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Claudia Bakker trabalhos selecionados -instalaçþes e outras sÊries selected works - installations and other series


A Via Láctea [Fotofilme] 2013 (detalhe de instalação 1996) Formato 16mm 9'58" The Milk Way [Photofilm] 2013 (installation detail 1996) 16mm 9'58" Format


"Um encontro entre poetas e pintores" - Vista da exposição / Galeria Anita Schwartz "A meeting between poets and painters" (2013) - View from exhibition at Anita Schwartz Gallery


Da série Fototextos - "Bairro Chinês" [composição] - Impressão s/ papel de algodão com intervenção em tinta acrílica (2013) 101x75cm From the series Phototexts - "Chinese Quarters" [composition] - Printed on cotton paper with acrylic intervention (2013) 101x75cm


Fototextos / "Composição 1" - Fotografia e outros materiais (2012) 101x165cm (aprox.) Phototexts / "Composition 1" - Photograph and other materials (2012) 101x165cm (approx.)


Apontamentos Destino (2006) Tríptico - Fotografia Claudia Bakker e Wilton Montenegro - Impressão s/ papel fotográfico 240x115cm (aprox.) "Appointments destiny" (2006) Triptych - Photograph Claudia Bakker and Wilton Montenegro - Printed on colored paper 240x115cm (approx.)


Da série Fototextos / De João Cabral de Melo Neto para João Cabral de Melo Neto em " A lição de pintura" (instalação 2010) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis e tinta acrílica (2011) 95x140cm From the series Phototexts / By João Cabral de Melo Neto to João Cabral de Melo Neto in "The lesson of painting" (installation 2010) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil and acrylic interventions (2011) 95x140cm


Da série Fototextos / "Primavera Noturna" (instalação 2007) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis (2010) 81x61cm - Registro Claudia Bakker e Vicente de Mello From the series Phototexts / "Nocturnal spring" (installation 2007) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil interventions (2010) 81x61cm - Documented by Claudia Bakker and Vicente de Mello


Da série Fototextos / "Quanto tempo dura" (instalação 1998) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis (2010) 50x58cm - Registro Claudia Bakker From the series Phototexts / "How does it last" (installation 1998) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil interventions (2010) 50x58cm - Documented by Claudia Bakker


Da série Fototextos / "Desejo Limite" [1998] Fotografia - Impressão s/ papel de algodão (2010) 62x61cm Registro Claudia Bakker e Wilton Montenegro From the series Phototexts / "Desire Limit" [1998] Photograph - printed on cotton paper (2010) 62x61cm Documented by Claudia Bakker and Wilton Montenegro

Da série Fototextos / "Tempo Danificado" [1999] Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis (2010) 53x53cm Registro Claudia Bakker e Wilton Montenegro From the series Phototexts / "Damaged Time" (installation 1996) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil interventions (2010) 53x53cm Documented by Claudia Bakker and Wilton Montenegro


Da série Fototextos / "A Via Láctea" (instalação 1996) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão (2010) 62x60cm Registro Claudia Bakker e Wilton Montenegro From the series Phototexts / "The Milk Way"(installation 1996) Photograph - Printed on cotton paper (2010) 62x60cm Documented by Claudia Bakker and Wilton Montenegro

Da série Fototextos / "Provas de amor" (instalação 1996) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis (2010) 61x60cm Registro Claudia Bakker e Wilton Montenegro From the series Phototexts / "Proofs of love" (installation 1996) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil interventions (2010) 61x60cm Documented by Claudia Bakker and Wilton Montenegro


Da série Fototextos / "O jardim do Éden e o sangue da Górgona" (instalação 1994) Fotografia - Impressão s/ papel de algodão c/ intervenções a lápis (2010) 100x111cm - Registro Claudia Bakker From the series Phototexts / "The garden of Eden and the Gorgon's blood" (installation 1994) Photograph - Printed on cotton paper w/ pencil interventions (2010) 100x111cm - Documented by Claudia Bakker


Biografia Claudia Bakker frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage no início dos anos 90, e em 2001 terminou o mestrado em Comunicação e Tecnologia da Imagem pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - ECO/ UFRJ. Sua pesquisa “Land Art e Instalações como estratégias de proteção do espaço ante a virtualidade das imagens no século XX”, foi resultado das sensíveis experiências realizadas pela artista na natureza ao longo dos anos 90. Através do conceito de Gestell desenvolvido pelo filósofo Martin Heidegger, tomou contato profundo com a filosofia que viria a refletir em suas instalações durante o período de 1998/1999. Frequentou ainda grupos de relevância para a história da arte no Brasil, como o Visorama, mantendo-se sempre presente e atualizada dentre os seus pares sobre as questões da contemporaneidade. Uma das suas principais influências foi o convívio com a amiga e artista Lygia Pape, grande incentivadora do seu trabalho.Foi ainda uma das pesquisadoras, que através da sua dissertação de mestrado, ajudou a construir o conceito do Espaço de Instalações permanentes do Museu do Açude, juntamente com seu marido, o crítico de arte e curador, Marcio Doctors. A primeira instalação elaborada por Claudia Bakker foi realizada em 1994 no Museu do Açude, no Rio de Janeiro, onde colocou 900 maçãs numa fonte de água natural. A sua série de fotografias denominadas de Fototextos são ligadas às instalações e representam a sua produção mais significativa. O repertório de materiais ora se repetem, ora se intercalam, em trabalhos que tem o tempo como questão. Maçãs, livros, filmes em super 8 e 16mm, voil, tinta vermelha, areia e relógios fazem parte dessas imagens, que sobrevivem ao tempo depois de terem criado uma relação com o espaço. A partir da instalação Primavera Noturna (2007), na Fundação Eva Klabin, cria os Desenhos orgânicos feitos com linhas de bordar sobre tecido que foram mostrados na Galeria Graça Brandão em Portugal (2008). Em 2009, na "Coletiva 09” realizada na Galeria Mercedes Viegas/ RJ expõe um trabalho em parceria com a estilista Luiza Marcier. Participa de "Desenhos e Diálogos" (2010) e de outras mostras e feiras com a Galeria Anita Schwartz/ RJ. É citada em publicações como em 'Vanguarda Brasileira' e 'Minerari Italiani' presentes em “Brasil: Segni dʼarte Libre e Video 1950/1993” (Fondazione Querina Stampalia) da Bienal de Veneza/Itália. Alguns dos mais representativos críticos e curadores da cena artística brasileira, como Adolfo Montejo Navas, Fernando Cocchiarale, Luiz Camillo Osório, Luisa Duarte, Luiza Interlenghi, Marcio Doctors e Paulo Reis já escreveram sobre sua obra. Vem mostrando seu trabalho em diversas instituições, em exposições coletivas no Brasil e no exterior como no Museu do Açude/ RJ - "As Potências do Orgânico” (1994) e “Via Láctea” (1996); Paço Imperial – “Tempo danificado” (1999); Casa França Brasil - "Teoria dos Valores” (1999); Fundação Eva Klabin/ RJ - “Projeto Respiração” (2007); Museu de Arte Moderna/ RJ - "Novas aquisições" (2007); Winzavod Center of Contemporary Art/ Moscou - "Projeções" (2007); CarpeDiem/ Lisboa - participação em "Personal DJ" (2010); MUHKA/ Antuérpia - "A Rua" - Projeto Camisa Educação/ Galeria Gentil Carioca (2011); “O tempo de todos nós” -Museu Nacional Soares dos Reis, Porto/ Portugal (2012); “O tempo de todos nós” [filmes e desenhos] Espaço T/ Quase Galeria, Porto/ Portugal (2012); MAM/RJ"Novasaquisições"(2012); dentre outras. No início de2013 realizou duas exposições individuais:uma no Centro Cultural Banco do Nordeste/CCBNB em Fortaleza e outra na GaleriaAnitaSchwartz/Rio de Janeiro. Ainda em 2013, Claudia, participa da Bienal de Cerveira, em Portugal, no recorte curatorial feito por Maria de Fátima Lambert e Rita Xavier Monteiro, intitulado " Um espelho quase apagado".


Biography Claudia Bakker attended Escola de Artes Visuas do Parque Lage – EAV - in the early 90's and in 2001 ended her Master degree in Comunicação e Tecnologia da Imagem (Image Communication and Technology) at Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - ECO / UFRJ . Her research "Land Art and Installations as strategies of protection of space facing the virtuality of images in the twentieth century", was the result of the sensitive experiments performed by the artist in nature over the 90's. Through the concept of Gestell developed by the philosopher Martin Heidegger, she got in deep contact with philosophy, which would reflect in her installations during the 1998/1999 period. She also participated in relevant groups of the Brazilian art history, such as Visorama, always making herself present among her colleagues, and keeping updated on contemporaneity issues. One of her main influences was the artist Lygia Pape, who greatly encouraged her work. She was also one of the researchers, who through her Master dissertation, helped building the concept of permanent Space Installations at Museu do Açude, together with her husband, the art critic and curator, Marcio Doctors. Claudia Bakker's first installation was performed in 1994 at Museu do Açude, in Rio de Janeiro, where she placed 900 apples in a natural water source. Her series of photographs named Fototextos are connected to the installations and represent her most significant production. The repertoire of materials is sometimes repeated, sometimes interspersed in works that have time as its main issue. Apples, books, movies on super 8 and 16mm, voile, red paint, sand and watches are part of these images, which survive over time after having created a relationship with space. From the installation Primavera Noturna (Nocturnal Spring) (2007), at Fundação Eva Klabin, she creates the Organic Drawings made with embroidery threads on fabric that have been shown at Graça Brandão Gallery in Portugal (2008). In 2009, "Coletiva 09” (Collective 09) performed at Mercedes Viegas Gallery/ RJ, the artist exhibits a work in partnership with the stylist Luiza Marcier. She participates in "Desenhos e Diálogos” (Drawings and Dialogues) (2010) and in other exhibitions and fairs with Anita Schwartz Gallery / RJ. She was mentioned in publications, such as 'Vanguarda Brasileira' and 'Minerari Italiani' present in Brazil: Segni d'arte Libre e Video 1950/1993" (Fondazione Querina Stampalia) of the Venice Biennale/ Italy. Some of the most representative critics and curators of the Brazilian art scene, such as Adolfo Montejo Navas, Fernando Cocchiarale, Luiz Camillo Osorio, Luisa Duarte, Luiza Interlenghi, Marcio Doctors and Paulo Reis have already written about her work. She has been exhibiting her work at several institutions, in collective exhibitions in Brazil and abroad such as in Museu do Açude/ RJ - "Potências do Orgânico” (The Organic Powers) (1994) and "A Via Láctea” (The Milky Way) (1996); Paço Imperial - "Tempo Danificado” (Damaged Time) ( 1999); Casa França Brasil - "Teoria dos Valores” (Theory of Values) (1999); Fundação Eva Klabin / RJ - "Projeto Respiração” (Breathing Project) (2007), Museu de Arte Moderna - MAM / RJ - "Novas Aquisições” (New Acquisitions) (2007); Winzavod Center of Contemporary Art / Moscow "Projeções” (Projections) (2007); CarpeDiem / Lisbon - participation in "Personal DJ" (2010); MUHKA / Antwerp - "A Rua” (The Street) – “Projeto Camisa Educação” (Project Shirt Education) /Gentil Carioca Gallery (2011); "O Tempo de Todos Nós” (The Time of all of us) – Museu Nacional Soares dos Reis, Porto / Portugal (2012)," O Tempo de todos Nós" [films and drawings] Space T / Quase Galeria, Porto / Portugal (2012); MAM/RJ – " Novas Aquisições” (2012) , among others. In the beginning of 2013, she made two individual exhibitions: one in Centro Cultural Banco do Nordeste/CCBNB in Fortaleza and another one at Anita Schwartz Gallery/ Rio de Janeiro. Still in 2013, in July, she participated in the Bienal de Cerveira, Portugal, with a curatorial Project by Maria de Fátima Lambert and Rita Xavier Monteiro.


Prêmios Prizes

Bolsa de Apoio à Pesquisa pela CAPES [CAPES, 2012] Prêmio Funarte/ Projeto Macunaíma (1998) - Bolsa de Apoio à Pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPQ, 1999]

Referências Bibliográficas | Selected Bibliography BUENO, Guilherme. Tempo, sega e desejo. Catálogo da exposição Limites do Objeto no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza

___ A Arte da presença. In: FERREIRA, Glória. Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas. Funarte, 1999. p.493-498

BUENO, Guilherme. Encontro de imagens. Um encontro entre poetas e pintores na Anita Schwartz Galeria/Rio de Janeiro

SACCA, Lucilla. Vanguarda Brasileira e Minerari Italiani. In: BIENAL DE VENEZA/ ITALIA. Brasil : Segni dʼarte Libre e video 1950-1993. Querini Stampalia. Bienal de Veneza, Itália, 1993

LAMBERT, Maria de Fátima. O tempo de todos nós [Exposições individuais no Museu Nacional Soares dos Reis e Espaço T / Quase galeria - curadoria e texto de Maria de Fátima Lambert, 2012, Porto, Portugal] REIS, Paulo. Vontade e Contemplação - Os Desenhos de Claudia Bakker. Galeria Graça Brandão, 2008 DUARTE, Luisa. Do cotidiano ao sonho em quatro artistas. Galeria Mercedes Viegas/ Rio de Janeiro. Fotoencontro, 2007 DOCTORS, Marcio. Estados de Metáfora - Projeto Respiração. Fundação Eva Klabin/ Rio de Janeiro, 2007 COCCHIARALE, Fernando. Lapsos de Espaço/ Entrecruzamentos do tempo. Funarte/ Projeto Macunaíma; Rio de Janeiro,1998 DOCTORS, Márcio. A arte da presença. In: A forma na floresta. Rio de Janeiro, 1999.p. 4/7. ISBN: 9788587008039

OSÓRIO, Luiz Camillo. Maçãs de Claudia Bakker morrem para reafirmar a vida. Rio de Janeiro; Jornal O Globo, 1998. Segundo Caderno p.12 MONTEJO, Adolfo. Museu da República. O tempo como algo Orgânico [Texto de apresentação da exposição Fototextos]. Rio de Janeiro, 1998 ___ Blake a Claudia Bakker In: Na linha do horizonte, conjuros. Editora 7Letras, 2003. pág.76. ___ Brasil : Palavra Líquida [texto não publicado sobre instalação na fonte do Museu da República]. Rio de Janeiro, 1999 - INTERLENGHII, Luiza. Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho. Rio de Janeiro, 1997 EMÍLIO CARLOS, Esther. Provas de Amor [catálogo]. Galeria do IBEU, Rio de janeiro, 1996


Textos Selecionados Selected Texts


Lapsos de Espaço/Entrecruzamentos do Tempo

Lapses in space/Intersections in time

Na parede da galeria a apresentação do roteiro manuscrito que precedeu a mostra;maçãs e esferas de mármores soltas no piso;o vídeo que projeta imagens de uma obra da artista similar a agora exibida; textos inscritos nas imagens projetadas. É visível a deliberada despreocupação de Claudia Bakker em organizar formalmente os objetos que reúne e exibe nesta exposição. A falta de uma ordem espacial objetiva,flagrante na dispersão física dos elementos instalados na sala,não significa,porém, qualquer adesão ao caos ou ao mero arbítrio de um sujeito artista que sussura e se expressa. Toda a fragmentação do trabalho, em partes que jazem desestruturadas na galeria, sugere uma anti-composição que desloca o espectador para um campo interpretativo muito diverso do qual se costuma lançar mão ao contemplar obras de arte. A esperada ordenação dos objetos,e do próprio espaço, através de concepções formais evidentes,dá lugar,então,a uma outra noção de ordem,oposta aos valores estritamente plástico-visuais identificados,durante nosso século, com a própria essência da arte. Esta instalação de Claudia Bakker não objetiva,pois,a construção de espaços, mas a exploração de tempos diversos cuja sincronia provisória, materialmente produzida,dura apenas o período da mostra. Nesse sentido,transforma a galeria em uma espécie de lapso de espaço que intercepta tempos heterogêneos,concretos e simbólicos,evocados pelos objetos expostos. Há, portanto, o tópos de um entrecruzamento visível:futuro, através do roteiro-seqüela do tempo anterior à existência da obra;passado, memória imagética-textual cristalizada no vídeo e, finalmente, o confronto presente entre a frágil efemeridade das maçãs e a eternidade relativa das esferas de mármore. Sua provisória coexistência jamais poderia ser aprisionada na forma. Pereniza-se, porém, no conceito do trabalho.

The handwritten script presenting the proposal for the exhibition is on the gallery wall; apples and marble spheres lie loose on the floor; the video projects images of an earlier, similar work by the artist; there are texts written in the projected images. Claudia Bakker's deliberate disregard for a formal organizing of the objects gathered together in this exhibition is visibly evident. However, the lack of an objective spacial order, clear from the physical dispersal of the elements installed within the space, does not signify adhesion to chaos theory, or the mere arbitrariness of an artist-subject who whispers to express herself. All this fragmentation of work in pieces that lie de-structure around the gallery suggests an anti-composition that diverts the spectator into a field of interpretation very different from that normally used to contemplate works of art. The expected ordering of objects, and of the space itself, via evident and formal conceptions is replaced by another notion of order, opposed to the strictly plastic-visual values identified, throughout this century, with the very essence of art. This installation by Claudia Bakker does not posit the construction of spaces, but rather the exploitation of a diverse time-lapses whose provisional synchronization, in the sense of material production, lasts only as long as the exhibition itself. In this way, she transforms the gallery into a kind of space-lapse that intercepts heterogenous concrete and symbolic times, as evoked by the objects on show. What we find, therefore, is the recurrent theme of a visual intersection: future, via the script from the time that preceded the work; past, in the imaginal-texture memory crystallized in the video; and, finally, the actual confrontation between the fragile ephemerality of the apples and the relative eternity of the marble spheres. Their temporary coexistence could never be imprisoned in form. But they are perpetuated in the conception of the work.

Fernando Cocchiarale / 1998

Fernando Cocchiarale, 1998


Maçãs de Claudia Bakker morrem para reafirmar a vida

Claudia Bakker’s apples die to reaffirm life

O artista americano Robert Smithson (1938-1973) disse certa vez que via suas intervenções na natureza (land works) como um esforço para devolver a “Montanha Sainte-Victoire”a Cézanne. Guardada as devidas proporções, diria que Claudia Bakker vem, já há algum tempo, tentando o mesmo em relação as maçãs. Depois de Cézanne, as maçãs nunca mais foram as mesmas. As centenas de maçãs pintadas pelo grande mestre francês criaram e revelaram o que parecia impossível: a maçã numa migração da natureza para a pintura. Basta olhar para crer.

The American artist Robert Smithson (1938-1973) once said that he perceived his interventions in nature (land works) as an effort to give back “Saint-Victoire Mountain” to Cézanne. I would say that, in her own way, Claudia Bakker has been, for a while now, attempting the same in relation to the apples. After Cézanne, apples were no longer the same. The hundreds of apples painted by the great French master created and revealed that which seemed impossible: the apple in a migration from nature to painting. One needs only to look in order to believe.

A exposição de Claudia Bakker na Galeria do Museu da República, intitulada “Foto-textos”, dá continuidade a trabalhos anteriores realizados no Museu do Açude e na Funarte. A questão é sempre a mesma as maçãs e o tempo. Seja através das fotos e do texto (utilizados na exposição), ou do vídeo e da instalação (em outras ocasiões), o que está em jogo são os modos de permanência que as coisas (a maçã e a arte) têm, expostos a consumação do tempo. A maçã,como metáfora da arte e da vida,só existe pela morte. O paradoxo é este: sem morte não a vida. Suas fotos misturam os tempos, ou melhor, elas querem ser tempo: da escrita, da arte, da fruta e do feminino. Todos os tempos num só, que parece retornar sempre novo. A maçã como natureza e como cultura. Se na recente exposição da Funarte-em que um grande mapa do Brasil estava desenhado no chão com maçãs, que apodreceram-interessou-lhe o tempo das coisas nelas mesmas, nestas fotos ela privilegia as múltiplas apropriações criadas pelas representações culturais. Seria interessante se as duas exposições estivessem mais perto, criando um campo de oposição e complementaridade. Por outro lado, a sensação de vazio desta exposição contribui para as referências simbólicas se revelarem para o espectador. As “Fototextos” de Claudia Bakker, são, antes de tudo silenciosas, não obstante as múltiplas indicações de significado. A arte contemporânea, enquanto processo e crise, trabalha nesse território abismal e milimétrico entre o silêncio e o sentido, revelando, que no fundo, tudo é tempo e linguagem.

Claudia Bakker’s exhibition at the gallery of the República Museum, entitled “Photo-texts” resumes works previously displayed in Açude Museum and Funarte. The topic stills the same: apples and time. Whether through photos and text (employed in this exhibition), or video and installation (in other occasions), at stake are the modes of permanence that things (apple and art) have, while exposed to time’s consumption. The apple, as a metaphor of art and of live, only exists through death. This is the paradox: there is no life without death. Her photos mingle different times, or, better saying, they desire to be time: of writing, of art, of the fruit and of the feminine. All times in a single one, that seems to return always anew. Apple as nature and as culture. If in the recent exhibition at Funarte – where a large map of Brazil was drawn on the floor with apples, that got rotten – what interested her was the time of things in themselves, in these photos she privileges the multiple appropriations created by cultural representations. It would be interesting if the two exhibitions were nearer each other, creating thus a field of opposition and complementarity. On the other hand, the sensation of emptiness of this exhibition contributes for the dawn of the symbolic references within the spectator. Claudia Bakker’s “Phototexts” are, above all, silent, in spite of their multiple indications of meaning. Contemporary art, while process and crisis works in this abyssal and milimetrical territory between silence and sense, revealing that, deep down, everything is time and language.

Luiz Camillo Osório Segundo Caderno do Jornal O Globo, 10 de setembro de 1998

Luiz Camillo Osório, 1998


O tempo como algo orgânico

Time as something organic

Algumas coisas, como alguns trabalhos, parece que só atingem seu mais verdadeiro alvo estético e espiritual através de momentos distintos, como se tivessem um íma contínuo, a decifrar.

Some things, like some works, seem to only reach their utmost spiritual and aesthetic aim through distinct moments, as if they carried a continuous magnet, to be deciphered.

É por isso que os dois trabalhos do Museu do Açude, “O jardim do Éden e o Sangue da Górgona”,1994/95, e “A via Láctea”, 1996, ainda falam para Claudia Bakker, possuem uma duração que não é platônica, que continua nestes registros mostrados como documento de artista que nos revela um caráter íntimo, de bastidor. Para documentar isto nada melhor que o exercício e o auxílio da fotografia, pois como se sabe, ela reescreve a própria imagem já vivida, naquela memória que é a vida do perdido. Assim, o registro de um trabalho feito vira outro trabalho para receber novas leituras, novos olhares que são intervenções, ou seja, recebe descendência: como estas páginas do livro-objeto de 1995- com a maçã como elemento simbólico-que se inscrevem na matriz, como uma declaração de retorno a uma origem.

For this reason the two works at Açude Museum, “The garden of Eden and Gorgon’s blood”, 1994/95, and “The Milk way”, 1996, still resonate for Claudia Bakker, still keep a duration that is non-Platonic, and that are resumed in these registers shown as artist’s documents, revealing to us an intimate character, a backstage feeling. In order to document this nothing better than the exercise and the help of photography, since, as we know, it rewrites the very image already lived, in that memory that is life of that which has been lost. In this way, the registering of a work already done turns into another work able to receive new readings, new regards that are interventions, that is, that receives a descendence: like these pages of the 1995 object-book – with the apple as a symbolic element – that are inscribed in the matrix, as a declaration of return to an origin.

É o caso da multiplicação das imagens nesta exposição-em um díptico ou num tríptico-que tem a ver com a memória, com suas projeções. O trabalho que Claudia Bakker desenvolve é tocado por essa atração incessante, delicada e forte, pela meditação sobre o orgânico. Nas fontes e nas maçãs, o líquido e o sólido são especialmente emblemáticos. Desde os albores do mundo a maçã contém feitiço, e desde Heráclito, o curso da água produz uma miragem no tempo. Nesta falada atração sobre o tempo desde as Potências do Orgânico, Claudia Bakker consegue descobrir um achado: o próprio tempo como algo orgânico. Já o título de “Fototextos” alude as fotografias como leituras. Onde a palavra segue sendo o fio de imagens, nexo e construção ao mesmo tempo. Como a carta visual, última da sala-em fotografia preto e branco- cheia de reflexos temporais, manuscritos, que é toda uma poética.

Adolfo Montejo Navas Rio de Janeiro, 1998 / Museu da República, Rio de Janeiro

This is the case of the multiplication of images in this exhibition – in a diptych or a triptych – with is related to memory and its projections. The work developed by Claudia Bakker is touched by this incessant, delicate and vigorous attraction, by the mediation of the organic. In the fountains and apples, liquid and solid are especially emblematic. Since the dawn of the world apple contains spell, and, since Heraclitus, flowing water produces a mirage in time. In this spoken attraction toward time from the Potencies of the Organic, Claudia Bakker is able to find a revelation: time itself as something organic. The title “Phototexts” alludes to photographs as readings. Where the word serves as the threading line of images, at the same time meaning and construction. Like the visual letter, the last in the room – in a black and white photo – full of temporal reflexes, manuscripts, which is a whole poetics.

Adolfo Montejo Navas, 1998


Vontade e contemplação

Quando observo os desenhos de Claudia Bakker recordo, sobretudo, o pensamento de Hélio Oiticica no modo simples e econômico de se apropriar de alguns elementos como a cor, oriunda da cultura popular obtida na favela da Mangueira. Se, formalmente, os desenhos de Claudia nos lembram dos desenhos minimalistas de Mira Schendel e Eva Hesse (também não poderia deixar de apontar os desenhos de Anna Maria Maiolino), a linha orgânica que distribui o desenho no espaço imaculado do tecido, reforça ainda mais o sentido ou a escolha das cores. Hélio usou e abusou dos tecidos multicolores, sobretudo do vermelho, do rosa e do verde, cores fartamente representadas nas casas e nas vestes dos moradores das favelas. A experiência sensorial das obras de Hélio, sobretudo nos bilaterais, nos bólides e nos penetráveis, dava-se pelo contacto pela cor. Em Claudia, isto também acontece, pois a artista intensifica o olhar do espectador ao seguir as linhas coloridas que ora se misturam, ora se separam, depois reencontram-se na infinitude. Claudia trabalha a partir das heranças comuns da arte. Em seu caso começa na local, desde de Hélio e Pape, aliada à internacional, Eva Hesse e Juddy Chicago, para (re)construir uma outra história, surgida através das lembranças que o espectador poderá ter e acrescenta-la à obra. Mas há algo de autobiográfico nestes desenhos feitos precariamente com linhas sobre pedaços de tecidos. Diria que estes são um esforço no sentido de interromper a amnésia das vivências femininas, maternais. Seus desenhos não aprisionam a linha do desenho, mas subtraí a forma da composição ao adicionar o acaso para enfim construir um híbrido entre desenho e pintura. As cores quentes emitem uma luz e uma vibração confundindo-se no espaço representado. O fascínio da artista pela cor mostra que ela não está interessada na representação pictórica, mas sim na pele do desenho, ou na espiritualidade que se desprendem destas imagens que evocam o esforço físico da sua realidade.

Paulo Reis, Lisboa, 2008

Will and Contemplation – The drawings of Claudia Bakker

"When I observe Claudia Bakker's drawings I remember, above all, Helio Oiticica's thought in the simplicity and economical way of appropriating itself of a few elements such as colour, stemmed from the popular culture obtained in Mangueira shanty town. If, formally, Claudia Bakker's drawings reminds us of the minimalist drawings by Mira Schendel and Eva Hesse (I also could not point out Anna Maria Maiolino's drawings), the organic line that distributes the drawing on the immaculate space of the fabric (cloth), emphasizes even more the meaning or the choice (choosing or picking) of colours. Hélio reveled in using multi colour fabric (cloth), especially red, pink and green, colours that are abundantly present in the homes and clothes of the citizens of the shanty-towns. The sensorial experience of Helio's work, particularly in the bilaterals, the bolidesand the penetrable, was due to the contact through colour. This also happens in Claudia's work due to the fact that she intensifies the spectators look by guiding them through coloured lines that sometimes mix, sometimes separate, only after to find themselves in infinitude. Claudia’s work originates from common art heritage. In her case, she begins locally, from Helio to Pape, teaming up with the global, Eva Hesse and Juddy Chicago, to (re)construct another story, conjured up by the memories that spectators may have and add to the work. However, there is something autobiographical in these drawings precariously made with lines on top of pieces of cloth (fabric). I would say they are an effort in the sense of interrupting the amnesia of female, maternal life experience. Her drawings don’t imprison the line of drawing but takes out the form from the composition when adding chance to, finally, construct a hybrid between drawing and painting. The "hot" colours emit a light and a vibration that confuse itself in space. The artist’s fascination with colour shows that she isn't interested in the pictorial representation, but in the "the skin of the drawing" , or in the spirituality that flows from these images that evoke the physical effort of her reality."

Paulo Reis, Lisbon 2008


Do cotidiano ao sonho em quatro artistas

From every day life to dream in four artists

As fotografias de Claudia Bakker se distinguem no contexto desta exposição pela eloqüência visual que lhe é característica. Se nas demais obras o que se vê são paletas mais sóbrias, aqui as cores pulsam, o uso da luz é exercitado de forma ampla e o traço do barroco se faz presente. Traço que é uma marca da trajetória de Claudia, na qual investigações sobre o orgânico, o tempo e linguagem também surgem constantemente.

Claudia Bakker’s photographs are outstanding in the context of this exhibition due to their characteristic visual eloquence. If in the other works sombershades are predominant, here colors vibrate, the use of light is exercised in an ample way and a baroque trace makes itself present. A trace that is an unmistaken mark of Claudia’s career, where investigations on the organic, time and language also appear constantly.

Na série de fotografias aqui apresentada vemos três portas fechadas, uma ao lado da outra, registradas frontalmente, cada uma iluminada de maneira diversa, com texturas distintas, mas sempre em tons rubros. O título do trabalho, Apontamentos Destino, denota as múltiplas possibilidades contidas nessas portas cerradas, cada uma surgindo como um destino em potencial. Há uma remissão ao ato de escolha, decisão, ritual de passagem em que se deixa para traz algo e se abre caminho para um por vir.

In the series of photographs here presented we see three closed doors, one next to the other, frontally registered, each one illuminated in a different way, with different textures, although always with reddish shades. The work’s title Appointments Fate, indicates the multiple possibilities contained in these closed doors, each one appearing as a potential destine. There is a remission to the act of choice and decision; a ritual of passage in which something is left behind and a path is opened towards a becoming.

A iluminação quase sombria sugere um mistério implicado em cada possibilidade de travessia, em cada escolha. Se nas influências barrocas o escritor cubano Lezama Lima é uma referência para a artista, em sua pesquisa sobre o uso da luz surge a inspiração no autor japonês Junishiro Tanizaki, e suas investigações acerca das diferenças entre uma iluminação própria do ocidente e outra que concerne ao oriente. Entre estes pólos a obra de Claudia se move, percorrendo, a um só tempo, as trilhas do excesso e da precisão.

The almost sombre lighting suggests an implied mystery in each possibility of crossing, in each choice. If in the baroque influences the Cuban writer Lezama Lima is a reference to the artist, in her research about the use of light the inspiration surges in the Japanese author Junishiro Tanizaki and his investigations about the differences between a own Ocidental lighting and another one which concerns the Orient. Between these poles, Claudia’s work moves, going through, at once, the paths of excess and precision Luisa Duarte, 2007

Luisa Duarte, 2007 - Trecho extraído do texto Do cotidiano ao sonho em quatro artistas, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Luisa Duarte, 2007


Exposições Exhibitions


Claudia Bakker 1964, Rio de Janeiro

Exposições Individuais | Solo Exhibitions

Exposições Coletivas / Feiras e projetos | Group Exhibitions / Art Fairs and Projects

2013

2013

Bienal de Cerveira/Um retrato quase apagado, Curadoria de Fátima Lambert e Rita Xavier Monteiro, Portugal.

2012

Art Rio Feira Internacional de Arte Contemporânea - Galeria Anita Schwartz - Pier Mauá - Rio de Janeiro, Brasil.

Um encontro entre poetas e pintores - Galeria Anita Schwartz - Rio de Janeiro, Brasil. Claudia Bakker / Limites do objeto - CCBN/Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza, Brasil.

2012

O tempo de todos nós - Museu Soares dos Reis- Porto, Portugal. A primeira do ano - Galeria Anita Schwartz / Rio de Janeiro, Brasil. O tempo de todos nós - Espaço T - Quase Galeria-Porto, Portugal.

2008

E os amigos sinceros também- Galeria de Arte Ibeu - Copacabana / Rio de Janeiro, Brasil.

A partir da Primavera Nocturna - Desenhos Orgânicos - Galeria Graça Brandão - Porto, Portugal.

Novas Aquisições 2010 2012 MAM / Museu de arte moderna do Rio de Janeiro, Brasil.

A partir da Primavera Noturna - Galeria Arte em Dobro - Rio de Janeiro, Brasil. 1999

“…(chamo silêncio à linguagem-que-já-não-é-orgão-de-nada)…” - coletiva de desenhos - Espaço T / Quase galeria - Porto, Portugal.

Tempo Danificado - Paço Imperial / Rio de Janeiro, Brasil. 2011

1998

Quanto tempo dura - vídeo/instalação - Projeto Macunaíma -Palácio Gustavo Capanema / Rio de Janeiro, Brasil. Fototextos - Galeria do Museu da República / Rio de Janeiro, Brasil.

1997

Poesia Visual - Galeria Lygia Clark Museu Nacional de Belas Artes / Rio de Janeiro, Brasil.

1996

Galeria de Arte Ibeu / Rio de Janeiro, Brasil. Instalação A Via Láctea - Museu do Açude / Rio de Janeiro, Brasil.

1995

Galeria Sergio Porto / Rio de Janeiro, Brasil.

Art Rio Feira Internacional de Arte Contemporânea - Galeria Anita Schwartz - Pier Mauá - Rio de Janeiro, Brasil. Claudia Bakker + Daniela Fortes + Luiza Marcier / Exposição A RUA [THE STREET] - MUHKA/ Antuérpia - Bélgica. Projeto Camisa Educação [EDUCATION T-SHIRT] Camiseta Educação - Claudia Bakker + Daniela Fortes + Luiza Marcier Galeria Gentil Carioca / Rio de Janeiro, Brasil. "A Sensibilização do espaço" - filme - Biblioteca Parque de Manguinhos [ oficinas do Projeto Respiração/Fundação Eva Klabin] Rio de Janeiro, Brasil. SP ARTE -Galeria Anita Schwartz - Pavilhão Ciccillo Matarazzo / São Paulo, Brasil. Encontro com os artistas - Claudia Bakker + Daniela Name - Galeria Anita Schwartz / Rio de Janeiro, Brasil. Performance "a malabarista 1/4 de tempo" em Jogos de Guerra - Centro Cultural da Caixa Econômica / Rio de Janeiro, Brasil. Desenhos & diálogos - Galeria Anita Schwartz / Rio de Janeiro, Brasil.


2010

Galeria IBEU 50 anos - a contribuição de Esther Emílio Carlos - Galeria de Arte Ibeu - Copacabana / Rio de Janeiro, Brasil.

2008

Colheita-FEBEARio-Galeria Sergio Porto / Rio de Janeiro, Brasil.

Vigo / feira de arte Espaço Atlântico / Galeria Graça Brandão - Galiza, Espanha.

Apontamentos Destino - Projeções de Milton Guran no Winzavod Center of Contemporary art - Moscow, Rússia.

Campeões de Audiência um programa de Michel Melamed, direção de arte: Luiza Marcier. Participação com dois trabalhos no cenário da Novela Vermelha / Canal Brasil - Rio de Janeiro, Brasil.

Interferências-Perfume Isabela Capeto II - Loja dos Jardins / São Paulo, Brasil.

Olhares femininos - Galeria Fotoativa / Belém do Pará, Brasil.

VG/Verdadeira Grandeza-autoretratos - Galeria Atelier da Imagem / Rio de Janeiro, Brasil.

Conversas no sofá com Susana Guardado / Carpe Diem Arte e Pesquisa Lisboa, Portugal.

Pinta Art fair - Pavilhão do Museu Metropolitan - Galeria Arte em Dobro / New York, Estados Unidos.

"Boate" en valise#01 - Claudia Bakker / Susana Guardado - 3 + 1 ARTE CONTEMPORÂNEA - Lisboa, Portugal. "Boate" en valise#01 - Claudia Bakker / Susana Guardado - Galeria do Lago/ Museu da República/Rio de Janeiro, Brasil.

Luz - Galeria projeto meninos de luz / Rio de Janeiro, Brasil. 2007

Coletiva 2007-Galeria Mercedes Viegas / Rio de Janeiro, Brasil.

SOM-MA - com Juliana Cerqueira - Parque Lage / Rio de Janeiro, Brasil.

Costurando o Tempo-Museu Como Lugar - Museu Imperial - Petrópolis, Brasil.

Ocupação / RJ - Instalação adquirida pelo colecionador Gilberto Chateaubriand MAM / Rio de Janeiro, Brasil.

Baltic Library - Gateshead- Inglaterra [inclusão de catálogos e publicações]

Exposição com leilão / Museu de Arte de Sorocaba / MACS - Sorocaba / São Paulo, Brasil. 2009

Arquivo Geral - Centro Cultural da Justiça Eleitoral / Rio de Janeiro, Brasil.

Coletiva 09 - Love Sweet Rock um vestido + desenhos bordados de Claudia Bakker e Luiza Marcier - Galeria Mercedes Viegas - Rio de Janeiro, Brasil. Poética Têxtil – Galeria da oficina Oswald de Andrade – São Paulo, Brasil. Sobre as Instalações: A Via Láctea e somente o Jardim do Éden -1996/1994 FotoRio - Centro Cultural dos Correios / Rio de Janeiro, Brasil. Montanhas,Marinhas e outras Miragens - FotoRio / Galeria Entre-Tanto / Rio de Janeiro, Brasil.

Fotografias - Galeria Arte em Dobro / Rio de Janeiro, Brasil. Biblioteca Semente - sócio doador em Ernesto Neto / É A VIDA o espaço interior - Galeria Artur Fidalgo / Rio de Janeiro, Brasil. Céu-fotografias - Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea / Rio de Janeiro, Brasil. MAM - Novas Aquisições-Coleção Gilberto Chateaubriand / Rio de Janeiro, Brasil. SP ARTE - Galeria Arte em Dobro- Pavilhão Ciccillo Matarazzo / São Paulo, Brasil.

On CDOs and Double Clubs - August Art Gallery - Londres, Inglaterra.

SP ARTE - Galeria Tempo - Pavilhão Ciccillo Matarazzo / São Paulo, bBrasil.

SP ARTE - Galeria Arte em Dobro - Pavilhão Ciccillo Matarazzo / São Paulo, Brasil.

Primavera Noturna - Projeto Respiração - Fundação Eva Klabin / Rio de Janeiro, Brasil. Fotoencontro - Galeria Mercedes Viegas / Rio de Janeiro - Brasil. XV Galeria Especial da Universidarte / Rio de Janeiro - Brasil. A Imagem do Som do Samba - Paço Imperial / Rio de Janeiro - Brasil.


2006

Arquivo Geral - Centro Cultural Hélio Oiticica / Rio de Janeiro, Brasil.

1998

SP ARTE - Galeria Arte em Dobro- Pavilhão Ciccillo Matarazzo / São Paulo, Brasil. Notas de Observatório - Centro Cultural da Telemar - Espaço Oi Futuro / Rio de Janeiro, Brasil.

Teoria dos Valores - Casa França Brasil / Rio de Janeiro, Brasil. 1997

Galeria de Arte Ibeu - Copacabana / Rio de Janeiro, Brasil.

Deixa a rua me levar - Galeria Arte em Dobro / Rio de Janeiro, Brasil.

Galeria do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho,Castelinho / Rio de Janeiro, Brasil.

Objetos Lúdicos - Galeria Tempo / Rio de Janeiro, Brasil.

Palavreiro - Museu Nacional de Belas Artes / Rio de Janeiro, Brasil.

Paixão - Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea / Rio de Janeiro, Brasil.

Sessenta Obras Selecionadas - Galeria de Arte Ibeu - Copacabana / Rio de Janeiro, Brasil.

Galeria ECCO - Brasília, Brasil.

Centro de Artes Calouste Gulbenkian / Rio de Janeiro, Brasil.

Draw-Drawing 2 - The Foundry Gallery / London Biennale / Londres, Inglaterra. Projeto Lygia Pape - Homenagem [site da artista]. MUVI - Museu Virtual / Universidade Federal do Paraná - Curitiba, Brasil. Estranhamentos - Arte sem barreiras - Centro Cultural de Bauru / São Paulo, Brasil. 2005

Palácio Gustavo Capanema - Projeto Macunaíma / Rio de Janeiro, Brasil.

Educação Olha! Galeria Gentil Carioca / Rio de Janeiro, Brasil. Exposição PYRATA / GRPO PY- BARCA / travessia Rio-Niterói, Brasil.

2004

Projeto Figura / Rio de Janeiro, Brasil.

2002

Uma década de Arte Contemporânea - Galeria de Arte Ibeu - Copacabana / Rio de Janeiro, Brasil.

2001

Orlândia - Rodeo Madrid - Claudia Bakker e Cristina Pape / Rio de Janeiro, Brasil.

1999

Galeria Sergio Porto / Rio de Janeiro, Brasil.

1995

Galeria Joel Edelstein / Rio de Janeiro, Brasil.

1994

As Potências do Orgânico - Museu do Açude / Rio de Janeiro, Brasil.


Claudia Bakker tem fotos publicadas no Catálogo da 23a Bienal de São Paulo Universalis/ 1996, sobre o trabalho do artista Arthur Barrio. Sua Instalação O jardim do Éden e o Sangue da Górgona foi apresentada no I Simpósio Latino Americano da Internacional Organization for Science and Technology Education e ainda no VII encontro: Perspectivas do Ensino da Biologia tendo a arte como contribuição para práticas pedagógicas sobre o pensamento de Paulo Freire e Manuel Castells/ USP/ São Paulo-Brasil2002.

Claudia Bakker has photographs published in the catalogue of the 23rd Bienal de São Paulo - Universalis / 1996 , about the work of the artist Arthur Barrio. Her installation “O Jardim do Éden” (The Garden of Eden) and “Sangue da Górgona” (Gorgon's Blood) was presented at the I Latin American Symposium of the International Organization for Science and Technology Education and even in the VII Meeting: Perspectives of Biology Teaching, having art as contribution to pedagogical practices about the thought of Paulo Freire and Manuel Castells / USP / São Paulo-Brazil-2002.

Em 2006, as Instalações o Jardim do Éden e o Sangue da Górgona e Via Láctea fizeram parte da Conferência sobre as Experiências de Arte Contemporânea no Museu do Açude no 6 Congresso Internacional do DEM HIST/ ICOM Lisboa-Portugal. Os trabalhos Apontamentos Destino e o Jardim do Éden e o Sangue da Górgona foram apresentados para membros do Américas Society na Fundação Eva Klabin (RJ) dentro dos Projetos "Respiração" e "Espaço de Instalações do Museu do Açude"/Rio de Janeiro, 2006. Participou ainda da pesquisa para a exposição Pioneiro Palatnik: máquinas de pintar e máquinas de desacelerar. São Paulo: Itaú Cultural, 2002, dentre outros projetos.

In 2006, “O Jardim do Éden” (Garden of Eden) and “Sangue da Górgona” (Gorgon's Blood) installations and “Via Láctea” (Milky Way) were part of the Conference about the Contemporary Art Experiences at Museu do Açude in the 6th International Congress of DEM HIST / ICOM Lisbon-Portugal. The works “Apontamentos Destino” (Appointments Destiny), “O Jardim do Éden” (Garden of Eden) and “Sangue da Górgona” (Gorgon's Blood) were presented to members of the Americas Society at Fundação Eva Klabin (RJ) within the “Projeto Respiração” (Breathing Project) and "Espaço de Instalações” (Installation Space) at Museu do Açude" / Rio de Janeiro, 2006. She also participated in the research for the Pioneer Palatnik exhibition: painting machines and machines to decelerate. São Paulo: Itaú Cultural, 2002, among other projects.

Claudia Bakker - Selected Works  
Claudia Bakker - Selected Works  

Selected works by brazilian artist Claudia Bakker

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