Issuu on Google+

DO MENOS-VIDA AO COMECE ALGO Agregando valor de morte à vida e desviando frustração pela obsessão ao que é certo, mas desconhecido até que chegue. E como chega? E quando chegar? Qual o sentido até lá? Lamentação pela certeza do fim ou esforço máximo pra que o trajeto seja o menos penoso possível? Seja como for, desvendar valor(es) de existência é individual e cada qual que escolha as muletas que lhe convém. Os gritos, a dança, os acordes desafinados e a urgência de nossas músicas nos representam. Enquanto nossas vidas urgirem mudança, enquanto a descontentação motivar cada pensamento e enquanto fizer sentido apontar as armas para o inimigo, o ciclo se reinicia, e nossos gritos, mesmo que surdos aos ouvidos de uma sociedade dominada por progresso e domínio, continuarão. É a forma de evitar o pior tipo de morte, de contornar as certezas através da perspectiva comunitária, sempre cientes de que não mudaremos o mundo, mas que somos completamente capazes de dominar a própria vida. Menos conformismo, mais ação, e que a introspecção nos abrace para acobertar-nos da solidão que a certeza do fim por vezes traz, mas que não vence a vontade de começar algo. Cientes da morte, curiosxs e instigadxs pelo período de desfrute em vida.

Informativo (muita pretensão chamar isso de informativo, né?) feito especialmente para o show “Destrudo” realizado no Capim Pub, Goiânia, em 09/09/12. Texto: Júlio César Baron Ilustração: Sandro Gomide (http://www.fav.ufg.br/galeriadafav/artistas/sandro_gomide.html) Livre disseminação, cópia, reprodução, e o que mais você quiser.


#003: Do menos-vida ao comece algo