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16º Estudo: Credo dos Apóstolos “Creio na Ressurreição do Corpo” Parte 2 Atos 26:8 Pastor Jorge Patrocínio, Ph.D. IPCci 29/5/14 CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO

1 Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador dos Céus e da terra. 2 Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 3 o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; 6 padeceu sob Pôncio Pilatos, 7 foi crucificado, morto e sepultado; 8 desceu à mansão dos mortos, 9 ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; 10 subiu ao Céu; 11 está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, 12 donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. 13 Creio no Espírito Santo; 14 na santa Igreja católica (Universal); 15 na comunhão dos santos; 16 na remissão dos pecados; 17 na ressurreição do corpo; 18 na vida eterna.

Introdução Temos estudado que não há muita dificuldade para as religiões acreditarem em vida após a morte, mas a crença na ressurreição do corpo é uma doutrina eminentemente cristã. Ou seja, somente a Igreja Cristã acredita que haverá um tempo em que Cristo voltará e fará a restauração do corpo. E esta afirmação é lógica: Somente a Igreja Cristã possui o seu iniciador ressuscitado. As religiões que flertavam com o Cristianismo nos primeiros séculos – Docetismo e Gnosticismo- acreditavam que a “matéria era má” e o espírito era bom.


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É verdade que o Cristianismo não nega a malignidade do homem; mas sobre isso duas questões precisam ser frisadas: (1) Esta malignidade do ser humano está presente no homem como um ser integral (corpo e alma) e não apenas na parte da matéria humana; (2) Essa malignidade pode ser arrancada porque o homem foi criado inicialmente bom. Então sobre essa ressurreição e restauração do corpo, Paulo fala em 1 Coríntios 15. Na semana passada vimos duas verdades: (1) A ressurreição do corpo é o último degrau/estágio da obra de redenção deste homem; (2) Essa ressurreição acontecerá num momento específico da história. Ou seja, a ressurreição não é um mito ou fábula ou um ensinamento alegórico, mas uma verdade histórica. E Paulo usa a ressurreição histórica de Cristo para afirmar a ressurreição do corpo. Veremos mais três verdades hoje:

3. A ressurreição do corpo acontecerá no fim desta vida terrena – Vr. 24-27. A pergunta é: Quando será o fim? Quando acontecerá esta volta de Jesus? Geralmente falamos deste fim quando o homem morre. Quando uma pessoa parte desta vida, nós dizemos que Jesus veio para ele. Mas não é sobre isso que o Apóstolo Paulo está falando. Ele está falando do fim, “fim mesmo.” Quando essas coisas aqui terminarão, ou pararão, para o grande tribunal de Cristo. Há dois anos atrás foi lançado mais um filme futurista de Hollywood, retratando o fim do mundo e terminando-o num dilúvio. Trata-se do filme 2012, onde uma grande população da terra se salvou em arcas metal da NASA. Algo é interessante no filme: Ele termina dizendo: “o começo de uma nova era.” Mas para o filme o começo de uma nova era foi apenas o início das pessoas na terra após um tsunami de proporção mundial.


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Mas não é este tipo de fim que as Escrituras descrevem. E aqui nos aparece outra verdade de Paulo sobre a ressurreição do corpo.

4. A ressurreição do corpo o transformará para um estado de perfeição - Vr. 25-40 Deus fez Adão e Eva perfeitos e sem pecado. Eles viviam num equilíbrio perfeito consigo mesmos, com Deus e com a natureza. Quando eles pecaram, o relacionamento deles com todas essas vertentes foram afetados. A ressurreição do corpo proporcionará o retorno deste estado de perfeição que Adão e Eva perderam com a queda. Veja em Adão e Eva o equilíbrio também acontece entre o mundo físico e o mundo espiritual. Não há possibilidade de haver esse “reatamento” em equilíbrio desses dois mundos – físico e espiritualsem que haja a ressurreição do corpo. Mas a pergunta é: Como um corpo que é colocado na terra e após anos, décadas, séculos voltará a ser corpo? Sobre essa pergunta- Como um corpo que é colocado na terra e após anos, décadas, séculos voltará a ser corpo?- o Apóstolo Paulo responde. Ele explica dizendo que há corpos terrenos e corpos celestiais e o exemplo que ele usa é o exemplo de uma semente que plantada produz uma árvore. Paulo está afirmando que o corpo terreno é uma semente e que a morte física é o plantar desta semente. O corpo ressurreto é como a árvore advinda da semente. Desta forma ambos os corpos – terreno e ressurreto- mantém semelhanças e também possuem diferenças. Eles são, por exemplo, semelhantes no sentido de serem da mesma substância (Como a semente e a árvore).


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Mas também são diferentes no sentido de que o corpo espiritual é ampliado para não ter mais nenhum resquício das deteriorizações da advinda da Queda. Novamente, Jesus disse que este corpo ressurreto é como o corpo dos anjos nos céus. Quando Jesus esteve na terra, e posteriormente os apóstolos, Ele ressuscitou pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo). Até no Antigo Testamento houve ressurreição de mortos (Ex. O cadáver que é lançado na cova de Eliseu (2 Reis 13:20-31). Mas nem mesmo estes corpos que foram ressuscitados nesta vida pelos profetas, por Cristo e pelos apóstolos são comparados à ressurreição dos mortos após a segunda vinda de Jesus. Porque esses corpos foram diferentes? E aqui surge a quinta verdade de Paulo:

5. A ressurreição do corpo arrancará a corrupção e a mortalidade do corpo – Vrs. 53-56 Corrupção e mortalidade estão intrinsecamente ligadas, mas não são a mesma coisa. Por exemplo: Jesus experimentou a mortalidade, mas não experimentou a corrupção. A corrupção é o que Paulo chama de pecado. Já sobe a mortalidade ele a chama de aguilhão do pecado. Vr. 55-56 Em outras palavras, Jesus não experimentou o pecado (a corrupção), mas experimentou por breve tempo a morte (o aguilhão do pecado). Em Atos 2:27 o apóstolo Pedro cita o Salmo 16:2 como falando de Jesus. Neste texto Pedro deixa claro essas duas verdades de corrupção e morte em Cristo: “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção.”

Conclusão Duas perguntas:


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1. Paulo fala da ressurreição dos justos mas não fala da ressurreição dos ímpios (Pergunta da Cecilia). Isso significa que os ímpios não ressuscitam? Essa pergunta é muito importante porque há pelo menos duas seitas que acreditam que somente os justos ressuscitarão (Testemunhas de Jeová e Aventismo do 7º Dia). Resposta: Como Paulo está atacando uma crença na igreja de Corinto de que não há ressurreição do corpo, ele apenas fala da ressurreição dos justos. Paulo omite a ressurreição dos ímpios porque esta não foi a pergunta feita a ele. O profeta Daniel também fala disso: Daniel 12, 1-2: E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Mas quem preenche este vácuo no ensino de Paulo é Jesus: Lucas 13:26-28 Vamos ver uma explicação interessante do Dr. Heber Campos. Dr. Heber é professor de Teologia Sistemática no Mackenzie e autor de vários livros de teologia sistemática. Encontra-se no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=ia3LHfgefQg) 2) Se o ser vivente passa a existir na concepção onde óvulo e espermatozóide se encontram transformando o embrião, e se neste embrião Deus cria a alma, o que acontecerá com as pessoas que morrem antes do nascimento? Estima-se que 3 milhões de bebês morrem por ano antes de nascer. Há ainda os embriões que são manipulados e conservados em vitro. Há uma população de uma cidade hoje que ainda não nasceu. É verdade que a Bíblia não responde a todas as nossas perguntas sobre este assunto. Por exemplo: Não sabemos bem a questão da idade dos seres humanos após a ressurreição do corpo. Nem se as


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pessoas continuarão crescendo. Por exemplo: um bebê continuará bebê? Se Isaias 11 – O reinado pacífico do rebento de Jessé- fala deste tempo de restauração e se este é um texto literal, o versículo 8 nos diz: “A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.” Sobre o aborto, Eclesiastes 6;3-5 trata o embrião como um ser humano. Mas os textos mais contundentes sobre essas crianças que ainda não nasceram são: Salmo 139:13-16 e Jeremias 1:5 O fato é que os embriões que não nasceram, os abortos, foram as dores carregadas na alma da humanidade pela devastação do pecado, mas são os filhos recebidos no céu por Aquele que faz nova todas as coisas.


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