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BELO HORIZONTE Ano XX • N. 4.547 • R$ 0,90

Diário Oficial do Município - DOM

Tiragem: 2.500 • 2/5/2014

BH sedia Seminário Nacional de Educação Infantil

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou em Belo Horizonte o Seminário Nacional de Educação Infantil – Cenários, avanços e desafios, nos dias 29 e 30 de abril. O evento, que reuniu secretários de educação e equipes gestoras da educação infantil de todo o país, além de gestores da Itália e Moçambique, no Cine Theatro Brasil Vallourec, possibilitou a apresentação, discussão, troca de experiências e aprofundamento de temas e políticas públicas voltadas para essa etapa do ensino. Reconhecida como primeira etapa da educação básica, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394/96), a educação infantil em Belo Horizonte tem sido referência para todo o país e um dos principais eixos de investimentos da Prefeitura, segundo o prefeito Marcio Lacerda. “O maior legado que espero deixar da nossa administração em Belo Horizonte é a forte expansão, com qualidade, da educação infantil. É um dos grandes desafios da cidade no qual continuaremos a investir”, disse o prefeito.

O Seminário Nacional de Educação Infantil – Cenários, avanços e desafios trouxe à tona um tema que tem sido preocupação em todo o país, conforme afirmou a secretária nacional de Educação Básica, Maria Beatriz Moreira Luce: “Nosso desafio é institucionalizar a educação infantil, focada na educação das crianças, com identidade, projetos político-pedagógicos próprios e profissionais com a titulação prevista. A iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte de realizar este seminário é enriquecedora para todos os que se preocupam com a educação em nosso país.” A psicóloga Regina Lacerda também destacou a importância de se investir na infância. “As crianças são o motivo, o porquê e o por quem estamos aqui. Temos em nossas mãos a tarefa de formar cidadãos de bem, de sermos inspiradores de valores, princípios, ética, caráter e compostura. Se não tivermos perspectiva de futuro, o presente se torna insuportável”, disse. Ciente dos desafios a enfrentar, tais como a criação de uma identidade própria, levando-se em conta as especificidades das crianças de zero a cinco anos, e a garantia da oferta de vagas a todas as crianças, a secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, Sueli Baliza, acredita que os esforços de todos os profissionais envolvidos nessa causa têm surtido efeito positivo. “Belo Horizonte avançou muito do ponto de vista da qualidade e a educação infantil é, de fato, referência para outras cidades. Isso é reflexo de uma política séria, que soma qualidade de ensino, proposta pedagógica, diretrizes curriculares, profissionais comprometidos e infraestrutura física”, sintetizou a secretária.

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Fotos: Cláudio Lacerda

Encontro reuniu, por dois dias, no Cine Brasil, mais de mil secretários de educação e gestores da educação infantil de todo o país e, ainda, educadores italianos e moçambicanos, para discutir e trocar experiências sobre essa etapa do ensino

A experiência de Belo Horizonte com as Parcerias Público-Privadas na educação foi um dos destaques do seminário

Cenários, avanços e desafios Nos dois dias de seminário, foram abordados temas como a Parceria Público-Privada, currículo, financiamento e perfil do profissional da educação infantil. O professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Gabriel Andrade Junqueira Filho, iniciou os trabalhos com a Conferência Magna. Um dos pontos destacados por ele foi o processo de escolha, que envolve a criança. “É importantíssimo que o adulto saiba o que ele quer para uma criança. É preciso não só determinar o que elas devem fazer, mas ensinar a escolher. A escola pode reforçar o que está posto na sociedade ou mudá-la. As crianças, em casa, não são convidadas a escolher. São sempre cumpridoras de regras. Na faculdade, o mesmo acontece. Esse tipo de educação questionadora, de perguntar, é o que deve estimulado na educação infantil”, afirmou. A experiência pioneira de Belo Horizonte na Parceria Público-Privada da Educação foi reconhecida como um grande benefício para a cidade, por sua celeridade, possibilitando atender o desafio de ampliação das vagas. O financiamento do Fundeb e a valorização do professor também permearam o debate e foram apontados pelo membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Carlos Eduardo Sanches, como questões importantes a serem consideradas. “Nos últimos 20 anos, o número de professores no Brasil saltou de 493.287 para 1.069.470, ou seja, um aumento de 117%, enquanto os recursos aumentaram apenas 85%. E essa diferença tende a crescer, pois a pré-escola deverá ser universal até

2016 e 50% das crianças de zero a três anos deverão estar matriculadas até 2023”, alertou. As especificidades dessa etapa de ensino levaram ainda à discussão sobre o currículo da educação infantil e a necessidade de um trabalho que envolva a intersertorialidade, a inclusão da criança com deficiência e a valorização da diversidade no que tange às relações étnico-raciais, sexualidade e gênero. Encerraram as atividades dois temas de suma importância: a alfabetização das crianças e o perfil, histórico, formação e desafios da carreira do profissional que atua na Educação Infantil. Além das mesas temáticas, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer, in loco, a experiência de Belo Horizonte, por meio de visitas técnicas a nove das 79 Umeis da cidade. As apresentações culturais ficaram por conta dos estudantes do Programa Escola Integrada das escolas municipais Ana Alves Teixeira, Aurélio Pires, Cônego Sequeira e Cônsul Antônio Cadar, e da banda de música da Guarda Municipal.

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Sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fotos: Polianna Soalheiro

Prefeitura homenageia paradesportistas de BH

Com a homenagem, a Prefeitura incentiva a prática dos paradesportos na cidade

Na terça-feira, dia 29, a Prefeitura promoveu, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), a entrega do Troféu Belo Horizonte Destaques do Paradesporto, para homenagear atletas e técnicos que se dedicaram ao desenvolvimento e à projeção do esporte paraolímpico na capital, em 2013. A solenidade foi no Dayrell Hotel (rua Espírito Santo, 901, Centro). O prêmio foi criado com o

propósito de fortalecer e apoiar a prática de atividades paradesportivas na cidade e incentivar o surgimento de novos talentos, especialmente para Jogos Paralímpicos de 2016. Receberam o Troféu de Paratleta do ano, na categoria masculina, Rafael Medeiros; na feminina, Izabela Silva Campos; a atleta revelação foi Maria Laura dos Reis Martins de Freitas; os melhores técnicos foram Leonardo Flá-

des. Esse é o momento de celebrar a inclusão e a cidadania”, disse. De acordo com levantamento recente da Secretaria de Esporte e Lazer, as políticas públicas em Belo Horizonte, em relação ao paradesporto, evoluíram significati-

vamente, principalmente na estruturação do Programa Superar que, em 2009, contabilizou o atendimento a 417 pessoas e, em 2014, com ampliação do organograma de trabalho, obteve o salto significativo para 861 pessoas atendidas por este programa da PBH.

vio de Oliveira (modalidade individual) e Gustavo Cruz de Almeida (modalidade coletiva). Também receberam placas de homenagem de reconhecimento pelo trabalho em prol do paradesporto em Belo Horizonte os ex-paratletas e treinadores Rosana Pereira Bastos, Marcelo Mendes e Kleber Silveira de Castro, além de 15 Atletas e 15 Técnicos considerados Destaque Paradesporto 2013. A judoca Deanne Silva recebeu uma homenagem especial pela conquista da medalha de prata nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008; da medalha de bronze nos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara, em 2011; e da medalha de ouro no Mundial de judô da Alemanha, em 2014. Durante o evento, prefeito Marcio Lacerda afirmou que “a vontade e determinação dos paradesportistas é um exemplo marcante de superação para quem tem alguma dificuldade na vida. Conquistamos muitos avanços, mas temos muitos desafios a vencer nesta e em outras áreas para conquistar o fim das desigualda-

Centros Culturais apresentam concertos “Violões pela Cidade” Divulgar a qualidade dos músicos locais e apresentar para a cidade a pluralidade de estilos desses artistas ainda pouco conhecidos dos belo-horizontinos. Este é o objetivo do projeto “Violões pela Cidade”, que realiza 30 concertos em seis centros culturais da Fundação Municipal de Cultura, com sete violonistas se apresentando no

decorrer dos meses de maio e junho. O projeto conta com apresentações de Flávio Barbeitas, da dupla Aulus Rodrigues e Daniela Castelo, Marcos Maturro, Anderson Reis, Stanley Fernandes Levi e Lucas Telles. O primeiro concerto do violonista Marcos Maturro terá como marca a música latino-americana e acontece dia 4 de maio,

no Centro Cultural Vila Marçola. Todas as atividades são gratuitas. Confira a programação completa no portal www.bhfazcultura.pbh. gov.br. O projeto “Violões pela Cidade” busca apresentar uma visão musical de Belo Horizonte, a partir da interação de diferentes manifestações culturais provenientes

desse instrumento. Os artistas do projeto são formados ou radicados na capital mineira e os concertos buscam privilegiar obras criadas por compositores locais. Para o curador e coordenador geral da atividade, Stanley Fernandes, Belo Horizonte é um cenário efervescente, dotado de uma riquíssima produção cultural. “Es-

pecialmente na música, a cidade é uma referência internacional, seja pela música popular urbana, pela música tradicional ou até mesmo pela música de vanguarda contemporânea”, enfatiza. Ainda de acordo com Stanley, todas essas tendências estarão presentes nesta edição do “Violões pela Cidade.”

Os Músicos Fotos: Divulgação

para dois violinos e violão. Em 2013, inicia em Mar del Plata - Argentina, o Cuarteto de Guitarras del Mercosur, apresentando-se no Brasil e na Argentina, em cidades como Mar del Plata (Conservatório Luis Gianneo), La Plata (Universidad de La Plata) e Buenos Aires (Teatro La Salita).

Marcos Maturro Natural de Porto Alegre, em 2006, iniciou o curso de graduação em música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a orientação do Prof. Dr. Daniel Wolff,. Participou de master classes com: Leo Brouwer (Cuba); Fabio Zanon (Brasil); Frank Bungarten (Alemanha), entre outros. Em 2011, foi premiado com o segundo lugar no XXX Concurso Latino Americano “Rosa Mística”, em Curitiba – Paraná. De 2011 a 2012, fez parte do Grupo Libertango que, com arranjos próprios, fazia releituras da obra de Astor Piazzolla

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Aulus Rodrigues & Daniela Castelo Aulus Rodrigues é mineiro de São Gonçalo do Rio Abaixo, estudou com Eduardo Campolina, Fernando Araújo e Fabio Zanon. Venceu os mais importantes concursos de violão do país e se apresentou em importantes teatros como a Sala São Paulo e o Palácio das Artes. Como solista orquestral, tocou sob a regência dos maestros Roberto Tibiriçá, Oiliam Lanna e João Maurício Galindo. Daniela Castelo é bacharel em violão pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde estudou sob a orientação do professor João Raone. Teve master

class com Pavel Steidl, Eduardo Isaac e Henrique Pinto, entre outros. Conquistou o 2º lugar no I Concurso de Violão de Campina Grande e recebeu Menção Honrosa no Concurso Nacional de Violão Souza Lima. Lucas Telles Natural de Juiz de Fora, o violonista e compositor é graduado em música, com habilitação em violão pela UFMG. Lucas Telles também é formado pela Promusic Escola de Música, onde lecionou de 2007 a 2010. Bacharelando em Composição pela UFMG, Lucas Telles se divide entre os estu-

dos e o seu grupo, Toca de Tatu, que lançou o primeiro álbum, “Meu amigo Radamés”, no primeiro semestre de 2013. Flavio Barbeitas Natural do Rio de Janeiro, é bacharel e mestre em Música pela UFRJ e doutor em Letras pela UFMG. Desde 1996, é professor de Violão e de disciplinas teóricas na Escola de Música da UFMG. Paralelamente às atividades didáticas e artísticas, desenvolve trabalhos no campo da pesquisa musicológica, sendo um de seus focos de interesse o exame das relações da mú-

sica com o conjunto da cultura brasileira.

teto de violões Corda Nova (BH).

Anderson Reis O músico iniciou seus estudos de violão na Casa de Música de Ouro Branco em 2004, com os professores Leonardo Amorin e Charles Roussin. Atualmente, conclui seu bacharelado em violão na UFMG, sob a orientação do prof. Dr. Flavio Barbeitas. O músico também realiza atividades na formação Canto e Violão e duo de violões (duo Araújo-Reis) que realizou intensa temporada de concertos em 2013, ano em que foi convidado a se juntar ao quar-

Stanley Fernandes Levi É graduado em composição musical e violão pela UFMG, onde conclui seu mestrado em performance musical. Possui obras apresentadas no Brasil e no exterior. Atualmente, foca seu trabalho criativo na integração com outras linguagens artísticas, em especial o teatro e o vídeo. Como violonista, atua especialmente no campo da música contemporânea. No “Violões pela Cidade” apresenta “Violão Latino: tango, choro e outros sons surpreendentes!”.

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Sexta-feira, 2 de maio de 2014

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2º Circuito pela Paz reúne 600 atletas em Venda Nova O evento, promovido pelo Jornal Super Notícia, com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, Copasa, Assembleia Legislativa, Polícia Militar, entre outras entidades públicas

e privadas, contou com a participação de cerca de 600 atletas, entre profissionais e amadores. A prova começou às 8h30, com a largada dos adultos. Na Pra-

ça da Paz Celestial, foi montada uma arena com infraestrutura especial para a ocasião, incluindo vestiários, guarda-volumes, banheiros químicos, distribuição de água, isotônicos, frutas e um palco para a entrega das medalhas e premiações. A corrida foi realizada em dois circuitos: um de 5 quilômetros, para adultos, e outro de 1 quilômetro, para crianças e jovens de até 15 anos, com classificação geral e da comunidade.

Divulgação

A Praça da Paz Celestial, no bairro Lagoa, em venda Nova, foi o cenário da largada do 2º Circuito pela Paz, Corrida na Comunidade, no último domingo, dia 27 de abril.

Valorização da comunidade

O vencedor geral da corrida foi o atleta do Cruzeiro Esporte Clube, João Marcos Fonseca, mais conhecido como João Gari. Na categoria feminina, a campeã pela comunidade foi a servidora pública Maria Eliza Marangon, de 49 anos, moradora do Bairro Lagoa. “Participar de uma prova e ficar em primeiro lugar é muito bom. Estou me sentindo muito bem, e a vitória é a recompensa de todo o esforço do atleta”, disse. O aposentado Deusdete Alves, também morador do Lagoa,

Secretaria de Esporte e Lazer planeja criar o Museu Municipal do Esporte

A Praça Paz Celestial recebeu atletas profissionais e amadores, inclusive crianças no Circuito pela Paz - Corrida da Comunidade

Voluntários estrangeiros conheceram o funcionamento do Restaurante Popular I

Alunos participantes do Programa Municipal de Voluntariado Internacional (PMVI) da Prefeitura conheceram as instalações e serviços prestados à população pelo Restaurante Popular I (avenida do Contorno, 11.484, Centro), em visita técnica realizada em abril. Participaram voluntários da Alemanha, França, Colômbia e Holanda. O Programa Municipal de Voluntariado Internacional, coordenado pela Secretaria Municipal Adjunta de Relações Internacionais, visa a proporcionar a estudantes estrangeiros a oportunidade de conhecer as políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Os alunos participam do cotidiano das áreas de administração direta

e indireta do município mediante a realização de serviço voluntário, num intercâmbio de experiências e conhecimentos e, assim, contribuem para a internacionalização da cidade. Nas cinco edições do PMVI já realizadas, 50 voluntários, de 14 nacionalidades, estagiaram em 23 diferentes órgãos da Prefeitura. Neste semestre, o programa conta com 11 estudantes de sete nacionalidades, em atividade em nove órgãos da PBH. A visita foi conduzida por funcionários do restaurante que apresentaram aos jovens a preparação e o fornecimento das três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar), processos de administração do estabelecimento, ins-

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), está traçando metas e diretrizes para a criação do Museu Municipal do Esporte de Belo Horizonte. Esse museu terá por objetivo resgatar a história do esporte na capital, possibilitando aos cidadãos belo-horizontinos o conhecimento sobre cada modalidade esportiva, desde o início de sua prática na cidade até os dias atuais. Os gestores da Smel concentram-se na discussão de aspectos da Lei Municipal nº 10.139/11, de 25 de março de 2011, originária do Projeto de Lei nº 102/09, que autoriza o Executivo a criar o Museu Municipal de Esportes. Outra iniciativa foi o encaminhamento da criação de uma comissão organizadora, que irá desenvolver projeto para definir questões como o custeio e a manutenção do museu. Nessas reuniões iniciais, foi feito também um breve histórico da concentração de matérias e documentos sobre a memória do esporte no município, pela coordenadora do Centro de Memória do

Esporte e do Lazer (Cemel), professora Marilita Arantes Rodrigues. O secretário municipal de Esporte e Lazer, Patrick Drumond, ressalta a importância da criação do museu para a população belo-horizontina. “A criação do Museu Municipal do Esporte é importante para que as pessoas conheçam a real história do esporte na cidade, como tudo aconteceu e o que há por trás das modalidades esportivas aqui praticadas”, disse. A professora Marilita Rodrigues defende a ideia de que Belo Horizonte precisa cuidar bem da sua memória esportiva. “A criação do Museu Municipal do Esporte será um passo significativo nesse sentido. A cidade foi construída como vitrine da modernidade e o esporte é um fenômeno moderno. Em nossos estudos, verificamos que as práticas esportivas estão presentes na sociedade belo-horizontina e fazem parte de sua cultura desde a concepção da capital. Assim, preservar a memória do esporte na cidade é cuidar de sua própria história”, argumenta.

Polianna Soalheiro

Janine Avelar

Voluntários internacionais fazem visita técnica em Restaurante Popular peções de qualidade dos alimentos servidos e as políticas de incentivo a pequenos produtores, adotadas pela Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional. O objetivo da visita foi inserir os alunos no dia a dia das políticas sociais desenvolvidas na cidade, promovendo a interação entre eles e a administração municipal. Os estudantes se mostraram impressionados com a estrutura do restaurante. Alejandro Ortiz Díaz, graduando em Administração e Economia da Universidad Autonoma de Manizales (Colômbia) e intercambista da PUC-Minas, que presta serviço voluntário na Secretaria Municipal Extraordinária para Copa do Mundo, demonstrou grande satisfação por ter feito a visita. “Eu adorei a experiência, foi muito bom conhecer esse trabalho da Prefeitura. Obrigado pela oportunidade”, disse. O secretário municipal adjunto de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, que acompanhou a visita ao lado dos voluntários e coordenadores, explicou que “as visitas têm um componente pedagógico de conhecimento das políticas da cidade, nesse caso, uma política que já é referência internacional, que é a Política de Segurança Alimentar e Nutricional. A integração entre esses jovens e a Prefeitura é muito positiva e contribui para o desenvolvimento do nosso trabalho”, cocncluiu.

acompanhava a neta Raissa Souza Maximiliano, de 8 anos, que participou do circuito de 1 quilômetro. Na avaliação dele, o esporte é uma forma de afastar a juventude da violência. ”A prática do esporte é um incentivo para a juventude sair do ambiente da violência. Além de desenvolver habilidades físicas e mentais, melhora seu desempenho na escola e no convívio social. Esperamos que haja mais iniciativas como esta”, disse. E Raissa complementou: “Minha participação neste circuito é importante para minha saúde, além de ser uma corrida pela paz”. O organizador do evento, Luciano Paiva, defende a prática de esportes como forma de inclusão social. “O Circuito pela Paz é uma corrida de rua e representa um grande incentivo para a prática do esporte. Estamos na segunda etapa, com a presença maciça da comunidade de Venda Nova. O apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e da Polícia Militar de Minas Gerais foi fundamental para o sucesso do evento”, concluiu.

Diário Oficial do Município de Belo Horizonte

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Sexta-feira, 2 de maio de 2014

Indicadores Econômicos de Belo Horizonte Taxas de Juros – Março de 2014

Evolução dos Preços ao Consumidor IPCA(1) Período

IPCR(2) Variação (%)

Índice de Base Fixa (4ª Jul/94=100)

Variação (%)

Índice de Base Fixa (4ª Jul/94=100)

nov/13

408,69

0,65

5,24

Últimos 12 Meses 5,76

407,86

0,64

3,93

Últimos 12 Meses 4,51

dez/13

412,25

0,87

6,15

6,15

410,67

0,69

4,64

4,64

jan/14

419,05

1,65

1,65

5,40

413,63

0,72

0,72

3,32

No mês

No ano

Taxas médias praticadas(1)

Setores

No mês

No ano

Menor

Maior

Diferença (%)

Média

3,00

5,90

96,67

4,99

Prefixada (montadoras)

1,27

2,36

85,83

1,68

Prefixada (multimarcas)

1,57

2,86

82,17

2,07

1,85

Empréstimos pessoa física Alimentício Automóveis Novos

Automóveis Usados

fev/14

420,06

0,24

1,89

5,86

415,12

0,36

1,08

4,11

Prefixada (montadoras)

1,39

2,25

61,87

mar/14

422,79

0,65

2,56

6,02

418,39

0,79

1,88

4,31

Prefixada (multimarcas)

1,58

3,05

93,04

2,21

3ª abr/14

431,15 (3)

0,78

3,29

6,20

425,31 (3)

0,95

2,57

4,54

Cartão de Crédito

4,14

17,89

332,13

10,96

(1) IPCA= Índice de Preços ao Consumidor Amplo: mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos na cidade de Belo Horizonte

Cheque Especial (2) (8)

4,88

10,64

118,03

8,64

(2) IPCR= Índice de Preços ao Consumidor Restrito: mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos na cidade de Belo Horizonte

Combustíveis

5,05

18,98

275,84

8,99

Imóveis Construídos

0,03

1,65

5.400,00

1,12

Imóveis na Planta

0,13

1,65

1.169,23

0,40

0,83

2,90

249,40

1,85

CDC - Financeiro (8)

3,38

5,62

66,27

4,29

CDC - Bens Alienáveis (8)

1,49

2,20

47,65

1,73

Eletroeletrônicos

2,27

5,68

150,22

3,65

Mobiliário

0,68

5,89

766,18

2,68

11,06

12,63

14,20

11,96

Nacional

1,05

2,09

99,05

1,49

Internacional

1,05

2,45

133,33

1,61

1,48

6,90

366,22

3,63

Construção Civil (3) (7)

Evolução da inflação, salário mínimo e cesta básica Variação (%)

Índice de Base Fixa (Jul/94=100)

Período

IPCA(1)

Salário Mínimo

406,05

1046,46

out/13

No mês

Cesta Básica(2) 540,14

No ano

IPCA

Salário Mínimo

Cesta Básica

0,37

0,00

5,16

Cooperativas de Crédito (empréstimo)

Últimos 12 Meses

IPCA

Salário Mínimo

Cesta Básica

4,56

9,00

8,78

IPCA

Salário Mínimo

Cesta Básica

5,53

9,00

5,87

Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

nov/13

408,69

1046,46

545,56

0,65

0,00

1,00

5,24

9,00

9,87

5,76

9,00

11,20

dez/13

412,25

1046,46

541,66

0,87

0,00

-0,72

6,15

9,00

9,09

6,15

9,00

9,09

Financeiras Independentes Turismo

jan/14

419,05

1117,46

532,22

1,65

6,78

-1,74

1,65

6,78

-1,74

5,40

6,78

-2,29

fev/14

420,06

1117,46

537,15

0,24

0,00

0,93

1,89

6,78

-0,83

5,86

6,78

-2,40

mar/14

422,79

1117,46

581,80

0,65

0,00

8,31

2,56

6,78

7,41

6,02

6,78

3,23

Vestuário e Calçados

(1) IPCA= Índice de Preços ao Consumidor Amplo: mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos na cidade de Belo Horizonte

Empréstimos pessoa jurídica

(2) Cesta Básica: representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentação definida pelo Decreto-lei 399/38 FONTE: Fundação IPEAD/UFMG

Evolução do Mercado Imobiliário: Aluguéis Residenciais Período

Índice de Base Fixa (Jul/94=100)

Comerciais

Variação (%)

out/13

464,62

0,32

4,89

Últimos 12 Meses 6,35

nov/13

466,81

0,47

5,39

dez/13

468,30

0,32

jan/14

469,38

fev/14 mar/14

Índice de Base Fixa (Jul/94=100)

Desconto de Duplicatas (8)

1,06

2,83

166,98

2,14

Capital de Giro (8)

1,32

2,51

90,15

1,91

Conta Garantida (8)

2,08

4,32

107,69

2,72

Captação CDB 30 dias (4)

Variação (%)

0,75

649,72

0,48

6,70

Últimos 12 Meses 8,76

6,23

652,91

0,49

7,23

8,38

Poupança (5)

5,72

5,72

656,56

0,56

7,83

7,83

Taxa SELIC (6)

0,23

0,23

5,19

661,55

0,76

0,76

7,94

(1) Considera-se a média das taxas praticadas pelos informantes

(5) Taxa referente ao primeiro dia do mês subsequente

(2) Não são consideradas vantagens progressivas

(6) Média ponderada pela vigência

472,10

0,58

0,81

5,48

665,32

0,57

1,33

7,70

(3) Inclui a variação dos indexadores CUB, TR, INCC e IGP-M

(7) Novo cálculo considerando o período dos índices que compõem a estimativa (8) Dados coletados a partir de informações consolidadas no Banco Central do Brasil

474,84

0,58

1,40

5,49

669,71

0,66

2,00

7,38

No mês

No ano

No mês

No ano

Cooperativas de Crédito (aplicação)

0,70

Fundo de Investimento Curto Prazo

0,41

0,65

58,54

0,57

Fundo de Investimento Longo Prazo

0,59

0,69

16,95

0,64 0,53 0,85

(4) Taxa ANBID do primeiro dia útil do mês e projetada para 30 dias

.. Não se aplica dados numéricos

Tarifas Bancárias – Março de 2014

Valores médios (em R$) dos aluguéis residenciais por classe de bairro(*) - Março de 2014

Forma de Cobrança

Produtos / serviços(1)

Imóveis

Popular

Médio

Alto

Luxo

528,89 (9)

1033,33 (6)

793,89 (36)

1308,63 (51)

2 Quartos e 1 banheiro ou mais

736,21 (140)

1007,66 (127)

1178,32 (212)

2031,37 (196)

3 Quartos e 1 banheiro

883,07 (42)

1019,56 (48)

1279,00 (43)

1618,75 (16)

1260,59 (82)

1401,04 (181)

1671,75 (356)

2477,64 (461)

(2)

(2)

2258,00 (15)

3190,74 (27)

4 Quartos e até 2 banheiros 4 Quartos e acima de 2 banheiros / 5 Quartos ou mais e 1 banheiro ou mais

(3)

2130,00 (10)

2650,96 (50)

4576,52 (264)

1 Quarto e 1 banheiro ou mais

464,55 (22)

605,00 (34)

(3)

-

Confecção de cadastro para início de relacionamento - CADASTRO

por evento

0,00

30,00

..

15,32

CARTÃO - Fornecimento de 2º via de cartão com função débito

por cliente

5,30

10,00

88,68

6,37

CARTÃO - Fornec. de 2ª via de cartão com função mov. conta de poupança

por cliente

5,30

10,00

88,68

6,37

por Operação

28,50

52,00

82,46

42,77

CHEQUE - Contra-ordem e oposição ao pagamento de cheque

por cheque

10,35

15,00

44,93

11,68

CHEQUE - Fornecimento de folhas de cheque

por cheque

1,00

1,50

50,00

1,28

CHEQUE - Cheque Administrativo

por Cheque

20,00

30,00

50,00

23,89 10,50

CHEQUE - Exclusão do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF)

2 Quartos e 1 banheiro ou mais

595,83 (18)

721,82 (11)

(1)

-

por cheque

0,00

21,00

..

Saque de conta de depósitos à vista e de poupança - SAQUE pessoal

por operação

2,00

3,00

50,00

2,18

Saque de conta de depósitos à vista e de poupança - SAQUE Terminal

por operação

1,15

3,00

160,87

1,79

Saque de conta de dep. à vista e de poupança - SAQUE correspondente

por operação

1,15

2,15

86,96

1,52

DEPÓSITO - Depósito Identificado

por operação

0,00

4,65

..

2,08

Forn. de ext. de um periodo conta dep. à vista e poup. - EXTRATO (P)

por operação

1,45

6,00

313,79

3,06

Forn. de ext. de um periodo conta dep. à vista e poup. - EXTRATO (E)

por operação

1,35

3,00

122,22

1,93

Forn. de ext. de um periodo conta dep. à vista e poup. - EXTRATO (C)

por operação

1,20

1,40

16,67

1,29

Ext. mensal de conta de dep. à vista e poup. p/um período -EXTRATO(P)

por operação

2,00

6,00

200,00

3,16

Ext. mensal de conta de dep. à vista e Poup. p/um período - EXTRATO(E)

por operação

1,35

4,00

196,30

2,25

Ext. mensal de conta de dep. à vista e poup. p/um período - EXTRATO(C)

por operação

1,20

4,00

233,33

1,81

Fornecimento de cópia de microfilme, microficha ou assemelhado

por operação

0,00

6,00

..

4,75

Transferência agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(P)

por operação

0,00

19,00

..

13,03

Transferência agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(E)

por operação

0,00

9,50

..

7,04

Transferência agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(I)

por operação

6,50

8,60

32,31

7,54

Transferência entre contas na própria instituição- TRANSF. RECURSOS(P)

por operação

1,00

2,00

100,00

1,17

TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS

Barracões

1 Quartos e 1 banheiro ou mais

605,56 (9)

(3)

(1)

-

2 Quartos e 1 banheiro ou mais

834,00 (50)

987,68 (22)

(3)

-

1048,21 (28)

1431,25 (8)

-

(2)

1389,13 (23)

1840,48 (21)

2978,00 (26)

6268,46 (13)

(3)

2275,00 (4)

3025,00 (4)

-

3 Quartos e 1 banheiro

Média(2) (R$)

CONTAS DE DEPÓSITOS

CHEQUE - Cheque Visado

3 Quartos e 2 banheiros ou mais

Menor (R$) Maior (R$) Diferença (%)

CADASTRO

1 Quarto e 1 banheiro ou mais

Apartamentos

Casas

ND - não disponível

FONTE: Fundação IPEAD/UFMG

FONTE: Fundação IPEAD/UFMG

Transferência entre contas na própria instituição-TRANSF.RECURSOS(E/I)

por operação

0,00

1,20

..

0,86

Ordem de Pagamento - ORDEM PAGAMENTO

por operação

23,80

27,00

13,45

24,98

Transferência por meio de DOC - DOC Pessoal (3)

por evento

12,85

20,00

55,64

14,85

Transferência por meio de DOC - DOC eletrônico (3)

por evento

0,00

9,50

..

7,07

Transferência por meio de DOC - DOC internet (3)

por evento

6,50

8,60

32,31

7,52

Transferência por meio de TED - TED pessoal (3)

por evento

12,85

20,00

55,64

14,85

Transferência por meio de TED - TED eletrônico (3)

por evento

0,00

9,50

..

7,07

Transferência por meio de TED - TED internet (3)

por evento

0,00

8,60

..

7,59

por operação

30,00

54,70

82,33

44,36

OPERAÇÕES DE CRÉDITO

3 Quartos e 2 banheiros ou mais

Concessão de adiantamento a depositante - ADIANT. DEPOSITANTE PACOTE PADRONIZADO PESSOA FÍSICA PACOTE PADRONIZADO PESSOA FÍSICA

4 Quartos e até 2 banheiros 4 Quartos e acima de 2 banheiros / 5 Quartos ou mais e 1 banheiro ou mais

3044,44 (9)

3657,14 (7)

5769,41 (17)

8865,63 (32)

por evento

9,50

14,00

47,37

10,94

a cada 365 dias

24,00

54,00

125,00

44,00

Fornecimento de 2ª via de cartão com função crédito

por evento

5,00

15,00

200,00

7,97

Utilização de canais de atend. para retirada em espécie - no país

por evento

4,00

15,00

275,00

8,27

Pagamento de contas utilizando a função crédito em espécie

por evento

1,99

19,90

900,00

10,40

Avaliação emergencial de crédito

por evento

15,00

18,00

20,00

15,56

a cada 365 dias

0,00

90,00

..

73,33

por evento

12,00

30,00

150,00

16,14

CARTÃO DE CRÉDITO (3) Anuidade - cartão básico nacional

Anuidade - cartão básico internacional

(*) O valor entre parênteses representa o número de imóveis utilizados no cálculo da respectiva média. Na maioria das vezes, somente são publicados valores médios obtidos a partir de quatro imóveis pesquisados. Os casos em que não foi pesquisado nenhum imóvel são indicados por hífen (-). Os valores médios referentes a apartamentos de 1 e 2 quartos da classe luxo são influenciados pela oferta de Flats.

Utilização de canais de atend. para retirada em espécie - no exterior

(2) Considera-se a média das tarifas praticadas pelos bancos pesquisados

(1) Não são consideradas vantagens progressivas Fonte: Banco Central do Brasil / Bancos - Dados trabalhados pela Fundação IPEAD/UFMG

..

Não se aplica dados numéricos

ND: não disponível

FONTE: Fundação IPEAD/UFMG Custo da Cesta Básica(*) – Março de 2014

Índice de Confiança do Consumidor

Período

ICCBH

(2)

IEE

IEF

No mês (3)

No ano

Últimos 12 Meses

ICCBH

IEE

IEF

ICCBH

IEE

IEF

ICCBH

IEE

IEF

Contribuição na variação (p.p.)

Açúcar cristal

3,00 kg

4,10

0,01

Arroz

3,00 kg

7,22

0,00

Banana caturra

12,00 kg

30,48

1,75 2,44

out/13

120,41

161,61

116,97

1,76

0,84

2,51

-13,26

-20,51

-1,06

-11,39

-19,19

1,36

Batata inglesa

6,00 kg

20,70

nov/13

123,30

170,12

117,11

2,40

5,27

0,12

-11,17

-16,32

-0,94

-8,51

-15,95

3,51

Café moído

0,60 kg

7,63

0,01

dez/13

120,48

159,06

118,51

-2,28

-6,50

1,20

-13,20

-21,76

0,24

-13,20

-21,76

0,24

Chã de dentro

6,00 kg

115,04

-0,22

Farinha de trigo

1,50 kg

4,36

0,02

jan/14

121,76

162,09

119,03

1,06

1,90

0,43

1,06

1,90

0,43

-7,50

-15,78

6,09

Feijão carioquinha

4,50 kg

18,07

1,00

fev/14

117,25

156,21

114,56

-3,70

-3,63

-3,75

-2,68

-1,79

-3,34

-8,20

-17,16

5,80

Leite pasteurizado

7,50 lt

16,50

0,10

mar/14

117,67

155,39

115,78

0,36

-0,53

1,06

-2,34

-2,31

-2,31

-7,67

-14,69

-1,40

750,00 gr

17,06

-0,01

(1) ICCBH: Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte: trata-se de um indicador que tem por finalidade sintetizar a opinião dos consumidores em Belo Horizonte quanto aos aspectos capazes de afetar as suas decisões de consumo atual e futuro (2) IEE: Índice de Expectativa Econômica: retrata a expectativa do consumidor em relação aos indicadores macroeconômicos

dom 4547.indd 30

Valores (em R$)

Variação (%)

Índice de Base Fixa (Maio/04=100) (1)

Quantidade

Produto

Manteiga Óleo de soja

1,00 un

3,04

0,06

Pão francês

6,00 kg

52,15

-0,10

Tomate Santa Cruz

9,00 kg

40,67

3,25

(3) IEF: Índice de Expectativa Financeira: retrata a confiança do consumidor a respeito de alguns indicadores microeconômicos

(*) Cesta Básica: representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentação definida pelo Decreto-lei 399/38

FONTE: Fundação IPEAD/UFMG

FONTE: Fundação IPEAD/UFMG

30/04/2014 19:05:54


BELO HORIZONTE

Poder Executivo

Diário Oficial do Município

Adão de Souza

A Prefeitura e a Universidade Federal de Minas Gerais divulgaram na quarta-feira, dia 30 de abril, na Faculdade de Medicina da UFMG, os resultados do Terceiro Censo de População em Situação de Rua, com informações que vão contribuir para a definição e o reordenamento das políticas públicas voltadas para esse grupo populacional de Belo Horizonte. Um dos dados relevantes da amostragem é o elevado índice de utilização dos serviços públicos disponibilizados pela Prefeitura por parte da população em situação de rua. O censo detectou que 54,5% dessas pessoas fazem suas refeições diárias nos restaurantes populares, 43,4% dormem nos abrigos municipais e 44,2% utilizam a rede municipal de saúde, percentual que sobe para 49% quando se considera a utilização

Isabel Baldoni

Adão de Souza

Censo revela perfil da população de rua de Belo Horizonte

31

Adão de Souza

Sexta-feira, 2 de maio de 2014

O censo forneceu informações preciosas para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua

das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O levantamento revela, também, que a grande maioria dessa população (94%) se diz interessada

54,5% 43,4%

Fazem refeições em restaurantes populares

Dormem em abrigos municipais

1.827 Pessoas em situação de rua em Belo Horizontre

dom 4547.indd 31

39,6 anos

é a idade média

86,8% São homens

em deixar a vida nas ruas, e registra o envelhecimento e a melhoria do grau de escolaridade dessas pessoas. A maior parte (64,2%) das pessoas que vivem nas ruas de BH

94%

Almejam deixar a situação de rua

vem do interior de Minas (39,7%) ou de outros estados (24,5%). Em geral, elas migram para a capital em busca de trabalho, emprego ou dos serviços públicos. O censo identificou 1.827 pessoas em situação de rua no município, distribuídas em todas as regiões da cidade, com predominância nas regiões Centro-sul (44,8%), Norte (15,6%), Nordeste (9,3%) e Pampulha (9,2%). As demais regiões apresentaram índices inferiores a 6%. Cerca de 12% dos entrevistados afirmam trabalhar com registro em Carteira de Trabalho, apesar de viverem nas ruas, e 72% dos que se encontram nessa situação já trabalharam um dia com registro. O sexo masculino é predominante, com 86,8% dos entrevistados, e a idade média é de 39,6 anos. A pesquisa mostra também que, em relação ao último censo, realizado em 2005, população de rua de Belo Horizonte envelheceu. Mais da metade dos entrevistados tem entre 31 e 50 anos, o que requer uma nova leitura desse cenário para a implantação de políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde e assistência social. Outra mudança significativa no perfil da população em situação de rua foi a redução de famílias vivendo nessa condição em Belo Horizonte. Apenas 5,9% dos entrevistados disseram viver em companhia de parentes. Em 1998, quando foi realizado o primeiro censo em BH, as famílias represen-

44,2% Utilizam a rede municipal de saúde

72%

Já trabalharam um dia com registro

tavam 24,8% dos moradores de rua. Esse índice caiu para 13,6% em 2005 e, agora, é inferior a 6%. Os problemas familiares encabeçam a lista de motivos alegados pelas pessoas para viver em situação de rua, em Belo Horizonte, com 52%; em seguida vem o abuso de álcool e/ou drogas, com 43,9%; falta de moradia, com 36,5% e desemprego, 36%. Para a secretária municipal de Políticas Sociais, Gláucia Brandão, “o censo é importante para que a Prefeitura possa conhecer mais profundamente o perfil dos moradores de rua de Belo Horizonte, qualificar os serviços públicos e melhorar o atendimento, no sentido da promoção e reinserção social”. Gláucia acredita que este é um instrumento eficaz para “garantir que estas pessoas possam alcançar o exercício pleno da cidadania”. O coordenador da pesquisa, professor Frederico Garcia, do Centro de Referência em Drogas da UFMG, assinala que “a grande importância do censo é trazer informações atualizadas sobre a população em situação de rua e sobre a avaliação dos serviços da Prefeitura, possibilitando que as políticas públicas sejam mais bem pensadas”. Informações detalhadas sobre o Terceiro Censo de População em Situação de Rua de Belo Horizonte podem ser obtidas no documento publicado no portal da PBH: www.pbh.gov.br.

12%

Afirmam trabalhar com carteira assinada

Concentração por regiões

Motivos da situação de rua

44,8% - Centro-sul 15,6% - Norte 9,3% - Nordeste 9,2% - Pampulha Abaixo de 6% - índice das demais regiões

52% - Problemas familiares 43,9% - Abuso de álcool e/ou drogas 36,5% - Falta de moradia 36% - Desemprego

Muitas pessoas apresentam motivos associados

30/04/2014 19:06:00


BELO HORIZONTE Diário Oficial do Município

32

Poder Executivo Sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fotos: Suziane Fonseca

Nova sinalização da Fundação Zoo-Botânica contribui para educação ambiental

A Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH) (av. Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha) está implantando um novo sistema de sinalização informativa e educativa em todos os seus espaços de visitação, com o objetivo de melhorar o atendimento aos seus mais de 1,3 milhão de visitantes anuais, e favorecer o maior conhecimento sobre seu acervo e atrativos turísticos. Ao todos foram revitalizadas 233 placas, que estão instaladas no Jardim Zoológico, no Jardim Botânico e no Parque Ecológico da Pampulha. Nos próximos meses, outras 230 placas serão produzidas. Bonitas, com boa visibilidade e design atual, as placas são indicativas, para orientar os visitantes; educativas, com recomen-

dações para uma visita proveitosa; e informativas, com identificação e características das espécies. As placas indicativas contêm, além do texto em português, traduções em inglês e em espanhol. O mapa de visitação distribuído ao público também passará a conter informações nos dois idiomas.

QR Code

Além da revitalização das placas, uma das novidades da sinalização da FZB-BH será a implantação do QR Code (um tipo de identificação, como o tradicional código de barras) que deverá oferecer acesso a informações e imagens do acervo e dos equipamentos da fundação por meio de aplicativos instalados em aparelhos como smartphones e tablets.

O propósito dessa iniciativa é que o visitante tenha acesso a um banco de informações mais detalhadas sobre as espécies do Jardim Zoológico, ou sobre espa-

ços como o Memorial Minas-Japão ou, ainda, o Aquário do Rio São Francisco. Tudo em português e também em inglês e em espanhol. Esse dispositivo estará associado ao Flickr da instituição. A ideia é que o visitante, ao percorrer os diversos espaços da fundação, possa reconhecer as principais características dos atrativos, dos animais e plantas e, assim, ter condições de ampliar seus conhecimentos sobre a importância da conservação das espécies.

De acordo com o presidente da FZB-BH, Jorge Espeschit, a revitalização da sinalização é muito importante do ponto de vista da conscientização ambiental. “A partir de agora, teremos não apenas placas informativas, mas instrumentos interativos de educação ambiental. As placas e o QR Code irão possibilitar que os visitantes tenham informações muito mais detalhadas sobre nossos espaços e acervo, e compreendam a nossa missão na conservação da fauna e da flora”, explica.

Educação Ambiental

As novas placas trazem informações relevantes sobre as espécies, têm boa visibilidade e design atual

dom 4547.indd 32

A bióloga Gislaine Xavier, do Serviço de Educação Ambiental da FZB-BH, acredita que a comunicação com o visitante é fundamental, seja ela visual, escrita ou virtual. “O importante é que a instituição ofereça dispositivos informacionais diversos para atender aos perfis dos visitantes. Recursos mais modernos e funcionais com certeza levarão mais conhecimento a um número maior de pessoas, e isso significa que estamos ampliando nossa meta de atender cada vez mais e melhor os nossos visitantes. Consequentemente, estamos levando nossa mensagem educativa para mais pessoas”, diz. Gislaine explica que outros tipos de placas, que serão instaladas em espaços que ainda não dispõem deste recurso, deverão atender às necessidades dos visitantes, como é o caso das placas de recomendações para uma boa visita e outras mais interativas. “Elas levarão o visitante a refletir e interagir com conteúdos que despertem o interesse e a curiosidade sobre a fauna, a flora e suas interrelações”, conclui.

30/04/2014 19:06:04


DOM - 02/05/2014