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Guia de regras SUMÁRIO Código de Conduta

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Regras Oficiais de Procedimento I. Regras Gerais II. Regras do Debate III. Regras de Documentos IV. Regras de Votação V. Regras Específicas

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A Função Jornalística

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Realização


CÓDIGO DE CONDUTA Observações Gerais • Todos os participantes devem estar sempre com seu crachá de identificação. Sem ele, não será permitida a entrada e circulação nas dependências da Fundação Armando Alvares Penteado e do Fórum FAAP. • Todos os participantes e visitantes do evento deverão respeitar a formalidade do ambiente, vestindo trajes sociais (terno e gravata para homens, e ternos, tailleurs, saias ou calças sociais para mulheres). • Pede-se que sejam evitadas conversas nos corredores durante o período de sessões. • Não é permitido fumar nas dependências da FAAP. • Não é permitido comer ou beber nos Comitês, exceto quando autorizado pela Mesa Diretora ou pelo Secretariado. Delegados • Devem estar cientes do tema a ser discutido em seu Comitê e também da política externa do seu país. • Devem estar familiarizados com as regras de simulação. • Devem respeitar a Mesa Diretora e ter consciência de que ela é soberana dentro do Comitê. • Devem respeitar todos os membros do staff do IX Fórum FAAP. • Devem respeitar os demais delegados dentro e fora do Comitê. • Devem cumprir os horários estipulados. • Devem evitar ausências durante as sessões. • Podem utilizar computadores pessoais, porém não estão autorizados a utilizar a Internet. • Não estão autorizados a manter contato com seus professores conselheiros dentro dos Comitês, inclusive por meio de bilhetes. • Não estão autorizados a manter contato com os jornalistas do Comitê de Comunicação durante as sessões, inclusive por meio de bilhetes. • Devem evitar manter contato com outros delegados de outros Comitês durante as sessões. • Devem zelar pelo patrimônio da FAAP. • Devem realizar suas reclamações sempre por meio de seu chefe de delegação e/ou professor conselheiro. • Devem ter a consciência de que o não cumprimento destas regras implicará em uma sanção realizada pelo staff ou até mesmo o desligamento do evento, sem direito a reembolso. 5


• Devem entrar em contato com o staff para qualquer particularidade com relação a estas regras. • Podem utilizar peças típicas de seu país, desde que consideradas formais, em seu vestuário. • Não estão autorizados a trazer flâmulas ou outros itens típicos de seu país para colocarem sobre as mesas do Comitê. Professores Conselheiros • Devem acompanhar seus alunos. • Devem servir de exemplo de conduta. • Devem orientar os delegados quanto à política externa do país designado. • Devem respeitar a soberania dos diretores dentro do Comitê e do staff. • Não estão autorizados a manter contato com seus alunos dentro dos Comitês, inclusive por meio de bilhetes. • Devem procurar não exceder 20 minutos em um mesmo Comitê, em função da restrição de assentos para professores e visitante em todas as salas. • Devem comparecer às reuniões quando solicitado. • Devem cumprir com os compromissos assumidos. • Devem realizar reclamações somente a membros do staff. Visitantes Autorizados • Devem respeitar todos os integrantes do Fórum FAAP. • Devem evitar a movimentação sem necessidade dentro dos Comitês. • Não estão autorizados a manter contato com delegados dentro dos Comitês, inclusive por meio de bilhetes. • Devem procurar não exceder 20 minutos em um mesmo Comitê, em função da restrição de assentos para professores e visitante em todas as salas. • Não devem interromper as sessões. • Devem realizar reclamações somente a membros do staff.

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REGRAS OFICIAIS DE PROCEDIMENTO IX FÓRUM FAAP DE DISCUSSÃO ESTUDANTIL As Regras Oficiais do IX Fórum FAAP são o pilar da condução das atividades do evento e somente por meio delas os delegados/jornalistas (doravante participantes) podem se pronunciar, propor documentos e debates, bem como alterar o formato destes e votar.

I. Regras Gerais Deveres dos Diretores Responsáveis por manter a ordem do Comitê, os diretores devem declarar o início, adiamento e encerramento de cada sessão; moderar imparcialmente o debate; assegurar a observância das regras; conceder o direito de fala; controlar o tempo de discursos e do debate; abrir o momento para questões ou moções e colocá-las em pauta para votação; e anunciar as decisões adotadas. Não há apelação às decisões dos diretores e os mesmos possuem autoridade para a aplicação das regras ou as flexibilizar visando o melhor funcionamento do debate. Controvérsias entre a mesa diretora e os participantes podem ser solucionadas pelo Secretariado Geral do IX Fórum FAAP de Discussão Estudantil. Deveres dos Delegados/ Jornalistas/ Chefes de Estado/ Militares/ Representantes do Terceiro Setor (participantes) No IX Fórum FAAP, o participante poderá ser um jornalista ou representar um embaixador plenipotenciário que representa o presidente ou primeiro-ministro de sua nação, ou ser o próprio chefe de Estado. Cada participante tem o dever de respeitar as decisões do diretor de seu Comitê; obter permissão antes de falar; salvaguardar e advogar os interesses de sua nação ou do direito interno público de forma cordial e respeitosa com os demais participantes da conferência; e utilizar sempre o linguajar formal e culto. Todos os participantes devem, ainda, respeitar as decisões dos voluntários e de todos os membros do staff do IX Fórum FAAP. Uso de Documentos, Discursos Oficiais e Plágio Sempre que o participante fizer uso de documentos e discursos oficiais de seu país, é necessário que a fonte seja citada. O uso não autorizado das ideias e trabalhos de outros como se fossem próprios não será aceito em nenhuma circunstância, pois é considerado plágio. Vale aqui ressaltar que, a partir do dia 6 de junho de 2012, a realidade se resume aos acontecimentos que ocorrerem no IX Fórum FAAP de Discussão Estudantil, não sendo

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permitido o uso de fontes externas datadas entre a referida data e 9 de junho de 2012, sendo apenas válidas as informações cedidas pela organização do evento. Questão de Ordem Essa questão refere-se à observância e manutenção de todas as regras de procedimento do debate, ou seja, o participante poderá recorrer a essa regra quando acreditar que o diretor se equivocou em uma decisão. O participante poderá solicitar uma questão de ordem quando o diretor do Comitê perguntar se há alguma questão em pauta, o que ocorrerá entre os discursos proferidos. O levantamento de uma questão de ordem não poderá interromper um discurso e sempre terá sua pertinência decidida pelo diretor. Questão de Dúvida Essa questão deve ser utilizada para que os participantes solucionem suas dúvidas relativas às regras de procedimento do debate ou do evento como um todo, que serão prontamente respondidas pelos diretores ou, em casos mais específicos, solicitarão parecer à Secretaria-Geral Acadêmica do IX Fórum FAAP. É importante ressaltar que dúvidas relativas ao conteúdo dos debates (posição de países, fatos relacionados ao tema ou outras questões), bem como as referentes a horários que não são aqueles pertinentes às sessões, deverão ser submetidas à mesa por escrito e somente serão respondidas para todo o Comitê caso o diretor julgue necessário. Questão de Privilégio Pessoal A questão de privilégio pessoal é a única regra que pode ser solicitada a qualquer momento, inclusive interrompendo o discurso de outro participante. Ela deve ser usada com cautela nos momentos em que o participante sentir extremo desconforto (não estar escutando o discurso alheio ou ser interrompido por outrem, por exemplo). Deverá ter sua pertinência prontamente atendida pelo diretor.

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II. Regras do Debate Quórum As sessões do debate somente poderão ser abertas se houver a presença de pelo menos um terço (1/3) dos participantes inscritos para aquele Comitê. Para votar uma proposta de resolução, é necessária a presença de pelo menos a maioria simples (1/2 + 1) dos participantes acreditados no Comitê, bem como para que qualquer decisão substantiva seja tomada. O quórum será recontado no início de cada sessão ou quando o diretor julgar pertinente. Maiorias Simples e Qualificada Salvo casos especiais de Comitês específicos, algumas moções e documentos requerem processo de votação para a sua aprovação. Para tanto, são utilizadas a maioria simples, que consiste em metade dos participantes daquele Comitê presentes mais um, e a maioria qualificada, que consiste em dois terços dos participantes daquele Comitê. Discursos iniciais Logo após a contagem do quórum no início da primeira sessão, cada delegado terá até três minutos para proferir seu discurso inicial. No discurso inicial, o delegado deverá apresentar um panorama sobre os debates acerca do tema de seu Comitê com relação ao país que representa, bem como os projetos em voga, as sugestões relacionadas ao tema e outras questões pertinentes ao tema. Lista de Discursos (Debate formal para todos os Comitês, exceto UNSC) A lista de discursos é aberta no início da primeira sessão automaticamente pelos diretores. Para que uma delegação seja adicionada na lista de discursos, basta erguer a placa de identificação para que um dos diretores reconheça a inscrição. A lista permanece aberta durante todos os trabalhos do Comitê, porém pode ser interrompida se for aprovada uma moção para debate moderado ou debate não moderado ou caso seja introduzida uma proposta de emenda. A lista de discursos pode ser fechada com a aprovação de uma moção para fechamento da lista de discurso, conforme descrito a seguir. Fechamento / Reabertura da Lista de Discursos O fechamento da lista de discursos significa que nenhuma outra representação presente no Comitê poderá ser adicionada à lista de discursos. Dessa forma, todos os delegados já inscritos se pronunciarão, sendo uma regra muito usada no debate de emendas e resoluções e não em qualquer momento do debate, sendo aprovada por maioria simples (1/2 + 1). Para a reabertura da lista, é necessária a aprovação por maioria qualificada, ou seja, 2/3 dos presentes. 9


Cessão de Tempo Durante o debate formal (lista de discursos), o participante que tenha feito um discurso poderá, ao seu término, ceder seu tempo de fala restante à mesa diretora, para outro participante ou para perguntas. No caso de cessão de tempo à mesa, o diretor concederá a palavra ao participante imediato na lista de discursos. Se a cessão de tempo for a outro participante, esse terá o tempo remanescente do discurso do delegado que cedeu o tempo para fazer suas considerações. Em caso de cessão para perguntas, o tempo remanescente deverá ser contado apenas para respostas, sendo que os outros participantes poderão fazer tantas perguntas quanto houver tempo para respostas, sendo cada pergunta formulada em até 30 (trinta) segundos. O delgado que cedeu seu tempo para perguntas pode optar por não respondê-las caso não julgue pertinente. Não há cessão de um tempo já cedido. Limitação do Tempo de Discursos O tempo para o discurso do participante será limitado conforme o diretor acreditar ser pertinente, podendo os participantes sugerir alterações. Uma vez estabelecido o tempo (por maioria simples de votos ou por determinação do diretor), caso um discurso exceda tal limite, o diretor tem o poder de interrompê-lo. Debate Moderado (Debate Formal apenas para UNSC) Quando um participante levanta uma moção para um debate moderado, ele deve indicar um tempo total de debate, um tempo de discurso para cada participante e justificar a necessidade desse debate. Mais ágil que a lista de discursos, o debate moderado entra em vigor por meio de uma moção que requer maioria simples (1/2 + 1) para sua aprovação e tem por objetivo principal dinamizar o debate da lista de discursos. Dessa forma, o diretor do Comitê questionará quais participantes desejam se pronunciar e elegerá o participante que terá direito ao pronunciamento. Durante o debate moderado não haverá cessão de tempo. Debate Não Moderado É uma forma de debate sem a participação do diretor, limitada somente pelo tempo de duração estabelecido antes de sua votação. É uma moção aprovada com maioria simples (1/2 + 1) de votos, com objetivo de facilitar o intercâmbio de ideias de uma maneira mais direta do que aquela permitida no debate formal, facilitando principalmente a redação de documentos por parte dos participantes. Também necessita de justificativa para ser apresentada e tempo total de duração. Adiamento da Sessão Ao aproximar-se do horário previsto para o término da sessão, um participante poderá levantar uma moção para o adiamento da sessão, o que requer maioria qualificada (2/3) para ser aprovada. Caso haja o adiamento da sessão, os trabalhos do Comitê serão reiniciados no horário previsto para o início da sessão seguinte. 10


Encerramento do Debate Uma vez aprovado por maioria qualificada de votos (2/3), o encerramento do debate leva o Comitê imediatamente ao processo de votação (de emendas ou resolução). Antes da votação da moção, o diretor convidará dois participantes a se pronunciarem contrários a essa moção. Caso o encerramento seja aprovado, o diretor anunciará o início da votação. A partir de então, somente estarão em ordem questões e moções para votação por chamada (emendas e resolução) e para divisão da proposta (resolução). É importante ressaltar que a moção para introdução de proposta de emenda também não será posta em ordem. Durante os procedimentos de votação, nenhum participante poderá entrar ou sair do Comitê. Se duas ou mais resoluções estão em pauta, os participantes deverão votar na ordem em que elas foram submetidas, a menos que decidam o contrário por unanimidade do Comitê ou o debate seja encerrado em alguma resolução específica.

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III. Regras de Documentos Documento de Posição Oficial Os delegados deverão apresentar um documento de posição oficial durante o credenciamento, em somente uma lauda, com letra Arial ou Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples, em linguagem formal. O documento deverá estar de acordo com a política externa do país representado no tema do Comitê em que o delegado está acreditado e seguir as orientações propostas no Guia de Estudos. Documentos de Trabalho Os participantes podem apresentar documentos de trabalho, que têm caráter informal e servem para auxiliar o Comitê e os demais participantes na discussão do tema. Esses documentos não precisam de signatários e, para que sejam distribuídos aos participantes, é necessária aprovação prévia por parte da diretoria do Comitê. Proposta de Resolução Uma proposta de resolução, para ser submetida ao debate, requer a aprovação do diretor e a assinatura de no mínimo 10 (dez) representações para DSI, CDH, OIT, OMPI, IAEA e Banco Mundial, e de 5 (cinco) delegações para o UNSC1. Tal assinatura não significa que o participante é favorável ao documento, e sim demonstra o interesse pela discussão dele. Os participantes podem apresentar uma moção para submeter uma proposta de resolução à apreciação do Comitê uma vez que o diretor a aprove e todos os participantes tenham uma cópia em mãos. Quando uma proposta de resolução for introduzida, um dos signatários procederá com a leitura de todas as cláusulas operativas e logo depois será concedido um tempo para a correção gramatical e ortográfica do texto. Após tal procedimento, o debate continua a partir do momento em que foi interrompido. Pode haver mais de uma proposta de resolução na pauta de discussão, porém, cabe lembrar que somente uma proposta referente ao tema proposto poderá ser aprovada pelo Comitê. Proposta de Emenda Após a introdução de uma proposta de resolução, os delegados/ministros podem criar emendas para qualquer uma de suas cláusulas. Essa moção requer a aprovação do diretor e as assinaturas de no mínimo 5 (cinco) representações para DSI, CDH, OIT, OMPI, IAEA e Banco Mundial, e 3 (três) representações para o UNSC. Os participantes podem apresentar uma moção para submeter uma proposta de emenda à apreciação do Comitê, uma vez que o diretor a aprove e que todos os participantes tenham uma cópia em mãos. Com

1 As Regras da OTAN, Comitê de Imprensa e Terceiro Setor estão dispostas separadamente.

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isso, a lista de discursos convencional é suspensa e é aberta uma lista paralela de discursos, dividida em países contrários e favoráveis à emenda. Assim como a lista do debate formal, na lista de discursos da emenda é possível apresentar moções de fechamento e encerramento. No entanto, para que o debate da proposta de emenda possa ser encerrado e seja iniciada sua votação, é necessário que pelo menos dois participantes tenham se pronunciado contra e a favor da proposta de emenda. Para que se inicie o processo de votação da emenda, faz-se necessário que o debate seja encerrado por meio de uma moção para encerramento do debate, que acontecerá de forma idêntica ao encerramento do debate na lista de discursos. Se aprovado o encerramento do debate, automaticamente inicia-se o processo de votação da emenda. A proposta de emenda não poderá ser dividida, bem como não são admitidas emendas a emendas. É importante acrescentar que, quando uma emenda é aprovada, sua alteração é incorporada à proposta de resolução e ela deixa de ser emenda. Retirada de Propostas A assinatura a uma proposta de emenda e/ou de resolução pode ser retirada a qualquer momento antes do início dos procedimentos de votação. Para tanto, um ou mais signatários da proposta devem autorizar sua retirada por escrito ou mediante resposta afirmativa à consulta do diretor. No entanto, a proposta somente será retirada quando o número de assinaturas ficar aquém do mínimo necessário para apresentação.

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IV. Regras de Votação Votação Cada participante do Comitê tem direito a um voto, seja em questões procedimentais ou substantivas. Cabe ressaltar que os membros observadores credenciados no Comitê possuem direito a um voto somente nas questões procedimentais, isto é, não votam para a aprovação de emendas e resoluções, embora votem nas moções que introduzem esses documentos. Assim, em questões substantivas (proposta de resolução e proposta de emenda), cada participante poderá votar “a favor”, “contra” ou “abster-se”. Em questões procedimentais (moções), os participantes podem votar apenas “a favor” ou “contra”. Em caso de empate, a moção proposta é considerada como não aprovada. As votações devem ser feitas através do levantamento das placas, à exceção dos casos de votação por chamada. Para aprovação das questões substantivas, respeita-se o processo decisório da Organização/Comitê simulado. Para as questões procedimentais, observar-se-á o quórum de aprovação previsto na regra. Votação por Chamada Após o encerramento do debate sobre qualquer resolução ou emenda, os participantes poderão propor uma moção para votação por chamada. Essa moção requer maioria simples (1/2 + 1) para ser aprovada e só é válida para os procedimentos de votação de resoluções e emendas. Se aprovada, os participantes serão chamados por representação, em ordem alfabética, e poderão votar “a favor”, “contra” “a favor com direitos”, “contra com direitos” ou “abster-se”. Cada participante poderá, ainda, “passar” o voto uma única vez, deixando para declará-lo ao fim da chamada. Nesse caso, ele não poderá “abster-se” ou justificar seu voto. Após o término dos procedimentos de votação de uma proposta de resolução, o diretor pode ceder a palavra àqueles participantes que queiram exclusivamente justificar o voto (apresentação dos direitos) devido a uma mudança da postura assumida no debate. Justificativas não se aplicam aos processos de votação de emendas e demais moções e os participantes terão trinta segundos para fazê-las. Divisão da Proposta Após o encerramento do debate, um participante poderá propor uma moção para dividir uma proposta de resolução para que suas cláusulas operativas sejam votadas separadamente. Para aprovação dessa moção, é necessário que haja a aprovação da maioria simples e, antes de sua votação, o diretor convidará dois participantes a se pronunciarem a favor e dois contrários a essa moção. Caso a moção seja aprovada, o diretor estabelecerá um debate não moderado por três minutos para que os participantes possam elaborar e entregar por escrito as sugestões de 14


divisão da proposta. Em caso de duas ou mais sugestões, o diretor deve priorizar a votação da divisão que sugira o maior número de divisões. Uma sugestão de divisão da proposta requer maioria simples (1/2 + 1) para ser aceita. Se uma sugestão for aprovada, cada uma das partes divididas será votada em separado e, assim, será decidida a composição da proposta de resolução a ser votada. Convém acrescentar que, ainda que todas as partes sejam aprovadas em separado, é necessária também a aprovação da resolução como um todo para que ela possa ser adotada.

QUADRO RESUMIDO DE REGRAS ORDEM

REGRA

DISCURSOS

VOTOS

1

Questão de privilégio pessoal

-

-

2

Questão de ordem

-

-

3

Questão de dúvida

-

-

4

Adiamento da sessão

-

2/3 do quórum

5

Debate moderado / Debate não moderado

-

1/2 do quórum

6

Encerramento do debate / Votação de emenda

0+/2-

2/3 do quórum

7

Fechamento da lista de discursos

-

1/2 do quórum

8

Reabertura da lista de discursos

-

2/3 do quórum

9

Divisão da proposta

2+/2-

1/2 do quórum

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Introdução de proposta de emenda

-

-

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Introdução de proposta de resolução

-

-

12

Votação por chamada

-

1/2 do quórum

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Quórum

-

-

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Cessão de tempo

-

-

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V. Regras Específicas Regras Específicas do Conselho do Atlântico Norte + Rússia (OTAN) No Conselho do Atlântico Norte + Rússia (OTAN), a dupla de alunos participantes representará um chefe de Estado e um militar de alta patente. A dupla representante deverá preestabelecer qual dos alunos representará cada papel para que estejam preparados para desempenhar suas devidas partes durante as sessões. Tour de table: durante o tour de table, a mesa diretora interrompe o debate formal e pede para que cada delegado dê um discurso de no máximo 1 (um) minuto, apresentando sua opinião sobre um determinado assunto do debate. Seu objetivo é de que cada delegado esteja ciente da posição de todos os outros. Depois que todos se pronunciarem, a mesa fará um pequeno resumo de tudo o que foi dito. O tour de table pode ser requisitado através de uma moção, na qual o delegado estabelece a justificativa e o tempo de discurso. É aprovada por maioria simples. Ordens de batalha: uma ordem de batalha, assim como um documento de trabalho, tem caráter informal e serve para que os representantes emitam suas movimentações militares. Esse documento não precisa de signatários e, para que seja distribuído aos participantes, é necessária aprovação prévia por parte da diretoria do Comitê. Para que a movimentação militar entre em vigor, é necessário que seja aprovada por unanimidade. Regras Específicas do Terceiro Setor Os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais têm a capacidade de mudar o trajeto das discussões dos Comitês, exercendo poder de influência na posição dos Estados. Os participantes poderão circular livremente por todos os Comitês do IX Fórum FAAP de Discussão Estudantil, mas recomenda-se que os mesmos priorizem os Comitês com temas semelhantes aos de sua representação, pois será nesses que conseguirão exercer influência no debate. É importante ressaltar que dois Comitês são em inglês, portanto, é recomendado que os alunos participantes tenham domínio do idioma. Uma vez dentro do Comitê, os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais participam como membros observadores2. Os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais devem estar em pleno conhecimento das regras de todos os Comitês. Os alunos participantes podem entrar e sair do Comitê a qualquer momento, salvo em momentos de crise, situações emergenciais e sessões fechadas3. Os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais, ao entrarem em um Comitê, deverão ser reconhecidos pela Mesa Diretora para usufruir de

2 As regras para os membros observadores estão dispostas separadamente e podem ser encontradas abaixo. 3 Os delegados dos Comitês UNSC, OTAN e IAEA podem pedir moções para sessões fechadas.

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seu direito à voz, o que pode ser solicitado através de bilhete, de voluntários ou quando a Mesa questionar se existe alguma questão ou moção. Deveres Gerais da Diretoria dos Representantes do Terceiro Setor É dever da Mesa Diretora auxiliar na revisão de regras de todos os Comitês que serão simulados no IX Fórum FAAP. A Mesa Diretora também deverá gerenciar, auxiliar e promover o bom andamento dos Comitês com a presença dos representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais. A mesma também irá garantir que todos os representantes de Terceiro Setor estejam alocados em algum Comitê. Os diretores do Comitê também deverão certificarse de que todos os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais estejam aptos e preparados para participar das discussões dos Comitês, bem como estarão disponíveis durante todo o período do evento para eventuais dúvidas e informações. Regras Específicas para os Membros Observadores Os membros observadores – presentes nos Comitês IAEA e OTAN – possuem direito à voz (participam normalmente das discussões dos Comitês) e voto em questões procedimentais, porém não poderão votar em questões substanciais (que se remetem ao documento final). Por esse mesmo motivo, eles somente poderão se declarar presentes nos momentos de verificação do quórum. Os representantes do Terceiro Setor/Organizações Não Governamentais são membros observadores. Regras Específicas do Comitê de Imprensa Ao desempenhar o papel de jornalistas, as duplas têm a principal função de cobrir os Comitês através de um jornal específico já designado através de seu Comitê de escolha no momento da inscrição. Cada dupla cobrirá apenas um Comitê. A coleta de informações e dados para elaboração de suas matérias deverá ocorrer através da observação do andamento de seu Comitê e sua dinâmica interna e também externamente, através de entrevistas individuais ou coletivas. Ressalta-se que o contato com os delegados não deve ocorrer dentro do Comitê, nem mesmo por bilhetes. Recomenda-se a divisão de tarefas entre a dupla a fim de utilizar o tempo de forma inteligente e assim facilitar o cumprimento dos prazos de entrega. Vale ressaltar que o idioma oficial do Comitê de Imprensa é o português, mas as matérias devem ser redigidas no idioma oficial de seus respectivos Comitês. É de suma importância a dupla ter sempre em mente a ideologia do jornal que representa ao redigir as matérias. Assim, as reportagens devem ter linguagem e assuntos que atendam aos interesses de todos os participantes, ao mesmo tempo em que atenda às perspectivas da linha editorial do jornal. O jornal Fórum em Foco será produzido pelos diretores do Comitê de Imprensa. Esse periódico original e único, com layout exclusivo, é publicado durante os dias de nosso evento, tendo como função principal informar os participantes do Fórum FAAP sobre o que 17


ocorre durante o evento. As matérias desse jornal serão sobre o evento em si (por exemplo, sobre os seus participantes ou sobre a prática de simulações), ou sobre os andamentos dos debates em cada Comitê e sobre as temáticas abordadas em cada um dos Comitês. Redação dos Jornais As regras de formatação (fonte, tamanho, número de caracteres de cada matéria etc.) serão divulgadas no dia de credenciamento pelos editores do Comitê de Imprensa. Durante o processo de redação das matérias, os jornalistas poderão contar com o apoio e a supervisão gramatical e de conteúdos dos editores e voluntários do CI. Os jornalistas também poderão contar com a utilização de câmeras fotográficas e de gravadores para auxiliarem o processo de obtenção de informações. Todos os materiais coletados e desenvolvidos pelos jornalistas deverão ser salvos em discos removíveis (como pen drive ou CD), a fim de evitar possíveis perdas que possam prejudicar a atuação dos jornalistas e a publicação de seus trabalhos. Portanto, é aconselhável que cada dupla traga os materiais que julgar necessário. Comportamento É exigida, durante toda a duração do Fórum FAAP, uma postura profissional dos jornalistas. Os diretores são a autoridade máxima dentro de seu próprio Comitê, portanto, a presença dos jornalistas dentro de um Comitê só será possível caso este receba uma autorização para adentrar o recinto. Dentro dos Comitês, fica proibido o pronunciamento dos jornalistas, bem como a comunicação com delegados durante as sessões, mesmo que por meio de bilhetes.

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A Função Jornalística O Papel do Jornalista 1) A primeira obrigação do jornalista deve ser com a verdade. 2) Sua lealdade é apenas e tão somente para com os cidadãos. 3) A essência de seu trabalho é a disciplina na verificação e apuração dos fatos. 4) É necessária a independência e a desvinculação. 5) O jornalista deve ser um monitor independente do poder. 6) O jornalismo deve abrir espaço para a crítica. 7) O jornalismo deve apresentar notícias de forma compreensível e proporcional. 8) Os jornalistas devem ser livres para trabalhar de acordo com suas consciências. Breve glossário de expressões jornalísticas Análise: texto que analisa determinado assunto. Pode ser em forma de artigo ou de pequeno box inserido no material.

Chamada: pequeno texto usado na primeira página para chamar a atenção do leitor para determinado material.

Apurar: levantar dados para uma reportagem e/ou artigo.

Chapéu: pequena retranca usada numa matéria curta ou não coordenada com a matéria principal.

Artigo: texto assinado de responsabilidade do autor. Barriga: matéria falsa ou errada. O oposto de “furo”. Box: material adicional usado em uma matéria. Serve para destacar uma parte do tema ou para dar explicações adicionais ao leitor. Briefing: conjunto de informações que uma empresa reúne para apresentar ao seu profissional de comunicação (seja ele um funcionário ou uma agência externa) sempre que deseja tornar algum fato público, seja através de campanhas publicitárias ou de ocupação de espaço editorial. Cabeça: marca no alto da página usada para definir a editoria responsável pelo trabalho. Em alguns jornais, é usada para definir o tema da página. Capitular: letra em tamanho maior, usada para marcar o início de um texto.

Coluna: espaço fixo usado por jornalista contratado especialmente. Pode ser analítica ou de notas. Coluna falsa: coluna fora da medida padronizada pelo jornal. Corpo: tamanho do tipo usado na impressão. Crédito: assinatura usada em foto ou para marcar material produzido por agência ou outra publicação. Curta: matéria com no máximo 15 centímetros de texto. Clipping: seleção e recorte de notícias sobre a empresa, ou sua área de atuação, a partir da leitura e acompanhamento dos jornais diários, revistas semanais e de publicações especializadas. Coluna: textos assinados que são sempre publicados em data e local fixos. O título da coluna pode ou não ser o nome do autor. 19


Comentário: pequeno artigo. É sempre assinado. Cobertura: acompanhamento e apuração de um ou mais fatos para transformálo (s) em notícia. Pode ser realizado por um ou mais repórteres, dependendo da importância e amplitude do fato para o veículo que pretende publicá-lo. Costurar: juntar as informações em um texto. Usa-se a expressão “costurar o texto” e/ou “alinhavar o texto”. Cozinha: termo muito usado em jornal para definir as funções ligadas ao fechamento, como copa, diagramação, secretaria. Usa-se a expressão “cozinha de jornal”. Crônica: coluna ou texto que aborda tema do cotidiano, geralmente utilizando forma literária. Deadline: horário limite para se finalizar uma matéria ou página. Declaração: texto ou opinião oficial expressa verbalmente por entrevistado. Diagrama: folha retirada do caderninho para guiar o início do trabalho de diagramação. Diagramação: dispor o material na página. Derrubar: argumentar contra uma pauta para que ela não vire matéria. Usa-se a expressão “derrubar a matéria”. Editor: chefe de uma editoria. Editoria: conjunto de jornalistas responsáveis por determinados temas em uma redação. Editorial: texto com a opinião da publicação. Espaço: área prevista para a edição do material.

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Esquentar: publicar matéria velha com tratamento de grande novidade, justificada por novas informações nem sempre verídicas. Usa-se pejorativamente: “esquentar matéria” ou “requentar matéria”. Fac-símile: cópia de documento. Feature: matéria com texto especial, fora do padrão do jornal, sobre assunto agradável ou inusitado. Fonte (1): origem de notícia Fonte (2): modelo de letra usado na impressão. Foto-legenda: pequena matéria, de no máximo 20 linhas, usada para explicar ou destacar foto. Frase: box que destaca em corpo maior declaração de entrevistado. Foco: o objetivo de uma matéria. Fria: adjetivo para classificar uma reportagem sem cor lo¬cal. Usa-se a expressão “a matéria está fria”. Furo: informação importante e verdadeira que apenas um veículo publica. Gancho: argumento de uma reportagem. Garimpar: sinônimo de “cavar”. Usa-se “garimpar a in¬formação”. Indicadores: lista de dados do mercado financeiro em forma de tabela. Insert: Tipo de box. Pequeno texto sobre material adicional ao assunto principal. Lauda: denominação para cada folha de texto escrito que serve de parâmetro para calcular quantos centímetros a maté¬ria ocupará na página impressa. Geralmente, uma lauda tem 25 ou 30 linhas, com 72 ou 62 batidas cada.


Lead ou Lide: abertura de matéria tradicional. Precisa responder a seis perguntas bási¬cas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê.

Off-the-records: declaração que o entrevistado dá com a condição de não tê-la atribuída a si (sentido mais comum). Usa-se muito a expressão “informação em off”.

Linha de tempo: dados dispostos em ordem cronológica com fotos e ilustrações. Podem ser colocados na página vertical ou horizontalmente.

Olho: box que destaca determinado assunto da matéria.

Legenda: linha de texto colocada sob a foto. Artifício adicional para destacar o tema da matéria. Matéria: texto preparado jornalisticamente. Matéria analítica: texto preparado jornalisticamente procurando estabelecer futuros desenvolvimentos dos fatos. Matéria fria: matéria que independe de sua atualidade para ser publicada. Matéria Interpretativa: texto preparado jornalisticamente tentando explicar os fatos. Manchete: título do principal assunto da edição de um jornal. Normas de redação: conjunto de regras usadas para padronizar a produção de textos, títulos e legendas. Nota oficial: documento impresso com a opinião de uma determinada fonte Nota: texto curto usado em colunas. Nariz de cera: parágrafo introdutório em um texto que retarda a abordagem do assunto enfocado e tende à prolixidade. É o oposto do lead e totalmente desnecessário. Notícia: informação que se reveste de interesse jornalístico. Puro registro de fatos sem comentários, julgamentos e/ou interpretações. Off: declaração dada sob compromisso de não revelar a fonte.

On: declaração sem impedimento de revelar a fonte Ponto a ponto: box onde os principais pontos da matéria estão descritos por itens. Pauta: conjunto mínimo de informações sobre temas variados que constitui o ponto de partida para a produção de notícias de uma publicação. Perfil: reportagem biográfica que mistura declarações de uma pessoa, dados biográficos e comentários sobre o personagem em foco. Position paper: instrumento que muitas enpresas utilizam para oficializar internamente sua posição em relação a determinado assunto e/ou circunstância. Geralmente, seu uso é restrito ao público interno e tem por objetivo padronizar o discurso dos executivos em relação a temas polêmicos. Press release: informação escrita que as empresas, instituições e/ou governo enviam às redações ou entregam a jornalistas. Funciona como subsídio para o trabalho jornalístico. Não é a notícia. Para ontem: expressão usada para definir um prazo pequeno. Usa-se a expressão “esta matéria é para ontem”. Quadro: box para explicar determinada informação da matéria. Queimar: desgastar a imagem. Quente: qualificação para uma boa informação e/ou fonte. Usa-se a expressão “informação quente” e/ou “fonte quente”.

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Release: matéria preparada por assessoria de imprensa.

Standard: tamanho padrão das páginas de um jornal.

Repercutir: prosseguir num assunto do próprio jornal ou de outro.

Template: modelo de página, dentro do projeto gráfico, que serve para iniciar o processo de diagramação.

Reportagem: matéria com grande centimetragem, cobrindo integralmente determinado assunto. Retranca: palavra ou pequena frase usada sobre o título para apresentar o tema da matéria. Resenha: resumo e crítica de um ou vários livros sobre um mesmo assunto. Selo: pequeno desenho para marcar matérias afins ou campanhas do jornal ou revista. Serviço: pequeno texto usado no pé da matéria contendo endereço, página da web ou telefone de algo citado na matéria. Sublead: parágrafo que dá sequência ao lead. Complementa as informações contidas na abertura da matéria. Fonte: UNESP.

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Tijolinho: informação contida em roteiros. Título: frase usada no alto da matéria para chamar a atenção do leitor. Toques: número limite de letras, espaços em branco e sinais ortográficos capazes de caber numa linha de título, legenda ou olho. Teaser: informação que funciona como “isca” para suscitar o interesse da imprensa. Geralmente se traduz por uma nota publicada em coluna. Texto-legenda: texto curto e sempre editado com uma foto.


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