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nº quin-zé - Velho Horizonte, 15/03/2013 - Amém!


Fala na cara, piranha. Não quero os ruídos da noite silenciosa. Eu quero que o monstro saia debaixo da cama. Eu me levanto, eu encaro. Eu grito, armo o barraco, me armo. Moldando do barro a imagem do demônio, nomeando o inominável. Totem pastor diabo de cabelos relaxados. Eu te espero sem medo e grito mais alto. Se a noite é escura, mantenho luz própria e deixo bem claro: você só serve pra ser expurgado. Seu último fôlego, seu ódio, são caquinhos de um velho mundo que quebrouse.E não serão nunca mais colados.


ico Recurso Dramát e lhe peço) da são (suplicant Solicito revi como da ti o inscriçã ão minha (nova) de documentaç ia nc sê au r po inabilitada ridade para la gu re ir a nh e a mi que comprovass anual da vida a burocrática com a refazend recida em se pa s no me ou mais que tem sido rtidões. tratando de ce dá a partir de ção amorosa se Minha solicita que me é vedada já s, xo s perple questionamento tosa e jeitosa is ão cordial e am a complementaç roca, e tenho pi o nh te o nã , pois dos documentos adimplente, in ça ilitado, a cabe o coração inab gulares... Mas, os pulmões irre os pezinhos e eu recorro: do mas agora eu o eu fiquei cala 1) Há muito temp riano de coisa be we metateatro M resolvi falar: VOU PASSAR SE RE ALAS QUE EU nenhuma! Ô AB CARIMBO! edital, peço constando em 2)Mesmo não completo e de ir st si de tes de clemencia, an m de cada fi ao E s no paredão. do fechar os olho as mãos sujas pano de prato ato limpo num ões! sangue das canç


a. Ó. ! O mundo até tem pap 3)Sinais de fumaça Ah! Não vale a pena Ah! 4)Pensando bem... amor não so nos O ... vão Ficar tentando em Não! Não! tem mais solução quo ia quiproquó status vên 5)Não!... Data ´s Who r. voi pou tion au charadá! L'imagina bad? ... . Vem Kafka comigo a) e ela disse sim b)plat zum! a vida o o tempo, engolindo 6)Fico horas fumand fiar con o Dev ga. pre fui bre pelo pulmão. Sem eu preciso es ant mas , tos mais em meus instin e razão. Não? distinguir instinto arrombar por MEI, pode me 7)Não vou receber . gua ” n'á que dei com os “buros Atenciosamente, a Marina Viana Pereir RG: MG1419078566 CPF: 059606863924


GENTE PHODA dando uns rolé junta

ANGÉLICA, XUXA E MARA

ABELARDO E ABRAVANEL


GRANDE OTELO, GOLIAS E ANKITO

MARIA ALCINA E GABY AMARANTOS


LAERTE, ANGELI E GLAUCO

BIBI FERREIRA E JANE FONDA inspirado no tumblr gringo awesomepeoplehangingouttogether.tumblr.com


M A S S A G I

X T A


Hola a todxs, hoy vamos hablar y conocer esta chica, Paty Teles:

Trash D: me encanta tu nombre, es artístico? O es para la família no te encontrar em el facebook? Como llamas em verdad? Paty T: Patrícia Teles é meu nome de verdade, sou filha de Lydia Fagundes e neta de Aristó. Trash D: y contanos que hace una carioca em Belory Hills? Paty T: Desembarquei em terras mineiras por acaso. Eu vi em um site que recrutavam atores para experimentos cênicos de longa duração e, como precisava mergulhar em novas vivências, me inscrevi e acabei parando aqui em Belory Hills. Como não conhecia a cidade, demorei um pouco a ser acolhida pelos mineiros, porque vocês tem preconceito com nosso jeito “deixcolado” de ser, mas com o tempo fui sendo aceita, aprendi até o dialeto local: arredar, óiprocêvê, nuuu... tirei o plural das palavras. Hoje em dia eu amo BH radicalmente.


Trash D: Contanos um poco de su trajetória artística cultural? Paty T: Aos 17 anos eu passei no vestibular para o curso de Direção Teatral da UFRJ. Comecei a dirigir ali na Escola de Comunicação na Praia Vermelha, antigo Hospício Pedro II, ensaiando nas mesmas salas onde os doidos do Império eram internados, todo diretor formado na UFRJ carrega essa energia. Também fiz algumas peças como atriz, participei de “Vocês que habitam o tempo” onde eu tinha que ficar parada segurando uma pedra e falando um texto enorme do dramaturgo Valère Novarina. A peça foi dirigida por Claude Buchvald, uma encenadora francesa, ela xingava o elenco e a gente não entendia nada. Atuei também no 13º Oficinão, eu era a Minnie de “Pop Love”, foi lá que conheci Fabiana Brasil e Mariana Teixeira atrizes de “Nem o Pipoqueiro” e Juliana Codri, nossa atriz substituta. Trash D: Recebiste el “Premio Banana Rosa 2011 Marlene Matos”, porque ganaste este premio? Paty T: porque assim como Kantor e Gerald eu gosto de dirigir dando pinta em cena, além da minha semelhança física com Marlene.


Foto: Bruna Brandão

Trash D: y contanos um poco sobre nin el pipoqueiro? Paty T: O espetáculo “Nem o Pipoqueiro” começou em 2011, como Cena-Espetáculo do Galpão Cine Horto. A peça fala do fracasso de três atrizes que não tem público. Recebemos uma crítica na época falando que a cena não tinha para onde ir, e nesse processo de montagem, vimos que a gente podia ir pra qualquer lugar, podemos jogar com Xuxa, Joseph Beuys, Tchékhov, Carolina Dieckman... e nos apropriar e subverter todos os discursos. Quem assistiu a cena, e também teve essa impressão que ela se fechava enquanto cena-curta, agora vai ter a possibilidade de ver o espetáculo e (quem sabe) mudar de ideia.

Trash D: uma diretora puede tener um caso de amor com alguien del equipo? Es possible? Paty T: Muito possible! Inclusive eu escolho o elenco a partir de critérios como beleza física.


Trash D: y que te parece la escena minera de teatro? Paty T: Acho que tá rolando um movimento paralelo, para além da ordem de quem dita a cena. Tem uma galera que não tem patrocínio, que ensaia na sala de casa, que vai no Catarse! conseguir dinheiro pra estrear, um coletivo de desconhecidos se mobilizando. E parte disso vem “off” como a A-Mostra.Lab, isso gera espaços alternativos, pluralidade, discussão, acho lindo! O Rio não tem muitos lugares para quem gosta de experimentar, estamos vivendo uma era “Charles Moeller & Claudio Botelho”. Trash D: bueno gente, recuerdando que “nine el pipoqueiro” es dia: 20 de MARÇO, 21h, no GALPÃO CINE HORTO!

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Confere o scan do programa aí do lado. Ou então acessa www.galpaocinehorto.com.br. Importante é não perder nada!


«O Mimeógrafo» é uma publicação produzida pelo coletivo Primeira Campainha Para ler todas as edições, acesse: www.issuu/primeiracampainha7

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O Mimeógrafo 15ª edição