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Há um cara novo na cidade, um homem misterioso, dominador e com segredos. “Eu gosto de segredos”. Reba ama especialmente bater neles até que derramem suas entranhas, às vezes literalmente. Mas Gaston não é influenciado pelo seu sensual fascínio. MENTIRA. Ele é proprietário de um clube e fica muito intrigado pela beleza com pele de cacau, mas não se atreve a demonstrar muito interesse para não alertar os seus inimigos. Como se Reba se preocupasse com o perigo. Esta leoa floresce na ação, com um pouco de violência e sabe como fazer isso com classe. Está sempre pronta, em seus saltos, batom em seus lábios, ela vai para a batalha. Cuidado porquê uma vez que ela o têm em sua mira, não terá medo de atacar. Rawr!


ó Há um oceano de distância, aninhado dentro de um campo encantador, não tocado pelo progresso, uma estrada, sinuosa, através de uma floresta verdejante que se abria para a devastação. Grandes campos brilharam, o topo das brilhantes colheitas, sua fumaça era um lembrete acre da recompensa da terra sendo desperdiçada. Os telhados de palha queimavam. As pessoas gritavam e berravam enquanto fugiam de suas cabanas, agarrando suas posses e família. Suas casas não eram as únicas coisas em chamas. Os restos do castelo ardiam alegremente, as chamas e a fumaça disparando para o céu. O cintilar verde vivo, com um toque de roxo, mostrou um fogo nascido não apenas da madeira e tecido, mas de produtos químicos e poções, muitas delas bastante raras, algumas insubstituíveis. Sua perda era verdadeiramente lamentável. Porra. O palavrão se adequava realmente a seu humor, sombrio e perigoso. O inimigo havia atingido o coração do império. Destruíram décadas de trabalho, algumas herdadas, e depois fugiram. Como se atrevem a ir embora antes que possa me vingar?


Só havia uma coisa a fazer. Atravessar o oceano em busca dela. Fugir não era uma opção. Alguém pagaria... apenas o mesmo inferno que o dele, assim seria para qualquer um que entrasse em seu caminho.


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Gaston

A primeira vez que Gaston se encontrou com ela, ela nem olhou para ele. Apenas o olhar de cima, um piscar de cima a baixo de seus olhos, em seguida, uma dispensa abrupta. Eu. O mais perigoso ser nesta sala. No entanto, ela prestou mais atenção ao clube e seus servos. Então, novamente, veio com o suposto Rei Leão como um executor, uma criatura encantadora, exuberante, com seus cabelos escuros e olhos brilhantes. Vestida de forma muito marcante também — todas as senhoras estavam, suas calças pretas abraçando cada curva, realçando as sutis nuances de suas formas, enquanto seu top recortado apenas cobria seus seios, dando uma pequena mostra de seu ventre. A roupa perfeita para uma luta. Gaston amava alguém que vinha preparado e não tinha medo. As coisas se transformaram em violência. Seu servo, um whampyr que ele criou, se virou contra ele.


Desconhecido. Especialmente para um mestre como ele, que sempre tratara bem o seu povo. No entanto, muitos de seus servos acharam seus pensamentos deturpados. Optaram pelo motim. Falhara nisto. Isso foi há algumas semanas, desde então, houveram ataques mais sutis. Congelando as suas contas. Inspetores ligando para o seu local de trabalho. Assuntos simples a tratar. Até hoje a noite. Uma nova ameaça na cidade surgira, uma que o envolvia e, infelizmente, ao rei leão, Arik. Isso fez com que seus lábios se curvassem, ao perceber que estava de acordo com um animal. Quando isso aconteceu? Desde que se mudou para o país do leão e encontrou um rei que governava ativamente. Era refrescante lidar mais uma vez, com alguém quase inteligente. Mas isso não o impediu de puxar a cauda do rei em todas as chances que teve. Esta noite, Gaston chegou quando Arik ligou, pois não podia ignorar a ameaça no sistema de metrô. Não quando sabia dos monstros escorregando das sombras. Eles eram meus monstros. Mas seus animais de estimação se soltaram. Arik, é claro, não sabia que originalmente pertenciam a Gaston. Cara estúpido, encontrou algo muito estranho mesmo para ele, mas soube quem chamar. O Conselho Superior. E quem aqueles velhos bastardos chamaram?


Só poucas pessoas conseguiam que Gaston obedecesse. — Eu sei que as criaturas do esgoto, que ele está falando, são suas. Você foi o único que os fez. — Porque ele era o único com o feitiço certo. — E? — — E você vai ter certeza de que eles sejam localizados e se livrará deles. Nós não podemos deixar que os seres humanos os encontrem. — Claro que não, porque então eles iriam questionar e perguntas significava descoberta, que significavam toneladas de diversão para aqueles que gostavam de observar. Significava também vendas de forcados e balas de prata. Desde que tinha preocupações mais urgentes no momento, do que a histeria dos seres humanos, concordou por agora e fez como solicitado. Gaston levou os leões locais para os esgotos. Não era difícil seguir a trilha que seus animais de estimação tinham deixado. As passagens subterrâneas, eram lugares fascinantes, com muitos cantos e fendas escuras. Alguns dos túneis levavam a plataformas e salas, despensas escondidas, mas também haviam túneis que levavam a lugar nenhum. Caminhos sem saída eram ninhos perfeitos. Encontrou um ninho. "Iluminado." A palavra de poder que sussurrou, a esfera de mármore do tamanho da sua mão, acendeu e levantou. A câmara perdeu seu manto de escuridão. Rostos redondos com grandes olhos espiaram, sem pestanejar, enquanto ele pairava sob a bola de


luz. Os corpos pequenos, vestidos com seus restos coloridos, se amontoavam juntos, parecendo tão inofensivos. De pé ao lado de Gaston, Arik tinhas as sobrancelhas arqueadas. — Não pode ser isso que está atacando as pessoas. Olhe para eles. Estão tremendo. — — Com raiva. — — Eles são apenas pequenos. — observou Luna, outra das tenentes de Arik. — As aparências enganam. — — Enganam com certeza. — Arik rosnou sob sua respiração. — Parecem gnomos de jardim. — observou alguém. Quando um dos carinhas de querubim piscou, o clima na caverna atingiu o pico de tensão. — Agora você fez isso. — murmurou Gaston. A raiva do querubim – ou como alguns mais comumente o chamaram, gnomos – explodiu. Os corpos minúsculos se expandiram com furiosa energia, esticando os troncos redondos do querubim, até que cresceu para aproximadamente um metro e oitenta. Sua cor de carne se transformou em um verde escuro, coberto com espinhos, verrugas e vergões, cada criatura ostentava um padrão único. Alguns até tinham chifres e presas.


— Agora isso é mais como ele. — exclamou uma voz muito feminina e com muita excitação. Aquele com os traços mais feios – um distinto procurado pelo grupo – ergueu o braço e apontou para eles, enquanto gargarejava alguma ordem. Isso levou a muitas batidas no peito, olhos selvagens brilharam de fome. O conspirador estava feroz, voltando a seus instintos primitivos em vez do lado mais domesticado. Uma pena. Eles eram ótimos para patrulhar os esgotos, sua casa e os locais de trabalho, até que um dia saíram. Com o motim de seus whampyrs, sua partida estava fora da marca. As pequenas criaturas eram ridiculamente leais se bem tratados. E ele tratava bem sua equipe. Cabalas1 ferozes eram pragas que exigiam o extermínio. Não se lembrava da última vez que acontecera. O Rei Leão e suas forças não fugiram quando as criaturas grotescas atacaram. Pelo contrário, a maioria deles sorriu, e um até gritou: — Caramba, o grande feioso é meu. — Nunca vira tanto entusiasmo em uma batalha. Quanto a Reba, a mulher que continuava a ignorá-lo, era fascinante assisti-la. Cabelos encaracolados, escuros com toques de vermelho, moldavam seu rosto, sua expressão feroz. Sua roupa era perfeita para lutar. Quão alta sua

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Cabalas: segundo dicionário; I — Conluio ou pacto secreto entre pessoas ou grupos, com o objetivo comum de prejudicar alguém ou determinar o fracasso de algo; maquinação, trama. II — Manobra ou maquinação de um grupo, nos meios editoriais ou teatrais, a fim de provocar o sucesso ou o fracasso de uma obra ou de um ator. III — Conjunto de pessoas ou grupos que fazem parte de uma conspiração.


perna arqueou, o pé calçado com um tênis elegante, bateu em seu objetivo perfeitamente, Jodin – o cabala que costumava cuidar de suas rosas – no queixo. Ele caiu. E não voltou. Seu segundo em comando, Jean François, ficou ao lado de Gaston, observando a carnificina. Seu servo escolheu usar seu disfarce humano ao invés de sua forma whampyr – para os desinformados, isso significava parecer como morcegos de pele cinza ou gárgulas, dependendo de sua transformação. Nenhum dos dois whampyrs eram iguais, exceto em um aspecto. Eram assassinos e prosperavam com o sangue. Ao contrário do que alguns rumores declararam, eles não eram vampiros, embora um elemento de sua criação dependesse desse vírus em particular. — Acho que podemos ter subestimado a força dos animais. — observou Gaston, enquanto os leões nem se incomodavam em mudar de forma para destruir o ninho verde. —Eles só parecem tão fortes porque os habitantes deste ninho estão podres. Olhe como mal lutam. Aposto que algo os infectou. A mesma coisa que provavelmente infectou os outros na colônia, no mês passado. — A colônia era de whampyrs que trabalhavam para Gaston. — Se houve uma contaminação, isso não afetou você. — ele observou, quase aplaudindo quando Reba cortou um rosto verde com as unhas, antes de sorrir docemente, agarrar a cabeça puxando-a para baixo e golpeando com a parte superior dura de seu joelho nele. Crunch.


— Seja lá o que for, não afetou aqueles de nós que possuem metade do cérebro. Embora esses dois tenham me surpreendido. — Jean François olhou para Derrick e Leif, mais dois senhores leais que haviam sobrevivido à praga de sua equipe. — Talvez devêssemos oferecer uma mão aos animais? — Gaston coçava, especialmente quando um cabala muito grande tentava atrapalhar a mulher que não podia deixar de observar. “Devo entrar e dar uma mão.” Aparentemente, ela não precisava de sua ajuda. Ela gemeu, agarrou o gnomo pela cabeça, o deslocou sobre seu ombro, jogando-o no chão. Então saltou. Sua selvageria lhe tirou o fôlego. Ela é magnífica. Isso o irritava pois nem sequer sabia que ele existia. E não por falta de tentativa. Jean François soltou um assobio baixo. — Exatamente no que você quer ajudá-los? Estão quase terminando. — Com um movimento de mão, Gaston gesticulou para os corpos em volta deles. — Isso exige limpeza antes que as autoridades humanas cheguem. — — Uma equipe de limpeza já foi chamada. — Arik anunciou, o rei leão, de cabelos dourados, também parecia um pouco intocado. Quando muitas culturas descrevia o macho como o defensor e o guerreiro, com os leões era diferente. Com eles, as fêmeas assumiam o papel ativo,


caçando e protegendo. O leão era uma coisa feroz, mas também um pouco preguiçoso. Ele era despertado apenas pelos grandes problemas. Considerando as leoas, elas faziam de pequenos problemas, em grandes problemas mandando tudo para o inferno. Pelo menos foi o que Gaston aprendeu recentemente quando os investigou. Por exemplo, sabia que o Bando local, dos leões, consistia no alfa, Arik, que se chamava rei da selva de concreto. Depois havia Hayder, seu Beta, e Leo, seu Omega. Acrescente a isso Jeoff, que chefiava a empresa de segurança que empregavam para manter o bando seguro. Mas eles não tinham apenas Jeoff, um lobisomem com uma pequena matilha que os usava como agentes. Tinham as leoas, a força mais feroz ao redor. Elas cuidaram dos seus funcionários renegados, Gaston não teve sequer uma gota de sangue em seu terno. Resolveram a situação e não exigiram pagamento. “Mas isso não significava que não deva agradecer. Pelo menos a uma pessoa.” Pisou sobre os corpos e aproximou-se da beleza de pele moca. Ela tinha um pouco de salpicos de sangue. Não diminuiu sua beleza. Na verdade, ela cheirava bem, antes que alguém enrugue o nariz, entenda, ele tinha afinidade com coisas mortas.


— Senhorita Reba Fillips. Eu sou Gaston Charlemagne. Eu não acho que tivemos o prazer, verdadeiramente, de nos encontrar antes. — disse a ela com uma curta reverência. Ela se inclinou para puxar o cordão na frente da camisa que se abriu, o suficiente para que pudesse ver seus seios em toda a sua glória irrestrita. Era errado olhar fixamente. Mas isso não o impedia. É claro, ela o pegou olhando. Ela arqueou uma sobrancelha. — Olhe por mais tempo e eu vou ter que cobrar. — Um homem de verdade não se desculpa por admirar os bens de uma mulher, mas poderia usá-la de outra forma. — Fiquei muito impressionado com sua habilidade de luta. — Ela lhe deu um olhar, da cabeça aos pés. — Não posso dizer que fiquei muito inspirada pela a sua. Eu esperava que você fosse mais impressionante. — Ela baixou o olhar para um ponto abaixo da fivela de seu cinto. Excitante. Atraente. Não pode deixar de sorrir com muitos dentes. — Se tivesse me envolvido, poderia ter arruinado sua diversão como eu fiz naquela noite no clube. — Aparentemente, colocar todos para dormir antes da violência irrompida foi considerada uma alta grosseria pelos leões.


Seus lábios se inclinaram. — Bom ponto. Você provavelmente teria enfrentado alguns gatinhos irritados se tivesse puxado aquele ato de dormir novamente. Eu gosto de um bom treino. — Não confundiu as sugestões. — Eu sei de um regime intenso, se você quiser experimentá-lo. — Nunca esteve com um shifter antes, principalmente por achar que havia algo de errado em namorar com um animal de estimação, mas poderia ter que rever essa opinião. Ela pode ser um gato, mas definitivamente não era mansa. — A única coisa que quero agora é um banho. — Seu nariz enrugou. — Cheiro a morte. — — Eu sei. — Divino. — Minha casa não está longe daqui. Você é mais que bem-vinda ao chuveiro. — — Minha casa está mais perto. — A minha é maior. — Sim, ele poderia ter ronronado essas palavras. E ela ... riu. — Você precisa trabalhar em suas linhas de pegador, docinho. Esse sotaque pode fazer muitas coisas sexy, mas não pode mascarar sua elegância. — Talvez tivesse se deixado levar um pouco. Geralmente não tinha que trabalhar muito com as mulheres. Normalmente dizia “Oi”. Às vezes, só olhava para uma mulher e elas deixavam cair suas calcinhas. Exceto por essa mulher. Esta simplesmente não parecia tão interessada.


Talvez ele tenha desperdiçado seu tempo. — Você gosta de caras? — Perguntou. — Só porque não pedi para montar no seu pau, não significa que gosto de meninas. Eu gosto de rapazes. Simplesmente não gosto de você. — Queria perguntar por que não, mas o cone suave de silêncio que tecera ao redor deles, para mascarar sua conversa, estava diminuindo. E além disso, não iria implorar. Pelo menos não queria, mas ela apresentou ser um desafio. O intrigou. Teria que vê-la novamente. Se ao menos ela concordasse. Ela ignorou as flores que ele mandou dizendo para ela ligar para ele. Ela ignorou a mensagem que ele enviou pedindo-lhe para jantar. Inaceitável. Ela era um enigma que exigia ser desvendado. Um desafio que tinha que conquistar. Então, quando Arik entrou em contato com ele e disse: — Temos mais coisas estranhas acontecendo. Gostaríamos que você desse uma olhada. — ele concordou, mas com uma condição.


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Reba — Onde você vai? — Uma de suas melhores amigas, Stacey, perguntou enquanto Reba passeava pela entrada no piso principal do condomínio. — O chefe me quer no clube. — Que horror. — Sua BFF2 apertou seu peito. — Sim, um horror. É do outro lado da cidade e não é o meu estilo. — Seu estilo envolvia ficar trancada em seu apartamento á distância. — Você vai abalar o dono? — Perguntou outra de suas melhores amigas, o rosto de Joan agora espiando por cima do sofá. — Mais como ele querer abalá-la. — riu Melly, esparramada em uma das cadeiras. — Não foi ele quem te mandou toda essa porcaria? — Se ele acha que pode me comprar, ele vai aprender algo diferente. — Realmente, flores e chocolates. Se ele estivesse realmente sério

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Best Friend Forever (Melhor amiga para sempre)


sobre cortejar, enviaria diamantes e sapatos de grife. Uma menina tinha que ter padrões. — Até mais tarde, cadelas. — Ela acenou antes de sair do edifício e entrar no táxi que tinha chamado, ainda furiosa. “Eu não posso acreditar que tenho que visitar esse idiota pomposo.” Mas Arik rugiu e Reba obedeceu. Isso não significava que ela se comportaria. Os saltos stiletto dos sapatos elegantes de Reba clicaram– um par de Jimmy Choo que valia cada centavo que gastou. Meus preciosos sapatos. Toque neles e eu vou arrancar seu rosto. Os saltos foram feitos para seus pés e davam a sua baixa estatura alguns centímetros extra. Não que deixa-se sua pequena altura ditar sua atitude. Possuía muita atitude, junto com confiança, seu próprio carro e um amor próprio saudável. Essa arrogância significava balançar os amplos quadris de Reba, no tecido solto de sua saia curta, enquanto passava pela fila de espera para entrar pela porta do clube. As filas eram para ovelhas, aqueles que de fato possuíam algo chamado paciência. Reba tinha certeza de que havia trocado seu lote de tolerância por um biscoito quando ainda era um filhote. Como resultado, a paciência não era uma de suas virtudes, então fique esperando por sua vez. Ignorando os protestos daqueles que não foram agraciados com essa ternura, se colocou à frente deles, apenas para ter a sua entrada


bloqueada por um cara grande, vestindo uma camisa polo de gola preta, bordada com o logotipo do Club RainForest Menagerie. Sob ele estava costurado a palavra “Funcionário”. — Pare. “Olá. Sério que ele acha que pode ficar no meu caminho?” Só porque faltava uma certa vantagem em sua altura, não significava merda nenhuma para Reba. Olhou para cima e presenteou o fanfarrão com um olhar. O olhar. O tipo que dizia: "Mexa sua bunda, bubba." – Neste caso, bubba era o grande humano, ele era idiota o suficiente para erguer uma mão, bloqueando seu caminho. “Oh infernos não. Ele não apenas fez isso.” Ele agravou seu erro. — Você não pode entrar aí. A palavra “não” era uma que ela reconhecia. Mamãe tentou ensiná-la a conhecer e respeitar os limites. Mas seu pai sempre disse que não podia, era apenas um estado de espírito. Adivinhe quem ela ouviu? Não era por nada, mas Reba tinha uma gaveta em casa dedicada ás blusas com “menina do papai”. — Eu espero — ela anunciou. Mais ou menos. E mesmo que ela não estivesse, como ele se atreve a ficar em seu caminho? “Não o acerte. Lembre-se do que Arik disse, sobre ter certeza de que qualquer coisa que faça seja justificada.” Aparentemente, ele


concordava com Carlomagno com algum tipo de regra de provocação. Ferver por baixo, mas nunca bater primeiro. Mesmo tentada. “Rawr, triste.” Ela se comportou, colocando as mãos atrás de suas costas, mas isso não impediu a contração de seus quadris, podia praticamente sentir uma versão fantasma de sua cauda balançando atrás dela. Podia sentir sua leoa vindo sobre ela. Não deixe solta. Bubba franziu o cenho para ela. — Ninguém me disse nada sobre um convidado especial, pode ir para o final da fila. Eu? Ficar em uma fila. Desculpe, Arik, mas ela tinha toda a razão do mundo para abocanhar um pedaço do idiota. O humano pensava que podia bloquear a sua entrada. Esse tipo de temeridade merecia uma resposta. Num movimento rápido, estendeu a mão, agarrou o pulso de Bubba e puxou-o para perto, perto o suficiente para ele ver o âmbar primal de sua besta, brilhando em seus olhos. Mostrou uma sugestão dos seus sentidos também. — Não fique no meu caminho. Eu fiz homens maiores gritar. — Era sempre embaraçoso quando eles soluçavam por suas mães. O grande idiota zombou.


Ela quase riu de prazer. Eles simplesmente nunca ouviam. Essa diversão era previsível. Uma virada de sua mão e Bubba atingiu o chão, seu rosto redondo empalideceu de dor. Ela não quebrou seu pulso, mas teve que fazer um esforço consciente. Esquecia da sua própria força às vezes ao lidar com as ovelhas. “Arik disse para não chamá-los assim.” Arik também disse que não devia atacar o garçom da pizzaria até que ele gritasse. Como se ela e as meninas ouvissem. Fazia parte de seu ritual de sexta-feira à noite, juntamente com irritar uns aos outros e andarem nus pela rua. Embora agora, com a sua capitã faladora Meena fora, com os policiais à espera de prendê-los por exposição indecente, elas teriam que encontrar um novo movimento ousado de leoas para quando a garrafa de tequila terminasse. Ainda de joelhos, Bubba choramingou. “Ups.” Havia se esquecido dele por um segundo. Ao avistar o fone de ouvido que o idiota usava, ela se aproximou e sussurrou: — Pronto ou não, aqui vou eu. — antes de soltar o humano. Ele balançou para trás em seus calcanhares, lhe deu um olhar sombrio, mas não tentou detê-la quando entrou. Homem inteligente. Ela poderia esquecer os seus costumes se tentasse alguma coisa. “Veja, chefe, eu me segurei.” — Ela tinha parado de fazê-lo chorar.


Passado o limiar, se encontrou em uma câmara externa com bancos que alinhavam nas paredes, a superfície pintada em uma cor escura, com símbolos de néon e letras estranhas. Decoração estranha que ignorou a princípio – embora, fez uma nota mental, para enviar ao clube um cartão de visita. Quem projetou e escolheu as cores para este lugar deve ter sido reprovado na escola de design de interiores. Este clube precisava de ajuda de uma forma importante, mas não estava aqui para vender seus serviços – ainda. Isso seria negócio para segunda-feira. Hoje estava aqui pelo Bando. Caminhou para a porta que levava ao clube. Um par de fêmeas vestidas grosseiramente – mais humanas, vestidas com tops e shorts de lycra minúsculos, que mais pareciam um conjunto de tiras – ficaram boquiabertas para ela. Abraçaram as pranchetas em seus peitos, certamente se sentiam inadequadas ao lado de Reba. Toda natural, com clivagem feita para engolir coisas inteiras, um ótimo local para armazenar seu telefone e dinheiro extra. As meninas que estavam na porta do santuário usavam fones de ouvido, enquanto a música impossibilitava que Reba ouvisse, alguém obviamente disse algo uma vez que ficaram de boca aberta. Acho que alguém acabou de dizer que vim para visitar. Lisonjeiro, realmente, a forma como eles comiam com os olhos seu estilo de estrela do rock. Reba mandou um beijo para elas e riu enquanto recuavam.


O que havia em sua aparência que os faziam desconfiar tanto dela? Bubba se queixara daquela senhora malvada? Eles se curvaram diante da grandeza de seus sapatos? Quem se importava? Na verdade, ela, porque ninguém queria brincar. Aparentemente, Reba brincou muito duramente. Luna não era a única a quebrar os brinquedos. — Senhoras. — ronronou a palavra quando alcançou o segundo conjunto de portas. As meninas de ambos os lados recuaram. Um puxão na maçaneta abriu um lado, quando passou, notou o pessoal vestido com camisetas pretas convergindo para ela. Caras grandes, com músculos grandes. Legal. Pelo menos mostraram respeito suficiente para enviar mais de um. Uma senhora gostava de pensar que era admirada. Antes que pudesse fazê-los cantar soprano, pararam, de forma abrupta, se viraram, sumindo nas sombras que costumavam se esconder. Provavelmente porque um certo tipo furtivo estava atrás dela, não furtivo o suficiente para não notar, no entanto. Seu cheiro intrigante – o tipo que ela queria rolar e lambuzar – o entregou. — Você não podia ter esperado mais alguns minutos? Eu estava esperando algum exercício. — ela reclamou. Por que as pessoas sempre arruinavam sua diversão? — Se eu soubesse que você estava vindo, teria mandado meu pessoal fazer um caminho com pétalas de rosas e cumprimentá-la na porta. —


disse uma voz que pertencia ao locutor de rádio da noite – dizendo coisas sujas quando estava sozinha na cama com seu amigo operado a baterias. Como se ela fosse dar a Gaston Charlemagne, o novo misterioso residente de sua cidade, um aviso? Não era assim que ela operava. — Por que perder tempo? — Reba anunciou. Arik lhe deu um trabalho para fazer — “Descubra o que Charlemagne está fazendo na minha cidade” — assim em vez de doar suas flores para a casa de idosos locais, ou jogar os chocolates exóticos que enviou para as meninas que mergulharam no sofá para agarrá-los, tentou uma abordagem direta e seguiu ele até seu local de trabalho. Club Rainforest Menagerie, ênfase em ménage. Parecia que o Sr. Charlemagne atendia àqueles que preferiam um estilo de vida mais hedonista. Pelo menos ele era o que queria. Quando abriu pela primeira vez, o clube era só para casais e senhoras solteiras. Mas desde o incidente com sua equipe de vampiros, fez uma transição na atmosfera do clube, mais geral. Isso significava que não havia pessoas nas gaiolas acima do chão e uma música melhor para dançar. Girando sobre seu calcanhar, ela avistou a aparência esbelta de Gaston Charlemagne. De pé mais de 1.80, estava impecavelmente vestido com calças pretas, uma camisa do mais profundo azul meianoite, a frente dela perfeitamente dobrada e um sorriso destinado a molhar calcinhas. Ainda bem que ela não usava uma.


“Ele parece muito gostoso.” Cheirava ainda melhor. Assim como a primeira vez que Reba o conheceu, teve que se perguntar o que diabos todo mundo estava falando, quando disseram que ele não tinha perfume. Ele cheirava perfeitamente bem para ela. Mais do que bem. Decadente, chocolate com uma pitada de mistério fumegante. O aroma fazia com que sua boca salivasse. “Quero dar uma mordida.” — Vá em frente. — Ele limpou a garganta. — Tenha uma mordidela. O convite era menos estranho do que o fato de que... ELE LEU MINHA FUDIDA MENTE! Oh inferno não. Era obviamente o trabalho do diabo. Ser uma boa menina católica – isto é, se possuíssemos a roupa, a saia curta e as meias brancas na altura dos joelhos – ela saberia o que fazer. Dedos em cruz, ela os segurou na frente dela como uma proteção. — Sai da minha cabeça, criatura vil. — Com licença? — Vá embora, oh roubador de almas. Você não terá meu corpo ou meu sangue. — Ok, talvez ele pudesse ter seu corpo, mas ela manteria o sangue em suas veias, muito obrigada.


Ele arqueou uma sobrancelha escura, escura como o cabelo em sua cabeça, mas faltando as mechas vermelhas. — Exatamente de que loucura você está falando? Você percebe que eu não sou um vampiro, certo? Isso é o que ele alegava. Como se fosse admitir ser um vampiro. — Eu não sei o que você é, mas eu sei que não haverá mais leitura dos meus pensamentos. — Especialmente desde que esses pensamentos estavam indo em uma direção que envolvia remover suas roupas. Dar nele apenas uma lambida. Uma longa e lenta lambida naqueles lábios sensualmente curvados até o pirulito abaixo do cinto. O pensamento poderia ter começado com sua gatinha interior, mas o final foi todo seu – e provavelmente sendo lido por ele neste exato momento! Ela lhe lançou um olhar e abanou o dedo. — Ignore esse último pensamento. Eu não vou fazer isso. — Fazer o que? — O que eu estava pensando. — Um pensamento que começou a ter desde que falou com ele no metrô. O tinha ignorado principalmente porque não confiava em si mesma ao redor dele. Charlemagne tinha uma qualidade muito atraente sobre ele. Até as outras leoas tinham notado seu fascínio. “É melhor não tocá-lo.”


Seus lábios se contraíram. — E o que você estava pensando, chaton3? — Ele disse com um ronrono que sua leoa invejou. — Não finja que você não sabe. Estou ciente de que você pode ler mentes. — Dizia isso nos livros de vampiros que lia. Por sua acusação, risos ricos lhe escaparam. — Dificilmente. — Então como você sabia que eu queria mordê-lo? — Porque você falou em voz alta. Ela piscou. — Eu falei? — Droga. — Mas agora estou desejando que você falasse em voz alta o que pensou, ainda á poucos momentos. O que uma senhora como você pensaria, que a faria lamber os lábios e a temperatura subir? — Senhora. — Uma risadinha escapou. Ainda bem que ele não sabia sobre o mel pingando em seu outro conjunto de lábios. Então, novamente, se soubesse, talvez fizesse algo sobre isso. “Gatinha má. Ela estava aqui a negócios, não a prazer.” — Recebeu as flores e os presentes que enviei? Em outras palavras, “por que você me ignorou?” Ela sorriu. — Não. — Mentira absoluta e ele sabia, mas não ligou. — Estou surpreso por vê-la aqui.

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Gatinha


— Estranho, especialmente porque você me pediu. — Mas eu não esperava que você viesse. Até agora você provou ser difícil. — É chamado de jogar duro para conseguir. — Ela não podia deixar de sorrir. Ele não deixou que ela mantivesse a vantagem, em sua luta verbal. — No entanto, você cedeu finalmente. Você veio. — A ênfase não escapou dela. E enviou um arrepio sedutor através dela e ficou difícil lembrar por que não ficaria nua com o cara. Ele realmente faz seu motor cantar. “Ataque-o.” Caíndo por um cara que pode ser um vampiro e chefiando alguns tipos de morcegos? Ela estava louca? “Sim.” — Eu preciso de uma bebida. — ela murmurou. Uma que era quatro partes de álcool e zero partes de suco. Nenhum ponto em deixar que isso fique no caminho. — Permita que eu lhe sirva. Como Charlemagne fez aquele som tão sujo? Por que ela gostou? Não podia negar que ela achou atrativo a sua marca de estilo ousado, porque também tinha uma tendência para atos destemidos. Nada a


assustava, nem mesmo este homem, por isso colocou a mão em seu antebraço, apenas para se surpreender. Desde que ele renunciou de lutar no esgoto, e até mesmo no seu clube, ela assumiu, equivocadamente, que talvez não fosse um homem muito fisicamente apto. O grosso músculo escondido por suas mangas compridas dizia o contrário. Ela apertou. — Vejo que alguém malha. — Um homem deve sempre estar pronto caso ele precise entrar em uma atividade extenuante. — A resistência é importante, mas... — ela lançou um olhar através de cílios parcialmente fechados —.... a habilidade real não precisa de muito tempo. Ele ladrou uma risada. — Verdade. Mas a resistência pode ser útil para outras situações. —Suponho que essas outras situações, não envolvem lutas no meio do esgoto com sua equipe. — Enquanto caminhavam pelos clientes do clube, ela encontrou seu olhar preso por um sujeito grande. Como leu o arquivo, sabia seu nome. Jean François, supostamente o segundo em comando de Gaston, um tipo de criatura estranha que era um cruzamento entre um cara morcego e uma gárgula. Como eles eram chamados? Wampers? Ou era wankers? Ela não sabia, daí o por quê estava aqui para descobrir mais. Especialmente para descobrir mais sobre a estranha merda acontecendo em torno da cidade.


Durante as instruções, Arik e sua equipe mais próxima falaram sobre Gaston Charlemagne e sua estranha equipe. O que eles sabiam até agora – Charlemagne tinha se mudado para a sua cidade do exterior, e problemas logo o seguiram. O próprio homem parecia ser uma espécie de sobrenatural. Apenas não um shifter. Uma teoria dizia ser vampiro. Totalmente legal. Outra dizia que era alienígena, que estava aqui para implantar um código genético alienígena. Fora isso, era totalmente legal. O homem tinha tantos segredos e ela queria desvenda-los todos – mesmo aqueles escondidos sob suas roupas. Algumas teorias diziam que era o diabo e tinha uma cauda. Reba se ofereceu voluntariamente para descobrir. Charlemagne não era o único interessado no bando. Seu pessoal, seu tipo nunca visto antes, era um enigma. Poderiam mudar para uma criatura híbrida semelhante a um morcego, mas não eram nada como os pequenos comedores de insetos noturnos, especialmente quando você adiciona o fato de que bebiam sangue. Agora, Reba não era avessa a um pouco de lanche fresco. Sua leoa não era um coelho fodido sustentado por folhas e cenouras. Um apetite saudável exigia proteína – e não apenas a variedade de salsicha masculina. No entanto, sugar sangue da veia de um ser humano? Ou um shifter? Isso desencadeou seu grito de protesto.


“Não coma coisas que falam.” Uma lição ensinada a todos os shifters em uma idade muito jovem, especialmente os do tipos predadores. Os grupos de aves ainda não deixavam os filhos frequentarem as mesmas escolas. Faça uma piada sobre servir um cisne para o jantar de Ação de Graças e uma raça inteira ficaria ofendida. Mas de volta a Charlemagne e sua equipe, uma equipe técnica muito menor do que ele começou quando mudou para a cidade de propriedade do bando. Parecia que alguns de seus funcionários especiais haviam cometido uma sequência de sequestros e matança, comendo shifters que pertenciam ao bando e outros bandos. Nada grande, quando esses culpados se foram, o homem que costumava ser seu patrão permaneceu, Charlemagne parecia pensar que estava acima de suas leis. Bufou. Sim, não. Reba estava aqui para colocá-lo em seu lugar, conseguir algumas respostas e talvez algumas bebidas grátis. Sendo uma leoa, ia se divertir enquanto isso – às suas custas, é claro. — Se a senhora deseja ver em primeira mão minhas habilidades de luta, tenha certeza, de que estarei mais do que feliz em mostrar a você. Pessoalmente. Lançou um olhar rápido ao proprietário do clube, seu lábio se curvou em um meio sorriso. — Desculpe, mas você não é meu tipo. — Seu tipo geralmente rugia. Uma pena que eles não ficavam por muito tempo depois. Algo sobre Reba os assustava.


Bocetas. Todos sabiam que Luna era a violenta e Reba era a dama. “Tosse”. Porcaria sua leoa tinha uma bola de pelo novamente. — Ah, sim, eu deveria ter adivinhado. Você prefere homens maleáveis que se curvam a cada uma de suas ordens. Você está certa, não seríamos bons companheiros desde que eu gosto de dar as ordens. — Ele gesticulou para ela ir na frente, para subir um lance de escadas, quando passou, ele deu um tapa em seu traseiro e disse em um murmúrio rouco. — Especialmente na cama. Meow... Porra. Não poderia dizer o que era mais quente, suas palavras, a bofetada, ou o fato de que saltou os degraus, garantindo assim que sua saia levantasse e balançasse, o que significava que ele provavelmente teria uma visão muito agradável de seus bens. “Olhe para esse tesouro e chore porque estas coxas não vão te agarrar tão cedo.” Arik determinou algumas regras para sua missão – número um, era não começar qualquer luta. A número dois, era a mesmo que a número um. E a número três era nada de sexo com Charlemagne ou sua equipe. A não ser que fosse necessário – acrescentou aquela última parte uma vez que Arik certamente esqueceu. Reba pegaria um pelo bem da equipe, de qualquer maneira. “Inferno, eu pegaria ele, só por ser bonito de olhar.” Quase tão arrogante como um leão, ela preferia sua atitude franca.


A subida dos degraus a levou a um pequeno patamar e a uma porta. O cara que a guardava, um sujeito sem odor, saiu de lado, ela passou rapidamente, já familiarizada com as informações com o layout do clube. Havia evitado propositadamente desde que o conhecera, muito consciente de sua louca atração pelo cara e determinada a ignorá-lo. Até que o chefe ordenou que ela viesse. Agora, como não tinha escolha, planejava aproveitar ao máximo. Tanta dificuldade, ter de ir para um clube somente para arrancar informações. As coisas que fazia pelo trabalho. Suspirou. Risadinha. Apesar de sua escolha de decoração pobre, admitia que era um lugar luxuoso. As principais instalações do Club Rainforest estavam no piso principal – duas pistas de dança, algumas áreas de bar, um salão com sofás reais – cobertos com um piso para fácil lavagem – e banheiros, alguns unissex com grandes cabines que facilitavam a conexão. Pelo menos foi o que ouvira. Só porque Reba evitou festejar aqui não significava que os outros do bando não fizeram. Somente a cabine do DJ e os escritórios administrativos foram colocados acima do nível do solo. “Eu aposto que é muito melhor para cuidar dos negócios”. E o que ele via quando olhava para baixo? Enquanto o clube atendia ao lado mais


hedonista dos humanos, ele assistia? Talvez entrasse em uma pequena ação de cinco dedos? Ela quase perguntou. Quase. Certamente entenderia isso como um convite se fizesse, então se absteve, quando lhe lançou um olhar sob os cílios quase fechados. — Por que tenho a impressão que você acabou de ter um pensamento sujo novamente? Como ele a lia tão bem? — Talvez porque eu tive. Uma vergonha que você não conseguiu ler esse. — Ela soltou uma pequena risada enquanto se afastava dele para realmente aproveitar o espaço. Uma lâmpada fraca de pé em um canto fornecia a única iluminação na grande sala. A falta de iluminação adequada não impediu sua capacidade de ver. Em vez disso, provavelmente ajudou a ver o que acontecia lá em baixo. Uma parede com janelas dava para o piso movimentado do clube, se aproximou dela, espiando o negócio que Charlemagne conseguiu construir em um curto espaço de tempo. A mudança do clube de sexo, quase puro, para um de dança, não parecia ter afetado sua frequência. — O lugar está cheio esta noite. — É assim todas as noites, mas você não está pelo meu sucesso como proprietário de um club.


— Você está certo. — Ela girou. — Estou aqui para descobrir mais sobre você. — Cada detalhe íntimo, começando com seu tamanho de sapato. Uma olhada para baixo mostrava pés de tamanho decente. Quanto a suas mãos? Dedos longos mas esbeltos, usava um anel na mão esquerda, não um de casamento, algo grosso e masculino com uma pedra grossa. — Então isso é um interrogatório? — Talvez. — E se eu escolher não lhe dizer nada? O que você vai fazer? A brincadeira intencional a balançou e não pôde evitar em ir junto. — Acho que vou ter que torturá-lo para conseguir algo. — Isso parece promissor. — Novamente, ele praticamente a acariciou com suas palavras. Era verdadeiramente desconcertante, especialmente porque queria que suas mãos a acariciassem também. Se distraiu sentando na mesa, cruzando as pernas e balançando a cabeça. — Você não me prometeu uma bebida? — Promessas são coisas tão poderosas e nunca devem ser tomadas em vão. Não, elas não deveriam, porque se quebradas significaram que uma leoa poderia acordar com suas sobrancelhas raspadas e um bigode permanente com marcador. A pobre Stacey passara semanas usando


uma burka, mas aprendeu a lição. Não prometa a uma menina viciada, filmes e sorvete, para em seguida, a trocar por um homem. — Isso significa que você mentiu sobre a bebida? Seus lábios se contraíram. — Algum pedido especial? “Um corpo alto, escuro e bonito?” Comporte-se. — Eu vou levar qualquer coisa batida, agitada, ou até mesmo lambida no meu peito. — Não precisava agarrá-los e empurrá-los juntos. Usava um bom sutiã hoje, aquele que dava o dedo do meio à gravidade. — O melhor shot de Tequila é aquele no corpo. — Que tal se nós escolhermos algo um pouco mais casual do que uma bebida forte. — Virou as costas para ela, passou o tempo que ele usou puxando uma garrafa de uma adega climatiza de vinho–um homem com classe que bebia de garrafas climatizadas e não tiradas de caixas– o estudando. Pela luz suspensa sobre a geladeira, seus cabelos brilhavam com notas de castanho avermelhado, uma tonalidade estranha para um homem que possuía ascendência Europeia tão obvia. Esse sotaque sexy entregava a sua origem. Mantinha o cabelo curto, ordenadamente aparado o suficiente para que não tocasse o colarinho de sua camisa abotoada. Ombros largos levavam a uma cintura fina e uma bela bunda. Quando Charlemagne se virou, a olhou fixamente, arqueando sua sobrancelha escura. — Admirando a vista?


— Só imaginando o que está escondido embaixo. — Ela estendeu a mão e deixou que seus dedos se enrolassem ao redor do caule do copo de vinho. — Eu poderia me despir para te mostrar, mas por que arruinar o mistério? Você só tem que sair perguntando. Que arrogância, supor que ela pensaria nele. Ela não pôde deixar de rir. — Que fofo, você está achando que eu me importo com você. Desculpe, docinho, mas infelizmente você está muito enganado. — Mais mentiras. Ela pensava nele, mas sua mãe a ensinara a nunca deixar um homem saber. — A coisa é, chaton, eu nunca estou errado. Você está intrigada comigo. — Porque eu tenho que estar. Você parece pensar, que eu estou aqui, que vim por minha própria vontade. — Ela fez um barulho alto de um bufar irritante. — Errado! Estou aqui porque o chefe me mandou. — Enviada para descobrir meus segredos pelo seu chamado “Rei Leão”. A suposta ofensa fez com que se endireita-se, estreitando seus olhos. — Arik é o rei desta cidade. — Talvez ele seja o rei dos gatos, até mesmo de alguns dos cães, mas ele não tem influência sobre mim. Eu não sou um a ser comandado. Por ninguém. — Ele sorriu e foi um sorriso delicioso.


Pequeno bastardo arrogante. Mas ele teria que se esforçar mais se esperava impressioná-la. Reba já conhecera alguns homens muito arrogantes. — Você diz que não vai receber ordens de ninguém, mas ainda assim você está aqui, esperto entrando em nossa cidade. Abrindo um negócio em segredo. — Segredo? — Charlemagne riu. — Dificilmente em segredo. Vocês que nunca notaram o que estava bem debaixo de seus narizes. Porque ninguém podia cheirar Gaston, a não ser Reba, ninguém mais podia sentir o cheiro de seus homens. Como detectar um possível inimigo em seu meio se eles não poderiam confiar em seus narizes? Ela rodou o conteúdo de seu copo e perguntou: — De quem você está fugindo? Porque homens de negócios bem-sucedidos não se levantam e saem, atravessando um oceano para começar de novo. — Quem disse que estou fugindo? Às vezes, um homem fica entediado e precisa de um novo desafio. Ela lançou um olhar sobre seu ombro. — E você pensa que fazer as pessoas dançarem e desperdiçar todas as noites, é um desafio? — Administrar um clube é mais do que apenas uma casa que oferece música e bebida. — É assim mesmo? Então o que faz o seu sucesso? Há rumores de que suas festas às vezes têm uma tendência de virarem orgias.


Ele ergueu as mãos, um gesto de inocência em desacordo com sua aparência perversa. — Eu não consigo controlar o que os meus clientes fazem. Às vezes, a vontade os atinge e as coisas acontecem. — Eu sei tudo sobre as coisas acontecendo, vou acrescentar que hedonismo geralmente não é um deles, a menos que incentivado por elementos externos. — Reba poderia possuir um lado selvagem, mas esse lado acreditava em uma porta fechada quando as roupas saíam. Mas aquela porta fechada poderia estar em público. A possibilidade de ser pego acrescentou um certo elemento de excitação. — Você está me acusando de drogar meus clientes? — Gaston cruzou os braços. — Já aconteceu antes. Ou você vai negar que essa poeira de glitter estava no meio dos problemas? — Os problemas aconteceram quando os shifters vieram visitar o clube e acabaram desaparecendo, virando um lanche para os seus funcionários. Mas isso não era a única coisa que estava acontecendo. Havia alguns relatos de uma nuvem de poeira jogada sobre os participantes do clube, uma poeira que deixava cair todas as inibições. Luna e Jeoff ficaram presos quando estavam investigando. De acordo com Luna, as coisas ficaram quentes e intensas. — A polícia descartou o jogo sujo. Um recipiente foi encontrado através de uma das entradas de ar. Nenhuma das impressões


correspondem à equipe ou clientes. O consenso geral parece ser alguém fazendo uma brincadeira. Não vai acontecer de novo. Ela não pôde deixar de sorrir enquanto disse: — É essa a sua maneira de dizer que não tem orgasmos hoje à noite? A maioria dos caras se recusava ou ficava grosseiro. No entanto, Charlemagne não era um menino para engolir em pânico a sua ousadia. Este não era um homem rebelde que tentava saltar em seu corpo sem finesse. Este era um homem, confiante, totalmente. Seus olhos brilharam com uma possível luz carmesim, ou foram os feixes estroboscópicos dentro do clube que deram essa impressão? Seu lábio ergueu em apenas um canto, uma sexy dica de humor. — Quem disse que não haverá orgasmos? — Eu, porque, infelizmente, o chefe disse “não tocar”. Eu só deveria fazer

você

derramar

suas

tripas.

Figurativamente,

não

grosseiramente. — Eu não teria que tocar em você para te fazer gozar. — Sentou na frente dela, tendo a vantagem da altura. Sentou-se muito à vontade, com as pernas ligeiramente abertas, os cotovelos nos braços e os dedos entrelaçados. — Eu poderia fazer você gozar e não colocar um dedo em você. Ele achava que poderia convencê-la a gozar? Seu nariz enrugou. — Devo dizer, docinho, eu nunca achei grande toda essa coisa de conversa suja. Pessoalmente, eu acho que se você tem respiração


suficiente para falar, então você não está usando a língua de forma eficiente. Seus lábios definitivamente se contraíram nesse tempo. — Minha técnica não precisa de palavras. Eu apenas faria você gozar. Talvez ele pudesse. Aquela voz aveludada dele agia como uma carícia, a excitação zumbia dentro dela. O calor aumentou, também, e não um calor nascido do álcool do vinho. — É aqui que eu deveria ser superada por suas insinuações, atacar seu colo, e desmaiar sob sua técnica perita? — Ataque se quiser. — Eu não quero. — E você mente de novo. Só por isso, eu não vou fazer você gozar até que me peça. — Eu nunca pedirei a você. — Pedir era para garotas desesperadas. Reba esperava que a sedução acontecesse. Ele balançou a cabeça, as dicas avermelhadas piscando. — Usando a palavra nunca, você tem certeza de que vai acontecer. Há forças lá fora, forças do mal, que irão trabalhar contra você. — Ele falou tão seriamente que ela não pôde deixar de rir. —Eu não posso acreditar que você é supersticioso. — Me chame de antiquado.


— Um homem antiquado não espera que uma mulher implore. Ele pega. — Quando se trata de sexo, eu sou um homem moderno. Acho que vou gostar quando me pedir para lhe agradar. Enquanto isso, enquanto você luta contra seu desejo natural, diga-me, o que mais você queria saber sobre mim? Ele era tão bom quanto afirmava? Só há uma maneira de descobrir. “Acalme, gatinha. Não haverá demonstração para experimentar”. Porque ela não iria pedir-lhe para fazê-la gozar – mesmo que estivesse um pouco curiosa. Em vez disso, Reba foi com a pergunta que todos queriam uma resposta. — O que você é? — Nada que você já encontrou antes. — Bem, duh. Mas o que seria isso? — Um segredo por agora. — Ele inclinou a cabeça. — Próxima pergunta. Deixou passar o que era por agora. — Por quê você está aqui? — Apenas perseguindo oportunidades de negócios. — Mas por que aqui especificamente? — Ela cutucou. Seus olhos escuros a observaram. — Talvez o destino me trouxe aqui por uma razão. Talvez haja algo nesta cidade que eu precise. Algo que eu preciso ter para sobreviver.


Ela estalou os dedos. — Você veio pela comida, não é? Porque sabe que temos a melhor churrascaria da cidade. Muito embora seus pratos sejam esquecidos, sendo deixados de lado. As batatas assadas são de morrer. Literalmente, e não toque a minha, ou vou esfaqueá-lo com um garfo. — Vou tentar me conter. — Charlemagne falou seco. — Então nós temos um encontro? — O que? — Encontro. Você é lento ou algo assim? Você acabou de dizer que prometeu não comer a minha comida, o que implica que estamos indo para um encontro. Sorte sua, estou livre amanhã à noite para te encontrar no Lion's Pride Steak House. Certifique-se de parecer bonito. — Ela acariciou sua bochecha e pulou fora da mesa. — Cinco horas é muito cedo? Eu ouvi dizer que amanhã é para estar um dia ensolarado, brilhante. — Cinco horas está ótimo. — Vejo você então. —Soprou-lhe um beijo e foi para a porta, apenas para gritar quando uma mão bateu em seu traseiro. — Docinho! — ela gritou, espantada com a rapidez com que se movia. — O que foi, chaton?


Ele não parecia estar próximo o suficiente, quando girou para olhar, ele ainda estava sentado em sua cadeira. Não perto de sua bunda. Assustador. — Você me tocou? — Você gostaria que eu tivesse? — Ele respondeu. Sim. Ela podia sentir a agitação debaixo de sua pele, sua cauda fantasmagórica tremulando, cada parte dela incitando a ir com seus instintos. E esses instintos queriam atacar. Mas então ele ganharia e o jogo terminaria. Onde estava a diversão nisso? Ela gostava de jogar. — Eu não vou fazer isso fácil. Se você quer isso... — ela apontou para sua figura... — Então terá que trabalhar para ter isso. Agora lembrese do que eu disse sobre sua aparência bonita. Quero que você fique bem no caso de alguém da minha equipe estar lá. — Quem estou enganando? Todos estarão lá porque vou chamá-los e dizer para irem. — Não se atrase, ou eu vou começar sem você. — ela disse. — Eu estou bem com você preparando as coisas para mim. Use um vestido. — foi sua resposta, pouco antes da porta atrás dela se fechar. Oh, ela usaria um bom vestido, sem calcinha. Vamos ver quem estará implorando amanhã á noite. Miau!


ê

Gaston

Um encontro. Gaston estava indo em um fudido encontro. Como diabos isso aconteceu? Quando Arik o contactou exigindo reuniões, acabou com ele. Gaston não respondia a animais domésticos. Ele não se associava com eles, ainda assim, começou a rever essa regra particular quando a beleza de pele mocha, com uma atitude descarada, não deixava a sua mente. Como seus breves encontros com Reba deixavam um efeito tão duradouro? Ele queria vê-la novamente, agora. No entanto, neste tempo e lugar moderno, ele não podia simplesmente puxá-la da rua. Hoje em dia, eles chamavam de sequestro e carcere privado. No passado, era considerado parte do namoro. Então ele negociou com Arik para trabalhar exclusivamente com Reba. Queria falar apenas com ela, precisava descobrir por que ela continuava sempre aparecendo em seus sonhos ultimamente. Tentou


ser mais moderno, enviando flores e presentes. Ela não respondeu. Apesar de seus melhores esforços, ela o ignorou. “Me ignorou.” Ainda queimava com indignação. E ele não poderia acorrentá-la por sua ousadia, ou tirar seus pires de leite – “eu preferiria lhe dar o meu creme” – assim, negociou com o rei leão e usou sua lealdade ao bando para mandá-la para ele. Pensou estar preparado para lidar com ela. Ele era um homem de respostas suaves e frias. Com todos, menos ela, pelo que parecia. Conseguiu não derramar nenhum segredo, mas de alguma forma, estava indo em um encontro com Reba. Reba com as curvas sexy. Reba com o cabelo selvagem que queria puxar. Reba com o radiante sorriso e boca ultrajante feita para chupar. Erro momentâneo. Porra. A mulher poderia ter deixado sua presença, mas sua essência ficou, uma distração que mal podia permitir. Não com os eventos começando a desenrolar. A porta se abriu e o seu segundo em comando, Jean-François, entrou. — Eu vejo que a gata de beco se foi. O que ela queria? Ela foi enviada para espionar? — Ela não passa de uma pessoa inofensiva. Nada para se preocupar. Quer tomar uma bebida comigo? — Ele inclinou seu copo vazio antes de se levantar e arrumar para reabastecê-lo.


— Que tal em vez de uma bebida, eu te dar um tiro na cabeça? O que você está pensando em se encontrar com um dos gatos do bando? Pensei que o plano era evitá-los depois do incidente do metrô. — Mesmo eu não posso recusar uma ordem do Alto Conselho. — Aqueles que fizeram, não viveram o suficiente para se arrepender. — Disseram para trabalhar com os felinos, não convidar o que você está cobiçando para se encontrar em particular. O que te faz pensar que ela não vai voltar para o rei e dizer que fez avanços indesejáveis? — Ela quer que eu a seduza. Ela não vai admitir isso. — Você está brincando com fogo. — Não, eu estou brincando com ela porque ela me agrada. Já faz um tempo desde que estive com uma mulher. —

Um longo tempo.

Ninguém o envolveu além do alívio físico. Nenhuma o inspirou a fazer acordos. — Se você está excitado, então, contrate uma acompanhante. — Uma sugestão prática que sempre vinha do seu segundo em comando. Mas uma acompanhante não era Reba, uma mulher que derrubou seu maior guarda com facilidade. Uma mulher que não disse o que deveria. Ela era absolutamente fascinante. E perigosa. Tão perigosa para sua saúde. “Ela provavelmente me mataria se soubesse o que eu sou.”


A possibilidade da morte serviu apenas para adicionar uma camada extra de sabor à sua atração. Espessos dedos estalaram na frente dele. — Preste atenção. Porra, o que há de errado com você? Não temos tempo para você se distrair com uma mulher. Sem tempo, ainda assim, não podia se ajudar. Ele a afastou de seus pensamentos. — Ela é interessante. — Nada mais. Ele não podia permitir que ela se aproximasse, não com seu negócio não resolvido. — Seu alfa a mandou para procurar informações. — E ela conseguiu alguma? Gaston revirou os olhos. — O que você acha? —Eu acho que você está ansioso para vê-la novamente, desde que a conheceu. E esta noite, você provou isso, cheirando suas saias no momento em que chegou aqui. Não inteiramente sua culpa. A saia mal cobria sua bunda deliciosa, não ajudou que agora sabia que ela não acreditava em calcinhas. Quão fácil teria sido deslizar uma mão sob a saia e acariciar as dobras aveludadas. — Pare com isso. — JF latiu. — Nós temos uma merda importante para discutir e eu não posso fazer enquanto você está na lua. — Eu não estou na lua. — Embora pudesse se masturbar hoje à noite pela primeira vez em um bom tempo.


— Tanto faz. De qualquer forma, eu vim para encontrá-lo porque encontramos outra daquelas latas pela abertura do telhado. Nós retiramos antes de atingir o sistema de ventilação. — Outra tentativa de espalhar Surrexerunt Ludere, um nome fantasia para a poeira da orgia, que alguém continuava tentando despejar em seus cliente. Mais um incômodo do que uma ameaça. Servia como uma mensagem de que seu inimigo tinha o notado. Estava na hora. Esta era a oitava cidade que escolheu montar desde sua chegada do exterior. — Como é que as latas são plantadas sem que notemos? — Ninguém nunca viu elas sendo transportadas e posicionadas. As câmaras dos dutos de ar, sempre ficavam confusas antes deles aparecerem. — Eu não sei o que ou como, mas o que quer que seja está atrapalhando com o sinal para as câmeras. — Parece que é trabalho de nosso inimigo. JF deu de ombros. — Possivelmente, ou talvez um dos fodidos que se amotinaram deixando instruções e coisas antes de morrer, para alguém que está apenas terminando o trabalho. — Uma vergonha que eu não posso matá-los novamente. — murmurou. Gaston não demonstrava clemência para com aqueles que o traíram. — Eles eram fracos e deixaram suas naturezas mais primitivas ultrapassarem o senso comum. — Uma falha dos whampyrs.


— Eles podem ter sido facilmente influenciados, mas agora que eles se foram, estamos sem soldados. — Sem nenhuma maneira de fazer novos facilmente. Cada whampyr levava um certo conjunto de circunstâncias para criar. Sim, criar, Gaston ainda amaldiçoava o fato de que perdera tantos deles, em uma revolta que nunca deveria ter acontecido. Normalmente, os soldados eram fiéis ao seu mestre. Mas algo deu errado. Algo tinha corrompido seu desejo básico de servir. Precisava ainda descobrir o que, embora já suspeitasse. Até que pudesse fechar aquela lacuna em sua lealdade, poderia acontecer novamente. Esperava que não. Gostava de JF, odiaria ter que matálo. Mas faria, entretanto. Gaston não era um sentimentalista quando se tratava de seu próprio bem-estar. — Agora que você terminou de se castigar, tem mais alguma coisa que queria dizer? — Gaston perguntou. Ele encorajava a honestidade de JF, mas nem sempre gostou disso. — Pare de ficar obcecado com a garota. — Não posso. — Especialmente porque tinha um encontro para ir em menos de vinte e quatro horas. “Eu não vou.” Uma resolução que não funcionou. A próxima coisa que sabia, era que as horas passaram e estava três minutos adiantado no dia seguinte no restaurante, impecavelmente vestido e se chamando de idiota por ter ido. Ele se arrependeu no momento em que entrou no restaurante.


Primeiro, a anfitriã que o cumprimentou o reconheceu. Seus olhos se arregalaram. —Santo pedaço de milho em uma cruz, você veio. Ela não estava contando história. — A anfitriã riu. — Espere até que as senhoras joguem uma carga em você. — Então ela sorriu. Sorriu o tempo todo em que o levou, pessoalmente, até sua mesa, sua mesa de dois lugares no meio da grande sala de jantar, uma sala de jantar principalmente composta de shifters e os seres humanos que sabiam deles. E, não, ele não fez nada tão primitivo como cheirar o ar para decifrar isso. Qualquer um poderia dizer, apenas por seu olhar. O olhar de um animal mal contido em uma pele civilizada. Nunca deixou de surpreendê-lo que os humanos nunca notaram os animais selvagens em seu meio. Mais uma vez, nem humanos, nem shifters, jamais reconheceram Gaston até que era tarde demais. Os fregueses do restaurante olhavam fixamente, nem sequer fazendo uma intensão de esconder seu interesse. Ele os ignorou, porque realmente não se importava. Se sentou e jogou Stickman Golf em seu telefone, até que alguém se sentou do outro lado dele. Olhou de relance, notou que não era Reba e voltou ao seu jogo. Uma garganta limpou. Pancada. Perdeu sua bola no jogo. — Eu disse ahem. — Foi seguido por um limpar de garganta ainda mais alto.


Por que algumas pessoas não pegavam a dica para deixá-lo sozinho? Ele levantou o olhar. — Posso ajudar? Talvez lhe oferecer uma pastilha, ou uma solução mais permanente para o seu problema de pigarro, que envolve a remoção de sua cabeça? Uma ruiva, com o cabelo preso com grampos, os olhos marcados com uma linha escura, olhou para ele. Ela não hesitou em sua ameaça. — Eu gostaria de ver você tentar. — Isso exigiria mais esforço do que você vale. — Voltou para seu jogo, satisfeito por notar que, até agora, seu interesse em um determinado felino era específico em Reba. Esta mulher e as outras na sala nada fizeram para despertar seu interesse ou outras partes do corpo. — Então eu acho que você é esse cara. — E que cara seria esse? — O cara com esse clube. — Sim. — Ele voltou a colocar e afundar sua bola no jogo. — Já nos conhecemos. Naquele ataque de monstros quando Luna estava presa, nos esgotos. — Possivelmente. Eu não me lembro. — Ele a conhecia de seus arquivos, no entanto – Stacey, era coordenadora de eventos para o bando – casamento, aniversário, ataque de guerrilha. Ela fazia com que os acontecimentos saíssem sem problemas.


— Por que você está aqui? — Ela perguntou, mais irritante do que uma mosca. — Isso é um restaurante, certo? Ela assentiu com a cabeça. — Então é lógico que eu esteja aqui para uma refeição. — Os cheiros vindos das outras mesas e da cozinha pareciam indicar um certo grau de competência. —Você está comendo aqui sozinho? — ela pescou. Ele mordeu sua isca. — Estou esperando uma pessoa. — Você quer dizer um encontro? Aqui? — Ela piscou e virou a cabeça. Não disse uma palavra, e, no entanto, outra mulher se aproximou e arrastou uma cadeira para a mesa. — Ele está esperando por seu encontro. — ela informou ao recém-chegado. — Aqui? — As duas olharam para ele. Desde que o entediou, continuou a jogar o golf. — Ele come? Não seria mais como beber? — Perguntou a loira com cabelo curto. Joan, a instrutora atlética do bando. Ela corria seriamente duro em seus pés de acordo com as fofocas. — Aposto que ele está aqui por aquela carne de tartan. — Eu acho que você quer dizer bife tartare. — Não pôde evitar corrigir, cometeu o erro de erguer o olhar, para perceber que elas olhavam para


ele, três felinos agora, vendo como outra das mulheres tinha se juntado a eles, se ajeitando no colo da primeira. A natureza sem piscar de olhos de sua avaliação não o impediu de voltar ao seu jogo, mas ele falhou em seu tiro. — Então, você é um vampiro? — Perguntou uma delas com coragem. A obsessão perseverou. Ele suspirou e se dirigiu aos felinos que se multiplicavam diante dele, quatro agora em sua conta. — Não, eu não sou um vampiro, se abrir as cortinas e deixasse a luz do sol entrar, iria incomodar apenas aqueles que estiverem diretamente sob seus raios. Eu tenho uma casa de praia em Punta Cana onde eu passo um tempo me bronzeando. Eu também nado no oceano durante o dia. Essa resposta é o suficiente? A quinta mulher a se juntar à pilha ao seu redor perguntou: — Vocês nadam com sunga ou nus? — Você vai ver quando eu mandar pelo Snapchat as fotos das nossas férias. — Na chegada de Reba, os olhares se moveram dele para Reba – que parecia voluptuosa em seu vestido camisa azul claro. Botões na frente imploraram para ser estalados, exceto que havia um pouco de audiência. — Você é a namorada dele? — Perguntou a ruiva. — Eu pensei que você não estava interessada. — Eu não estou.


— Posso tê-lo? Ele é interessante. — Uma de olhos verdes o desnudou. — Não, você pode não tê-lo. Ele é meu no momento. — Reba sacudiu a cabeça, o balanço mostrando os aros pendurados em suas orelhas. — Ele me convidou para sair, então vá ficar com ciúmes em outro lugar. Scat. — Reba balançou as mãos, de repente, Gaston estava de volta sem convidadas, uma situação confusa certamente, desde que ela o chamou de “meu”. — Você está atrasada. — ele observou. Ele era um homem que gostava de pontualidade. — Estou aqui. Agradeça. — Você é quem escolheu a hora e o lugar. — Eu sei. E você veio. — Sorriu para ele, o sorriso afiado de um predador finalizando. — E você está muito bonito, baby. Como poderia dizer, já que a maior parte de sua roupa estava escondida na mesa? Então lhe ocorreu que ainda estava sentado. O que era totalmente rude para um homem criado com valores antiquados. Levantou-se de um salto, em seus modos o fez segurar a cadeira em frente à dele, para Reba. — Você não quer se juntar a mim? Ela realmente parecia surpresa, e era dele, ou por ouvir um "Oooooh" de mais de uma voz? Ele também ouviu uma bofetada e um sibilado. — Por que você não faz isso para mim?


Reba sentou e retornou ao seu lugar. Esperou até que o garçom apareceu para encher seu copo com vinho antes de levantar o dele e brindar com o dela. — Para que possamos conhecer um ao outro. — Com roupas. E — “piscou” — sem. Sua conversa não passou despercebida quando alguém gritou: — Não se esqueça de verificar se ele tem uma cauda, quando você as tirar. Ele não pulverizou o vinho, mas estava perto. — Uma cauda? Ela acenou com a mão, ignorando completamente, em seu melhor. — Algumas das apostas que circulam, alegam que você é o diabo. Mas eu vi sua bunda. É muito boa para esconder uma cauda. — Obrigado, eu acho. — Me agradeça mais tarde, quando eu o apalpar para ter certeza. Ele precisava de um grande gole depois disso. Sua companheira de jantar parecia determinada a mantê-lo fora do equilíbrio. — Eu pensei que você não viria. — ele disse depois de engolir a bela safra. A pesquisa que fez mostrou que as leoas, especialmente aquelas de um bando forte, tendiam a jogar jogos. Especialmente jogos de poder. Basta olhar para ela aparecendo sem aviso na noite anterior, tentando pega-lo desprevenido. Tinha funcionado. E agora olhe isso, ele ainda dançava em sua melodia. Era um pouco humilhante para um homem de experiência ser pego por uma mulher.


— Não vir? Estou quase gozando. — Ela sorriu e inclinou para a frente, o decote de seu vestido com a boca aberta, mostrando seus seios, mais uma vez não limitado pela versão moderna de um sutiã. Coisas horríveis que mantinham os seios prisioneiros. “As únicas coisas que devem cobrir seus seios são minhas mãos. E talvez a minha boca.” Ele possuía um desejo especialmente intenso de deslizar seu pênis entre eles. A ideia era quase suficiente para fazer um homem babar – se ele fosse um animal. Gaston tomou outro gole de vinho. Nesse ritmo, ele pode precisar de algumas garrafas. — É este o seu jeito tímido de me pedir para te agradar? É um pouco público, mas essa é sua escolha. — Se eu pedir, você saberá. Mas eu não vou. Eu não sou uma vadia que se joga em um homem. — Uma pena. — Realmente era, especialmente porque ele a teria respeitado totalmente depois, até pagaria pela corrida de táxi para casa. — Sim, é uma pena. Tenho de admitir estar desapontada. Eu pensei que você fosse um homem de ação. Um cara que assumisse o controle. — Fazer você me pedir para lhe dar prazer, é tudo sobre eu assumir o controle. — Ele a prendeu com um olhar atento. — E você vai pedir. — Porque de jeito nenhum ele iria implorar. — Não é provável. E só para ter certeza, eu cuidei dos negócios antes de sair.


A revelação trouxe uma visão instantânea dela com as mãos entre as coxas, ocupada se acariciando, os lábios entreabertos, a pele ruborizada ... Ele não conseguia parar a ereção instantânea. E ela sabia disso também, aquela pequena idiota. Seus lábios curvados. — Talvez da próxima vez eu vá lhe enviar um Snapchat, enquanto faço isso. Ele quase gritou que sim. Então ele encontrou suas bolas. — Se eu quisesse ver pornografia, eu navegaria na Internet. Eu sou um homem que prefere encontros em carne. E há muitas pessoas ao redor. — Ele propositadamente olhou para a ruiva e quando ela sorriu de volta, ele piscou. O vinho espirrando no seu rosto o pegou de surpresa. — Ups. Eu não sei como minha mão escorregou. Deixe-me pegar algo para você. — Reba estalou os dedos e o garçom, tentando não sorrir, se aproximou com uma toalha. Ele aceitou. — Não se preocupe. — Gaston fez um estalo próprio e a umidade deixou sua pele, torcida de volta para o vidro que tinha deixado. Enquanto Reba ficou boquiaberta, Gaston se abaixou e sussurrou: — O ciúme transforma você. Me ligue quando estiver pronta para me implorar. — Então ele se endireitou e entregou o número de seu telefone para ela. — Desculpe, mas os negócios chamam. Coma o que quiser. Eu já paguei pela sua refeição e para as minhas novas amigas.


Com uma piscadela, fez seu segundo truque da noite. Num minuto ele estava ali e no outro desapareceu, um simples truque de luz que ele dominara há muito tempo. Não enganou Reba. — Boa tentativa, docinho. Eu sei que você esta ai. Eu ainda cheiro o chocolate. Ele cheirava a chocolate? O quanto isso era estranho. Algo para refletir mais tarde. Deixou cair um leve beijo no pescoço de Reba e sentiu seu arrepio. Queria fazer mais, mas se absteve, em vez disso sussurrou, — Até a próxima vez, chaton. — Antes que pudesse mudar de ideia, saiu em meio aos gritos de — Como ele fez isso? A pergunta mais real era, como ela fez isso? Como ela conseguiu torcêlo até que quis cair de joelhos para implorar? Ele saiu antes de perder o jogo e seduzi-la. Engraçado como a dor latejante entre suas pernas não parecia como se tivesse ganho.


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Reba Com um ato de desaparecer que rivalizaria com um mágico em Las Vegas, Charlemagne deixou Reba com as suas partes molhadas e uma tripulação animada. Stacey chegou à sua mesa primeiro com um — Santo fodido, puta, o que diabos foi isso? “Apenas como a coisa mais quente de sempre.” — Por favor, me diga que o corpo escondido dentro desse terno é tão quente como ele é. — exclamou Joan, a perita fitness do grupo. “Que tal mais quente?” — Eu acho que alguém está com a língua presa. — cantou Melly. O grupo à sua volta cresceu quando as garotas tentaram entender o seu encontro com Charlemagne. Curto, ainda assim, nunca fora tão intenso. O homem a deixou desejando mais, apesar de suas exigências, Reba já sabia que seu amigo operado a bateria não faria


nem cocegas essas noite. Gaston deixou a necessidade nela. Molhada. Dolorida. Uma parte dela queria caçá-lo, pular em traseiro e fazer alguma coisa sobre o fogo que ele tinha começado. Podia começar por afogar o calor com a língua. Mas então ela perderia o jogo, um jogo que acabara de começar. Precisava diminuir a velocidade se quisesse vencer. Também precisava de uma maneira de esfriar seu ardor. Um mergulho no rio arruinaria seu cabelo, mas uma viagem a uma cena de crime poderia apenas fazer o truque. — Precisamos ir visitar um cemitério. — A chegada e o anúncio de Luna conseguiram superar a excitação sobre a breve aparição do proprietário da Rainforest. — Por que estamos visitando um cemitério esta noite? — Reba perguntou. E, mais importante, ela estava usando as roupas certas? — Nós vamos porque temos uma chamada sobre uma merda acontecendo lá. Sua nerd residente, Melly – que religiosamente assistia a cada episódio de Walking Dead – pulou excitada e bateu palmas. — OHMEUDEUSOAPOCALIPSEZOMBIECOMEÇOU. Estou pronta para você, Daryl. — Ela correu para fora do restaurante gritando em excitação, provavelmente para se vestir em seu equipamento de combate zumbi.


O resto das leoas apenas encolheram os ombros e fecharam as fileiras. — O que está acontecendo no cemitério? — Alguém está brincando de ladrão. Há algumas sepulturas vazias. Três delas agora, além de mais dois cadáveres faltando para o forno. — Corpos desaparecidos? — Stacey sorriu quando olhou em volta para os rostos. — Sabem o que isto significa. — Isso soa como uma missão para a... — As Malditas Cadelas! — O grito veio delas quando jogaram as mãos sobre o meio da mesa, com um monte de bofetadas junto, a maior parte delas intencionalmente dolorosas. Bem-vindos ao clube de leoas, onde seu vínculo era estreito, violento, não pensavam em se empilhar em alguns veículos e visitar a casa dos mortos depois de escurecer. Elas até mesmo mantinham coisas como lanternas, corda e calças escuras no carro. Isso deixava as coisas ainda mais interessantes. Estar preparado significava que algumas das meninas entrariam no cemitério carregando pás nos ombros. Uma leoa nunca sabia se precisaria esmagar alguns crânios zumbis ou enterrar alguns corpos. As melhores amigas nunca faziam perguntas. Elas apenas cavavam o buraco. Pessoalmente, depois de realizar muitos testes – em melões, não em crânios – Reba descobriu que o bastão de beisebol era a sua escolha mais eficaz na luta contra os mortos-vivos. Feito de alumínio leve, o


cabo envolto em fita adesiva, de proteção, rosa brilhante, com um comprimento deslumbrante – porque muito brilho, nunca era demais para uma garota – amava como a coisa nunca falhava, salvava suas unhas caras e combinava com quase todas as suas roupas, como suas atuais calças de trilha, camiseta e um moletom com capuz. Mudou seu vestido do jantar, a falta de calcinhas não era exatamente propício para ir a um cemitério. Ainda bem que também mudara os sapatos stiletto que usara para o jantar. Os tênis de Reba não iriam cair no chão macio e, mesmo que estivessem sujos, não choraria porque não lhe custaram um mês de aluguel. Mantendo o ritmo com Luna, Reba torturou a sua melhor amiga para mais algumas informações sobre a situação. O passeio envolveu um rádio explodindo enquanto cantavam karaoke no carro, tornando difícil obter quaisquer detalhes. — Então, qual é a teoria dos policiais sobre os corpos que estão faltando? — O peludo não sabe ainda e nós vamos mantê-lo quieto por enquanto. — Luna afirmou. — Pode ser difícil esconder o fato de que há cadáveres desaparecidos. — Os parentes tendiam a ficar chateados com esse tipo de coisa. Não, ela não diria como sabia desse fato particular. A colônia tinha uma ordem de silêncio sobre isso. — Na verdade, ninguém precisa saber porque quem pegou os corpos deixou os caixões para trás, que foram enterrados vazios.


Reba parou de andar, assim como Luna, deixando as outras avançarem. — Então, como alguém soube que eles estavam desaparecidos? — Por acaso. Aparentemente, um cara cuja namorada morreu em um fodido acidente, decidiu puxar uma última dança de Mary Jane e invadiu a casa funerária na noite anterior ao enterro. Ele então perdeu sua merda, porque seu caixão estava vazio e ele pensou que ela era um zumbi e que iria atrás dele por seu cérebro. — Ela era? Luna encolheu os ombros. — Não sei. Ainda não a encontrei, ele foi sedado e vigiado por setenta horas. — Então esse é um corpo faltando. E quanto aos outros? — O diretor da funerária ficou um pouco desconfiado, então foi verificar. Acontece que outro corpo agendado para a cremação, ontem, desapareceu de seu caixão também. Então...nós fomos cavar. — Nós quem? — Eu e o Bernie. — E Bernie é? — O cara que trabalha aqui. De qualquer modo, Bernie me chamou, por que sou o contato de ligação para as merdas estranhas na cidade. — Desde quando?


— Desde sempre, assim como você é a pessoa que chamamos quando precisamos de algumas respostas. — Como é que eu não tenho um título legal como ligação? — Você é o chefe da resposta. — Eu gosto mais de ligação. Luna a olhou furiosa. Reba sorriu. — Acho que estou começando a entender realmente o ponto de vista de Jeoff. Somos difíceis de lidar. — Mais para impossível. Um sorriso dividiu os lábios de Luna. — Não é de admirar que somos incríveis. De fato. Tão incrível que estavam se esgueirando em torno de um cemitério, antes que a polícia tivesse uma pista, algo que a funerária não estava interessada em que acontecesse. Corpos desaparecidos não eram bons para os negócios, nem boas notícias para ninguém. — O que devemos procurar? — Luna perguntou quando várias leoas se separaram nos caminhos, indo em direções diferentes para cobrir mais terreno. — Alguma coisa. Qualquer coisa. Vamos deixar as outras garotas cobrir o terreno e confira os enterros mais frescos. Você e eu vamos


até a casa funerária e ver se conseguimos descobrir quem levou os corpos. Exceto que, horas mais tarde, no barulho da madrugada, sujas – porque as bolas de poeira se escondiam mesmo em necrotérios, suadas – porque aquela maldita sala de incineradores era quente e de mãos vazias – porque Luna não a deixaria manter a mão amputada que encontrara na geladeira – elas tiveram que admitir a derrota. Apesar de passar por cada centímetro deste lugar, não encontraram nenhum vestígio de evidência. Nem mesmo um perfume. Nada foi deixado para trás como uma pista. Deixaram tudo muito limpo. O que, por si só, poderia significar apenas uma coisa na mente de Reba. Ela conhecia apenas um grupo de seres que não deixavam cheiro. Sorte dela, o chefe não vivia muito longe e ainda lhe devia um jantar. Parece que vamos jantar. Miau.


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Gaston Ao deixar Reba, Gaston foi direto para sua reunião. Ele realmente não mentiu sobre ter negócios. A mensagem de texto chegara a tempo, antes que pudesse fazer algo tolo, como seduzir Reba, como ela exigiu. Como se uma mera mulher mandasse em mim. A própria temeridade disso o fez ficar firme e o deixou cheio de adrenalina. Uma parte dele compreendia que ambos jogavam um jogo de dominação, sendo que apenas um deles poderia ganhar. Um de nós terá que ceder. Isso seria tão ruim? No final, ganhar ou perder, não importa, uma vez que resultasse em prazer. Prazer decadente, quente e nu... Quase provou ser suficiente para destruir sua paciência, mas tinha a maturidade ao seu lado. Nenhum ponto em apressar a dança. Um pouco de resistência significava chegar até o final da competição. Retardar a antecipação faria a vitória mais doce. Se afastar de Reba era sua própria forma de preliminares. Gostou da sensação de seu choque, quando sumiu da sua vista, seu ofego


enquanto ele a tocava. Apesar de seu disfarce, poderia jurar que sentiu que ela o observava partir. Sendo um homem, não se virou para ver se ela realmente o fez. Uma coisa o surpreendeu. Ele esperava que ela viesse atrás dele. Reba não tolerava que um homem se afastasse dela. A menos que ela não se importasse. Certamente não sofrera com a decepção de que ela não o tinha seguido. Foi bom ela ficar para trás. Gaston não queria que ela o seguisse, ou se envolvesse em seus negócios. Não quando a última notícia de JF indicou que provavelmente logo se tornaria mortal. As pequenas brincadeiras, jogadas até agora estavam chegando ao fim, pelo menos de acordo com o texto curto e ainda muito sério que recebeu. Boatos de que os mortos andam nesta cidade. Havia apenas uma coisa que poderia significar. O inimigo estava aqui, teve conhecimento dele, agora começaria a se mover contra ele. Gaston entrou em seu carro a poucos quarteirões do restaurante e entrou em seu clube menos de vinte minutos depois. Encontrou JF no escritório do andar de cima. — Onde você estava? — Perguntou seu segundo. — Jantando.


— Com quem? — JF cruzou seus grandes braços sobre seu peito. — E tenha em mente, você cheira a boceta. E JF cheirava a um bife Mongol. Gaston estava com fome pelo jantar que pulou. — Eu pensei que boceta era uma coisa boa? — Ele comentou com uma careta. — Não quando isso traz problemas. — Elas sempre trazem problemas. — Mas, às vezes, um homem escolhe isso. Poderia usar um pouco de tempero na minha vida. — Você deve saber, eu tinha um jantar. — Com ela? — Eu não acho que isso é da sua conta. — Qualquer coisa que te afeta é o meu negócio. Especialmente quando você está brincando com a vida selvagem local. O que aconteceu com não foder com animais de estimação? — Talvez tenha sido precipitado falar isso. — Há muito tempo, aqueles que podiam trocar a pele por pelos eram raros e geralmente mantidos em cativeiro. Eram liderados por alguns shifters muito selvagens, homens e mulheres que não eram muito melhores do que animais. Então aquele camarada Moreau começou a brincar de Deus e novas raças surgiram. Criações mais inteligentes que, um dia, se libertaram. No começo, eram poucos em número e passavam o tempo se escondendo de todos. Se desenvolveram, multiplicando seus


números. Formaram bandos e matilhas, uniram suas forças. Pensando de forma igual. Que ideia. Mas, novamente, depois de passar algum tempo com os shifters, poderia relutantemente admitir que eles eram mais inteligentes e simpáticos do que o esperado. “Tão simpáticos que eu quero ver uma certa felina novamente.” — Seja cuidadoso. Você não pode confiar neles. Não pode confiar em nenhuma mulher. Seu segundo tinha problemas de traição, então, ao invés de expor as virtudes da forma feminina, Gaston virou sua conversa para o verdadeiro motivo de seu encontro. — Sua mensagem implica que os mortos estão andando. O que você ouviu? — Ele serviu uma bebida enquanto JF sentava na escrivaninha e virava o grande monitor do computador para que Gaston também pudesse ver. JF apontou um dedo grosso para as mini janelas sobrepostas na tela. — Alguns dos relatórios estão incompletos. Nós não conseguimos entrar completamente nas agências desta cidade, nós somos muito poucos para conseguir isso, mas algumas denuncias vieram completamente. Os roubos de casas funerárias começaram. — Não me diga que encontramos o lugar certo, pelo menos uma vez nos estágios iniciais? — Localizar o inimigo antes que cavassem


provou ser uma tarefa assustadora. Todos os computadores e hackers no mundo não significam uma merda se não houvesse nenhum traço a ser encontrado. O inimigo sabia como se esconder. “Mas eu vou te encontrar. Eu sempre consigo, então eu vou esmagálo novamente.” — Eu não sei se chegamos cedo. Dez anos é muito tempo. Certamente haveria mais progresso se esta fosse a cidade base, foi por isso que comecei a procurar nos bairros mais distantes. Uma cidade que escolheram ao acaso quando a última provou ser um fracasso. Quando ficou claro que era hora de seguir em frente, ele cravou o dedo em um mapa e mudaram de novo. Quantos lugares agora? Sua casa Europeia parecia tão distante agora e exótica. Não a visitara em mais de um ano. Seu período nos Estados Unidos o havia mudado. O ritmo acelerado e a natureza vívida da população o atraíram. Mas cada vez mais, sentia como se estivesse procurando algo, algo que não tinha nada a ver com a vingança. Foi isso que o atraiu para Reba, o brilho de seu espírito? O fato de ela viver? Seus dedos bateram no apoio de braço de seu assento. — Já que você está mencionando os bairros, eu vou assumir que você encontrou algo.


— Alguns itens interessantes. Menções de corpos que desaparecem nos necrotérios. Alguns roubos de túmulos. A polícia ainda não ligou todos os incidentes. — Tenho certeza de que eles foram encorajados a olhar para o outro lado. — Em alguns aspectos, as táticas inimigas nunca mudaram. — Alguma teoria para o local da fortaleza. — Ainda não. Os incidentes até agora não mostraram qualquer padrão. Vamos continuar cavando. — Cave rápido. — Porque agora que o inimigo tinha notado a presença de Gaston, as coisas realmente aqueceriam. E sem forças sérias. Perder seu exército whampyr foi um golpe, como foi a perda de seus duendes domésticos. Mas quando o empurrão veio, Gaston era sua própria arma mais poderosa. E saber disso fazia com que ele dormisse tão bem a noite. Céus azuis escurecidos com fumaça que sufocavam a terra em um véu esfumaçado. Uma nuvem preta vibrante nunca significou coisas boas. Viu como um prenúncio sinistro da desgraça. Não importa o quão rápido se moveu, o quanto queria estar lá, chegou para encontrar apenas uma ruína ardente. Desapareceu, tudo se foi. Tudo o que ele amava. Tudo o que possuía. As últimas memórias de sua família. Queimadas. Não fora o suficiente ser traído, agora estava sem uma casa e seus tesouros. A fúria da perda o fez cair de joelhos nas cinzas, o lodo fino levantando-o para lhe


cobrir os restos de sua vida. As brasas enterradas no fundo da cinza acaloraram sua carne, carbonizando suas roupas. Quem se importaria se ele queimasse com eles? Como ele poderia sobreviver sozinho? A solidão dentro ameaçou despedaçá-lo. “Eu sobrevivi. Passei por esse momento triste.” Se separando do passado, porque deu a si mesmo um novo propósito. Uma razão para levantar a cada manhã. “Vingança.” A vingança significava que não desistiu. A vingança ajudou a aliviar a dor de perder tudo. Especialmente sua irmã. No entanto, às vezes seus sonhos assombrados o forçavam a recordar do passado. “É apenas um pesadelo, eu posso controlar o que acontece.” O conhecimento o deixou passar pelas ruínas que ardiam, flutuando fantasmagoricamente longe das cinzas rodopiantes, apenas para se ver atirado em uma realidade diferente. Uma mais recente e familiar. Ele estava na entrada de seu clube, um lugar chamativo por dia, um salão decadente de som pulsante e corpos à noite. Nunca se cansava de absorver a energia brilhante que era a vida. Um homem acostumado à morte, gostava da vibração das pessoas se reunindo e se permitindo apenas relaxar e circular livre. Aquela energia viva estava ausente em seus sonhos, como o chão largo e vazio de clientes boquiabertos. O silêncio reinava, a habitual música


pulsante dura estava ausente. Sombras cobriram a maior parte do espaço, cantos escondidos e recantos revelados em flashs esporádicos das luzes estroboscópicas sempre em movimento. Os vários feixes de pedras preciosas dançaram ao redor, cada revelação, um retinha sua respiração, esperando algo aparecer. Terá garras? Duas cabeças? Será que vai babar e fazer barulhos? Ele tinha visto tudo. Nada disso o perturbou. Nunca temeu. Então, por que seus músculos estavam tensos? Sabia que isso não era real, ainda assim, uma calma antecipada se instalou sobre ele. “Porque estou esperando por alguém.” E ele sabia quem. Ele tinha tido esse sonho antes. Sabia quem iria visitá-lo. — Docinho. — A palavra, falada tão roucamente, sussurrou ao redor, entre um piscar de olhos e o seguinte, Gaston notou Reba no meio da pista de dança. Olhando, procurando, poderia acrescentar, usando um vestido que abraçava sua parte superior, expondo uma clivagem – o tipo que um homem poderia sufocar seu rosto contra. A saia solta ao redor, quase tocando as pontas de seus joelhos. Isso o fez querer puxar o tecido para cima, fazer cócegas naquelas coxas em seu caminho para o tesouro. — O que você está fazendo aqui? — Perguntou. Saber que era um sonho não o impediu de brincar com a cena. — Eu estou esperando por você.


— Por quê? — Não importava que seu subconsciente respondesse. queria uma resposta. — Você é um quebra-cabeças, docinho. Complexo e misterioso. Escondendo segredos. — Ela inclinou a cabeça e sorriu. — Tantos segredos. — Já adivinhou algum dos meus segredos? — Talvez se você falasse mais, eu saberia algo sobre você. — Nós mal estivemos na mesma sala. Faz com que seja difícil nos comunicar. Ela girou para longe dele, a saia fazendo um arco bonito. — Nós nos vimos muitas vezes, aqui. — Ela girou e levantou seus braços, seu rosto iluminado por uma luz azul passageira. — Nos meus sonhos. — Seus sonhos? É você que assombra o meu. E eu não acho que as respostas que eu imaginei estariam ... — ele acenou uma mão para o clube vazio em torno dele. —... aqui. — São conversas como esta que tornam tão difícil lembrar por que eu não te conheço quando nos encontramos. Ela parece tão real. — Ela deu um passo e de repente estava bem à sua frente, a distância e a logística na paisagem sonhadora seguindo seu próprio tipo de ciência. Ela colocou uma mão em seu peito. — Não parece um sonho. Não, não. E era por isso que sua obsessão o preocupava. As linhas de realidade se desfocaram, ele gostava demais para se importar.


Colocou a mão dele sobre a dela, a pele parecia exatamente como ele esperava – quente, suave, fazendo até mesmo seu coração bater descompassado contra seu peito. E se isso fosse real? E se tivesse encontrado uma maneira de falar com ela em um nível mental? “Muitas culturas alegaram que poderiam caminhar pelos sonhos. Porque não eu?” Como testar a ideia? — Eu sei como podemos descobrir isso. Uma palavra, um código? Ela entendeu imediatamente. — Se eu disser, então você saberá que os sonhos são verdadeiros. Era errado ter medo da resposta? Ele se aproximou e sussurrou uma palavra, uma que ela não diria por acaso, uma palavra que ela saberia apenas se eles realmente se tocassem em outro plano da existência, um habitado apenas por eles dois. — Que escolha interessante. — ela disse, um sorriso curvando seus lábios. — Mas eu ainda não estou acordada. O que vamos fazer enquanto esperamos? — Ela esfregou a ponta de um pé e deixou cair o queixo, sua tentativa de inocência tão completamente pecaminosa. E seu pau endureceu. — Eu sei o que podemos fazer. — Sempre com as ideias sujas. — Balançou sua cabeça. — Eu gosto disso. Mas não podemos tornar isso muito fácil. — Ela torceu um dedo. — Primeiro você tem que me pegar.


Girando, o tecido de sua saia balançando e brilhando em suas coxas, ela saiu correndo, suas risadas ricas flutuando atrás dela, ele não podia deixar de sair em perseguição. Parecia apenas certo. E também era muito divertido. As luzes piscando tornaram um desafio, quando ela facilmente aparecia, dentro e fora de vista. Mas ele já tinha brincado deste jogo antes – e perdeu. Desta vez seria diferente. Desta vez, ele a pegaria. Uma luz azul brilhou... e ali estava ela, bem na frente dele. Pulou, mas a luz mudou e ela se foi. Ele virou em um círculo lento, observando a luz mudar. Uma mancha vermelha, lá ela apareceu novamente, lhe soprando um beijo. Girando e girando um pouco mais, um círculo verde de luz mostrou Reba acenando. Ele se moveu rápido, mas ela piscou para fora da vista mais rápido. “Por que eu estou jogando seu jogo? Não funcionou até agora.” Quanto mais a seguia, mais ela se esquivava. Ela afirmou que queria que ele a reivindicasse, mas se manteve fora de alcance. “Hora de parar e deixá-la vir até mim.” Então fez exatamente isso, não se moveu ou reagiu quando a luz dançou e brilhou. Do canto do seu olho, viu vislumbres dela entrar e sair, a carranca em seu rosto se aprofundando quando ele não reagiu. Reba não gostava de ser ignorada.


A luz brilhou diante dele, um feixe de luz branco com sua linda senhora. Estava pronto. Estendeu a mão para agarrá-la, mas desta vez não perdeu. Ele a aproximou, arrastando-a na ponta dos pés para que seus lábios pudessem se aproximar dos dele. — Eu peguei você. — E o que você vai fazer sobre isso? — Um desafio sensualmente falado. Resposta fácil. Ele a beijou. Uma afirmação firme de sua boca, sua boca doce e macia, tão flexível contra a dele. O deslizar sensual deles uma sensação elétrica. Ele a beijou e, ao fazê-lo, experimentou, sentiu a quente e selvagem essência dela derramando sobre ele. E partes do seu eu mais frio escorregou para trás. Provando algo chocante para ambos. Ela se afastou com um suspiro quente. — Certamente, você não achou que seria assim, tão fácil? — Com uma risada e um empurrão, se afastou dele, suas risadas flutuando atrás dela enquanto fugia para as sombras. Como se ele a tivesse deixado escapar. Agora não. Não com seu sangue disparado e seu corpo latejando. “Eu estou vindo para você.” Alguns passos e a paisagem mudou. O clube e as luzes desaparecendo. Se encontrou em uma floresta, as árvores de troncos grossos lançando


profundas sombras em todas as direções. Ao mesmo tempo, podia ver raios aleatórios do luar, iluminando algumas áreas, enfatizando os bolsos de escuridão em torno dele. Que surpresas se escondiam? Perigosas? Um homem poderia ter esperança. Uma delas continha a sua gatinha esquiva. Captou um flash de movimento, o brilho de seu sorriso enquanto ela provocava: — Venha e me pegue. — As palavras provocantes vieram de todos os lugares ao mesmo tempo. Ele girou, um círculo completo enquanto seus olhos escaneavam. A luz falhou, a verdadeira escuridão caiu, não via nenhum sinal de Reba. Onde ela se escondeu? A paisagem escura cobriu o perigo. “E eu sou a coisa mais perigosa e escura aqui.” O lembrete satisfez e reforçou sua determinação, de não deixar que a mancha em sua alma toque Reba. Por uma vez, talvez, apesar de sua aura manchada, ele poderia a proteger. “Vou encontrá-la e mantê-la segura dos perigos que se escondem em meus sonhos.” O fato de ainda acreditar que isso não era real, não diminuiu seu desejo urgente de encontrá-la. “Eu quero ela. Agora.” Abriu seus sentidos, deixou a essência de seu espírito se estender. O que está lá fora? Palavras espectrais sussurravam num vento gelado. Um sussurro de galhos a sua esquerda. “Não ela.” Uma raiva de ar à sua direita. “Também não é ela.”


Seu nariz se contraiu ao sentir o cheiro de fumaça. Fumaça inconfundível e acre. “Não pode haver fogo. Não aqui, não com Reba.” Ele já havia perdido tanto no fogo. “Isso não é real. Eu controlo isso. Esqueça a floresta. Isso não existe.” Ele estava deitado numa cama, mas Reba não estava com ele. Não havia fogo e mesmo que tivesse havido, tinha alarmes para detectar e aspersores para isso. Ele não perderia tudo de novo. O sono foi esquecido, no entanto, por seu relógio interno, não estava nem perto de sua hora habitual de acordar. “Talvez tenha ouvido um barulho.” Improvável. Dormia com segurança dentro de seu condomínio, na cobertura, o lugar mais seguro onde poderia descansar. Deveria saber desde que ele mesmo configurou a segurança. Seu condomínio só podia ser acessado através do elevador privado, só ele e JF tinha o cartão-chave e o código de acesso. Um homem nunca era muito paranoico. Se alguém passasse por sua primeira barreira de proteção e chegasse ao último andar, eles iriam encontrar uma sala que continha apenas uma única porta trancada nesse lugar. O único outro acesso eram as janelas, sem sacada, que não eram um ponto provável de entrada.


“Então por que eu sinto calor em minha pele nua?” O que sentia não era um calor, mas a luz do sol, o que era estranho, pois ele costumava manter as cortinas fechadas para impedir que o amanhecer entrasse. O que significava que alguém as tinha aberto. “Possivelmente JF desde que ele parecia ter sua cueca em um nó ontem comigo.” No entanto, o mais preocupante, era ele, ou o que ele cheirava, o perfume doce da morte? Abriu os olhos e gritou: — MAS QUE PORRA?


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Reba

— Acho que acabou de perder o seu cartão de homem com aquele grito de menina. Reba comentou, mais do que um pouco insultada. Então, ela teve uma ação suja, malcheirosa, estar em seu quarto no meio do dia, porque tinha um amigo, que tinha um amigo, que amava invadir casas. Casas realmente seguras. Era errado para uma garota aparecer e dizer olá a um amigo? — Você está no meu quarto. — ele respondeu, seus olhos se estreitaram com um brilho. — Pensei que você ficaria mais feliz em me ver. — Mais feliz como em jogá-la sobre suas costas e tomar seus lábios grosseiramente. “Mmm... sim... não, isso não aconteceu.” — Feliz? Você tem um dedo enfiado atrás de sua orelha como uma porra de flor.


— Obrigado por notar. — Ela o arrancou e girou ao redor. — Eu o mantive como uma lembrança de meu primeiro passeio ao cemitério. Que, vou admitir, foi menos emocionante do que o esperado. Nada de algo meio vivo caminhando á vista. Nem mesmo um contratempo. Uma decepção total. — Você é uma fodida lunática. — Observou Charlemagne. — Do que você está falando? Sou perfeitamente sã. Três dos cinco médicos disseram isso. — E os outros dois? — Eles estavam com medo de mim. — Eles também mudaram de estado. Ela não sabia por quê. — E você é quem para falar sobre ser louco. Gritando como uma garotinha, não me parece ser uma boa impressão. — Não com seus olhos selvagens e seus cabelos presos por toda a parte. Seu cabelo perfeitamente penteado finalmente parecia amarrotado, do jeito que ela gostava em um homem. “Meu homem. Rawr.” — O que você está fazendo aqui? — Ele berrou, provavelmente em um movimento para reafirmar um pouco de sua masculinidade – tinha que fazer algo contra aquele grito. Ela permitiu, mesmo que não apreciasse o tom. — Estou aqui checando algumas coisas da minha lista. — Que lista?


Ela ergueu seu tablet portátil. — Minha lista de coisas para aprender sobre você. — E o que me acordar, depois de arrombar e entrar em minha casa, tem a ver com aprender sobre mim? — Primeiro, eu queria ver se você dormia como os mortos-vivos. O que você não faz, a propósito; Você ronca. Não em voz alta, mas, ainda, alto o suficiente para dissipar essa teoria. E você não queima na luz do sol. — Por que diabos eu iria queimar na luz do sol? — Não é isso que os vampiros fazem? E você não brilha também. Pena, eu gosto de coisas deslumbrantes. — Ela se perguntou se ele apreciaria os brilhos em suas partes de menina. — Eu te disse antes, eu não sou um vampiro. — Sim, mas isso não significa que eu acreditei. — Ela revirou os olhos. — Certo, olá, como se você fosse admitir. — Eu não sou um vampiro ou uma criatura morta-viva. — E, no entanto, os seus caras... — Whampyr. —... bebedores de sangue. — Tipo, desagradável, porque era sangue humano. Shifters eram ensinados em uma idade jovem que os seres


humanos não estavam no menu. E nem seus animais de estimação, mesmo que parecessem saborosos. — Como parte de sua dieta, sim, mas não é a única coisa que eles ingerem. Eles também não são vampiros. Então não pense em persegui-los na luz solar. Lhe ocorreu que nunca respondera verdadeiramente a uma coisa. — Você bebe sangue? — Um bife mal passado as vezes, conta? — Graças a Deus você não é um tipo de pessoa de médio a bempassado. Caso contrário, isso nunca funcionaria. — Ela ziguezagueou um dedo entre eles, ele parecia ainda mais adorável confuso. — Nós não temos um “nós”. — Você preferiria me referir a ele como um nós? Ele suspirou e fechou os olhos enquanto colocava um braço sob sua cabeça. — É muito cedo para esse tipo de lógica. Cedo? Como, olá, era uma da tarde. — É porque eu não trouxe café? — É porque você está vestindo roupas. Se uma mulher me acordar, ela deve estar nua. “Se eu pegar outra mulher acordando você ou mostrando qualquer tipo de carne, ela vai morrer.”


Mas isso estava ficando fora do tópico. Ela estava aqui para terminar seu trabalho. — Desde que eu estou no ramo dos negócios... — Que negócio? — Decoração. Há um apartamento horrível na região que precisa de uma total remodelação. O proprietário é um cara solteiro, então você pode imaginar. — Ela revirou os olhos. — Meu lugar não precisa de ajuda. — Quem disse que era para você? — Era totalmente. O lugar de Charlemagne tinha muitos atributos dignos de bocejar. — Você não vai remodelar meu apartamento. — Bem. Viva neste espaço aborrecido e maçante, mas não venha chorando quando sua criatividade murchar e morrer. — Vou tentar me conter. — Enquanto você está nisso, que tal você responder a algumas das minhas perguntas? — Por que você não pode simplesmente sair? Sair? Mas ela não tinha terminado. — Eu disse, docinho, tenho perguntas. Então, pare de desperdiçar nosso tempo e apenas responda. Vai ser mais rápido assim. — Ou eu poderia matá-la?


Ela nem sequer lhe poupou um olhar enquanto ria. — Não, você não vai. — Não vou matá-la. Mas me reservo o direito de mudar de ideia. — Você está começando a aprender. — Uma pausa — E isso responde se você é capaz de aprender novos truques. Ele lhe deu um olhar bastante longo. — Eu odeio admitir isso, mas estou curioso agora para saber o que mais está na sua lista. Faça suas perguntas. — Você se banha em sangue como aquela condessa? — Não. — Queima ao toque de água benta? — Eu demonstraria minha capacidade de gargarejo, mas quem quer até mesmo tocar as coisas, quando as pessoas estão sempre tentando meter suas mãos sujas nela? Falando em sujo, você cheira como se tivesse passado a noite com pessoas mortas. — Eu passei. Minha equipe e eu visitamos uma casa funerária e um cemitério. Caixões usados não são um ótimo lugar para rastrear pistas. Melly vomitou. E eu tenho um dedo. — Ela acenou. — Não me conte mais. Não quero saber se os policiais decidirem me fazer perguntas.


— Se eles vierem bater aqui, no que lhes diz respeito, diga a eles que passamos a noite juntos. — Então ela cantarolou uma melodia de pornografia clássica dos anos 70. O tique voltou em sua bochecha. — Não vou mentir para ser seu álibi. — Você é sério, não é divertido. E... você pode querer abrir seus olhos para pegar isso. — Ela jogou a sua cruz para ele, que a agarrou antes que o atingisse no rosto. Você iria reparar nisso. Ele não começou a gritar ou a virar fumaça. Outra verificação fora de sua lista. — Outra vez? — Ele balançou a cabeça. — Ainda não sou um vampiro. Reba bateu alguns itens da lista exibida na tela do tablet. — E você não dorme em um caixão. E você tem alho na geladeira. Como você se sente com a madeira? Nisso, ele sorriu. Um sorriso perverso. Um sorriso totalmente maligno e malicioso. — Eu amo a madeira. Por que, estou ostentando uma agora. Você gostaria de ver? Dado que ele parecia delicioso meio sentado em sua cama, os lençóis fazendo uma piscina em torno de sua cintura revelando uma musculatura apertada que pedia para que o tocasse... — Sim. Eu gostaria de ver. — Especialmente desde que alguns dos desenhos tatuados em seu corpo estavam abaixo da cintura. Exibia uma


interessante coleção de tinta escura em seu corpo. Isso faz uma garota querer rastreá-los – com a língua. — Se você quer uma espiada, vá em frente. — Ele colocou as mãos atrás da cabeça. Parecia rude ignorar esse convite, mas ela conseguiu. “Não se envolver com ele.” Prometera, mais uma vez, apenas naquela mesma tarde quando Arik comentou sobre o jantar dela. — Não se atreva a seduzi-lo. — Ou talvez ela tenha entendido mal? Talvez Arik empregasse a psicologia reversa. Talvez o que ele realmente queria dizer fosse saltar sobre os ossos de Charlemagne? Ela sabia o que suas cadelas diriam, se perguntasse o que fazer nessa situação. Ela olhou para sua virilha e inclinou a cabeça. — Como você diria que você é, grande? — O tamanho da minha ereção está em sua lista? — Não. Essa é apenas para mim. — Não partilharia também. Poderia não ser um dragão com um tesouro, mas algumas coisas uma garota queria para si mesma. Ele soltou um profundo suspiro. Dado que tinha sido a destinatária de muitos suspiros durante sua vida, ela ignorou. Não era culpa dela que maioria dos homens não poderia lidar com a mente magnífica e presença de uma leoa.


— Desde que eu estou certo que você está prestes a querer a minha resposta, é maciço. — Comprimento ou largura? — Ambos. Então, agora que eu satisfiz a sua curiosidade, vá embora. — Quem disse que estou satisfeita? — Suas partes de garota certamente não se sentiam satisfeitas. Elas pulsavam e reclamavam por atenção. Teriam que sofrer, Charlemagne não estava no menu. Pena, porque ela desejava uma mordida. — Eu vou admitir que eu não tenho muita experiência com shifters. Todos são tão irritantes como você? — Não, eu sou apenas melhor nisso do que outros. E você não está irritado. Eu sei quando alguém está irritado. — Era fácil de detectar, porque geralmente envolvia uma palavra que rima com chata, então ela fazia algo que a deixava presa. Ainda bem que os advogados do bando eram bons em deixar as acusações caírem. — Se eu não estou irritado, então como você chamaria o meu humor? — Ele cruzou os braços sobre o peito. Ela estava excitada, mas aparentemente, ele queria fazer isso com ele. Seu docinho estava mal-humorado. Mas por quê? Uma lâmpada acendeu. — Eu sei o que há de errado com você. Você está com fome. Vamos fazer o café da manhã. — Como ele se sentia sobre mel logo de manhã?


— Não estou com fome. Ainda não terminei de dormir. — Sim, você terminou porque você precisa vir comigo. — Prezo em dizer mas, por que eu faria isso? — Porque eu preciso de você. Naquela declaração, seus olhos brilharam por um momento, uma faísca vermelha brilhante, acendendo em suas profundezas. Esteve lá por um milissegundo, indo no seguinte. Poderia pensar que imaginara isso, exceto que Reba não imaginava essas merdas. Seu poder de observação nunca estava errado. — Você sabe, se você precisa de um homem, há serviços que atendem a isso. — Mas eu quero você. Novamente, ele reagiu, desta vez suas narinas queimaram quando seus lábios achataram em uma linha reta. — Não estou com vontade de jogar. — Uma coisa boa, uma vez que eu sempre ganho. — Isso é um desafio? — Definitivamente. — E o que acontece se você perder? — Acho que você vai ter que ganhar para descobrir. — Exceto, que neste momento, mesmo ela não poderia ter dito definitivamente que


jogo eles jogavam. Mas apostaria que terminaria com roupas no chão e um deles de joelhos. Provavelmente usando sua boca e língua para recompensar o vencedor. — Interessante como o seu jogo soa, eu tenho assuntos mais importantes para atender. Por favor, vá embora. — Ele tentou dar um tom dominante. Ele esqueceu uma coisa crucial. — Eu odeio quebrar isso para você, docinho, mas não há nada mais importante do que eu. E eu preciso que você me ajude com alguns negócios que temos em comum. — Eu já disse que não vai decorar meu lugar. — Eu quis dizer outros negócios. — Duvido muito que tenhamos algum em comum. — Então você não está interessado nos corpos que faltam no necrotério. — Corpos? O que te faz pensar que eu saberia alguma coisa sobre cadáveres desaparecidos? — Mentindo? — Estalou sua língua. — Docinho mau. — Ela se inclinou para frente e o agarrou em um abraço doloroso. Um feito corretamente ajudava a obter algumas respostas. No entanto, ele pegou sua mão. — O que você acha que está fazendo, chaton? — Ele falou humildemente as palavras para ela.


— Eu não gosto de mentirosos. Você sabia sobre os corpos. Então largue o ato. Ou esquecerei que sou uma dama. — Eu deveria ter tanta sorte. — Um sorriso arrogante puxou o canto do seu lábio. — Vejo que não tem sentido escondê-lo. Sim, eu sei sobre os corpos. Eu suponho que você estava verificando isso, dai o seu eau de mort? — Se isso significa uma menina fedida, então, sim, sou eu e obrigado por me lembrar constantemente. — Ela lhe ofereceu um olhar. — Eu não tive tempo para tomar banho antes de vir. Ele ofereceu de volta um sorriso não-incomodado-em-tudo. — Eu não disse que me incomodou, mas é incomum. — É tão incomum quanto ter corpos abandonando os caixões. E acabamos de telefonar, o mesmo aconteceu em um necrotério. — Ainda não vejo por que você sente uma necessidade de me envolver. Isto soa como um problema humano. — Porque todos sabiam que os shifters iam para a cremação desde que a ciência se tornara excessivamente forte no mundo. — Eu não acho que isso é uma coisa que os seres humanos podem lidar. — Por que seu rei não trata disso sozinho? — Ele está, é por isso que estou aqui. Por ordem do rei Arik, governante do bando e protetor desta cidade, por meio deste você está


sendo selecionado para ajudar com o problema que assola nossos cidadãos. — Ele disse isso? — Seu ceticismo brilhava. — Mais ou menos. Ele soou mais como: “Diga-lhe para dar-nos uma merda de mão, ou então eu vou empurrar sua cabeça em sua bunda” — Ela poderia ter engrossado a sua voz ao entregar a mensagem. — Seu rei não me governa. — Mas esse grande conselho faz, e mesmo se não, você ainda ajudaria porque sabe sobre o que está acontecendo. — Não faço ideia do que quer dizer. — Estendeu as mãos num gesto falso de inocência. — Eu sou apenas o proprietário de um simples clube. Ela bufou. — E eu estou usando calcinha. — “Veja como as narinas dele dilataram.” — Eu sei que você está interessado no que está acontecendo. Esteve de olho nesses incidentes. Quem estava coletando as informações para você foi desleixado. Melly o seguiu de volta. — Seu hacker hackeou o meu? — Ele balançou a cabeça. — Eu vou ser condenado. Muito esperta. — Você ainda não viu nada, docinho. E vou acrescentar que foi você quem começou isso, perseguindo minha bunda. — É uma bela bunda.


— A mais bela, e é por isso que você vai segui-la e vir comigo. — E, sim, ela poderia ter piscado quando ela disse vir. — Admitirei que minha curiosidade foi despertada. — É a única coisa? Ele não corou, nem desviou o olhar. Ele segurou seu olhar. — Por que você não descobre? — Ele se inclinou para trás, esticando o tronco. Trouxe as tatuagens elaboradas em seu corpo á vista, seus redemoinhos intrincados fascinante. — Não sou eu quem pede nada. — observou ela. — Apenas curiosidade científica. — Claro. — Um sorriso fraco. — Em todos os casos, inspecionar o que você estará implorando. “Homem perverso. Sempre com as reivindicações escandalosas. Dois poderiam jogar esse jogo.” — Com lençol ou sem? — Sua escolha. Como se houvesse alguma escolha. Ela foi para a pele, é claro. Ela estendeu um dedo para traçar um espiral, mas ele o pegou. — Eu não faria se eu fosse você. — Mas você não sou eu. — Ela estendeu a mão novamente, mas ele a parou novamente.


— Essas marcas podem ser perigosas para aqueles que não estão ligados a mim. Elas são feitas para me proteger do mal. — Então elas vão fazer alguma coisa se eu tocá-las? — Só se elas acharem que você é um perigo para mim. — E eu sou perigosa? — Com toda a certeza. — ele disse com a maior sinceridade. Uma parte dele a temia. Coisa engraçada? Ela acreditou nele. — Esta é a sua maneira de se acovardar? Você está escondendo um pau pequeninho debaixo disso? — Não tenho nada a esconder. E muito para me vangloriar. Continue. Dê uma olhada. Toque nele, se certifique de marcar em sua lista, grande, muito longo e grosso. — Eu serei a juiz disso. — Ela não tinha realmente planejado brincar com o pau de ninguém hoje, especialmente não de Charlegmen, mas se havia uma coisa que uma leoa não podia fazer era acovardar quando ousava. Então a mão dela foi para o seu colo e tateou, com o lençol. Não escondia nada. “Oh meu.” Opa, ela poderia ter dito isso em voz alta. — Sim, “Oh meu”, então agora que você satisfez sua curiosidade, deixe que eu possa me vestir.


Sair? Mas a diversão acabara de começar. Agarrou as cobertas e puxou, o revelando em toda sua glória nua. Sua glória nua e sem pelos. — Você raspa suas bolas? — Talvez não seja a coisa mais linda que já tenha dito, mas não pôde evitar. Ela estava acostumada com os homens do bando. Homens peludos que se divertiam em sua pele mesmo quando estavam em forma humana. Também acreditava em manter os cachos em seu montículo intacto. Mas não Gaston. Estranho porque pensou que os europeus não gostavam de se barbear. — Eu não raspo minha região púbica. Sou naturalmente sem pelos. — Não há nada de natural nisso. — Assim como o tamanho dele desafiava a explicação. Para um homem bastante magro, ele exibia um grande pau. Melhor para girar sobre isso. Quando ela foi pegá-lo, ele moveu seus quadris para fora do caminho. — Você percebe que ainda cheira a morte? Ela enrugou o nariz. — Eu acho que eu deveria tomar um banho. Quer vir esfregar minhas costas? — Eu vou voltar a dormir enquanto você se torna apresentável. — Ele realmente se virou de lado e puxou as coberturas sobre seu corpo. Ele a ignorou. Ela quase o atacou, mas se conteve por uma simples razão. Estava aqui para fazer um trabalho. Lembra? Arik queria que trabalhasse com Gaston porque algo estranho estava acontecendo em


sua cidade, e, por algum motivo, seu chefe achava que Reba fazia a ligação perfeita. “Tome isso, Luna. Eu tenho o meu título, afinal.” Levou apenas alguns momentos para tirar e deixar cair suas roupas sujas em uma pilha no chão. Uma olhada sobre seu ombro mostrou que Charlemagne não prestava atenção. Ele tentou muito fingir. — Eu estou nua. — ela cantou enquanto se dirigia para o banheiro. — E molhada. Gritou enquanto girava a água. Gostou de pensar que podia ouvi-lo resmungar. Ela tomou seu tempo lavando, esfregando todas as suas partes. Algumas delas duas vezes. Ele não se juntou a ela. Nem sequer deu uma olhada. Se enrolou em uma toalha, saiu do banheiro cheio de vapor para vê-lo ainda na cama, fingindo dormir. Ele soltou um grunhido quando se lançou sobre ele. — Hora de levantar. A rolou sobre suas costas a pegando de surpresa, olhou para ele. — Você nunca deveria me pegar de surpresa. — Por que não? — Ela se contorceu sob ele. — Se você me perguntar, eu estou indo bem. — Só porque eu realmente não dormi. — Você não iria me machucar. — E se ele fizesse, seria a última coisa que ele machucaria. Algumas coisas, como a violência contra ela, nunca eram toleradas.


— Você deve se vestir. — Diz o cara nu em cima de mim. — Ele poderia ter se enrolado em um lençol quando a atacou, mas o tecido implorou para ser despido. — Que tal se nos vestirmos ao mesmo tempo? — Por que fazer isso? Eu digo para passarmos o dia nus na cama. — Ela empurrou os braços para fora, se estendendo no estilo estrela-domar, esticando sua pele nua. Ele manteve seu olhar fixo em seu rosto. — E quanto ao negócio do necrotério? Maldito seja ele e seu lembrete responsável. — Me esqueci disso. Vamos nos vestir e ir andando. — Pelo menos ela conseguiu tomar banho. Durante todo o dia as coisas haviam conspirado contra ela ter um. Primeiro elas não terminaram com os corpos até que era tarde. Então ela pode ter ficado bêbada no cemitério – o que poderia agora tirar totalmente para fora da sua lista – quando passou através de um túmulo fresco. Ainda assim, porém, os gritos da velha senhora eram totalmente desnecessários. Charlemagne a virou de costas. Seu casulo de lençol não ocultava sua protuberância. Ela sentou, consciente de que estava nua e a pele ainda úmida do chuveiro. — Alguém já lhe disse que é muito cavalheiro? Ele não tentou tateá-la uma vez. — Eu sou um libertino no coração, chaton. Você só tem que me pedir.


— Deixe-me saber quando você for homem suficiente para apenas tomar o que quer. — O desafio ousado fez seus movimentos talvez um pouco mais sensuais do que o habitual, quando Reba saiu da cama, tropeçou, recuperou o equilíbrio sem piscar um olho, rebolou até a bolsa gigante na cadeira. Ela se curvou e virou – ele rosnou? Eu acho que ele rosnou. Fodidamente demais. Puxou uma roupa nova. Shifters nunca saíam de casa sem uma – Reba costumava ir com pelo menos meia dúzia. Gostava de estar preparada. Vestiu a tanga vermelha, o fio adentrar entre suas bochechas, sem ele tentar agarrá-la. Uma decepção. Será que ele pelo menos assistia? Uma olhada ao redor de seu corpo, enquanto se inclinava para puxar as calças sobre seus pés, mostrou que sim, ele prestava atenção. Sabendo que tinha um público adicionou um pouco mais de rebolado quando deslizou em suas calças de ioga. Se endireitou, o peito empinado orgulhosamente, só para ver que ele tinha evitado sua liderança. Ele não escaparia tão facilmente. Caminhando para trás, segurando seu sutiã sobre seus seios, tropeçou e pousou na cama. Realmente o que ela pretendia. E por que ela estava de repente tão desajeitada ao seu redor? — Feche os ganchos do meu sutiã, você pode fazer isso? Ela esperava que ele dissesse "não" ou a agarrasse e a jogasse na cama para ter seu jeito perverso. Em vez disso, ele habilmente fechou seu sutiã e mal a tocou. Girou para puxar sua camisa, lhe dando uma


ampla visão de sua clivagem em seu sutiã, antes de puxar sua camiseta. Ele não a tocou uma vez. Nem sequer tentou. Que idiota. — Toda vestida. Sua vez. Enquanto Charlemagne balançava as pernas sobre o lado da cama, ela não se afastou. Significa que ela olhou para cima quando ele se levantou, subindo. Por alguma razão, ele parecia mais alto, muito mais alto do que recordava. Provavelmente porque estava descalça. Ela tinha deixado suas meias desagradáveis e os sapatos de corrida malcheirosos na porta. Ainda tinha que colocar seus sapatos novos. Trouxe alguns sapatos mais fáceis para mudar, uma sola mais baixa era mais prático para andar em torno dos necrotérios e outros locais com coisas nojentas. Felinos prefiram a sua presa ainda fresca e viva. Ainda melhor quando elas corriam. A perseguição sempre a deixou cheia de adrenalina e feliz, mas seu verdadeiro momento orgásmico veio quando ela atacava. — Você vai se virar? — Ele perguntou. — Não, eu estou bem.


Gaston olhou para ela, um pouco desconcertante, então ela olhou de volta. Ele piscou primeiro. — Você é muito ousada. — Eu sou. Sou também mandona e muito orgulhosa. Mexa com uma das minhas irmãs cadelas e você mexe comigo. Me irrite, depois que eu terminar com você, você terá que passar por elas. — Parece intrigante. — Se você tem um desejo de morte. Brincando com qualquer leoa está pedindo uma merda de problema. — Uma senhora completa até que você fale, e mesmo assim... — ele quase a acariciou com seus olhos —... você ainda se veste com elegância. — Obrigada. — Ela se acovardou com o elogio. — Minha mãe me ensinou bem. — Suponho que ela não te ensinou a deixar um homem se vestir sozinho. — Porque eu faria isso? Eu já olhei os seus bens. — Ela estendeu a mão e beliscou sua bunda, um bom ajuste firme. Ele não reagiu. Homem impertinente. Fingindo que não percebeu. Uma certa parte dele que não podia controlar a cutucou. Não tão calmo e controlado depois de tudo.


— Estou muito tentado a estrangulá-la para que você não possa falar. — Eu sei que você é grande. Não há necessidade de continuar insinuando. — Quando ele a olhou sem expressão, ela poderia ter imitado um grande boquete de boceta e incluiu sons sufocantes. “Oooooh.” Não pode conter sua alegria com o tique que começou no canto do olho dele. Ele estava se esforçando muito para mantê-lo. “Só um pequeno empurrão é tudo o que preciso, eu aposto.” Ele foi se mover para o lado, quando ela seguiu e se inclinou mais perto. — Eu nunca vi uma tatuagem como a sua antes. — Shifters tinham dificuldades para segurar tinta. Somente certos tipos aplicados mais profundamente à pele, do que os seres humanos se aventuravam, funcionava. — Minhas tatuagens são especiais e não para ser trivializado. — Eu não escuto bem as ordens. — Ela fez cócegas com seus dedos abaixo em seus braços. Ele estremeceu. Não o escondeu. — Você não deveria fazer isso. — Por que você luta tão duro? — Pensou em voz alta. — Você me quer, eu posso ver isso. Você flerta, o tempo todo e faz reivindicações fodidas. No entanto, você não parece querer levar as coisas além das palavras e provocações. — Parece que você acabou de descrever suas ações.


— Você acha que eu estou flertando com você? — Ela piscou, tentando seu olhar mais inocente. Ela tinha certeza de que conseguiu. — Eu sei que você está, o que você parece não entender é que está brincando com fogo. Eu não sou um homem com quem brincar, chaton. — O que significa cha-ton? — É gatinha em francês. — Mas eu não sou tão jovem. — Você não é, mas você é uma gatinha para mim, jovem, imatura, e com pequenas garras que podem picar e ainda não fazem nenhum dano. O insulto realmente machucou, ela recuou. Como ousa acusá-la de se imatura? Claro, Meena e algumas outras poderiam sofrer sendo infantis, mas Reba não era como elas. Nem mesmo perto. Ela não brincava. Pelo menos não muitas vezes. Certo, talvez um pouco. — Você age como se você fosse muito mais velho do que eu. Mas você deve ter o que, trinta, trinta e cinco máximo. — Enquanto Reba estava atingindo o fim de seus vinte anos – onde ela planejava ficar para sempre e sempre.


— Eu sou mais velho do que você imagina. — Ele então deu a ela o olhar, naquele momento, acreditou em uma coisa. Ela era como um pombo que bateu no vidro. — O que você está fazendo? — Ele perguntou, se inclinando para olhar. — Realidade vampiro, dezessete. Parece sempre jovem. Mas e quanto à sua energia? — Não comece com isso de novo. — ele rosnou. Um homem experiente. “Miau.” Ela queria o atacar mais do que nunca, por isso que, em vez disso, deixou o quarto com um tiro de despedida. — Não caia e quebre um quadril ao se vestir, vovô. Riu em silêncio.


í

Gaston Velho? Ela saiu do quarto porque achava que ele era um velho decrépito, provavelmente incapaz de gozar como um homem em pleno auge da vida. Ela também parecia persistir em pensar que ele era um vampiro. Errado em tantas coisas. Um, ele poderia gozar, mais de uma vez em uma noite – e não porque ele era um vampiro. Essas criaturas eram poucas no mundo, porque nunca eram tão simples de fazer como as pessoas pensavam. Gaston também não era tão velho como ele sugeriu, mas ela o fez se sentir velho. Quando ele passava algum tempo com ela, ele florescia. As partes que sentia nele ganhavam vida, que não desfrutara em muito tempo. Um tempo muito longo. “Minha existência é chata.” “Quando isso aconteceu? Eu sou um viajante do mundo.” Um homem com experiência e meios. Era dono de um clube. Fez um bom dinheiro. Tinha um local agradável. Poderia ter qualquer coisa que ele queria.


“Então, por que me sinto incompleto?” “Por que estou sendo um idiota tão contemplativo ultimamente?” Com Reba saindo do quarto para esperar na sala, correu para se vestir. Quem sabia que trapaça ela iria gerenciar se deixada sozinha com os seus dispositivos por muito tempo. Ainda o chocava ao perceber que ela tinha atravessado suas defesas. Como ela poderia manipular o elevador? Bem. A eletrônica tinha portas traseiras e podia ser cortada, assim como a fechadura da porta da frente poderia ser aberta. No entanto, como ela evitou sua magia? Por que não o tinha acordado e avisado? Passara horas criando aquelas runas e mergulhando aquelas magias. Não eram apenas seus feitiços de proteção da casa que não haviam reagido como deveriam. As tatuagens em seu corpo só formigavam em seu toque. Isso significava que ele não tinha nada a temer? Ou o perigo que ela impunha era insidioso demais para se registrar? Saindo do quarto, imediatamente notou que ela estava na cozinha, difícil de perder, dado que seu traseiro apontava para cima enquanto se inclinava na geladeira. Uma pena que escolheu usar calças em vez de uma saia. A vista teria sido incrível. Ele teve apenas um breve olhar no quarto. E, sim, ele tinha olhado. Nunca alegou ser um verdadeiro cavalheiro, então assistiu com muito interesse quando ela se inclinou para pegar suas coisas e depois se vestiu. Podia acrescentar que ela parecia brilhar mais do que o sol.


Babando novamente. Ele se deu um tapa mental e se moveu para a sala de estar. A ilha da cozinha o impediu de a ver, o que significava que ele poderia se concentrar em sua própria sala, um lugar perfeitamente intocado. Branco no branco, no branco. Ele achou a pureza brilhante dela reconfortante. Ele permitiu preto ou cinza apenas como um realce. Nada que ofuscasse a pureza. Aparentemente, odiava que realmente não o incomodava. Não. Então, novamente, não surpreendeu que ela não gostasse da simplicidade de seu lugar. A mulher preferia coisas que gritassem com vibração. Tome Reba como um exemplo. Ela usava um vermelho brilhante. Calças atléticas vermelhas

brilhantes

apresentando

nádegas

curvas

que

arredondavam o tecido e trouxe em negrito a palavra, #QUENTE. Ela tinha adicionado uma regata esportiva correspondente sobre uma camiseta branca, com a escrita, "Muito para você lidar." Provavelmente muito correto. Ela tinha domado seus cachos selvagens em um rabo de cavalo fofo, que chamou a atenção para seus traços finos e lábios cheios. Lábios vermelhos, cheios e brilhantes com gloss. Porra, quente e deliciosa de se olhar. Ele queria absorver a energia brilhante que ela liberava – enquanto usava menos roupas.


“Lute contra o desejo.” Lute contra isso porque deveria estar zangado com ela e, pelo menos, desconfiado como o inferno. A última vez que baixou a guarda, foi fodido. Sua irmã morreu e ele perdeu tudo. — Como você chegou aqui? — Espiando da porta, é claro, bobo. Você tem algum creme chantilly? — Ela continuou a vasculhar na geladeira. — Muitas calorias. E a porta estava fechada. — Você realmente não acha que isso impede alguém, não é? — Ela o repreendeu. É verdade, um verdadeiro ladrão não seria afastado, mas o que dizer de suas outras salvaguardas, suas runas mágicas? Elas nunca falharam com ele antes. — Você fez alguma coisa estranha quando entrou? Como desenhar nas paredes, sacrificar uma galinha, talvez dançar nua e recorrer a alguns deuses? — Ele esperava que sua câmera de segurança no elevador a pegasse se ela tivesse feito a última. — E eles dizem que as leoas fazem as perguntas mais estranhas. Em resposta a suas perguntas, nenhuma das anteriores. Embora eu tenha trazido um pacote que alguém deixou fora na porta. — Qual pacote? — E novamente, como ela passou pela porta dele? O elevador era apenas acessado por ele e JF. Ou ele ou o segundo permitiam a equipe de limpeza uma vez por semana, enquanto eram


monitorados. Agora, não só a deixara entrar, mas também alguma pessoa de entrega? Tempo para reformar o sistema. — O pacote que está na mesa em seu hall da frente. Isso não é interessante em tudo. Eu dei uma olhada lá dentro. Só uma coisa esquisita no interior, mas enorme, como um gato. “Um animal dessecado? Aqui?” Ele girou e se dirigiu para a caixa que ela mencionou. Ele abriu a tampa e espiou. Com certeza, o que ela confundiu com um esquilo gigante, sorriu com os dentes descascados. E ela não mencionou as asas. E que eles voavam. Droga. Ele bateu as abas fechadas, agarrou a caixa e saiu em um rápido trote. — Onde você está indo, correndo com o animal morto? — Vou levá-lo ao meu escritório. E você pode querer se armar, porque ele não está morto. — Como se para pontuar sua declaração, a caixa vibrou em seus braços. — O que você quer dizer com não está morto? Eu vi essa coisa, está definitivamente morto. Quero dizer, eu vi coisas estranhas na minha geladeira mais vivo do que esta coisa. — Os demônios não são como as criaturas em nosso meio. — A caixa bateu novamente em seu aperto, a criatura dentro ganhando força com a magia de suas alas. Era por isso que ele nunca os ouvira sair. O demônio nulo alimentava-se dele, quanto mais se alimentava, mais


forte ficava. Um demônio nulo de força total não era algo que ele quisesse tratar em seu apartamento. Eles tendiam a deixar uma bagunça. — Isso é um demônio na caixa? — Excitação atou suas palavras. — Docinho, você é apenas interessante. Ela não sabe nem a metade. Ele bateu a mão na tela de segurança embutida pela porta do escritório. Ele nunca a deixava desbloqueada, todas as tentativas de alguém que não fosse ele para abri-la resultaria em uma surpresa desagradável. A porta estalou e se abriu. Entrou imediatamente e deixou cair a caixa no círculo desenhado no chão. Algo dentro puxou aquela merda. Que pena. Agora estava temporariamente contido. Temporariamente apenas porque a criatura nula tiraria o poder do círculo, uma vez que ele puxasse tudo, teria que lutar fisicamente. A menos que Gaston a parasse agora. Se aproximando da sua parede de ferramentas, olhou para as várias armas – espadas e punhais, uma clava com pregos e até uma varinha torta. Itens de magia que ele pegou ao longo dos anos. Curiosidades coletadas durante suas viagens. Algumas compradas. Algumas roubadas. Todos poderosos em sua própria maneira. Ele escolheu uma espada de prata forjada, o pomo um belo e intrincado espiral de metal grosso que aqueceu ao seu aperto. A


lâmina brilhou com o fogo azul, a Espada Rígia como alguns a chamavam. Talvez assim era chamada por matar demônios traquinas. Ele cruzou até o círculo e virou a tampa da caixa. — O que você está fazendo? — Reba o seguiu até a sala, andou em volta da borda externa do círculo. — Me livrando da praga. — Isso parece meio mal. Afinal, não voltou à vida? Não devemos celebrar um milagre? — Comemore uma vez que eu o matar. Você não quer que ele se solte. Chilro. O demônio agarrou a borda da caixa e espiou com o rosto. Pestanejou grandes órbitas escuras diretamente em Reba. Seu rosto se suavizou. — Aah, olhe para ele, Tony, ele é simplesmente adorável. Ele não poderia ter dito o que o incomodava mais, o fato de ela achar o demônio nulo tirado do vazio, ser bonito ou o fato de que ela o tinha apelidado de Tony. Ele rosnou, — Eu não sou um Tony. Tony é um cara italiano que possui uma pizzaria. Meu nome é Gaston. — Sim, isso não vai funcionar para mim, porque quando penso em Gaston, eu penso na “Bela e a Fera”, então eu canto essa música na minha cabeça. Você sabe a que eu quero dizer. — Ela zumbiu alguns trechos da música em questão. Ele não a reconheceu, mas tinha certeza que se o fizesse, não gostaria. Assim como ele não gostava do nome Tony. — Como você gostaria se


eu te chamasse... — Ele pausou enquanto tentava pensar como encurtar Reba rudemente. — BA. Como em Baaaa, você é uma ovelha que recebe ordens de Arik. Ela estalou a língua. — Por que você me chamaria de Ba quando você já está usando chaton. Nós dois sabemos que chaton é o melhor nome para mim, porque eu sou, afinal, uma gatinha. Não, ela era uma distração que ele não podia permitir, dado que o demônio tinha rastejado para fora da caixa e agora andava seu caminho para a borda do círculo na direção de Reba. — Olhe para o bebê, dando seus primeiros pequenos passinhos. — ela arrolhou. — Se afaste. Não deixe que isso te toque. — Calma, docinho. Você não teve animais de estimação enquanto crescia, não é? Eu tinha uma cobaia que era do tamanho desta. Embora as pessoas do zoológico a chamavam de capivara quando a levaram. Pode acreditar que acusaram meu pai de contrabandear ilegalmente para o país? Ela saiu em uma tangente e ele puxou suas costas. — Você tem que me ouvir quando eu digo que essa coisa é perigosa. E vai continuar ficando mais forte se não a pararmos.


— Eu sou toda sobre caçar coisas mortíferas, mas eu traço uma linha contra assassinato arbitrário. Não podemos apenas liberta-lo na natureza? O demônio nulo atingiu a borda do círculo e cutucou com um dedo. A bolha segurou, mas não por muito tempo. Gaston rodeou o círculo, se aproximando do lado, com os olhos fixos nele. — É melhor você não estar prestes a perder a cabeça. Acabei de comprar esse traje. — Então, recue. Em vez de ouvir, ela olhou com curiosidade para o demônio. — Está crescendo uma cauda? Provavelmente, dado que as caudas geralmente secavam uma vez que os demônios foram arrancados pelos portais que caíram. Eles não iam desperdiçar. Uma cauda de demônio nula era um poderoso agente quando seca e pulverizado para uso em antídotos. — Você realmente precisa se mover, chaton. Esperamos muito tempo para agir. Isso vai ficar feio. Muito feio como seu rosto quando o demônio girou para sorrir para ele, seus dentes apontaram fragmentos de obsidiana preta. Sibilou, o que revelou um segundo conjunto de dentes, sua língua cuspida, gotejando ácido. As gotas pingavam em seu concreto liso, piso de prata-atado, deixando poços corroídos.


Porra. Ele odiava quando isso acontecia. Reba finalmente franziu o cenho. — Pensando bem, acho que você deveria matá-lo. Provavelmente agora. Não vou deixá-lo arruinar meus novos scarpins Prada Mary Jane. Eles foram um presente, não são para comer como se fossem um cheesecake. — Um presente de quem? — Perguntou distraidamente enquanto se aproximava. — Eu mesma. Acredito em me recompensar por ser uma boa menina. Ele não se importaria de recompensá-la também. Mais tarde. Gaston avançou e balançou. O demônio se moveu mais rápido, passando pelo círculo e soprando sua língua, pulverizando o círculo com ácido. Mais buracos no fodido concreto, a aura do círculo, a única coisa segurando o demônio, cintilou. Ele avançou outra vez, se deixando ficar no centro do campo esotérico, para melhor poder girar e apontar. O pequeno demônio correu pelo círculo, ele poderia ter amaldiçoado o tamanho do anel de restrição. Maior nem sempre era melhor. Não quando um círculo maior significava que o demônio poderia permanecer fora do alcance. — Você precisa de ajuda? — Reba perguntou, ouvir o sorriso afetado em seu tom. O orgulho masculino falava por ele. — Eu tenho isso.


O que ele ficou irritado porque cada golpe falhou, mas os do pequeno demônio não, Gaston amaldiçoou quando as suas calças vestidas recentemente queimaram. Ele também não tinha poções na mão para isso. Demônios nulos só podiam ser fisicamente espancados. Nenhuma magia de qualquer tipo, nem mesmo o mais potente dos agentes adormecidos, funcionava. — Você tem certeza que não quer uma mão? — Ela brincou. — Eu estou bem. — ele murmurou entre os dentes cerrados. “Algo caiu. Em outra sala.” — O que foi isso? — Ele perguntou, mas ele tinha certeza de que ele sabia a resposta. — Eu mencionei que havia realmente duas dessas coisas na caixa? Gostaria de saber onde o outro foi. Quebrado. — Eu acho que talvez eu deveria ter mencionado. — Ela deu de ombros. — Você acha? Com uma sucção quase audível, a última magia do círculo rolou em torno do dreno e foi inalado pela criatura. O demônio sorriu, mostrando duas camadas de dentes. Suas asas bateram.


Porra. Ele levantou a espada a tempo de desviar quando atravessou. A lâmina de prata brilhou azul quando reagiu e Reba ofegou. — Oooh. Linda. Posso tê-la? — Eu meio que preciso disso por enquanto. Se Esquivou para ficar entre o demônio e Reba, uma certa estranha sensação de cavalheirismo o fazendo se colocar em risco. Não, isso não poderia estar certo. Ele certamente se manteve como alvo do demônio para que pudesse matá-lo antes de destruir seu condomínio. — Qual é a melhor maneira de matá-los? — Ela finalmente mostrou um pouco de interesse, tarde demais. — A decapitação é boa. — Tem um coração? — Eles têm um, mas é baixo em sua pélvis, protegido por um osso. — Mesmo? Como é o gosto? Isso fez com que ele tirasse os olhos do demônio o tempo suficiente para lhe dar um rápido olhar, em seguida, fez uma queda para seu corpo nu. Já a tinha visto. Não devia ter importado, ainda assim o aborreceu. — Um... — A distração custou a ele. Algo lhe mordeu na perna e queimou. — Maldita marionete de oito titãs do inferno. — berrou.


Ele chutou sua perna para fora, o impulso não fez o demônio o largar, mas o estalo em seu crânio o fez. O demônio destrancou suas mandíbulas com um grito de raiva e bateu no chão. Antes que Gaston pudesse balançar ou chutá-la outra vez, algo com pele lustrosa e escura o atacou. Reba apertou a criatura com seus poderosos dentes e sacudiu a cabeça. O demônio gritou, e cuspiu ácido. Gaston saltou para fora do caminho. Um grito de resposta fez Reba erguer a cabeça e virar para a porta. O imbecil em sua boca deu um tremendo movimento. Ela cuspiu, quando bateu no chão, ela o cutucou com uma pata. Ele se virou e sibilou para ela. Ela silvou para trás, seus dentes impressionantes, seu grunhido vicioso, mas ele percebeu diversão em seus olhos? O demônio saiu correndo e jurou. Ela intencionalmente esperou antes de correr depois. Batida. Bang. Os sons da destruição não o faziam feliz. Ao sair de seu escritório, ele se assegurou que a porta estava fechada primeiro antes de seguir o barulho. Poderia pelo menos garantir que seu escritório permanecesse intacto. O tilintar de vidro quebrado fez ele suspirar, suspirou novamente quando entrou na sala de estar para vê-la destruída. As penas flutuavam, algumas ainda se movendo no meio do ar, entre travesseiros rasgados ao meio. As almofadas do sofá, as que ficavam


no sofá, tinham grandes rasgos, a espuma emergia, o lote estava manchado em um sangue de cor repugnante, o sangue que Reba conseguiu tirar com as unhas afiadas. Demorou um minuto para vêlo antes de perceber algo. — Oh, diabos, você pode parar de brincar com eles? Com um olhar que eloquentemente o chamou de desmanchaprazeres, ela atacou um demônio e agarrou-o pela cabeça antes de esmagar violentamente. O outro tentou se afastar, a magia de Gaston, no lugar, o fez do tamanho de um cão grande, mas não páreo para uma leoa que não se encolhe, mesmo quando o ácido fervilhava a pele em suas pernas. Mais um mastigar no pescoço e o segundo demônio sumiu. Em instantes, tudo o que restava era a destruição e as poças de ácido, que emitiam o odor mais nocivo. Oh e uma Reba muito nua. — Bem, isso foi divertido. E querido, você cuidaria da bagunça? Tudo terá que ir. Parece que alguém precisa de um decorador de interiores para ajudá-lo a corrigir isso. — Você fez isso de propósito. Um sorriso irônico cruzou seu rosto. — Sim eu fiz. E você deveria me agradecer. Agora, quer se juntar a mim para o banho número dois? Ele queria, foi por isso que, ao invés disso, se virou e foi até seu quarto. — Vou voltar para a cama. Um plano que não funcionou, assim ele se viu saindo de seu apartamento algumas horas depois para o necrotério e não para no


seu clube. Demorou algumas horas para chegar lá, pois era o que acontecia quando você tinha que lidar com uma leoa assim que saia pelas portas. Coisas brilhantes a distraiam, como as poças no sol, a comida, o pensamento sobre a comida e, basicamente, qualquer coisa que cruzasse seu caminho. Apesar de ser tarde, ele estava disfrutando. Ia verificar, mais tarde, se era um vírus, porque certamente estava doente. Uma vez que o necrotério ficava nos arredores da cidade, ele se ofereceu para dirigir. Ela aceitou, mas apenas ela podia dirigir. Protestar provou ser fútil. — Me dê as chaves. — Ela estendeu a mão, apertando a outra com força, seu saco sendo refém. Ele obedeceu, foi assim que acabou no banco do passageiro ao lado de Reba, que dirigia como um morcego fugido do inferno. Uma curva particularmente acentuada, que tinha certeza de que foi feita em pelo menos duas rodas, pois as outras se ergueram do chão, fez com que ele dissesse secamente: — Nós deveríamos estar visitando o necrotério, não nos tornando novos moradores nele. — O que você está tentando dizer? Sou uma grande piloto. — Já pensou em desacelerar? — Nunca!


— Eu nunca deveria ter enviado aquelas flores. — ele resmungou. Não havia uma história sobre um rato e um cookie? Se você dá a leoa uma flor, ela pode pensar que pode entrar em sua casa. E quando ela fizer, ela vai precisar... De tudo o que ele tinha a oferecer. “Eep.”


í

Reba

— Então, quem você acha que enviou esses demônios? Acha que eles se importariam de mandar alguns para o condomínio? Eu sei que as meninas adorariam de alguns para brincarem. — Você teve sorte. Esses demônios não estavam perto do poder total. — E você evitou me dizer quem os enviou. — Porque eu não sei. O pacote não tinha nenhum endereço de remetente. Sem marcas em tudo, apenas um endereço de etiqueta branca para Gaston Charlemagne. — De onde vêm os demônios? E por que eles pareciam desidratados? — Eles vêm de outra dimensão. O processo para os formar é sobre os sifões de magia. Eles parecem mortos. No entanto, se expostos a magia suficiente, vão reviver. — Como uma flor murcha pegando um pouco de água.


— Num sentido. Eles não devem ser ridicularizados ou tratados com leveza. — Diz o velho conhecido como desmancha-prazeres. — Você não sabe com o que está lidando, chaton. — Os braços de Tony estavam cruzados, ele propositadamente olhou pela janela. Absolutamente adorável, foi por isso que continuou a cutucar ele para manter o fogo da sua ira fervendo. — O pequeno mágico está louco porque a gatinha cuidou deles, antes que pudesse com sua poderosa espada? — Eu vou cuidar de você se não se comportar. — A qualquer hora, docinho. E traga a espada. — Um barulho retumbou dele, ela mordeu o lábio para não rir. — Eu ainda estou esperando por um obrigado. — Obrigado pelo quê? Você os trouxe para a minha casa. — E depois cuidei deles. — Só depois que eles causaram um desastre. — Que eu vou consertar. Por um preço. — A seu brilho, ela sorriu. — Eu prometo lhe dar um desconto amigável. Ela bateu nos freios, já que a luz vermelha do sinal a impediu de continuar correndo.


— Eu gostava da minha casa do jeito que estava. — Ele resmungou, não de todo emburrado. Ele tinha aprendido a várias luzes atrás como se preparar. Como ela não precisava de suas mãos no momento, agarrou suas bochechas e as apertou. — Quem está sendo um bebê grande? Tony está. — ela cantou. — Seu deboche não é apreciado. — Aparentemente, nem a minha habilidade para salvar bundas. Um agradecimento vindo de você seria agradável. Nos lábios. — Ela os fez beijar em sua direção, principalmente porque sabia que ele recuaria. Geralmente. Não dessa vez. Desta vez, ele a agarrou pela nuca e a atraiu para perto dele. — Você está me deixando um pouco louco. Isso não deveria ser possível. Nisso ela concordou totalmente. Ela mordeu o queixo. Ele estremeceu. Estremeceu violentamente, o que ela tomou como um elogio. Ele deveria reagir quando ela estava perto. Ele foi apenas para a frente. — Luz verde. — Ela se virou dele e bateu o carro para frente. Mas, aparentemente, o canal de comunicação estava aberto. — O que você quer de mim, chaton? — Eu disse a você, eu quero você.


— Para ajudar com uma investigação em cadáveres desaparecidos. Isso é tudo? — Claro que não. Isso é apenas uma desculpa. Mesmo que Arik não me ordenasse, eu estaria vindo atrás de você. Você é interessante e sortudo, eu decidi parar de lutar contra minha atração. — Porque, realmente, se ela não laçasse Tony, outra pessoa iria, aí então as coisas poderiam ficar sangrentas. É melhor colocar água sanitária na lista do supermercado. — Deixe-me esclarecer. Você está me pedindo para te seduzir? O riso saiu dela. — Ah não. Eu não peço. Desde que você decidiu que não me seduziria, decidi levá-lo. — Levar-me? O que isto quer dizer? — Em duas palavras? Você está fudido de duas maneiras. Mas uma dessas maneiras que você realmente vai gostar. — Ela sorriu. Poderia ter mantido um toque de felino com fome nele. “Miau.” Julgando pela linha em sua testa, ele parecia menos do que impressionado. — Eu não vou fazer parte de sua lista de sexo. Isso implicava que ela costumava chamá-los de volta. — É uma lista pequena com um só nome. O seu.


Ele enrijeceu, ela não quis dizer apenas seu corpo. — Você está brincando com fogo, chaton. Le feu, sa brule4. — Queime, baby, queime. — Ela piscou. — Admita que você está amando isso. Nós. Olhe para a diversão que estamos tendo. Pense na diversão que teremos depois de te fazer meu brinquedo, com seu menino. Ele olhou furioso. — Ok, a diversão que eu vou ter. Você sabe o quanto estou realmente esperando? Como invejosas as meninas vão ficarem quando descobrirem que eu não só lacei o estranho cara quente da cidade, mas também conseguiu brincar com demônios. Mesmo Luna não pode se gabar de ter derrotado dois demônios da dimensão do inferno.” — Eles não são do inferno. — Talvez em sua versão dos eventos. Na minha, eles abriram um rasgo através do espaço-tempo para entrar em seu condomínio e sequestrar você. Eu, naturalmente, vim em seu auxílio e os derrotei. — Então veio a parte onde Reba devia reivindicar seu prêmio, mas seu prêmio estava jogando duro para ceder. — Se você não tivesse interrompido, eu teria cuidado dos demônios nulos com muito menos dano em minha casa.

4

O fogo, que queima


— Você ainda está choramingando sobre os móveis? — Ela revirou os olhos, mas ainda conseguiu perceber o tique saltando alto em sua bochecha. Tick-tock. — Acontece que gostava da mobília. — Você está sempre tão nervoso, deve ser porque é tão velho? — Não sou velho. — Diz você. Mas olhe para os fatos, vovô. — Ela lutou para não sorrir quando seu tique entrou em fogo rápido. — Antiguidades e bens mundanos são para aqueles que estão presos ao passado e acorrentado a um só lugar. Desperdício de tempo quando o que é importante é o aqui e agora. — E aqui estava ela em seu carro com Tony, vestindo seu uniforme de apoio, uma vez que a roupa de treino vermelha, não sobrevivera aos demônios. A saia curta montava bem alto em suas coxas quando sentou. Ele percebeu. — Eu não estou usando nenhuma calcinha. — ela informou. — Os demônios não sujaram sua calcinha. — Não, eu fiz. Você me deixa tão excitada. — Ela ligeiramente se agradou com seus dedos em sua coxa antes de fazer a mudança de marcha novamente. — Você não trouxe pares extras como os sapatos? — Por que? Prefiro não estar usando nenhuma.


— Bem, isso deve tornar mais fácil no dia da lavanderia, então. — cuidadosamente evitou olhar em seu caminho. Ela riu. — Oh, por favor. Eu uso um serviço para isso. Estas mãos não lavam pratos também. — Ela levantou-as do volante – enquanto ainda estava a 80 quilômetros por hora, e ele nem sequer se encolheu. Tinha bolas estupendas. Queria bater neles e vê-las saltar. Fora no seu clitóris quando ele a pegasse por trás. Agora, se ela ao menos fosse o tipo de garota que colocasse o prazer antes do trabalho. Negócios. Toda a razão pela qual tinha ido para sua casa. Ela se distraíra por um pouco – bonitinho, brilhante, com chiado de brinquedo – mas agora estava de volta à pista. Com a cabeça enroscada e... sim. Não. Ela ainda estava tão excitada como nunca e ele ainda não tinha feito nada sobre isso. Mas ele quebraria. Ela podia dizer. — O que você está pensando? — Ela perguntou. — Mais como ler sua mente novamente e o fato de você realmente querer me pedir para fazer você gozar. Suas palavras a assustaram o suficiente para que o carro saltasse uma pista, mas desviou rápido, evitando que esmagasse o carro que não se movia para fora do caminho. — Não vou. Eu vou usar você e me fazer gozar.


— Por que tanto problema? Basta dizer as palavras e eu vou fazer todo o trabalho. Eu prometo que uma vez comigo e você vai me achar completamente inesquecível. — E mesmo assim você é solteiro. Parece uma contradição. — Talvez eu esteja esperando pela mulher certa. “Esperando o destino.” Desde quando seu felino colocava confiança no destino em vez de instinto? E o que seu instinto diz sobre ele? “Reivindique-o.” Era o que deveria fazer para se certificar de que ninguém mais tentasse o reivindicar. Suas BFFs estavam olhando para ele, exceto Luna e Meena. Estavam ocupadas demais, olhando o traseiro dos seus homens para notar que Tony os batia. — Eu não sou apenas uma mulher, sou uma leoa, não temos medo de caçar e pegar o que queremos. — ela lembrou, soltando uma mão da alavanca de câmbio para deslizar até sua coxa. Droga, ele colocou seu eixo para a direita. — Por que tomar quando você pode apenas pedir isso? Diga-me para fazer você gozar. Diga-me e eu vou fazer você gritar meu nome de prazer. A última parte de seu discurso lhe bateu como uma carícia macia, envolvendo e mergulhando dentro dela, como se ele tivesse falado em sua mente.


— Uma senhora não pede. Ela espera um cavalheiro para seduzir. — Ela retirou a mão e foi atingida por uma onda de decepção. — Pensei que tivesse dito que não era uma dama. — Depende do meu humor. Mas quando eu não sou, eu ainda estou no comando. Não vou implorar. E eu não entendo a sua obsessão com isso. — Chame isso de capricho. Quando nos reunirmos, será de sua vontade. Eu quero que não haja nenhum arrependimento depois. Você não será capaz de me culpar pelo que acontecer. — E o que você acha que vai acontecer? Eu vou implorar pelo meu primeiro cigarro? Eu vou gozar tão duro que vou morrer? Seu riso explodiu livre, alto e genuíno. — Sua mente é verdadeiramente única. — Essa é minha técnica. — Ela agarrou o botão de engrenagem e acariciou-o antes de bater a embreagem em seu lugar. O carro se sacudiu, foi sua vez de rir. — Você vai amar minha língua. — Ela não pôde evitar as palavras descaradas, nunca tendo que tentar tão duro antes com um homem. Normalmente, um sorriso vacilante, uma piscadela, era tudo o que precisava para que os caras colocassem os movimentos sobre ela – e a seguissem. Com Tony, ele a provocava constantemente. A fez pensar que iria seduzi-la e fazê-la se derreter numa poça de gozo orgásmico. Mas


ainda não tinha acontecido. Em vez disso, a trazia para a borda de seu próprio controle, para então se afastar. “Ele brinca tanto quanto eu.” Isso significava um constante estado de excitação quando ele estava por perto, até mesmo quando ele não estava. Tony a tinha enrolado ao redor de seu dedo mindinho – e do seu pau grande – e eles ainda não haviam feito nada além de beijar e apalpar fugazmente. — Só para você saber. — Ele se inclinou. — Disseram-me que tenho uma excelente técnica oral. Rosnou. Ups. O estrondo escapou, ela poderia ter se batido. — Quem disse? — Plástico rangeu quando agarrou o volante apertado. — Parceiras passadas, é claro. Nomes. Números. Ela precisaria deles, além de um gerente de mídia para notificar as senhoras que Tony estava fora do mercado. Até que ele a seduzisse pelo menos. — Então eu deveria chamá-las por referências? Eu posso puxar acima alguns números dos meus ex se você quiser algumas refêrencias. O tique em sua bochecha quase escapou quando saltou tão forte, ele se virou para olhar pela janela. — Eu vejo o que você está fazendo, e eu deveria avisar que não vai funcionar. Eu não sou um homem propenso ao ciúme.


— Então não vai se incomodar em saber que eu namorei com o Pietro, o cara que estamos nos encontrando no necrotério. Por nosso relacionamento passado, que o fez pensar em me chamar para essa situação. — Quanto passado, é passado? — Realmente não importa agora, sim, desde que você acabou de dizer que não é do tipo ciumento. Seus lábios estavam achatados, mas ele não concedeu derrota – ele atacou! — Candy, a garota que verifica as pessoas no clube, tem uma tatuagem em sua coxa interna. — Ela morre. — “Opa.” Ela disse isso em voz alta? — Possessiva demais? — Sim, e, por alguma razão, isso significa que você é meu agora. — Ela lhe deu um olhar. — Não me faça fazer xixi em você para marcar meu território. — Estou mais do que feliz em levar seu perfume, pois isso significa que você me pediu por seu prazer. — Pedir seria errado, especialmente porque estou dirigindo e poderíamos ter um acidente. — Bufou. Aprendera a dirigir com Stacey. Aquela cadela conhecia a velocidade e como tomar um assento em seu brilhante carro vermelho.


— Você está me dizendo que acha que meu toque a faria perder o controle? Que lisonjeiro. Ele virou as palavras. Ponto para ele. Ele a enlaçou cuidadosamente, então ela jogou sujo e abriu as coxas. — Sou eu, ou está quente e úmido aqui? — Deixe-me ver. Ele não a tocou, não moveu um só músculo, mas ainda assim, sentiu algo fazendo cócegas em seus lábios nus. Um toque fantasmagórico. Suas pernas se fecharam. Uma suave risada veio dele. — Você está certa. Está quente e molhado hoje. — O que você fez? Ele usava um sorriso presunçoso. — Eu disse que não precisava tocar para te fazer sentir. Então ela estava começando a entender. — Você tem magia, não é? — Dado que ela se transformava em uma leoa, não era tão absurdo acreditar em outros poderes. — Tenho uma magia inata, mas muitas das minhas habilidades não precisam dela. — Então você é o quê? Um mágico? Você tem um chapéu com um coelho dentro dele? — E porque Meena teria perguntado, ela disse. —


E onde ele caga? Quero dizer, você não se preocupa quando você o está vestindo, que o coelho está se preparando para deixar algumas pelotas soltas? — Nenhum coelho e nenhum chapéu. — Ele balançou a cabeça. — Mago não é exatamente o que eu chamaria a mim mesmo, embora alguns dos meus truques sejam sobre ilusão. Outros são baseados na alquimia. — Então, como você se chama? Ele habilmente evitou responder dizendo: — Estamos aqui. Sim eles estavam, o edifício quadrado indeterminado, não anunciando o fato de que servia como necrotério da cidade. Em plena luz do dia, cerca de três andares de pé e construído de tijolos marrons, não parecia imponente, mas a falta de estacionamento na área fez parecer uma tarefa assustadora. Reba finalmente conseguiu espremer o SUV, só precisando dar um empurrão leve para os dois outros carros para conseguir seu espaço. — Lembre-me de não emprestar o Jag. — ele murmurou quando saiu do SUV grande, repleto de barras de pressão na frente e para-choque reforçados na parte traseira. — Eu prefiro dirigir seu Spider. — ela comentou, indo para a parte de trás do veículo e do porta-malas. — Como você sabe que eu tenho um?


— Alguns de nós fazem a lição de casa. — Ela alcançou e revirou a bolsa que tinha escondido nas costas. Um saco de hóquei cor-de-rosa, perfeito para levar seu material ao redor. Agarrou um taco de beisebol de dentro dele. — O que é isso? — Ele apontou para seu reluzente atacante de alumínio. — Esmagador de cérebros, no caso de encontrar os corpos e eles não estarem mais mortos. — Sempre melhor estar preparada. — Eu não sei o que é mais assustador, o fato de eu estar entendendo sua lógica retorcida, ou o fato de você achar que poderíamos encontrar alguns corpos mortos. — Não se preocupe, carinho, vou protegê-lo. — Com um piscar de olhos, ela atirou o taco sobre o ombro e entrou no prédio, apenas para ser interrompida pela segurança, que confiscou seu bastão de beisebol, apesar de todo o seu beicinho. Ela poderia ter mostrado a eles seu lado menos dama, mas Tony rosnou. —Comporte-se. — e lhe deu um tapa fantasmagórico na bunda. Isso enlouqueceu completamente a leoa, o suficiente para que ela fechasse os lábios. Difícil lutar contra algo que ela não podia ver. Além disso, ela queria visitar o necrotério apenas para que pudesse dizer: — Eu vejo pessoas mortas. — exceto que não havia pessoas mortas, apenas um cara chato em um casaco branco.


— Onde está Pietro? — Ela perguntou, espiando ao redor por seu exnamorado. Porque, sim, ela queria ver Tony perdendo o controle. Ele faria isso. Ela apostou nisso. — Aparentemente, ele foi para uma pausa de almoço prolongada. Não tenho ideia de quando voltará. — Ele nos disse para aparecer e dar uma olhada na situação do corpo perdido. — Vocês são amigos dele? Reba sorriu maliciosamente enquanto murmurava: — Muito mais que amigos e não há muito tempo. — Grrhh. — Ou Tony grunhiu ou eles tinham acabado de encontrar seu primeiro corpo de mortos-vivos. Os olhos se arregalaram atrás dos óculos. — Você deve ser Reba. Merda, você é mais quente do que ele disse. Cara, ele vai ficar chateado, ele sentiu sua falta. — Sim, muito ruim. Mas não podemos ficar por aqui. — disse Tony, interrompendo. — Pode nos contar sobre os cadáveres desaparecidos? O sujeito de casaco branco – seu nome dizia “chato” – na verdade, era Arnold, que era chato – explicou o que tinha acontecido. — Tivemos um fluxo súbito de corpos de John Doe, que são pessoas sem identificação adequada, corpos que não foram reivindicados pela família e nenhum parente mais próximo pode ser encontrado. A casa


funerária encarregada dos enterros estatais... — o tipo coberto pelo governo. —... deveria vir e pegá-los hoje. Tivemos cinco no total. — Cinco? Isso parece muito. — Como eu disse, tem sido uma semana ocupada para eles. Quando nos fechamos para a noite, todos os frigoríficos, mas um tinham corpos. — Arnie acenou para a parede de gavetas de metal atrás dele. — Quando chegamos esta manhã, eles se foram. — Você ligou para a polícia? — A primeira coisa, é claro, eles vieram tomar declarações e poeira para impressões. Mas estão dizendo que é provavelmente apenas uma brincadeira. Rapazes de faculdade os roubando para o laboratório. Eles também estão verificando se a funerária chegou cedo para pegálos. Eles parecem pensar que os corpos vão aparecer por conta própria. — Provavelmente gemendo e procurando cérebros. Arnie lhe lançou um olhar. — E é por razões como essas que eles não querem fazer um grande negócio sobre isso ainda. A polícia espera que eles os encontrem para que o público não fique mal. Tony franziu o cenho. —Mas não deveria ser um grande negócio? Estamos falando de cinco corpos. Cinco corpos não identificados que estão desaparecidos e devem ter tido algum tipo de imagem transmitida para tentar identificá-los.


Arnie encolheu os ombros. — Normalmente é isso que acontece, mas não desta vez, por algum motivo. Em outras palavras, havia algo sobre esses cadáveres que as autoridades não queriam dizer. — Como foram mortos? — perguntou ela. O correio de voz desordenado que tinha recebido cedo de Pietro esta manhã não tinha dito muito. “Merda estranha aqui. Você precisa verificar isso. Há corpos faltando. PS. Ainda sinto falta do seu corpo.” — Tão doce. Talvez mais tarde ela mostrasse a mensagem salva para Tony. — Inicialmente, eles pareciam mortos por métodos diferentes. Estrangulamento, afogamento, ataque cardíaco e duas causas desconhecidas. Então nós os abrimos. Em todos faltavam os órgãos. — Alguém os cortou antes que eles morressem? Arnie sacudiu a cabeça. — É só isso. Nenhum deles apresentava incisões que pudessem ter servido de ponto de entrada para remover esses órgãos. “A pergunta não dita? Como eles fizeram isso?” — Suas mortes poderiam estar relacionadas? Talvez o assassino os tenha removido para poder esconder suas pegadas.


— Se eles foram mortos, por que a polícia não está mais preocupada? Reba tinha uma boa ideia de por que eles estavam minimizando as coisas. Muitos policiais não eram humanos. Shifters encontravam alívio do grande stress em servir na aplicação da lei, conseguindo cumprir essa necessidade que tinham de caçar e perseguir. Ter um monte de policiais amigáveis em relação à força significava uma habilidade para varrer sobre incidentes estranhos. Ou ignorá-los inteiramente. — Talvez os cadáveres tenham que desaparecer por vinte e quatro horas antes que a polícia possa realmente apresentar um relatório? Quer dizer, não estão faltando pessoas? Os caras olharam para ela. O que? Parecia lógico para ela, se você ignorasse a respiração versus a parte do corpo morto. — Qual é a teoria sobre como os corpos foram removidos das instalações? — Perguntou Tony. — Não há nenhuma. É tecnicamente impossível que os corpos tenham desaparecido. Contração muscular. Sua cauda de leoa balançou em excitação. Alguém havia usado a palavra impossível. “Sinto um cheiro de desafio. Ding Ding.” — O que as câmeras gravaram? — Tony e suas perguntas práticas.


Ela iria chutar o humano para fora e colocaria seu nariz para um bom uso – uma vez que alguém não iria implorar por sua língua. — Nada foi gravado. Eu verifiquei a vigilância. Ninguém entrou ou saiu desta sala, exceto por mim e Pietro ontem à noite, e nós dois estavamos aqui de manhã. — Qual de vocês foi a última pessoa com os corpos? — Foi Pietro. Ficou até tarde para trabalhar nos relatórios. — E agora Pietro está desaparecido. Almoço extra-longo minha bunda. O homem não precisava de mais de dez minutos, às vezes até menos que isso. Enquanto Tony continuava a grelhar Arnie, ela andou pelo quarto, notando as portas de metal. Com um puxão no cabo, elas abriram como nos programas de televisão e seguravam grandes prateleiras que podiam ser arrancadas. O aço inoxidável parecia vazio, mas um cheiro trazia à mente coisas plásticas, antissépticas e mortas. Preferia fresco. Mais suculento dessa forma. Fechando a gaveta, verificou as outras, não notando nenhum perfume distinto, apenas uma mistura que pertencia a este lugar, incluindo os odores de Pietro e Arnie. Mas os corpos desaparecidos não pareciam deixar muito cheiro para trás.


Ela interrompeu Tony para perguntar. —Os masturbadores começam em lugares como este? — Não. Mas outra coisa. Depois falo com você. Mais tarde. Outra hora. O homem estava se apaixonando por ela. Ele simplesmente não queria admitir isso ainda. Uma agachada para baixo e ela espiou a pequena grelha no chão, um sniff deixou ela saber que tinha visto mais do que a sua quota de coisas esquisitas. A tubulação parecia pequena demais para permitir a passagem de qualquer coisa maior do que um rato. Havia janelas na sala, o necrotério estava no terceiro andar do edifício, para sua decepção. Um lugar que lidava com pessoas mortas não deveria ficar no porão? Ele fodia totalmente com a vibe macabra. Por outro lado, o lugar cheirava igual como Pietro cheirava ás vezes quando ia encontrar com ela. Nojento com uma sugestão de desagradável. Os vários cheiros na sala dificultaram a concentração, as soluções de armazenamento para os órgãos e os fluídos de limpeza pesados permeavam o espaço. “Cheira mal.” Seu gatinho levantou o nariz com desdém. “Tão esnobe.” Ou ... Espera. Sua gatinha bonita estava dando a ela uma pista? Olhou para cima e notou vários eixos de ventilação. — Para onde eles vão?


— Tecnicamente eles correm por todo o prédio. — E terminam no porão? — Sim, mas você não está pensando que alguém entrou através deles e roubou os corpos de volta da mesma maneira. Isso é muito trabalho. — Arnie sacudiu a cabeça. — É tão difícil? Docinho, você quer me dar um impulso. — Quando Arnie parecia que poderia chegar primeiro, Tony lhe lançou um olhar. Se abaixou sobre um joelho e tomou as mãos. — Ele tem razão. É improvável. — Na verdade não. Se eles não saíram pela porta, então não há muitas outras opções para explorar. — Ela tirou o sapato e colocou o pé nu em suas palmas, quando ele começou a levantar, ela torceu a outra perna atrás dela . Seus braços esticados para o equilíbrio. O perfume afiado de decadência se tornou mais forte quanto mais perto chegou do teto. Apoiou as mãos de cada lado do respiradouro, palmas das mãos, deixou seu nariz cheirar enquanto ela olhou. — Parece que alguém deixou um pedaço de pele para trás. — O pedaço de carne fervia, dificultando o cheiro de qualquer outra coisa. Empurrou a tela, que subia no espaço do teto, expondo um grande buraco. Agarrou as bordas. — Vou entrar. Tony segurou seu pé com força. — Não, você não vai. — Você percebe que Arnie está olhando para minha saia, não é?


A distração permitiu que Reba arrancasse o pé livre enquanto se erguia no canal de ventilação. Obrigado vinte anos de ginástica. Não era só para coxas esmagar os ossos. — Traga sua doce bunda de volta a esta sala. — gritou Tony. — Você não sabe com o que está lidando. — Ainda não. Mas eu vou deixar você saber quando eu descobrir. — Volte aqui. É perigoso. — Espero que sim! — Ela se apressou, muito satisfeita, especialmente quando encontrou um poço que caia e parecia com um escorregador. — Wheeee! Sua alegria durou até que atingiu o fundo e finalmente conseguiu dizer. — Eu vejo pessoas mortas. “Muitas delas.”


í

Gaston O grito recuado paralisou Gaston. — Vou ligar para o 9-1-1. — exclamou Arnold, ofegante. Policiais não eram para este tipo de situação. — Atrás de você! — Gaston apontou um dedo, quando o criado do necrotério se virou para olhar, o acertou com frieza, largando o sujeito no chão. Arnold acordaria com uma dor de cabeça pensando que ele tinha saltado. Enquanto isso, Gaston estaria longe daqui porque estava saindo agora. Sozinho. Aparentemente, seu corpo não recebeu esse memorando, ele não o ouvia mais desde então, em vez de fugir pela porta da frente, ele foi atrás de Reba. — As coisas que faço por ela. — E só ela. Qualquer outra pessoa ele diria “boa sorte”. Por qualquer um ele nunca deixaria o seu condomínio após o conluio com os demônios. Gaston duvidava que conseguisse encaixar nos dutos com a mesma facilidade que ela. Além disso, tinha uma boa ideia do que


enfrentariam, eles não gostavam da luz do dia. Subiu as escadas, principalmente porque as luzes do edifício tremiam e ele não confiava no elevador. Quando bateu no piso principal, se abaixou atrás da escada e notou a porta marcada "Apenas Manutenção". A fechadura não provou ser um obstáculo. Algumas ferramentas das quais Gaston nunca deixava em casa. Passou pela porta para um conjunto de escadas de metal, o piso perfurado

e

barulhento.

Esqueça

uma

abordagem

furtiva.

Normalmente tentava se esconder, controlar a situação, mas, dado o número de ghouls5 neste espaço pequeno do porão, perder tempo não era uma opção, especialmente porque as criaturas pareciam muito interessadas em Reba. Ela, por outro lado, parecia ignorar o perigo e tentou falar com um dos ghouls. — Esta é a hora que você volta do almoço, Pietro. Me chama e, em seguida, não está aqui, foi muito indelicado da sua parte. — Gnghgngg. — Você não grunhe para mim. Eu sou uma mulher moderna. Eu não aceito essas táticas de homem das cavernas. — Slap. Ela girou para bater a mão de um ghoul chegando. — Eu não te dei permissão para tocar. Não me faça tirar um pedaço de você como eu fiz a sua amiga. — Ela tomou esse momento para pegar o olhar de Gaston, as profundezas dela não preocupada, no mínimo, e seu sorriso parecia 5

Ghoul: Um espírito maligno ou fantasma, especialmente um suposto para roubar túmulos e se alimentar de corpos mortos.


genuíno. — Aqui está você, docinho. Eu estava esperando que viesse me encontrar. Gostaria que você conhecesse, Pietro, meu ex. — Grlggng. — Pietro apertou os olhos para Gaston e gemeu. Na verdade, todos os vampiros gemeram e se viraram para encará-lo. — Você pode querer dar um passo em volta dos ghouls e ficar atrás de mim. — ele mencionou no tom mais calmo que conseguiu. — Quando você diz ghoul, você quer dizer como criatura morta-viva como um zumbi? — Quero dizer, mais inteligente do que seu zumbi médio e mais resistente também. — E ele sem sua espada. Ainda bem que ele tinha outros truques – literalmente, nas mangas. — O fato de que Pietro é um ghoul agora, por que você não está mais com ciúmes de nos encontrar juntos? — Nada com que ter ciúmes. Você me quer. Você é muito galinha em admitir isso. — Não sou uma galinha. Já te disse que tenho a intenção de te pegar. Você é o único que não tem o impulso de fazer um movimento brusco em mim. — Tanto faz. Olhe para longe da minha mão. — ordenou ele. O amuleto pareceu cair de seu punho, pendurado em uma corrente de prata. A jóia facetada girou antes de se mover em um movimento de pêndulo.


— Ooh brilhante. — Os ghouls não foram os únicos parados em suas trilhas. Os lábios de Reba curvaram enquanto observava o amuleto balançando. Ele precisava tirá-la de lá. Os humanos precisavam apenas de um arranhão ou mordida decente de um ghoul para se tornarem os zumbis pelos quais estava tão apaixonada. Não sabia se a mesma infecção se aplicava a shifters, nem queria saber. A boa notícia era que os ghouls eram novos e não eram ainda muito infectados ou perigosos, especialmente desde que seu primeiro instinto era formar ninhos. Mas à medida que mudavam cada vez mais em sua criação, eles ansiavam a carne dos seres vivos. “Ninguém vai comer Reba, além de mim.” — Vá para trás, chaton. — O amuleto estava começando a perder seu apelo. Alguns dos ghouls piscaram, seus orbes pretos absorvendo os brilhos da luz emitindo da pedra. Ele pensou que ela iria ignorá-lo novamente, mas ela pulou atrás dele, se esquivando no último momento do agarre. Os braços esbeltos deslizaram em volta dele por trás. — E agora, docinho? Agora alguma mágica. Um dedo deslizou sobre seu anel e soltou um fecho oculto. O pó se derramou em sua palma. Ele ergueu a mão e


soprou, espalhando as partículas de poeira enquanto sussurrava uma palavra de poder, — Kraahk. O próprio ar se inflamou, uma cortina cintilante de branco brilhante. Ele agarrou a mão de Reba e a puxou na direção das escadas. — Suba e não demore com isso. — Porque os ghouls estavam prestes a ficar muito chateados. Os subestimou. Gritos muito infelizes e muito desumanos entraram em erupção. Reba correu para a escada e escalou-a, seus pés descalços. Soltou sua mão em vez de segui-la. Virou e encarou as criaturas ardentes que coxearam atrás dele. As chamas não os mataram, mas, ao contrário, descascaram a camada humana de seus novos corpos. A pele pálida e coriácea emergiu, manchada de fuligem escura. As chamas não as tocavam, nem queimavam. Ele teria que confiar em uma tática diferente para detê-los. — Puxe o alarme de incêndio. — ele ordenou quando ela alcançou o topo. Quando o alarme começou a bater, sacudiu algo em sua mão. Uma pequena esfera, brilhante amarelo e sólido. Parecia uma bala de goma. Ele atirou para Pietro, os reflexos do rapaz muito lentos para pegá-lo. O orbe saltou do peito do sujeito. “Hora de sair daqui.” Gaston correu as escadas correndo, gritando. — Saia daqui.


Aparentemente, ela tinha problemas em escutar. Esperou por ele no topo e juntos bateram a porta contra os ghouls, o primeiro dos quais tinha alcançado os degraus. Ao contrário dos zumbis, ghouls sabem escalar. A fechadura que tinha quebrado significava que a porta não ficaria fechada. Nada que ele pudesse fazer por isso. Pular em torno não era uma opção. Mais uma vez agarrou Reba pela mão, a puxou para fora da escada, segurando o guarda da recepção, que latiu em seu walkie-talkie. — Mexa-se. — gritou ele, os empurrando para fora da porta na frente do prédio, para encontrar uma pequena multidão de trabalhadores, não muitos na hora avançada. — Idiotas, idiotas. — O contador interno em sua cabeça chegou a zero, puxou Reba para baixo e cobriu-a com seu corpo. Pela primeira vez, ela não discutiu. O solo tremeu primeiro, depois veio o som das coisas rachando e quebrando. Mais ruídos seguiram quando o edifício que haviam desocupado implodiu, três andares de tijolo, metal e mais caíram, esmagando tudo o que havia dentro. Incluindo os ghouls.


í

Reba

— Nós não estamos comprando bestas para todos. — Arik disse o desmacha-prazeres. Tão injusto. Reba bateu as mãos sobre a mesa, o chato do seu rei continuou derrubando suas sugestões brilhantes. — Muito bem, não peça as bestas e os lança-chamas. Mas não me culpe quando você não tiver nada para lutar contra os mortos-vivos. Eu os vi e eles não são muito apetitosos. — O demônio que ela mordeu era ruim o suficiente. A coisa, ghoul, que ela encontrou no dia anterior com Tony eram ainda pior. E, sim, ela sabia porque mordeu o primeiro que tentou agarrá-la quando saiu do respiradouro. Todo o uísque do mundo não conseguia limpar o sabor do paladar. Não ajudou que, uma vez que Tony soube, continuou a observando e perguntando como se sentia. Ela se sentiu bem, até que ele a incomodou por recusar a lhe dar um beijo de boa noite quando o


trouxe de volta para seu condomínio. Ele nem sequer a convidou para subir. “Provavelmente porque tenho um hálito de ghoul.” Sua perda. Assim quando seu temperamento se foi, o perdeu novamente quando tentou explicar a Arik, seu chefe, sobre as coisas estranhas, mortos-vivos, que não eram zumbis, mas poderiam parecer zumbis e que sua pele caia quando maduros. Podiam ser mortos, mas nem sempre era necessário deixar cair um prédio sobre eles. Mas isso foi muito legal. Tony tinha alguns segredos bem legais escondidos nas mangas. Um melhor escondido em suas calças. Tony era um inferno de muito mais interessante do que ouvir Arik que lecionava. — “Blá blá blá, se mantenha no anonimato" — ha, como se — "não destrua a propriedade da cidade." — Fale sobre arruinar a diversão de uma garota. — "Não se envolva com Charlegmen." — Muito tarde, Reba já o tinha em sua mira. Arik realmente deveria poupar o fôlego. Tudo o que ele fez foi dar avisos chatos que ela não tinha intenção de prestar atenção. Então Arik combinou sua gafe ao se recusar a aceitar a lista de armas que ela recomendou – uma lista obtida da observação religiosa de The Walking Dead. Embora, tinha que admitir, a sugestão das armas em massa eram dela. Snap. Os dedos de Arik clicaram na frente dela. — Preste atenção.


— Eu estou. Você quer tirar todo o meu divertimento. — Ela fez beicinho, mas não funcionou em seu chefe. — Quero que tenha cuidado. Parece que há uma merda estranha acontecendo em nossa cidade, não quero que fiquemos presos nela mais do que o necessário. — Estamos presos, porque está acontecendo em nosso território. — É por isso que vamos monitorar a situação. Você disse algo sobre Charlemagne reconhecendo essas criaturas. — Como eu estava dizendo, eles são chamados ghouls. Eles são feitos de algum ritual mágico e uma mordida, ou arranhão, de um maduro é o que faz os zumbis. — E antes daqueles ghouls, nós tivemos esses tipos que parecem comer merda estranha. — Não se esqueça dos demônios que eu pulverizei. — Estou vendo um padrão emergir e tudo parece girar em torno de Charlemegn. — Eu sei. Ele é como o namorado mais legal de sempre. — Ela percebeu tarde demais o que tinha dito, em voz alta. Talvez precisasse de um filtro, mas então não iria inspirar tanta consternação no rosto de seu chefe. — Namorado? — Arik franziu as sobrancelhas. — O que eu disse sobre não se envolver?


— Não peguei? — Na verdade, isso pode ter sido suas instruções para Luna. O rei do bando suspirou e recostou-se na cadeira. — Acho que não há razão para lhe dizer para que fique longe de Charlegmen. — Ele é interessante. — Eu deveria ter feito dele um homem morto quando ele apareceu pela primeira vez. — o rei leão orgulhoso murmurou. Exceto que Arik não era um assassino. Pelo menos não um desonesto. Ele sabia, a fim de manter o bando fora do problema, eles não tinham que causar problemas. Ou pelo menos não causar problemas fora do comum. Lutas de bar não contavam. — Eu não acho que Tony é o único com quem precisamos nos preocupar. — Mas ela estava preocupada com ele. Alguém tinha, afinal, enviado esses demônios para sua casa. Ela teria que ficar de olho nele, foi por isso que, menos de três horas depois – um registro dado de quanto tempo demorava para escolher e arrumar suas roupas – ela estava no seu caminho pelo saguão do condomínio que o bando possuía, um trem de malas – sim apenas três, desde que era apenas para o fim de semana. Ela não passou despercebida. A área principal era ocupada por sofás e, nesses divãs, descansavam um grupo de leoas – na forma humana. Elas foram informadas pelo seu alfa a não se transformar em público após uma terceira vez, em que uma pessoa louca ter vindo atrás de tigre e leões.


— Aonde você vai? — perguntou Melly, se levantando e apoiando o queixo na parte de trás do sofá para assistir. — Passar o fim de semana no meu namorado. Houve um coro de "ooohs." E alguém caiu do sofá. — Algumas de vocês talvez tenham ouvido falar dele. Gaston Charlemagne. — E sim, ela amou como seu nome rolou fora de sua língua. Uma vez que ele parasse de ser tão teimoso, sentiria sua língua. Mas apesar de suas provocações para ele, ela não cederia primeiro. Um homem deve seduzir uma mulher. Ela apenas desejou que ele se apressasse antes que suas partes de garotas murchassem e morressem. — Desde quando você está ligada com o cara vampiro? — Ele não é um vampiro... — ela começou a dizer. — Bumm para você. —... mas um feiticeiro. — Ele não se parece com Gandalf. — observou alguém. — Deve ter algum tipo de varinha mágica. — riu uma outra. Reba sorriu maliciosamente. — Oh, querida, você deve ver o tamanho de sua varinha. E é magicamente deliciosa. — Com beijos soprados, ela deixou sua equipe. Elas sabiam que deveriam seguir a ação no Twitter.


Como ela não tinha rodas – por conta disso, foram apreendidas como parte de alguma investigação sobre o roubo de uma amostra seca de gato antigo no museu de botânica – ela chamou um táxi. O motorista de táxi a deixou fora do prédio de Tony. Tony não estava esperando por ela. Talvez ele não lia mentes depois de tudo. Golpeando seu cartão contra o leitor – o preço que tinha pago ao hacker para obter o cartão mais o código totalmente vale a troca por sua bolsa Louis Vuitton. Os serviços de Melly não eram baratos – ela conseguiu levantar e levar sua bagagem no corpo do elevador. Então os arrastou para além da porta de seu condomínio. Pelo menos, Tony não se incomodou em trocar as fechaduras, mas notou que ele havia decorado as paredes flanqueando a entrada em sua sala com redemoinhos de tinta vermelha, barras violentas e letras estranhas, as marcas ainda pingando. Tanto por não gostar de cor. Ela se perguntou quando ele tinha feito isso. Dado que era o início da noite e haviam luzes dentro da porta, ela entrou. — Docinho, eu estou aqui. — Deixe o jogo de flerte começar. Entrou em seu apartamento, apenas para parar em seco. Não tinha nada a ver com o fato de que o lugar parecia tão insosso como a primeira vez que ela tinha visto. O que a perturbava era a mulher que estava junto à janela, uma mulher deslumbrante que se virou quando viu Reba e sorriu. Um sorriso muito doce, para uma menininha de aparência etérea que, quando perguntada : — Quem diabos é você?


Anunciou: — Eu sou Vivienne, a noiva de Gaston.


í

Gaston — Você está olhando para ela novamente. — Não, eu não estou. — Mentira. Gaston ficou totalmente atento a Reba e esperava que ela aparecesse. Uma parte dele realmente queria que ela viesse encontrá-lo. Eles se separaram tão abruptamente na noite anterior, principalmente porque ele precisava reunir algumas coisas de seu escritório para lidar com as surpresas macabras que poderiam ter sobrevivido ao colapso do edifício. Passou uma noite longa, fora da vista dos primeiros socorristas, examinando as ruínas do necrotério e assegurando que nada se arrastasse dos escombros. Uma parte dele foi para casa, esperando encontrá-la em sua cama. Estava vazia. Então ele dormiu um pouco, esperando que a qualquer momento ela o acordasse. Ele passou uma noite agitada e manhã cochilando dentro e fora do sono. Ela não apareceu. “Nem ligou.”


No momento em que ele foi para o clube, estava verificando por cima do ombro, certo de que ele a encontraria nas sombras. As leoas eram conhecidas por suas habilidades de perseguição. Infelizmente, ninguém o atacou. Ninguém o caçava. Certamente ela não desistiu tão rapidamente? Parecia suspeito,

ele quase conseguiu justificar

persegui-la enquanto as horas passavam e ele não a vislumbrava. “Não me diga que ela terminou comigo.” Ele não permitiria. Não podia. Entre seus sonhos e vida real, ele se tornou muito ligado em Reba. não poderia viver sem ela, e essa era uma verdade muito simples, uma verdade que ele não podia ignorar, trouxe algo em vista de forma gritante. Ela o enfeitiçou. Obviamente, ou ele tinha inalado algo que não deveria ter, foi por isso que se viu obcecado com a mulher. Gaston Charlemagne não perseguia as mulheres. Nem mesmo essa mulher. Não importava o quanto ela o atraísse. Não importa quantas vezes ele a perseguisse e a pegasse em sonhos. Como lutar contra seu fascínio? Quando ela estava perto dele, ela cintilava, muito brilhante para ele ignorar. Então tentou se concentrar nas coisas que não gostava. Ela era uma felina. Criaturas arrogantes sanguinárias, sempre derrubando e marcando suas garras nos móveis de madeira. Um gato que provavelmente ronronaria na maior parte do tempo.


E o fato de que ela não tinha senso comum? Enfrentando ghouls como se fossem simplesmente pragas regulares, até mesmo mordeu um deles. Sua natureza destemida a fazia mais desejável. Assim como sua ausência o deixou apenas mais ansioso, quanto mais o tempo passava. Mais de vinte e quatro horas agora neste momento – não que ele estivesse contando. Não iria quebrar e encontrá-la primeiro. Realmente acreditava que ela viria até ele, era por isso que enviou uma nota para o seu pessoal, que deveria ser permitido a ela acesso ao clube, sem esperar. Não adianta ficar em seu caminho. O que Reba queria, Reba conseguia. Agora, se ela o desejasse tanto quanto a desejava. Sua luxúria por ela crescia mais conforme o tempo que passavam juntos, mas em igual medida aumentava sua consternação. Ele não tinha tempo para esse tipo de complicação. Os sinais da presença de seu inimigo brotavam ao seu redor. As coisas só ficariam mais violentas. Como se a ameaça de violência dissuadisse Reba. Bang. A porta do escritório se abriu e bateu na parede. Uma Reba muito irritada estava moldada na abertura, seu vestido amarelo curto de verão aderia ás suas curvas antes de cair em um sino frouxo em torno dela. Ela usava sandálias romanas nos pés, os laços cruzando suas panturrilhas. Poderia ele se declarar um perdedor agora e jogarse a seus pés para a adoração?


Reba balançou um dedo em sua direção. — Não tente me acariciar com seus olhos, docinho. Eu estou muito irritada com você. Pensei que você e eu tivéssemos algo acontecendo. — Nós temos. — Mesmo que eles não deveriam – fazer isso – ainda. — Não negue, espere. Você concordou? — Há algo entre nós, chaton. Mentir não vai fazer isso desaparecer. — Engraçado você mencionar mentir, porque isso me lembra por que eu estou tão irritada com você. Eu disse à minha equipe que estaria com você neste fim de semana, mas... — Espere um segundo, você vai ficar comigo? Quando isso foi decidido? — Depois do meu encontro com Arik, foi determinado... — Pelo seu rei leão? — Não, docinho, por mim, de que eu preciso para mantê-lo em minha mira, porque você tem coisas interessantes acontecendo em torno de você. E você também tem segredos que eu pretendo descobrir. — Um homem nunca divulga tudo. — Os segredos eram poder. — Sim, bem, você deveria ter divulgado o fato de que você não estava disponível. — Seus lábios franziram e seus olhos brilharam. — Do que você está falando? — Não jogue o inocente. Quer me dizer quem diabos é Vivienne?


O nome o estalou com o impacto de uma bofetada. — Onde você ouviu esse nome? — Da boca esperta. Todo o sangue escorrido de seu rosto. — Você a conheceu? — Sim, eu a conheci. Pequena coisa loira. Parecendo um pouco chata se você me perguntar. Esperava que você desfrutasse de uma amante mais robusta. — Onde você a viu? — Ficando bem aconchegante em sua caa. Você nunca mencionou uma noiva. — Porque eu terminei o relacionamento há muito tempo. — E então passou as próximas décadas de sua vida caçando seus buracos escondidos e queimando-os no chão. Olho por olho. Só ela parecia escapar de cada vez. Então ele a encontrou, uma e outra vez. Ou ela o encontrou e fingiu que ainda era jovem, estúpida e apaixonada. — Você está me dizendo que a vaca está te perseguindo? — A expressão de Reba se iluminou. — Bem, isso dá um giro diferente nas coisas. Não se preocupe. Eu vou consertar isso para você, docinho. — Reba girou, sua saia brilhante flamejando, mostrando um pouco das nádegas cor mocha. Ele piscou quando percebeu o que ela havia proposto. — Não! — Ele estendeu uma mão e embora ele estivesse do outro lado da sala, a


porta fechou e ficou fechada, apesar dos puxões determinados de Reba. O fogo de âmbar acendeu em seus olhos enquanto ela girou para rosnar, — Me deixe sair. Eu tenho uma rata loira para pegar e mandar para longe. — Deixe a Vivienne para mim. — Lembra quando eu disse que eu era do tipo ciumenta? — Reba deu um passo em direção a ele. — Eu não estava exagerando. Sou super possessiva. Especialmente onde você está em causa. Então eu sinto que é justo te avisar, que eu provavelmente vou raspar a cabeça da sua ex, e as sobrancelhas. Então eu vou explicar, provavelmente com meus punhos, como você não está disponível. Eu não compartilho meus namorados. — Desde quando eu sou seu namorado? — Ele deu um passo na direção dela. — Você está finalmente prestes a me implorar pra te agradar? — Eu estava pensando nisso, mas acho que você não está longe de me seduzir. — A piscadela tímida quase fez sua entrega uma certeza. — Você não me controla, chaton. — Você tem certeza sobre isso? — Ela entrou no quarto, apenas para se encostar no vidro, as luzes estroboscópicas de fora iluminando e sombreando seu corpo ao mesmo tempo.


Reba certamente o tinha hipnotizado. Seu olhar a seguiu em cada movimento. Uma parte dura dele palpitava, a necessidade forte de se enterrar dentro dela. Neste ponto, ele queria ser o libertino que ela queria. Para dar-lhe beijos até que ela derretesse, então provocaria sua carne macia até que ela se separasse em seus braços. Ele finalmente atingiria seu ponto de ruptura. E ainda… Sedução teria de esperar. O jogo que ele jogou com Vivienne tinha entrado no próximo nível. As coisas ficariam perigosas daqui em diante. O que o surpreendeu foi Reba escapando das garras de Vivienne. — Se você viu Vivienne na minha casa, então como você está aqui? Ela não teria apenas deixado você partir. — Vivienne não era uma para desperdiçar uma oportunidade de atacá-lo. — Ela realmente me encorajou a ir. Disse para dar-lhe o seu amor e dizer-lhe que ela ansiava por sua reunião. — Reba torceu os lábios. — Por isso eu quase lhe trouxe seu coração, mas as autoridades franzem o cenho na extração de órgãos na cidade, especialmente se eles não estão em um refrigerador especial destinado a transplante. E, não, eu não estou explicando como eu sei disso. — ela disse com uma voz infeliz. Então Vivienne a deixou partir. Que trama tortuosa ela planejava? Porque sua antiga amante não era normalmente conhecida por ser


simpática. Especialmente para as amigas de Gaston. — O que você estava fazendo na minha casa? — Não tinha sentido perguntar como ela entrou. Aparentemente, as fechaduras não provaram ser um obstáculo. — Eu te disse. Trazendo minhas coisas para o fim de semana. — Sem perguntar primeiro? Ela revirou os olhos. — Isso teria apenas arruinado a surpresa. Tendo em conta todas as coisas divertidas acontecendo ultimamente, eu não quero apenas dizer ghouls e demônios, eu pensei que deveria ficar perto. — Quão perto? — Ele perguntou, caminhando na direção dela, sabendo que ela provavelmente não usava calcinha sob aquela saia, mas ainda sentia um ardente desejo de verificar por si mesmo. — O mais perto que posso. Pense pele com pele. Eu esqueci meu travesseiro de corpo, então eu estava planejando usar você para dormir. — Dormir? Você realmente acha que vamos dormir muito juntos na minha cama? — Ele parou na frente dela, um homem encantado. O cheiro dela, de canela-e-baunilha, fazia cócegas em seus sentidos, as mãos que colocou em seus quadris se encheram com suas curvas. — O que você está fazendo? — Ela perguntou em um murmúrio rouco.


Seduzindo, que ele jurou não fazer. Mas ele não podia parar. Ele a atraiu para ele e começou a balançar. — Estou dançando com você. — Nós mal podemos ouvir a música. Na verdade, a insonorização permitiu que apenas a batida constante da musica penetra-se. Ele não se importava. A canção que ele queria dançar com Reba cantou em seu sangue. — Feche os olhos e imagine. — Sua mão estendeu na parte inferior das costas, enquanto a outra lhe acariciava a nuca, atraindo ela para perto. — Sinta pulsando em você. Uma batida constante. — Ele balançou seu corpo com o dele. — Você não pode sentir isso? Suas mãos se enrolaram em torno de sua cintura, seus polegares enfiados em sua cintura, sua metade inferior apertou contra ele ondulando tão deliciosamente. — Sim, eu sinto isso. Como ela poderia não sentir? Sua ereção pulsou, seguindo seu próprio canto rítmico. Balançando no tempo para uma música só seus corpos podiam ouvir, eles dançaram lentamente, corpos pressionados, balançando e movendo, o calor entre eles subindo. Seu rosto se ergueu, seu olhar fechado encontrando o dele, seus lábios úmidos de convite. Certamente não era sedução beijar aquela oferta? Deixou escovar ligeiramente a boca, apenas os toques mais leves. Sua respiração quente cambaleou em resposta, seus dedos escavaram em seus quadris.


Ambos lutaram tão duro para permanecer no controle, e para quê? Para que ele pudesse passar mais uma noite com bolas azuis e uma cama vazia? — Foda-se. — O palavrão saiu de seus lábios e ele a girou até que ele pudesse pressioná-la contra o vidro. Com ela firmemente apoiada, ele parou de jogar e realmente a beijou. Beijou-a com fome. Apaixonadamente. Seus dentes e lábios se chocaram em um duelo quente de respirações. Com um rosnado saindo dos lábios de Reba, o quarto girou e ele foi pressionado contra o vidro, sua boca gananciosa sugando seu lábio inferior. — O que você está fazendo? — Ele perguntou. — Levando você. — Muito tarde. Eu vou ter você primeiro. Ele agarrou um punhado de seu cabelo selvagem e incrível, as ondas trêmulas dele esmagado em seu punho, quando dobrou suas costas, para que pudesse mordiscar a coluna de sua garganta. Ela soltou um gemido de prazer e murmurou: — Fogo. Sim, fogo. Ele queimava com necessidade por ela. Seu desejo dançou quente como uma chama. E ainda assim, ela esfriou, seu corpo perdendo sua sensualidade relaxada, suas próximas palavras mataram o que restava de seu ardor.


— Docinho, seu clube está em chamas. O que? Ele quebrou seu abraço para olhar para fora da janela de visualização e viu o brilho alaranjado das chamas, contidas por enquanto nas latas de lixo que ele mantinha espalhadas pelo lugar. Nada demais. Sua equipe os extinguiria. Uma das bandejas queimadas foi derrubada, fogo líquido, nascido do álcool, inflamado quando se espalhou pelo chão. Não podia ouvir o estalido ou cheirar a queimar, mas podia ver o efeito pelas bocas abertas, os gritos silenciosos quando as pessoas percebiam o perigo, em seguida, o pânico em seus rostos, especialmente quando as chamas encontraram combustível. Bebidas derramadas, guardanapos caídos, não demorou muito para alimentar a fome de um dos elementos mais mortíferos. Os alarmes dispararam, gritando um aviso aos clientes e à equipe de funcionários para sair. Aspersores ativados, embebendo tudo em uma metade do clube. A outra metade, a metade em que estava com Reba, ainda queimava. “Sempre com o fogo. O trabalho de seu inimigo.” — Eu vou adivinhar e dizer que este é o trabalho de sua ex-namorada. — Reba estalou. — Eu vejo que ela é tão má quanto a minha equipe, de empata foda. Oh irritante, interrompendo uma garota antes que ela termine.


— Talvez tenhamos mais problemas do que o nosso prazer. — A fumaça enrolava para fora da janela do escritório, ela não estava próxima ainda, teriam que sair em breve ou talvez ficariam mais crocante. — Não se preocupe, docinho. Eu vou salvar você. Ela foi abrir a porta, apenas para gritar quando afastou a mão dela da maçaneta. — Ouch! Isso está quente. Provavelmente porque as chamas já lambiam os degraus, a madeira e o metal não correspondem a um incêndio determinado. A fumaça entrou, sufocando e espessando. Seus olhos arderam e até sua dura chaton tossiu. Ele não estava prestes a morrer hoje, nem Reba. Descer as escadas não era uma opção. Mesmo que passassem por trás das chamas, ele duvidava que iriam para fora antes que o edifício sucumbisse. O metal já rangia e gemia. Vidro esmagado em seguida. Olhou para cima na claraboia, enegrecido com tinta, com exceção da seção esmagada bem aberta. Jean François espreitou a cabeça e viu Gaston através da espessa fumaça giratória que procurava escapar. — Pegue. Uma única corda foi atirada, Gaston a agarrou com uma mão. Cavalheirismo disse, senhoras primeiro. Autopreservação disse, salvar a si mesmo.


— Agarre em mim. — disse, envolvendo a corda em torno de seu antebraço. Ela não precisava que pedissem duas vezes. Reba colou ao redor dele, braços ao redor de seu pescoço, pernas ao redor de sua cintura – ela definitivamente não usava calcinha. A escada rangeu, se despedaçando e ele ficou balançando sob seus pés. Ele saltou e, por um instante, penduraram suspensos no ar, então a gravidade tentou sugá-los. O choque em seu braço fez com que ele rangesse os dentes. A dor provou ser intensa. Mas ele tinha vivido com a dor antes. Ele suspirou uma palavra de poder. — Luuxkaeli. — Imediatamente, a pressão em seu braço aliviou, eles subiram rapidamente, JF os arrastando para cima e através da claraboia. — Bom momento— ele reconheceu quando seus pés encontraram um ponto firme. — Me compre uma bebida mais tarde. Precisamos nos mover. Era uma rachadura no telhado, todo o tempo o edifício tremia, especialmente quando o fogo atingiu o álcool atrás do balcão e as coisas começaram a explodir. Jean François saltou em primeiro lugar para o telhado seguinte, as asas tremulando e lhe dando um deslizamento extra-longa. Ele se virou e estava pronto para pegar Reba quando ela voou, as pernas pedalando loucamente. Então foi a vez de Gaston saltar, ainda luzindo como uma pena, o que significava, quando Reba o atacou e disse: — Isso foi divertido. — ele bateu duro no telhado.


— Oomph. — Isso foi épico. Totalmente Indiana Jones legal. Melhor. Nunca é um momento maçante com você, docinho. — E então ela o beijou. Com língua. JF quase morreu quando ele interrompeu. Então, novamente, ele tinha um ponto: — Agora não é o momento de ter seu traseiro branco sendo gravado com fita adesiva quando os helicópteros de mídia chegarem. Verdade. E Gaston teria logo mais que se preocupar com o seu clube sendo queimado até o chão. Parecia que seu condomínio tinha sofrido um destino ardente também. Sem-teto e com as bolas azuis. A sua noite poderia ficar pior?


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Reba

Esta noite foi uma merda! Ela culpou a empata foda. Para todo lado que Reba se virava, as pessoas estavam tentando impedi-la de fazer o tango horizontal com Tony. Do clube pegando fogo ao cara morcego, que observou que talvez eles não deveriam estar fazendo no telhado, então resmungou de novo, quando ela tentou começar as coisas novamente com Tony, quando eles chegaram ao chão. O idiota murmurou algo sobre atos obscenos. “Gostaria que tivéssemos chegado à parte obscena.” Então, talvez, ela não estivesse tão excitada o tempo todo. Parecia sofrer de formigamento das partes femininas desde que conheceu Tony. Havia apenas uma cura para isso. Assim, quando Jean-François, com uma voz áspera e uma atitude mal-humorada, disse a Tony que podia ficar em sua casa, interrompeu e disse: — Ele vai ficar comigo.


— Provavelmente não é uma boa ideia. — observou Tony. — Estar comigo atrairá o perigo. — Você está certo. — Ela bateu o lábio com um dedo. — Eu deveria ir para casa sozinha. É mais provável que Vivienne me siga desse jeito. Nessa observação, seus lábios se achataram. — Ela está atrás de mim. Não de você. Reba deslizou para perto de Tony e agarrou seu traseiro, enquanto mordiscava sua orelha. — Ela é uma ex-namorada abandonada. Eu garanto que ela quer um pedaço de mim. O que é legal, pois eu não me importaria de bater naquela cadela. Alguém precisa ensiná-la a deixar ir. — Porque Tony pertencia a Reba agora. Ela só precisava colocar sua marca nele para deixar isso claro. Para fazer isso, precisava de um tempo sozinha com ele. — A mulher estará segura em seu condomínio. Eles têm segurança adequada no lugar. — Jean François – um nome que ela não pôde deixar de repetir com um ar esnobe em sua mente – comentou. — Adequado para os shifters e os seres humanos, mas não para alguém como Vivienne. — Tony esfregou uma mão através de seu cabelo. — Eu deveria ir com ela. — E a polícia? — Perguntou o segundo em comando de Tony. — Já dei os depoimentos. Eles estão tratando ambas as incidências.. “Porque o clube não foi a única vítima do fogo”... e estão investigando.


Se eles precisarem de mais, então podem esperar até a tarde. Eu não vou perder o sono sobre isso. Ninguém morreu. Desta vez. Mas isso foi apenas pura sorte. Se Vivienne continuasse a atacar, alguém seria ferido, ou morreria. A maioria das pessoas pode ter ficado com medo por esse conhecimento. Reba se excitou, razão pela qual arrastou Tony de volta ao seu carro – hoje um elegante Mercedes cinza – e deu-lhe instruções sobre o caminho mais rápido para a sua casa – o que envolveu algumas voltas em becos que os faziam rosnar. — Não podemos nos manter nas estradas? — Mas isso é mais rápido. — ela respondeu. E a velocidade era essencial. As peças da dama estavam em perigo de morrer! Estacionar na garagem abaixo do complexo de apartamentos, significava que saltariam o pessoal que certamente ainda descansava no lobby, mesmo a esta hora. Eles chegaram ao seu apartamento sem problema ou interrupção. Tudo estava indo bem até que ela o empurrou na direção de seu quarto. Ele parou na porta, com os lábios cerrados e silencioso. Provavelmente esmagado pelo fato de que ele tinha perdido o jogo, que jogaram e agora teria que seduzi-la. Ou poderia ser que estava com raiva, por não só o seu clube ter sofrido milhares de dólares em danos causados pelo fogo, que alguém intencionalmente ateou, mas seu apartamento, seu lindo apartamento


que acolheu seus sapatos de grife e sua bolsa insubstituível Louis Vuitton, também sofreu um destino terrível. Soluçou. Ele estava certo em estar sombrio. Ela nunca poderia substituir esses itens e uma pessoa era a culpada por sua perda. Uma ex-namorada psicopata que pensava que poderia entrar no caminho de Reba. De jeito nenhum. Vivienne podia ter estado ocupada, mas nunca tinha se metido com uma leoa antes. Mau movimento. Adeus, Vivienne. Uma vez que Reba tivesse suas garras na mulher, não haveria mais nada para os policiais encontrarem. “Vou transformá-la em uma fritada de carne Julienne. Hora de desaparecer Vivienne. Permanentemente.” Em meio a toda a destruição, havia um lado bom. Olhe quem estava a poucos metros de sua cama. Agora, se ele tivesse começado a se despir e começar a trabalhar. Em vez disso, ele decidiu conversar. — Sua cama é pequena. — Ele olhou para ela. “Ele deveria tratá-la melhor. Nós vamos gastar muito tempo nela.” Porque ele iria seduzir Reba esta noite. Ela tinha um sentimento... que começava abaixo da cintura. Ela passou os dedos sobre a colcha e puxou o edredom de chenille. Gostava de coisas peluches e coisas duras que precisavam ser acariciadas como Gaston. — Minha cama era de casal, mas como eu precisava de espaço para o meu guarda-roupa. — O armário enorme e o segundo quarto tinha acabado como um closet. Algumas pessoas


disseram que Reba tinha um problema com compras. Algumas pessoas deveriam se preocupar com seus próprios negócios antes de dar um soco na cara deles. — Mas não se preocupe, nós dois vamos caber. Vou dormir em cima. — E onde isso me coloca? Com os coelhinhos de poeira sob ele? — Um arco bastante pontiagudo de sua testa deu-lhe um ar tão devasso. — Calma docinho, eu guardo meus casacos de inverno armazenados lá embaixo. Eu quis dizer que você pega a cama e eu fico em cima de você. Você será meu colchão. — Era muito cedo para perguntar se ele dormia nu? Ela esperava isso porque realmente gostava de contato pele-a-pele. Sua mandíbula se apertou. Na verdade, ele ficou tenso, e ela percebeu algo. “Opa, eu falei em voz alta novamente.” Uma sacudida de sua cabeça quando ele disse: —Eu não acho que isso vai funcionar. — Você está me acusando de ser muito pesada? — Ela colocou as mãos nos quadris. — É esta a sua maneira de dizer que você acha que eu vou esmagar você? — Você sabe que é perfeita. Ela poderia ter empurrado seu peito para fora um pouco no elogio dado de forma tácita. — Você prefere ficar de conchinha?


— Muito, mas não vamos. Ainda não. Esta foi uma má ideia. Não posso me envolver com você, só quando eu lidar com Vivienne. — Não se preocupe com essa loura psicopata. Vou cuidar dela. Ele girou sobre ela e agarrou seus braços, sua expressão intensa. — Não chegue perto dela. Você não tem ideia do que ela é capaz de fazer. — Acender um fósforo aparentemente. Que tal ver como ela faz quando tem que lidar com o meu punho? — Você vai ficar longe de Vivienne. Tão distante quanto possível. Ela é muito mais perigosa do que parece. Sua influência com minha equipe de whampyr e seus ataques diretos são apenas o começo. Vai piorar, muito mais. Esta não é a primeira vez que lutamos. — Se ela é tão louca, por que você ainda não enxugou o chão com ela? — Algumas vezes eu pensei que tinha feito isso. Não deveria ter havido nenhuma maneira de escapar da última armadilha que eu estabeleci para ela, mas aqui está ela. Novamente. — Docinho, eu acho que você acabou de lançar o enredo para alguns filmes de terror que eu vi. Será que ela vai se transformar em uma cadela demônio gigante que atira bolas de fogo em algum ponto? Ele piscou para ela. — Eu vou tomar isso como não, então. E eu suponho que ela é mortal? — O que mais ela seria?


— Como diabos eu saberia? Desde que te encontrei, encontrei caras morcegos e ghouls. E você é um mágico. — E você só arranhou a superfície. Você não tem ideia de quais criaturas ela pode comandar. Reba encolheu os ombros. — Então ela tem alguns animais de estimação. Nós cuidamos dos ghouls, você cuidou dos masturbadores que ela converteu. Ela ateou fogo a algumas coisas. O seguro vai cobrir, e hey, ninguém morreu. — Exceto pelo meu peixe. Sua vez de bater em algo. — Sinto muito pela sua perda. Por um momento, ambos olharam um para o outro. O riso surgiu ao mesmo tempo e com insistente presença. — Você está ignorando completamente o que estou dizendo. — Não, eu ouvi você. Sua ex-namorada vai fazer minha vida um inferno. Parece um episódio para Jerry Springer. No entanto, no caso de você não ter notado, eu não sou fácil de assustar. Você encontrou minhas cadelas, certo? Esse tipo de merda pode ser um pouco mais duro do que o habitual, mas eu não vou me afastar. — Isto não é um jogo. — As palavras estalaram enquanto seu rosto escureceu. — As apostas são reais. As pessoas vão se machucar. As pessoas sempre se machucam. E às vezes é minha culpa. — Às vezes os caras bons têm que fazer coisas ruins.


— Você está me chamando de cara bom? — Ele parecia muito incrédulo. Com uma boa razão. — Oh não, docinho, você é um menino mau, completamente. É uma das coisas mais quentes sobre você. — Tudo o que sai da sua boca é quente. Ela não pôde deixar de soltar uma risada rouca enquanto ela ronronava: — As coisas ficam mais quentes se você as colocar. Chamas nascidas de tensão erótica praticamente estalou entre eles. A temperatura definitivamente subiu. — Você é uma tentação que eu deveria ignorar. — Foda-se, ignore. Vamos ser o casal de poder do mal que leva a luta para o inimigo e não aceita merdas. — Como é que eu pensei que você fosse uma dama? — Seus dedos roçaram sua bochecha. — Você é uma rainha do caralho. — E quem vai me servir? Seus dedos se curvaram para a parte de trás de seu pescoço, esticando e segurando-a. — A resposta certa é se você vai me servir. Mas... — Ele aproximou a boca e sussurrou as palavras seguintes contra sua boca. — O que eu realmente quero é sentir você gozar na minha língua. Como se ela discutisse com isso.


— Eu gostaria muito disso. Mas não devemos tomar um banho primeiro? — Uma nuvem de fumaça os cobriu, mas ele balançou a cabeça. — Não isso pode esperar. — Ele a jogou na cama e afastou os joelhos para que ele pudesse ficar entre eles. — Você queria sedução. — Ele caiu de joelhos e deslizou as mãos pelas coxas. — Você ganhou. — Isso parece muito fácil. — Muito fácil? — Seus olhos ardiam enquanto ele a olhava. — Você assombrou todos os meus pensamentos acordados e dormindo desde que nos conhecemos. Me torturou sem sequer tentar. Isso está muito atrasado. — Você sonha comigo? — Cada. — Sua mão escorregou mais alto. — Noite. — E mais alto. — Solitária da porra. — Ele se inclinou para frente, sua boca pressionou contra o interior de seu joelho, um lugar tão inócuo, ainda assim, quando ele deslizou seus lábios passado de seu joelho para sua coxa e mais longe, empurrando o tecido de sua saia enquanto se movia, ela se viu prendendo a respiração. Cada parte dela formigava. Tremia. Tensa em antecipação enquanto sua saia subia por seu montículo, a mostrando à vista. — Essa falta de calcinha é a maior distração, você sabe. — Ele soprou sobre ela.


Sua resposta inteligente? — Ungg. — Sim, ele soprou ar quente em seus lábios úmidos, e ela mal conseguia se lembrar do nome dela. Conhecia o dele, no entanto. — Tony. — O que foi, chaton? — Quero isso. O ar quente arremessou em seus lábios inferiores, ele esfregou sua boca contra ela, provocando a carne. — Você não precisa implorar. Antes de que ele pudesse perceber suas intenções, ela se lançou contra ele e o empurrou para o chão, montado na cintura. — Estou apenas sendo proativa sobre o que eu quero. Ela se moveu para baixo de seu corpo, suas mãos puxando suas roupas, mostrando seu eixo. Ele saltou livre, feroz, orgulhoso e delicioso. Ela o agarrou e colocou em sua boca para uma lambida. Mmm. Ela gostava de fazer as coisas, teria lambido felizmente até chegar ao centro cremoso, mas ela se viu rolada em suas costas. — Eu sou o sedutor aqui. — ele rosnou. Agachou-se entre suas pernas e encontrou seu núcleo aquecido, empurrando sua língua para sua carne inchada a desfazendo. Ele a tocou direito, sua língua um momento contra seu clitóris, o próximo empurrando nela, provocando seu canal. A necessidade de tê-lo dentro dela a fazia rolar novamente, sua boca se agarrando a ele para garantir que estava tão molhado e selvagem


quanto ela. Ele era mais selvagem. Ela estava em suas costas novamente, desta vez, sua boca agarrou a dela com fome, os dedos abriram seus lábios abaixo. Ele os empurrou para dentro dela, ela arqueou, soltando um grito em sua boca. Ele se deitou de lado, ela se virou, conseguindo agarrá-lo e puxar seu comprimento turgido. Para cada golpe que ela deu a ele, ele devolveu, seus dedos escorregadios com seu creme, seus quadris ondulando em uníssono. As respirações esfarrapadas entre beijos. Ela esperou tanto tempo que não se importava se ele apenas a tocava. Sentia-se bem, sentia-se ótima e não conseguia se conter. Sua carne estremeceu, seu canal se apertou e ela gozou. E gozou, ondas de prazer balançando seu corpo, fazendo-a zumbir, mas seu corpo não se sentiu satisfeito. Ela precisava de algo mais. — Eu quero reivindicá-lo. — ela sussurrou contra seus lábios. — E eu permitirei isso. — Foi sua resposta murmurada. — Mas só quando eu me livrar do perigo para você. — Permitir? Oh, docinho. Não depende de você. — Vejo você quando você acordar. — O que? Uma fina poeira se infiltrou, ela não pôde evitar sugá-la ou ouvi-lo sussurrar, — Noctis.


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Gaston

Quando Reba fechou os olhos, sucumbindo ao agente sonífero, Gaston gemeu, principalmente frustrado. Não só ela ainda pulsava contra seus dedos, seu clímax ainda montando sua carne, ele pulsava também. Não conseguiu o mesmo tipo de liberação. Ele não se permitiria isso, não enquanto tivesse negócios sem resolver. Parecia muito egoísta, mesmo para ele, se permitir um momento de pura felicidade quando o mal cortejava a cidade. Tantos poderiam morrer, mais ainda ressuscitar como algo mais, ele tinha que parar isso. A nobreza dele o fez querer parar. “Eu não sou um herói.” Então, por que ele persisti em agir como um? Ele acariciou sua bochecha macia, notou sua respiração suave. A cor viva de sua pele. O tom ainda mais vibrante de sua aura.


“É por isso que devo ir embora.” Foi mais difícil do que ele esperava. Ele se permitiu um banho rápido para remover a sujeira e o cheiro dela de seus dedos. Isso foi realmente triste. Ele trouxe uma bolsa de roupas que guardou no porta-malas. Não eram apenas os shifters que viajavam com conjuntos extras. Limpo e vestido em menos de sete minutos, se permitiu mais um olhar sobre Reba e um beijo suave, não de adeus. “Eu retornarei.” Mas primeiro tinha que matar alguma coisa. E algo que não poderia ser ninguém em seu bando. Logo que saiu do condomínio, esperou o elevador quando um par de portas se abriu e os corpos se afastaram. Em meros momentos, ele se viu cercado e observado. Já se perguntou como seria ter uma meia dúzia de olhos selvagens olhando para você e o avaliar? Uma bola demolidora batendo forte, mas ele não deixou a sua excelente intimidação aparecer em seu corpo. Esses tipos de personalidades respeitavam apenas uma coisa – insolência. — Posso ajudá-las, senhoras? — Senhoras? — Estalou. Stacey olhou para ele. — Você está muito melhor do que quando chegou. A atlética Joan se aproximou. — Banho recém tomado. — Mas só depois de ter sido impertinente. — acrescentou Melly. — Isso foi rápido. — O nariz de Joan enrugou. — Pobre Reba.


O tique começou, apesar de saber que era um buraco de coelho, ele ainda sentia a necessidade de responder. — Reba está perfeitamente bem. — Bem? Como eu disse, pobre Reba. — Joan sacudiu a cabeça. — Homens. — concordou Stacey. — Há algum motivo especial pelo qual vocês estão me abordando no corredor? — perguntou ele, notando que o elevador ainda não chegara e que a escada ficava no lado oposto, o que significava que teria que empurrar uma grande quantidade de mulheres. Não era exatamente algo que ele queria tentar. — Só fazendo algumas perguntas. Você tem um problema com as perguntas? — Melly virou-se para fechar e olhar para ele. Usava óculos escuros que aumentavam seu brilho. — Para responder a uma pergunta, você não deveria fazer uma? — O que você está fazendo com Reba? — Luna pode ter falta de altura, mas ela compensava em atitude. — Eu pensei que nós já verificamos o que eu fiz com Reba. — Ele não podia ajudar uma sugestão de um sorriso, e não vacilou quando uma leoa muito alta olhou-o nos olhos. — Eu não ouvi nenhum grito. Isso significa que você é ruim de cama? A menor Melly tocou seu queixo, contemplativa. — Talvez ele a tenha amordaçado. Você sabe, com seu equipamento.


Muitos olhos, de repente, viraram o olhar para baixo, abaixo de sua cintura, um homem menos impetuoso poderia ter encolhido sob seus olhares combinados. — Não estamos discutindo minha genitália. — Genitália? — Luna riu. — Essa é a coisa mais fofa que já ouvi. — Que maneira de estragar um pau. — resmungou Stacey. — Até masculinidade ou eixo é preferível. Você também pode ter usado a palavra P. — Pênis? — Pau. Nenhuma garota quer ouvir isso. — balançou a cabeça em revolta. Loucas. Elas realmente eram loucas, e eles diziam que zumbis eram difíceis de entender. — Você está sempre tão irritada de manhã? — Ele perguntou. — Somente quando inspirada. — respondeu Stacey. Ocorreu naquele momento que ele sabia muito do bando, de leões local, já que ele os conhecia por rostos e nomes. Desde quando ele se envolveu com o zoológico local? Desde que ele conheceu uma gatinha que o fazia querer derramar até ela ronronar. — Se vocês não se importam, eu tenho negócios para resolver. — Que tipo de negócio? — Os olhos de Luna se estreitaram em suspeita.


Um dedo apontou. — E por que Reba não vai com você? — Ela está dormindo os efeitos do seu extremo... — Ele pausou para dar-lhes um sorriso lento e um empurrão quente de ar eletrificado. — Prazer. — Oooh. — Seus olhos se arregalaram. Ding. A porta atrás dele se abriu, ele entrou, olhando para frente e observando as mulheres. Elas formaram um meio círculo ao redor da abertura, seus olhos de leão âmbar olhando para ele, cautelosos, mas não ameaçadores. Ele apertou o botão do lobby. Isso deveria ter exigido uma impressão digital ou um cartão chave no mínimo. Um edifício como este mantinha sua gente segura. Gaston só precisava de um simples toque para chegar onde queria. A magia sempre parecia prejudicar a ciência, ele usou isso para sua vantagem. Mas Gaston finalmente havia encontrado algo que o impediu. Reba. Quando ele a conheceu, sentiu uma atração instantânea. Um fascínio com sua ousadia, sua natureza confiante. Seu interesse por ela já deveria ter diminuído. Ele deveria ter sido capaz de facilmente colocála de lado, mas ainda assim, descobriu que não podia. Quanto mais tempo eles passavam juntos, mais vezes encontrava sua versão de fantasia na paisagem do sonho, mais profundamente se encontrava caindo e reconhecia aquele sentimento assustador.


Apaixonado? De novo não. A última vez não terminou bem. Não tinha terminado em tudo, dado que continuou tendo que lidar com seu primeiro falso amor, uma e outra e outra vez. Entretanto, era direito comparar o amor com a sua manchada experiência? Deveria evitar o afeto por outro simplesmente porque uma experiência passada o atormentava? Até agora, isso era exatamente o que ele tinha feito. Ele abandonara o amor. Não o confunda. Ele tinha amantes. Dormira com mulheres em todos os continentes, em todas as cidades. Alguns poderiam rotulá-lo de libertino, mas ele preferia se ver como um homem de vasta experiência. No entanto, nos últimos anos, quantas mulheres ele tinha levado para a cama? Poucas, tão poucas e nenhuma que o intrigou passado um ou dois encontros. Elas o entediavam. Ele não podia manter um interesse. Até Reba. Reba o fascinou. Puxou-o. O fez querer coisas que ele pensava que nunca mais iria querer. Uma vida. Casa. Uma família… Era fácil ignorar esses sentimentos assustadores quando ela recusou seus avanços. Fácil fingir que não existia, quando nunca a via. Antes que ele a tocasse... No entanto, agora ele a tinha tocado, provado e, como resultado, queria mais do que nunca. Talvez ele ainda pudesse ter se afastado,


mas ela só teve que dizer que queria reivindicá-lo. Essa mulher que encarnava a perfeição o queria em seus termos. Queria. Ele. Porra. Ele lidaria com isso mais tarde. Precisava ter sua cabeça no jogo e lidar com o que acontecia agora. A tempestade de merda que vinha em sua direção. Chegou ao veículo sem mais interrupções e saiu da garagem subterrânea. Ainda não amanheceu, as ruas da cidade estavam calmas. Um sábado de manhã não era exatamente horário nobre para o tráfego. Ele optou por manter o rádio desligado, desfrutando da simplicidade do silêncio. Subestimado se você perguntasse a ele. Havia tanto barulho hoje em dia. Em todo lugar, barulho. Mesmo com o rádio e televisão desligadas, as coisas zumbiam, a geladeira, o sistema de refrigeração / aquecimento. E mesmo se você escapasse dessas conveniências modernas para um quarto sem ventilação ou aparelhos, você ainda ouvia a eletricidade cantarolar nos fios. Muita distração. Um homem criado em um tempo e lugar mais simples, muitas vezes ele escolheu o silêncio, razão pela qual seu interesse em Reba e sua conversa vívida o surpreenderam.


A luz ante ele se acendeu em vermelho, abrandou o carro, batendo os dedos no volante. Assim que saiu do condomínio, mandou uma mensagem para JF para encontrá-lo no clube. Precisava avaliar o dano e enviar um relatório para seu seguro. Então não haveria mais uma reunião com a polícia. Eles certamente queriam ... Batida. O impacto de trás jogou seu carro na outra pista, a tempo de ser atingido por um carro vindo do outro lado. — Foda-se! — Ele gritou, tentando se preparar, mas incapaz com o seu corpo preso. Metal gritou enquanto torcia e rasgava. Vidro quebrado. Os sacos de ar desdobrados, salvando-o do pior dos danos, mas isso não o desamarrou de seu carro. Ele estava preso nele, sua perna presa pela barra de direção. As portas ficaram presas da torção do quadro. Os motoristas que o atingiram cambalearam de seus carros, um deles gemendo: — Oh, meu Deus, o que eu fiz? Através da janela lateral, favorecido com rachaduras, ele poderia ter jurado que viu cabelos loiros. A mulher se virou e sorriu. Vivienne ergueu a mão e acenou, então soprou-lhe um beijo. “Eu vou torcer seu pescoço!” Mas ele estava preso. Preso em seu carro por horas enquanto as equipes de emergência eram chamadas, o caos organizado seguiu enquanto asseguravam a cena, limparam o derramamento da gasolina e esperaram as chegadas dos socorristas para o retirar.


Porque algumas coisas que até a magia não podia fazer. Pelo menos não em público. E o pior de tudo, seu telefone morreu no meio da mensagem. Porra! Ele sabia que Vivienne de alguma forma maquinou o acidente, mas obviamente ela não queria matá-lo. Ainda não. Ela gostava de jogar. Este jogo cheirava a atraso. Ela queria retardá-lo. Para colocar seus jogadores no lugar. Sem um telefone, ele não podia fazer o mesmo, não preso como estava. E uma vez que ele escapou da polícia com suas perguntas, então dos paramédicos, teve que trabalhar rápido. Realmente rápido porque uma determinada droga iria desaparecer. A leoa adormecida acordaria. E ela não estaria feliz.


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Reba Acordar com a cara de Stacey de cabeça para baixo sobre ela era bastante ruim. A aranha plástica pendurada – que resultou em Reba gritando e batendo nela antes de agarrar o bastão de beisebol na cama e tentando matá-la até o esquecimento, em seguida, perseguir Stacey em torno do quarto para matá-la – poderia tê-la deixado em um pouco de mau humor. Lembrar que Tony a tinha drogado, a deixou ainda pior. — Eu não posso acreditar que ele fez isso comigo. — Não foi apenas o abandono e as drogas que a irritou. Aquelas eram muito ruins, mas saber que ela estava em coma por pelo menos oito horas fodidas. Qualquer coisa poderia ter acontecido – sobrancelhas raspadas, bigode permanente, imagens no Instagram mostrando sua baba em seu sono. — Esse idiota! E se extraterrestres chegassem e quisessem realizar sondagens anais em mim? Como eu teria me protegido? Não ria. Aconteceu. Basta perguntar a sua tia Betunia.


— Oh, ele se assegurou de ter proteção. Ele nos mandou mensagens depois de sair. Disse as cadelas para ficar de olho em você. Ele fez? Isso foi meio doce. Talvez ela não prolongasse sua morte. — Então você esteve aqui o tempo todo? — Um pouco. Meena estava aqui também, com Leo. A palavra é que eles estavam um pouco animados. Você pode querer que alguém limpe o sofá e o tapete. Queimar era mais infalível. — E Melly apareceu. Ela poderia ter pego emprestado algumas coisas do seu armário. Poderia queimar Melly, também, se ela não os devolvesse. — Onde está ele? — “Onde foi o meu namorado, oh muito morto?” — Eu pareço com sua maldita secretária? — Stacey revirou os olhos. — Ele mandou mensagem, disse que estava a caminho de algumas reuniões e que você precisava de seu sono, mas ele estava tendo um problema com alguma louca que tende a ir atrás de suas namoradas, assim que nós deveríamos cuidar de seu traseiro estupido. — Ele lhe disse isso? Você sabe o que isso significa, certo? Stacey sorriu. — Ele te chamou de namorada.


O high-five era vigoroso. — Ok, então o meu namorado idiota – salve a risadinha. — Acha que pode fugir e lidar com uma feiticeira psicótica que pode invocar os asseclas do Inferno. — A porra da boca para cima. De jeito nenhum. Você está inventando. — Estou sendo totalmente verdadeira. Você está olhando para uma assassina de demônios. Eu já lutei contra alguns dos bastardos, que tem gosto ruim, pelo caminho. Traga uma abundância de desinfetante. — E a parte em que uma bruxa psicótica é sua mestre? — Sua ex está tendo problemas de separação. Parece que ela está por trás de muita merda acontecendo na cidade, incluindo a questão do motim com aqueles caras que trabalham para Tony. — Masturbadores. — Stacey riu. — Aposto que eles gostam desse apelido. — Talvez eles se preocupem de que tenha mais alguns restando. Não há muitos, como três, eu acho. — Muito parecido com o bando, Tony não suportava a merda, mesmo de sua própria tripulação. Quando você vivia escondido da raça humana, você não poderia arriscar com seus segredos. — O resto de sua equipe é principalmente humano, além de alguns shifters sem família trabalhando no clube. — Então é verdade que seus caras especiais são vampiros gárgulas? — Stacey mencionou.


— Sim e não. Eles não são feitos de pedra, mas bebem sangue. Eles também são fudidos totais. Juro que Jean François é um esnobe. Me faz querer bater nele. — Parece que os demônios são mais divertidos. — Eles são. — Reba bateu palmas. — E Tony diz que haverá mais, porque esta garota Vivienne é uma mercenária mágica total. Nós provavelmente teremos que lutar contra todos os tipos de caras esquisitos. — Sabe o que isso significa? — Os olhos de Stacey se iluminaram. — Sim, eu sei. — O sorriso de Reba lentamente se curvou. — Significa que estamos prestes a lutar para salvar nossa cidade e o bando das forças do mal. — Nós vamos ser heróis, o que significa... que... —... nós vamos precisar de roupas! — E não apenas qualquer roupa daria. Quando Reba passou o dia nas compras, tendo que desviar da sua rota para o shopping devido a algum acidente grave nas proximidades, se perguntou o que Tony estava fazendo. Lhe mandou algumas mensagens. Mas não obteve resposta. Jogando duro para conseguir. Adorável.


Enviou mais algumas mensagens para o segundo de Tony, Jean François. Ele pelo menos respondeu. “Sua última chance? Eu não sei quem deixou o cachorro sair.” Ainda a fazia rir. Se houvesse ocorrido algum acidente com seu namorado, isso eventualmente chegaria até ela, mas desde que Tony aparentemente tinha ido embora, passou seu tempo se preocupando com outras coisas. Por exemplo, comer aquele segundo brownie significaria que teria que ter um terceiro? Hmm, talvez devesse se assegurar e ter um quatro. Também guardou outros dois em sua bolsa para mais tarde. A certa altura, ela e o bando de mulheres que andavam na casa de Stacey, enlouquecendo com a máquina de costura, conseguiram um dossiê sobre a muito travessa Vivienne. Um arquivo pequeno porque a cadela sabia como proteger suas costas. “Um inimigo astuto. Tempo divertido. Miau.” As senhoras do bando examinaram os detalhes do arquivo de Vivienne, argumentando em alguns de seus pontos. — Alguém mais notou que este homem tem vinte e nove anos de idade há muito tempo? — Stacey fez um som de aborrecimento, provavelmente porque ainda estava chateada, elas tinham acendido trinta fogos de artifício no condomínio que apagaram com os borrifadores. O seguro tinha substituído a maioria das coisas. Aprenderam sua lição depois de fazê-lo em um carro. Quem sabia que dirigir distraído dava uma multa tão grande?


Luna colocou algumas das coisas que imprimiram no chão, a maioria dos artigos de jornal colhidos na Internet. Incrível o que um software de reconhecimento facial e tecnologia poderiam fazer. Melly, sua hacker residente, conseguiu pegar cópias das imagens de vigilância do prédio de Tony, mas quando elas não mostraram ninguém usando o elevador de Tony, além de Reba, foram até as câmeras da rua até encontrar Vivienne, ali um minuto debaixo de um poste, desaparecendo no seguinte. — Como ela conseguiu sair daqui? — Luna esfaqueou a imagem granulada em preto e branco. —... para aqui? — Apontou para a imagem colorida tirada na noite anterior por uma testemunha das chamas disparando das janelas da casa de Gaston. — E eu vou assumir que ela saiu novamente. — Tudo sem ser pega pelas câmeras do prédio. — Eu vou com capa de invisibilidade. Eu aposto dinheiro nisso! — Meena levantou a mão. — Ela não tem uma capa de invisibilidade. — Embora, se ela tivesse, Reba queria isso. — E é um truque legal, exceto que eu vi Tony fazer isso primeiro. — O seu Tony chega a uma suíte na cobertura sem usar escadas ou elevador? — Luna apontou para os registros do elevador. — Nós vemos você na câmera, primeiro chegando, depois saindo. Mas não vemos isso se movendo por horas antes e nada depois que você saiu.


— Poderia ter violado os registros. — comentou Joan, fazendo uma pausa na fabricação de um tipo de bebida energética que envolveu muitas coisas de folhas verdes. Blech. — Hacking é uma possibilidade. Eu fiquei boa nisso. — Melly comentou. — Eu acho que ela usou magia e foi teletransportada. — Stacey girou, suas tranças vermelhas, tão incomum para uma leoa, arrastando atrás dela. — Acho que você precisa parar de cheirar catnip. O turbilhão parou quando Stacey olhou para Luna. — Eu não teria que cheirar se alguém não tivesse se metido em problemas na última vez que Cook fez alguns brownies. — Não foram os brownies que me fizeram tirar uma soneca no parque. Essa grama era macia e quente. — E Luna não conseguiu resistir. A garota gostava de tomar sol — nua. — Se acabarmos de perder os bons dias de doces sonecas... — também conhecidos como seus anos de faculdade selvagens, que custaram ao bando uma fortuna em cobertura. —... podemos nos concentrar na cadela que está atrás do meu namorado? — Riu baixinho . Ainda não estava ficando velho. — Eu poderia ter sorte. — Melly anunciou, batendo em seu laptop animadamente. — Essa bruxa magrela é boa em se esconder,


especialmente porque parece pagar em dinheiro e não deixar uma trilha de papel. Mas, a fim de alugar um certo edifício no centro, teve que fornecer identificação. Ainda melhor, nós possuímos esse prédio. — O bando possuía muitos ativos na cidade. — O que significa que temos acesso como seus proprietários. Reba não era a única a olhar para o seu equipamento e fazer uma careta de decepção. — Mas e se eu não quiser mudar e fazer o meu negócio? Meena levantou e plantou as mãos nos quadris. Impressionantes quadris. Quadris para fazer crianças, de acordo com Dmitri, que tinha casado com sua gêmea. — Eu vou fazer o sacrifício e ir. Eu até tenho um terno. Leo me fez comprá-lo para parecer respeitável. Uma vez que pararam de rir, Meena gargalhando mais que todas, elas voltaram ao negócio. — Leo vai chutar sua bunda se você entrar lá, principalmente porque você está com uma criança. Seu filho. — disse com ênfase. Luna revirou os olhos. Todas fizeram. Você pensaria que o Omega do bando seria o primeiro homem a engravidar uma mulher. — Shhh. Não fale seu nome. — Meena mordeu o lábio e espiou pela porta da frente. — Ele vai saber que estamos tramando e me fazer tomar algumas vitaminas. Mais de uma pessoa mordeu o lábio para não rir.


— Eu vou na frente. — Luna se ofereceu. — Melly ficará presa na nossa van de vigilância nos ajudando com os computadores e câmeras. — Luna jogou fora atribuições como Frisbees. As pessoas muitas vezes pensavam que as leoas do bando eram uma multidão sem regras. Eles simplesmente não entendiam o caos organizado. — Joan, Stacey, Reba e eu entraremos daqui, aqui e aqui. — Luna apontou os vários pontos de saída, da porta de carregamento traseira para o esgoto — Joan desenhou o pedaço curto de fio sobre aquele para o telhado, e, finalmente, a garagem dos funcionários. — Vamos levar algum dos meninos com a gente? — perguntou Meena, Luna relaxando o suficiente para deixá-la sentar na van para proteger Melly. — Leo está sempre dizendo que eu tenho problemas sem ele. — Ele está com ciúmes de toda a diversão que você tem. — observou Luna. — Jeoff é da mesma maneira. E ele sempre tem cólicas com as minhas aventuras. Sempre tentando me proteger. — Ela revirou os olhos. — Tão bonitinho. Mas para este, vamos estar por conta própria. Eles já estão lidando com algumas outras questões em torno da cidade. Coisa de homem de acordo com Arik. — Luna emitiu um som desdenhoso. — Pelo que eu ouvi, o material que eles estão checando é provavelmente relacionado a esse personagem Viv e aquelas coisas ghoul que Reba viu. — Stacey declarou a informação.


— Quanto mais cedo derrubarmos esta novilha, mais cedo poderemos esfregar em seus rostos que somos mais impressionantes. Pronto? — Um leão faz xixi no tapete? Mãos abaixadas, uma em cima da outra, dura e viva. Elas também expressaram o grito de sua equipe. — Cadelas Vadias. Miau! “Não se preocupe, Tony, vou ajudar a salvar o dia.” Então ela ia dar um tapa nele por ser um idiota. Saindo para salvar o mundo sem ela. Ela poderia dar-lhe duas bofetadas por isso. Então ela o beijaria muito.


í

Gaston

— Docinho, que surpresa encontrar você aqui. — exclamou uma voz feminina muito familiar. Uma parte de Gaston não estava verdadeiramente surpresa ao se virar e ver Reba no telhado, embora sua roupa fizesse seus olhos se arregalarem. Ela usava um bodysuit6 cor-de-rosa quente com um cinto de utilidade e uma capa branca curta que combinava com suas botas go-go7 de joelho alto. Uma máscara de tecido branco cobria a metade superior de seu rosto, as bordas brilhando com pequenos cristais. — Atrevo-me a perguntar o que você está vestindo? Ela colocou uma mão em seu quadril e levantou. — Você gosta disso? Fizemos isso essa tarde.

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Bodysuit: é inspirado no famoso colã (collant), peça muito utilizada por bailarinas e dançarinas em geral. Parecido com um maiô. 7

Botas Go-go.


Ele gostou muito. Ficaria ainda melhor no chão. — O que quer dizer? — Por enquanto, era para significar Cadelas Vadias, mas Ellony, que é nossa gerente de marketing, diz que pode não funcionar com as redes de televisão e suas estúpidas censuras. Mas ela diz que meu nome de super-herói deve servir. — Nome de super-herói? Ela sorriu. — Eu sou Pounce, por que eu... — Pare aí com a loucura. Você não é um super-herói. — Bem, é claro que eu não sou, ainda não. Vivienne ainda está livre. Preciso vencê-la primeiro. A lógica enrolada fazia um estranho senso. — Exceto que você não vai estar vencendo ninguém. Meu pessoal e eu vamos lidar com isso. — Você não tem asseclas suficientes para fazer essa merda. Verdade, seus números eram menores do que ideal. No entanto, este não era o século XVIII com magia e armas primitivas. — Eu tenho lutado contra Vivienne até agora. — E se terminarmos essa coisa? Ele não gostaria de nada melhor. Gaston passara o dia depois de ser arrancado dos escombros de seu carro respondendo a perguntas. — “Quem tem rancor contra você?", "Você está envolvido em atividades criminosas?" — Como se ele tivesse tempo para as pequenas


perguntas dos seres humanos e shifters. Demorou um pouco de magia e muita paciência, antes que conseguisse deixar todas as perguntas para trás e receber uma mensagem para JF. O segundo balançou para agarrá-lo – e deu um sermão em Gaston. — Ela está realmente me irritando desta vez. — Como de costume, Vivienne nunca atacou diretamente. Ela foi até ele indiretamente, com fogos e acidentes e subversão. Ela nunca fez nada para atacá-lo diretamente. Provavelmente porque temia que se ele estivesse muito perto, a estrangulasse com as próprias mãos. — Talvez, em vez de persegui-la de cidade em cidade, você devesse deixá-la sozinha. — disse Jean François, enquanto se afastava do trânsito. — Isso só começou de novo porque você continua a caçá-la. — Ela precisa pagar. — Ela não pagou o suficiente? Por matar sua irmã, sua única família, e depois agravar aquela atrocidade? — Ela assassinou minha irmã. — Claro, ele poderia ter começado aquela série particular de eventos. Quando Gaston descobriu que sua noiva o estava traindo, ele meio que incendiou sua casa. Ele matou seu gato, que, como se viu, era mais do que um felino doméstico. Ele tinha destruído seu ambiente familiar. A retaliação se mostrou feroz.


— Ela pode ter matado Celine, mas desde então, você tirou tudo o que ela sempre amou. Verdade. A vingança era tudo o que ele tinha depois que sua irmã morreu, voltou e depois morreu novamente – por sua mão – antes que Celine pudesse iniciar uma revolução de mortos-vivos. Se ao menos soubesse, então, o que ele fazia agora. Talvez pudesse ter salvo sua irmã, como salvou JF e os outros, os transformando em whampyrs para que pudessem fugir da morte. Mas esse era um segredo que ele aprendeu tarde demais. Jurou nunca mais ser tarde demais. Nunca deixar Vivienne ficar muito confortável. Nunca deixá-la descansar. Sempre a caçava, pela primeira vez em muito tempo, as apostas eram altas. Elevadas porque agora tinha alguém com quem ele se importava e ela estava no telhado com ele, agindo como se fosse algum tipo de jogo. Outro homem poderia ter ficado bravo e gritado para ela sair. Um homem menor imploraria. Ele tentou a lógica. — Você não deveria ter vindo. Deixei você para trás por uma razão. — Obrigado, por ter certeza que tivesse meu descanso de beleza. O melhor sono que já tive há muito tempo. — Ela se esticou, o que atraiu seus olhos para lugares que o distraíam de seu propósito. — Eu fiz isso para mantê-la fora do perigo.


— Mas eu gosto de perigo. Por que você acha que eu gosto tanto de você? Ela gostava dele? A admissão flagrante o pegou de surpresa, então, também não estava preparado para os braços que ela arremessou ao redor de seu pescoço. — Você deveria ir embora. Agora. — Ele tentou usar sua melhor voz severa. A julgar pela mordida em seu queixo, por dentes brancos afiados, ela não o respeitava absolutamente. — Não está acontecendo. Eu vou ficar aqui e te ajudar. Mesmo eu ainda estando com raiva de você. — Você está brava comigo? — Tudo o que ele fez foi por seu próprio bem. “Ela deveria me agradecer. Em vez disso, ela me repreendeu.” — Drogar uma mulher é crime em todos os estados. Mas não se preocupe. Eu não vou matá-lo por fazer isso. Estou, no entanto, realmente ansiosa para o sexo com raiva, seguido de sexo doce. Sexo com raiva? Como se ele pudesse ficar com raiva dela. Ele envolveu um braço em torno de sua cintura e puxou-a para perto. Mesmo que não admitisse para Reba, tinha o maior respeito pelo fato de que ela queria estar ao seu lado. Não faltava coragem a ela, já sabia que ela era feroz em uma luta. — Se eu deixar você vir comigo, prometa que vai obedecer. — Você vai me dar ordens? Isso é tão quente.


— Chaton. — Ele rosnou o carinho. — Comporte-se. — Ou então o quê? — Ela perguntou, toda impertinente e atrevida. Ele a girou em seu aperto, até que sua parte traseira se ajustou contra sua virilha, suas mãos acariciando abaixo o tecido da sua capa, tateando sobre as linhas de seu corpo, deixando seu tremor. Ela sempre reagia tão intensamente ao seu toque, assim como ele não podia evitar sua própria atração por ela. A mão exploradora alcançou seu montículo e colocou-a em concha. O calor dela encheu sua palma. Esfregou, ela soltou um som, um gemido gutural. Seus lábios pressionaram contra o pulso em seu pescoço. — Seja boa, ou você não terá mais nada disto. — Apertou. — Docinho, você tem que ser o maior bife que alguém já pendurou na minha frente. Serei boa. Mas podemos apressar as coisas? Minhas partes femininas precisam de atenção de um modo urgente, o que é uma grande distração. Ele sabia tudo sobre distração. Ele segurou em seus braços. — Eu estou esperando por um sinal de JF. Ele vai me avisar quando Vivienne entrar no prédio. — Isso significa que temos um tempinho? Impressionante. — Ela se afastou dele e caminhou para o parapeito, que era um pouco mais do que um salto para o próximo edifício, do que estavam vigiando. — O que você está fazendo?


— Hoje você testemunhará a história, você vai ver um gato voar. — Menos voar e mais parecido com fecho alinhado quando pressionou algo em seu cinto, que disparou para fora e trancou na chaminé do próximo edifício. Aparentemente, ela não fez uma pausa para pensar o que aconteceria uma vez que se afixasse e começasse a cambalear ao redor. — Whee! — Reba foi voando para fora do edifício, braços e pernas abertas, não se preocupando que provavelmente esmagaria seu rosto no lado sólido do primeiro prédio. Hora de ser um herói novamente. Ela certamente o mantinha ocupado. — Droga. — Gaston pulou na borda e saltou, sua capa preta mais do que uma cobertura quente. Ela se espalhou atrás dele, muito no estilo de um certo herói escuro, mas o dele não dependia da ciência. — Levati. — A palavra de poder o imbuiu com uma capacidade de curto prazo para ficar no alto, assim conseguiu um deslizamento gracioso e planejado para recolher Reba no caminho, exceto que aparentemente não lhe deu crédito suficiente. Ela se virou no ar e agarrou a corda fina que a enrolava. Bateu os pés no outro edifício primeiro e depois se moveu para cima o resto do caminho. Bateu nela, mas não por muito. Um momento antes de pousar, ele sussurrou outra palavra de poder, — Celaverimi. — Se esconder, porque agora o jogo realmente começou. Reba correu por cima da borda do telhado e rapidamente sacudiu seu gancho para que ele deslizasse de volta dentro do cinto.


— Brinquedo legal— ele observou. — Obrigado. Melly o projetou. Ela é uma nerd techno total. — Que outras surpresas você tem dentro do seu cinto? — Você vai ter que tirar isso de mim para ver. — Ela piscou, a tentação de descobrir agora, quase o fez agarra-la. — Mais tarde. — Não há mais tempo para prazeres impertinentes. Apesar de sua magia oculta, sua chegada não passou despercebida. Uma luz vermelha brilhante iluminava acima de uma câmera dando sinal de ativada. Reba acenou. — O que você está fazendo? — Não se preocupe. Melly está entendendo. Tanto quanto qualquer um dentro pode ver, o telhado está limpo. É claro que estava limpo, porque ele também se enroscou com a eletrônica de observação – mas a sua era mais uma manobra de camuflagem, que se mostrou imposto, especialmente dada a área que ele tentou cobrir. Então aceitou as palavras de Reba, assumiu que Melly tinha as câmeras trancadas e liberou o feitiço. — Estou surpresa que não haja guardas aqui em cima. — ela notou, fazendo piruetas, as costas de sua roupa mal apertando suas bochechas arredondadas. — Não vejo nada de interessante.


— Então você não está olhando nos lugares certos. — Sua atenção desviou do esplendor perfeito de seu corpo, quando viu o movimento. Uma contração na superfície dura, quando uma das chaminés veio à vida, o golem de metal se misturando bem com os outros itens do telhado. A magia que mal podia identificar o anima, a tecelagem dela muito sutil. A magia da Terra sempre apareceu de forma básica. Era também uma magia sólida, se idiota. Golems eram conhecidos por serem fortes e praticamente impossíveis de parar, mas mudos. Muito mudos. Enquanto o golem tinha alguma aparência de forma humana, dois braços, pernas e uma cabeça, mas era onde as semelhanças paravam. Não tinha mãos, nem dedos, nem pés. Ele era feito em troncos grossos e cheio de apêndices. Seu único olho aberto, um buraco em sua cabeça vermelha, irradiava a área com intensidade de um laser. Uma vez que identificava um alvo, ia atrás dele com um único propósito – destruir. Sabendo o que enfrentava, o plano de Gaston era simples. Atrair a criatura em sua direção, para o enviar voando para baixo sobre a borda, uma queda de vários metros, que iria quebra-lo. Um grande plano, se estivesse sozinho. No entanto, Reba sentiu a necessidade de fazer as coisas à sua maneira. E seu caminho estava muito nu. — O que você está fazendo? — Ele perguntou, voltando sua atenção do golem pesado enquanto a pele brilhou no canto do seu olho.


— Não se preocupe, docinho. Minha leoa salvará sua bunda doce. — Com certeza, Reba mudou, a pele de cacau se transformando em uma pele escura e elegante. Ela pode não ostentar uma juba como um leão macho, mas sua forma esbelta era muito impressionante e elegante. Também não era bom contra o golem. Garras segurando a superfície de asfalto do telhado, ela correu para a criatura de metal, saltou e acertou. Clang. Ela saltou para trás e bateu no chão menos do que graciosamente. Ela se sentou e balançou a cabeça. Imperturbável, ela tentou de novo, cortando o golem com garras que resultou em um som horrível, pregos num quadro, mas mil vezes. Todo mundo em um raio de várias milhas provavelmente estremeceu. Em seguida, ela tentou morder e quase não sobrou um dente. — Permita-me, chaton. — Gaston se colocou entre o golem e Reba. Vivienne podia ser tão previsível. Como esperava esse tipo de monstro, já sabia exatamente o que fazer. Um movimento de seu pulso e uma poeira apareceu no ar. Soprou as partículas no golem. O pó bateu, manchas de ferrugem apareceram na criatura, inofensivas para os seres humanos, mas as coisas corrosivas só tinham de bater no metal para começar a comer. O rangido e gemido de juntas de metal cresceram em volume quando o golem cambaleou para Gaston. Abaixou e se esquivou dos enormes apêndices que tinha como braços.


O golem nunca notou a borda do edifício enquanto perseguia Gaston. Reba, pegando o seu plano, pulou sua forma felina na criação de metal, lhe deu o empurrão na bunda, o necessário para derrubá-lo. Ela espiou por cima da borda, quando atingiu o chão e esmagou o capô de um carro. Ela virou a cabeça e inclinou-a, como se perguntando, — Será que alguém vai notar? — Não haverá como esconder isso. — observou ele. — Devemos entrar antes que o prédio seja trancado. Ele pegou suas roupas – apenas um punhado de tecido, o cinto mais pesado do que parecia – ela o seguiu quando fez o caminho para dentro, a fechadura eletrônica dando lugar antes dele. Uma vez dentro do edifício, imediatamente apontou e desceu as escadas até chegar a uma porta. Uma porta sem runas. Uma porta sem guarda. Nem mesmo um teclado. Parecia muito fácil. Notou a câmera no canto da escada, a única concessão para segurança. Será que Melly do bando ainda a controlava? Ou Vivienne os assistia agora? Ele puxou a manga para trás e bateu na tela para ver o relógio. Um protótipo mais poderoso do que qualquer smartphone. Seu segundo não tinha mandado um SMS para dizer que Vivienne chegou. Isso não significava que não tinha chegado. Ela sabia como aparecer em


qualquer lugar sem aviso prévio. Uma amante quando se tratava do ilusionismo. “Mas ela estava aqui?” Ele olhou para a porta fechada. Metal grelhado e um cabo de aço. Sem janela. O que estava do outro lado? Eles estavam no lugar certo? Ele recorreu a métodos antiquados e apertou sua orelha contra o portal. A superfície fria e dura sustentava um leve zumbido, o de um edifício que vivia com energia. Além disso, entretanto? Calmo, tão silencioso, foi por isso que quando ela sussurrou: — Ouviu alguma coisa? — Soou tão fodidamente alto. Gaston não pensou, ele reagiu, lançando-a para a parede ao lado da porta, seus lábios misturando contra os dela exigindo silêncio. Pelo menos foi assim que começou, mas como de costume quando ele a tocou, a luxúria ultrapassou o senso comum. Um beijo se transformou em um abraço sem fim. Lábios deslizando sobre os lábios. Línguas dançando com abandono sensual. Só o fazia a desejar mais. Mais dela. Sua mão deslizou por seu corpo, seguindo seu caminho até suas coxas. Ela não tinha tido tempo entre trocar e se vestir, o que significava que ele acariciava a pele. Pele macia. E coxas, coxas doces que se separaram ao seu toque. Seus dedos deslizaram e acariciaram sua fenda. — Por que você está sempre molhada quando eu toco você? — Ele murmurou suavemente contra seus lábios.


— Porque eu quero você. — Seus quadris empurraram contra sua mão. Como ele a queria também, com tanto desespero, mas agora não era a hora do sexo. Aparentemente, era sua vez de falar em voz alta. — Quando haverá um tempo? — Ela murmurou. — A perda do golem não passará despercebida. Um alarme soará. — Então nós temos tempo limitado? — A ideia parecia agradar, em vez de consterná-la. — Muito limitado, como se alguém pudesse passar por aquela porta ou subir aquelas escadas a qualquer momento. — Tempo. É melhor que seja rápido. — grunhiu ela. Ela puxou seu cinto. — Eu não aguento mais. Loucura. Loucura pura. Ele deveria detê-la. Ele não brincou quando disse que podiam ser descobertos a qualquer momento. Alguém poderia passar por aquela porta, trancada e carregada... e ele simplesmente não se importava. Ela estava certa. Quando tempo haveria? O tempo estava onde quer que eles escolhessem pegá-lo. Precisamos ganhar tempo. Não importa o perigo. Seria um erro. E ele não se envergonhava disso. Só alguém que nunca experimentou verdadeiramente a adrenalina que vinha de ter que


fazer algo errado, mas prazeroso, poderia entender. A emoção da descoberta quase contava como um orgasmo. Ela pediu rápido. Ele poderia fazer rápido. Quando ela soltou seu pênis de suas calças, não perdeu tempo e a levantou, as mãos na cintura, as costas presas contra a parede. Sem pedir, suas pernas vieram em torno de sua cintura, seu manto escondendo-os da vista. Pelo menos eles não seriam vistos por aqueles na câmera, e melhor ainda, isso não impediu de sentir a sensação de deslizar nela. A cabeça de seu pênis penetrou a abertura lisa de seu sexo com facilidade. Ela estava tão apertada e quente, úmida e perfeita. Ele empurrou dentro dela, mais duro e mais fundo do que ele jamais se lembrou. Ele viu quando sua respiração engasgou e sacudiu-o com prazer. Dentro. Silvou uma respiração de dentro. Fora. Um gemido baixo e depois um suspiro dela quando ele bateu de volta dentro. Dentro. Fora. Um impulso decadente e tortuoso em sua mulher. Minha mulher. Dele. E ele poderia reivindicá-la agora. Muito rápido? Ele queria se segurar, se agarrar a este momento, mas a urgência o levou. Não apenas uma urgência que tinha a ver com o tempo ou ser pego, mas uma simples urgência de colocar sua marca nessa mulher. “Fazer dela minha.”


— Sim, sua. — sussurrou como se respondesse. Isso o estimulou a ir mais rápido. Ele bateu seu pau em casa, bem no fundo dela, ela agarrou seus ombros, as pontas de seus dedos escavando através de tecido. Seus lábios se agarravam aos dele, sua respiração se tornava áspera, tão áspera como a dele, enquanto ele a empurrava, sem delicadeza, sem descanso, sem técnica. Apenas paixão crua, desenfreada. E ela adorava. Pequenas miados de prazer escaparam dela, seus dedos afiados, escavaram e picaram, rasgando sua camisa, até raspar a pele dele. Sua boca deixou a dele para chupar seu pescoço, ele arqueou a cabeça para trás, batendo nela, já à beira do prazer. Esqueça sobre segurar. Ele estava cansado de se segurar. Seu canal apertou em torno dele, um aperto feroz, e então ela gozou, tão duro, ainda assim, ela não gritou. Ela o mordia, apertava os dentes no pescoço e maldita seja, ela rompeu a pele. Mas ele não se importou. A dor aguda o fez gozar. Chegando tão fodidamente duro, quando ela rosnou, — Meu —, ele não podia deixar de concordar. — Sim, porra minha. — “Minha. Minha. Minha.” A palavra ecoava com alegre abandono e sentia-se tão bem. Porra, tão certo, pela primeira vez em muito tempo. O momento provou ser fodidamente perfeito.


Era por isso que ele ficou tão puto quando alguém abriu a porta ao lado deles e amaldiçoou muito alto.


í Reba

— Vá embora. — Tony rosnou, colocando seu manto apertado ao redor deles enquanto, ao mesmo tempo, tentando guardar seus pedaços de dignidade. O cara era tímido. Adorável, especialmente dado que seu clube atendia o estilo de vida mais hedonista. Será que Tony preferia assistir a ser assistido? — Eu não vou embora. E é melhor você se vestir. Este não é o momento para esse tipo de coisa. — Luna muito bastante irritada e respeitável. O que acontecia com ela, os castigando por indecência pública? Muito desconfiada. Luna nunca disse a ninguém para se vestir. Inferno, ela tinha sido conhecida por ficar nua nos momentos mais estranhos, às vezes em público. Havia alguma coisa de errado com Luna? Reba olhou para a amiga, vestida como ela se lembrava, mas parecendo muito mais chateada do que de costume.


— O que atacou seu rabo? — Reba perguntou. — Você ficou irritada porque não trouxe Jeoff junto para um pouco festa? — Este não é o momento para uma festa nudista. — Sempre há tempo. É isso que o acasalamento faz com você? — Reba sacudiu a cabeça. — E pensar que eu olhei para você como a legal. — Eu sou legal. — Reba lhe ofereceu um sorriso apaziguador, o cenho de Luna se aprofundou. Nós não temos tempo para isso. O lugar está vazio. Tem todos os móveis absurdamente caros e ninguém está em casa. — Você tem certeza sobre isso? Vimos uma coisa, o golem no telhado. Pode ser que haja mais caras escondidos, pendurados ao redor. — Seu nariz se contraiu e torceu no cheiro neste nível. Algo queimou e tornou difícil cheirar adequadamente. — Oh, encontramos alguns inimigos. Um demônio e um relato de alguns ghouls no porão. Nada de grande. Nada para ver. — Luna deixou cair seu olhar para um lugar abaixo da cintura de Tony. Isso mais que tudo o incomodava. Tão bonitinho. — Eu duvido que o prédio esteja vazio. Você provavelmente não pode ver a ameaça. — Recuperando um pouco, Tony cruzou seus braços, seu corpo uma barreira na frente de Reba quando ela lutou em sua roupa. Seu equipamento de super-herói impressionante tinha torcido e enrolou em si mesmo, se recusando a cooperar. Quando conseguiu


deslizar sobre ele, esfregou sobre as áreas sensibilizadas de seu corpo. Isso a fazia tremer de prazer e lembrança. O homem sabia como tocar seu corpo. Miau. “E eu o reivindiquei.” Miau maior. Claro, ela iria esperar até mais tarde para mencionar essa parte ao seu docinho. Dada a sua reação habitual às coisas, ela esperava que ele voltasse. Ela queria uma cama nas proximidades, quando isso acontecesse, porque o sexo seria épico quando estivessem juntos –e ela queria evitar queimar o tapete. — Você parece dar muito crédito a Vivienne. — Luna disse, seus olhos se estreitaram ao avaliá-lo. — Ela é uma ótima adversária. Aprendi a não subestimá-la. — Bem, então você não deve se surpreender com este edifício sendo um chamariz. Estamos no lugar errado. Reba estalou a cabeça em torno do braço de Tony e franziu a testa na direção de Luna. — Melly estava errada? O inferno congelou? — Nós fomos enganados. Aparentemente, a ação está acontecendo no lado distante da cidade. Há relatos de corpos, eles parecem ter sido atacados. Os feeds do Twitter também estão explodindo com alegações de que estão ouvindo tiros. E há até uma menção de zumbis como companheiros. — Nós perdemos um ataque de ghoul? Vadia. Tudo o que conseguimos foi um golem. — Reba fingiu um beicinho, porque, na


verdade, suas partes femininas estavam muito felizes ainda para sentir decepção. — Se Vivienne está se movendo tão publicamente, então precisamos nos preparar para que estejamos prontos. Eu deveria falar com JF. — Puxando

seu

telefone,

Tony

segurou-o

e

franziu

a

testa,

provavelmente por conta de alguns desses edifícios terem um serviço de rede de merda. Ele se afastou, pelo corredor espaçoso, um espaço alinhado com apenas algumas portas fechadas. Tony escolheu um ao acaso e desapareceu de vista. As portas fechadas a fascinaram, especialmente porque as placas mantiveram títulos tão altos como CEO e Presidente. Havia alguém lá dentro? A porta mais próxima abriu ao seu toque e ela espiou, uma sala quadrada com uma mesa, cadeira e uma pequena área de recepção para se sentar. Vazia, sem pessoas. Uma sala muito fechada, especialmente desde a falta de iluminação e de janelas tornava o ambiente sombrio. Ugh. Sem sol. Isso a deprimiria, se tivesse que lidar com isso todos os dias. Reba pressionou a porta da sala privada interior, também abriu ao seu toque. Abriu em um espaço mais luxuoso com janelas do chão ao teto, um piso de madeira brilhante e uma grande mesa. Nada arruinou a superfície, sem um monitor ou uma única caneta. O cheiro de incenso ardente persistiu. Ela levantou a cabeça para as aberturas.


Farejando. — O que é aquela coisa que está bombeando através das aberturas? Luna encolheu os ombros. — Quem sabe. O prédio cheira bem. Reba teria que confiar que não iria matá-la ou deixá-la cair em um sono profundo, porque não havia como evitar respirar. Tinha certeza de que ainda lhe restavam algumas vidas se fosse perigoso. Mais sua preocupação era Tony. Essas coisas o prejudicariam? Obviamente ele sentiu o cheiro e ainda não comentou sobre isso. Está comendo meu nariz. Uma parte dela se sentia privada sem essa habilidade com que ela contava. Como uma garota podia caçar corretamente se não conseguia cheirar alguma coisa? Ela não gostou. Parecia uma armadilha. Reba girou da vista de fora e observou Luna atrás dela, mais perto do que o esperado. — Temos certeza de que este lugar é um chamariz? Melly nunca está errada. — Algo assustou a feiticeira. Ela estava a caminho daqui, até mesmo saiu de seu carro – você deve ver suas rodas, um Rolls Royce branco bonito, com um motorista e tudo. Ela desceu, a próxima coisa que sabemos, que houve uma parede repentina de névoa, que durou apenas alguns segundos. Mas bastou para ver que ela desapareceu e o carro saiu. A próxima coisa que ouvimos, foi que a coisa estava explodindo no outro lado da cidade, perto do cais. Fogos de artifício? Parecia divertido. — O que estamos esperando? Vamos.


— Não há muito sentido em se apressar. Quando chegarmos à cidade, tudo acabará. — A lógica de Luna se esvaziou. — As meninas vão ficar meio chateadas com isso. Eu sei que elas estavam esperando alguma ação. — Tenho certeza de que ainda não terminamos com Vivienne. — Espero que não. Eu adoraria dizer algumas coisas a essa bezerra. — Tal como? Antes que Reba pudesse entrar em uma lista, eles correram de volta para Tony no corredor, usando seu rosto sério. — Jean François confirmou. Vivienne não está aqui. Toda a noite foi um desperdício. — É essa a palavra que você realmente quer usar? — Reba perguntou, colocando uma mão em seu quadril e lhe dando um olhar perverso. Sua expressão se suavizou. — Talvez não um completo desperdício. Partes foram mais agradáveis. No entanto, o objetivo principal desta noite falhou. Se os relatórios são verdadeiros, Vivienne tem mais forças a sua disposição, do que o esperado. Preciso me encontrar com Jean-François e planejar nosso próximo plano de ação. — Você vai me jogar para o seu servo? — Não vou te jogar. Vou vê-la em casa primeiro, é claro.


— Não há, “é claro”, aqui. Primeiro, eu não preciso de um guardacostas. E segundo, eu não vou para casa ainda. A noite é uma criança. Eu ainda estou me sentindo viva. — Piscou. — Mas, como prefere correr e brincar com seu lacaio, vá. Tenho minhas meninas aqui para me fazer companhia. Por um momento, seu olhar se desviou para Luna em seu bodysuit cinzento maçante, com um brasão de “S”, porque a cadela amava rosnar, especialmente se você tocasse no último pedaço de bacon. — Mesmo que Vivienne não esteja presente, provavelmente há algumas surpresas no prédio. Vocês devem sair desse lugar antes de brincarem com algo que não podem lidar. — Se encontrarmos um monstro, nós cuidaremos disso. — Luna revirou os olhos. — Somos mulheres, não idiotas. — Mas é a primeira vez que você lida com criaturas como golems e ghouls e demônios. Alguns deles podem ser muito traiçoeiros se você não sabe o que fazer. — Nós não sobrevivemos por esse longo tempo por sermos estúpidas. — Reba não pôde evitar sentir-se picada. O homem agia como se ele fosse um pai castigador em vez de seu amante. — Eu não preciso que você me diga o que eu posso ou não posso fazer. — Sua vida, suas escolhas, mesmo as ruins.


— Como se você escutasse. — ele resmungou. — Bem. Tenha o seu caminho. Mas se algo acontecer com você... — ele olhou para ela. —... então você pode esperar que eu... — Vá dizer que “eu te disse”. Entendi. — Reba não pôde evitar um rolar de seus olhos. — Na verdade, minha gatinha impetuosa, eu ia dizer se algo acontecer com você, então minha vingança não será bonita. Não vou deixar ninguém te machucar. Nunca. — As palavras deixaram sua calcinha úmida e o beijo que foi ainda mais luxurioso, fazendo o calor dele roubar todo o seu fôlego e acendendo uma tempestade de fogo entre eles. Querido Deus. Seria sempre assim? Envolveu-se ao redor dele o máximo que pôde, até mesmo os ruídos engasgados de Luna não puderam impedi-la de desfrutá-lo completamente. Ele a soltou. Lentamente. Inclinou seu queixo e disse suavemente: — Fique segura, chaton. — Então ele se foi, um passo rápido o levando pelo corredor, sua capa preta chicoteando atrás dele. Tão fodidamente quente. Ela observou seu docinho quente até que pegou o elevador e saiu. Ela contou até cinco e depois se virou para uma Luna muito calma. — Então, agora que nos livramos do meu namorado como você queria, qual é a verdadeira vantagem? — Reba perguntou. Ela flexionou os dedos, preparando as unhas.


— O que faz você pensar que eu menti? — Luna bateu com os cílios na mais ridícula tentativa de inocência. — Você realmente pensou que me enganaria? A coisa do perfume era um bom chamariz, mas eu sei que você não é Luna. O que você fez com minha amiga? — Nada, mas... — A imagem ante de Reba vacilou. — Não posso dizer a mesma coisa para você. — Luna desapareceu e Vivienne apareceu, em toda sua linda glória loura, Reba não pode deixar de balançar a cabeça. — Droga, você é boa. Como diabos você imitou Luna tão bem? — Duplicou até a roupa e a zombaria. Havia apenas uma coisa que Viv não conseguia reproduzir e esse era o leão interior. E o felino de Reba imediatamente notou. Reba ouviu as palavras ditas para notar que havia uma falta de palavrões na conversa. — Tomar a aparência de alguém só leva uma única mecha de cabelo e o feitiço certo. Geralmente é indetectável. Mas você diz que sabia. Se for verdade, por que não disse a Gaston? — Porque ele é muito legal para ter que lidar com você. — Muito legal? — As palavras surgiram em um grito agudo. — O homem é um bastardo assassino. Ele vem me seguindo por décadas, destruindo as minhas casas, desperdiçando meus recursos. — E ainda assim você está viva e o chama de noivo.


— Porque ele ainda é meu. — Um olhar verde ciumento iluminou o olhar de Viviene. — Ele pode ficar com você, mas ele é meu. — Pense de novo. E só para você saber, enquanto ele poderia ter se impedido de matar você, eu não vou. Os Leões podem brincar, mas sempre pegamos nossa presa. — Você quer lutar comigo? — Viv inclinou a cabeça, e seus cabelos loiros balançaram como se vivos. — Que fascinante. Pessoas inteligentes correm. Ou ficam lá se mijando. Fazem estragos em florestas, sabe. O cheiro nunca sai completamente. — Você deveria estar assustada? — Reba olhou para a fêmea diminuta. — Eu não estou vendo isso. — Não havia monstros nas suas costas, ela não usava jóias, então nenhum pó escondido como Tony gostava de empregar. — Você acha que eu sou mais fraca do que você. — A risada harmoniosa só reforçou sua personagem não-vilão. — Você está errada. Tão errada. E é estúpida também. Você deveria ter contado a Gaston enquanto você teve uma chance. Ele é o único que chegou perto de mim. — Viv torceu os dedos, os olhos de Reba se arregalaram quando bandas invisíveis se envolveram ao redor dela. Espremendo apertado o suficiente até suas costelas protestarem. — O que você está fazendo? Pensei que você queria lutar. — Lutar sim, luta justa? — Um sorriso malicioso puxou os lábios de Viv enquanto sacudia a cabeça. — Não é tudo justo na guerra e no


amor? E não se engane, isso é guerra. Eu sei que Gaston tem sentimentos por você. Homem idiota. Tentando me deixar com ciúmes. Funcionou. Eu estou positivamente, de olhos verdes, de ciúmes. Por alguma razão, Reba não pôde deixar de pensar em uma certa voz de criatura verde sábia. A ilusão é forte neste. Mostre-lhe o caminho, devido. — Tony odeia você. A mão delgada afastou a declaração. — Ele está um pouco irritado comigo por causa de um erro cometido há muito tempo. Eu poderia ter matado alguém por acidente. Ou de propósito. Acontece. Especialmente quando a menina viu muito. O que mais eu poderia fazer? Seu tipo sabe que às vezes temos que matar para manter um segredo. Como eu sabia que ele estava tão ligado a pequena pirralha? Agora ele acha que me odeia, mas só porque ainda me ama. — A loucura em seus olhos brilhava. — Cadela, você é todo tipo de louca. Dedos enrolados no cabelo de Reba, puxando-a de volta para que Viv pudesse sussurrar a poucos centímetros de sua orelha. — Me chamar nomes só farão doer mais. E eu prometo, que vai doer. Tem de doer para garantir que Gaston aprenda a lição. “Quero comer ela.” Sua leoa tinha uma resposta simples e ela estava certa. Reba passara bastante tempo conversando com a garota, que faltava juízo, em sua


camisa de força. Hora de inverter as coisas. — Eu acho que nós vamos fazer isso da maneira mais difícil. — “Vá, leoa.” Reba puxou seu felino, puxou com força, e, apesar das bandas invisíveis ao seu redor, estourou livre, presas, pele e poder, tanto poder cru, animal. Pulou para Vivienne, pronta para arrancar seu rosto, só que ela se revelou, Gaston não era o único com pó do sono, que apareceu do nada, para bater uma menina na cara. Golpe.


í

Gaston “O que eu perdi?” Enquanto descia no elevador, algo irritou Gaston, mas não foi até que bateu no lobby principal, que viu algo vestido, impossivelmente, em um bodysuit cinza, com um brasão em “S”, que seu mal-estar explodiu. Havia apenas uma maneira pela qual Luna tinha chegado a esse nível antes dele. — Puta cadela! — E puta merda, porque não havia nenhuma maneira que Reba confundiu uma impostora com a sua amiga. Quando estava demasiado lento pelo sexo, para pensar corretamente. Os perigos de um homem com um pau grande e um suprimento limitado de sangue. — Com licença? Você acabou de dizer que quer morrer? — A loura irritada imediatamente entrou em modo de batalha, que, dada a sua roupa, bem como a de Reba, a fez parecer bonita em vez de perigosa. — Suponho que não nos encontramos no último andar?


— Eu ainda tenho que sair deste nível, uma vez que os elevadores foram bloqueados. Melly está trabalhado neles. Embora, se você me perguntar, este lugar é um fracasso. Atravessei as portas da frente e não havia sequer um guarda sentado atrás da escrivaninha. Um chamariz, dentro de um chamariz. Porra. — Era uma armadilha. — Uma armadilha muito inteligente significava capturar alguém. — Precisamos subir ao último andar. Vivienne tem Reba. — Ele voltou para o elevador e marcou o número para o andar de cima. Luna seguiu com uma sobrancelha arqueada. — Você não quer dizer que Reba tem ela? Não subestime minha garota. — Eu sei que ela é uma lutadora incrível, entre shifters e humanos. Mas isso não é o que ela está enfrentando. Nenhuma de vocês compreende quanto poder Vivienne pode se inspirar. Acrescente a isso que ela não está bem sã e você tem... — Um tempo super divertido. — Stacey pulou no elevador momentos antes de as portas se fecharem. — Estou cercado de loucas. — Ele se sentiu estranhamente confortado por isso. Ele sabia que podia contar com essas mulheres para ajudá-lo a recuperar Reba. — Não loucas, mas você está cercado por leoas, pobre bastardo. Somos muito mais loucas. — Luna piscou. — Acho que podemos precisar de loucura.


— Não se preocupe, Charlegmen. Reba ficará bem. Por agora. Isso não ia durar. Vivienne certamente tinha uma razão para que quisesse Reba sozinha. Apenas não seria um bom presságio para sua gatinha. Por que esse elevador estúpido não se apressa? A subida pareceu levar uma eternidade. No quinze, desacelerou e parou. As portas levaram uma eternidade para abrirem, passou antes que elas estivessem terminado de abrir, olhando para o salão vazio e xingando. — Elas se foram. — Foi culpa dele. Sua culpa por não perceber quem enfrentava. Vivienne provavelmente tinha saído com Reba no momento em que saiu. “Como eu pude ir? Como eu não percebi que ela era uma impostora?” Porque deixou seu pau pensar por ele. Sua falta de bom senso custou caro. Um nó na extremidade do corredor chamou sua atenção. Era o cinto de sua gatinha, caído no chão. Ele empurrou a porta, segurou a respiração quando passou pelo local que recentemente a reivindicou, subiu o conjunto de escadas para o telhado. Chegou tarde demais, a batida desbotada de rotores de helicóptero um lembrete zombador de seu fracasso. Um monte de tecido sobre o piso asfaltado era tudo o que restava. Caiu de joelhos e apertou o bodysuit em seu peito. Reba obviamente tinha mudado, mas não tinha conseguido. Eu cheguei tarde demais.


Ele cambaleou de volta as escadas e, ao ver as leoas, estalou, — Elas se foram. — Suas palavras não impediram Luna e Stacey com rostos sombrios de abrir as portas neste nível. Vazio. Tudo vazio. Uma armadilha grande projetada para o fazer de tolo e capturar a única coisa, a única pessoa, com quem ele se preocupou. Quando isso aconteceu? Como? Quando a intriga e a luxúria se tornaram afetos? Quando ele começou a se importar tanto que o pensamento de Reba nas garras de Vivienne o encheu de desespero? O velho Gaston encolheria os ombros ao saber que Vivienne mantinha Reba em cativeiro. Como era baixa em sua vingança. Exceto, pela primeira vez em muito tempo, que ele se importava. E o bando de leões se preocupavam. Todos eles se importavam, mas isso não os ajudava a encontrá-la, embora andassem procurando pistas. Mesmo que eles tivessem seus melhores nerds techno de merda para as respostas. Ninguém encontrou uma merda. Ele não era o único a expressar frustração. Luna, a verdadeira Luna, fez outro chamado não tão polido para Melly. — Eu pensei que você disse que poderia acessar todas as empresas com helicópteros na área de merda? Como você não pode saber para onde eles foram? Alguém deve saber disso.


— A menos que ela não tenha alugado. — Melly estalou, sua irritação emergindo alto e claro, dado que Luna tinha ela no viva-voz. — Você não iria acreditar nos bens que essa cadela tem. Continuamos encontrando mais. — Você está tentando me dizer que os ricos não possuem um, ou não precisam registrar, um plano de voo ou algo assim? — Não na altura que eles voam. — Mas ela não pode ter ido super longe. É um helicóptero. Tem que aterrizar e conseguir combustível em algum ponto. — Estou procurando mais endereços, mas essa bezerra é inteligente. Ela cortou meu hack. Ela está brincando comigo, com a gente, o tempo todo. Toda vez que eu penso ter desvendado sua merda, outro segmento aparece, assim que eu puxo sobre ele, outra bagunça aparece. A vaca está em toda parte. As teias que Vivienne teceu, aparentemente estavam esticados ao redor do mundo. Foi por isso que Gaston nunca pareceu capaz de erradicá-la completamente, por que ela ressurgia constantemente, às vezes não por anos de cada vez. Mas logo que ela conseguia, Gaston estava lá, cutucando-a. E para quê? Não traria sua irmã de volta e agora custaria sua amante. — Esses atrasos são inaceitáveis. Quanto mais tempo levar para encontrar Reba, mais tempo Vivienne tem para machucá-la. — Algo que ele não podia tolerar.


— Bem, o que diabos você quer que eu diga? — Luna rosnou. — Eu não gosto disso mais do que você, mas a menos que você tenha alguma magia estranha que possa puxar para fora de sua bunda, você vai ter que trabalhar com o sistema. Os filmes podem fazer com que os hacks pareçam grandes, com revelações acontecendo de forma rápida. Mas essas coisas levam tempo. No entanto, o tempo era a única coisa que eles não tinham. O que ele tinha era acesso a magia, magia especial. Mas isso exigiria um sacrifício. A magia de sangue sempre exigia. Deveria saber, ele era um necromante e a magia de sangue era sua especialidade. Para aqueles que não sabiam, a necromancia era a magia dos mortos, mas o mojo, o amuleto morto, tinha que vir de algum lugar, e a magia mais forte exigia que ele usasse o golpe mortal. Ele jurou parar de usar essa magia. Sua sedução escura havia puxado mais de um necromante para o lado escuro. Mesmo agora, a mancha o obscurecia. Fez sua necessidade pulsar com sede de vingança. Eu disse a ela que eu não era um bom homem. No entanto, se ele se abstivesse e não usasse seu poder, então Reba poderia morrer. A escolha se mostrou ser fácil, a vítima mais fácil de achar do que o esperado com Luna simplesmente dizendo: — Eu posso ter o que você precisa aqui em uma hora.


Dentro de duas horas, banhado em sangue fresco, Gaston sabia onde Reba estava. Em apuros, é claro, mas não apenas por causa de Vivienne. “O que você fez, chaton?”


í Reba

“Hubba hubba!” Reba sonhou com ele. Tony, seu docinho mágico. Caminhando para ela em uma paisagem tempestuosa, seus olhos brilhando com fogo cinza, cada centímetro dele grande, magro, médio, vestido em outro de seus ternos. Como ela queria a quantidade adequada de tempo e privacidade para descascar isso fora dele e verdadeiramente admirar cada centímetro desse corpo soberbo. “Um corpo que é meu.” “E todo meu.” “Dê-me.” — Onde você está? — Suas palavras estavam em toda parte e em nenhuma parte. A acariciaram com poder, a encheram de calor. — Estou bem aqui, docinho. — Ela correu em direção a ele e se lançou a poucos metros de distância. Um som feliz escapou dela quando ele a agarrou no meio do ar e a puxou contra ele.


— Onde é aqui? Eu preciso ver, chaton. Deixe-me entrar em você para que eu possa ver onde você está. — Você já é uma parte de mim. — ela ronronou, esfregando-se contra ele. — Eu marquei você. Você é meu. Tudo meu. — Você fez o quê? — Por um momento, seu grande, ousado Tony apareceu surpreso. — Marquei você, na escadaria. Lembra-se daquela mordida de amor? — Falaremos disso mais tarde. — Por que não agora? — Ela murmurou, envolvendo seus braços ao redor de seu pescoço e puxando-o para perto. — Estamos sozinhos. — Eu gostaria muito, temos tempo limitado, chaton. Estou usando magia para falar com você. Eu não sei onde você está. Vivienne roubou você. Ela acha que pode nos separar. — Essa bezerra está realmente começando a me irritar. — Ela está irritando muitos de nós, então me deixe entrar para que eu possa encontrá-la. — Você quer, docinho? Então me leve. — Ela abriu os braços. — Me leve duro e rápido. — Eu acho que vou. — Ele a levantou de seus pés, suas mãos grandes segurando sua bunda, a segurando no alto, melhor ainda, eles estavam de repente nus. Sua pele esfregando, sedosa e elétrica. Se envolveu ao


redor dele, procurando o máximo de contato possível. Sua boca se fundiu com a dele, seu beijo elétrico e sem fim. A ponta dele pressionou contra seu núcleo, pressionando e exigindo entrada. — Deixe-me entrar. — As palavras sussurraram contra ela. — Sim. — Ela deu o seu consentimento, a marca que ela tinha dado abertura do caminho para ele penetrá-la, não apenas com seu pau no sonho, mas sua essência. Uma parte dele entrou nela, retorcida com seu ser, exatamente como um pedaço dela se misturou com ele durante a mordida. A dupla penetração chocou. Algo se moveu entre eles, uma magia tão antiga quanto a própria vida. Por um momento, eles penduraram, suspensos em uma felicidade perfeita, mas todas as coisas acabaram por cair. No entanto, algo tinha mudado. Suas almas agora se tocavam. Ela podia sentir isso dentro. Cada um deles compartilhando um pedaço do outro que transcendeu simples prazer corporal. “Estaremos sempre ligados.” Mas isso não significa que ele pulou a parte boa. O sonho de seu “sonho” bateu nela, duro e rápido, uma reivindicação vigorosa de seu corpo que tinha ela ofegante e gritando seu nome até que ele gozou, atirando ainda mais de si mesmo dentro dela e a sacudindo com uma felicidade tão intensa que acordou com um suspiro levantando antes de chorar seu nome, — Tony!


Tapa. O golpe rude a assustou, a arrancando da pura felicidade para “...onde diabos estou? E com quem?” Abrindo os olhos, notou que sua segunda bofetada veio de Vivienne, que estava ao lado de Reba. Mais preocupante do que a temeridade da bezerra lhe bater, foi o fato de que se encontrava atualmente presa a um altar de pedra. Nunca era uma coisa boa. Especialmente desde que ela tinha certeza de que um certo herói, que usava um chicote, se aposentara. Não importa. Ela não precisava de um homem para salvá-la. — Vou me salvar. — ela murmurou. — Impossível. Eu sei amarrar nós. E Gaston não está vindo. Eu peguei você... — risinhos —... e ele não faz ideia que você está aqui. — E ainda assim você está usando batom e o que é esse perfume que eu cheiro? — Reba também observou Vivienne parecia bastante atraente, com seu cabelo loiro desbotado e vestindo um manto branco diáfano, que delineou seus mamilos e o fato de que alguém não aparava o tapete embaixo. — Fale sobre exibir os produtos. — ela murmurou. No entanto, ela se viu menos preocupada com o traje de Viv do que com sua situação. Não só ela parecia estar presa a um altar de pedra, tornozelos e pulsos amarrados, mas parecia estar usando o mesmo vestido de vadia como Viv. — O que aconteceu com minha roupa feita sob medida? — Nos filmes, eles nunca desnudaram os super-heróis. Nos filmes, o cara também salvava a garota.


Embora geralmente uma grande defensora dos direitos das mulheres, neste caso, Reba faria uma exceção. Pode ser meio quente ver Tony vindo em seu resgate. A qualquer momento. — Agora que você está acordada, a cerimônia pode começar. — Que cerimônia? — A pessoa para mudar você, é claro. Eu inicialmente pensei em fazer de você um whampyr. As fêmeas são tão raras porque são tão difíceis de fazer. Mas então me ocorreu que era um desperdício, já que você ainda pode tentar Gaston depois que estivermos casados. — Ele não vai casar com você. — Ele vai. Ele me ama. Essa é a razão pela qual ele permaneceu solteiro por tanto tempo. Ele está esperando por esse momento há muito tempo. — Exatamente quantos anos você tem? — E qual era o segredo de Viv. — Vinte e nove, para sempre e mais. — Você percebe, se você me machucar, que meu bando vai te rasgar em pedaços. — Seu bando não pode me impedir. Ninguém pode. Eu aprendi tantas coisas. Coisas que mesmo Gaston não conseguia imaginar. Estou


pronta para ele desta vez. Desta vez vou provar que sou digna de seu perdão, e terei meu prêmio. Uma adaga de prata ergueu a cabeça enquanto Viv a segurava e cantava. Parecia uma idiota, com possíveis bocados importantes. Então Reba tirou uma página do livro de Meena e balbuciou. — Então, sou eu, ou é a cabebeleira de baixo um tom mais escura do que em sua cabeça? Você os pinta? Eu tinha uma tia que costumava branquear sua púbis loira, mas mantinha seu cabelo escuro. Não sei por que uma pessoa faria isso. Assim como eu não tenho certeza sobre a coisa toda de perfurar o clitóris. — Argh. Fique quieta. — Não. — Silêncio era para pessoas sem nada a dizer. Reba sempre tinha algo para falar. — Você parece pensar que está no controle, mas ainda assim eu que seguro a faca. — A dita lâmina pendia sobre o peito de Reba. — Então me esfaqueie e acabe logo com isso. Covarde. — Não sou covarde. — Então por que me amarrar? — Porque as pessoas sempre reagem quando eu as esfaqueio. — O sorriso feroz quase merecia aplausos.


— Bem, eu acredito em brigas justas. E assim você também deveria. — Com um toque, Reba puxou a restrição da perna, livre – as pessoas sempre subestimaram sua força – e chutou o braço de Viv. Bateu forte e ouviu o barulho de metal, quando a adaga caiu para o chão de pedra. Mas um membro livre não faria muito. Reba se esticou, puxando o lado da besta para agarrar os outros grilhões, tiras de tecido simples. Um captor inteligente usaria correntes de prata. Reba aparentemente esqueceu que Viv era inteligente. Ela estava na porta do mausoléu com um sorriso desagradável. — Eu acho que é aqui que eu menciono que aplicar magia mesmo ghoul em você parecia um desperdício. Mas e alimentar meus animais de estimação? Certifique-se de apontar seus gritos de agonia para a câmera. Quando eu passar o vídeo mais tarde, quero que Gaston sinta cada pedaço desse momento. A voz de vilã a entregou, Viv saiu, a porta de pedra da cripta fechou atrás dela com um thump pesado e então um clique de uma fechadura, acoplando. Mais ameaçador do que isso era a raspagem de pedra sobre pedra. Uma moagem que veio de dentro da cripta e ela sem uma luz para ver. Pessoalmente, Reba pensou que não era fumar que matava, mas a falta de um isqueiro em momentos como estes.


“Em caso de dúvida, vai felino.” Exceto, quando Reba foi para puxar sua gatinha interior, não estava lá. Roncava em sua mente, drogada e sem resposta. “A ex-namorada de Tony está realmente começando a me irritar.” Ela não podia contar com sua leoa. Não importa. Mesmo na tenra idade, a mãe e o pai de Reba garantiram que ela não estava completamente desamparada. Ela caiu em um agachamento parcial, pronta para qualquer coisa, exceto o grande golum viscoso que caiu nela! De repente, as centenas de filmes de terror que ela viu ao longo dos anos correram para trás, quando Reba fez algo muito feminino. Ela gritou.


í

Gaston

“Por que, oh, por que os necromantes sempre têm que ser tão clichês e trabalhar nos cemitérios à noite? Parecia que todos os filmes mostravam o que acontecia. Por que isso também tem que acontecer na vida real?” Gaston saiu de seu Lamborghini, o carro mais rápido que ele possuía para chegar a este enorme cemitério fora da cidade. Queria dizer massivo. Milhares e milhares foram sepultados aqui. Tantas almas presas, tantas faíscas subterrâneas e nas criptas pontilhando a paisagem. Prisioneiros de sua carne podre. Somente o fogo, um fogo que queimava as cinzas, poderia liberar aquela energia. Ou um necromante. Ainda se lembrava da primeira vez em que tocou num parque de almas. Seu avô estava deitado em seu leito de morte e Gaston podia vê-la tão claramente, aquele estranho monte de luz tentando deixar o corpo. Então ele ajudou. Seu avô morreu, aí então seu pai tentou


matá-lo. Foi sua avó quem o salvou, salvou Gaston e sua irmã, lhe ensinando o caminho dos mortos. Uma pena que ela se esquecesse de lhe mostrar também como viver. Com Reba, ele planejava aprender. As faíscas subterrâneas e nas abóbadas acenavam, mas por enquanto, deixaria os mortos dormir. Virou-se num círculo quase cheio, com a cabeça erguida, como um predador, cheirando o vento, exceto que ele cheirava a um nível diferente, mais esotérico. Para ele, as camadas de magia arcana eram cores sobrepostas na realidade. Tudo que vivia, tudo que era morto, tinha um tom. Mas só uma coisa poderia ofuscar todos eles. Sem virar a cabeça, girou até ficar de pé, de frente para o oeste, andando pelas sepulturas. Por trás, podia ouvir o rápido bater de rodas cuspindo cascalho enquanto mais veículos chegavam atrás dele. Ele não lhes deu importância. Assim como não se importava com as piscinas escuras escondidas atrás das estátuas. Mais das surpresas de Vivienne. Deixe os gatos de rua da cidade e cães vadios cuidar deles. Ele tinha outra tarefa em mente. Alguns dos monstros não prestaram atenção ao semblante sombrio de Gaston. Pelo contrário, escapuliam e pensavam em bloquear seu caminho. — Você realmente acha que deveria ficar no meu caminho? — Ele falou em voz alta. — Diga à sua senhora que cometeu um grave erro.


As criaturas não ouviram, o primeiro deles, uma coisa com muitos tentáculos, deslizou sobre as lápides e balançou para ele. “Eu não tenho tempo nem paciência para isso.” Os obstáculos em seu caminho tinham de morrer, mas tinha que fazê-lo de uma maneira que não iria perder tempo. Sabia de uma maneira mais eficiente. Puxou a centelha de vida dos monstros, alcançou com dedos fantasmagóricos e arrancou-a de seus corpos. Eles caíram no chão, desintegrando-se em cinzas e a escuridão nele se revelou em sua selvageria. Ele acenou com a mão e a poeira do cadáver saiu do seu caminho, quando um novo conjunto de impedimentos tomou o seu lugar. As construções mágicas nunca aprendiam, de modo que aqueles que seguiam se movendo para bloquear seu caminho também morreram muito abruptamente – o que causou algumas queixas de seus aliados felinos. — Deixe um pouco para o resto de nós, não é? Eles teriam que se mover mais rápido, porque ele não permitiria que nada se interpusesse em seu caminho. Nem mesmo Vivienne. Ela parou diante do mausoléu que segurava seu brilhante objetivo. Um erro passado que o assombrava por muito tempo. “Termina hoje a noite.”


— Você veio mais cedo do que eu esperava. — ela disse, a tocha que acendeu pela porta da cripta iluminando seu cabelo pálido e seu vestido. — Ansioso para se reconectar, amante? — Ela lhe deu um sorriso maravilhoso. Isso o deixou frio. — Eu não sou seu amante e não estou aqui para você. Se afaste. — Não me diga que você está com pena da felina. Você é melhor do que isso. Melhor do que toda a sua raça. Cruzar com os animais. É nojento. — Você é a única coisa grosseira aqui. Você não é nada além de escuridão. — De fato, nada na aura de Vivienne tinha cor. Ela era um vazio no tecido, um buraco que sugava a energia em torno dela. Era assim que ele parecia? Como todos os necromantes? Ele nunca pensou em perguntar, mas a maioria de seu tipo raramente manteve suas auras intactas. — Por que você insiste em condenar o que não podemos mudar? Somos criaturas da noite. — Pare de me impedir e se afaste da porta. — A luz além dela acenou. E Vivienne ainda estava em seu caminho. — Você chegou tarde demais. Agora, sua prostituta já foi despedaçada pelos moradores da cripta. Eles estavam dormindo por tanto tempo e agora estão com tanta fome.


— Ela não está morta. — Ele saberia. Assim como Vivienne sabia que Reba ainda vivia. Era por isso que ela estava em seu caminho o atrasando. — Mova-se. — Ele deu a ordem, não esperando que ela funcionasse. — Não. — Vivienne cruzou os braços. — Eu faço isso pro seu próprio bem. Para o nosso futuro jun... Uma onda de sua mão e uma atração pela magia neste lugar – tanta magia na morte – enviaram Vivienne subindo, longe, mas não tão longe, que não a ouvisse bater em algo. Boa. Ele não tinha terminado com ela ainda. Andou a passos largos os metros restantes para a cripta, acenou a mão para mover a vedação de pedra no portal. Uma fechadura na porta ousou ficar em seu caminho. Desmoronou em seu aperto esmagador. Uma batida na porta a abriu, através da luz de tochas que se derramou por ele, notou uma sala cheia de corpos cinzentos, ghouls, encurvados e ferozes, as mãos alcançando Reba. Limo enchia cada centímetro dela, enquanto pendia suspensa no teto, os candelabros de vela, colocados em um candelabro com uma cadeia de metal curto uma vara precária. Ela acenou e sorriu. — Ei, docinho. Legal de você vir. Sua ex e eu estávamos apenas começando a conhecer uma á outra. Nós nos demos tão bem que ela me convidou para jantar com seus amigos.


Gatinha louca. Sua gatinha. — Auudiaat. — Ele sibilou a palavra, e os ghouls na sala pararam em suas tentativas de agarrar Reba. Como um, eles se viraram para encará-lo. Não podiam resistir ao comando, mas acabaria se apagando. Os mortos-vivos precisavam de supervisão constante para mantê-los em linha. — Venha para mim e rápido. Isso não vai prendê-los por muito tempo. — ordenou. Reba saltou para o altar, saltando então sobre dois corpos em pé antes, de bater no chão com os joelhos dobrados e correndo para ele. Ele se preparou para o ataque. Ela não decepcionou. Suas pernas se envolveram em torno dele. — Docinho, você está aqui. — Eu lhe disse que não iria deixar você se machucar. — Você é apenas um herói perfeito. Ele estremeceu. — Necromantes não são heróis. — Não em nenhuma história. — Mas eu aposto que eles ganham as meninas quentes. — Ela beliscou seu queixo. — Eu só preciso de você. — foi a resposta que ele pronunciou antes que pudesse pensar em pará-la. — Oh... Isso não é tocante. — O sarcasmo gotejou e Gaston se voltou lentamente, muito lentamente, porque a intimidação era parte do jogo.


— Vejo que você está de volta para mais. Não é um movimento brilhante, Vivienne. Mas estou me sentindo benevolente esta noite. — Na verdade não, mas lutar contra Vivienne significava colocar Reba em perigo. Pessoalmente, pensou que mantê-la permanentemente ligada a ele tinha mérito. — Eu vou te dar uma chance para ir embora, começar de novo, sem eu perseguindo você. Estou cansado de me vingar por minha irmã. — É hora de seguir em frente com sua vida – com Reba. Somente partes de seu discurso foram reconhecidas. Vivienne parecia muito triunfante quando disse: — Eu sabia que você me perdoaria. Somos feitos um para o outro. — Nunca. Melhor me esquecer, Vivienne. — Você o ouviu, bezerra. Tony foi tomado. Ele é meu. “Sim, dela.” — Eu não falo com animais de estimação. Silêncio. — Vivienne lançou uma mão para fora, lançando magia para Reba, mas ele a desviou. — Como você se atreve? Eu te dei uma chance, mas você simplesmente não vai ouvir. Já terminei de lidar com você. Se você acha que vou deixar você machucar minha alma gêmea... — O que você disse? — As feições de Vivienne se esgotaram e, por um momento, ela parecia todas as suas muitas décadas.


— Eu me liguei com Reba. Estamos acasalados para a eternidade, você sabe o que isso significa. Nunca haverá outra mulher para mim. — Sério? — Reba bloqueou sua visão de Vivienne, sua expressão radiante. — Isso é muito quente. E eu acho que isso significa que não estou em apuros por marcá-lo antes. Que vai ser tipo esquecido. Eu estava ansiosa para fazer sexo depois. — Que tal se não tivéssemos morrido para ter sexo? — murmurou enquanto o chão embaixo deles ecoava. — Isso não é um terremoto, não é? — Reba perguntou, deslizando por seu corpo. — Já viu Dawn of the Dead8? — Oh meu Deus, é o apocalipse zumbi. — Reba bateu palmas com evidente alegria. — Você me leva aos melhores encontros. — Lembre-se, isso não é como os filmes. Tirar a cabeça não os impede. Você tem que cortar os membros. — Oh meu Deus, vamos lutar contra os mortos-vivos. — Ela parecia ridiculamente excitada. Era por isso que seu beicinho não fazia sentido. — E eu nem tenho meu traje legal. — Pense novamente. — Ele tirou de um bolso e entregou a ela antes de afastar-se. Tinha mantido o pedaço de material perto, precisando

8

Série sobre Zumbis.


do objeto que a tocava tão intimamente para poder tocá-la enquanto dormia. A roupa que ela tentou desvendar serviu para mantê-la fora do caminho por um momento quando ele confrontou Vivienne. Sua exnoiva não parecia muito satisfeita na virada dos acontecimentos. O ciúme acrescentou décadas às suas feições, seus lábios se torceram. Seus braços se esticaram quando ela pronunciou um — Surgere — muito gutural. Tempo de brincar. Um vento surgiu do nada, frio e levando consigo o perfume do túmulo. Ao redor do cemitério, o chão começou a ondular quando Vivienne estendeu a mão e acariciou as faíscas ainda dentro dos corpos em decomposição. Acariciou aqueles montes de energia e os amarrou a sua vontade. Mas ela não era a única que podia fazer isso. Gaston ergueu os braços para o céu e inclinou a cabeça para trás, com os olhos fechados. Seus lábios se separaram quando ele sussurrou: — Ego præcipio tibi. — Eu te ordeno. “Eu sou o mestre dos mortos. Mestre da vida e da não-vida. Dobre a minha vontade e lute.” Em cima da demanda dupla dos necromantes, os mortos levantaramse para batalhar.


í

Reba “Fodidamente impressionante.” Mesmo a felina sonolenta de Reba estava admirada com o que aconteceu. Seu companheiro poderia controlar os mortos. Tipo de estranho. Mais fodido do que o previsto. E realmente fodidamente legal. Tony parecia quente mesmo fazendo isso, vestido todo de preto, um vento fantasmagórico levantando seu cabelo, seus traços rígidos e implacáveis. — Merda. — A admirada observação de Luna ao aproximar-se fez Reba sorrir. — Eu sei. — ela suspirou alegremente. — Ele é tão fodidamente quente. Ele também é meu. Então olhos fora dele, cadela, ou eu vou arrancá-los fora de seu rosto. — Eu já tenho um homem, então afaste suas garras.


— Nós estamos de pé e deixando seu exército de zumbis fazer todo o trabalho, ou podemos jogar também? — Joan rosnou, chegando do outro lado de Reba, se esticando em preparação. — Seria rude não oferecer pelo menos. — O máximo da grosseria. — E um desperdício de roupas realmente boas – acrescentou Stacey, juntando-se à equipe, enquanto tecia uma maneira de saltar, quando a viu usando lápides e monumentos para saltar pelo ar e evitar os zumbis já envolvidos na batalha. — Estamos jogando isso como gatos? — Reba perguntou. O dela ainda estava meio que bocejando e sem qualquer apetite para lutar. — Não posso deixar as bolinhas para fora. Melly diz que alguém avisou a mídia. Por isso, pode haver câmeras, o que significa torná-lo bom para a Internet e não se esqueça disso. — Luna distribuiu as máscaras, enquanto Stacey deu a Reba seu bastão de beisebol. Bata em cima. Mãos bateram para baixo enquanto cantavam, — Cadelas Vadias! Com vários passos de gritos, as super-heroínas multicoloridas entraram em ação. Desde que não poderiam separar bons zumbis dos maus, apenas mataram todos. Os pulverizaram, em ossos e pedaços terríveis. Pisando e esmagado até mesmo aqueles que já pararam de se mover. Um bom tempo para todos.


Levando um momento para respirar, Reba notou Gaston e Vivienne ainda se enfrentando, sua luta menos física, ainda assim, ninguém poderia duvidar que eles lutaram. A tensão se mostrava em cada face e postura. Hora de terminar isso. Atravessando o campo de batalha, Reba balançou e conectou com um crânio parcialmente deteriorado, cedeu dentro, se moveu sobre ele. Batitas na cabeça realmente cegava os zumbis. Levou um trabalho sério para que desaparecessem completamente. Mas Reba tinha uma ideia sobre um atalho. “Aposto que se eu bater na amante zombie, essa luta vai acabar.” Com esse pensamento em mente, Reba perseguiu Viv, tirando os mortos ao longo de seu caminho. O plano também teria funcionado, exceto que Vivienne tinha algo melhor do que os mortos a observando de volta. Algo caiu do céu e levantou Reba. Garras afiadas escavaram em seus ombros, segurando-a apertada, apertada o bastante para que o retalho de asas levantasse Reba alto acima do chão. Meio que legal, exceto que quando o fudido estava a vários metros de altura, ele soltou e Reba caiu. Em momentos como esses, Reba estava convencida de que a gravidade a odiava. — Tony! — Seu nome foi o que ela ofegou quando a terra se levantou para dizer olá. Só que ela nunca bateu no chão. Um frio travesseiro de ar amorteceu sua descida e ela pousou em seus dois pés. Ela imediatamente se abaixou.


Uma coisa boa porque o monstro alado voltou para a segunda rodada e por pouco a perdeu. — Deixa-a em paz. — Tony estendeu a mão, ela podia ver a tensão em seu rosto enquanto ele tentava fazer algo para o monstro alado. — Enquanto ele está ocupado, tempo para uma conversa de meninas. — Dedos enredados no cabelo de Reba como um servo agarrou e forçou ela a seus joelhos diante de Vivienne. Ela lutou, mas os ghouls que a tiveram não eram tão fáceis de lutar como os zumbis. — Obrigado por fazer esta noite tão excitante. — Reba rosnou quando torceu e conseguiu agarrar o pulso do ghoul segurando ela. Ela evitou a outra mão e mergulhou em Viv, apenas para congelar quando a bruxa cuspiu, — Duratus. — Eu vou chamar de trapaça se você continuar fazendo isso. — Reba resmungou. — Eu estou me cansando desse jogo. — Porque estou ganhando. — Eu tenho a vantagem. Eu estou no controle. — gritou Viv. Não conseguiu impressionar Reba, que bocejou. — Puta imprudente. Vamos ver como Gaston gosta quando seu sangue encharcar o chão.


Faltava apenas um momento para a faca bater na pele de Reba, quando o rugido mais primitivo sacudiu o ar. — Você. Não. Vai. Ferir. Ela. Vaaaaade. — Ele atirou a palavra, enquanto Reba não entendia o latim, naquele momento, firmemente ligada a Tony, sabia o que isso significava. “Vá.” E Tony acrescentou ao comando um empurrão, um duro empurrão que viu zumbis em toda parte parando. Até os ghouls tomaram nota. Então a merda começou a explodir. Como literalmente. Peças de corpos pulverizando todos. O agarre fantasmagórico em seu corpo se soltou, permitindo que agarrasse a faca apontada para ela e cortasse. Algo a atingiu na parte de trás da cabeça, ela balançou. Quando se endireitou novamente, Vivienne não estava em lugar nenhum. Tudo o que restava? Merda e partes do corpos, uma verdadeira cena de um filme de terror. Legal. Braços fortes a envolveram e a levantaram. Tony a aproximou. — E é por isso que você deveria ficar em casa. — ele resmungou contra ela, imperturbável pelo sangue. — Mas então eu teria perdido toda a diversão. — Porque um cemitério e centenas de corpos em decomposição são divertidos. — Ele suspirou. — Por que você tinha que ser tão perfeita?


— Olá, porque eu sou uma leoa. Agora, antes de me dizer mais sobre como eu sou incrível, alguém aqui viu Viv? Ela está morta? — Difícil de dizer com todas as várias partes do corpo espalhadas ao redor. — Eu não sei. — Ele balançou a cabeça enquanto olhava em volta. — Mas duvido que tenhamos tanta sorte. Ela já saiu de lugares piores antes. — Você quer dizer que ela poderia voltar? — A expressão de Reba se iluminou quando ela gritou: — Ei, cadelas, nós podemos ter a chance de fazer isso de novo. Um elogio encontrou suas palavras, junto com a conversa animada. — Reba está totalmente certa na ideia do taco, exceto que o meu vai ter pregos nele. — Chama-se bastão. — Não, se é longo e magro. — Idiotas, eu estou indo para um lança-chamas. Eu digo que nós devemos queimar suas pontas podres. E seguiu, assim por diante. Mesmo Melly, que gravou a coisa toda, tinha alguns conselhos para lançar, incluindo planos para construir um Taser para os mortos-vivos. O cenho franziu a testa de Gaston. — Por que ela estava filmando essa carnificina? Ela certamente não vai publicá-lo.


— Ela vai ter, se quiser foder com esta investigação. Como explicar todos esses corpos não enterrados, o que, mais uma vez, vou acrescentar, que não parece que eles fedem tanto nos filmes. — Trabalhar com os mortos não é agradável para um olfato disposto. — Uma maneira extravagante de dizer que isso cheira. Eu prefiro nos ater aos demônios no futuro. Mas vou dizer, trabalhar com você foi um prazer. Você é uma espécie de fodido. — Ela colocou seus braços ao redor de seu pescoço. — Quão fodido? — Eu vou te mostrar o quanto, se você me der um banho. — Ela se inclinou mais perto e sussurrou em sua melhor voz travessa. — Primeiro eu vou te lavar, então vou fazer você ficar um tipo diferente de sujo. — Seu desejo é uma ordem. — Não até que a situação esteja sob controle, seus pombinhos nojentos. — gritou Luna. — Cadelas. Façam uma varredura no cemitério. Uma varredura os fez encontrar alguns retardatários e outra cripta cheia de ghouls. Todos despachados, antes das primeiras luzes vermelhas e azuis chegaram, shifters designados, que ajudaram a empatar um tempo enquanto a equipe de limpeza chegava. Eles não eram a única equipe ocupada naquela noite. A equipe técnica estava


lidando com a equipe de notícias que tinha visto parte da ação. Estariam ocupados tecendo uma história para desacreditar a filmagem. — Devemos ficar para ajudar? — Ela perguntou. — O que nós somos? Servos? — Tinha que amar um cara com tanta arrogância. “Puta merda, eu amo o cara.” Mesmo que ele não tivesse o poder de se teletransportar – um pouco de desapontamento – ele trouxera o Lambo, ele também tinha acesso a um novo condomínio, um condomínio grande com um chuveiro enorme. Antes que ela pudesse entrar, mãos fantasmagóricas a agarraram e a colocaram em uma parede, a poucos centímetros do chão. — O que você está fazendo? — Ela perguntou, muito intrigada. — Ocorre-me, com tudo o que aconteceu, que eu nunca lhe mostrei como eu poderia te dar prazer sem mãos. — Eu não me importo. Eu prefiro suas mãos em meu corpo. — Eu também, mas é mais difícil de ver seu rosto. — Ele inclinou um quadril contra o espelho do banheiro, seus olhos encobertos escanearam cada centímetro de seu corpo. — Parece-me que você está usando muita roupa. “Sim. Sim eu estou.” Ainda bem que ele planejou fazer algo sobre isso.


Os dedos invisíveis descascaram o bodysuit dela, puxando-o sobre seus seios, com as pontas já duras, movendo-o lentamente sobre os quadris cheios, distante muito abaixo de suas coxas quando a gravidade terminou o trabalho. A roupa atingiu o chão, ela ainda pairava sobre ele, o peso fantasmagórico mantendo-a presa. Seu olhar estava preso ao de Tony. Ela adorava como ele a observava. Eu deveria dar-lhe algo para assistir. — Devo me tocar para você? — Não. Eu tenho isto. — Suas mãos foram puxadas por cima de sua cabeça, puxando seu corpo tenso, projetando seus seios. Um empurrão em suas coxas as separou. Ela estava em sua completa e absoluta misericórdia. Mas não a assustou. Pelo contrário. Isso a deixou muito molhada. As caricias, começaram em toda a sua pele, quase como um vento frio que escovava e acariciava seus mamilos sensibilizados, soprou passando seus lábios úmidos. Os toques fantasmagóricos tornaramse mais firmes, beliscando as pontas de seus seios, a fazendo soltar um forte suspiro. Seus quadris empurraram para a frente quando uma força invisível acariciou seu sexo. — Tony. — Ela gemeu seu nome. Talvez não fosse ele quem a acariciava com sua carne, mas ela nunca perdeu de vista o fato de que ele a tocou. Ele a observou, observou enquanto ela ondulava e gemia


enquanto brincava. Ele não conseguia esconder sua excitação, seus olhos brilhando, sua pele corada. Ela podia sentir o cheiro de sua excitação e queria um sabor. “Oops,” ela grunhiu isso em voz alta. — Não prefere que eu termine de agradar você? — Ele perguntou, empurrando para longe do espelho, seus dedos enfiando os botões através dos buracos, revelando a pele de seu peito. — Tocar e provar você me agrada. — Mas eu não tinha terminado. — Seus dedos fantasmagóricos penetraram nela, profundamente e empurrando contra seu doce ponto. Ela ofegou, seu canal apertando... nada. — Eu preciso de você, docinho. Eu quero o seu eu verdadeiro, me tocando. O verdadeiro você, me fodendo. E, sim, estou implorando. — Não até que nós lavemos o cheiro da morte da nossa pele. — Ele flutuou ela até o chuveiro e seguiu. A enorme bancada tinha jatos numerosos em ambos os lados, eles atiraram água que começaram frios, atraindo um grito que se transformou em um ronronar de felicidade quando a água imediatamente aqueceu. Ele tinha liberado seu aperto fantasmagórico dela, para que ela pudesse levantar seu rosto para o spray e deixá-lo rolar para baixo seu corpo, lavar entre seus seios.


Mãos reais, segurando o sabão escorregadio, perfumado com ervas, deslizaram sobre sua pele. — Isso é melhor? — Ele perguntou. Ela roubou a barra de sabonete para que ela pudesse acariciá-la sobre sua carne, músculos duros, sulcos tonificados. Ela poderia ter zumbido de prazer. — Isso é o que eu gosto. Mãos, docinho. Mãos... — ela agarrou seu pau escorregadio —... tocando. — Ela deu uma fricção. E depois um puxão. O sentia tão grande em sua mão, grande, grosso e tão pronto. No entanto, ela queria brincar. Ele ganharia um prêmio por seu papel hoje. Mais rápido e mais rápido, ela o acariciava, podia sentir seu pênis pulsando em sua mão, tremendo na borda. Tony sempre tentava ser tão calmo e controlado, mas com ela, sabia como fazê-lo perder. Ele resmungou. — Você vai me fazer gozar se você não parar. Sua resposta. — Bom.


í Gaston

“Bom?” Ele estava prestes a gozar como um garoto inexperiente e ela pensava que estava tudo bem? De jeito nenhum. Hora de lembrar quem dominava aqui. Ele a girou até que suas mãos se apoiaram contra a parede do chuveiro. Ele agarrou-a pelos quadris e inclinou-se para perto, seus lábios beijando sua nuca quando ele esfregou contra sua parte traseira. — Não é bom, chaton. Por uma vez eu quero toda a experiência. Não apenas as caricias rápidas. Ou prazeres rápidos. Eu quero saborear seu gosto, sentir você gozar na minha língua. E então, eu quero que você goze no meu pau. — Você diz as coisas mais quentes. Mas isso parece um pouco injusto. Eu quero ter você na minha boca também. Ainda não tive um gosto. — Eu sei como podemos obter o que queremos. Você confia em mim? — Com a minha vida.


Uma vida que brilhava tão intensamente dentro dela quando estavam juntos. Ela o puxou como um farol no nevoeiro, tão viva e brilhante que até dispersou as sombras em sua alma. Um suave guincho a deixou enquanto a manipulava mais uma vez com poder, lançando-a de cabeça para baixo e pairando nela apenas na altura certa. — Se eu cair, eu vou te matar. — ela exclamou. — Se você cair, eu me mataria primeiro. Nunca tenha medo comigo. Eu sempre vou mantê-la segura. — E satisfeita. Ele a colocou de cabeça para baixo por uma razão. Essa razão envolvia ela deslizando os lábios sobre o seu eixo, o que provocou um gemido, que retumbou passando de seus lábios e contra o seu sexo, quando ele colocou a boca sobre ela. Em seu mundo, era conhecido como um aéreo sessenta e nove, deu a manobrabilidade mais incrível. Ele podia segurar suas coxas, espalhálas e lambê-la até o conteúdo do seu coração. Enquanto ela, queridos deuses fodidos em que ele não acreditava, ela poderia chupar. Ela chupou tão forte que quase gozou, quase deu o que ela queria. Ele poderia ter perdido seu coração para ela, mas não falharia quando fosse agradável. Seus quadris empurraram no tempo para sua poderosa sucção enquanto ele saboreava a doçura de seu sexo. Ele lambeu entre seus lábios, provando seu néctar, sentindo a excitação inflamada e tremores ligeiros balançando-a.


A distração de sua boca em torno dele provou o distrair. Enquanto ele a lambeu, ela o chupou, um 69 sujo, que o trouxe tão perto da libertação. No entanto, não era assim que ele queria que as coisas terminassem. Ele queria estar dentro dela e por mais de um minuto. Não seria rápido desta vez. Era uma coisa para reivindicá-la e outro para gerenciar. Ela o excitava demais. Usando sua magia, ele a virou, a mantendo parada no ar, logo acima de seu pênis. — Você está me manipulando. — ela exclamou sem calor real, seus olhos mal abertos, sua paixão mantendo as pálpebras pesadas. — Eu não sou o cara bom, chaton. — Graças a Deus, porque o mal é muito mais divertido. — Ela estendeu a mão para ele, agarrando seu pau e puxando-o para ela. — Agora me foda. Me foda forte. Como ele adorava quando falava sujo. Adorava ainda mais fazer coisas sujas com ela. Ele a agarrou pela cintura e puxou-a forte contra ele, empurrando a ponta de seu eixo para além de seus lábios lisos, empurrando em seu sexo apertado e inchado. Ele saboreou cada centímetro de calor e carne pulsando em torno dele. As coisas começaram devagar. Ele queria saboreá-la. Ela não queria nada disso. O agarrou e grunhiu: — Me dê isso.


Ele começou a fodê-la, batendo nela, cada vez com mais força. Mais rápido e mais rápido, sentindo-a responder. Sentindo seu corpo tremer e sacudir, em seguida, tensa quando ela gritou e se despedaçou. E ele gozou com ela. Seu vínculo apertado significava que sentia seu prazer como ela sentia o dele, estavam tão confusos que quando um gozou o outro também, a força dele poderosa. Tão poderoso que havia rachaduras no azulejo quando eles terminaram. Ele não se importava. Iria manter um reparador de azulejos, para os reparos se precisasse, porque já não podia esperar para levá-la novamente. — Isso foi muito legal. — ela disse com um suspiro feliz. Ela se agarrou a ele com força, sua respiração pesada, seu peso em seus braços apenas o certo. — Vamos quebrar as coisas, todas as vezes que fizermos sexo? — Possivelmente. — Legal. Eu sempre quis conhecer um homem que pudesse fazer o chão se mover. “Amabo te in perpetuum”. Ele ficou quieto. — O que você disse? — “Amabo te in perpetuum.” Eu te amarei para sempre. Não é isso que você me disse em nosso sonho? — Você estava realmente lá e nunca disse nada durante todo este tempo? — Explicou sua conexão próxima.


Ela sorriu. — Como se eu fizesse isso fácil. — Eu te amarei para sempre. Esperei uma vida inteira para te encontrar. Minha combinação perfeita. Minha alma gêmea. E até a morte não os separaria. Ele se certificaria disso.


í

Reba O Cadelas Vadias se tornou uma sensação da Internet durante a noite. O vídeo de luta contra os zumbis tornou-se viral, as pessoas estavam extasiados com as suas habilidades de combate, mas o CGI e efeitos especiais. As leoas estavam em êxtase. Arik estava lívido. — Como você pode deixá-las gravar esse vídeo? — Não é como se eles vissem o que nós éramos ou quem éramos. — Na verdade, assim como um livro de quadrinhos, o uso de uma máscara e um bodysuit cegou todos para quem elas eram. De fato, sua identidade mascarada tornava-as apenas mais desejáveis. Embora todos tenham seus nomes trocados. O P de Reba se tornou Perky. O S de Luna se transformou em Sassy – o que a fez grunhir. As outras garotas também tinham apelidos, alguns melhores do que os outros. Quanto a Gaston, seu rosto estava embaçado, ele ficou conhecido como o Sorcerer, o nome mais legal de todos eles, o que também deixou Arik ainda mais lívido. Parecia que o bando alfa e os meninos foram apanhados pelos policiais, acelerando em seu caminho para o cemitério, passaram algumas horas na delegacia sendo acusados de condução imprudente.


Esse pequeno favor custou as cadelas, mas valeu a pena não compartilhar a diversão com os caras. E a diversão não parou com o cemitério. Parecia que Gaston vivia uma vida mais interessante do que o esperado, ou então Reba descobriu quando ele a levou de volta à Europa para visitar uma de suas propriedades escondidas. Alguém tinha um título e um castelo. — Você pode me chamar de sua senhora. — disse ela a sua equipe durante uma chamada de vídeo ao vivo de uma de suas quatro salas de estar. Suas cadelas estavam tão ciumentas. O novo papel que ela desempenhava significava que tinha que atualizar seu armário. Ser a esposa de um necromante significava ter roupas para cada ocasião. — Eu sou um feiticeiro, não um vampiro. — ele comentou quando a viu vestida com seu vestido vermelho de renda, longo, até o chão, que encaixava em sua forma, com um decote preto. — Esta é a sua maneira de dizer que você não gosta do meu vestido? — Ela esfregou as mãos sobre o tecido, desnudando suas curvas. — Você percebe que estamos comparecendo ao jantar com alguns chefes de estado esta noite? — É por isso que não estou usando calcinha. Acho que devemos ter tempo suficiente entre o prato principal e a sobremesa para escapar. — Ela jogou a Tony um sorriso tímido com uma pitada de perverso.


— Como é que eu já vivi sem você? Por causa de sua conexão, ela ouviu a resposta à sua própria pergunta. “Antes de você, eu não vivi. Você é minha vida.” Assim como ele era a razão dela para atacar. Rawr.


Jean François — Eu preciso que você entregue algo com segurança. — Essa foi a única instrução que o chefe deu a Jean François, além de lhe dizer para esperar na pista de pouso. E espere. Se Jean fosse um homem menos paciente, ele teria partido, mas o chefe pagava por seus pacotes de dados de seu telefone celular, então ele se contentou e assistiu a um episódio de Breaking Bad na Netflix. O

carro

esporte,

um

vermelho

cereja

brilhante,

que

surpreendentemente não veio com uma trilha de carros de polícia gritando, deslizou a uma parada fora do avião. Uma ruiva curvilínea em uma roupa que não deveria nunca ver a luz do dia, estalou fora dele, segurando uma caixa. Finalmente. O pacote da entrega. Estava na hora. — Eu levo isso. — Estendeu uma mão para ele. — Você não é apenas um cara bonito. Obrigada. — Ela sorriu quando entregou a ele. Seus braços caíram ao peso. — Que diabos está nessa coisa? Rochas? Um cadáver? — Nunca se sabia com seu chefe.


— Eu não posso te dizer. É um segredo. Tudo o que posso dizer, é que é necessário. — Necessário para quê? — Ele perguntou enquanto saltava para o conjunto exterior de escadas que levavam até a porta aberta do avião. — Vamos precisar disso para nossa viagem aos trópicos. Nossa? — Nossa? — Gaston não lhe disse? Você vem comigo. Ela era o pacote? — Deve haver algum engano. — Nenhum erro, querido. Depois de guardar essa caixa a bordo, não se esqueça de pegar minha bagagem no porta-malas. — Acho que houve um erro. Ninguém disse nada sobre uma viagem. — Certamente Gaston não o odiava tanto assim. Ele apostou que este era o trabalho da nova namorada do seu chefe. Enviá-lo para viajar com sua gata e animal de estimação. “Eu pareço um veterinário?” O felino em questão não parecia notar sua relutância. Ela parou na entrada do avião, um pé ainda no degrau superior, uma visão vibrante que atraiu seus olhos – e uma pinta vermelha de luz de uma mira de laser. Bang.

Profile for Priscila Vicentim

When a Lioness Pounces- Eve Langlais ( A Lion's Pride #06)  

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