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Ano I

NĂşmero 18

Data 28.07.2011


o tempo - p.10 - 28.07.2011

Ranking.Eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos vêm em seguida

Celulares lideram, no Procon, ranking de reclamações Fornecedores se comprometeram a reduzir a número de queixas nos órgãos

BRASÍLIA. Junto com o prazer da compra de um novo eletrodoméstico ou de um aparelho eletrônico, o consumidor tem levado de brinde muita dor de cabeça, como revela levantamento do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. De acordo com dados desse estudo, mais da metade das reclamações que acabaram sem solução imediata, mesmo com intermediação do Procon, envolve produtos como celulares e itens da linha branca. As queixas dos clientes são basicamente duas: falta de peças de recomposição e problemas com a garantia. Juntos, aparelhos de telefonia móvel, equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos como fogão e geladeira responderam por 55,74% dos 122.662 registros que chegaram ao DPDC de setembro de 2009 a agosto do ano passado. Os serviços bancários continuaram a apresentar problemas, ficando com 21,46% dos registros, mas mostraram avanço nos últimos meses, segundo a diretora do DPDC, Juliana Pereira da Silva. Em terceiro lugar, ficaram os serviços considerados essenciais, como tratamento e abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica, que somam 14,81% do total de reclamações. Esse crescimento dos problemas com produtos

reflete, conforme Juliana, o aumento da renda da população, que passou a ter mais acesso a bens de consumo. A diretora disse não ter elementos palpáveis para fazer relação entre o aumento da entrada de produtos importados e o incremento do desconforto por parte do cliente, pois nem sempre a empresa que chega ao Brasil traz consigo uma rede de assistência técnica especializada. “Mas, de qualquer forma, qualquer produto comercializado no Brasil precisa dar ao consumidor a segurança do pós compra. Seja pelo varejo ou pelo importador”, enfatizou. As multas para quem descumpre o código continuam a ser dadas pelo governo, conforme a diretora. Ela gostaria de ver, no entanto, uma ação mais proativa por parte das companhias. “Nós crescemos, o Brasil mudou e estamos numa fase próspera da economia. É importante que o mercado se apresente nesse processo. Afinal, temos de dar salto de maturidade”, concluiu Juliana. No período de avaliação do DPDC, foram registrados 812 mil atendimentos nos Procons que participam do Cadastro Nacional. Desses, 84,5% foram solucionados sem necessidade de abertura de processo administrativo.

Compromisso

Empresas terão metas de pós-venda São Paulo. Para a diretora do DPDC, Juliana Pereira, é preocupante o fato de o consumidor ter de procurar os Procons para solucionar “problemas elementares” como mau funcionamento, ausência de peça de reposição, além do descumprimento da garantia legal. “Isso demonstra que é urgente e necessário que o mercado apresente soluções

para o atendimento ao consumidor no pós-venda”, afirma. O DPDC chamou as empresas dos setores de telefonia, bancos, cartões de crédito e varejo a apresentar metas a serem alcançadas neste ano. Cada fornecedor se comprometeu a reduzir a quantidade de consumidores que necessitam dos Procons.


cont.. o tempo - p.10 - 28.07.2011


estado de minas - p.10 - 27.07.2011

estado de minas - p.17 - 28.07.2011


o globo - p. 28 - 27.07.2011

Defesa do consumidor

Recibos de quitação anual não chegam

Lei federal 12.007 exige que documentos sejam enviados até maio, mas não está sendo cumprida


28 de julho de 2011