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Barroso - MG. Agosto de 2013. Edição nº 05, ano 01. Distribuição Gratuita

Nova lei municipal promete pôr fim à polêmica envolvendo as cinquentinhas De acordo com a nova lei, os proprietários deverão procurar o setor de tributação da Prefeitura de Barroso para efetuar o registro e o licenciamento de seu ciclomotor. Pág. 3 Jovens Barrosenses estiveran na JMJ. Pág. 4 Estudantes de Barroso terão meio-passe em coletivos. Pág. 3 A longa história do Distrito Industrial. Pág. 7 e 8 Projeto Aprender forma primeira turma. Pág. 10 GIRB promove 3ª edição do “Todos contra as drogas”. Pág. 11 Inverno Cultural e Festival de Inverno em fotos. Pág. 12 Barroso é a 70ª melhor cidade para se viver em Minas Gerais. Pág. 13

As melhores marcas em um só lugar!

Rua. Cel. Artur Napoleão, 93. Centro. Tel.: 3351-1092


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Editorial Passou o mês de julho, passaram as festas e voltamos à vida normal. Tivemos eventos para todos os gostos: para aqueles que curtem sentir a adrenalina no sangue, tivemos o Encontro de Jipeiros e o Trilhão. Para quem curte Rock & roll, o Encontro de motociclistas veio a calhar. Para a geração dos anos 80, o show da Blitz foi bem bacana. Para os mais nostálgicos e apaixonados por carros, o Encontro de automóveis antigos fez matar a saudade e conhecer a história. Os barrosenses ausentes abrilhantaram o tradicional “baile” e também vieram celebrar a nossa padroeira, que também abençoou os mais de 60 atletas na Corrida Rústica de Santana. A diversidade cultural foi marcante no Encontro de Cultura Afro, que mostrou um pouco das origens da nossa mestiça brasilidade. E para nos brindar com um pouco de boa música e fugir do monossilábico sertanejo universitário (tomaram que se forme logo!) e outros produtos musicais midiáticos, o Festican fechou as festividades do Festival Cultural e Turístico. A mudança da maioria dos eventos para o Parque de Exposições deu a impressão (talvez pela maior dimensão do espaço) de que ficaram mais vazios, ou menos cheios do que quando aconteciam no centro da cidade. É inegável que os moradores da região central foram beneficiados, principalmente porque não precisaram ter o desgostoso trabalho de lavar a urina em suas calçadas e seus portões, mas, convenhamos, o Festican, por exemplo, perdeu um pouco de seu charme. A ONU divulgou o IDHM, que mede o nível de desenvolvimento humano dos municípios. Barroso está bem colocado, é a 70ª melhor cidade para se viver em Minas Gerais, junto com outras três. Estamos bem, mas esses índices devem ser vistos com ressalva, devido às mudanças na metodologia da pesquisa e não devem, de maneira alguma, servir para conter ações de melhoria. Em julho vivenciamos uma experiência única com a semana missionária do MAGIS, que antecedeu a Jornada Mundial da Juventude. Vários jovens, de várias cidades, advindos de culturas totalmente diferentes da nossa, estiveram unidos por um mesmo propósito e por uma palavra que irrompre as fronteiras e diferenças linguístico-culturais: FÉ. Parabéns aos barrosenses que participaram do MAGIS, foram responsáveis pela calorosa recepção e mostraram que nós, apesar de todos os percalços, somos um povo solidário e receptivo. Vocês mostraram a capacidade de concretizar as sábias palavras do Papa Francisco. Vocês não têm ouro, nem prata, mas cultivam o amor de Cristo em seus corações, transmitindo-o ao próximo.

Charges do Beto

Mídia e Política QUAL O CUSTO-BENEFÍCIO DO SEU VOTO?

Enquete Política

O resultado de julho do aplicativo Enquete Política do Facebook trouxe a liderança do vereador Jayme Nogueira, com 66,67% de aprovação, seguido da vereadora Deléia, com 60% e do vereador Tonho, com 57,14%. Em quarto lugar aparece Fernado Terra, com 50% de aprovação, empatado com Kiko do Bedeschi e Eduardo Pinto. Os três últimos foram Hélio Campos, com 42,86% de aprovação, empatado com Zeca da bicicletaria e, em 9º lugar aparece o vereador Anderson, com 28,57% da aprovação dos internautas. A prefeita de Barroso, Eika Oka de Melo, teve a aprovação de 43,16% dos internautas em julho. O governador de Minas, Antônio Anastasia, apareceu na 13ª posição entre os outros governadores, com apenas 27,82% de aprovação. A aprovação da presidente DIlma Rousseff foi de somente 32,74% em julho. Para acessar o aplicativo e votar, basta entra no endereço: apps.facebook.com/enquete_ politica.

Vandalismo em creche e posto de saúde do Nova Barroso

Na madrugada de sexta para sábado (03/08), menos de 24 horas após serem colocados, os vidros da nova creche e do posto de saúde do Nova Barroso foram quebrados por vândalos. Segundo vizinhos das obras, a depredação foi cometida por um grupo de jovens, aparentando serem menores de idade, que estavam vindo da direção do Parque de Exposições. O fato chama a atenção para a necessidade de vigilantes no local, uma vez que há somente um servidor no Ceclans, o que já é insuficiente devido à extensão do local e, a este vigilante, não

compete vigiar a creche e o posto. Os vândalos têm ainda mais facilidade devido à falta de iluminação, uma vez que algumas lâmpadas estão queimadas.

Edição, redação, arte e fotografia: Wanderson Nascimento. Colaboração: Luciano Nascimento Charges: Beto Moura dáblio-N comunicação CNPJ: 17.798.833/0001-42 Tiragem: 1.000 exemplares E-mail: primeirapaginabso@ig.com.br Tel.: (32) 3351-3473 Pontos de distribuição: Barbearia do Rossil (Bandeirantes); Mercearia do Sandrinho (Bedeschi), Sup. Economia (São José), Sup. Zelito (Jd. Europa), Praça Santana (Centro); Gambá Lanches (Centro); Barbearia do Tião (Centro). PAdaria Silva (J. Coelho); Mercadinho do Rivaldo (Guede), Portaria da Holcim (Rosário); Bar do Marreco (Sta. Maria); Bar do Flávio (N. Barroso); Sup. Sto. Expedito (Guimarães); Bar da Vilma (Praia).

O comportamento eleitoral é uma das questões que mais me intrigam. O arranjo político democrático tem como principal premissa a participação dos cidadãos no processo de decisão. No entanto, o que será que define a escolha eleitoral dos cidadãos? Um importante estudioso da Ciência Política, Anthony Downs, é autor da teoria econômica da democracia, também conhecida como teoria da escolha racional. O pensamento de Downs traz uma explicação econômica para o voto, segundo a qual, tratase de uma escolha racional, ou seja, planejada, para alcançar os fins econômicos ou políticos conscientemente selecionados. Em síntese, o eleitor faz uma análise do custo-benefício de seu voto, avaliando, por um lado, o benefício que pretende obter com a vitória de seu candidato e, por outro, os custos com os quais vai arcar por decidir votar e os custos do próprio ato de votar (tempo e energia gastos para se deslocar até a urna). A teoria tem mais de 50 anos, apresenta diversos “buracos” e já foi derrubada em muitos aspectos, mas não deixa de contribuir, principalmente quando nos deparamos com escândalos relacionados à compra de votos. Seu voto tem preço? Varia de acordo com a necessidade. O de alguns eleitores tem o preço de uma cesta básica, enquanto o de outros vale até um automóvel. Lotes e materiais de construção também vêm a calhar, quando se mora mal ou não se tem onde viver. Quem acha que o voto de cabresto é coisa do passado, está redondamente enganado! Ele só está maquiado, mas continua com sua essência na compra de votos, abuso de autoridade e utilização da máquina pública. É impressionante o fato de que, mesmo com o voto secreto, os “coronéis” continuam atuando para aumentar o rebanho de seu “curral eleitoral”. A cada dois anos, alguns cidadãos recebem um cabresto e se encaminham a suas baias eleitorais. Quem se rebela, é excluído do rebanho. - Você não votou em mim? Agora você vai varrer rua! E você, votou em mim? Já vou providenciar sua gratificação e a nomeação em um cargo superior. E assim os anos se sucedem e, enquanto alguns ruminantes pastam e lambem sal, outros são alimentados com uma deliciosa e nutritiva ração. E depois se revezam e estes vão lamber sal por quatro anos. Enquanto nos contentarmos em ser tratados como ruminates, o máximo que poderemos exigir é um cabresto que combine com a ferradura ou os estribos. Wanderson Nascimento Jornalista


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Nova Lei Municipal regulamenta ciclomotores Foi sancionada uma nova lei para disciplinar e regulamentar o registro e o licenciamento dos ciclomotores, as famosas mobiletes e cinquentinhas. Originária de um Projeto de autoria do vereador Edison José de Campos (Zeca da Bicicletaria), a Lei 2.448/2013 delega ao Município de Barroso a competência de regulamentar o registro e licenciamento dos ciclomotores, além dos veículos de tração humana e animal. A nova lei cumpre a função estabelecida no Artigo 129, do Código de Trânsito Brasileiro, segundo o qual, compete à legislação municipal o registro e o licenciamento desses veículos. De acordo com o vereador Zeca, que está engajado há cerca nove anos pela causa dos condutores de ciclomotores de Barroso, já existia uma lei que regulamentava esses veículos, mas ela (1.984/2004) não estava plenamente de acordo com as determinações do Código de Trânsito. “A lei estabelecia, por exemplo, que o uso de capacete era opcional e não proibia o uso desses veículos por menores de idade. Portanto, a Polícia não deu muita credibilidade a essa lei”, afirma. Zeca explica que, após a troca do comando da PM em Barroso, oTenente Durso afirmou que iria apreender os ciclomotores que não estivessem regularizados. Em entrevista

à Rádio 98 FM Liberdade, o Tenente Durso afirmou que o Código de Trânsito Brasileiro determina que, para conduzir um veículo automotor, o condutor deve estar devidamente habilitado e o veículo deve estar emplacado e ter o Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV) pago, além de serem observados os itens de segurança. Segundo o vereador Zeca, é legítima a exigência dos itens obrigatórios, como por exemplo faróis, retrovisores, buzinas e uso de capacete, bem como o registro e o licenciamento do ciclomotor, mas não faz sentido a cobrança da habilitação, uma vez que o Detran de Minas Gerais não faz a expedição da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores) e, portanto, se não existe a oferta desse documento pelo Detran, não se pode exigi-lo do condutor. “Essa lei vem para amparar e para que os condutores possam trafegar na cidade, mas respeitando a lei, usando capacete, com todos os itens de segurança, com lanternas funcionando, não pode ser menor de idade, não pode trafegar na rodovia”, declara o vereador. De acordo com Zeca, se o condutor for parado em uma blitz, não tiver a habilitação de categoria ACC o A e o veículo for apreendido, ele pode procurar a justiça e impetrar um mandado de segurança.

O vereador entende que, apesar de o gasto financeiro e os procedimentos para se ter a ACC serem praticamente os mesmos da categoria A, o condutor deve, ou pelo menos deveria ter, o direito de escolher entre elas. Porém, o Detran não emite a ACC e, portanto, não se pode exigí-la dos condutores de ciclomotores. “Se a pessoa não tem a ACC, não pode ser exigida a categoria A, pois ela é para conduzir as motocicletas”, afirma o vereador. A cabeleireira Flávia Ferreira é habilitada na categoria B, para carro, e defende que não se pode exigir a categoria A, que é requerida para conduzir as motos, uma vez que os ciclomotores têm baixa cilindrada e só podem trafegar dentro da cidade. “Já que a Polícia quer exigir a habilitação, que seja conversado com a autoescola para fazer pelo menos um curso preparatório para quem não tem nehuma habilitação poder ter conhecimento das regras de trânsito”, afirma. O aposentado Armando Avelino de Andrade tem uma mobilete e não é habilitado. “É errado exigir a habilitação, porque a mobilete é só para andar dentro da cidade”, declara. De acordo com o vereador Zeca, será agendada ainda para este mês uma reunião com comandante do 38º BPM, o Ten. Cel. Newton Santos da Cruz para que ele tenha ciência desse nova lei no município de Barroso.

Estudantes de Barroso terão meio-passe em ônibus

Foi sancionada, em julho, a Lei nº 2.449, que concede meiopasse a estudantes no transporte coletivo urbano de Barroso. A lei, cujo projeto foi proposto pelo vereador Marco Antônio da Silva (Kiko), concede o direito do pagamento de meia passagem a estudantes que comprovem estar regularmente matriculados e cursando o ensino fundamental, médio, técnico ou superior, por meio de carteirinha expedida pela empresa de ônibus. Não terão direito ao meiopasse os estudantes que já recebem vale-transporte, ou outro benefício semelhante do governo federal, estadual ou municipal. Por exemplo, quem estuda nas cidades vizinhas e usufrui do benefício dos 60% do transporte, oferecidos pela prefeitura, não terá direito a meia passagem. De acordo com o vereador

Kiko, a Lei vai beneficiar diversos estudantes de Barroso, principalmente os mais carentes, que não têm condições de arcar com a passagem integral. O vereador destaca que já existia uma Lei Municial (1906/2002) que concedia o meiopasse, mas ela não era cumprida, até por desconhecimento da própria empresa de ônibus. “A lei anterior precisou ser modificada, pois não oferecia informações suficientes e restringia o direito a estudantes de instituições sediadas apenas em Barroso. Agora fizemos uma lei mais ampla e clara, que será cumprida e beneficiará muita gente”, afirma. Kiko já articulou com a empresa que presta o serviço de transporte coletivo na cidade e as carteirinhas já foram confeccionadas. Aqueles estudantes que quiserem usufruir do meio-passe

terão que comparecer ao escritório da empresa Barroso Transporte Urbano, situado na Avenida Tiradentes, S/N, no Jardim Europa. Eles deverão ter em mãos um atestado ou declaração de matrícula expedida pela escola ou pelo curso, uma foto 3x4 e um documento de identidade (RG, CPF ou Certidão de Nascimento). A carteirinha é entregue na hora. Os estudantes deverão comprar os bilhetes no escritório da BTU e eles só poderão ser utilizados mediante a apresentação da carteirinha. O vereador vai estudar com a empresa a possibilidade de haver outros pontos de venda na cidade, como, por exemplo, em estabelecimentos comerciais. “Nossa intenção é facilitar ao máximo para que os estudantes possam fazer uso de seus direitos”, afirma Kiko.

Ciclomotores têm motor com até 50 cilindradas e não ultrapassam velocidade de fábrica de 50 km/h, o que o diferencia de uma motocicleta (foto).


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Nota de agradecimento O Vereador Jaiminho Nogueira, suas filhas e demais familiares, agradecem a comunidade Barrosense que, na sua intimidade com Deus, em suas orações silenciosas, rogaram a Deus pela cura e recuperação de Ana Lúcia de Souza Nogueira, a Professora Lucinha. Expressamos aqui nossos sinceros agradecimentos de afeto, carinho e demonstração de Amor a todos nós. Que Deus os recompense sempre! Atenciosamente, Vereador Jaiminho.

Barrosenses marcaram presença na JMJ Um grupo de 30 barrosenses representou nossa cidade na Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu entre os dias 23 e 28 de julho. De acordo com Gilliard Monteiro, que faz um trabalho de evangelização por meio do site www.doutrinacatolica.com. br, participar da JMJ foi uma experiência única. “É um divisor de águas, minha fé se renovou desses dias em diante, um fato destaco é que me muitas vezes o grupo teve de andar de mãos dadas para não se perder passando para nós um lição de união”, afirma. A jovem Vanessa Santos destaca o fato de, apesar das diferenças linguísticas e culturais, todos estavam unidos pela fé. “Não falamos a mesma língua, mas nossos olhos dizem uns aos outros que há esperança de dias melhores,pois o Senhor vela por nós.Não estamos sozinhos”, declara. Cleber Rodrigues afirma que

Turma de Barroso na chegada ao Rio de Janeiro e no calçadão da Praia de Copacabana, acompanhando as celebrações da JMJ. Estão nas fotos: Wescley (Marrom), Cristiane, Vinicíus, Josiane, Regiane, Helton, Edivânia, Ney, Alexandre, Ronan, Gilliard, Vanessa, Lucilene, Fabiana, Larissa, Gisele, Marco Aurélio, Flávia, Ana Lúcia, Franciele, Emilio, Ana Paula, Rafael, Lauro, Manoel, Taise, Cleber, Talita e Jonas. Fotos cedidas por Wescley Renato (Marrom)

a juventude é vista pela igreja como a esperança de renovação. “As palavras de estímulo do papa Francisco a toda juventude mostraram que a igreja aposta nesse vigor, que é próprio de nós jovens e nos conclama a sairmos ao encontro daqueles que ainda não fizeram a experiência do amor de Deus e que não nos tornemos

uma ONG”, afirma. As jovens Larissa Moreira e Gisele Teixeira se emocionaram com a presença do Papa Francisco. “Ele carrega a humildade e a alegria de quem possui como bem maior não ouro e a prata, mas o próprio Cristo, traduzidas no sorriso sereno, que a todo momento trazia no rosto”.

Para Wescley Renato (Marrom), que liderou o grupo, a JMJ reresentou uma experiência ímpar e inesquecível em sua vida. “Agora somos jovens para revolucionar, sair pelas ruas e anuciar o Amor de Deus a todas as pessoas; somos o tempero que faltava em nossas paróquias. Evangelizar é preciso, juventude

de Barroso!”, enfatiza. Osbarrosensesforamacolhidos pela Dona Alzira Machado, mãe do Wescley (Marron) e família, e permaneceu no Rio por três dias, participando de celebrações como Via Sacra, show com cantores religiosos, vigília e a Missa de encerramento da JMJ, celebrada pelo Papa Francisco.

Jovens de vários países visitaram Barroso e região em semana missionária que antecedeu a JMJ.

À esquerda, jovens do MAGIS na APAE; ao centro, despedida feita pela equipe do Hospital e; à direita, missa celebrada pelo Pe. Raniéri no Lar Nossa Senhora de Fátima

Na semana que antecedeu a Jornada Mundial da Juventude, jovens, de várias partes do planeta, participaram do MAGIS em Barroso. De acordo com o Pe. Raniéri Araújo Gonçalves, que acompanhou os jovens em Barroso, essa experiência é “uma forma do jovem conhecer outras culturas e também fortalecer a sua fé. É um momento em que eles vão partilhar com outros jovens a sua caminhada, em que vão receber formação na fé”, declara. 22 jovens da Eslováquia, Bolívia, Hungria, Cingapura, Venezuela e República Tcheca participaram de trabalhos sociais em instituições como APAE, CEPAS, Hospital e Lar Nossa Senhora de Fátima, sempre contando com a ajuda de intérpretes do curso de idiomas Cultura Inglesa, que mediaram o contato dos jovens com os barrosenses.

Para Lauro Lamounier, que é integrante do grupo do Pós-Emaús Conto Contigo e já desenvolve diariamente trabalhos voluntários no CEPAS, a experiência foi única. “É uma das vivências mais fantásticas que eu já tive. Os jovens estrangeiros trouxeram uma docilidade, uma vontade, uma disposição de fazer a caridade que raramente encontramos aqui”. De acordo com Lauro, “essa experiência concretiza um amor que é muito proclamado, falado e cantado nas religiões em geral. A prática do trabalho voluntário vem concretizar esse amo, mostrar que sim, é possível construir um mundo melhor”. Segundo o Padre Fábio José Damasceno, a vinda desses jovens, a maioria de países desenvolvidos, fazendo trabalhos humildes, é

é uma experiência enriquecedora para os barrosenses. “Os jovens são muito abertos ao trabalho e prestaram um trabalho generoso, atento aosmais necessitados e isso é muito importante”, declara, destacando a dimensão dessa experiência para o, amadurecimento do indivíduo na fé. Pe. Fábio destacou, ainda, a importância das instituições filantrópicas e do trabalho voluntário. “Nós temos que fazer trabalho que seria da esfera pública. Quem deveria cuidar de idosos, da fome do povo, quem deveria cuidar de hospitais e dos excepcionais seria o poder público. Como temos a negligência dos políticos que infelizmente, no Brasil, o nível de corrupção é altíssimo, as igreja assumem um trabalho que não

seria de sua obrigação. Trata-se de um trabalho mais de coragem, de fé e de caridade cristã mesmo do que de disponibilidade de recursos, os quais estão nas mãos do governo, investidos na construção de estádios de futebol”, afirma. Matej Rihacik é estudante de direito na Eslováquia e passou a semana fazendo trabalhos voluntários no Lar Nossa Senhora de Fátima. “Gostei muito. É uma experiência nova, porque nunca trabalhei com pessoas idosas. Eu observei que o estado físico dos idosos não os deixam infelizes, mas a solidão sim. Tudo que eles precisam é amor. Amor é dado aqui no Lar, mas também é importante que a comunidade venha visitá-los”, declara. Segundo Matej, na Eslováquia

o contexto é diferente. “A grande diferença é que o Brasil é mais pobre. Em Barroso, as pessoas têm mais amor, amor que não tem na Europa. Esse amor não pode se perder como aconteceu na Europa”, destaca. Já as jovens bolivianas Melany Hurtado (19) e Wayra Dávila (18) percebem o inverso. Elas ficaram na Apae. “Na Bolívia estas pessoas são tratadas como lixo. Há entidades como a Apae, mas que só existem por obrigação. A Apae é uma instituição bem avançada e com um bom atendimento e a gente percebe que o trabalho é feito com amor e dedicação, não por simples obrigação”, afirma Melany. Wayra se surpreendeu com a união e a fé dos jovens de Barroso, além do carinho com que foram recebidas.


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A modernização do voto de cabresto nas mãos dos novos coronéis Durante muitos anos, o poder político no Brasil foi mantido pelos coronéis. Na época, o voto não era secreto, por isso, os eleitores eram obrigados a votar nos candidatos de seus “patrões”. Em 1932, muitos acreditaram na atuação da democracia brasileira. Através do primeiro Código eleitoral do Brasil e da instituição do voto secreto no País, muitos contavam certo que seria o fim do voto de cabresto. Engano. Surgiram novas formas de obrigar o eleitor a manter o poder vigente. Na atualidade, podemos verificar as várias formas dos votos de cabresto e os novos coronéis e “coronelas” a persistirem na manutenção da falsa democracia.

São muitas as maneiras e artimanhas presentes nesse cenário político. Destaco uma delas: as “bandeiras”. Muitos eleitores usam suas bandeiras numa forma alegre, simpática e festiva de demonstrar o seu lado político. Porém, mais do que isso, a bandeira denuncia o voto. Isso não seria nenhum problema, se a Constituição do Brasil fosse realmente respeitada. Quando se fala que no país as leis não são aplicadas para todos, sou obrigada a concordar, porque presenciamos o descumprimento das leis descaradamente. Como diz o promotor de Justiça Severino Coelho Viana, “a impunidade não merece nenhum louvor, venha de onde vier!”.

De acordo com o artigo 37 da Constituição de 1988, é obrigatória a realização de concurso público para preencher as vagas do serviço público, o que confere o caráter de impessoalidade à administração pública associada à sustentabilidade dos direitos individuais e humanos. A não realização do concurso público deveria ser, em tese,crime a ser punido pelo Poder Judiciário àqueles que, publicamente, ferem a Constituição do País. Porém, quando o Executivo não realiza o concurso público, passa a ter, em suas mãos, o poder de fazer e desfazer os chamados contratos. Criam-se novas “rédeas”, “cabides” de emprego originados

“Dia Nacional da Saúde” 5 de agosto foi o “DIA NACIONAL DA SAÚDE”. Infelizmente não se tem muito o que comemorar. O tempo passa e o clamor das ruas já se silencia. Uma tênue esperança repousa no Congresso Nacional, onde duas matérias estão tramitando e que poderão transformar o cenário da saúde no Brasil. O projeto de iniciativa popular com mais de 1,5 milhão de assinaturas, propondo a aplicação de 10% (dez por cento) da receita bruta do governo federal na saúde, o que representaria 40 bilhões de reais a mais para o SUS e os 25% dos royalties do petróleo também para a saúde, recursos que poderão vir a médio e a longo prazos, com a

exploração do petróleo na camada do pré-sal. No artigo nº 196 da Constituição Federal, assim está escrito: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução dos riscos de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”. Na prática, observa-se que há um longo caminho a percorrer para se cumprir este mandamento constitucional, o que depende principalmente de recursos financeiros suficientes para atender às demandas

nacionais na área da saúde. A União tem-se amparado em duas formas para remediar o problema da saúde no Brasil: 1. De um lado apóia-se nos planos de saúde, que já atendem 45% dos brasileiros e que o órgão regulador vem permitindo aumentos superiores à inflação, como o deste ano, que atinge 9%, para cobrir os custos da assistência médico-hospitalar, sempre crescentes, pelas novas tecnologias e pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros. 2. De outro lado, tendo os Hospitais Filantrópicos como grandes parceiros e que atendem 50% dos leitos do SUS,

pela troca de favores. As bandeiras se tornam armas para os coronéis e “coronelas”que sutilmente obrigam os eleitores a se comprometer, “senão perdem seu emprego ou não têm oportunidade de trabalhar sem concurso público”. Óbvio que são muitas as armas usadas para burlar as leis e se manter no poder.

Mais do que denunciar, o que infelizmente às vezes é insuficiente, precisamos dizer “NÃO!” aos artifícios usados pelos poderosos para a compra de votos. O voto deve ser livre e consciente.

remunerando apenas 60% dos custos dos serviços, vão se endividando no cumprimento de suas missões de acolher o próximo, independente de suas condições sociais. Os poderes públicos, nos três níveis de governo, não têm recursos para substituir de imediato as entidades filantrópicas, que historicamente têm prestado a

assistência médico-hospitalar aos brasileiros, além, naturalmente dos elevados custos que teriam em manter por conta própria estes serviços essenciais, em função das mazelas dos serviços públicos. As nossas esperanças saudáveis repousam no Congresso Nacional, para o cumprimento dos deveres constitucionais na área da saúde.

Artigo de Opinião Vereadora Deléia

Artigo de Opinião Antônio Maria Claret de Souza, Vereador

MAIS MÉDICOS – subsídios para entendimento Em reposta às manifestações de rua do mês de junho, o governo petista desencadeou uma série de projetos a toque de caixa e sob medida para desencadear na população a sensação de que estava se mexendo e dando solução às demandas populares. Uma a uma foram caindo por terra, devido à falta de respaldo constitucional ou falta de apoio do Congresso Nacional, que percebeu a jogada marqueteira do planalto, tentando jogar o ônus da revolta popular para os deputados e senadores. Resta viva no imaginário petista a tentativa arbitrária de importar médicos estrangeiros sem a devida revalidação de seus diplomas, o que testaria suas habilidades e os tornariam aptos ao exercício da medicina em território nacional. O CFM (Conselho Federal de Medicina) nunca, jamais foi contra a entrada de médicos estrangeiros no país, nem agora, nem nunca, já que a revalidação de diplomas ocorre anualmente no país, para quem se interessar. O ponto é que exercer a profissão sem a atestação através do REVALIDA e o registro no CFM é ilegal, configurando em exercício ilegal da medicina, como consta na constituição brasileira. A saúde é constitucionalmente

um dever do Estado. O SUS é quem financia, gerencia, propõe e fiscaliza as ações de saúde em todos os níveis e todos os recantos deste país. Mas, para isso acontecer, é necessário, ÓBVIO, dinheiro para financiar o sistema. É aí que está todo o imbróglio que desencadeia uma verdadeira guerra, onde as vítimas são os profissionais da saúde, todos, não só médicos e, claro, todos os cidadãos brasileiros que não possuem planos privados de saúde. O governo federal teima em não destinar dinheiro suficiente para o setor, tornando-o subfinanciado, levando à falência hospitais públicos, debandada de profissionais da saúde e cenário de guerra e abandono deste sistema de saúde falido. Desde 1993 o SUS não faz um reajuste linear e adequado aos procedimentos médicohospitalares, fazendo os valores repassados não serem suficientes para cobrir sequer os custos básicosda atividade, acarretando um déficit de cerca de 40% ao mês aos hospitais que teimam em se manter abertos. A título de exemplo, cito alguns valores, como o da diária hospitalar para paciente internado, em torno de R$ 10,00/dia – para cobrir café, almoço, jantar, rouparia,

mão de obra dos profissionais do setor, etc. Consulta médica em torno de R$ 2,04, e assim vai. Com isso, para se manterem em funcionamento, as instituições hospitalares dependem de ações beneficentes e repasses das prefeituras locais, estas nem sempre com a boa vontade necessária para aportar os gastos. Toda esta questão nacional relacionada à saúde precisa ser enfrentada com seriedade, profissionalismo e planejamento. É aí que este governo negligencia, jogando a responsabilidade para cima dos profissionais e diretores de instituições hospitalares. Em vez de criar uma carreira de médico do SUS, com salários dignos e vínculo empregatício estável para o profissional, com plano de cargos e salários, fazendo com que o profissional sinta-se atraído a trabalhar onde quer que seja, a exemplo do que acontece com um juiz de direito, fazendo-o não temer reveses eleitoreiros, a presidente prefere obrigá-los a aceitar vínculos empregatícios precários e a trabalhar em localidades sem a mínima infra-estrutura e presença do Estado necessária ao desempenho da medicina. O contrato oferecido pelo

programa “Mais Médicos” é de três anos, sem especificar, ou garantir o que vai acontecer a estes profissionais posteriormente. Como planejar um futuro para a família com um imbróglio destes? A presidente Dilma e seus marqueteiros penalizam os profissionais médicos, engana a população carente e necessitada com soluções mirabolantes que, sem dúvida, visa ao processo eleitoral de 2014. Com isso ela terceiriza a solução da falência do setor com atitudes politiqueiras, sem compromisso com resultados e com a realidade de cidadãos abandonados pelo poder público. O Ministério da saúde sabe que o que se precisa é a interiorização da saúde, e não somente do médico com um estetoscópio no pescoço. Médicos estrangeiros sem a devida qualificação e sem saber falar o português fluente,

agravado pelos regionalismos de linguagem do interior do país. Ao fim e ao cabo, a realidade dos fatos prevalecerá. Sem planejamento adequado, políticas públicas em todos os níveis e setores estatais se transformam em desperdício de dinheiro público, uma realidade há muito vivenciada por todos os cidadãos pagadores de impostos deste imenso Brasil. Abram o olho! Não se deixem enganar. Ao fim, as vítimas podem não ser os médicos!

Artigo de Opinião Dr. Luciano Napoleão de Souza Médico Ginecologista e Obstetra


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Membros do conselho gestor do CMB no 1º Encontro Ferrovia Oeste de Minas A Estação Ferroviária de São João del-Rei recebeu, no dia 27 de julho, o 1º Encontro do Projeto Ferrovia Oeste de Minas: Memória e História. De acordo com a página do projeto no Facebook, o objetivo é a busca pela conscientização de jovens estudantes sobre a importância deste acervo ferroviário, através de programação cultural que inclui a realização de um documentário, encontros mensais, concurso de fotografias e seminário de encerramento, buscando público nas cidades vizinhas da Trilha dos Inconfidentes. A iniciativa tem apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e o patrocínio da empresa Valor Logística Integrada. De acordo com o coordenador do projeto, José Roberto Câmara, “é importante estimular nas crianças e nos jovens o conhecimento sobre a ferrovia, que já tem 130 anos e já foi muito importante para o desenvolvimento de Minas e do Brasil”. Representando o “Curto a Memória de Barroso”, estiveram presentes os membros do conselho-gestor Luciano Nascimento, Edgar von Buettner, Eleandro Moreira, Eustáquio Silva e o historiador Wellington Tibério. O projeto já está promovendo o 2º Concurso Fotográfico Ferrovia Oeste de Minas: Memória e História, cujas inscrições podem ser feitas até o mês de novembro. Para mais informações é só acessar a página do projeto no Facebook: www.facebook.com/EFOMmemoriaehistoria

Foto: Luciano Nascimento

Acima, apresentação do projeto pelo coordenador José Roberto Câmara. Abaixo, o coordenador conversa com os barrosenses. Foto: Arquivo Ferrovia Oeste de Minas: Memória e História

PASSADO X PRESENTE A história e o significado do Brasão do Município de Barroso Fonte: Lei Nº 487, de 06 de setembro de 1971

CMB chega aos 2 mil membros O Grupo “Curto a Memória de Barroso” chegou à marca histórica de 2 mil membros em 24 de julho, um dia após completar um ano e quatro meses de existência. A integrante número 2.000 é Celma Silva, moradora da cidade de Tiradentes. Edgar von Buettner, um dos gestores do grupo, fala sobre a façanha do CMB. “A alegria de alcançar este marco fantástico em exatos 16 meses é imensa por várias razões: em primeiro lugar, comprova o interesse destas 2 mil pessoas pela história de Barroso. Em segundo lugar, o grupo apresenta uma diversidade surpreendente: os trabalhos desenvolvidos, estão acima de crenças religiosas, convicções políticas, filiações partidárias e futebolísticas, idade, gênero, grau de escolaridade e nível de renda. Entre os participantes reina o respeito e a ajuda mútua, num espaço democrático. Em terceiro lugar, conseguimos provar, em menos de um ano e meio, que os ideais da proposta ortopolitana são possíveis de serem realizados na prática: uma estrutura configurada em rede, com hierarquias absolutamente planas, envolvendo pessoas em todas as faixas etárias, mas com uma liderança majoritariamente jovem, além da gestão ser de baixo custo, focada no trabalho voluntário! O fato de a Sra. Celma Silva ser de Tiradentes é muito significativo: o trabalho deste imenso grupo denominado “Curto a Memória de Barroso”, encontra pessoas interessadas além dos limites geográficos de Barroso! Nos regozijemos todos com a conquista desse marco: viva o CMB!

O Brasão e a Bandeira do Município de Barroso foram criados pela Lei nº 487, de 06 de setembro de 1971, por iniciativa do prefeito Baldonedo Arthur Napoleão e usada, pela primeira vez, nos desfiles de 07 de setembro de 1971. Para a escolha do Brasão, foi promovido um concurso com um prêmio de Cr$ 800,00, vencido por Osmar de Souza Faria, formado pela Escola de Arquitetura e Belas Artes do Rio de Janeiro. O Brasão foi usado de 1971 até que foi adequado às regras de Heráldica pela Lei nº 1.071, de 07 de julho de 1983, na segunda administração do prefeito Baldonedo. Cada cor do brasão tem um significado. Verde – usada no solo e nas montanhas, significa abundância; Amarelo – usada no contorno do Brasão e na elipse, significa riqueza; Azul-claro – usada como fundo do Brasão e significa justiça; Branco – usada na chaminé menor e no livro, significa paz e prosperidade; As cores branco, vermelho claro e cinza, usadas nas chaminés, representam os três principais produtos industriais do Município: cal, cerâmica e cimento. Os símbolos têm os seguintes significados: I – Rio das Mortes: Colocado na base do Brasão, formando a letra M, inicial do nome do Rio, principal acidente geográfico do Município, que atravessa a cidade; II – Montanhas: Num

verde mesclado, as montanhas lembram a região mineira onde se situa Barroso e representam as montanhas de calcário, fonte de riqueza do Município; III – Livro: Dominando o horizonte azul, ao centro e ao fundo do Brasão, um livro branco, aberto, simbolizando a elevação cultural e espiritual dos barrosenses; IV – Chaminé Branca: Na cor branca, da cal, com a maior extensão de fumaça representa a indústria local mais antiga: a indústria de cal; V – Chaminé Vermelha: Na cor avermelhada, dos produtos cerâmicos, e com menor extensão de fumaça, por ser menos antiga, representa a indústria cerâmica; VI – Chaminé Cinza: Na cor cinza,docimento,amaiorchaminé,comamenor extensão de fumaça, representando a indústria mais importante e mais nova do Município: a Indústria de Cimento; VII – Elipse em Ascensão: Entrelaçando as chaminés e formando a letra B inicial do nome do município, a elipse simboliza o desenvolvimento e crescimento de Barroso. Outros detalhes: a) A cor amarelo-ouro utilizada na elipse, simboliza a riqueza mineral do Município; b) A elipse, que parte da base da chaminé cinza, significando o impulso que a indústria de cimento deu ao desenvolvimento do Município; VIII – Bigorna: Colocada na parte superior do Brasão e contendo o nome do Município, a bigorna simboliza o trabalho, base do progresso de Barroso;


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A LONGA HISTÓRIA DO DISTRITO INDUSTRIAL DE BARROSO Desde o tempo em que escrevi minha tese de mestrado, sobre Barroso, em 1970, entendi que o Município deveria buscar alternativas para a diversificação de seu processo de desenvolvimento, não ficando, quase que exclusivamente, na dependência dos empregos e rendas gerados pela Fábrica de Cimento. Por outro lado, a expressiva renda da Prefeitura, muito acima da média das demais prefeituras mineiras e brasileiras, possibilitava a adoção de medidas que ajudassem o Município a crescer e se modernizar, desde que fosse dotado de infraestrutura física e institucional adequadas. Eu dizia na época que Barroso não era um Município qualquer e, por isso, não poderia ser dirigido com métodos tradicionais de Administração. Barroso precisava e podia inovar. Assim sendo, ao longo do tempo, com foco na Economia e na Administração, como prefeito, dei nova estrutura administrativa à Prefeitura, criei o Colégio Municipal, a FUNDEBAR, a CODEBAR, o IDESB, o programa agrícola, a fábrica de confecções, a fábrica de rações, a fábrica de briquetes, meios-fios e manilhas, todos da Prefeitura, consegui atrair a Fábrica de Postes, a Uip Artefatos de Cimento e a Transuip.

levou mais de dois anos para ser concluído, entrando pelo segundo mandato do Governador Aécio Neves.

Liberação de recursos e reinício das obras

Acima: Foto aérea da área destinada à construção do Distrito Industrial. Foto: Google Mapas Abaixo: Obras do Distrito Industrial de Barroso no ano de 1997. Foto: Acervo Baldonedo Arthur Napoleão

Aqui começa a história do Distrito industrial Em 1992, como candidato a prefeito, diante de uma Prefeitura que não tinha dado continuidade a nenhuma dessas minhas iniciativas e que já não recebia mais o mesmo volume de ICMS do passado, além de uma Fábrica de Cimento que não gerava mais as centenas de ótimos empregos para os barrosenses, estava clara para mim a necessidade de buscar novas alternativas. Uma delas era iniciar uma luta em favor da implantação de um Distrito Industrial do Estado no Município. A vocação industrial de nossa economia, a estratégica presença da gigantesca Fábrica de Cimento e de outras empresas locais emergentes que precisavam de melhores espaços para crescer, a disponibilidade de energia elétrica, água, telefonia, excelentes acessos rodoviários, mão de obra e a privilegiada localização de Barroso, indicavamme que um Distrito Industrial do Estado, seria a plataforma de que necessitávamos para dar ao Município mais uma chance de um avanço substantivo em sua economia. Mas sabia também que isso jamais ocorreria por geração espontânea ou por um passe de mágica, mas, sim, como resultado de uma ação política forte, determinada e perseverante. Foi como resultante de tudo isso que apresentei em minha campanha de 1992 a proposta audaciosa de lutar pela implantação de um Distrito Industrial do Estado em Barroso.

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Primeiros passos Tendo sido empossado no dia 1º de Janeiro de 1993, já no dia 4 do mesmo mês assinei o Decreto de desapropriação da área do Distrito, baseado no relatório da comissão encarregada de avaliar o terreno e formada pelos barrosenses José Ladeira Sobrinho, Targino Assunção (Gininho) e Daniel Pantaleão Ferreira. A escolha do terreno ficou a cargo da CDI – Companhia de Distritos Industriais de Minas Gerais, acionada por mim antes mesmo da posse. Entre 1993 e 1996, a Prefeitura fez o pagamento do terreno desapropriado, de 476 mil m², localizado no Mamono, às margens da BR 265. Tendo deixado a Assembleia Legislativa em Fevereiro de 1995, fui convidado pelo Governador Eduardo Azeredo para o cargo de Presidente da CDI. Minha ida para a presidência da CDI estimulou os então secretários municipais Dr. Lourenço André Pinto da Silva e o Dr. Natanael de Oliveira, assim como o ex-Vereador Rubens Cardoso e o hoje Juiz de Direito, Dr. Paulo Roberto da Silva a se empenharem junto ao prefeito para que fosse concluído o pagamento do terreno, de forma que o mesmo pudesse ser doado à CDI com o objetivo

exclusivo de implantação do Distrito Industrial, o que foi feito em 1996. A Câmara Municipal, Legislatura 1993/1996, aprovou por unanimidade a doação do terreno à CDI. A escritura do terreno do Distrito me foi entregue em Belo Horizonte, pelo Dr. Lourenço e pelo Dr. Natanael, acompanhados do Arnaud. Com a CDI, oficialmente, de posse do terreno, determinei a elaboração dos projetos do Distrito, que eram: urbanístico, terraplenagem, poço artesiano, adutora e reservatório de água, rede de água, rede de esgoto sanitário, rede pluvial, meios-fios, sarjetas, hidrantes, pavimentação, rede elétrica e a interseção com a BR 265. Todos esses projetos for am elaborados pela equipe técnica da CDI.

Início das obras e o processo de penhora Quando os projetos estavam prontos, em meados de 1997, tive que deixar a presidência da CDI para assumir, pela segunda vez, o mandato de Deputado Estadual. Coube ao meu sucessor, Dr. José Maria Nogueira, iniciar a, obra que teve prosseguimento

até o princípio de 1999 quando, sob novo governo, de adversários do PSDB, os serviços foram paralisados, faltando a pavimentação e a rede elétrica, considerando-se os projetos iniciais. De 1999 a 2002 as obras ficaram completamente paralisadas. Em 2003, iniciando-se o Governo de Aécio Neves, voltou a existir o contexto político favorável para que eu pudesse retomar a luta pelo reinício das obras do Distrito. Mas, ao iniciar os contatos, tomei conhecimento de dois problemas que haviam ocorrido e que dificultavam muito a continuidade da obra. O primeiro era a extinção da CDI meses antes e a consequente transferência dos distritos industriais do Estado para a então Comig, transformada depois em Codemig. O segundo problema era mais grave. Com as obras paradas, o terreno do Distrito de Barroso havia sido penhorado pela Codemig, num complexo processo movido contra a Empresa. Depois de longa temporada de reuniões, correspondências, telefonemas, inclusive com a decisiva participação do Advogado Geral do Estado, Dr José Bonifácio de Andrada, ficou decidido que seria providenciada a substituição do terreno do Distrito por outro bem da Codemig. Este processo

Resolvida a questão da penhora, voltei à carga, solicitando ao Governador a liberação de um recurso de R$350.000,00 para que a Prefeitura realizasse as obras da rede elétrica e da pavimentação. Naquele momento, o Prefeito de Barroso era o Arnaud, que deu alta prioridade ao trabalho em favor do Distrito, inclusive, participando, pessoalmente, de todo o processo. O recurso foi liberado para a Prefeitura e as duas obras foram realizadas, tendo sobrado R$122.000,00. O longo prazo para a realização da obra da rede elétrica atrasou os serviços mais ainda. Era intenção do Arnaud, propor assinatura de aditivo ao convênio com o Governo para aplicar esta sobra de recursos na construção de um prédio para a Administração, do estacionamento e da portaria do Distrito, o que não foi feito devido ao término de seu mandato. No mandato seguinte, inexplicavelmente, a Prefeitura devolveu os R$122.00,00 ao Governo. Como o PSDB continuou no Governo, com Antônio Anastasia, continuei na luta pelo Distrito. Uma importante mudança ocorreu no projeto do Distrito. Refiro-me à decisão da Codemig de não mais utilizar o antigo poço artesiano, perfurado há anos, pela CDI, em terreno vizinho, de propriedade da Fábrica de Cimento. Consequentemente, a Empresa optou por licitar a perfuração de novo poço dentro do terreno do Distrito, tendo as duas tentativas resultado negativas. A decisão final da Diretoria da Codemig foi no sentido de levar a água da Copasa ao Distrito, através de uma adutora numa extensão de mais de 3 km. Este encaminhamento está tendo curso através de convênio entre a Codemig e a Copasa. A elaboração do projeto já foi licitada e o passo seguinte será a licitação e a realização da obra. O custo de implantação desta adutora está estimado em R$ 1 milhão e ficará a cargo da Codemig. Outra exigência da legislação ambiental era o Relatório Arqueológico, que foi elaborado pelo próprio IPHAN-MG, atendendo minha solicitação, o que significou redução das despesas da Codemig com o Distrito e maior rapidez do processo. Definida a questão da adutora da Copasa, o último desafio para a obtenção da Licença Ambiental é a construção de uma ETE – Estação de Tratamento de Efluentes. Neste momento a Codemig já está construindo a ETE, com seus próprios recursos, orçada em R$1,7 milhão. A Licença Ambiental já foi requerida pela Codemig, junto a SUPRAM/COPAM, em 2010, sob o número 21774.


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Construção do trevo Quando foi iniciada a reforma da BR 265, há alguns anos, procurei o Dr. Edson Ruffo, Gerente Regional do DNIT em Juiz de Fora, comunicando a ele que estavam em andamento as obras do Distrito Industrial de Barroso e que seria conveniente que fosse construído um trevo para acesso seguro à área. Inicialmente, a intenção do Dr. Edson era construir um trevo semelhante ao de acesso à cidade, principalmente por causa da lombada onde está a entrada do Distrito. Como a conclusão da obra do Distrito demoraria a ocorrer, ele me comunicou que faria um alargamento provisório da pista com retorno após a entrada do Distrito, de forma que se pudesse oferecer imediatamente um mínimo de segurança aos que acessarem a área e que, futuramente, quando o Distrito estiver concluído, o DNIT providenciaria a construção de um trevo definitivo. A previsão é de que, ao final da obra, a CDI, a Codemig e o Governo do Estado tenham investido mais de R$5 milhões na implantação do Distrito Industrial de Barroso.

Acima: Foto das obras do Distrito Industrial de Barroso no ano de 1997. Entrada do Distrito Industrial Abaixo: Visita à obra do Distrito Industrial. Da esquerda para a direita: Dr. José Mário Nogueira, Presidente da CDI, Baldonedo Arthur Napoleão, Deputado Estadual, Vereador Francisco Rodrigues Pereira (Chiquinho Maromba), Vereador Geraldo Acácio dos Santos.

Doação do terreno do Distrito Industrial ao município Em Janeiro de 2012 foi sancionada a Lei que autoriza a Codemig a doar os distritos industriais do Estado aos respectivos municípios. Já que a Codemig e o Estado não pretendem mais continuar administrando os distritos, acho natural sua doação aos Municípios. No entanto, no caso de Barroso, pelos fatos acima mencionados, que demonstram que os investimentos estão em andamento, a doação do Distrito ao Município deve ser realizada quando todas as obras estiverem concluídas e a Licença Ambiental obtida pela Codemig. A doação do Distrito antes da conclusão das obras e da obtenção da Licença Ambiental, como foi pretendida pela Prefeitura no segundo semestre de 2012, provocaria duas consequências nefastas imediatas: 1ª - A prefeitura teria que arcar com os custos para a conclusão das obras (adutora da Copasa e a ETE, estimados em quase R$3 milhões) e a obtenção da Licença Ambiental (custo estimado em R$150 mil). Ou seja, a doação do Distrito ao Município, com as obras inacabadas, não é de nosso interesse, razão pela qual nossos Vereadores, na Legislatura passada, não aprovaram o Projeto de Lei que autorizava a Prefeitura a receber o Distrito em doação. 2ª - Os empresários barrosenses que têm interesse em se transferirem para o Distrito não poderiam fazê-lo enquanto não fossem concluídas as obras e obtida a Licença Ambiental.

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Agradecimentos: Por se tratar da primeira vez que faço um relato da história do Distrito Industrial, gostaria que a população conhecesse as pessoas e instituições que me ajudaram neste esforço para que nossa terra pudesse alcançar esta conquista, às quais expresso meu mais especial agradecimento: - Aos membros da Comissão que avaliaram o terreno, em Janeiro de 1993, José Ladeira Sobrinho, Targino Assunção (Gininho) e Daniel Pantaleão Ferreira ; - Aos então Assessores da Prefeitura, Dr. Lourenço André Pinto da Silva e Dr. Natanael de Oliveira, ao ex-Vereador Rubens Cardoso e ao hoje Juiz de Direito, Dr. Paulo Roberto da Silva, pelo empenho junto ao Prefeito Adelmo para o pagamento do terreno; - À Câmara Municipal, Legislatura 1993/1996, que autorizou a doação do terreno à CDI por unanimidade; - Ao Dr. Edson Ruffo, Supervisor do DNIT em Juiz de Fora, pelas obras de interseção na BR 265; - À equipe técnica da CDI, na pessoa do então Diretor Técnico Dr. Natan Rozembaum, pela elaboração dos projetos do

Distrito; - Ao Dr. José Maria Nogueira, expresidente da CDI, pela maioria das obras realizadas; - Ao Dr. José Machado L. Cançado, da Codemig, pelo apoio permanente ao longo de todos estes anos; - Ao Dr. José Claudio J. Ribeiro, então Presidente da FEAM e ao Dr. Leonardo S. Schuchter, Superintendente da Supram/Zona da Mata; - Ao Dr. Leonardo Barreto de Oliveira, Superintendente do Iphan; - Ao ex-prefeito Arnaud Baldonero Napoleão, pelas obras da rede elétrica e pela pavimentação das ruas do Distrito; - Ao Presidente, Dr. Osvaldo Borges, ao Diretor de Gestão de Negócios, Dr. Leonardo Couto, ao Diretor de Planejamento e Controle, Dr. Sérgio Santos Rodrigues e ao Diretor de Obras, Dr. Luiz Augusto de Barros, da Codemig, pelo decisivo apoio à continuidade das obras e pelos investimentos feitos; - Ao ex-Governador e Senador Aécio Neves, pela liberação da verba para a rede elétrica e a pavimentação das ruas; - Ao Governador Antônio Anastasia, pelos investimentos que vem sendo feitos no Distrito durante seu mandato.

Concluindo: No dia 4 de janeiro deste ano, fez 20 anos que assinei, como Prefeito, o Decreto de desapropriação do terreno do Distrito. Foram muitos anos de muita luta, de obstáculos e vitórias, mas tenho certeza de que, ao ficar pronta esta grande obra, nossa terra passará a dispor de uma plataforma importante para o seu desenvolvimento. O Distrito deverá cumprir seu propósito de abrigar empresas de Barroso que precisam de melhores condições para seu funcionamento e para facilitar a chegada de empresas de fora, que deverão possibilitar o aumento do número de empregos para nossa população, o aumento da renda da Prefeitura e maior incremento de nosso Comércio. A Codemig ainda não tem condições de prever o final exato das obras e a obtenção da Licença Ambiental, mas, a partir do próximo ano, as lideranças empresariais e políticas de Barroso já poderão ir pensando na melhor forma de promover e divulgar o nosso Distrito Industrial e, principalmente, na melhor alternativa para sua

administração. É tão importante termos o Distrito Industrial implantado, com todas as obras concluídas, dotado de Licença Ambiental, quanto termos a garantia de que ele será bem administrado. A administração do Distrito será determinante para que ele atinja seu objetivo. Trata-se de um empreendimento próprio de grandes e médias cidades, de extraordinário potencial para o futuro do Município, de grande expressão estratégica e do mais alto interesse de toda a população barrosense. Barroso, agosto de 2013

Baldonedo Arthur Napoleão


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Nos embalos da canção

30º Festican

Agosto é o mês do signo de Virgem. Modéstia, inteligência e timidez são características positivas dos virginianos. Eles também costumam ser meticulosos, práticos e trabalhadores. Têm grande capacidade analítica e são fiáveis. Seu lado negativo: Conservador e perfeccionista, um virgem tende a preocupar-se demasiado e seu lado duro pode levar-lhe a ser excessivamente crítico e duro com os demais.

Carlos Gomes destaca sua paixão pela música. “A melhor coisa da vida, a gente descobriu que é a própria vida e a forma que a gente encontra de melhor celebrá-la é cantando. Então, fora da música, não há vida para nós”, declara. Carlos ressalta ainda a importância dos festivais para a música brasileira. “Nós que temos esse compromisso com a música, digamos, não-midiática, percebemos a importância dos festivais em trazer músicas com esse apelo social, educacional de trazer uma informação bacana”. Em segundo lugar geral, ficou a música “Teia da vida”, de Ruthe Glória, da cidade de Praia Grande -SP e em terceiro lugar, a música “Salmoura”, de Sandro Livahck e André Fernandes, de AmercanaSP. A melhor música local, escolhida por votação pelo público, foi “Me diz”, de Evandro Carvalho.

Acima, ao meio, Renato Ferreira e banda, que esteviveram presentes na final do 30º Festican com a música “Herdeiro de viola”. À direita, Maicon Oliveira e seus companheiros interpretando a canção “Indecisa mulher”, composição de Nivaldo Oliveira que também representou Barroso a final do festival.

“Os festivais são fundamentais. Quando eu parei de tocar em bailes, eu tomei coragem e comecei a mostrar minhas músicas em festivais e assim fiquei por dois ou três anos antes de começar a gravar. Esse ambiente me deixa muito feliz, porque minha história passa por aí. Eles são importantes porque representam uma grande resistência de toda a música brasileira, então, eu faço votos que a gente possa ter muitos festivais desses por aí”, afirmou Zé Geraldo, que fez o show de encerramento do 30º Festican.

Horóscopo do mês de Agosto

Em tempos de “Quadradinho de 8”, “Tchu, tchá, tchá”, ‘Tchetcheretchetche’ e outros clichês musicais monossilábicos, uma luz aparece no fim do túnel. Essa luz, chamada Festican, há 30 anos vem trazer um pouco de fôlego para os barrosenses que curtem a boa música brasileira. Os campeões da 30ª edição do Festival da Canção de Barroso foram a dupla Ivânia Catarina e Carlos Gomes, com a música “Muralhas”. O duo, que alguns preferem chamar de café-com-leite, por tratar-se de um artista mineiro e outro paulista, respectivamente, é participante tradicional de festivais pelo Brasil. Ivânia e Carlos já venceram o Festican outras duas vezes (2002 e 2003). “A gente tem um carinho imenso por este festival. Ele faz parte da nossa história. Quer conhecer o nosso trabalho, conheça o Festican”, afirma Ivânia.

Com 97 votos do público, a música “Me diz”, composta por Evandro Carvalho, ficou com o prêmio de melhor canção local.

Áries

A família e as relações familiares serão importantes financeiramente. Muitos arianos vão sacrificar um pouco o salário por trabalho mais prazeroso.

Touro

Sua criatividade vai estar Leão mais forte do que o habitual. Você vai estar mais envolvido com filhos. A saúde e a vitalidade também vão melhorar.

Gêmeos

Os projetos para o lar e as decisões importantes sobre a família precisam ser mais bem analisadas. Fique atento, concentrado e trate de não sonhar acordado.

Câncer

Virgem

Sua intuição financeira Libra vai precisar ser bastante checada nessa época. A saúde ainda deverá ser bem acompanhada, mas estará mais razoável este mês.

A vida amorosa em Capricórnio A amor será mais geral vai melhorar. Ou o voltado para a diversão – relacionamento atual vai se sem muito compromisso. harmonizar, ou vai conhecer Mesmo assim, ele lhe fará alguém novo que tenha feliz. Você vai curtir mais mais harmonia com você. sua relação este mês,

As finanças continuarãoEscorpião Sua saúde e seu estado de Aquário excelentes. A situação da espírito irão refletir na sua família estará bastante aparência. Portanto, esse volátil. Não é aconselhável efeito cosmético será mais tomar decisões importantes um motivador para ficar no amor neste período. saudável. Vocêvaiaprenderqueoespírito Sagitário Você geralmente é uma Peixes não é só uma abstração. Ele pessoa acelerada e gosta de é tangível, pode ser vivido. E uma vida agitada, portanto também se preocupará muito seu desafio agora será ter com aquilo que parecem ser muita paciência. Procure meros detalhes da sua vida. descansar e relaxar.

Você continuará no seu auge anual de amor e vida social. Estará em clima de romance e portanto haverá mais chances de ele surgir. A boa saúde melhorará sua vida afetiva, e uma vida afetiva feliz melhorará sua saúde. O amor será demonstrado como um serviço ao outro nesta fase.

para ler

para assistir

para ouvir

Título: Através do Espelho Autor: Jostein Gaarder Ano: 1998 Gênero: Infanto-juvenil

Título: Quase Deuses Diretor: Joseph Sargent Ano: 2004 Duração: 110 minutos Gênero: Drama, biografia

Título: Poranduba Artista: Ivânia Catarina e Carlos Gomes Gênero: MPB

Essa é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo, anota num caderninho. Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte e também um mergulho na vida. Ela morre como quem viaja, prestando atenção em tudo. Através de seu olhar profundo, o outro lado do espelho se torna um pouco mais claro para nós.

A história de dois homens, um branco, cardiologista, e seu assistente negro, que lutaram contra os preconceito dos anos 50. Juntos revolucionaram a medicina e foram pioneiros em cirurgia cardíaca. Um deles, Vivien Thomas (Mos Def), é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Vencedor de três prêmio no Emmy, Quase Deuses estreou no Brasil em Maio de 2004.

A partir de 1994 a dupla Ivânia Catarina e Carlos Gomes vem desenvolvendo uma parceria artística muito especial, marcando presença em várias cidades brasileiras em festivais de MPB. Poranduba é um CD que retrata esse trabalho e que conta com a participação especial de Dominguinhos. Passeia pela valsa, xote, samba, balada, entre outros ritmos, buscando arranjos e interpretações que refletem o espírito do duo.


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Curtas

Moradores do Bedeschi sofrem com falta de iluminação pública nas vias de acesso ao bairro. A foto ao lado mostra a principal via de acesso ao bairro João Bedeschi. A rua Geralda Graçano Reis tem grande parte das lâmpadas dos postes quebradas ou queimadas. A necessidade de substituição das lâmpadas é frequente, devido à facilidade que os vândalos têm de quebrá-las, uma vez que não contam com grades de proteção. A rua está com pouca iluminação há um bom tempo e os moradores reclamam da falta de segurança provocada pela precária iluminação. Nossa reportagem entrou em contato com a Cemig, que informou que, em Barroso, é a própria Cemig quem cuida da iluminação pública e, se as luminárias estiverem danificadas, pode ser solicitada a troca das mesmas. Como as grades de proteção das luminárias estão quebradas, a Cemig executa um trabalho de “enxugar gelo”, pois as lâmpadas novas não permanecem inteiras por muito tempo. Nossa reportagem solicitou a troca das lâmadas e, se possível, também das luminárias. De acordo com a Cemig, o prazo para o atendimento da solicitação é de sete dias corridos.

Projeto Aprender forma primeira turma em Barroso A Holcim e o Senai-Barroso promoveram, no último 15 de julho, a cerimônia de formatura da primeira turma de Barroso do Projeto Aprender. Desenvolvido em parceria entre as duas instituições, o projeto tem como objetivo completar a formação profissional de jovens tecnólogos. Durante o curso, que teve a duração de um ano, técnicos em mineração, química, elétrica e mecânica conheceram todas as etapas do processo produtivo da indústria cimenteira, com base nas competências da empresa e em práticas de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente. O Curso foi dividido em duas etapas, sendo uma teórica e outra prática. Na primeira, realizada no ano passado, 20 jovens aprendizes participaram de aulas teóricas no Senai-Barroso , visitas técnicas e palestras. Na segunda fase, realizada neste ano, os aprendizes colocaram em prática, na fábrica da Holcim em Barroso, os conhecimentos adquiridos De acordo com João Butkus, gerente da Holcim-Unidade Barroso, o Aprender tem o caráter inovador de ser um curso dual, em que os alunos têm oportunidade de “colocar a mão na massa” e adquirir os conhecimentos

práticos necessários ao exercício da profissão, o que não se vê geralmente nos cursos tradicionais. “Nenhum outro Senai do Brasil tem esse curso. O Senai Barroso foi pioneiro junto com a Holcim lançando esse curso”, afirma. Segundo João Butkus, dos 20 formandos, 10 já terão vaga garantida na fábrica de Barroso e os outros poderão ser direcionados para empreiteiras da fábrica ou indústrias da região. “Todos esses formandos já terão um bom currículo que poderá ser de interesse, inclusive, de outras indústrias cimenteiras”, declara. A supervisora de Recursos Humanos da Holcim, Giuliana Marinho, afirma que os jovens do Aprender estão totalmente preparados para o mercado de trabalho e a intenção da Holcim e do Senai é justamente de deixá-los preparados para trabalhar em qualquer empresa, principalemnte as cimenteiras, uma vez que Barroso é uma cidade pequena e que a fábrica também não disponibiliza tantas vagas. Sendo assim, esses jovens poderão ter oportunidades também em outras empresas. “A gente sabia que não poderíamos absorver 100% da mão-de-obra, então nos

preocupamos em prepará-los para o mercado”, afirma Giuliana. César Alexandre Nunes, gerente do Senai-Barroso, destaca o pioneirismo do projeto e a qualidade do curso. “Os alunos têm a oportunidade de fazer a parte teórica no Senai e a parte prática na fábrica. Assim, o eles desenvolvem tanto competências técnicas, como habilidades interpessoais, sendo preparados totalmente para o mercado de trabalho”, declara. Heloísa Ferreira da Silva integrou a primeira turma do Aprender e é uma das selecionadas para trabalhar na Holcim - Barroso. “O diferencial dessse curso foi proporcionar a oportunidade do conhecimento prático”, afirma. Heloísa tem formação técnica na área de Química e vai trabalhar no setor de co-processamento na fábrica. A solenidade, além de homenagear os formandos, apresentou também a aula inaugural para a segunda turma do Projeto Aprender. João Paulo de Souza, que integra a nova turma do Aprender, fala de sua expectativa sobre o curso. “Eu vejo essa oportunidade como o primeiro passo para ingressar no mercado de trabalho”, declara.

Fotos: Leandro Fotografias

Fotos: Wanderson Nascimento

FATOS EM FOTOS A primeira foto mostra o esgoto sem tratamento escorrendo pela Rua Julieta Bedeschi Lima, no bairro João Bedeschi. O problema é uma reclamação antiga e frequente dos moradores dessa parte do bairro, que, além da coleta e do tratamento de esgoto, não conta também com

pavimentação. De acordo com o vereador Anderson Geraldo de Paula, líder da bancada de situação na Câmara, para a instalação da rede de esgoto nessa parte do bairro, será necessária a construção de uma Estação Elevatória, para bombear o esgoto para a Estação

de tratamento que já existe no bairro. A segunda foto foi postada por Alexandre Eduardo no grupo “Reclame Aqui! Problemas da Cidade (Barroso)!” e revela o péssimo hábito de fazer queimadas. Na edição anterior do Primeira Página já havíamos denunciado o mesmo problema, quando uma moradora do bairro Nova Barroso reclamou das constantes queimadas. Desta vez o cenário se repete no mesmo bairro, só que dentro do Ceclans. Alexandre escreveu: “É brincadeira, mais uma vez colocaram fogo em alguma coisa DENTRO do CECLANS, até quando essa palhaçada vai continuar? Quase que diariamente tem um sem serviço que faz isso. Não é possível que a prefeitura não tem controle sobre isso, se não tem comando, feche os portões até chegar alguém pra colocar moral nessa bagaça!”. Um integrante do grupo

comentou a foto, concordando com Alexandre. “Foi o tempo que Ceclans era Ceclans. Agora está parecendo um terreno qualquer abandonado. Cadê as autoridades, políticos?”. Alexandre é morador da Rua Dona Mariquinha. Eles tem duas filhas, ambas sofrem com

problemas respiratórios, assim como ele próprio e sua esposa. As queimadas ajudam a aumentar a concentração de gás carbônico no ar, diminuindo sua qualidade e prejudicando a respiração, principalmente de pessoas que sofrem de doenças como asma e bronquite.


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Palestra Vocacional na Igreja Presbiteriana Central No dia 17 de agosto, a C.E.U. (Comunidade Evangélica Universitária) e a UPA / UMP (União Presbiteriana de Adolescentes / União de Mocidade Presbiteriana - Barroso) promovem Palestra Vocacional com o tema “Como escolher a profissão”, ministrada por Isabela Teles, graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O evento acontece a partir das 14h, no Salão Social da Igreja Presbiteriana Central, na Rua Joaquim Meireles, 306, Centro. A programação contará, ainda, com mostra do filme “Universidade Monstro”: a vivência universitária como um momento da construção. Às 19h, haverá mesaredonda com o tema “O papel do cristão na Universidade” e participação da Comunidade Evangélica Universitária. Para participar do evento, é necessário doar 1 quilo de alimento não perecível, que será destinado a famílias carentes de Barroso

Morre um dos primeiros membros da ASCAB

No dia 17 de julho, faleceu, aos 57 anos, Dercílio Alves do Nascimento, membro da ASCAB (Associação dos Catadores e Recicladores de Materiais Reaproveitáveis de Barroso) desde 2005. De acordo com Sueli das Graças Silva, que também faz parte da ASCAB desde o início, “Dercílio era um grande companheiro nosso, era como um irmão. Ele sempre demonstrava boa vontade e disposição para trabalhar e ajudar. Estamos sentindo muita falta dele”. Neuza Maria de Jesus, que é ex-presidente da ASCAB, também destaca a dedicação de Dercílio. “Eu conhecia ele desde quando a gente trabalhava junto no lixão. Ele sempre ficava no cantinho dele. Trabalhava muito e falava pouco. Nós perdemos um grande companheiro”, declara.

Moradores do Genésio Graçano cobram calçamento das ruas e instalação da rede de esgoto no bairro Em 21 de novembro de 2011 foi realizada uma audiência pública em que os barrosenses puderam indicar uma emenda de iniciativa popular, para receber recursos do Orçamento da União, em 2012, no valor de R$ 500 mil. Foi definido, por meio de votação dos cidadãos presentes, que os recursos seriam destinados a melhorias na infraestrutura do bairro Genésio Graçano, como pavimentação e instalação de rede de esgoto. O vereador Anderson Geraldo de Paula, líder do Executivo na Câmara, decarou que, para concluir a instalação da rede de esgoto no bairro, será necessária a construção de uma Estação de Tratamento. Após a construção da ETE, as obras serão retomadas. Nossa reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta da Assessoria de Comunicação.

Acima, faixa colocada na entrada do bairro, cobrando providências. Abaixo, à esquerda, umas das principais ruas, sem pavimentação, causa transtornos aos moradores; ao centro, na área circulada, esgoto do bairro escorrendo pela via que dá acesso ao bairro Bedeschi; à direita, esgoto a céu aberto em outra rua do bairro Genésio Graçano.

GIRB promove 3ª edição do “Todos contra as drogas” O Grupo de Igualdade Racial de Barroso (GIRB) promoveu a 3ª edição do evento “Todos contra as drogas”, em parceria com a Holcim, Mendes Júnior e a Igreja do Nazareno. O evento aconteceu na tarde de 20 de julho, na quadra poliesportiva do bairro Alonso. O “Todos contra as drogas” contou com campeonato de futsal com os times do projeto “Esporte na Cidade” e de basquete de rua, além de competição de B-boys. O presidente do GIRB, Joaquim Carlos (Carlinhos Black), destacou o trabalho do grupo, que vai além do combate ao preconceito racial. “A gente tem que trabalhar também o humanismo. Para nós é muito importante a humildade e a união dos povos, sejam pretos, brancos, pobres ou ricos”, afirma. De acordo com Carlinhos, o “Todos contra as drogas” tem uma grande importância no trabalho do GIRB, pois as drogas são um problema que afeta diversos setores da sociedade, principalmente a família, que é o maior responsável pela formação dos indivíduos. “A dança, o esporte e a música são hoje armas fundamentais contra esse

grande mau chamado droga”, declara. Andro Lameu já teve experiência com drogas e conseguiu se recuperar. Ele esteve presente no evento e contou sua história para as crianças. “Nosso objetivo é mostrar para as crianças e os adolescentes que estão aqui que o esporte, o lazer e a arte são as melhores opções para eles se divertirem, que eles podem curtir a vida sem precisar se envolverem com drogas e com álcool”, afirma. João Campos (Golô), que é treinador de futsal no projeto “Esporte na cidade”, declara que o objetivo não é formar craques, mas cidadãos. Golô destaca a importância dos diversos setores da sociedade para o esporte, ressaltando que, quando existe uma infraestrutura adequada para desenvolver o trabalho, as crianças se sentem mais valorizados e atraídos pelas atividades esportivas. Golô treina as crianças há três anos e meio e, há cerca de um ano, a Holcim passou a apoiá-los, patrocinando 110 da 200 crianças que integram o projeto, que conta também com outros treinadores.


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Inverno Cultural e Festival de Inverno em Fotos

Show com a banda Blitz, no dia 13 de julho, abrindo a 26ª edição do Inverno Cultural da UFSJ, que teve como tema “Todo Lugar é Aqui”. O grande show de inverno é realizado em Barroso desde 2005, em parceria da UFSJ com a Holcim e a Prefeitura de Barroso.

A mudança do Encontro de Motociclistas para o Parque de Exposições, junto com outros eventos do Festival de Inverno, parece ter diminuído o movimento em relação aos anos em que o evento acontecia no centro da cidade. Foto retirada do Facebook do Koward’s MC.

A apresentação de manobras da equipe Esmeril Wheeling aqueceu o último dia do Encontro de Motociclistas do Koward’s Moto-Clube, que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de julho, no Parque de Exposições. O evento foi marcado por muito Rock e pelo clima frio do inverno. Público presente no Parque de Exposições na noite fria de 13 de julho para ouvir as canções da Blitz, que comemora 30 anos de estrada e traz um repertório conhecido principalmente de quem faz parte da geração dos anos de 1980.

Em 2013, uma novidade para aqueles que curtem o motocross. O 1º trilhão de Barroso reuniu diversos motociclistas que, ao contrário dos roqueiros dos Motoclubes, curtem muita lama e poeira na viseira do capacete e obstáculos na estrada.

O Encontro de Jeepeiros já virou tradição em Barroso e vem trazendo cada vez mais pessoas movidas a adrenalina. O sucesso do evento é garantido pelas boas trilhas e pela animação dos amantes dos percursos Off Road. Foto: Telmo Sumak. A mais tradicional quermesse de Barroso, que celebra o dia da nossa padroeira, Santana, é uma bela demonstração de fé e devoção da população católica de Barroso. A celebração coincidiu com a Semana da Jornada Mundial da Juventude.

O 9º Encontro de Automóveis Antigos trouxe dezenas de marcas e modelos de várias cidades, além das raridades que temos em Barroso e um enorme caminhão Caterpillar, que é usado no transporte de minérios. A tradicional Corrida Rústica de Santana, que chegou à sua 30ª edição, trouxe 65 corredores de várias cidades, incluindo Reginaldo Santos, corredor profissional da equipe do Cruzeiro, de Belo Horizonte, que foi o 1º colocado, com o tempo de 29’50”.

Foto: Leandro Fotografias

O 2º Encontro da Cultura Afro fechou o 9º Festival Cultural e Turístico de Barroso, no dia 04/08, trazendo diversas atividades artísticas tradicionais da cultura afrobrasileira, como apresentação de congado, danças típicas e capoeira.


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Barroso é a 70ª cidade melhor para se viver em MG No último 29 de julho, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios Brasileiros de 2010 (IDHM). Entre os 853 municípios de Minas Gerais, Barroso ficou com a 70ª posição. Quando se analisam os dados nacionais a cidade ocupa o 920º lugar entre os mais de cinco mil municípios do país. Três fatores são levados em consideração nessa pesquisa: renda, educação e longevidade. Em relação às cidades da região, Barbacena ocupa a 19ª posição em Minas e São João delRei, a 27ª. Tiradentes aparece em 59ª. Barroso está empatada com outras três cidades mineiras (Andradas, Sarzedo e Muriaé). A nossa vizinha Dores de Campos aparece somente na 311ª posição, com um IDHM de 0,686 em 2010, lembrando que o de Barroso é 0,734. Prados aparece em 292º lugar. Dos mais de cinco mil municípios brasileiros, apenas 40 alcançaram o índice igual ou superior a 0,800, sendo que o município brasileiro com o maior IDHM é São Caetano do Sul (SP), com 0,862. O IDHM – incluindo seus três componentes, IDHM Longevidade, IDHM Educação e IDHM Renda - conta um pouco da história dos municípios em três importantes dimensões do desenvolvimento humano durante duas décadas da história brasileira. O índice leva em conta dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010 do IBGE. A seguir, apresentamos alguns dados de Barroso no IDHM.

Evolução do IDHM: 1991 - 2000 - 2010 . O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Barroso é 0,734, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). . Entre 1991 e 2010, Barroso teve um incremento no seu IDHM de 48,88%, acima da média de crescimento nacional e abaixo da média de crescimento estadual. . Barroso ocupa a 920ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil. Em relação aos 853 outros municípios de Minas Gerais, Barroso ocupa a 70ª posição

Em Barroso, número de mulheres ultrapassa o de homens . A população de mulheres ultrapassou a de homens, em Barroso. Em 1991, elas eram 49,65% e passaram a 51,27 em 2010. . Entre 2000 e 2010, a população de Barroso teve uma taxa média de crescimento anual de 0,66%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 0,85%. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,01% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000.

População de idosos é quase o dobro de duas décadas atrás . A comparação dos gráficos leva à constatação de que houve um aumento da população maior de 65 anos e entre 15 e 64 anos, enquanto reduziram-se os menores de 15 anos. . O índice de envelhecimento (população de 65 anos ou mais em relação à população de menos de 15 anos) aumentou de 4,21% em 1991 para 8,01% em 2010.

Expectativa de vida aumenta 9,2 anos em relação a 1991

Taxa de mortalidade infantil e de fecundidade registram queda . Em Barroso, A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) reduziu-se em 49%, passando de 25,1 por mil nascidos vivos em 2000 para 12,6 por mil nascidos vivos em 2010. . A taxa de fecundidade também teve redução. O nº médio de filhos por mulher caiu de 2,7 em 1991 para 2,0 em 2000 e 1,9 em 2010

. Em Barroso, a esperança de vida ao nascer aumentou 9,2 anos nas últimas duas décadas, passando de 67,7 anos em 1991 para 71,2 anos em 2000, e para 76,8 anos em 2010. Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o estado é de 75,3 anos e, para o país, de 73,9 anos.

Cresce percentual de adultos barrosenses com curso superior completo . A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 5,67% nas últimas duas décadas. . É notável o aumento do percentual de adultos com surso superior completo. Do ano de 1991 a 2000, o aumento foi pequeno. De 2000 até 2010, o percentual aumentou de 3,85% para 9,46%, o que leva a crer que as políticas do governo federal de acesso ao ensino superior já vêm surtindo efeito. Programas como ProUni e ReUni promoveram uma expansão do acesso, principalmente dos mais pobres, à universidade. Outros dados de Barroso: . Renda: A renda per capita média de Barroso cresceu 125,86% nas últimas duas décadas, passando de R$236,92 em 1991 para R$376,72 em 2000 e R$535,10 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 59,01% no primeiro período e 42,04% no segundo. . Trabalho: Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 56,74% em 2000 para 61,28% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja,

o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 20,02% em 2000 para 9,18% em 2010. . Crescimento populacional: Entre 2000 e 2010, a população de Barroso teve uma taxa média de crescimento anual de 0,66%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 0,85%. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,01% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu 1,24%.


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OLHARES DE BARROSO

Esta foto foi feita por Roberto Alves, integrante do Olhares de Barroso desde sua fundação. Roberto é serralheiro, mas tem na fotografia um de seus principais passatempos. Sobre a foto, ele explica que as paisagens que têm o sol como protagonista são sua prferência. “Gosto muito de ter o sol em minhas fotos, seja ao amanhecer, ou ao entardecer. Estamos numa época muito boa para fotografar o pôr-dosol e essa foto foi feita nas proximidades do morro da torre de TV, um lugar muito propício para esse momento, pois de lá se tem uma visão bem ampla da linha do horizonte. Gosto muito de pedalar e também fotografar os lugares por onde vou e assim vou conciliando as duas atividades”, declara. Participe você também do grupo Olhares de Barroso, que pode ser acessado pelo endereço: www.facebook.com/groups/ olharesdebarroso e mostre seus olhres sobre nossa cidade. Nosso grupo já está chegando aos 500 membros. Se você curte fotografia, participe.

“Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.”. (Ansel Adams)

Jornal Primeira Página - Agosto de 2013  

5ª edição do Jornal Primeira Página

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