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Editorial do clube atletico ´ paranaense

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O Furacao de todos nos ´ O coração atleticano, estará sempre voltado, para os feitos do presente, e as glórias do passado. Está no hino. É nossa lei. E o coração atleticano é grande, muito grande. Cabem todos aqueles que fizeram e fazem a história desse grande clube. Todos os grandes esquadrões, todos os heróis, todos aqueles que com vigor sem jaça ajudaram fazer o Clube Atlético Paranaense cada vez maior, cada vez mais apaixonante. Gratidão, orgulho e admiração sente o coração atleticano ao lembrar do passado e dos feitos heróicos de tanta gente de brio que vestiu a camisa Rubro-negra nestes quase oitenta e quatro anos. O coração atleticano é do tamanho da grandeza desta instituição de tradições imortais. Não troca nem substitui seus heróis. Não esquece, não apaga tampouco diminui a importância de algum feito devido a novas conquistas. Sem passado, não estaríamos onde estamos no presente nem teríamos condições de buscar o futuro pujante que acalentamos. Hoje, mais uma vez, enaltecemos o Furacão de 1949, o esquadrão que varreu o Paraná e assombrou o Brasil. Sim, mais uma vez, porque toda vez que pronunciamos a alcunha adquirida graças àquele escrete de bravos mestres da bola, eter-

nizamos o timaço de 49. Só uma lenda pode dar um novo nome a um clube de futebol. Só um mito vence o tempo e renasce cada vez que novas gerações pisam os gramados trajando a farda Rubro-negra. Se algum novo time do Atlético Paranaense arrasa seus adversários, a associação com o timaço de 49

é imediata. 2008. Temos um time em início de caminhada. Que vem enchendo de alegria, satisfação e esperança o coração atleticano. Mas que ainda começa a escrever sua história. Este time pode bater um recorde só alcançado até hoje pelo time de 1949. Mas o que é um simples recorde comparado a façanha de entrar para a história? Comparações meramente estatísticas são transformadas em

embate de épocas, choque de gerações. Coisa pra vender jornal, dar tema ao debate raso e à polêmica fácil. Pois quem vive o Atlético Paranaense, o torcedor de verdade, sabe que não há dentro de nossas hostes a intenção de se provar que um time é melhor que o outro. Até porque, ambos são Clube Atlético Paranaense. Laio, Caju, Nilo, Waldomiro, Délcio, Waldir, Wilson, Sanguinetti, Joaquim, Toco, Cordeiro, Cireno, Jackson, Guará, Rui, Neno, Villanueva, e Viana. Este é o time que fez o Atlético Paranaense ser conhecido como Furacão. Isto não há o que apague. Cada época tem suas nuanças, dinâmicas e contextos. É impossível colocar lado a lado, na mesma berlinda, situações ocorridas em mundos tão diferentes. 2008 é muito diferente de 49, muita coisa mudou desde então. Só não mudou o apreço que cada coração atleticano sente por aqueles que lutam pelas cores Rubro-negras, sejam eles quem forem, de 1949, 2001, 2008, do ano que for. A grande verdade é que o Furacão é um só: o Clube Atlético Paranaense. Ele é maior que o tempo. Quem o defende com honra, raça e denodo, transforma-se também em um imortal. O coração atleticano não glorifica recordes, mas sim, quem faz história.


História

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O Furacao de 1949 Conheça a seguir a história do Furacão de 1949, reproduzida do livro Atlético – A paixão de um povo, publicado em 1994 e escrito por Heriberto Ivan Machado e Valério Hoerner Júnior.

Não houve segredos, nenhum passe de mágica, com relação ao surgimento do Furacão, basicamente a mesma equipe de 1948, montada pelo presidente João Alfredo e Silva. Neno, ex-coxa, retomando ao futebol paranaense, procedente do Palmeiras, ao invés de procurar o antigo clube preferiu o Atlético. Foi até bom porque Guará amargava um temporário afastamento face a uma contusão inesperada e a alguns entraves, frutos de desentendimentos pessoais com componentes da diretoria. Neno acabou artilheiro do campeonato com 18 gols. Laio, aos poucos, tomava o lugar de Caju, prestes a encerrar a notável carreira. A não ser Xavier que havia abandonado o futebol, o onze titular foi rigorosa-

mente o mesmo, fato que deve ter contribuído para a manutenção do entrosamento da equipe, indiscutivelmente responsável pelo extraordinário futebol apresentado em todas as partidas. Esta foi a razão pela qual os torcedores passaram a ficar impressionados com as apresentações do time. Além disso, havia o campeonato de aspirantes, de grande interesse, quase sempre preliminar do jogo principal. Em certas ocasiões, os aspirantes chegavam a atrair mais público do que o primeiro time, conforme sua colocação na tabela. E o técnico era o mesmo. De maneira que, conforme ia o andor dos campeonatos, aspirantes e profissionais, o técnico podia contar muitas vezes com reforços do primeiro time para a composição do segundo, visando à importância dos compromissos. Não era raro, portanto, em certas oportunidades, quase confundirem-se as categorias diante dos atletas que as compunham. As tardes esportivas

começavam por volta de treze horas, ou meia hora mais tarde. Nesse horário, Motorzinho já se encontrava às voltas com a formação do time de aspirantes. Um dia, jogo importante de tabela, parece que - sem certeza - contra o Palmeiras (nome mais uma vez provisório do Palestra Itália) na Baixada, o jogo de baixo era mais difícil que o de cima e o técnico Motorzinho resolveu, simplesmente, reforçar os aspirantes com Rui, em grande forma, Guará, Cordeiro e Nilo. E pela naturalidade com que isso foi feito, prova uma prática relativamente freqüente. É de pensar-se, então, que tenha havido alguma espécie inusitada de esforço para a montagem dessa antológica equipe, cujas apresentações assombravam os espectadores pelos escores elevados impostos aos adversários. Mas, não. A explicação mais plausível talvez seja a de que ocorreu a coincidência do encontro de diversos fatores sobre um conjunto e na direção de um


mesmo objetivo. É que foi dando certo e a cada vitória reforçavam-se os estímulos. E tudo começou já em janeiro, no torneio triangular Luiz Leão - II Taça Cidade de Curitiba, disputada pelos três maiorais da capital. O Atlético liquidou o Ferroviário com o placar de 4 x 2 e o Coritiba, 3 x 1, sagrando-se vencedor. E em 13 de março, jogando amistosamente com o Coritiba, amistosamente entre aspas, porque o jogo foi violentíssimo, os rubro-negros massacraram os coxas com o dilatado placar de 5 x 3. Nesse ano, o Atlético celebrava 25 anos de existência. Para deixar registrada a data, convidou o Fluminense para um jogo na Baixada. E, no dia 27 de março, o placar do Estádio Joaquim Américo registrou - Atlético 5 x 2 Fluminense. Surpreendido pelo excelente futebol rubronegro, o Fluminense partiu para o jogo com o Coritiba cabisbaixo, prevenido contra qualquer eventualidade. Foi orientado, contudo, a defender-se com atenção. Diante da diferença de qualidade encontrada em termos de futebol, largaram-se os cariocas e, com bastante facilidade, construíram um placar significativo e acachapante: Fluminense 8 x 3 Coritiba. Em seguida, o Furacão foi convidado para inaugurar as melhorias efetuadas no estádio do Clube Atlético Monte Alegre, agremiação patrocinada pelas indústrias Klabin, Município de Telêmaco Borba. Enfrentou o Corínthians Paulista. 3 x 3.

E no dia 15 de maio, faria sua estréia no campeonato paranaense. Primeiro adversário, o Água Verde. Neno foi o comandante do ataque rubro-negro. Resultado: 4 x 2. A partir daí, começou a acontecer uma série de goleadas, de quatro para cima: Palmeiras, 4 x O; Juventus, 5 x 1; Britânia, 5 x 1; Ferroviário, 4 x 2. Para o final do primeiro turno só faltava o Coritiba. Diante de tais resultados, os coxas andavam com as barbas de molho... A partir de 1949, inovação sur-

gida na Europa e logo homologada pela FIFA, os jogadores passavam a usar numeração nos costados, para melhor identificação dos atletas. Em 29 de julho, a Federação Paranaense de Desportos introduz e padroniza a numeração no tamanho 20 cm x 12 cm. A imprensa começou a referirse à equipe como tufão. A maioria das manchetes era assim. Depois verificaram que a equipe era mais poderosa do que um tufão e passaram a denominála... Furacão!. Antes desse Atletiba ansiosamente esperado, definido para 7 de agosto, houve a visita

do Rapid, de Viena, Áustria, a Curitiba. A Federação, Atlético, Ferroviário e Coritiba foram os promotores do evento. Não se pode negar o sucesso dessa temporada internacional, apesar da sonora goleada imposta pelo Rapid ao Furacão: 7 x 2. Ninguém até hoje sabe o que é que aconteceu. Por inusitado e insopitável, os coxas desferem, dias depois, 4 x O nos austríacos. Com isso, mais do que natural, o Atletiba assumia novas feições!... Dia 7 de agosto. João Afonso Mendes foi o bom árbitro da partida. O Paraná Esportivo, dirigido por Mugiatti Sobrinho, Ézio Zanello e Milton C. de Oliveira, em seu número 565, segunda-feira, 8 de agosto de 1949, aparece nas bancas com a seguinte manchete: Esmagado pelo Furacão, o Vencedor Faceiro do Rapid. Jackson (2), Rui (2) e Cireno para o Atlético. Fedato para o Coritiba. E o texto de Silveira Filho contava o desenrolar dos 90 minutos. O Atlético ganhou com goleadas de todos os adversários no primeiro turno. Nos dias subseqüentes foi só festa. E a imprensa da capital prestigiou sobremaneira a conquista rubro-negra. Eram manchetes como: SOSSEGA FURACÃO!, JACKSON FOI O GRANDE ENTRE OS GRANDES, PELO RUBRO-NEGRO E PELA GLÓRIA DO PARANÁ, BRILHOU O RUBRO-NEGRO EM TUDO E POR TUDO, OS ALGARISMOS DISPENSAM OS ELOGIOS, e assim por diante.


Em setembro, entre um jogo e outro do campeonato, viajou para Minas Gerais, ganhando do 7 de Setembro, 6 x 3, e do América, 2 x 1. O segundo turno não foi diferente do primeiro. Goleada em cima de goleada. Todos. Consagrado campeão com três rodadas de antecedência, faltava enfrentar o Ferroviário. Dia 4 de dezembro: desses acidentes que de vez em quando acontecem, perdeu o jogo por 2 x O. Única derrota no campeonato inteiro. O fato, porém, não chegou a ofuscar o brilho da conquista. O ânimo, o espírito rubro-negro continuou o mesmo. No embalo da glória. O Senadinho - tradicional trecho da Rua Quinze localizado entre as ruas Monsenhor Celso e Marechal Floriano, sempre apinhado de versáteis cidadãos, futebolistas, turfistas, políticos, empresários, jornalistas, ambiente típico curitibano que agasalhava principalmente o Café Alvorada, o Bar Paraná, a Gazeta do Povo e a sede social ou urbana do Atlético (presidência, secreta-

ria, sala de estar e uma outra, apropriada para jogo clandestino de baralho), no primeiro andar de um edifício antigo que não existe mais -, comandava efusivamente a manutenção dos assuntos pós-conquista. Os jogadores, receberam anéis de

grau, cuja pedra era o escudo atleticano em esmalte vermelho e preto e passaram, com isso, a ser considerados doutores em futebol. Em 1949, um furacão também se instalou no Departamento Amador do Atlético, na equipe de bola ao cesto, ou cestobol, como era chamado o atual basquete. E numa festa curiosa na sede campestre do Clube Curitibano, ficou registrado todo o júbilo das campanhas harmoniosas e brilhantes.

Os doutorandos em futebol: Antônio Alves dos Santos (LAIO); WALDOMIRO Lopes da Silva; WALDIR Dias; WILSON de Araújo; José PERES; Moacir Ubirajara VIANA; Florisval Lanzoni (NENO); CIRENO Brandalize; Álvaro Moreira Mazzo (CORDEIRO); DÉLCIO Sá de Souza; NILO Izidoro Biazetto; JOAQUIM Ramos de Almeida; Esteban SANGUINETTI Vasques; Sérgio Marcondes Machado (TOCO); RUI Gottardi; JACKSON Nascimento; Walter Hoerner (GUARÁ); Edgar Salomé (massagista); Alfredo Gottardi (CAJU); e Bernardo VILLANUEVA. Culminando, Cireno é convocado para a Seleção Brasileira, que disputaria a fatídica Copa do Mundo de 1950. Por questões políticas, foi preterido pelo mesmo Flávio Costa, que em 1945 preterira Caju em benefício de Oberdan. Saiu Cireno, ficaram Chico e Rodrigues para a ponta esquerda. Atletas que participaram da campanha de 1949: Laio, Caju, Nilo, Waldomiro, Délcio, Waldir, Wilson, Sanguinetti, Joaquim, Toco, Cordeiro, Cireno, Jackson, Guará, Rui, Neno, Villanueva, e Viana.


Entrevista

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Capitao Furacao Quando chegou ao Atlético Paranaense, em 1940, com 18 anos, o então jovem Nilo Biazetto não imaginava que ficaria marcado para sempre na história do Rubro-Negro. Zagueiro e capitão do histórico Furacão de 1949, Nilo sempre esteve ligado ao Atlético Paranaense, chegando inclusive a ocupar o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do clube. Confira a seguir a entrevista realizada com o senhor Nilo Biazetto pela Preliminar.

nome condizente com os acontecimentos, como aconteceu com o Furacão de 1949. Preliminar – Qual a vitória mais marcante da campanha do Furacão de 1949? NB – Todas as vitórias foram importantes. O primeiro jogo teve sua importância, o segundo teve mais importância e conforme nos aproximamos do título as vitórias ficaram cada vez mais importantes e convincentes.

Preliminar – Qual era a principal característica do Furacão de 1949? NB – A união entre os onze jogadores, treinador e diretoria.

Preliminar - Mesmo depois de parar de jogar futebol, o senhor sempre continuou ligado ao Atlético Paranaense. O sentimento de atleticanismo sempre esteve presente em sua vida? NB – Sempre. Eu participo do Conselho Deliberativo do Atlético Paranaense há 30 anos. Graças a bondade dos meus pares, eu fui presidente deste conselho, o qual pertenço até hoje. Trabalho até hoje em função da grandeza do Atlético Paranaense.

Preliminar – Como os jogadores da equipe de 1949 reagiram quando o time começou a ser chamado de Furacão? NB – Às vezes um jornalista mais inspirado, como muitos que temos por aí, com o entusiasmo nas transmissões dos jogos e com os resultados convincentes apresentados pela equipe, eles acabam dando um

Preliminar – Quais as principais mudanças que ocorreram no futebol das décadas de 40 e 50 para o de hoje? NB – É evidente que as coisas mudaram. Em todos os setores da economia, do direito, do trabalho houve mudanças nestes últimos 60 anos. Nós estávamos acostumados a ir a um estádio com cobertura de zinco, onde

Preliminar – Como era jogar pelo Atlético Paranaense? Nilo Biazetto – Era um prazer enorme atuar com a camisa do Atlético Paranaense e um orgulho muito grande fazer parte de um esquadrão como o do clube.

os bancos eram de madeira. Hoje nós vamos a um estádio moderníssimo, com excelentes instalações e todo conforto. A presença do público antigamente era realizada de chapéu e cartola, basta confrontar as fotografias dos estádios no período do Furacão de 1949 com as atuais. Hoje o público vai ao estádio mais esportivamente, homens, mulheres e jovens freqüentam o estádio. A juventude ia com uma freqüência bem menor ao estádio antigamente. O comportamento das torcidas eram praticamente iguais: fanáticos, fervorosos e sempre presentes ao estádio para apoiar o time.


Preliminar – O que o senhor sentiu quando soube que a histórica marca do Furacão de 1949 tinha sido igualada após 59 anos? NB – Senti muito orgulho. Eu estava esperando isso, eu achava que o time tinha futebol suficiente. Os tempos são diferentes, o Furacão de 1949 também aplicava goleadas em alguns adversários. Agora aconteceu a goleada do time atual contra o Iguaçu, na qual o time ganhou com autoridade. Este é um grande esquadrão e certamente está capacitado para no futuro ser lembrado como o Furacão de 1949 é até hoje. Quero ressaltar que após 60 anos a torcida ainda chama o Atlético Paranaense de Furacão e gostaria que todas as equipes, de hoje e do futuro, do Atlético Paranaense tivessem o mesmo desempenho daquela equipe de 1949 para que no futuro sejam lembrados como o esquadrão daquele período, que ainda ouvimos alguma coisa com muita alegria. Preliminar – O senhor abandonou cedo os gramados para se dedicar à vida profissional (Nilo Biazetto defendeu o Atlético Paranaense apenas até os 28 anos). O senhor se arrepende de ter deixado o futebol tão cedo? NB – Não. Eu optei pela minha profissão e fui um dos homens mais bem-sucedidos do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Eu desempenhei as melhores funções que um funcionário pode desempenhar. Fiz isso com muita alegria e entusiasmo, servi ao Estado e minha gente

e tive uma carreira brilhante.

Preliminar – Como o senhor analisa a equipe atual? NB - A torcida esperava no último sábado, em União da Vitória, um grande resultado e o time obteve. O time atual está muito bem dirigido pelo atual técnico e tem mantido um padrão muito bom nos últimos jogos. Há de se lembrar que no jogo contra o Londrina, há 10 dias, o time ganhou apenas por 1 a 0, mas mesmo assim de forma convincente.

Preliminar – Qual mensagem o senhor deixaria para os torcedores atleticanos? NB - Eu peço aos torcedores que colaborem com o clube. Peço que analisem as obras que estão sendo feitas antes de falar. Principalmente o estádio que está abrigando a família rubro-negra e o centro de treinamentos no Umbará, que recebeu o nome do goleiro Caju, que em minha opinião foi o maior jogador de todos os tempos do Atlético Paranaense.


As 11 Batalhas Alcançar a série de 11 vitórias consecutivas e igualar a marca do Furacão de 1949 não foi tarefa fácil para o atual elenco do Atlético Paranaense. Apenas seis dias após o retorno das férias, os jogadores já entraram em campo para encarar seu primeiro desafio no Campeonato Estadual. Desde então, em apenas 47 dias a equipe enfrentou 11 adversários, com a média de um jogo a cada quatro dias. Confira a seguir a ficha técnica das partidas que consagraram a equipe atual como o Furacão 2008. 1º Jogo – Rio Branco 1 x 2 Atlético Paranaense Data: 09/01/2008 - Estádio: Gigante do Itiberê (Paranaguá) Escalação: Vinicius; Jancarlos (Nei), Rhodolfo, Antônio Carlos, Danilo e Michel; Valencia, Claiton e Evandro (Alan Bahia); Ferreira e Rodrigão (Pedro Oldoni) Gols: Rhodolfo e Ferreira 2º Jogo – Real Brasil 1 x 3 Atlético Paranaense Data: 12/01/2008 Estádio: Pinhão (São José dos Pinhais) Escalação: Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Antônio Carlos (Alan Bahia), Danilo e Michel (Nei); Valencia, Claiton e Netinho (Geílson); Ferreira e Rodrigão Gols: Antônio Carlos, Danilo e Rhodolfo 3º Jogo – Atlético Paranaense 1 x 0 Engenheiro Beltrão Data: 16/01/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos, Alex Fraga, Antônio Carlos (Alan Bahia), Danilo e Michel; Valencia, Claiton e Netinho (Geílson); Ferreira (Evandro) e Rodrigão Gol: Antônio Carlos 4º Jogo – Coritiba 0 x 2 Atlético Paranaense Data: 20/01/2008 Estádio: Couto Pereira Escalação: Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Antônio Carlos, Danilo e Michel (Nei); Valencia, Claiton e Netinho (Alan Bahia); Ferreira e Rodrigão (Marcelo Ramos) Gols: Ferreira e Alan Bahia 5º Jogo – Atlético Paranaense 3 x 0 Cascavel Data: 23/01/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Antônio Carlos (Alex), Danilo e Michel (Willian); Valencia, Claiton e Netinho; Ferreira e Rodrigão (Marcelo Ramos) Gols: Jancarlos e Marcelo Ramos (2)


6º Jogo – Atlético Paranaense 2 x 1 Paraná Data: 27/01/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos (Nei), Rhodolfo, Antônio Carlos, Danilo e Michel; Valencia, Claiton e Netinho (Alan Bahia); Ferreira e Marcelo Ramos (Pedro Oldoni) Gols: Marcelo Ramos e Netinho

7º Jogo – CAC/Lusa 1 x 4 Atlético Paranaense Data: 30/01/08 Estádio: José Garbelini (Cambé) Escalação: Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Alex, Danilo (Rafael Santos) e Michel (Irênio); Valencia (Alan Bahia), Claiton e Netinho; Marcelo Ramos e Ferreira Gols: Claiton (2) e Marcelo Ramos (2) 8º Jogo – Atlético Paranaense 3 x 0 Adap Galo Data: 02/02/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos (Eduardo Salles), Rhodolfo, Antônio Carlos, Danilo e Netinho; Alan Bahia, Claiton e Irênio (Choco); Willian (Nei) e Marcelo Ramos Gols: Marcelo Ramos, Antônio Carlos e Danilo 9º Jogo – Atlético Paranaense 4 x 0 Paranavaí Data: 06/02/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos, Danilo (Chico), Antônio Carlos, Alex e Netinho; Alan Bahia, Claiton (Renan) e Irênio; Willian e Marcelo Ramos (Pedro Oldoni) Gols: Marcelo Ramos (2) e Willian (2) 10º Jogo – Atlético Paranaense 1 x 0 Londrina Data: 10/02/2008 Estádio: Kyocera Arena Escalação: Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Antônio Carlos, Danilo e Netinho; Alan Bahia, Claiton e Irênio; Marcelo Ramos e Willian (Rodrigão) Gols: Marcelo Ramos 11º Jogo – Iguaçu 1 X 8 Atlético Paranaense Data: 16/02/2008 Estádio: Antiocho Pereira (União da Vitória) Escalação: Vinicius; Nei, Danilo, Antônio Carlos, Alex (Matheus) e Netinho (Piauí); Alan Bahia, Claiton (Pimba) e Irênio; Willian e Marcelo Ramos Gols: Danilo, Irênio, Netinho, Willian, Claiton, Antônio Carlos (2) e Marcelo Ramos


Entrevista

O comandante do ~

furacao 2008 Com a conquista da marca de 11 vitórias em seqüência no Campeonato Paranaense, repetindo o feito do Furacão de 1949, o treinador Ney Franco colocou seu nome na galeria dos grandes treinadores que passaram pelo Atlético Paranaense em seus 83 anos de história. Considerado o grande responsável pelo bom desempenho da equipe neste ano, o treinador foi entrevistado pela Preliminar para comentar a conquista da marca histórica.

Preliminar – Quais fatores foram fundamentais para que o Atlético Paranaense conseguisse igualar o recorde de vitórias que já durava 59 anos? Ney Franco - Muitos fatores nos levaram a esta conquista, é difícil enumerar apenas um ou dois. O primeiro fator é estarmos em um clube com uma grande estrutura que dá à comissão técnica e aos atletas todas as condições para desenvolverem seu trabalho. O segundo fator é estarmos em um clube que tem condições de montar um elenco forte, como o que temos, que tem credenciais para entrar e disputar o título em todas

as competições que disputaremos. Após a junção destes dois fatores, entra em cena o trabalho da comissão técnica. A nossa é muito competente, tem capacidade de elaborar treinamentos que tornam a equipe mais competitiva. Isso não é trabalho apenas do treinador, mas também temos que ter bons auxiliares, preparadores físicos, profissionais do departamento médico. Aliado a tudo isso tem que ser destacada a entrega dos atletas. O compromisso com o clube, com sua camisa e sua tradição, a mentalização de que eles são capazes de entrar em uma competição para ganhar. Quando conseguimos aliar tudo isso, para surpresa geral conseguimos igualar um recorde que faz parte da história do clube. Agora temos uma possibilidade real

de ampliarmos essa marca. Isso é fruto do trabalho de todos os profissionais envolvidos no projeto do Atlético Paranaense.


Preliminar – Qual é o sentimento por ter entrado definitivamente para a história do Atlético Paranaense? NF - Eu me sinto muito orgulhoso por ter alcançado esta marca. Os números e o trabalho me colocam hoje como um treinador que entra definitivamente para a história do Atlético Paranaense. Essa marca é interessante para um treinador ter em seu currículo, dá uma valorização ao profissional. Fico feliz em saber que estou conseguindo desenvolver um trabalho de qualidade, da mesma forma que fiz nas equipes por onde passei anteriormente, onde tive passagens vitoriosas. Consegui no Atlético Paranaense dar seqüência a minha carreira, que apesar de curta está se mostrando vitoriosa.

Preliminar – Em alguns jogos deste ano o time subiu muito de produção após o intervalo, a que se deve isso? NF - Além de uma boa visão do jogo, o treinador precisa ter antes de tudo uma boa semana de treinamento antes dos jogos, conhecer seus atletas e saber qual é o potencial deles. Saber até onde a equipe pode chegar, além de ter conhecimento da parte técnica e táti-

ca. Durante o jogo você precisa ter uma boa visão da partida. No futebol, principalmente em termos de substituições, não podemos ter muitos erros, pois são permitidas apenas três al-

terações. Por diversos momentos tentamos acertar a equipe sem mexer nos jogadores para não queimar alguma alteração. Isso vem dando certo aqui no Atlético Paranaense, como já ocorreu em outros clubes em que trabalhei.

Preliminar – Um dos destaques do Furacão de 1949 era o ataque, já no Furacão 2008 a defesa está se sobressaindo, isso ajudou na conquista destes re-

sultados? NF - Nossa equipe está equilibrada. Temos uma média de três gols por partida e levamos apenas cinco gols em 11 jogos. Nossa equipe procura atacar o tempo todo, busca sempre fazer gols sem deixar a defesa exposta e também se defende sem abrir mão do ataque. Uma equipe quando consegue esse equilíbrio fica propensa a ter sucesso. Nós estamos colhendo os frutos desse equilíbrio. Acredito que teremos um ano muito promissor.

Preliminar – Ainda é cedo, mas o torcedor pode sonhar com a conquista do título do Campeonato Paranaense de forma invicta? NF - Nosso maior objetivo é conquistar o título. Estamos apenas encerrando a primeira fase da competição. Agora restarão oito equipes, o campeonato fica mais selecionado, depois sobrarão só quatro. O estilo da competição muda também, passa dos pontos corridos para o mata-mata. Queremos o título, se conseguirmos e caso seja de forma invicta, será mais um marco para colocarmos na história do Atlético Paranaense.


Sentimento Os jogadores que formam o atual elenco colocaram seus nomes na história do Atlético Paranaense. Assim como Laio, Caju, Nilo, Waldomiro, Délcio, Waldir, Wilson, Sanguinetti, Joaquim, Toco, Cordeiro, Cireno, Jackson, Guará, Rui, Neno, Villanueva, e Viana fizeram há 59 anos com o Furacão de 1949. Confira abaixo o sentimento de alguns atletas por fazer parte do grupo de 2008. Vinícius – Goleiro “Me sinto privilegiado e honrado em fazer parte deste grupo que igualou esta marca histórica. Também estou muito feliz, pois seremos sempre lembrados pelos atleticanos” Antônio Carlos – Zagueiro “É muito importante fazer esta bela campanha, ainda mais agora que inserimos nossos nomes na história do Atlético Paranaense. Isso é muito importante para que possamos continuar neste ritmo” Danilo – Zagueiro “É uma satisfação muito grande fazer parte da história do Atlético Paranaense. Só entramos para a história quebrando recordes e conquistando títulos. O primeiro passo já demos, que é a igualdade com o recorde de 1949. Mas o objetivo maior é o título para concretizar o trabalho que estamos fazendo” Rhodolfo - Zagueiro “Fico contente por ter entrado para a história do Atlético Paranaense, que é um clube que tem uma grande tradição e grandes conquistas. Isso é muito bom para mim, pois estou começando minha carreira e no futuro meus filhos e netos poderão ver meu nome na conquista desta marca, que é muito difícil de ser batida” Alan Bahia – Volante “Fico feliz em fazer parte da história do Atlético Paranaense. Sabíamos que era um feito muito importante para todos e nós estamos felizes por conquistar esta marca. Mas ainda não tem nada concreto, temos que conquistar o título para validar esta marca” Claiton – Volante “Fico muito feliz e honrado por participar de um feito tão grande na história do Atlético Paranaense. Um feito que durou 59 anos e pode durar muito mais agora. Não sei nem se alguma outra equipe do Brasil conseguirá obter 11 vitórias em seqüência. Estou muito feliz” Valencia – Volante “Me sinto bastante emocionado por fazer parte deste grupo, pois escrevemos a história. Espero que nesta quarta-feira consigamos mais uma vitória para mantermos essa seqüência até o final do campeonato, pois nosso objetivo é conquistar o título” Irênio – Meia “Fico muito feliz com essa situação. Há muito tempo o time não conseguia tantas vitórias consecutivas e eu e todo o grupo ficamos contentes com isso. Espero que possamos seguir assim” Netinho – Meia “Me sinto honrado em fazer parte da história do Atlético Paranaense. Começamos o ano com o objetivo de fazer um bom Campeonato Paranaense e de repente nos vimos com a chance de entrar para a história do clube, sem nem mesmo conquistar o título. Lógico que não acabou a competição e queremos o título, mas com essas 11 vitórias já conseguimos entrar para a história. É uma felicidade muito grande não só para mim, mas para o grupo todo. Ninguém esperava começar o ano tão bem como está sendo. Willian – Atacante “Fico contente por viver este momento. É fruto do trabalho que estamos realizando desde o começo do ano com o objetivo de conquistar os títulos. Conseguimos igualar este recorde, e entramos para a história do clube e isso é muito importante para a carreira de um atleta”


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Preliminar nº 63  

Revista Preliminar do Clube Atlético Paranaense. Edição nº 63 - 20/02/2008

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