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Ano II

NĂşmero 125

Data 14.02.2012


Estado de Minas - Economia p. 12 - 14.02.12

ARAPUCAS FINANCEIRAS

Limpeza de nome na rede é golpe Propostas para retirar CPF de cadastro de inadimplentes divulgadas no Facebook e no Twitter são caras e ilegais

Frederico Bottrel e Pedro Rocha Franco Os cartazes colados em muros e postes com o célebre convite “Limpe seu nome sem pagar a dívida” chegaram ao século 21, com presença maciça nas redes sociais da internet. O golpe disfarçado em milagre agora lança anzóis via Facebook e Twitter, a partir de perfis falsos que chegam ao requinte de imitar as identidades visuais dessas instituições protetoras do crédito. A rede também é repleta de arapucas em forma de sites que oferecem “garantias” no procedimento. “Saia do SPC e Serasa sem pagar suas contas... Envie um e-mail para nosso endereço, tire suas dúvidas e tenha uma nova vida”, promete uma das mensagens que circula no perfil @SerasaOnLine no Twitter. A página tem mais de 400 seguidores, o que, na terminologia do Twitter, significa pessoas interessadas em acompanhar o perfil. O primeiro indício do golpe não demora a aparecer. O tal endereço que o tuíte menciona é um Gmail – provedores gratuitos não condizem com a estrutura profissional das instituições que trabalham com a proteção ao crédito. O Estado de Minas entrou em contato com o perfil, por meio do endereço sugerido, simulando interesse nos serviços. A resposta padrão veio 32 minutos depois, assinada por “Bru-

no Fernandes”, garantindo “seu crédito de volta em 48 horas”. O procedimento é detalhado: “Baixamos os registros de inadimplências do sistema Serasa, SPC Brasil, CCF e protesto. O seu CPF fica sem restrições e apto ao crédito em qualquer banco ou empresa. Garantimos tranquilidade futura porque utilizamos procedimento seguro. Habilitamos direto no sistema sem utilização de papel.” No meio do texto, o golpista lança a isca: “Enviamos o novo extrato do seu CPF com o ‘nada consta’, comprovando a habilitação de crédito. Nós (sic) envie o número do CPF a ser limpo, para que possamos consultar os seus débitos e lhe fazer uma proposta”. O golpista também frisa que não é preciso recuperar cheques, duplicatas e muito menos pagar as contas: “Nada de juros abusivos e taxas absurdas”. E, por fim, vai ao que interessa: o preço da brincadeira. A recuperação do crédito de pessoa física custa R$ 199 e de pessoa jurídica sai por R$ 350. A primeira modalidade tem desconto de R$ 50 para pagamentos em até dois dias. Sites que vendem “dicas” para limpara o nome cobram, em média R$ 20, segundo a própria Serasa. Por fim, a descrição do serviço alerta que “os valores podem variar para mais e para menos, dependendo do valor da dívida” e joga duro com os

inadimplentes: “O pagamento é antecipado. Dispensamos clientes que desejam fiado”. Em tréplica, a reportagem pediu que fosse encaminhado um número de telefone para contato, ao que o golpista respondeu: “Olá. Por motivo de segurança, todo contato é feito por e-mail”. ARTILHARIA “Não existe milagre para resolver as dívidas se não for pagando”, esclarece Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian. A proliferação de golpes fez com que a equipe da instituição reforçasse a artilharia nas cartilhas de alerta (veja quadro). “Esses criminosos que garantem limpar o nome agem de diversas maneiras, mas a mais comum é entrar na Justiça para discutir a dívida da pessoa. Cabe ao juiz determinar que os órgãos de proteção ao crédito retirem aquela anotação até julgar a dívida. Depois da análise dos documentos, ele pode decidir pela manutenção do nome”, diz o economista. Mas se a dívida for indevida e o nome foi parar na lista por equívoco da empresa, a questão pode ser resolvida fora da Justiça, segundo Marcelo Barbosa, do Procon Assembleia. “Mas se a dívida existe, não tem escapatória; só pagando que o nome é limpo”, conclui.


o tempo - economia p.9 - 14.02.12

Descumprimento.

Procon autua 53 empresas pela “Lei do SAC” SÃO PAULO. A Fundação Procon de São Paulo autuou 53 empresas por descumprimento às regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A multa varia de R$ 400 a R$ 6 milhões e as empresas estão sujeitas à suspensão temporária da comercialização dos serviços. Ao todo, o monitoramento foi feito em 78 empresas. Os fiscais do órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, checaram os serviços prestados nos setores aéreo, bancário, financeiro, energia elétrica, remessa de cargas, correspondências, transporte rodoviário, telefonia, TV por assinatura, planos de saúde e de seguros, que devem seguir as normas estabelecidas pelo decreto 6.523/2008, editada pelo governo federal, conhecido como “Lei do SAC”. Algumas empresas, por exemplo, destacam no material de divulgação ou na fatura um número de telefone comum, por meio do qual o consumidor pode fazer sugestões ou reclamações.

“Dessa forma, se houver negligência ou demora no atendimento, a empresa não é autuada, já que o consumidor não está usando o número do SAC - que muitas vezes não ganha destaque na divulgação”, explica o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes. Segundo o decreto federal, o SAC deve contar com telefone gratuito (0800) e funcionar 24 horas por dia, sete dias da semana. Outras irregularidades encontradas foram a falta de disponibilização de telefone gratuito para o SAC, falta de informações claras para atendimento a deficientes, condicionamento do acesso inicial ao fornecimento de dados por parte do consumidor, falta de opção, no primeiro menu, do contato com o atendente, e demora no atendimento. O Procon-SP ressalta que é fundamental que o cidadão que tenha sido lesado pelo SAC faça a reclamação aos órgãos de defesa do consumidor.

Ideia Fixa - Estado de São Paulo - Esportes 14.02.12


Hoje em Dia - Edição Eletrônica 14.02.12

Queda do etanol não chega às bombas

Preço do álcool recuou 11,52% na usina, mas apenas 1,23% para o consumidor; gasolina coantinua vantajosa


14.02.2012