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Segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Edição 3 do 12º MINIONU

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Ex-presidente do

Egito é assassinado página 08

Renata Fonseca

Professores discutem reconhecimento do Estado da Palestina


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PROGRAMAÇÃO

editorial

Bruna Carmona

09h00 às 12h00 Segunda sessão 09h30 às 10h00 Mirched Alaby - ASPA (sala 303/43) 10h30 às 11h00 Luiz Fernando Campos - Primal Times (sala 305/43) 11h00 às 11h30 Leandro Rangel - OIM (sala 302/43) 12h00 às 14h00 Intervalo 14h00 às 18h00 Terceira sessão 16h00 às 16h30 Palestra Alexandre Cunha - FOCAC (Teatro/30) 17h00 às 17h30 Palestra Rafael Ávila - CD (Sala Multiuso/43) Renata Fonseca

O dia começa com uma notícia bombástica: o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak foi assassinado com um tiro na cabeça. O crime, supostamente cometido por um grupo radical islâmico, ainda não tem autoria reconhecida e a notícia pode preocupar os delegados do CSNU. Ontem, no primeiro dia de modelo, palestrantes convidados falaram aos delegados de sete comitês. Hoje e amanhã, as palestras continuam e as discussões também.............................. Esta edição do Primal Times traz os resumos dos principais pontos abordados ontem nas sessões de todos os comitês. As discussões começaram a todo vapor, com intervenções e momento de oração entre os muçulmanos, na FOCAC e no FMI. A situação não foi diferente na terceira edição da Simulação dos Professores, coordenada pelo ex-aluno de Relações Internacionais, Lucas Mesquita, que enfim revelou a surpresa do tema: a criação do Estado da Palestina. O assunto foi discutido e deu origem a um documento de acordo................................... Um modelo como o MINIONU sempre tem espaço para inovação. A cada ano, diretores e delegados não economizam empenho para fazer com que o modelo seja cada vez melhor. E já que falamos de novidades, no UNSC, a aplicação de um sistema informatizado para organizar o direito de fala durante as discussões mostrou que inovar, é de fato a palavra de ordem........................... Com grandes expectativas para mais um dia de modelo, o Comitê de Imprensa deseja a toda equipe do 12º MINIONU uma boa simulação...........................

Confira as fotos do MINIONU na página do Facebook: MINIONU 2011 FOTOGRAFIAS

ERRATA Na segunda edição do Primal Times, a palavra “trajetória” foi publicada de forma errada. A edição virtual, disponível no blog primaltimes2011.wordpress.com, já está corrigida.

Bruna Carmona Editora-chefe

Fernanda Melo Repórter

Carlos Eduardo Alvim Subeditor

Luisa Faria Repórter

Lila Gaudêncio Diagramadora

Alan Pires Voluntário

Renata Fonseca Fotógrafa

Raphaella Garcia Voluntária

Fabrício Lima Repórter

Rafaella Arruda Colaboração

Ígor Passarini Repórter


Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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Renata Fonseca

Foto do Dia

Sistema informatizado facilita discussões Luisa Faria

Este ano, o UNSC está utilizando um sistema criado para facilitar a mediação dos comitês. A ideia é informatizar o momento em que os delegados opinam sobre um assunto discutido e aproximar as simulações das reuniões reais da ONU. O programa Lab View, que já é usado no curso de Engenharia, foi adaptado para o evento. Durante as simulações, ao acionar um botão presente na mesa de cada um dos participantes, o computador do comitê recebe a demanda e registra a pendência. Um painel registra então a

bandeira do país que o participante representa. Ao iniciar a discussão, a banca dos mediadores retira a pendência no sistema. O programa também é utilizado para votação da sessão. “Pensamos em montar todo o circuito utilizando portas lógicas digitais, mas quando iniciamos a cotação dos componentes eletrônicos nos deparamos com um problema: o sistema ficaria muito complexo e inviável economicamente. Então, usamos outros dispositivos e todo o circuito foi montado via programação, no computador”, explica o idealizador do projeto, Ivan Soares................................

Segundo Ivan, o projeto foi totalmente modificado a apenas três dias data prevista de entrega, no prazo para que o trabalho se tornasse viável. “Passamos algumas noites em claro, trabalhando na elaboração, mas que foram recompensadas com o seu perfeito funcionamento”, revela o idealizador que teve o apoio da aluna do curso de Engenharia Mecatrônica, Ana Paula Reis Oliveira, e de Guilherme Bicalho Andrade, do curso de Engenharia de Controle e Automação da PUC Minas.


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Rivalidad árabe-israelí en evidencia Priscilla Crusoé CSNU

En la primera sesión, por la mañana, hubo la revisión de las reglas de debate. A principio, el centro de las explicaciones fueron los aspectos fundamentales para el andamiento de las discusiones: cómo funciona la simulación; qué tipos de debates existen; cuáles son las cuestiones y mociones etc. Después, el enfoque fue en el funcionamiento del comité: cómo debe ser el comportamiento de los delegados; cómo funciona el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas; cuáles son los países que pueden votar y cuáles detienen poder de

veto. Al final, hubo una simulación informal de tema libre para entrenamiento de las reglas. Este fue un momento muy importante para el comité en lengua extranjera española porque a partir de ahí, los delegados se fueron acostumbrando con el lenguaje y, poco a poco, fueron dejando de ser tan tímidos. Por la tarde, en la segunda sesión, se llevó a cabo el debate del tema oficial del comité: "la situación en el Oriente Medio, incluyendo la cuestión palestina". La discusión, desde su inicio, fue marcada por discursos muy intensos, sobretodo de los delegados del Estado de Israel y de la Autoridad Nacional Palestina que ya

empezaron defendiendo sus puntos de vista y provocándose uno al otro. Delegaciones como Brasil y Estados Unidos intentaron poner en pauta los tópicos de la agenda de discusión, pero los delegados, en su mayoría, estaban muy concentrados y estimulados a expresar sus opiniones. Cerca del fin del día, hubo la intervención en inglés, con traducción simultanea, de un consejero israelí. Él trajo periódicos y banderas para expresar su preocupación con la situación política en el mundo árabe y hacer un llamamiento a países como Egipto y Jordania para que mantengan los acuerdos de paz con Israel.

Environmental Refugees end up as major discussion Lucas Cotrim Lígia Caires Marcos Paulo de Almeida UNSC

After a Sunday afternoon of discussion, UNSC still hasn't come up with a resolution concerning the water and immigrations problems. Most of the countries stated in the opening speeches that a peaceful solution must be put in practice. However, only AOSIS and Russia have come with a draft resolution, in which there should be an international committee made of certain countries that would be able to welcome refugees. The number of re-

fugees that would be hosted by each country varies according to the culture and economic situation of the country. Although most of countries agreed that a cooperative solution should be found, few have offered themselves to host refugees. South Africa, for instance, has stated that it would accept a small number of immigrants, despite the internal social and economic problems. Brazil would also accept refugees with similar culture. The water distribution was also an important issue. According to the Russian delegation, the countries that have developed water desalinization technologies

should contribute to fulfill the shortage of water of the less fortunate countries. The draft resolutions still haven’t been voted and apparently there is still a lot to be discussed. Most of the countries have good intentions. Nonetheless, the progress of the discussion was quite stagnated. The picture only changed when a representative from the United Nations High Commission of Refugees delivered a speech clarifying some doubts of the delegations over the possibilities concerning the creation of a sub commission for refugees reallocation. An efficient concretion of ideas is expected for tomorrow.

Le premier jour à la Conférence de Berlin Conférence de Berlin

Dans la première session, les questions les plus pertinentes sur l'agenda ont été discutés par les délégués. Ce sont: les conditions à remplir pour l'occupation et la colonisation du continent, puis la partition des rivières et des bassins et,

finalement, les Actes de Navigation, qui seront suivis pour les puissances européeans qui ont fait partie de la conférence.Après le déjeuner, l'ex élève de la PUC Minas, Pedro Matos, a fait un discours sur les sujets pertinents à la partition de l´Afrique. L'académique cap-verdien a éclairé certains

épisodes historiques essentiels pour le developpement des discussions.Les débats en sont encore au début, mais les délégations ont déjà préparé leurs points de vue sur les questions proposés. Bonne chance à tous pour les prochaines sessions!


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Delegação afegã permanece apática em discussão sobre invasão em seu país Natália Sereno Joyce Ribeiro AGNU

A Assembleia Geral das Nações Unidas tratou da invasão soviética em território afegão. Os delegados não conseguiram entrar em um consenso em relação ao assunto. Toda a discussão foi baseada em pontos positivos e negativos apresentados, sem uma efetiva resolução. Em meio às trocas de opiniões, o delegado da Ucrânia condenou o islamismo, afirmando esta ser uma religião machista e que dificulta

o desenvolvimento social, econômico e humanitário do país, sendo necessário o fim da vertente religiosa para que haja progresso da nação. Tempos após o seu discurso, o delegado do Irã o atacou, afirmando o caráter errôneo de sua colocação, e que espera “que Alá perdoe a todos aqueles que pensam como você.” Além do âmbito religioso, dois delegados mencionaram que a invasão soviética foi uma violação do compromisso com a Carta das Nações Unidas. Após ter seu país duramente criticado pela invasão do ter-

ritório afegão, a delegada da União Soviética usa como motivo para a intervenção violenta, o fato de já haver um conflito armado no país, além do pedido de ajuda pelo governo do Afeganistão. Enquanto todo o debate girava em torno do acontecimento em seu território, a delegação afegã praticamente não se manifestou. Ela espera que países aliados tomem as decisões necessárias e se posicionem frente àqueles que se mostram contra sua colocação.

Bélgica não vai e representante palestina intimida grandes da OTAN Alexandre Santos Vinícius Figueiredo OTAN

A reunião da OTAN começou com uma discussão sobre as medidas que devem ser tomadas pelo bloco para se combater o terrorismo, sobretudo num momento em que o mundo reflete os 10 anos dos ataques de 11 de setembro aos EUA. Os países membros não chegaram a um consenso sobre como di-

minuir a atuação de grupos terroristas, tanto em países ocidentais, quanto orientais. Entretanto, o debate teve seu ponto alto, quando uma representante palestina entrou em meio as discussões. Causando grande polêmica, ela acusou os EUA de serem os maiores terroristas dizendo que o país impõe seus costumes em outras culturas. A representante criticou ainda a França, que recentemente proibiu o uso do

véu, afirmando que a religião islâmica é bem mais antiga que o país. A Turquia, que é um país islâmico, recebeu uma advertência da representante, que espera que os princípios do islã sejam defendidos. Um fato curioso, neste primeiro encontro da OTAN, foi a ausência dos delegados da Bélgica, país que sedia a organização, e considerada fundamental nas decisões tomadas em consenso de todos os países membros.

Momento de cooperação no FMI Bruno Almeida Costa Thamiris Oliveira Rezende FMI

A declaração de demissão feita por Dominic Strauss-Kahn, justificando problemas pessoais, abriu os trabalhos do Fundo Monetário Internacional. Após a retirada do ex-diretor-geral do FMI, os delegados se pronunciaram sobre os rumos da instituição. As análises dos governadores giraram em torno da reestruturação do sistema in-

terno, a estabilidade e a resolução das crises que englobam as nações. Nos pronunciamentos houve manifestações em função de projeções futuras, que visam reformas no sistema de cotas e a inclusão de países emergentes nas decisões econômicas. Divergências históricas não impediram as esperadas declarações de impacto. As economias potencializadas, em apoio ao Euro, confirmaram suas responsabilidades na solidificação do sistema, defendendo mudanças e ressaltando a cau-

tela necessária nas decisões. Contudo, os países emergentes destacaram a importância de reformas onde haja representação de seus potenciais econômicos, que podem contribuir para a resolução de crises. O depósito de confiança em regiões periféricas gerou contradições de caráter bélico. O pronunciamento foi manifestado pelo Reino Unido em contraponto ao Irã, no qual a transparência envolvida na questão armamentista foi questionada.


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Países africanos reconhecem que relações econômicas com a China são bilaterais Marina Pereira Thaís Brunelli FOCAC

A relação sinoafricana se mostrou abalada pela desigualdade dos investimentos chineses no âmbito econômico, social e sustentável, na primeira sessão da FOCAC. A Delegação da China apontou sua crença no potencial africano e seus esforços para investir no crescimento econômico do continente. Entretanto, delegações como Male, Namíbia, Tunísia e Eritréia, apontaram questões que prejudicam o desenvolvimento não só econômico, mas social, da África. A Tunísia destacou a falta de cuidado com recursos naturais, que afetam o

turismo local, principal atividade econômica do país. O país obteve apoio de outras delegações, que creem na sustentabilidade e escassez desses, caso não sejam aproveitados de maneira consciente. A Namíbia apontou a dificuldade em competir com a mão de obra chinesa, já que há um grande número de trabalhadores qualificados disputando com a população africana. Buscando uma solução, a Eritréia sugeriu um acordo que controle o fluxo de pessoas entre África e China. Não houve retorno da delegação chinesa. A Delegação do Male, apoiada pela maioria das delegações, expôs a necessidade do respeito ao homem durante a jornada de trabalho. As delegadas da

China afirmaram que ouviriam as demandas dos países, mas ao serem questionadas sobre o cumprimento das normas dos Direitos Humanos, distanciaram-se do assunto e pediram foco nas questões econômicas. Além dos Direitos Humanos, foi levantada pelos países muçulmanos a falta de respeito à cultura de seu povo. Insatisfeitos com a posição da China, os muçulmanos saíram da sessão para rezar, reafirmando suas crenças e protestando. Ainda assim, a Delegação chinesa deixou claro que não irá internvir em qualquer decisão de países africanos sem a concessão dos mesmos.

Tráfico é o assunto principal de reunião da Organização Internacional para Migração Ane Hungaro da Cunha Júlia Elisa de Souza Bittencourt OIM

Trafico humano foi o primeiro tópico colocado em debate na agenda criada pelo comitê da OIM para guiar a sessão. Este tema foi dividido em dois tópicos, sendo eles o tráfico de mulheres e crianças e programas de monitoramento. O trafico ilegal de mulheres de

países subdesenvolvidos para países desenvolvidos foi abordado com mais ênfase. Uma das soluções propostas foi a melhoria da estrutura interna de cada país para que eles garantissem melhores condições de vida. Para que isso acontecesse, os países que enfrentam esses problemas, sugeriram que os mais ricos os ajudassem. Estes não negaram ajuda, mas deixaram claro que

também enfrentam problemas internos. A discussão acabou girando em torno de quem era o culpado por existir o tráfico e quem deveria resolvê-lo, o que acabou desviando as discussões do tema central e observado pelos delegados. Na reunião, foi sugerido ainda a criação de um documento ao final de cada sessão para mostrar as conclusões tomadas.

CPAR discute crianças-soldado Gabriela Brown Maria Teles CPAR

A primeira reunião da Conferência de Paris baseou-se em uma discussão sobre a agenda a ser seguida nos próximos dias. O debate questionou a validade de se punir países que não estejam em conformidade com os acordos da conferência. A primeira

agenda incluía a punição como tópico, diferentemente da segunda que, por outro lado, ressaltava a importância da questão das crianças-soldado urbanas. As opiniões estavam bem divididas. “Devemos fazer acordos e parcerias com os países que desrespeitam, ao invés de uma punição. Por que não uma conscientização?” disse a delegação do Peru. Embora a reunião tenha sido extensa, não houve uma decisão

concreta sobre o tema. A declaração inicial do delegado do Sudão apontou os principais valores defendidos pelo comitê: “São mais de 100 mil crianças que pegam em armas ao invés de livros e que estão em campos de batalha ao invés de salas de aula”. Os países mostraram-se interessados em focar as reuniões dos próximos dias em torno do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Empatia e preocupação com educação na Cúpula América do Sul - Países Árabes Clara Andrade Pimentel Matheus Azevedo Garcia ASPA

Valendo-se das semelhanças entre os países árabes e sul-americanos, os representantes reunidos na 3ª Cúpula ASPA se apoiaram nos pilares da cooperação e integração, buscando superar suas diferenças e promover o entendimento entre ambas as partes de forma empática. A educação tornou-se o ponto central da discussão. Os países demonstraram boa vontade em ex-

pandir seu universo cultural, através de políticas educacionais menos centradas no estudo da história das grandes potências ocidentais. Programas de intercâmbio estudantil e tecnologia foram destacados pelos delegados como medidas a longo prazo, que trariam desenvolvimento econômico e social às regiões, além de trabalhar na desconstrução de estereótipos. "Por que não podemos estudar a cultura árabe dentro das escolas sul-americanas?", perguntou o delegado do Sudão, que como muitos, demonstrou inte-

resse na difusão da cultura islâmica e da sul-americana. Contudo, encontraram entraves na negociação, já que alguns dos países árabes temem a ocidentalização de seu povo. Por fim, a discussão não abordou na primeira sessão, questões importantes para a realização dos anseios dos membros da cúpula, que buscam independência econômica e superação dos problemas políticos e sociais, típicos dos Estados historicamente marginalizados pelo sistema mundial.

Conferência discute criação do TCA CP

A Conferência do Desarmamento iniciou-se com o discurso do delegado do Iraque, abordando a questão nuclear. Um grupo de delegados sugeriu a introdução de uma agenda que priorizasse na presente sessão a questão do desarmamento convencional. O delegado do Cazaquistão discordou alegando que assuntos mais polêmicos deveriam ser debatidos. A maior parte dos delegados ressaltou a importância da criação do

TCA (Tratado de Comércio de Armas) e a fiscalização que este deve executar em relação ao tráfico de armas. O delegado da China exigiu que, caso ocorra o desarmamento, que ele seja igualitário. O Irã ressaltou que uma pequena parcela de países retém a maior parte do armamento mundial e nada adiantará se os tratados não forem aplicados às potências ocidentais. Ao receber acusações sobre a exportação ilegal de armas, o delegado da Rússia alegou que a corrupção está nos países que as rece-

bem, não nos países que as produzem. Com a discussão, a Federação Russa dirigiu-se à Ucrânia com a seguinte fala: “De que blog a senhora tirou que fazemos importações ilegais?”. Apesar de diversas delegações defenderem o desarmamento dos governos presentes no comitê, o delegado da Suécia afirmou que a retirada de armamentos nos governos africanos representa um risco inimaginável à África, uma vez que as guerrilhas passarão a deter todo o poder sobre o território africano.

“Dar dinheiro é muito fácil”, diz Palestina Isabella Miranda Luiza Dias ANURP

Na primeira sessão da reunião emergencial da ANURP os ânimos se esquentaram, principalmente, entre Estados Unidos e Palestina. No início dos discursos, a maioria dos países deixou bem claro que é necessária a busca por uma solução a longo prazo, tendo em vista que milhares de pessoas têm sofrido com a falta de medidas que possam trazer um resultado

definitivo. O embate, porém, iniciouse com a declaração de Israel de que decisões apressadas não devem ser tomadas, na tentativa de garantir os direitos de um povo. Os discursos voltaram-se então para as doações que cada país têm feito à ANURP. Outro assunto apontado foi a superlotação dos campos de refugiados, quando o Líbano ressaltou a necessidade de se manter a soberania dos países que os recebem. Durante as negociações, delegações islâmicas clamaram pela pro-

teção de Alá ao povo palestino, solicitando um tempo para praticarem orações

direcionadas

à

Meca.

A

solicitação foi acatada pela mesa, que garantiu que só seriam realizadas essas orações no Comitê apenas uma vez. Apesar dos discursos calorosos, as delegações mantiveram as discussões em círculos, não chegando em uma proposta de resolução para o problema dos refugiados.


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Primal Times • Segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Renata Fonseca

Criação do Estado da Palestina é discutida Fernanda Melo

A proposta de criação do Estado da Palestina foi o assunto da “Simulação dos Professores” ocorrida durante todo o primeiro dia do MINIONU. Regido por regras formais, semelhantes ao formato da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de vinte professores, representando países de todo o mundo, deliberaram acerca do tema central, apresentando argumentos e motivações que geraram um debate rico, profundo e consciente.............................. O representante de Israel assumiu uma postura relutante em estabelecer acordo, sob o fundamento de defender

o interesse e o bem-estar geral dos seus cidadãos, baseado em preocupações fundamentais como segurança e o status dos refugiados palestinos. Argumentou, ainda, que qualquer declaração de um Estado Palestino precisa ser baseada no contexto de garantias absolutas do futuro de Israel. Os demais membros presentes foram unânimes em reconhecer e apoiar a criação do Estado da Palestina. A luta pela paz, o princípio da autodeterminação dos povos e a soberania do Estado foram temas reiteradamente discutidos pelos membros que compuseram a simulação da Assembleia Geral. No entanto, houve dissenso quanto às questões sobre os assenta-

mentos judeus em territórios árabes e as fronteiras entre Palestina e Israel, que culminou em divergências de posicionamento entre os representantes. Prevaleceu o entendimento no sentido de que a criação do Estado deverá ser obtida pelo avanço nas negociações bilaterais entre os Estados conflitantes, por meio da progressão nos diálogos e na efetivação de um acordo diplomático. E, imbuídos pelo espírito de estabelecer a paz no Oriente Médio, de assegurar garantias, soberania e valores ao povo palestino, a simulação de Assembleia Geral da ONU pelos professores deliberou pela aprovação da criação do Estado Palestino.

Hosni Mubarak encontrado morto CSNU

Foi encontrado morto ontem à noite, 15 de março de 2011, com um tiro na cabeça, o ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak. As circunstâncias da morte ainda não foram identificadas e até o momento, suspeita-se que os autores do crime tenham sido membros do grupo radical islâmico, Al-Gama’a alIslamiyya, com presumida influência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Jamenei. Em recentes declarações, Jamenei afirmou que os movimentos po-

pulares contra os governos de Egito e Tunísia marcariam o despertar da consciência islâmica entre egípcios e tunisianos. Apesar deste não ter sido o caráter ideológico inicial das revoluções árabes em nenhum desses países, o líder islâmico tem feito apelos às populações para que se unam em torno da religião e contra o ocidente. O grupo radical Al-Gama’a al-Islamiyya encabeçou matanças em todo Egito na década de 1990 e foi duramente perseguido durante o governo Mubarak.

Primal 10-10  

Edição 3 do Primal Times

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