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DI VER SI DA DE

Uma revista com moldes atuais que irá tratar de temas que ajudarão a esclarecer o nosso leitor quanto as várias formas de diversidade. Nessa edição iremos tratar de temas como a diversidade na moda, onde a inserção do público LGBT é muito comum e podemos dizer até que primordial; estilistas importantíssimos para o setor como Walter Plunkett, Dolce & Gabbana, Jean-Paul Gaultier, Woslky e Giorgio Armani, ícones mundiais como seus representantes. Vamos discutir a diversidade na música com uma deliciosa apresentação da música e cultura na história da humanidade e sua inƽuʤncia desde e a ʀfrica, ʀsia, )uropa entre outros, mostrando a sua força de expressão e toda a diversidade cultural nela contida. Sobre o feminismo entraremos em um debate sobre as lutas e conquistas das mulheres por direitos iguais no Brasil e no mundo. Conquistas de direito de voto em meados dos anos 30, fase do feminismo “bem-comportado”e o “malcomportado” no período da ditadura onde muitas mulheres foram presas, torturadas e mortas por seus ideais feministas e políticos; luta pelo Ƽm da ditadura e por construçʮes de creches e direito ao aborto. Já pelo mundo, as mulheres conquistaram e continuam conquistando importantes direitos: durante a segunda guerra mundial onde substituíram os homens nas fábricas, na década de 60 a revolução sexual e a pílula anticoncepcional e a sua eterna luta contra a violʤncia doméstica. Na matéria sobre xenofobia “um mal a ser combatido”, levaremos o nosso leitor a uma reƽexão sobre o mundo e a maneira como tratamos os seres humanos, fome, miséria e sofrimento causados por sistemas políticos cruéis e desumanos ao longo da história até os dias de hoje; a violação dos direitos humanos no Brasil, América e )uropa; do grego “xenos” - estrangeiro, estranho ou diferente e “phóbos” – medo, medo do diferente é algo a ser “sempre combatido. ” “Diversidade” é uma revista que tem e terá o papel de criar um espaço de discussão e conscientização do público para que todo e qualquer tipo de discriminação ou luta contra a discriminação que venham a ferir os direitos humanos a diversidade cultural, raça, credo, posicionamentos políticos, tenham onde se manifestar e se fazer ser ouvido. O editor.

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22 C O N T E Ú D O C O N T E Ú D O

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7 a 14. “UM MAL A SER COMBATIDO” Uma reƽexão sobre o mundo e a maneira como tratamos os seres humanos, fome, miséria e sofrimento causados por sistemas políticos cruéis e desumanos ao longo da história até os dias de hoje.

15 a 22. HISTÓRIA DE UMA LUTA POR DIREITOS IGUAIS Debate sobre as lutas e conquistas das mulheres por direitos iguais no Brasil e no mundo; mulheres fortes a se inspirar.

23 a 28. LGBT NO MUNDO DA MODA a diversidade na moda, onde a inserção do público LGBT é muito comum e podemos dizer até que primordial; estilistas importantíssimos para o setor como Walter Plunkett, Dolce & Gabbana e Jean-Paul Gaultier.

29 a 34 MÚSICA SEM FRONTEIRAS Diversidade na música com uma deliciosa apresentação da sua força de expressão e toda a diversidade cultural nela contida.

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X E N O F O B I A

UM MAL A SER COMBA TIDO

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ara o Ƽlósofo grego Sócrates (469 a.C-399 a.C.) o conceito de “estrangeiro” não existe, na medida em que analisamos sua célebre frase:

“Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo” Acredito que é uma bela maneira de se começar esse artigo, em um mundo onde as pessoas estão tão intolerantes e que não querem assumir compromissos com nada nem ninguém, essa frase de Sócrates pode

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ser aplicada na vida de pouquíssimas pessoas.Sócrates deƼne assim alguém que abdica de sua nacionalidade e pensa na humanidade como um todo, não importando a cultura, religião, costume, tradiçʮes e raça. Perguntas podem ser feitas: Como viver em um mundo onde tantas pessoas são obrigadas a viver sob regimes políticos extremamente cruéis e devastadores para a vida de todos os seus cidadãos? Como viver em um mundo onde a fome e a miséria destroem famílias e sonhos de pessoas de bem? A cada dia somos alertados para o fato de que pessoas estão morrendo


tentando fugir desses lugares em botes salva vidas nos oceanos, em boléias de caminhʮes em estradas, a pé pelo mundo afora em temperaturas absurdamente altas ou baixas. O que tem sido e o que pode ser feito? Por que tantas portas são fechadas a essas pessoas? Naçʮes inteiras se fecham e criticam a chegada dessas pessoas.ɸ O termo “xenofobia” vem do grego e éɸformado por dois termos: “xénos” que signiƼca estrangeiro, estranho ou diferente e “phóbos”, que signiƼca medo, que corresponde literalmente, o medo do diferente. Por incrível que pareça

aɸxenofobiaɸvem relacionada com diversos tipos de conceitos que englobam a discriminação, formada pelo sentimento deɸ“superioridade”ɸentre os seres humanos. Podemos dizer que oɸetnocentrismoɸe oɸracismoɸsão conceitos associados a determinados tipos de discriminaçʮes. O etnocentrismo está pautado no pensamento de superioridade de uma cultura sobre a outra (preconceito cultural). Já o racismo designa um tipo de preconceito associado as raças, etnias ou características físicas dos indivíduos (preconceito racial).

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XENOFOBIA NO XENO MUNDO FOBIA

NO MUNDO

O

s )stados Unidosɸda América é considerados um dos países mais xenófobos do mundo;ɸdiƼculta a entrada de imigrantes no país, em sua maioria deɸmexicanosɸe dosɸlatinosɸem geral; países vizinhos, pessoas que buscam se Ƽxar em um país de destino em busca de oportunidades.

A ocorrʤncia desses fatos se dá nos países doɸhemisfério norteɸque recebem imigrantes vindos doɸhemisfério sulɸem busca de trabalho e melhores condiçʮes de vida. A xenofobia nesses casos vem em formas de coação com atitudes hostis dos discriminadores, tais como o desrespeito às suas crenças, hábitos, sotaques, aparʤncia física, condiçʮes socioeconômicas, entre vários outros.

E U R O P A Nos casos deɸ<enofobia na )uropaɸque tʤm aumentado consideravelmente nos últimos anos, nota-se o crime de violação dos direitos humanos e ocorre

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mesmo entre os próprios europeus, como também com imigrantes asiáticos, africanos e latinos.ɸAcreditase que com a crise na )uropa pelo qual muitos países passam, acaba reƽetindo diretamente no sentimento de repúdio, rejeição eɸaversão ao estrangeiroɸque dentro de um ƽuxo migratório, vindo de diversos países, busca oportunidades de melhoras no estudo, trabalho, moradia e saúde. Os xenófobos residentes nas áreas que recebem os estrangeiros migrantes, tʤm uma preocupação nacionalista e teme a perda da sua identidade nacional, costumes e tradiçʮes. Com isso, criou ao longo da história,ɸgrupos como os nazistas que foram responsáveis pelo holocausto, uma das maiores perseguiçʮes sofridas pelo povo judeu, ou neonazistas eɸos skinheads,ɸque querem a raça ariana na Alemanha e )uropa. Também tivemos movimentos de segregação racial como oɸapartheid na ʀfrica do Sul que separavas os negros dos brancos em escolas, ônibus, locais públicos e regiʮes da cidade, promovido por grupos de europeus que dominavam o pais na época.


DI VER SI DA DE

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N O

B R A S I L

A

pesar de termos a fama de receptivos e cordiais, no Brasil temos movimentos de xenofobia,ɸcontra negros e nordestinos os quais tem sido combatidos pela população e o governo. Vivenciamos desde 2015 vários atos deɸxenofoniaɸcontra venezuelanos, africanos, haitianos, pessoas de origem árabe e religião muçulmana. O brasileiro tem muita curiosidade sobre o novo, porém não Ƽca fora de ser xenófobo. Pensando no Brasil como um país de dimensʮes continentais, esse sentimento de superioridade ocorre entre regiʮes diversas no país. Podemos notar sentimentos diversos entre sulistas e nordestinos, onde encontramos uma população negra maior e diƼculdades sociais bem maiores, o bairrismo como conhecemos, que nada mais é do que pura xenofobia.

É PRECISO COMBATER! 11


N

ão importa de onde vem, em que país ou continente a encontramos, o que precisamos sempre é combater qualquer tipo de descriminação social, religiosa, racial, cultural e sexual.

O mundo tem espaço para todos os tipos de pensamentos e para qualquer dialogo entre culturas. Sofremos pela hipocrisia e falta de atitudes de nossos governantes os quais tem de elucidar as pessoas para que tenham consciʤncia de seus atos e o poder de suas palavras, o sofrimento e as alegrias que elas podem causar e suas dimensʮes. )stamos lidando com vidas e com o bem-estar dessas pessoas que hoje tanto sofrem em seus países. Por quanto tempo a população mundial e seus governantes vão apenas observar as barbáries práticas no oriente médio, ʀfrica, América do Sul, enƼm tantos lugares onde os direitos humanos não são respeitados? Não podemos nos calar e nada fazer; isso nos torna cumplices da situação. Se cada um de nós manifestarmos nosso repudio a xenofobia, já estaremos ajudando de alguma forma. )xistem grupos de ajuda, grupos de manifestaçʮes, blogs, páginas em redes sociais, manifestos prontos esperando sua assinatura para irem ao congresso.

Encontre sua maneira de se manifestar e ajude a quem necessita.

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RESP

DIVERSI

RESP A LIBER

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PEITO A IDADE

PEITO

RDADE Y A D

V A S H E M

O memorial oƼcial de -srael para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto. Foi estabelecido em 1953 através da Lei Yad Vashem passada pela Knesset, o Parlamento de -srael. Foto: Celio Coscia

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FE MI NIS MO

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UMA LONGA HISTÓRIA PELA CONQUISTA DE DIREITOS IGUAIS

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dia 8 de março, dia internacional da mulher, é um marco na luta pelos direitos das mulheres ao redor do mundo. Se fosse possível retroceder no tempo e contar para um cidadão do começo do século 20 que as mulheres, hoje, votam, tem média de escolaridade maior que a dos homens, governam países e estão inseridas amplamente no mercado de trabalho, talvez o sujeito não acreditasse no relato.

Apesar dos avanços das últimas décadas, o Brasil está muito longe de alcançar a equidade de gʤnero. Mulheres ganham cerca de 30% menos do que os homens, ocupam só 10% das cadeiras do Congresso e são representadas nas propagandas de forma estereotipada. O país também ocupa a vergonhosa quinta posição em incidʤncia de violʤncia contra a mulher, apesar de já ter elegido uma presidente da República e da Lei Maria da Penha.

No mundo, o movimento feminista surgiu como uma forma de reivindicar o acesso à educação e muitos outros direitos básicos. As origens do movimento estão atreladas aos acontecimentos da década de 1960. Nesta época, com o surgimento da pílula anticoncepcional, as mulheres conquistaram maior autonomia sexual.ɸ)scritoras como Simone de Beauvoir e Betty Friedan ganharam espaço por buscarem desconstruir o papel então convencionado para a mulher na sociedade.

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B R A S I L

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autora Céli Regina Pinto, no livro “Breve história do feminismo no Brasil”, descreve duas fases do movimento no país: “feminismo bem-comportado” e “feminismo mal-comportado”. Na primeira fase, entre o Ƽnal de século 19 até o início do século 20, em 1932, as mulheres conquistam o direito de votar. A bióloga Bertha Lutz é a principal articuladora feminista do período. A segunda fase, entendida como “mal-comportada”, foi marcada por mobilizaçʮes contra a ditadura, quando muitas mulheres brasileiras foram exiladas. Nesse período, as mulheres tiveram uma participação efetiva nas lutas pela democracia, mobilizadas para as causas gerais (Ƽm da ditadura) e para causas especíƼcas (pelo combate à violʤncia doméstica, pela construção de creches para os Ƽlhos das trabalhadoras e pelo direito ao aborto). )m 1985, foi criada a primeira delegacia da mulher. Quase dez anos depois, a Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, aumentou o rigor nas puniçʮes para violʤncia doméstica ou familiar. Hoje, agressores de mulheres podem ser presos em ƽagrante ou ter prisão preventiva decretada. Além disso, a lei prevʤ medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos Ƽlhos.

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A

famosa imagem da mulher de lenço na cabeça mostrando o braço surgiu quando a operária Geraldine Hoff posou de modelo para J.Howard Miller. O artista usou a imagem como propaganda durante a Segunda Guerra Mundial. O cartaz converteu-se em um símbolo para as mulheres que assumiram postos de trabalho em substituição aos homens que serviam às forças armadas americanas - foram feitas milhʮes de reproduçʮes e apropriaçʮes dessa imagem, mas a original é essa. A mulher da ilustra, chamada de Rosie, the Riveter (Rosie, a Rebitadora) na verdade não nasceu feminista. )la foi criada nos )stados Unidos durante a segunda guerra mundial, quando o governo precisava das mulheres para ocupar, na indústria, as vagas dos homens que foram para as batalhas. De fato, muita mulher foi trabalhar, e em trabalhos pesados. Nos anos 1980, a imagem foi adotada por grupos feministas como um símbolo de força feminina.

G I R L P O W E R 18


)m 1961, a comercialização da pílula anticoncepcional causou uma revolução de costumes e liberdade sexual. A pílula foi desenvolvida por dois médicos americanos, Gregory Pincus e Carl Djarassi, com incentivo da feminista e ativista social Margaret Sanger e Ƽnanciamento de Katharine McCormick, uma rica herdeira industrial. Simone de Beauvoir foiɸuma pensadora do movimento feminista durante os anos 1960 que ganhou destaque pela busca de desconstruir o papel então convencionado para a mulher na sociedade.

A farmacʤutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes exigiu na justiça que seu agressor fosse condenado. Sua luta virou modelo para a Lei 11.340 que aumentou o rigor nas puniçʮes para violʤncia doméstica ou familiar no Brasil.

A presença ativa de mulheres na política e no mercado de trabalho hoje em dia é tão comum que parece até estranho que há menos de 200 anos elas sequer podiam votar. A luta pelo direito ao votoɸfoi uma das grandes conquistas do movimento feminista.

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A bióloga Bertha Lutz é a principal articuladora do período em que as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, em 1932. A Ƽlha do cientista Adolfo Lutz foi uma das idealizadoras do Partido Republicano Feminino. No poder, trabalhou para mudar a legislação trabalhista no que dizia respeito ao trabalho feminino e infantil.


MULHERES FORTES A SE INSPIRAR

1. Viola Davis )m 2015, a atriz se tornou a primeira mulher negra a ganhar um )mmy pelo seu papel naɸsĂŠrie How to Get Away With Murder. )m 201, a atriz se tornou a primeira mulher negra a ser indicada trʤs vezes ao Oscar. ) depois de tentas indicaçʎes, ela Ćźnalmente levou o prʤmio de melhor atriz coadjuvante pelo longa Um Limite )ntre NĂłs Com discursos sempre empoderados, Viola ĂŠ uma grande mulher na luta contra o machismoɸem Hollywood e uma representante ativa do movimento negro. â&#x20AC;&#x153;Aɸúnica coisa que separa mulheres negras de quaisquer outras mulheres ĂŠ a oportunidadeâ&#x20AC;?, aĆźrma.

2. Simone de Beauvoir Simone de Beauvoir foi a mulher que, em 1949, no livro O Segundo Sexo, questionou a posição da mulher na sociedade e aƟrmou que as qualidades e atribuiçʎes totalmente femininas serviam apenas para aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres à uma condição oprimida

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3. Cassia Eller )m uma época em que debates sobre gʤnero não eram tão comuns, principalmente na mídia, a cantora dominou o cenário da música durante os anos 90 e deu voz aos direitos dos homossexuaisɸno Brasil. “De repente, aquela mulher, que era chamada de Ƅmachoƅ, aparece grávida. -sso mexeu com a cabeça das pessoas e induziu reƽexʮes”, aƼrma >élia Duncan em trecho do documentário Cássia, de 2015. Com um gʤnio forte, repleta de talento e cheia de opiniʮes, a cantora fez algo ainda mais radical: lutou sem fazer textão. Através de atitudes, gestos, cortes de cabelo e roupas, )ller foi uma das primeiras a ir contra a família tradicional brasileira, ainda cheia de preconceitos. Por isso, antes de exaltar novos nomes bdiferentʮesb que aparecem nessa luta, lembre-se de Cassinha, que foi fera, bicho, anjo e mulher. “Sou minha mãe e minha Ƽlha, Minha irmã, minha menina. Mas sou minha, só minha e não de quem quiser”.

4.Marie Curie Se ainda hoje a ciʤncia é dominada por homens, na época em que Marie Curie viveu isso era ainda mais forte. Mesmo assim, ela se tornou a primeira mulher a lecionar na Universidade de Sorbonne, em Paris, e recebeu dois prʤmios Nobel (um de física e um de química) pelos seus estudos sobre radioatividade e descoberta, com o marido, dos elementos químicos rádio e polônio. )la é uma prova de que vocʤ pode ser incrível no que vocʤ gostar e ter sucesso.

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WE CAN DO IT, GIRLS!

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SORRY, MOM I WAS BORN THIS WAY

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LGBT? O QUE Ă&#x2030;?

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identidade de gʤnero Ê a percepção íntima que uma pessoa tem de si como sendo do gʤnero masculino, feminino ou de alguma combinação dos dois, independente do sexo biológico. A identidade traduz o entendimento que a pessoa tem sobre ela mesma, como ela se descreve e deseja ser reconhecida.

Dentro do movimento propriamente dito, as siglas podem variar (algumas organizaçʎes usam LGBT, outras LGBTT, outras LGBTQâ&#x20AC;Ś). Atualmente, a versĂŁo mais completa da sigla ĂŠ LGBTPQ-A. Conheça a representação de cada letra:

L: LĂŠsbicas G: Gays B: Bissexuais T: Travestis, Transexuais e transgĂŞneros P: Pansexuais Q: Queer I: Intersex A: Assexuais +: Sinal utilizado para incluir pessoas que nĂŁo se sintam representadas por nenhuma das outras sete letras.

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INCLUSÃO DO NA LGBT MO DA

A

ideia de indivíduo já traz consigo a deƼnição de que somos únicos, com nossas diferenças, e que o respeito acima de tudo deve ser praticado independente do que é considerado padrão, seja de comportamento, corpo, beleza, idealismos e crenças.

Sendo a moda, um retrato do nosso tempo, tentar disfarçar ou esconder as diferenças para ser inserido na sociedade, ou não respeitá-las, é fugir do incluir, do aceitar, e principalmente, do entendimento de que existe espaço para todos, apesar de todas as diferenças. AƼnal, é direito de todos estarem incluídos na sociedade. ) quando falamos de moda inclusiva, sabemos e não vamos Ƽngir que não, que aqui os estereótipos são cultuados como se fossem a perfeição. ) além de ser um ponto de vista cada vez mais atrasado, as consequʤncias desse tipo de mentalidade são as roupas feitas em série, sempre pensadas para aquele corpo, aquela pessoa, todo mundo achando que está diferente sendo igual, e o que deveria ser plural se torna singular. Não se levam em

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consideração as diferenças. Mas, pôr tanta diversidade quanto colocamos nas passarelas e também em anúncios (que são ferramentas valiosas de vendas para marcas), como a inclusão pode integrar a estratégia de marketing de uma marca quando o consumidor está programado para “curtir” e venerar um padrão (branco, alto, magro, lindo) de beleza? Podemos e devemos educar a próxima geração de criativos de moda, mas o que acontece com as pessoas que já estão na indústria e que perderam esse tipo de educação? Além de socialmente inclusivo, abraçar a diversidade pode ser lucrativo para a indústria da moda. Vale tanto para marcas tradicionais que lançam linhas de produtos especíƼcas, tanto para marcas novas que já nascem especializadas em um determinado nicho, e essas ainda levam uma certa vantagem, por estarem chegando neste momento divisor de águas. Grandes marcas de cosméticos/ beleza/estética tem experimentado produtos e campanhas com a pegada da diversidade, e mesmo que sejam


acusadas de só estarem fazendo isso agora, ou se aproveitando dessa nova “onda”, é muito válido, até porque, podemos entender que estão se redimindo de tantos anos priorizando somente aquilo que vende. Já nos setores de vestuário, calçados e acessórios, a comunicação com nichos tem sido tímida e com raras iniciativas. Sem dúvida a sensibilidade de muitos homossexuais é responsável por grandes transformaçʮes na história da moda. A moda como a conhecemos hoje não existiria se não fosse pela criatividade e inƽuʤncia das pessoas da comunidade LGBT. )stilistas, designers e personalidades da moda LGBT são o coração da indústria. A moda é um dos meios mais importantes de expressão da identidade, muitos dos nossos momentos favoritos na cultura pop, cinema e eventos não teriam sido possíveis sem as contribuiçʮes da comunidade LGBT.

E O QUE SERIA DA MODA SEM A COMUNIDADE LGBT? 26


ESTILISTAS LGBT QUE MARCARAM A HISTÓRIA

1. Walter Plunkett Walter Plunkett (Oakland, 5 de junho de 1902 — Santa Monica, 8 de março de 1982) foi um Ƽgurinista estadunidense que Ƽcou conhecido em Hollywood como a maior autoridade em trajes de época. Dentre seus modelos mais famosos, está seu trabalho como Ƽgurinista para o Ƽlme “...) o Vento Levou”. Venceu o Oscar de melhor Ƽgurino na edição de 1952 por “An American in Paris”, ao lado de OrryKelly e -rene Sharaff.

2. Albert Wolsky

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Albert Wolsky (Paris, 24 de novembro de 1930) é um Ƽgurinista estadunidense, que criou Ƽgurinos para grandes produçʮes dos musicais como O Violinista no Telhado em 1964 e Um )stranho Casal em 1965. Também foi responsável pela memorável roupa usada pelo elenco de “Grease”, incluindo a transformação de Olivia Newton-John’s de uma calma e afável menina a símbolo sexual. Venceu o Oscar de melhor Ƽgurino na edição de 1980 por Bugsy e na edição de 1992 pelo Ƽlme All That Jazz.


3. Jean Paul Gaultier JeanPaul Gaultier (Arcueil, 24 de abril de 1952) Ê um estilista francʤs, que causou grande impacto nos desƟles ao usar modelos pouco convencionais, como homens idosos e mulheres gordas, modelos tatuadas e com piercings, entre outras excentricidades. Responsåvel pelo infame soutien de cone usado por Madonna na turnʤ Blonde Ambition Tour. Gaultier tambÊm lançou

4. Giorgio Armani Giorgio Armani (Placʤncia, 11 de julho de 1934) Ê um dos mais conceituados estilistas italianos. Fundou a sua companhia, a Giorgio Armani S.p.A., em 194, e jå foi o designer de moda independente mais bem sucedido do mundo, com uma fortuna pessoal de cerca de 5 bilhʎes de dólares. Muitas das exóticas roupas usada pela cantora Lady Gaga levaram a assinatura de Armani, e foi o responsåvel pela peças das turnʤs Monster Ball e Born This Way Ball.

5. Dolce & Gabbana Domenico Dolce (13 de agosto de 1958) e Stefano Gabbana (14 de novembro de 1962) sĂŁo uma dupla de estilistas que criaram a Dolce & Gabbana, uma marca italiana internacionalmente famosa, em MilĂŁo, na -tĂĄlia. Gabbana e Dolce foram um casal aberto por muitos anos, mas terminaram seu relacionamento. Dolce & Gabbana ĂŠ uma das mais renomadas grifes de moda do mundo, junto com Armani, Versace, Chanel, Gucci, Prada e Louis Vuitton.

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M Ú S I C A

SEM FRON TEI RAS

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música é uma parte muito inƽuente da nossa cultura e tem sido desde o alvorecer dos primeiros seres humanos. A diversidade na música pode depender de uma variedade de coisas: localização, inƽuʤncia dos pais e inƽuʤncia pessoal. ɿs vezes, os gʤneros de música popular estão localizados em lugares especíƼcos; idade também é uma das principais inƽuʤncias quando se trata de música. Os adolescentes costumam ouvir alternativas, Pop, )DM ()lectronic Dance Music) e Rap / Hip Hop. A inƽuʤncia dos pais pode, às vezes, inƽuenciar alguém a ouvir um certo tipo de música, como se seus pais

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ouvissem o rock, então o Ƽlho também ouviria rock. Mesmo que a música seja muito diversiƼcada, muitas pessoas ouvem todos os tipos de música e tʤm diƼculdade em escolher um gʤnero especíƼco. Nos gʤneros, existem também sub-gʤneros e ainda mais sub-gʤneros, como )DM tem dubstep, trap, drumstep, DnB, house, trance, glitch hop, etc. Os muitos sub-gʤneros da música continuam a tornar nosso mundo musical mais diversiƼcado, o que é uma boa coisa. É bom ver opiniʮes diferentes sobre música, bem como aprender que tipos de música as pessoas ouvem. Durante anos isso criou amizades e relacionamentos românticos, já que uma das primeiras perguntas é “Que tipo de música


vocʤ ouve?”. A música sempre vai se separar de nossas vidas, se estamos felizes, tristes ou loucos, sempre teremos a escolha de ouvir nossas músicas favoritas. Mas e o preconceito? Viver em sociedade não é fácil. )xige muita tolerância, muito respeito mútuo. Somos todos diferentes em vários aspectos. Tais diferenças tornam a vida em sociedade bastante complexa. O respeito mútuo é fundamental. Assim, é importante ter cuidado quando estivermos em lugares públicos, ou com vizinhos, ou em quaisquer ambientes e grupos sociais, pois há limites a serem observados por todos nós em prol da

convivʤncia respeitosa e pacíƼca. As pessoas, dependendo do ambiente onde estiverem, não são obrigadas a “suportar” estilos de músicas que não gostam. Viver em sociedade é respeitar o espaço do outro e o espaço que é público, ou seja, de todos, viver em sociedade é conƽitar, mas, sobretudo, negociar constantemente. ) viva a música Viva todos os tipos de música: a minha, a sua, a do vizinho, a dos amigos, a dos parentes Viva a música do sul, a do nordeste, a do norte, a do centro-oeste, a do sudeste Viva os diversos estilos de música, em todos os lugares e países do mundo Viva a diversidade musical

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S I G N I F I C A D O

A

lgumas músicas possuem signiƼcados muito maiores do que parecem ter. Servem como protesto e/ou comunicação. ConƼra músicas nacionais e internacionais que tratam de temas discutidos nas matérias anteriores.

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Falo

Gênero: Rock Artista: Carne Doce País: Brasil Tema: Feminismo

Born This Way

Gênero: Pop Artista: Lady Gaga País: Estados Unidos Tema: Diversidade / LGBT

Lavagem Cerebral

Gênero: Hip-Hop / Rap Artista: Gabriel Pensador País: Brasil Tema: Xenofobia

Man-Size

Gênero: Rock Artista: PJ Harvey País: Inglaterra Tema: Feminismo

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D

isposto a tentar algo novo? ConƼra alguns rtistas internacionais e nacionais que tem tido certo destaque nos últimos meses:

Zoutelande

Gênero: Pop Artista: BLØF País: Holanda

Indecente

Gênero: Pop Artista: Anitta País: Brasil

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打上花火

Gênero: Pop japonês Artista: Daoko País: Japão

Sen

Gênero: Pop Artista: ˢdo Tatlses País: Turquia


Me Niego

Ipséité

Gênero: Pop Artista: Reike País: Espanha

Gênero: Hip-Hop / Rap Artista: Damso País: França

等你下課

Italiana

Gênero: Pop Artista: Jay Chou País: China

Gênero: Pop Artista: Fedez País: Itália

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Celio Coscia Fotógrafo / Professor – Coordenador de curso de Processos FotográƼcos da )tec Carapicuíba, atuante na área de fotograƼa desde 1993 nas áreas de moda, arquitetura, produtos e eventos coorporativos.

Bianca Canhiato Formada no curso técnico de Comunicação Visual da )tec Carapicuíba, )studante de Design GráƼco na Universidade Nove de Julho, estagiária na Redação Jornal de Osasco.

Vinicius Pereira Bailarino e Professor de Dança nas escolas “)spaço PlayFit” e “Luana Miranda Arte e Dança” - )studante de Design GráƼco na Universidade Nove de Julho

Sabrina Andrade )studante de design gráƼco na Universidade Nove de Julho, trabalha em consultoria de marketing na CSU consultoria. Ativista feminista e de grupos de combate à discriminação as diversidades culturais.

/LIRRMǺIV

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)studante de design gráƼco na Universidade Nove de Julho


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