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2ºPan-americano e Open de Karatê apresenta a arte marcial como filosofia Nascido no Japão, o “caminho das mãos vazias” mescla elementos das artes marciais com princípios do respeito, autocontrole e não-agressividade. A partir do dia 03/07 todos os conceitos do Karatê-do serão colocados em pratica no Ginásio do Ibirapuera.

Em japonês, a palavra karatê significa “mãos vazias” (kara - vazia; te - mãos). De fato, o karatê é considerado uma arte de defesa pessoal sem armas em que são desferidos golpes e socos, muitos com a palma da mão estendida, além de chutes, joelhadas e cotoveladas. Difundida como esporte pelo mundo afora, o karatê é considerado pelos seus praticantes não só como um meio de aprimoramento físico como também uma forma de desenvolvimento mental e espiritual, tanto que ganha o acréscimo “do”, que significa “caminho”, daí muitos se referirem à prática como karatê-do. O karatê moderno nasceu no Japão na virada do século XIX para o XX, mas precisamente na região da ilha de Okinawa, situada no arquipélago de Ryukyu, ao sul do país. Porém, os primeiros registros desse tipo de luta remontam aos séculos XV e XVI, quando seguidos invasores estrangeiros restringiram o uso de armas pela população local, impulsionando a prática do karatê em sigilo. A posição geográfica de Okinawa também favorecia o intercâmbio com diversos povos do Extremo Oriente, e especula-se que foi da fusão dessas artes marciais locais com outras formas de lutas trazidas por comerciantes e mercadores chineses que nasceu o atual karatê. Com o tempo, se desenvolveram três estilos básicos de karatê: o Naha Te, o Shuri Te e o Tomari Te, nomeados de açodo com as cidades de onde se originaram. Um dos seus principais difusores foi o mestre Guichin Funakoshi, que nas décadas de 10 e 20 fez diversas apresentações públicas da modalidade pelo Japão. O karatê se difundiu então por escolas e universidades do país, que realizaram a primeira competição em 1950. Vinte anos


depois, foi disputado o primeiro campeonato mundial do esporte. O karatê ainda não faz parte dos Jogos Olímpicos, embora seja reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como modalidade olímpica desde 1999. Dentro do Brasil, um dos seus grandes difusores foi o mestre Sudamu Uriu. 2º Pan-americano Open de Karatê Basicamente, as competições de karatê geralmente se dividem em duas partes: o kumitê e o katá. O kumitê é a luta propriamente dita, em que os atletas se enfrentam em combates que duram de três minutos (para homens) a dois (para mulheres). O vencedor é o lutador que somar mais pontos, distribuídos de acordo com o grau de dificuldade dos golpes. Já no katá os competidores são avaliados por suas exibições de uma série de movimentos (livres e obrigatórios) de ataque e defesa contra um inimigo imaginário. As competições são divididas de acordo com o peso dos atletas. Quem gosta de karatê ou quiser aprender mais sobre a modalidade poderá conferir tudo isso durante os próximos dias 3 e 6 de julho, quando São Paulo sediará uma das maiores competições de karatê do mundo, o

2º Pan-americano Open International Championships

Wuko. O evento, organizado em conjunto pela World Union of Karate-Do Organizations (WUKO) e pela Confederação Brasileira de Karatê Interestilos (CBKI), promete contar com a participação de cerca de 800 atletas de 30 federações distintas, vindas de 23 países. Confira a programação: www.cbki.com.br

Data: 04/07 (sexta-feira) a 06/07 (domingo) Local: Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro Endereço: Rua Manoel da Nóbrega, 1361 Ibirapuera - São Paulo – SP Mais informações: www.cbki.com.br

Informações para a Imprensa: 1º Ponto Comunicação! 11.3589.6303

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A posição geográfica de Okinawa também favorecia o intercâmbio com diversos povos do Extremo Oriente, e especula-se que foi da fusão dessas...

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