais o professor Miguel não achou muita piada. Uma guia contou-nos histórias sobre o antigo Egipto, por sinal muito interessantes.

Antes de sairmos, ainda tivemos tempo de observar mais algumas múmias e, desta vez, não me assustei. Na minha opinião, foi uma visita muito interessante pois pude conhecer um pouco mais o modo como viviam estas antigas civilizações. Penso que estas saídas são sempre muito importantes e devem realizar-se com mais frequência ao longo do ano.

Tomás Calhamar, 7º ano


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Presépio geométrico


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do 6º ano

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O xadrez no Sigea

E

u, quando era pequeno, gostava de ver o meu pai jogar xadrez e foi assim que eu comecei a jogar. Aos 6 anos fazia jogos contra a minha tia Assuncion, que foi campeã de Barcelona. Ela ganhava sempre mas eu nunca desistia. Um ano mais tarde comecei a competir contra o meu pai e, apesar de já lhe dar uma certa luta, ainda não consegui vencêlo. Todos os dias, depois de fazer os trabalhos de casa, pratico este jogo num aparelho electrónico. Fico muito contente quando consigo matar o rei do meu adversário! Gosto muito de jogos de estratégia porque me obriga a pensar em várias maneiras para derrotar o meu inimigo. Este ano estou a frequentar o 5 º ano do colégio pela primeira vez e fiquei muito feliz ao saber que havia um clube de xadrez. Pedi aos meus pais para me inscreverem. No entanto, não frequentei as primeiras sessões porque não sabia que o clube já se tinha iniciado. O professor Nuno, além de ser um bom jogador, é uma pessoa muito paciente. Todas as quartas feiras, das 15h às 16h, jogo xadrez com dois colegas do sexto ano e até já os venci uma vez! Apesar de gostar muito deste passatempo não quero tornar-me num jogador profissional.

Carlos Peyra Grau, 5º ano


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Leituras para o Natal

Prof.ª Irene Torres

A girafa que comia estrelas

guém

com

Autor: José Eduardo Agualusa

quem brincar

Publicações Dom Quixote,

nem

Illustrações: Henrique Cayatte.

fazer.

nada para A nova

casa é delimitada Para o 1º Ciclo

por uma vedação

Era uma vez Olímpia, uma girafa, que

de arame que se

andava sempre com a cabeça nas nuvens, a

estende a perder

tentar ver anjos e a comer estrelas, e Dona

de vista e que o

Margarida, uma galinha do mato com a

isola das pessoas

cabeça cheia de

que ele consegue

frase s

ver,

fe it as.

Conhecem-se ficam

através

da

e

janela, do outro

amigas.

lado da vedação,

Queriam resolver

as quais, curiosamente, usam todas um

o

pijama às riscas… Do lado de lá ficava afinal

problema

seca

que

da

tanto

prejudicava a sua terra.

Será

que

conseguiram? Com

humor,

mestria e simplicidade, José Eduardo Agualusa e Henrique Cayatte contam-nos uma bela história de amizade e engenho.

um campo de concentração… Desobedecendo às ordens do pai, decide descobrir até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado… É uma história fantástica e comovente que terás obrigatoriamente de ler para que a História não se repita. O livro venceu dois prémios literários na Irlanda (o “Children’s Book of the Year” e

O rapaz do pijama às riscas

o “Listener’s Choice Book of the Year”),

Autor: John Boyne

assim

Asa

Award”, e foi nomeado para mais de 15 pré-

como

do

“Bisto

Children’s

Book

mios literários internacionais, entre os quais Para o 2º e 3º ciclos

o “British Book Award” no Reino Unido, o

O livro conta a história de Bruno, um

“Premio Paolo Ungary” em Itália, o “Prix

rapaz alemão de nove anos que certo dia ao

Farmiente” na Bélgica, e o “Borders’ Original

regressar da escola descobre que as suas

Voices Award” nos Estados Unidos. Foi ainda

coisas estão a ser empacotadas, pois o pai

nomeado para a “Carnegie Medal” de 2007.

foi promovido e como tal toda a família terá de ir viver para uma nova cidade. Longe dos amigos e da cidade que sempre conheceu, depara-se com uma casa isolada, sem nin-


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Espaço Lúdico

O GAZE TEIRO

Instruções:

Instruções:

Instruções:

Ajude o João a encontrar a sua escova de dentes.

Encontre os sete erros que existem entre os dois desenhos.

Escreva correctamente em inglês o nome de cinco meios de transporte.

a N D O R I N H A w

n a S S H K L O J A

i t X X C V V K J L

m a L A H H H Q H H

A L I G A T O R R E

i S F H H C C a C A

s I G E A T V T V S

c D T C T T W O W T

n C D T H G D S D H

m A C A C o H E E H

PALAVRAS Animais Sigea Macaco Andorinha Mala Aligator Rato Loja

Instruções: Enumere a ordem e pinte na direcção certa as setas do ciclo da água da figura.

Multiplicação à russa No século passado existia um método para multiplicar muito popular na Rússia o qual se baseava apenas em calcular dobros ou metades. Funciona assim: Escolhe dois números…, por exemplo, 26x48. Escreve o número maior na coluna da esquerda. Divide o primeiro número por dois e multiplica o segundo por dois. Repete estas operações até obteres 1 na coluna da

esquerda. Sempre que, ao dividires por dois, não obtenhas um 48 x 26 48 x 26 número inteiro, arredonda 24 52 24 52 para o número inteiro ime12 104 12 104 diatamente inferior. 6 208 6 208 Na coluna da direita risca 3 416 3 416 todos os números que se 1 832 1 832 oponham a um número par 1248 na coluna da esquerda. Para obteres a solução soma os números que restarem na coluna da direita.

Enigmas: Qual é a idade? Uma filha tem precisamente um terço da idade da mãe e tem uma irmã com o sexto da sua idade. A soma das idades das três é igual a 50 anos. Que idade tem cada uma?

Mãe e filho A idade da mãe adicionada à do filho é igual a 80 anos. O dobro da idade do filho é 10 anos superior à idade da mãe. Que idade tem cada um?


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Mini-cientistas estudam micróbios!

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oi um mundo novo que descobrimos no Laboratório de Ciências, este mundo dos micróbios. Antes de observarmos estes seres tão pequenos, fizemos um trabalho de pesquisa em que aprendemos que existem muitos tipos de micró-

bios. Descobrimos também que alguns destes seres são bons e outros são maus causando doenças. Estes seres são tão pequenos que não conseguimos observá-los sem utilizar um aparelho chamado microscópio… mas primeiro foi preciso ir “apanhar os micróbios”! Fomos ao recreio e recolhemos terra, paus, folhas secas... A seguir colocámo-los em água durante uma semana. Depois tirámos uma gotinha deste líquido (infusão) na lâmina e tapámos com uma lamela. Infelizmente não tivemos tempo para observar… Na próxima aula esperamos conseguir ver muitos micróbios como o da figura 3 (uma paramécia)!

Preparação microscópica

Microscópio

Paramécia

Mini-cientistas do Clube de Ciência Sigea e Prof. Miguel

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ESTORIL

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Redacção: Alunos do Colégio D. Luísa Sigea

2008-2009 - Jornal de Natal  

Gazeteiro Luísa Sigea

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