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Barroso - MG. Janeiro de 2014. Edição nº 10, ano 01. Distribuição Gratuita

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Jogadores do Barroso Rugby disputam amistoso em Belo Horizonte

Partida foi resultado de uma parceria entre o Barroso Rugby, o Brutus, de Barbacena, os Búfalos, de São João del-Rei e o Inconfidência Rugby, de BH e teve como objetivo difundir o esporte. Pág. 3 Saiba para onde vai o IPVA que você paga todo ano. Pág. 2 Nova diretoria da APAE Barroso é empossada. Pág. 3 Campanha da Acib movimenta cerca de R$ 12 milhões na economia local. Pág. 4 Família de Wedson clama por justiça. Pág. 5 Conheça o PIB de Barroso em 2011. Pág. 5 Vereador cobra melhorias na segurança pública. Pág. 8

Foto: Isabella Campos

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Editorial

Política

Charges do

5... 4... 3... 2... 1... Janeiro é o mês das contas... Passadas as festividades de final de ano, um novo ciclo começa. Além das tradicionais promessas de ano novo, temos diversas obrigações a cumprir, como o pagamento de diversos impostos e taxas que, inevitavelmente, batem à porta dos brasileiros. IPVA, material escolar, mensalidades... É conta que não acaba mais. E por falar nisso, você sabe para onde vai o IPVA que você paga todo ano? Leia aí do lado >>> Janeiro também é o mês de se planejar. Em 2014, o calendário do brasileiro está cheio. Carnaval, Copa do Mundo, eleições. Tomara que a Copa não faça que o povo se esqueça da importância das eleições, anestesiando a capacidade crítica do cidadão. Início de ano também é um período de mudanças. O caro leitor deve ter percebido que o formato do Primeira Página mudou. Agora nosso jornal está mais compacto, o que facilita a leitura. Em breve, faremos mudanças também no visual, no layout do impresso. Aguarde! Em apenas um mês do lançamento do www. jornalprimeirapagina. com, conseguimos milhares de acessos e já estamos ganhando o gosto do internauta, sem contar a nossa fanpage, que já é um sucesso. Tudo isso para deixar nosso leitor mais bem informado. Agora, o jornal impresso passa a ser uma alternativa àquele leitor que não tem acesso à internet, ou que não gosta de ler pelo computador, afinal, existem pactos de leitura diversos, de acordo com o meio. O Jornal Primeira Página deseja a todos os barrosenses que neste ano possamos compartilhar muitas notícias boas, seja pelo meio impresso, seja pelo virtual. Um Feliz 2014 para todos nós! Boa leitura!

Dilma sanciona minirreforma eleitoral com cinco vetos

Você sabia que 50% do IPVA que você paga fica para o município? O Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), aquele pago por todo dono de veículo no início de ano, é devido anualmente ao Estado onde o bem está registrado. Ele é calculado sobre o valor de mercado que consta nas tabelas publicadas pelos estados. O percentual aplicado

varia de acordo com a tributação de cada Estado. O valor arrecadado com o IPVA é dividido da seguinte forma: 50% ficam com o Estado e os outros 50% são repassados ao município onde foi efetuado o licenciamento. Há casos específicos de isenção de IPVA, como por exemplo veículos de transporte

público de passageiros. Há ainda algumas leis estaduais que concedem isenções específicas. A legislação mineira, por exemplo, dispensa do pagamento do imposto os proprietários de carros furtados, no período entre a data da ocorrência do fato e da sua devolução ao proprietário.

Direção: Wanderson Nascimento (18560/MG). Dáblio-N Comunicação CNPJ: 17.798.833/0001-42 Colaboração: Luciano Nascimento (98 FM Liberdade) / Léia Cerqueira (CMB) Charges: Beto Moura Tiragem: 1.000 exemplares Tel.: (32) 3351-3473 E-mail: primeirapaginabso@ig.com.br Site: www.jornalprimeirapagina.com Pontos de distribuição: Supermercado Bandeirante; Mercearia do Sandrinho (Bedeschi), Açougue do Renato (São José), Supermercado Zelito (Jardim Europa), Praça Santana; Gambá Lanches (Centro); Barbearia do Tião (Centro). Padaria Silva (J. Coelho); Sup. Casa do Fazendeiro (Guede), Supermercado Almeida (Guede), Portaria da Holcim (Rosário); Bar do Marreco (Sta. Maria); Bar do Flávio (Nova Barroso); Supermercado Santo Expedito (Guimarães); Bar da Vilma (Praia) e pontos comerciais próximos a estes. *Os artigos de opinião e as matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a postura editorial do jornal.

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei conhecida como minirreforma eleitoral (12.891/13). O texto, aprovado pelo Senado no fim de novembro e publicado em edição extra do Diário Oficial da União do dia 12 de dezembro, teve cinco dispositivos vetados pela presidenta Dilma. Um dos trechos vetados proibia, em bens particulares, a veiculação de propaganda eleitoral com faixas, placas, cartazes, bandeiras, pinturas ou inscrições. De acordo com a presidenta, a medida “limita excessivamente os direitos dos cidadãos se manifestarem a favor de suas convicções políticopartidárias”. Por outro lado, o gasto com aluguel de propriedades e placas para esse tipo de propaganda encarece as campanhas eleitorais e abre caminho para gastos não declarados. Pela nova lei, os candidatos e partidos políticos não podem fazer propaganda por meio de bonecos nem placas maiores de 50cm por 40cm. Antes, a propaganda eleitoral era permitida em um espaço de 4m². A nova lei permite ainda que os comícios de encerramento de campanha terminem às 2h da madrugada. No entanto, nos outros dias, o horário continua a ser das 8h às 24h Em Barroso, a tradição desses rótulos partidários é muito forte. Até hoje, mais de um ano depois da última eleição, ainda vemos, em algumas casas, bandeiras esfarrapadas tentando sobreviver à ação do tempo. Liberdade de expressão? Sim, obviamente, mas acima de tudo, uma forma de etiquetar as casas, as famílias e os eleitores. Azul, verde, amarelo, roxo, assim são rotulados os cidadãos-eleitores.

Wanderson Nascimento Jornalista 18.560/MG


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Jogadores do Barroso Rugby participam de amistoso contra o Inconfidência Rubgy de Belo Horizonte No dia 21 de dezembro, os jogadores barrosenses Luciano Nascimento, Gabriel Adão e Rodrigo Barbosa participaram de um amistoso entre um time misto dos Búfalos (São João del-Rei), os Brutus (Barbacena) e os Pumas (Barroso Rugby) contra o Inconfidência Rugby, de Belo Horizonte. A partida, que foi realizada na capital mineira, teve como objetivo difundir o esporte e tornálo mais conhecido. A também barrosense Isabella Campos representou o time feminino e se dedicou a fotografar a partida, que terminou com o placar de 19 x 12 para o Inconfidência. “Como é tradicional no rugby, o Brutus “devolveu” a visita que o Inconfidência havia feito a Barbacena em setembro. Enquanto o primeiro jogo serviu como preparação para o Circuito Mineiro de Seven-a-side (modalidade olímpica, de sete jogadores de cada lado), que começaria em Outubro, o segundo era uma mistura de jogo de encerramento de ano e preparatório para o Mineiro na modalidade de XV. Além disso, esses jogos costumam celebrar a amizade entre os times”, afirma Daniel Braga, presidente do Inconfidência. De acordo com Daniel, o jogo foi bastante intenso, com o campo pesado devido a chuva que caiu durante toda a semana na capital. “Foi um bom jogo, e o

Fotos: Isabella Campos

Inconfidência faz votos para que o Brutus, assim como o Barroso Rugby, disputem o mineiro da 2ª divisão, pois enriqueceriam a competição e trariam muito crescimento para o rugby do Campo das Vertentes”, declara. Para Gabriel Adão, ponta do juvenil do Barroso Rugby, o amistoso serviu pra ganhar um pouco de experiência, pôr em prática o que estão aprendendo nos treinos, além de fazer novos amigos. O árbitro da partida, o argentino Jorge Imparato, que integra a Confederação Mineira de Rugby, declara que o esporte em Minas Gerais vem se desenvolvendo bastante. “Muitos times estão sendo fundados. Dentro da Federação Mineira já são 19

Jogador do Barroso Rugby é destaque no Globo Esporte

equipes, fora os que estão treinando e se preparando para integrar a Federação. No entanto, comparado com São Paulo e outras regiões que têm uma presença maior de estrangeiros, ainda estamos um pouco abaixo”, afirma. De acordo com Imparato, o Rugby brasileiro precisa evoluir bastante e, para isso, é preciso investir em categorias de base, incentivar o esporte desde a infância e, inclusive, em comunidades carentes, uma vez que ainda existem muitos jovens ociosos e o esporte poderia preencher o tempo desocupado desses jovens. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, pela primeira vez o Rugby Sevens (jogado com apenas sete jogadores em cada time)

será introduzido nos jogos Olímpicos, o que pode representar um incentivo à prática do esporte no Brasil. De acordo com Luciano Nascimento, que coordena o Barroso Rugby, o incentivo ao esporte em Barroso está sendo muito satisfatório, com grande abertura das escolas para a prática do esporte e apoio também da Secretaria de Esporte e da Igreja Presbiteriana.

O atleta Gabriel Adão, do Barroso Rugby, foi destaque em uma reportagem do Globo Esporte Zona da Mata. Em um esporte famosos pelo contato físico e pela presença de jogadores com porte mais avantajado, Gabriel se destacou justamento por ser pequeno. Com apenas 1,5 m de altura e cerca de 50 quilos, o jogador surpreende pela velocidade e agilidade. “É sempre difícil para o menor pegar um grandão, mas eu aprendi a me virar. Agora é muito mais fácil. Descobri que sou rápido e que, correndo, os caras não conseguem me acompanhar. Como tenho velocidade, passo tranquilamente por eles”, explicou Gabriel à reportagem do Globo Esporte. De acordo com o coordenador da equipe, Luciano Nascimento, essa é a prova de que o Rugby, ao contrário do que muitos pensam, é um esporte para todos.

Nova diretoria da APAE Barroso é empossada

Na noite de 02 de janeiro, tomou posse a nova diretoria da APAE - Barroso (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), tendo como presidente para o mandato 2014 - 2016, Baltazar dos Santos, como vice-presidente, Jairo da Silva e os outros membros da Diretoria Executiva: Getúlio Mayrink (1º Diretor Financeiro), Roberto Ferreira (2º Diretor Financeiro), Maria Aparecida Carbonaro (1ª Diretora Secretária), Rosângela Gomes (2ª Diretora Secretária) e Eliana de Souza (Diretora de Patrimônio). Em seu discurso, o presidente Baltazar

enfatizou a importância do trabalho em equipe e a necessidade das mudanças na gestão da entidade, enfatizando: “nós vamos passar e a Apae vai continuar, portanto, é preciso administrar com muito responsabilidade esta instituição, cujo papel social é de extrema importância”. Marislene Napoleão de Barros representou a expresidente Elaine Terra, em nome de quem proferiu um discurso, destacando o forte trabalho e a dedicação de Elaine Terra no período em que foi presidente da instituição. Leninha também destacou a competência

do novo presidente. “É sempre o presidente quem dá o tom da instituição. E eu sei que o Baltazar vai dar o tom da serenidade, do trabalho honesto, do profissionalismo”, afirmou.

À esquerda, Leninha discursando em nome da ex-presidente; à direita, Baltazar, o novo presidente da APAE.


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Campanha da Acib e do comércio movimenta cerca de 12 milhões de reais na economia de Barroso A promoção “Vem Ka Comprar”, realizada no final do ano pela Acib (Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Barroso), movimentou, de acordo com a instituição, cerca de 12 milhões de reais no comércio de Barroso. Foram mais de meio milhão de cupons distribuídos entre as empresas participantes. De acordo com Deise Damasceno, presidente da Acib, esse resultado é de

grande importância para a economia local. “As empresas participantes movimentaram um valor considerável para a cidade, gerando dignidade para as famílias, emprego e renda para Barroso. Foi maravilhoso”, comenta. No dia 29 de dezembro, foi realizado o sorteio dos prêmios, sendo que o principal deles era um automóvel 0 Km, cuja ganhadora foi Nádia Santos, do bairro Dr. José Guimarães.

“A minha reação foi inexplicável quando fiquei sabendo que ganhei o carro. Eu não esperava”, afirma Nádia. Segundo Deise, a satisfação foi ainda maior, uma vez que todos os prêmios ficaram em Barroso. “Nosso coração é barrosense e está vibrando pois os prêmios foram sorteados para a cidade. Ficamos muito felizes por isso”, declara a presidente da Acib.

Aprenda a fazer um excelente composto orgânico Um excelente adubo orgânico é obtido pela fermentação adequada de restos vegetais e esterco animal, que são humificados, obtendo-se o denominado composto orgânico. O princípio básico é colocar em estreito contato restos vegetais, de decomposição lenta, com esterco ou cama de animais, ricos em nitrogênio e microorganismos. Restos vegetais, como palhas de cereais, casca de arroz, casca de café, folhas de árvores, capim, bagaço de cana, frutas descartadas serragem de madeira, cascas de frutas e outros, preferencialmente picados, são empilhados em forma de medas (montes), com 1,5 a 2 metros de altura e comprimento variável. Procura-se misturar três a quatro partes de restos vegetais com uma parte de esterco de curral. Para isso, marcam-se as medidas da base da meda sobre piso batido ou cimentado e espalham-se os restos vegetais, pisados, obtendo-seumacamadacom cerca de 30 centímetros de

espessura. Rega-se, procurando umedecer o material, porém sem deixá-lo encharcado. Sobre essa camada, espalhase outra, constituída por cerca de 10 cm de esterco puro, ou de cama de curral ou de aviário, que também dever ser irrigada, sem escorrimento. Espalha-se nova camada de restos vegetais, e assim sucessivamente, alternando-se camadas de restos vegetais e esterco, até que a meda atinja a altura adequada. A camada superior deve ser composta por restos vegetais, sendo ligeiramente deprimida no centro. Para a fermentação adequada da meda, trabalha-se ao nível do solo, conservando o material úmido, não devendo ser encharcado nem mantido seco. Para isso, molha-se semanalmente, na ausência de chuvas. Os microorganismos responsáveis pela decomposição necessitam de ar, razão pela qual não se deve expulsar todo o ar da meda, comprimindo-

a demasiadamente, ou encharcá-la. A temperatura interna da meda se eleva, alguns dias depois, o que indica que os microorganismos estão ativos na transformação do material em húmus. Para verificar a temperatura, introduz-se um cano de metal no centro da meda, deixando-o por alguns minutos. Após retirá-lo, avalia-se a temperatura pelo contato com a mão: se não for suportável, estará acima de 70ºC, o que é desfavorável; o ideal é entre 50 e 70ºC, para obter adequada decomposição dos materiais. Caso a temperatura esteja excessivamente elevada, pode-se irrigar a meda mais fartamente e comprimir suas camadas, o que expulsa o ar e diminui o aquecimento. Aos 30, dias deve ser realizado o primeiro reviramento do material empilhado, fornecendo mais ar aos microorganismos e uniformizando toda a massa em fermentação. Para isso, com o auxílio da enxada, corta-se a meda no sentido

se que a nova meda volta a se aquecer, já que a ação dos microorganismos é ativada. Um segundo corte deve ser efetuado 30 dias depois, formando-se outra meda, resultando em nova elevação de temperatura. Ao fim de 90 e 100 dias da construção, a meda se apresenta fria, quase todo o material perdeu seu aspecto típico e formou-se uma massa de coloração escura, com odor agradável, lembrando um rico solo orgânico. Nessas condições, o composto está pronto. O ideal é utilizar o

composto tão logo esteja pronto. Caso seja necessária a preservação, deve-se a meda com lona plástica ou com grossa camada de palha, protegendo-a do sol e da chuva. Nesse caso, o material deve ser arranjado na forma de uma meda o mais comprida possível, que deve ser mantida úmida. Em caso de dúvida consulte o técnico da EMATER-MG.

O grupo “Reclame Aqui! Problemas da cidade (Barroso)” está se mostrando uma eficaz ferramenta para que a população exponha seus problemas e para que eles ganhem visibilidade, chegando a quem pode solucioná-los. Um dos integrantes reclama da falta de iluminação na área próxima à antiga estação ferroviária.

“Queria pedir que o órgão responsável pela iluminação pública desse uma atenção para a situação do trecho da antiga estação ferroviária, que se encontra sem iluminação, colocando em risco a vida das pessoas que circulam naquele itinerá rio”, declara. Outra reclamação é referente à falta de quebra-molas nas ruas do

entorno do novo FAPI. Uma integrante do grupo cita especificamente a rua São José. “Vi a velocidade em que os carros passam por ali, achei super perigoso, pois ali transitam crianças que vão para a escola Francisco Antonio Pires... Será que vão tomar alguma providência para que não haja um atropelamento por lá, ou vamos esperar

acontecer primeiro?”, questiona. Outra integrante da comunidade, em tom de protesto, cita a falta de consciência de alguns motoristas. “Para que serve a faixa pedestre? Para a gente ter a preferência ou para os veículos quase passarem em cima da gente?”, reclama uma jovem que afirma quase ter

sido atropelada enquanto atravessava a rua, com seu filho, pela faixa. Participe do grupo e exponha os problemas pelos quais sua rua, seu bairro estão passando.

Alysson Ferreira Extensionista Agropecuário da Emater - Barroso

Acesse o grupo pelo endereço:

facebook.com/groups/ reclameaquibarroso/


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Família clama por justiça

O Natal de 2013 foi de lamento para uma família e para a população barrosense. A família de Wedson Vicente Maximiano afixou a faixa acima na fachada da casa onde o pedreiro vivia com seus familiares. O corpo de Wedson, que foi jogado no Rio das Mortes na madrugada de Natal, após se envolver em uma briga com quatro indivíduos, foi encontrado quatro dias depois. O Corpo de Bombeiros procedeu às buscas por três dias consecutivos, mas não obteve sucesso. Wedson foi encontrado durante buscas realizadas pelos amigos, parentes e pessoas da comunidade no leito do rio. De acordo com o

depoimento da esposa de Wedson, Claudinéia Lopes, contido no Boletim de Ocorrência, durante a briga, os quatro indivíduos agrediram o pedreiro e arrastaram-no pelo pé, em seguida, jogando-o da ponte que liga os bairros João Bedeschi e Jardim Bandeirante. Claudinéia afirma, ainda, que eles a agrediram com socos e chutes. Segundo seu o depoimento, Wedson ainda estava consciente quando foi jogado no rio. Ainda conforme a fala de Claudinéia no Boletim de Ocorrência, os quatro indivíduos são moradores do bairro João Bedeschi. Até o fechamento desta edição, três suspeitos de envolvimento na morte de Wedson já

haviam sido presos. Em entrevista à Rádio 98 FM Liberdade, Claudinéia Lopes agradeceu a todos que ajudaram nas buscas e deixou seu protesto por justiça. “Meu marido era um homem trabalhador, que não fazia mal para ninguém. Ele deixou um filho, que é especial e uma filha de 16 anos. A gente está sofrendo demais. É uma dor muito grande. A gente não esperava passar por isso. Nós queremos os assassinos na cadeia”, declara. O filho de Wedson, Luiz, também deixou seu recado, pedindo justiça. “Eu quero justiça. Eu quero que prendam esses assassinos”, afirma.

Acima, uma das pedras utilizadas durante a briga. Abaixo, os curiosos, chocados com a morte de Wedson, se aglomeraram à margem do rio na manhã em que o corpo foi encontrado.

Fundação João Pinheiro divulga PIB de Barroso em 2011 O Centro de Estatística e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou, em dezembro, o boletim estatístico do Produto Interno Bruto dos Municípios de Minas Gerais - 2011. O estudo apresenta os resultados do PIB, do PIB per capita e os valores adicionados da agropecuária, indústria, serviços e da administração pública para as 853 cidades mineiras, além dos valores revisados de 2010. Entre as dez maiores economias de Minas

Gerais, estão as cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Uberaba, Ipatinga, Nova Lima, Sete Lagoas e Mariana. Serra da Saudade, Cedro do Abaeté, São Sebastião do Rio Preto, Consolação, Passabém, Paiva, Pedro Teixeira, Itambé do Mato Dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo e Antônio Padro de Minas foram classificadas como as cidades com os menores PIBs do Estado em 2011. O PIB representa a soma

(em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos no município. O PIB per capta é o

resultado do Produto Interno Bruto do Município dividido pelo número de habitantes. Confira, nos gráficos, a

evolução do PIB e do PIB per capta de Barroso de 1999 a 2011 e a comparação do PIB de Barroso com o de cidades da região.

Confira o PIB de Barroso comparado ao de algumas cidades da nossa região CIDADE Barroso

PIB 2011 R$264.105,00

PIB per capta 2011 R$13.409,74

Barbacena São João del-Rei Dores de Campos Prados Tiradentes

R$1.585.313,17 R$1.138.606,57 R$150.621,52 R$83.664,51 R$70.073,37

R$12.461,39 R$13.408,15 R$16.071,44 R$9.908,16 R$9.933,85


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Barroso ganha mais 60 miniempresários A Holcim e o Instituto Holcim realizaram, no mês de dezembro, a formatura de 60 jovens que participaram do Programa Miniempresa. O projeto teve início em agosto de 2013, sendo resultado de uma parceria com a Junior Achievement, que ofereceu a oportunidade a alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Luiz Giarola Carlos e do FAPI, com objetivo de capacitá-los com experiências práticas em economia e negócios. Os jovens contaram com o apoio de funcionários voluntários da Holcim para o funcionamento das miniempresas. Ao longo do programa, os jovens estudantes criaram três miniempresas: Maktub e Ecoart’ da Escola Estadual Francisco Antônio Pires e Criativics da Escola Estadual

Cônego Luiz Giarola Carlos, com o desenvolvimento, produção e venda de produtos como Filtro dos Sonhos, Puff Ecológico e Guarda Ideias. Durante a cerimônia, além dos certificados, os formandos e as miniempresas que se destacaram, receberam medalhas. Na área de vendas, os destaques foram para Tainá Sabrina Rodrigues, da Criativics S.A, da E. E. Cônego Luiz Giarola Carlos. Na miniempresa Ecoart S.A, o destaque em vendas foi para Gabriela da Conceição Dias Lisboa, do FAPI e a aluna que se destacou na miniempresa Maktub S.A, em vendas, foi Ana Cláudia Marques, do FAPI. Ana Cláudia também se destacou em criatividade, persistência e

responsabilidades, juntamente com Melissa Aparecida Finamor de Bessa, da Ecoart e Iara PAtrícia Rodrigues da Silva, da Criativics. Na categoria Equipe, o destaque foi para a miniempresa Maktub S.A,

que recebeu um troféu de melhor relatório. Levandose em consideração a criatividade, o processo produtivo, a preocupação com o meio ambiente e o potencial de vendas, o produto destaque foi produzido pela Ecoart, que

também recebeu um troféu. A miniempresa Maktub também conquistou os troféus de maior rentabilidade e miniempresa destaque.

Por mais 24 horas de sobriedade

Conheça um pouco do trabalho do Alcoólicos Anônimos em Barroso e entenda a importância da atuação destes grupos na sociedade Por Rhonan Moreira Neto Há quem encare a bebida como necessidade, prazer, refúgio, vício ou doença. De qualquer forma, se ingerida em excesso, traz danos incalculáveis a quem a consome, aos seus familiares, amigos e à sociedade. Dados do Governo Federal apontam que a dependência de álcool no Brasil atinge cerca de 12% dos adultos brasileiros, sendo a droga mais popular e mais consumida no país, respondendo por 90% das mortes associadas ao uso de entorpecentes, as chamadas substâncias psicoativas. Trabalhos voluntariosos e de auto-ajuda procuram combater de forma efetiva esse problema social. Um deles, provavelmente o mais conhecido, é o Grupo Alcoólicos Anônimos (A.A.), sociedade sem fins lucrativos criada pelos norte-americanos Bill W. e Dr. Bob e que existe desde o ano de 1935, sendo formada por homens e mulheres que se descobriram incapazes de enfrentar o álcool, admitindo sua fraqueza e procurando a ajuda mútua. A organização possui grupos locais em milhares de lugares em todo o mundo, compondo uma espécie de irmandade

global, com membros em mais de 180 países, segundo informações do próprio A.A.. Em Barroso, atualmente são dois os grupos de A.A. em atividade: Avante e Renascer. Com o propósito de manter a sobriedade, sobretudo por mais 24 horas, um dia de cada vez, além de prestar solidariedade e apoio fraterno aos que procuram por ajuda, os grupos se reúnem diariamente, com exceção das terças-feiras e domingos, sempre no mesmo local. “O grupo Renascer se encontra às segundas, quartas e sextas e o pessoal do Grupo Avante nas quintas e sábados”, declara o senhor X.X., um dos membros do A.A. na cidade, que aqui teve seu nome ocultado, assim como todos os demais que serão citados nesta reportagem, para assegurar um dos propósitos do grupo, que é a garantia do anonimato de seus integrantes. As reuniões são bastante participativas, com depoimentos dos membros, chamados de “partilhas”, relatando suas dificuldades, os problemas enfrentados, traumas nas famílias, as perdas que a bebida proporcionou a cada um deles, tanto sentimentais quanto materiais. “Eu não

tinha diálogo em casa. Saía cedo, ia para os bares, enchia a cara e só voltava à noite, só pra brigar com minha família”, declarou o jovem Y.Y., rapaz bem aparentado, perto dos seus 30 anos de idade, robusto e de barba feita. “Eu não tinha dignidade. Não cuidava de mim, da minha saúde, não ligava pra nada. Só queria beber e gritar pela casa. Mas fui salvo graças ao que encontrei aqui no A.A.”, comenta ele, celebrando a alegria de chegar ao grupo e ser acolhido sem nenhum preconceito ou discriminação. Igualdade. No Alcoólicos Anônimos, todos são iguais, pois todos tem a mesma doença: a fraqueza diante do álcool. “Aqui nesta cabeceira de mesa já tivemos engenheiros, médicos, garis, advogados, pedreiros e desempregados. E todos foram tratados de maneira igual. Ninguém aqui teve mais privilégio por conta de sua condição financeira ou social”, garante o senhor Z.Z., integrante que estava na mesa coordenadora da reunião. E, quando se fala em dinheiro, a filosofia do A.A. é direta. Uma de suas doze tradições, a sétima, enfatiza que “todos os grupos de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando

Foto: Rhonan Moreira Neto

quaisquer doações externas”. Segundo a organização, muitos de seus membros sempre dependeram de ajuda e, por isso, parte de sua recuperação pessoal está em fazer deles mesmos pessoas mais responsáveis. Assim, o grupo depende das doações dos próprios membros ou de visitantes, mas que não são obrigatórias. A renda é destinada a custeios diversos, aluguel da sede (que não pode ser cedida por nenhuma pessoa ou instituição) e doação ao escritório central do A.A., que destina os donativos para o combate ao alcoolismo. Em Barroso, o A.A. está em atividade desde a primeira metade da década

de 1970, e é responsável pelo resgate de muitas vidas, devolvendo a dignidade a muitos homens e mulheres e restaurando as famílias e a comunidade. A pessoa que passa por problemas com o álcool, ou ainda que possua um parente ou conhecido nessa situação, pode procurar pelos grupos Avante ou Renascer, que se encontram semanalmente, às 19 horas, em cima do Salão dos Vicentinos, no bairro Dr. José Guimarães. O anonimato dos membros é assegurado e a organização está de portas abertas para oferecer apoio e incentivo àqueles que queiram se livrar dos problemas com o álcool por mais 24 horas, um dia de cada vez.


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O importante papel social das Irmãs Franciscanas

Presentes em Barroso desde 1959, as Irmãs Franciscanas deixaram um legado de obras sociais e atividades de grande importância para a cidade Uma congregação de Irmãs Franciscanas chegou a Barroso em 04/10/1959, com o objetivo de trabalhar no recém criado Instituto Nossa Senhora do Carmo. O Prédio do Hospital era localizado à Praça do Rosário, onde também funcionou a Cadeia de Barroso e hoje é o Prédio da Apae e a Secretaria do Colégio Invictus. De Barroso, as Senhoras Zinha ( esposa do Sr. Chico Sapateiro), a Sra. Geovana Ladeira, (irmã do Sr. José Ladeira) e a Sra Diolinda Barreto Tarôco ( Dona Lindinha) trabalhavam como voluntárias. O Sr. Genésio Graçano fornecia o leite e o pão para as Irmãs, que colhiam de sua horta e pomar, verduras e frutas para seu próprio sustento. Possuíam também uma criação de galinhas, porcos e posteriormente algumas cabeças de gado que criavam em um pequeno curral. Essas informações são da Sra Elísia do Carmo Pinto, 83 anos – Filha de Maria, zeladora e voluntária em Serviços Sociais das Paróquias de Sant’Ana e N. Sra de Fátima.

No dia 25 de junho de 2012, as Irmãs Franciscanas Penitentes Recoletinas de Oirshot encerraram suas atividades em Barroso, mas deixaram um grande legado de sua atuação marcante e arrojada nas áreas religiosa e social. Ao longo desses anos, as irmãs desenvolveram ações junto à juventude, resultando na fundação da União da Juventude Barrosense (UJB), que desempenhou um importante trabalho social e também contribuiu para a formação humana e espiritual dos jovens barrosenses. Outra atuação de grande relevância foi a pastoral rural, em povoados como o de Pitangueiras, quebrando o isolamento em que viviam diversas famílias e levando a mensagem edificadora do evangelho e o apoio humano e material. A fundação do Ginásio São José também é de responsabilidade das irmãs, que também edificaram um prédio, denominado “Cantico do Sol”, onde residiram e onde funcionou o noviciado, ou seja a formação básica das postulantes à vida religiosa.

Poesia em Prosa A filosofia da casca do ovo

Wendell é graduado em Letras (Português/Espanhol), pela Universidade Presidente Antônio Carlos, pós-graduado em Língua Espanhola pelo Instituto FINOM e professor de espanhol, francês e italiano.

Fotos: Arquivo / CMB. Texto: Colaboração de Léia Cerqueira

Irmã Magdaline

Irmã Laurenza

Irmã Rosa Dias Rodrigeus

Acho que o mundo já acabou e se esqueceram de nos avisar. Não há como entender o quão vazio as pessoas de hoje são. Não há espaço para a sabedoria. As bibliotecas estão vazias e as academias lotadas. Há tempos a nossa involução progride sem cessar. As pessoas se escolhem como frutas na feira, se estão reluzentes e de boa aparência servem a seu propósito. Do contrário são relegadas ao vazio de uma solidão dentro de um caixote de madeira, antes de ser descartado de vez no lixo. Eu vejo pessoas gastarem mais dinheiro para explorar o espaço do que usarem para sanar a fome de outros. Eu vejo o amor ser confundido com membros cada vez maiores, como se você escolhesse carne no açougue. É Friboi? Eu vejo o filho matar o pai por dinheiro, a mãe colocar o filho no cesto de lixo e o filho mata ambos para viver uma irrealidade narcótica. Eu vejo o grande erro do mundo e todos festejam. Beijam-se antes de se esfaquearem. Eu vejo que sou cego e dessas cegueiras que me foram impostas por mim mesmo. É por isso que repito palavras, escrevo crônicas que se parecem poesias, uso palavras que não sei o significado. Em terra de cegos, quem se cega acaba sendo aceito pelo bando. E consegue uma casa, um carro, um quintal, um cachorro e churrasquinho todos os finais de semana e uma mulher para chorar por ele, enquanto descasca pilhas e pilhas de cebola.


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Vereador Jaiminho cobra do Executivo melhorias na área de segurança pública Na última reunião ordinária dos vereadores em 2013, o vereador Jaiminho Nogueira, ao fazer uso da da palavralivre, destacou a falta de infraestrutura da segurança pública em Barroso, cobrando providências do Poder Executivo Municipal. De acordo com o vereador, no início de seu mandato, ele procurou o delegado da Polícia Civil de Barroso, Dr. Alexsander Soares Diniz, para que fizesse um diagnóstico da situação da delegacia de polícia de Barroso. O delegado, então, apresentou, por meio de um ofício, os vários problemas do município em relação à segurança. Segundo o vereador, a principal carência apontada pelo delegado se refere à falta de recursos humanos. “Em um trecho do documento, o Dr. Alexsander diz: É de conhecimento desta casa quanto às reais carências de elemento humano que passa esta delegacia. O efetivo em 2007 era de nove investigadores.

Foto: Câmara Municipal de Barroso

Hoje, só temos quatro e mesmo assim, um deles é o único servidor que opera na área de trânsito. Ao assumir esta unidade policial em novembro de 2009, o efetivo contava com dois escrivães de carreira, hoje, só conta com um, porque um deles pediu aposentadoria e não foi reposto outro em seu lugar”. No ofício, o delegado aponta a falta de um escrivão de carreira como um sério problema. “A falta de escrivão de carreira causa graves prejuízos à regular tramitação dos

inquéritos policiais, do retorno dos procedimentos para a justiça. Existe uma resolução 7.197/09, que exige que toda delegacia de polícia tem que ter, no mínimo, dois escrivães e aqui não tem”, afirma. De acordo com o vereador, o delegado lamenta que o Governo do Estado tenha realizado um concurso público para 400 novos profissionais na área de investigação infelizmente, nenhum deses novos servidores veio para Barroso. A situação da Delegacia de Polícia de,

Barroso “é uma lástima”, afirma o delegado em seu ofício. O vereador sugeriu que a Prefeita de Barroso faça uma viagem a Belo Horizonte e tome as devidas providências junto à Secretaria de Estado de Defesa Social, com o apoio de seu particular amigo, Alberto Pinto Coelho, Vice-governador do Estado, para expor a situação da segurança pública em Barroso. “Há de se destacar o trabalho hercúleo que os nossos policiais civis e militares têm realizado para manter a segurança em nossa cidade, apesar de tantas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao número reduzido de pessoal”, ressalta o vereador. Segundo Jaiminho, apesar de a segurança ser de responsabilidade do Estado, é um problema que afeta o município, portanto, a instância de governo municipal também é responsável.

Acidente com cadela alerta para riscos com rompimento de cabos de energia No último 22 de dezembro, um fio energizado se rompeu na rua Tupinambás, no bairro Rosário, causando a morte da cadela Mabel, de quatro meses. De acordo com a proprietária do animal, Eliziane de Paula, o fio se rompeu por volta das 13h. Ela e os vizinhos fizeram diversas tentativas de entrar em contato com a Cemig por telefone, mas não foram atendidos. “O meu irmão em São joão del-Rei conseguiu entrar em contato com a Cemig por chat, na internet, às 16h32. Eles disseram que iam mandar uma equipe, que só chegou mais ou menos uma hora e meia

depois que conseguimos entrar em contato”, afirma. Segundo a jovem, o fio se soltou e ficou no chão, soltando faíscas. A cadela, ao morder o fio, morreu eletrocutada. De acordo com Eliziane, havia crianças na rua, que foram expostas ao mesmo risco. “E se fosse uma criança que tivesse morrido?”, questiona. De acordo com as recomendações da Cemig, “Não se aproxime e afaste as pessoas. Um fio partido pode estar energizado e causar acidentes gravíssimos, se tocado ou afastado com objetos. Somente a Cemig poderá removê-lo”.

Jaiminho vota contra projeto que altera a estrutura organizacional da Prefeitura Na mesma reunião ordinária que fechou o ano de 2013, entrou para votação na ordem do dia o Projeto de Lei substitutivo ao Projeto de Lei nº 047 de 05 de dezembro de 2013, o qual “dá nova redação à Lei Municipal nº 2.424/13, que estabelece a estrutura organizacional básica da Prefeitura de Barroso e dá outras providências”. “Eu analisei esse projeto e vou votar contra porque, no meu entendimento, ele pode servir de mais um cabide de empregos. São 109 cargos de provimento em comissão. Neste ano aprovamos vários projetos reajustando os salários de determinadas classes de servidores (professores, diretoras, profissionais da Assistência Social e procuradoria jurídica)”, declarou o vereador. “Quando aprovamos tais projetos, o líder da Prefeita, vereador Anderson, disse que, em breve, seria enviado à Câmara um projeto de lei estabelecendo o plano de cargos e salários dos servidores municipais, com o consequente reajuste de salários, pois a equipe econômica estava realizando estudos nesse sentido, mas infelizmente, o ano terminou e nada foi enviado à Câmara”, ressaltando que “é muito grande a defasagem salarial de determinados servidores em relação à data do último reajuste (2004), concedido pela atual Prefeita”, declara o vereador. “Como eu vou votar aqui um projeto que tem 109 cargos de provimento em comissão? Por mais que eles já existam, eu não concordo com isso, porque muitos do que estão nesses cargos, são colaboradores competentes, mas há muitos que estão nesses cargos que são colaboradores de campanha política. Além disso, o projeto abre um crédito especial de R$ 500 mil, por isso vou votar contra”, afirmou o vereador. A vereadora Deléia acompanhou Jaiminho na votação, sendo contra o Projeto de Lei.


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Dependente, a Praça da Independência Na realidade a praça denominase PRAÇA GUSTAVO MEIRELES, onde foi edificado o obelisco, no qual se encontra fixada a placa que registra a emancipação político-administrativa de Barroso, contendo os seguintes dizeres: “MARCO DA INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BARROSO EM 1º DE JANEIRO DE 1954 Emancipado pela Lei nº 2.039 de 12 de dezembro de 1953 Sendo Presidente da República Getúlio Vargas e Governador do Estado de Minas Gerais Juscelino Kubistchek de Oliveira” Nas comemorações do sexagésimo aniversário do município de Barroso, o marco de sua história não foi lembrado, em uma praça que precisa ser repaginada, com iluminação adequada à sua importância e canteiros que valorizem o seu espaço. A justa homenagem ao Cônego Luiz Giarola Carlos, com a colocação de sua estatua em um pedestal, também na Praça Gustavo Meireles, acabou por eclipsar o obelisco, prejudicando o registro histórico e mais, colocando a estátua distante das pessoas, isolou-o da comunidade barrosense, postando-a longe do alcance das gerações que se sucederam, dificultando manter vivo em suas memórias as suas importantes realizações em benefício de Barroso. O Conselho Municipal do Patrimônio, na luta pelo tombamento da Praça Gustavo Meireles, já propôs a transferência da estátua para a frente da Matriz de Sant’Ana, uma das realizações do Cônego Luiz, além de sua atuação na área da saúde, com a criação do Instituto Nossa Senhora do Carmo para a manutenção do Hospital em Barroso, o Ginásio São José na área da educação e o

2014

Começa um novo ano. E com ele as promessas de mudanças de toda sorte. Cada um traça uma meta a conquistar, seja física, social ou financeira, o ano nasce cheio de expectativas. Desde já, desejo a todos os leitores um maravilhoso 2014. Uma dica: trace metas que podem ser cumpridas. Essa é a dica que tenho captado de especialistas em comportamento humano. Essa medida, que parece óbvia, mas não é, evitará frustrações. Festas de Réveillon aconteceram por toda a cidade. Quero aqui

Lar Nossa Senhora de Fátima, no setor de assistência ao idoso, entre tantas outras iniciativas importantes para a comunidade barrosense. Temos a expectativa de que nas comemorações do sexagésimo primeiro aniversário de Barroso em, 12 de dezembro de 2014, a Praça Gustavo Meireles seja reestruturada, com iluminação adequada, belos jardins e, sobretudo, com a presença dos nomes de Brasilino dos Reis Melo, Epifânio Barbosa, Geraldo Napoleão de Souza, José Augusto de Souza, José Pio de Souza, José da Silva Pinto e Silvano Albertoni, grandes homens que, voluntariamente, compuseram a Sociedade dos Amigos de Barroso, que de 1948 a 1953, com recursos próprios lutaram pelo bem sucedido objetivo de tornar Barroso um município emancipado políticoadministrativamente. PRAÇA GUSTAVO MEIRELES, A “PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA”

Brasil de tributos e escravos

Chegou 2014, com fogos, muitos fogos! E muitos impostos também. Aliás, tem muita gente comemorando a carga tributária do nosso país. É de dar inveja a muitos governantes. Vivemos um momento de aceleração da economia, por isso arrecada-se mais. Da América do Sul, dos países em desenvolvimento e dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o que tem a mais elevada carga tributária. Esses dados poderiam realmente ser motivo de comemoração, se o Brasil tivesse menos desigualdade social. Gostaria de comemorar junto com a sociedade o bom atendimento na saúde, em vez de presenciar as filas nos hospitais, a falta de medicamentos, pessoas morrendo por falta de CTI. Para se ter uma idéia, pagamos cerca de 35% de impostos num simples xarope para tosse. Queria comemorar o fim dos manicômios e o atendimento humano e necessário dado aos doentes mentais. Quem sabe assim o “Valdeci

Artigo de opinião Antônio Maria Claret de Souza - Vereador

destacar a oficial, realizada pela PMB. O que iniciou com uma picuinha eleitoral, a nova localização para festividades públicas parece que já criou raízes fortes. Com o passar do tempo vai se mostrando acertada a escolha daquela área, com a consequente retirada de aglomerações no centro da cidade e toda a confusão que causava no trânsito. Acho que a única festividade que permanecerá no centro da cidade é a festa de Santana. Ou não? Te cuida Padre Fábio! Também vale elogiar a queima de fogos, que impressionou a todos. Mas uma coisa tem me chamado a atenção nas comemorações públicas ali realizadas: a violência. Tem sido grande o número de ocorrências de agressões

e corre-corre, levando pânico às pessoas que frequentam as festividades. A sensação de insegurança toma conta das pessoas e não se vêem policiais em número suficiente para conter os ânimos exaltados. A violência tem crescido de maneira assustadora em Barroso. Tantas reuniões e debates de autoridades se fizeram sobre o assunto e parece não terem sido suficientes. Com a palavra, novamente, as autoridades competentes. Novas medidas precisam ser tomadas e com urgência. E que atinja o objetivo da trazer de volta a paz e a segurança desejadas, claro. Para completar o assunto do ano novo, 2014, vale lembrar que ele promete ser agitado, com vários

não teria sido um caso de polícia em nossa cidade. Queria celebrar a qualidade da educação junto com meus colegas professores, em vez de vêlos trabalhar exaustivamente num sistema falido e desumano, que proporciona insatisfação, descaso e uma contínua chacina ao saber. Aliás, de 58 países analisados que investem em educação, o Brasil ocupou o 53º lugar, e isso não dá para comemorar. Ficaria imensamente feliz se tivéssemos rodovias melhores, mais sinalizadas e, com isso, uma diminuição do número de mortos nas estradas. Poderíamos comemorar a redução do uso das drogas e a diminuição da violência, a melhoria da segurança pública e da qualidade de vida dos brasileiros. Não teríamos tantas mães sofrendo pelos filhos perdidos pelo crack, nem tantas viúvas e órfãos. “O Brasil arrecada como país de primeiro mundo, mas retorna para a população como país de terceiro mundo.” Com certeza isso não dá para comemorar. 2014 chegou e com ele, IPVA, IPTU e tantas outras despesas. A soma da voracidade fiscal com a ineficiência demonstrada pelo serviço público tem gerado uma humanidade infeliz, que sobrevive a duplas jornadas de trabalho para manter-se “quase viva”, cansada e escravizada em pleno século 21. Que bom seria se houvesse distribuição justa de riqueza., Assim, a gente comemoraria.

Artigo de opinião Vereadora Deléia deleiavelho@hotmail.com

Foto: Wanderson Nascimento

acontecimentos agendados a saber: Copa do Mundo de Futebol, Eleições e, com estes, as manifestações de rua. Podem esperar! As coisas podem não terminar como gostariam organizadores e principais interessados nesses dois eventos. Baderneiros à solta e a crônica falta de planejamento tupiniquim, especialmente na seguran-

ça de grandes eventos, podem manchar a imagem do país, nos deixando um triste legado.

Artigo de Opinião Dr. Luciano Napoleão de Souza Médico Ginecologista e Obstetra


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OLHARES DE BARROSO Essa bela foto, batizada de “Caminhos da Liberdade”, foi nas imediações da Invejosa, por Ronaldo Fernandes, um dos membros mais recentes do grupo “Olhares de Barroso”. Ronaldo é vigilante, mas tem uma relação de amor com a fotografia. “O que mais me admira na fotografia é o olhar de cada pessoa. Cada um tem um olhar diferenciado do outro, isso torna a fotografia esse mistério prazeroso de cada vez mais fotografar, principalmente nas horas de lazer. É um santo remédio contra o stress. Eu, quando saio para tirar fotos, não vejo o tempo passar”. O motivo favorito de Ronaldo são paisagens. “Particularmente, gosto de fazer mais fotos de paisagem, mas quando estou inspirado, clico no que bato o olho e acho que fica bom. A fotografia é um momento unico se você peder esse momento provavelmente não terá outro. Ronaldo utilizou uma câmera compacta para captar essa imagem, o que mostra que as principais ferramentas para se fazer uma bela foto são a sensibilidade e o olhar apurado, o que o autor tem de sobra. Veja essa e mais fotos e vídeos em: www.facebook.com/groups/olharesdebarroso

Jornal Primeira Página - Janeiro de 2014  

Edição 10 do Jornal Primeira Página

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