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Entert@inment

Moda e Comportamento


Editorial Esta é a primeira edição da revista Entert@inment, uma revista de moda e comportamento mas acima de tudo, com muita atitude. Aqui você encontra os mais variados assuntos, polêmicas, tendências e curiosidades do mundo fashion.

Aprecie sem moderação. Priscila Carneiro da Cunha Editora

Ficha Técnica Direção / Edição Priscila Carneiro da Cunha

“As nossas dúvidas sao traidoras e fazemnos perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar .”

Projeto Gráfico e Direção de Arte Priscila Carneiro da Cunha Editora Chefe Priscila Carneiro da Cunha Fotografia Manuel Nobrega Thais Santos Daniela Araujo Administrativo Priscila Carneiro da Cunha Ruth Carneiro da Cunha Contatos priscilacunha85@gmail.com +55 (51) 9977.1187

Capa Priscila Carneiro da Cunha

ntert@inment

Moda e Comportamento

Colaboração Paulo Dam


Indice

Amsterdam, a Cidade das Bicicletas Saiba porque essas magrelas fazem tanto sucesso por lá pág. 5

Fitas Cassete Sim, elas podem estar voltando! pág. 12

Grife popular As marcas de luxo, agora, para todo público pág. 9

As vilas Saiba o impacto das sacolas plásticas no ambiente pág. 9

Das ruas para as vitrines Saiba mais sobre essa arte pág. 19


Foto: Ricardo Dan

Amsterdam, a Cidade das Bicicletas


Bela, transgressiva, vanguardista e movida a pedaladas, a milhares de pedaladas. Nao e por acaso que as cidades mais liberais, mais abertas e multiculturais do mundo, como Sao Francisco, Berlim e Copenhagem, possuem uma maior cultura “bicicleteira”. Para ser mais preciso, ha 550.000 “magrelas” rodando pela bela capital holandesa, toda cortada por canais, a Veneza do norte. E para nos, chegar pedalando, ja no inicio do inverno, sob durissimas condicoes climaticas a esta cidade teve um significado todo especial. Uma das melhores recompensas foi a de poder pedalar por uma bela cidade com Amsterdam, sem a tipica “avalanche” de carros que todos os dias varrem as capitais europeias. E isto ganha mais importancia quando sabe-se que a Holanda possui uma das mais altas densidades demograficas da Europa. E os holandeses estam fazendo muito bem a licao de casa, dando alto valor ao pouco espaco que possuem, e ao meio ambiente consequentemente. Cerca de 37% de todo o trafego na cidade de Amsterdam (inclui-se ai car-

ros, pedestres, bicicletas, meios de transporte publico) e formado por bicicletas. E isto e facilmente percebido quando se pedala pela cidade. A “duas rodas” mais amiga, saudavel e ecologica ja inventada tem toda a preferencia. Pode parecer engracado mais muitas vezes tivemos a sensacao de que os motoristas dos carros sentem-se como intrusos, sufocados, em meio as milhares de bicicletas que circulam todos dias.

“ Pode parecer engracado mais muitas vezes tivemos a sensacao de que os motoristas dos carros sentem-se como intrusos “ Entretanto o Departamento de Infraestrura Trafica e Transporte, enfrenta atualmente dois grandes problemas. O primeiro diz respei-

Foto: Ricardo Dan

Amsterdam, a Cidade das Bicicletas


Foto: Ricardo Dan

to ao roubo. Atualmente mais de 750.000 bicicletas sao roubadas todos os anos na Holanda, de um total estimado de 7 milhoes, ou seja, cerca de 10% dos bicicleteiros ficam sem suas magrelas todos os anos. Segundo, o numero cada vez menor de jovens que optam pela bicicleta como meio de transporte. E isto acaba sendo muito importante, pois os jovens de hoje seram os pais do futuro. Na pratica filhos que crescem vendo os pais pedalando diarimente tem um propecao maior a fazerem parte da futura geracao de usuarios assiduos da bicicleta. Algo que tambem chama muita atencao em Amsterdam e a quantidade de bicicletas “personalizadas”. Tipo “harley”, com flores, altas, compridas, bicicletas com assentos, pintadas das mais diferentes cores e desenhos, refletindo assim o gosto e tambem a personalidade do dono. Impressionante tambem e a quantidade de “reboques” para transporte de criancas e objetos. Digamos que a bicicleta e realmente usada com um meio de transporte, comparada aos carros por exemplo, so que com

a grande vantagem de nao poluir o meio ambiente. E quem pensa que ela e usada somente no verão e nos dias ensolarados esta redondamente enganado. Faca frio o faca sol, la estao eles, os bicicleteiros todos os dias, pedalando, pedalando… Amsterdam, das bicicletas, pessoas e culturas diferentes. E seguindo esta tendencia, fomos calorosamente hospedados por Veyse, um decendente de turcos que reflete perfeitamente o caleidocospio de racas que formam a bela capital holandesa. Em poucos instantes em sua casa, perecebemos rapidamente que a hospitalidade singular encontrada em nossa viagem na Turquia, havia voltado. E, sem duvidas, sentimos uma ponta de nostalgia, de saudade, da nossa bela e saudosa Turquia. Na partida, as palavras fizeram falta, como em inumeras ocasioes na Turquia. Um sentimento de carinho, de afeto verdadeiro, que mais uma vez deu-nos animo para seguirmos nossa “fria” pedalada ate Paris. Celia Santos


Grife popular O serviço de aluguel de bolsas é feito pela internet, e já existe até lista de espera para alguns modelos que apareceram em revistas de moda nas mãos de grandes celebridades.

Nos últimos três anos nos Estado Unidos e mais recentemente na Europa tem surgido uma moda interessante... É o aluguel de bolsas de grifes de luxo!!!! Sim... agora qualquer pobre mortal pode desfilar por aí com a sua bolsa Gucci, Prada, Chanel, Hermès, Dior, Gucci ou Louis Vuitton, sem precisar Nos últimos 4 meses vários sites ter uma recheada conta bancária. foram criados na França apresentado resultados bastante rentáveis, a empresária responsável pelo primeiro site no país disse que esperava um retorno após o primeiro ano de serviço, mas que surpreendentemente viu suas cifras aumentarem nos 2 primeiros meses. O site francês Sacdeluxe possibilita descontos para assinantes, com uma mensalidade de R$ 123 por ano, mas é possível alugar as bolsas sem precisar pagar a taxa de assinatiura.

Se teorias concordam que o novo luxo está nos prazeres simples, ou que o consumo de luxo atualmente é muito mais hedonista do que simplesmente status, o fato é que ainda existe muita gente dando valor a grandes marcas de prestígio e que são capazes de pagar até 250 euros pelo aluguel de uma bolsa que apareceu desfilando entre celebridades... narcisista ou prazer pelo staCom cerca de 150 modelos de tus o luxo está se democratizando.... Texto: Juliana Laguna Fotos: Mauricio Cardoso grifes de prestígio, os valores variam de 20 euros por duas semanas aluguel, sendo as bolsas mais alugadas em média 80 euros. Ícones de luxo chegam a custar cerca de 250 euros por duas semanas de aluguel. As consumidoras destes serviços estão na faixa etária de 20 a 35 anos que querem acompanhar a moda sem precisar gastar muito.


6 dicas para tirar fotograf ias de moda muito fashion Ser fotógrafo de moda é entrar num mundo de beleza, tendências e glamour – como captar tudo isso numa única imagem? Descubra e lance-se no mundo da fotografia fashion.

Conhecer o meio. Tirar fotografias de moda cuja primeira impressão é ar-

rasadora, implica muito mais do que fazer bons retratos – é preciso conhecer o meio, ou seja, estar a par do mundo da moda através de revistas e livros, conhecer as tendências em vestuário, calçado, acessórios, maquilhagem e cabelo. Coleccionar imagens inspiradoras é uma boa forma de fazer o trabalho de casa, antes de passar para de trás da máquina. Durante as sessões, troque ideias com os cabeleireiros, estilistas, maquilhadores e até com os próprios modelos – faz parte do processo criativo e será essencial para o trabalho final.

Contato visual. O poder de um olhar pode ser tudo numa fotografia e o

suficiente para prender os olhos de quem vê. Experimente cada uma destas técnicas para conseguir fotografias de onde é difícil desviar o olhar: captar o modelo a olhar directamente para a máquina é muito poderoso, mas fotografá-lo a olhar para algo que a câmara não captou também é sedutor. No caso de fotografar vários modelos, faça questão que estes mantenham contacto visual entre eles… é uma forma interessante de começar a contar uma história.

Foto: Renata adurbal Modelo: Claudia Schiffer

“Se a expressao for sempre a mesma, um editorial de moda depressa passa de espectacular a “espera-lá-que-vou-mudar-de-página”.


Criatividade fotográfica. A moda e a fotografia são duas artes que, em

conjunto, podem ser uma explosão de criatividade e um verdadeiro delírio visual. Para conseguir esse factor surpreendente, é preciso pensar “fora da caixa”, ou seja, brincar com todas as regras da fotografia. Experimente com composições diferentes (quem diz que todas as imagens têm de ser centradas?), com ângulos distintos e com mais ou menos iluminação, para ambientes naturais ou dramáticos.

Adeus estúdio. Livre-se das quatro paredes do estúdio e fotografe

a modelo no meio de uma rua movimentada, num jardim, parque infantil ou na praia… sim, mesmo que esteja com um vestido cocktail de seda e stilettos de 10 cm. Não consegue visualizar a beleza e a originalidade desse contraste? Procure cenários diferentes, defina um tema com adereços próprios para poder contar, através de imagens, uma história que ninguém quer perder.

Emoções à flor da pele. Um modelo bonito será sempre um modelo

bonito, mas se a expressão for sempre a mesma, um editorial de moda depressa passa de espectacular a “espera-lá-que-vou-mudar-de-página”. Injecte um pouco de humanismo nas fotografias de moda e peça ao modelo para chorar, rir ou gritar de raiva… ninguém vai conseguir resistir a imagens como essas.

“Procure cenários diferentes, defina um tema com adereços próprios” Sem contar. Nunca largue a máquina fotográfica, principalmente nos minutos de pausa quando o modelo retoca o cabelo, coloca batom, pega no telemóvel, ajusta a écharpe ou a tira das sandálias… este tipo de imagem mais cândida e inesperada resulta quase sempre, revelando momentos privados e sexy que todos adoram ver! Carla Moura

Foto: Romulo Nascimento Modelo: Victoria Beckham


O chiado é indiscutível, ela não é fácil de ser encontrada no mercado, sua durabilidade é bastante contestada e o tempo de execução do modelo mais utilizado não ultrapassa os 60 minutos. Contra todas as possibilidades, na era da música digital, a fita cassete vem ganhando uma sobrevida. Pelo menos por ora, não na mesma proporção do vinil. Mesmo assim, as fitinhas não são mais encaradas como mortas-vivas no meio independente. E o que é mais curioso, elas ressurgem por meio de pessoas que não necessariamente fazem parte do grupo de nostálgicos do velho tape. No exterior há vários selos independentes que voltaram a adotar as fitinhas. No Brasil, a iniciativa ainda dá os passos iniciais. Nessa semana, o recém-criado selo juiz-forano Pug

Foto: Ricardo Dan

Fita Cassete

pugrecords.com) e em K7, que vai trazer faixas bônus, um diferencial para quem comprar a fitinha.

“Hoje em dia, a fita cassete serve como objeto de arte, de coleção, e tem imagem muito presente no design e na moda. Nossas fitas são artesanais, têm tiragem limitada e são para quem deseja ter algo nas mãos”, comenta Eduardo Vasconcelos, que criou o selo ao lado dos amigos André Medeiros e Amanda Dias, todos na casa dos 20 e poucos anos. Mesmo sendo de uma geração Records – se não o único, um dos que cresceu na era do CD, eles têm poucos do gênero a se debruçar no sua coleção de fitas em casa, “coisa formato – promove seu primeiro lan- de colecionador”, como diz Eduardo. çamento, Eu eu mesmo e os vários beijos cafeinados, da banda flumi- Na coleção dele, a maior parte das nense Coloração Desbotada. De- bandas nacionais vêm do carioca pois desse, tem dois outros cassetes Midsummer Madness, um dos mais engatados, Top Surprise e duplo- tradicionais selos do rock independeck, ambos grupos de Juiz de Fora. dente nacional, que, a partir de O Pug Records nasceu para lançar 1991, lançou uma série de bandas música em dois formatos: em arqui- no formato cassete. A produção em vos MP3 (download gratuito no site fita durou até 2000. Retornou em forma de projeto especial em 2008, com a compilação Fim de século. “Tinha uma coleção de fitas demo que saíram na década de 1990 com músicas de Raimundos, Pato Fu, Graforreia Xilarmônica e bandas menos conhecidas. A princípio a coletânea seria lançada somente on-line mas daí resolvemos fazer uma edição superlimitada em fitas”, conta Rodrigo Lariú, dono do Midsummer.

“ No exterior há vários selos independentes que voltaram a adotar as f itinhas. ”

“ Hoje em dia, a f ita cassete serve como objeto de arte, de colecao, e tem imagem muito presente no design e na moda. “ Na época, ele gravou 50 cassetes na mão. Isso ocorreu porque, a exemplo do vinil, que somente neste ano voltou a ter uma produção nacional com a reativação da Polysom, já há algum tempo não existe uma fábrica de fitas cassete no país. Ou seja, para a produção, ou ela tem que ser realizada no exterior ou de forma artesanal mesmo. Na impossibilidade de continuar lançando as fitinhas, Lariú vem disponibilizado, na medida do possível, todo o acervo em K7 de forma digital no site mmrecords.com.br. “Existem bandas que não conseguiram lançar CD, só fita demo, então tenho guardadas coisas maravilhosas”, acrescenta. Cintia Arten


Se há algumas temporadas as referências aos anos 80 imperavam nas coleções de moda, este verão já vem trazendo as influências da década de 90, e uma delas é a denim mania – uma obsessão pelo jeans. Já no verão passado, já víamos jaquetas e camisas feitas do material, além de looks double denim. No verão 2011 essa tendência continua e se reforça, e essa mania ganha agora mais um item: o vestido jeans. Com certeza você se lembrou daqueles modelos muito usados nos anos 90, não é mesmo? Mas não se preocupe! Apesar da referência vir diretamente dessa década, os vestidos jeans do verão 2011 são bem diferentes; as modelagens são super atuais, assim como as lavagens e o beneficiamento do material.

Em geral, o vestido jeans da temporada vêm numa pegada mais sexy, com modelagens ajustadas ao corpo e comprimentos curtos. Os decotes tomara-que-caia predominam no modelo. No entanto, também aparecem versões mais girlie, com babados, saias evasê e cinturas marcadas. Ainda aparecem vestidos com saia tulipa, e modelos estilo chemisier. Nesse caso, vale até apostar em camisas jeans mais compridas e usar como vestido, marcando a cintura com um cinto mais fino.

Foto: Bianca Borges

Foto: Bianca Borges

Definitivamente, as temperaturas já começaram a subir, e as coleções de primavera verão 2010 2011 já estão nas vitrines das lojas; chega a hora de investir nos looks de verão e nas peças-chave da temporada! Não tem jeito: a peça preferida das mulheres nos meses de calor é o vestido – para o dia e para a noite. Sem dúvidas é o item mais feminino e versátil do guarda roupa de verão. No verão 2011 não poderia ser diferente – o vestido continua sendo o queridinho, e aparece novas versões.

Foto: Bianca Borges

Tendencinha


Foto: Bianca Borges

jeans

Foto: Bianca Borges

Além das modelagens modernas, os acabamentos também seguem as tendências da moda. Os vestidos jeans do verão 2011 aparecem em lavagens clarinhas, próximas ao delavê, passando pelo blue jeans até chegar aos denins mais escuros, apenas amaciados. Alguns modelos aparecem com desbotados discretos, aplicações e bordados. Recortes e pregas também dão um pouco mais de charme à peça.

O vestido jeans pode ser extremamente versátil; em suas versões mais básicas, combinado com acessórios despojados e coloridos, é perfeito para usar durante o dia; com item mais sofisticados, pode ser usado na balada sem medo, bem como os modelos com modelagens mais trabalhadas e acabamentos diferenciados. Ele também pode se adaptar a qualquer estilo, basta criatividade. Gostou? Não perca tempo e escolha o seu para aproveitar o próximo verão com um look moderno e versátil! Paula Magnus


ada vez mais encontramos por aí garotas que andam de skate e fazem isso tão bem – ou até melhor – que os garotos. Mas ainda existe aquela ideia de que meninas skatistas não são femininas ou que elas não têm tanta facilidade quanto os garotos.

Foto: Romero Atheu

A gente bateu um papo com a skatista Alessandra Vieira, 24 anos de idade e 10 de skate, que além de ser uma ótima atleta, inclusive patrocinada, ensina garotas de todas as idades a começarem no esporte. A gata ainda é formada em Educação Física na área escolar e cursa o último ano do curso para atuar em outras áreas.

Com quem você andava? Alessandra Vieira: Eu andava com meus amigos – Leandrinho, Pedro e Fernandinha -, pessoas que nunca vou esquecer. Hoje, cada um seguiu seu rumo com trabalho e estudo, eu fui a única da galera que continuou a andar de skate. Qual a reação dos meninos ao te verem andando? Alessandra Vieira: Sempre foi de surpresa e até hoje, por eu ter um nível legal, muitos acham demais e diferente. Algo fora do comum, pois

Foto: Romero Atheu

Meninas Skatistas


Você teve apoio? Alessandra Vieira: No começo foi muito difícil por causa da minha família, o skate era visto como coisa de vagabundo e drogado, mas hoje houve muitas mudanças positivas que melhoraram a “cara” do skate. Eles tinham uma ideia de que eu fosse a princesinha da família. Imagine essa princesinha vestindo calças masculinas e regata, tingindo o cabelo de cores coloridas, usando correntes e andando de skate. Nossa! Isso era loucura para eles. Mas a roupa não tinha nada a ver com o skate. Era apenas um estilo, mas, para eles, o causador da mudança era o skate. Hoje, todos me apoiam muito e sentem orgulho de mim.

Foto: Romero Atheu

o skate feminino ainda está engatinhando aqui no Brasil. Em relação aos meninos, muitos apoiam e respeitam o skate feminino. Tanto que eles me incentivam a correr campeonatos.

Quando você notou que era boa no esporte? Alessandra Vieira: A partir do momento que eu me apaixonei pelo “carrinho”, e quando comecei a correr campeonatos, a evoluir e me dedicar às manobras. Quando você sente amor pelo que faz, é tudo mais fácil. Hoje você ensina garotas a andarem de skate, como descobriu que seria boa nisso? Alessandra Vieira: Eu gosto de lidar com o público e ainda juntando o skate, maravilhoso. Onde eu aprendi ou aperfeiçoei esse dom foi trabalhando no Esporte Clube Pinheiros, na pista de skate. Fiquei lá uns 10 meses como instrutora e saí de lá para ministrar aulas em colégios particulares e como personal de skate. Meus alunos que iniciam no skate aprendem a andar sem cair e sem se machucar. Pra eles isso é maravilhoso, uma superação de autocontrole. Quais as maiores dificuldades das meninas? Alessandra Vieira: As meninas são mais receosas do que os meninos em relação a se jogar nas manobras. Hoje, a faixa etária para começar a andar de skate com as meninas é bem menor, eu comecei muito tarde, atualmente a média de idade são os seis anos; por ter um incentivo maior dos pais. E hoje, na minha idade apenas continua no skate aquelas que correm muito atrás, não esperam cair do céu, pois passou dos 18 ou 19 anos, a ga-

rota tem outras responsabilidades e prioridades, como trabalhar e estudar, já que aqui no Brasil não dá pra viver só do skate. Eu me sinto uma mulher privilegiada, pois desde os 15 trabalho e hoje sou formada em Educação Física, tenho muito mais oportunidades até para trabalhar com o skate. Ricardo Manga


Foto: Tamaz rudi

Das ruas para as vitrines


A bonequinha de traços orientais e cabelo esvoaçante espalhou-se de muro em muro. Hoje, é um fenômeno de marketing. Criada pelo grafiteiro Tomaz Viana, o “Toz”, 30 anos, a boneca Niña já decora apartamentos à beira-mar, ilustra camisetas e virou obra de arte à venda na Galeria Haus Contemporânea. Não é caso isolado.

Foto: Romero Atheu

Nos últimos anos, o grafite carioca vem extrapolando os limites dos muros, ganhou status e tornou-se objeto de consumo de adolescentes e jovens. “O grafite virou uma estética”, diz Carlos Esquivel, 27 anos, o “Acme”, veterano na tinta spray. Exemplos não faltam. Na sofisticada loja Clube Chocolate, chamam atenção as estampas que o grafiteiro Mateu Velasco, o “TM1”, 26 anos, criou para a estilista Adriana Barra. Na mostra Artefacto do ano passado, o arquiteto Geraldo Lamego projetou um home theater em que se destacava uma parede coberta pelo grafite abstrato de Ismael Vagner de Lima, 26 anos, o “Smael”. No circuito das artes plásticas, telas de grafiteiros cariocas (Toz e Smael entre eles) chegam a valer 10.000 reais. A estética do spray fascina tanto jovens moradores do subúrbio e de comunidades carentes quanto da Zona Sul. O grupo Flesh Beck Crew, do qual Toz faz parte, talvez seja o exemplo mais bem-sucedido de que o grafite ganhou status. Colegas de faculdade, os integrantes originais se conheceram em 1998, quando estudavam desenho industrial na UniverCidade. O grupo fundou o próprio estúdio de design, o Motim. Depois de fazer projetos para a Coca-Cola, a Blue Man e a H.Stern, decidiu criar uma grife, que estreou com elogiado desfile no Rio Moda Hype, evento do Fashion Rio destinado aos novos talentos.

O poder de fogo da turma seria confirmado a seguir. Para decorar a loja, Bruno Bogossian, o “BR”, e Toz pintaram pequenos objetos, telas e as caixas de papelão das latas de spray. “Era só decoração. A gente não pensava em ganhar dinheiro com aquilo, mas as pessoas começaram a querer comprar”, lembra Bruno. Um dos compradores foi o cantor Lulu Santos. A atriz Vera Holtz também aprovou o traço da turma. Levou uma cadeira para o grupo pintar. Foto: Romero Atheu

Foto: Romero Atheu

Das ruas para as vitrines

Tanta projeção reduziu o estigma, sem dúvida, mas não livrou o grafite da pecha de vandalismo. Muita gente ainda confunde os coloridos desenhos que decoram muros, viadutos e fachadas com pichação. Que fique claro: a pichação tem por objetivo emporcalhar o patrimônio e dar publicidade à assinatura do vândalo. É prática clandestina, que ocorre na calada da


“ Um dos compradores foi o cantor Lulu Santos. ”

Foto: Romero Atheu

O grafite começou a ter projeção no Rio nos anos 90. Ganhou força no município de São Gonçalo e em favelas e bairros do subúrbio do Rio. Acme, com Fábio Ema, é um dos veteranos dessa primeira geração, uma referência para quem desponta agora e tem um olho na parede e outro nas múltiplas aplicações da técnica em design e moda. Cria do Pavão-Pavãozinho, autodidata, Acme já fez capa de disco, cartazes para festas, cenários, ilustrações. Também dá aulas de grafite e ainda encontra tempo para pintar nos becos

da favela onde mora. Diferentemente dos primeiros tempos, quando os artistas do spray torciam o nariz para suportes tradicionais como a tela e o emprego de técnicas variadas, Acme acha que o grafite pode comportar tudo. “Grafite é uma atitude”, afirma ele, o primeiro grafiteiro a entrar para o time de artistas da Haus. Na época da inauguração da galeria, o dono, Marcus Aurelius de Macedo Soares, viu fotos do trabalho de Acme e ficou encantado. Encomendou dez telas ao grafiteiro, que foram expostas na primeira mostra da galeria. O grafite começou a ter projeção no Rio nos anos 90. Ganhou força no município de São Gonçalo e em favelas e bairros do subúrbio do Rio. Acme, com Fábio Ema, é um dos veteranos dessa primeira geração, uma referência para quem desponta agora e tem um olho na parede e outro nas múltiplas aplicações da técnica em design e moda. Cria do PavãoPavãozinho, autodidata, Acme já fez capa de disco, cartazes para festas, cenários, ilustrações. Também dá aulas de grafite e ainda encontra tempo para pintar nos becos da favela onde mora.

Foto: Romero Atheu

noite. O grafite, em vez disso, busca a beleza. É um trabalho delicado, que consome horas de dedicação. Usa a luz do dia e procura por espaços deteriorados, que quase sempre se revitalizam após os primeiros espirros de tinta. Muitos donos de muros concordam com a pintura. E há cada vez mais cariocas simpáticos ao assunto. “Hoje em dia, até policial vem dar os parabéns, fica olhando enquanto a gente pinta, elogia. Muitos já diferenciam o grafite da pichação”, diz Maíra Botelho, 21 anos, a “Ira”, integrante do único grupo da cidade formado apenas por meninas grafiteiras – a TPM Crew. “O que era político virou artístico”, comenta Toz.

Diferentemente dos primeiros tempos, quando os artistas do spray torciam o nariz para suportes tradicionais como a tela e o emprego de técnicas variadas, Acme acha que o grafite pode comportar tudo. “Grafite é uma atitude”, afirma ele, o primeiro grafiteiro a entrar para o time de artistas da Haus. Na época da inauguração da galeria, o dono, Marcus Aurelius de Macedo Soares, viu fotos do trabalho de Acme e ficou encantado. Encomendou dez telas ao grafiteiro, que foram expostas na primeira mostra da galeria.


“ Foi Acme quem convidou Smael a exibir seu trabalho para o dono da Haus. “

Foto: Romero Atheu

Smael começou a se interessar pelo grafite na época em que freqüentava a festa hip hop Zoeira, na Sinuca da Lapa, nos anos 90. Voltou a desenhar, coisa que não fazia desde a infância, e em 1999 grafitou sua primeira parede. Como queria fazer uma letra diferente, começou com caracteres japoneses. Depois, passou para os coreanos. Quando chegou ao português, suas letras já estavam tão deformadas que beiravam a abstração. “Foi um processo intuitivo. Agora estou estudando arte contemporânea e vou fazer um curso de história da arte no Parque Lage”, diz. A partir da exposição na Haus, seu trabalho foi selecionado para a Gemac, feira de arte contemporânea em Paris, e também foi ex-

posto na Holanda e na Bélgica. Além das pinturas, ele trabalha com moda. Faz estampas para camisetas da grife Reserva e planeja desenvolver uma linha própria, misturando pintura e bordados que ele mesmo faz. Além de pintar e bordar, Smael mantém a rotina de grafitar muros da cidade com os amigos da Santa Crew e da Nação Crew, as duas turmas de artistas das quais faz parte. “A grafitagem é o futebol do domingo”, diz.

Foto: Romero Atheu

Foto: Romero Atheu

Foi Acme quem convidou Smael a exibir seu trabalho para o dono da Haus. Smael, por sua vez, convidou “Piá” (ou Marcos Ribeiro, 31 anos) e depois Toz, ambos da Flesh Beck Crew. “Entre doze artistas que representamos, quatro são grafiteiros. Suas obras custam entre 2.000 e 10.000 reais e têm muito boa aceitação comercial”, diz o galerista. Foi Marcus Aurelius que fez a ponte entre Smael e o arquiteto Geraldo Lamego. “Até então, só se via grafite em quarto de criança e adolescente. E trata-se de uma técnica muito versátil, que pode ser usada com mais liberdade”, comenta Lamego.

O veterano Acme: “O grafite virou uma estética”

Lynn: grafiteira, modelo e aspirante a atriz

A busca por novas referências em contato com grafiteiros de outros países tem sido uma preocupação comum entre os artistas do spray. Os veteranos Fábio Ema e Acme estiveram na França no ano passado. Mateu Velasco, com cinco anos de grafite, também esteve lá. Em fevereiro, participou de três coletivas e uma individual. “Lá tem artista demais para muro de me-


passou três Carnavais ajudando a criar esculturas para o desfile da escola de samba Viradouro. Em 2001, com Fábio Ema, Akuma pintou a fachada do estúdio de Gilberto Gil, na Gávea, e fez pinturas durante um show do grupo Rappa. Desde então, muita coisa mudou na paisagem carioca. A arte nos muros vem atraindo cada vez mais adeptos, como Lynn Court, 21 anos, a “Noia”, moradora da Fonte da Saudade. “A sensação de pintar um muro é deliciosa. Você esquece de comer, esquece que tem casa”, diz a moça, que estuda desenho na PUC, trabalha em um curso de interpretação e ainda é modelo da agência 40 Graus.

Foto: Romero Atheu

Foto: Romero Atheu

nos. Nesse aspecto, o Rio é um paraíso”, conta ele, que foi ainda a Lisboa, onde pintou em favelas com artistas portugueses. Mateu é representante da nova geração do grafite. Criado em Laranjeiras, ex-aluno do Colégio São Vicente de Paulo, fez curso de desenho industrial na PUC. Foi na faculdade que se encantou com a técnica e fundou com colegas a El Ninho. Com o que aprendeu com o grafite, desenvolveu um estilo próprio de ilustração. Um de seus painéis foi escolhido para enfeitar o muro da Casa de Saúde São José, no Humaitá. Já pintou várias vitrines e fez cenário para a estilista Isabela Capeto. Os vestidos de Adriana Barra, para quem criou estampas em parceria com a artista Renata Americano, chegam a custar quase 2.500 reais.

Atualmente, não faltam vitrines para o grafite. Clivson da Silva, 24 anos, o “Akuma”, foi selecionado pelos Correios para ilustrar um selo da série Favela, lançada em março. Também colabora com cenógrafos, como Clivia Cohen, para quem fez bichos para ser usados no mais recente filme da turma do Casseta & Planeta. Apesar da pouca idade, Akuma é referência para a nova geração. Morador de Niterói, ele passou pela fase de pichador até começar a grafitar com Fábio Ema. Logo mostrou talento para lidar com o spray, criando efeitos de volume e tridimensionalidade. “Ele é um escultor do grafite”, elogia Smael. A qualidade foi acentuada depois que Akuma

Ela também dá aula de grafite para meninos de 10 a 15 anos em uma oficina montada na loja Addict – porque já existem fãs da arte de todas as faixas etárias, como João Victor de Souza, 5 anos, que tem um painel em seu quarto. “É muito mais legal do que uma parede branca”, festeja. “No começo, a gente ouvia: grafite é que nem mendigo. Tá na rua e ninguém quer ver”, lembra Toz. “Hoje em dia todo mundo quer fazer e usar.” Mateus Zuri


Vampiros dominando o mundo da moda

Foto: Tiago Abreu

Os vampiros tem virado febre mundial primeiro na literatura e no cinema, e agora toma o mundo da moda, com seu visual sedutor e levemente macabro. Depois do lançamento dos livros de Stephenie Meyer e do filme teen “Crepúsculo“, a moda vampira anda tomando proporções absurdas. E não é para menos; tem coisa mais sexy que um vampiro? Não é a toa que escolheram Brad Pitt e Tom Cruise como protagonistas do filme “Entrevista Com o Vampiro“.

Na Maquiagem Já a marca de cosméticos MAC apostou em uma coleção totalmente dark, com sombra, delineador, esmalte e até batom pretos! Se você gostou, a tendência é fácil de copiar; aposte em olhos esfumaNas Passarelas dos com sombra preta, azul marinE as grifes estão sabendo aproveitar muito bem essa mania vampira; a marca ho, cinza, ameixa e vinho. Nos lábios, Karen Walker bolou toda uma linha de óculos de sol inspirado em modelos você pode ir de nude, passando base vintage, com fotos bem sugestivas em sua campanha, onde as modelos por cima deles para se camuflarem com a pele pálida. estavam usando dentes de vampiro e viradas para o sol.

Pode também optar por lábios “manchados” de vermelho, com aquele aspecto de rubor natural (Para o efeito, a Revlon lançou o “Just Bitten“), ou ir pela vampira clássica, com lábios bem definidos em vermelho sangue (Versão de marca famosa: Ruby Woo ou Viva Glam, da MAC. Versão de farmácia: Carmim ou Ameixa, da Sheer).


Nas Telas E essa mania não fica só no mundo das grifes; “True Blood” é o novo seriado apaixonante por aí, que conta a história de uma garota mortal (mas que tem lá seus poderes sobrenaturais) que se apaixona por um… vampiro!

Para os que preferem filmes “sessão da tarde”, vá de “Os Garotos Perdidos” (1987), ou “Buffy – A Caça Vampiros” (Apesar de um filme pouco consagrado, deu origem à serie de TV, onde foi a primeira aparição de um vampiro bonzinho que caça outros da sua espécie – 1997).

Nos Livros

Foto: Anni Vargas

No cinema, temos agora a sequência “Lua Nova” da história de Stephenie Meyer (lança dia 20 de novembro aqui no Brasil), além das famosas (e um Você pode acompanhar histórias de amor teen parecidas com a de Bella pouco antigas) sequências de “Blade” e “Anjos da Noite“. e Edward em vários outras séries de romances, como “Vampire Kisses“, de Ellen Schreiber, “The Morganville Vampires“, de Rachel Caine, “A Casa da Noite“, de P. C. Cast e Kristin Cast, e “Sookie Stackhouse Series“, de Charlaine Harris (esse último sendo o livro em que o seriado True Blood foi inspirado). Para uma leitura um mais complexa, aposte nos livros de Anne Rice ou então no clássico “Drácula“, de Bram Stoker, leituras envolventes para valer.

Foto: Andre Piegas

Carla Maia

Buffy - A caca vampiros Gosta mais dos clássicos? Então aproveite para assistir “Drácula” (1931), “Nosferatu” (1922), “A Dança dos Vampiros” (1967) e “Fome de Viver” (Catherine Deneuve como vampira-mor, fazendo par com David Bowie! De 1983). “Deixe Ela Entrar“, um filme sueco de 2008, já promete ser um marco na história do cinema vampiresco também.

True Blood - Sookie e seu namorado vampiro


E mais uma vez as vilas sacolas plásticas Eu me pergunto quando vou ao mercado: será que realmente eu preciso dessas sacolas plásticas para carregar minhas compras até em casa e depois jogá-las fora? O percurso pode durar algum tempo, mas os danos ao meio ambiente podem ser para sempre. É por essa razão, que de uns tempos pra cá, levo a minha própria sacola, não plástica é claro, eu comprei de pano, uso várias vezes, é muito resistente, não me preocupo se vai rasgar, a exemplo de muita gente que utiliza umas três sacolas plásticas para embalar uma garrafa de refrigerante, com medo de rasgar no caminho. Enfim, é muito mais prático e consciente.

cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros. Estima-se que haja aproximadamente 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos, e claro, as irritantes sacolas plásticas.

“Sao produzidos anualmente cerca de 100 milhoes de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos”

fazendo compras do mesmo jeito. As pessoas me olham do tipo ” que interessante, está ajudando a natureza” e outras ” o que ela está fazendo? Porque não coloca as coisas na sacola de mercado e pronto?!” Bom, então irei apresentar alguns fatos:

Engraçado que antigamente, as pessoas usavam sua própra sacola ao fazerem compras, não porque necessariamente tinham uma consciência ecológica, mas não haviam criado uma necessidade tão intensa por sacolas plásticas como hoje em dia. Parece que ninguém mais sobreviverá sem elas. Eu continuo

São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, sendo considerada a maior concentração de lixo do mundo, com

De acordo com pesquisadores o lixo plástico tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. É como se fosse um monstro plástico vagando pelas águas, prejudicando toda fauna marítima. Ao passar pelo continente, só se vê praias cobertas de plástico e mais plástico.


O mais alarmante é que toda peça plástica que foi manufaturada desde a descoberta deste material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar dos oceanos. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico.

“No oceano pacíf ico há uma enorme camada f lutuante de plástico, sendo considerada a maior concentracao de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensao, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japao e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros.”

Segundo o PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes. Como a maioria dos plásticos tendem a flutuar e não bio-degradam, os animais marinhos os ingerem, confundindo com alimento, o que os leva à morte por engasgamento, inanição ou envenenamento.

Já pararam para pensar em quanto lixo nós produzimos? E quantas vidas animais e vegetais nós eliminados a cada instante? Será que somente nós seres humanos temos o direito de viver e de se alimentar bem? Será que é justo? Texto: Paulo Ricardo Fotos: Ruth Cunha


Vale a pena ver de novo: Tuf i Duek Para iniciar nossa seção nostalgia, escolhemos o nosso criador Tufi Duek que hoje é conhecido como um dos nomes mais importantes do cenário fashion nacional. Eu já tive a honra de trabalhar com ele e ouvir do próprio que construir este império não foi fácil. Jovem estilista, sem grana, resolveu vender seu carro para investir em um sonho... (devo confessar que lágrimas rolaram ao ouvir sua paixão por este começo, me deu uma vontade louca de sair e vender alguma coisa também, já que carro eu não tenho!).

Uma t-shirt com estampa de superherói foi a primeira peça a ganhar etiqueta Triton, em 1975. A partir dai a Triton virou referência de moda jovem em todo país. Em 1981, Tufi criou a FORUM virando então sua princesinha dos olhos (cá entre nós, passou a dar mais atenção a nova filha... e esta atenção especial à nova marca fez com que o nome de Tufi fosse associado somente a Forum!). Tufi não faz parte da nossa família, porém sua essência, sua paixão e O que vocês podem notar é que seu brilho permanecem. após sermos vendidos para o mais importante grupo de moda do país, a AMC, passamos a receber mais atenção, e esta atenção se resume

em LUCRO e crescimento da marca. Um exemplo disso é a nossa loja no shopping Leblon que obtem um dos maiores crescimentos da rede Triton. “Nas internas”, e o que apenas nós


sentimos com esta venda foi que crescer requer muita responsabilidade. Antes tínhamos mais tempo de vivermos a vida lá fora e comemorar a vida... A AMC nos trouxe o amadurecimento de perceber que precisamos ganhar dinheiro para aproveitar a vida depois. Amamos nossa AMC e agradecemos por toda esta atenção especial. Temos certeza de que entramos em uma nova fase... mas também sentimos falta do carinho de chefe do Tufi, da sua proximidade, das convenções para toodosss, dos desfiles que podíamos acompanhar, das compras que podíamos fazer, das inúmeras comemorações que fazíamos, dos coqueteis bafônicos, dos ESTOQUISTAS, do Leo Moura e

de diversas pessoas que não fazem mais parte desta fase linda que também se inicia. Sabemos que “time is money”, mas será que não poderíamos juntar tudo isso? Que fique bem claro:

Todos nós da Triton, Forum e Forum Tufi Duek estamos buscando resultados, nos especializando, nos adequando a novos procedimentos que chegam a todo momento e acreditando nesta nova fase, felizes com o crescimento das marcas e fazendo Tenho certeza de que o sucesso é inevitável e me sinto realmente honrada o diferencial para mostrarmos o por fazer parte do maior grupo de moda da América Latina. E aqui fica uma nosso valor. frase que aprendi na TF: "TUDO COMEÇA E TERMINA NAS PESSOAS"!

Texto:Thiago Amaro Fotos: Barbara Duarte


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