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Forr贸 e Sabor Curvelo - Minas Gerais


Forr贸 e Sabor


Forr贸 e Sabor Curvelo - Minas Gerais


sumário Sebrae-MG - Macro Centro

AgradecimentoS

Gestão Editorial

Roberto Simões | Presidente do Conselho Deliberativo Afonso Maria Rocha | Diretor Superintendente Luiz Márcio Haddad Pereira dos Santos | Diretor técnico Matheus Cotta de Carvalho | Diretor de Operações Lauro Diniz | Assessor de Comunicação Márcia da Fonseca | Analista de Publicidade Antônio Vianna de Frutas | Gerente da Macrorregião Centro Sidnei Calisto Oliveira | Tecnico da Macrorregião Centro

Antônio Carlos Mello Anita Vargas Beth Bretz Beth Campelo Cida Cabral Eliane Ferreira de Mello Glaucia Fernandes José Arnaldo Dayrell de Souza

Nascentes Comunicação Estratégica

Parceiros Prefeitura Municipal de CurvelO Prefeito José Maria Penna Silva

Editor | Adriano Macedo Texto | Poliana Napoleão Revisão de texto | P.S.Lozar Fotografia | Ignácio Costa Produção | Bárbara Monteiro Projeto Gráfico e Diagramação | RAF Design

Apresentação

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forró de cores, aromas e sabores

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Coração de Minas, porta do sertão

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Nos passos de São Geraldo

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Atrativos turísticos

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Os sabores da região

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A 30ª edição do Forró de Curvelo recebeu aproximadamente 300 mil pessoas.


Tradições e sabores do sertão Terra de mulheres encantadoras e homens corajosos e francos de prosa fácil de que falou Guimarães Rosa, numa carta aberta a seus habitantes, Curvelo preserva e valoriza muitas das características que levaram o autor do clássico Grande Sertão - Veredas a reconhecer o lugar como ‘cidade capital da minha literatura’. Com o mesmo carinho dispensado à centenária Festa de São Geraldo, celebração popular da religiosidade brasileira, a população promove o Forró de Curvelo, que já completou 30 anos e atrai mais de 300 mil pessoas, num festival de quatro dias de música, luzes, cores, brincadeiras, aromas e sabores. No início do século XVIII, quando os bandeirantes cruzavam o sertão mineiro, em busca de ouro e pedras preciosas, um ponto de apoio aos aventureiros deu origem ao povoado de Santo Antônio da Estrada, fundado pelo padre baiano Antônio Corvelo de Ávila. Com uma letra trocada no sobrenome, o religioso foi homenageado, na criação da cidade de Curvelo, em novembro de 1875. A cotonicultura e a indústria têxtil eram as principais atividades econômicas, ao lado da pecuária zebuína, quando, já no século XX, a Estrada de Ferro Central do Brasil e os padres redentoristas holandeses, com a construção da Basílica de São Geraldo, a segunda do mundo dedicada ao santo, revolucionaram a vida da cidade. O largo da antiga estação ferroviária, palco anual da alegria do Forró de Curvelo, e a Praça do Santuário, ocupada oito dias por 100 mil devotos de São Geraldo, em setembro, são os grandes espaços da tradição e da cultura da cidade. Neles, a história, os rituais, os modos e os costumes dos sertanejos de Minas estão espalhados por todos os cantos, nas conversas e nos sabores da culinária. Nesta publicação, o Sebrae-MG, além de divulgar a história, realizações econômicas, atrações turísticas, tradições, festas populares e receitas típicas, mostra como a tenacidade, o saber e o prazer da gente de Curvelo foram capazes de plantar, no sertão mineiro, um moderno centro urbano, que convive com a natureza exuberante do cerrado e ainda preserva a beleza pré-histórica da Lapa dos Mosquitos, a primeira caverna pesquisada pelo dinamarquês Peter Wilhelm Lund, o pai da paleontologia brasileira. Roberto Simões Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MG A decoração das barracas são um atrativo à parte para o curvelano.

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As galinhas caipiras jรก foram tema da barraca da Pronave.


Forró de cores, aromas e sabores Uma festa de luzes, sons, cores, brincadeiras, aromas e sabores com uma atmosfera singular. A festa mais esperada da cidade atrai uma multidão, mais de trezentas mil pessoas a cada ano. São moradores, famílias da região e curvelanos ausentes que aproveitam a ocasião para rever os parentes e matar a saudade. Há também turistas de tudo quanto é canto, que decidiram vivenciar o Forró de Curvelo depois de conhecer a fama da festa, contada pelos amigos. O Forró ganhou notoriedade por suas características muito particulares. É garantia de bons espetáculos musicais com artistas contemporâneos e intérpretes do cancioneiro nacional, além de oferecer uma diversidade de comidas regionais, vendidas em barraquinhas típicas onde trabalham centenas de voluntários de entidades diversas atuantes em Curvelo, mobilizados na arrecadação de fundos para a manutenção de projetos sociais. Matula, macaxeira, paçoca de carne, caldo de costela, trufa de milho, galinhada e feijão tropeiro são apenas algumas das opções da culinária regional e que dão cheiro e sabor à festa. 14

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Sob as bandeiras juninas que decoram o largo da estação ferroviária, circulam “mulheres encantadoras” e “homens corajosos e francos” de prosa fácil, síntese da aura curvelana. Essas características inconfundíveis já foram remarcadas pelo escritor Guimarães Rosa, em carta endereçada aos habitantes do lugar. O autor da consagrada narrativa épica Grande Sertão – Veredas, conhecedor da gente do sertão mineiro e do sertão de cada personagem, convivia com os parentes de Curvelo, “cidade capital da minha literatura”, como reconheceu. “Sempre senti o Curvelo indissolúvel de Cordisburgo, como se jamais os dividisse o nosso bonito e quieto ribeirão do Onça, que eu tantas e pressurosas vêzes transpunha, para ir em inesquecíveis passeios a território já curvelano, à Fazenda da Ponte, do memorável Sérgio Correia, ou à Fazenda do Remanso, do meu amigo Oliveiro de Oliveira Tôrres e sua gente querida.” O prédio da estação ferroviária, elegantemente preservado, é a memória viva da gente mais velha, marcada por muitas idas e vindas sobre os trilhos interligados a outras cidades do país. Os trilhos não existem mais, e para as novas gerações a edificação é mais que um Centro Cultural, é o lugar para o encontro com os amigos e a paquera. Próximo ao largo da estação, é instalado anualmente um parquinho de diversões com brincadeiras para crianças e adolescentes, construindo a memória afetiva do público com a cidade. Para outros visitantes, o charmoso conjunto histórico da estação ferroviária é um arco imaginário que promove o diálogo entre o passado e o palco do presente, com atrações sempre atualizadas a cada edição do Forró. 16

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O Boi Bumbá esteve presente na barraca da Loja Maçônica Fraternidade e Justiça.


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A Praça Benedito Vieira Reis, no passado chamada de Jardim da Maria Amália, foi espaço de lazer para os funcionários da Cia Têxtil Othon Bezerra de Mello.


Os clubes e a praça Antes de ser transferida, em 2001, para o largo da antiga estação ferroviária, o Forró de Curvelo ocorria na Praça Benedito Valadares, região central da cidade. A festa surgiu, em 1980, de uma saudável disputa entre os dois principais clubes, o Curvelo Clube e o Clube Recreativo Curvelano. Naquele ano, o Curvelo Clube decidiu realizar o Showsite, uma festa voltada para a alta sociedade com o propósito de arrecadar fundos para o Lactário, uma Associação de Apoio às Crianças Desvalidas de Curvelo, que distribuía leite para crianças carentes. Com perfil mais popular, o Clube Recreativo buscou o apoio da Prefeitura de Curvelo para promover uma festa que arrecadaria recursos para iniciativas não só do Lactário como também do Hospital Santo Antônio, do Centro Social Urbano, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), da Associação das Servas dos Pobres, do Hospital Imaculada Conceição, da Loja Maçônica Fraternidade e Justiça, do Clube de Mães Mãe Lú e do próprio Recreativo. Nasceu na Praça Benedito Valadares o embrião do que se tornou o Forró de Curvelo, com apresentações musicais e a montagem de barraquinhas típicas para venda de comidas, bebidas e artesanato. Havia ainda quadrinhas organizadas por escolas e associações de bairro, bem como brincadeiras tradicionais para a criançada como corrida de saco, dança das cadeiras e pau de sebo. Na primeira edição, o evento recebeu trinta mil pessoas. Nomes do cancioneiro nacional como Dominguinhos prestigiam o Forró.

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Com quatro dias de duração, o Forró de Curvelo movimenta o comércio e o turismo, valoriza as manifestações culturais e os costumes da cidade, tornando-se uma vitrine para o artesanato e a culinária regional. O Forró passou a ser organizado pela própria Prefeitura de Curvelo e agora faz parte do calendário de festividades de Minas Gerais. Nos últimos anos, 13 entidades participaram regularmente da festa, que recebeu mais de trezentas mil pessoas na 30ª edição, realizada em 2010. Cada instituição organiza e decora sua própria barraca, concorrendo a uma premiação em dinheiro, revertido para as ações sociais. Em trinta anos de realização, o Forró de Curvelo já beneficiou milhares de pessoas com a arrecadação das barracas. 22

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A festa ocorre no largo da antiga estação ferroviária desde 2001.


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A Apae valorizou as namoradeiras, personagens tĂ­picas do interior de Minas.


Vila do Forró No centro, um coreto decorado com bandeirinhas, em volta uma pequena capela com bancadas típicas de uma igreja para representar a importância da religiosidade para a cidade, e pequenas vendinhas de artesanato. Esse cenário retrata a Vila do Forró, uma importante atração da festa. Inaugurada pela Prefeitura em 2010, na 30ª edição do evento, a vila é mais uma forma de resgatar e valorizar a cultura da região e de possibilitar que mais entidades participem. Na Vila do Forró encontram-se doces de frutas típicas da região, cachaça, mel, flores feitas de garrafa pet, panos de prato bordados com frases do escritor Guimarães Rosa, “namoradeiras” feitas de barro e cerâmica, toalhas, colchas, bonecas de pano, esculturas, bijuterias e adornos.

participantes do Forró de Curvelo Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Casa dos Idosos (Asilo da Velhice Desamparada de Curvelo) Centro Social Sopro de Vida Clube de Mães Mãe Lú Lions Clube de Curvelo Loja Maçônica Estrela Sertaneja Loja Maçônica Fraternidade e Justiça Criada na 30ª edição da festa, a Vila do Forró é uma mostra do artesanato e das quitandas da região.

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Projetos Sociais da FAC (Faculdade de Administração de Curvelo) Obras de Assistência Social “Sinhá Reginalda” (Pronav) Rotary Club de Curvelo Rotary Club de Curvelo Norte Rotary Club de Curvelo Bela Vista União Municipal das Associações Comunitárias (Umac)

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Retalhos de pano s達o mat辿rias-primas muito utilizadas pelos artes達os da regi達o de Curvelo.


Coração de Minas, porta do sertão O município de Curvelo, localizado a 166 km de Belo Horizonte, é considerado o centro geodésico do estado e a porta do sertão mineiro. Sua história se confunde com a própria história do povoamento de Minas Gerais. No século XVIII, os bandeirantes paulistas desciam os rios São Francisco e Guaicuí; os baianos seguiam direção contrária, mas todos em busca de ouro e pedras preciosas. Com o movimento das entradas e bandeiras, e de tropeiros, um pequeno povoado começou a se formar no “coração de Minas Gerais” às margens dos rios. Funcionava como ponto de apoio para quem estava de passagem. Com o tempo, para sustentar esse fluxo, comércios foram surgindo, alguns viajantes fixaram raízes e o povoado foi crescendo. Grandes fazendas de criação de gado, de lavoura e de engenhos de cana foram se formando. 30

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Entre os viajantes estava o padre baiano Antônio Corvelo de Ávila, que chegou à região por volta de 1715. Conta-se que em uma de suas viagens paroquiais para o sul de Morrinhos ele encontrou, entre os rios São Francisco e das Velhas, a aldeia Santo Antônio da Estrada, que lhe agradou muito. Lá montou a Fazenda Santo Antônio da Estrada e construiu ou reformou (não se sabe exatamente), a Capela Santo Antônio, em homenagem ao santo homônimo. A partir de sua instalação na aldeia, e de sua influência política na localidade, padre Antônio Corvelo passou a exercer o controle religioso, político e econômico da região. Com o deslocamento do vigário baiano para o lugar, o povoado ganhou status de arraial. Posteriormente, o então Arraial Santo Antônio da Estrada passou a se chamar, em 16 de março de 1720, Santo Antônio do Corvelo. A freguesia foi instituída por carta régia. Em 11 de setembro de 1816 o príncipe regente Dom João elevou Curvelo à condição de Vila. A substituição do primeiro “o” pelo “u” na palavra Curvelo ocorreu em resultado de alteração fonética. Contudo, foi somente em 13 de outubro de 1831 que o município foi criado por meio de decreto. Em 15 de novembro de 1875, pela Lei no 2.153, Curvelo se tornou cidade, com o nome em homenagem ao seu fundador. 32

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Interior da Matriz de Santo Antônio. Construída para substituir a Igrejinha do Padre Corvelo. 


Padre Corvelo O vigário fundador de Curvelo nasceu em Rio Real, na época vila e freguesia de Nossa Senhora da Abadia, na Bahia. E faleceu em 20 de setembro de 1749, em sua casa na fazenda de Santo Antônio da Estrada. Como era comum naquele tempo, os sacerdotes e frades possuíam fazendas e eram donos de currais. Como viviam nos sertões, precisavam de renda para se manter e realizar os cultos religiosos nas igrejas e capelas. Padre Corvelo foi um dos grandes propulsores da indústria pastoril e da lavoura. Juntamente com outros quatro irmãos sacerdotes e duas irmãs, chegou a possuir cinco grandes sesmarias: Santo Antônio da Estrada, Fazenda do Saco, Bananal, Rótulo e Saco de São Pedro.

O quadro do artista Sebastião Fonseca retrata a Igrejinha do Padre Corvelo, conhecida como Igrejinha do Rosário no século XVIII.

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Curvelo tem a segunda BasĂ­lica de SĂŁo Geraldo do mundo e o maior templo do santo no Brasil.


Nos passos de São Geraldo São oito dias de oração e celebrações no mês de setembro. É a Oitava de São Geraldo, quando a cidade de Curvelo recebe mais de 100 mil pessoas de vários cantos do país. O auge da festa religiosa é a procissão rumo à Basílica de São Geraldo, na Praça do Santuário, onde os fiéis agradecem os milagres e bênçãos alcançados, e pagam suas promessas. A chegada ao santuário é acompanhada de uma queima de fogos de artifício e marca o encerramento da Festa de São Geraldo, organizada desde 1906 pelos Missionários Redentoristas, da Igreja Católica Apostólica Romana. Nas primeiras décadas do século XX, havia barraquinhas de jogos, como pescaria, mafuá, futrica, gangorras e jogo de maçã, quando os sertanejos e fiéis se divertiam. As prendas eram cortes de tecidos, doados por comerciantes locais. As festividades religiosas eram dentro da igreja. Somente na década de 1960 passaram a ser realizadas fora do santuário. Ainda hoje há barraquinhas, porém com venda de comidas, bebidas, artigos religiosos, roupas e brinquedos. Antigamente, a Oitava acontecia no mês de outubro, geralmente numa semana próxima do dia 16, data oficial da festa de aniversário de São Geraldo. Em razão da quantidade de chuvas nesse período, os padres redentoristas transferiram o evento, em 1953, para o início de setembro. 38

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Curvelo tem a segunda Basílica de São Geraldo do mundo; a primeira é em Muros, na Sardenha, na Itália, onde o santo nasceu e está enterrado. Esta história teve início com a chegada na cidade dos padres redentoristas holandeses Thiago Boomaars e José Goossens e do irmão leigo Filipe Winter. Tinham a missão de criar um convento. Há um mês na cidade, eles programaram uma Solene Novena Pública em preparação para a festa do novo padroeiro, iniciando assim, a festa de São Geraldo. Entre 1906 e 1912, os três trabalharam na cidade e nas capelas rurais da paróquia, realizaram retiros espirituais e recolheram fundos para comprar o terreno onde seria construído um templo. Em 1912 tem início a construção da Basílica, a primeira e a maior dedicada a São Geraldo no Brasil. O engenheiro, arquiteto e construtor da Basílica foi o irmão holandês Werenfrido Volgels, que tinha como braço direito o pedreiro espanhol Cacemiro Rodrigues Paz. A estruturação dos alicerces ficou a cargo do arquiteto e construtor Irmão Gregório Mulders. A construção da Basílica só foi encerrada em março de 1918, mas a primeira missa aconteceu dois anos antes, em outubro de 1916, às vésperas da festa de São Geraldo. Em julho de 1939 foi concluída a construção de duas naves laterais em toda a extensão do corpo da igreja para abrigar a multidão de devotos, crescente a cada ano. A beleza da Basílica não está apenas nos traços externos, mas também na riqueza dos detalhes do interior, sobretudo dos 31 vitrais que retratam santos de invocação e devoção popular. Dois deles, presentes na capela-mor, são de procedência holandesa e chegaram ao Brasil em 1929. A Basílica de São Geraldo tem 31 vitrais que retratam santos de invocação e devoção popular.

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Atrativos turísticos Curvelo é uma cidade plana, de clima seco e temperado, uma das mais arborizadas do estado. É cidade mãe de vários distritos, hoje emancipados, como Felixlândia, Morro da Garça, Inimutaba, Presidente Juscelino e Santana de Pirapama. Com 75 mil habitantes e vegetação típica do cerrado, está situada entre as bacias dos rios São Francisco, Das Velhas, Paraopeba, Cipó e Bicudo. É cortada por vários ribeirões como Maquiné, Picão, Almas, Meleiros, Santo Antônio e Riacho Fundo. Durante anos, a cidade se destacou na cotonicultura, considerada no início do século XX a terra do “ouro branco”. Em 1911, o parque da indústria têxtil chegou a receber um prêmio internacional em Turim (Itália), em reconhecimento à qualidade da produção. Os setores agropecuário, de comércio e serviços são dinâmicos. A cidade abriga hoje alguns dos principais criadores nacionais de raças zebuínas. Oferece vários atrativos naturais e culturais, além de possuir mais de vinte bens tombados pelo patrimônio municipal, rica culinária e produção artesanal. Em 2010, a prefeitura comprou de volta o antigo Cine Virgínia, que será revitalizado e entregue à população. 42

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O Coreto é um marco histórico do município, palco de várias solenidades e manifestações populares

Matriz de Santo Antônio Inaugurada em maio de 1877, a Matriz de Santo Antônio, cujo nome homenageia o padroeiro da cidade, está localizada na Praça Tiradentes e tem uma beleza interna incomum. Um dos destaques é o altar-mor, entalhado pelo artista Francisco Henrique de Carvalho, o Chico Entalhador ou Mestre Chico, como também era conhecido. Meticuloso, o artista deixou escritos os dias e as horas em que fez os trabalhos, bem como alguns versos nas partes internas de rodapés e forros. Em um rodapé, por exemplo, lê-se “10-4-94, ou seja, 1894. Muita chuva e trovoada forte”. Chico Entalhador morreu em 1913, em Belo Horizonte, para onde depois se mudou.

Coreto da Praça Tiradentes Projetado por engenheiro europeu cujo nome não consta nos registros da prefeitura, o coreto da Praça Tiradentes foi erguido em frente à Matriz de Santo Antônio. Já foi palco de solenidades políticas e apresentações populares. A banda do mestre Emílio Frutuoso, por exemplo, era muito apreciada quando tocava no coreto. Inaugurado em 5 de junho de 1927, o monumento tem dois pavimentos, com planta em partido hexagonal e colunas com base e capitel neoclássicos e platibanda. 44

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A Matriz de Santo Antônio homenageia o Padroeiro da cidade. Em seu altar-mor há uma imagem do santo, feita em Portugal.


Conjunto Urbano da Praça Central do Brasil Curvelo integrou uma das mais importantes ferrovias nacionais, a Estrada de Ferro Central do Brasil (E.F.C.B), que teve seu quilômetro zero no Distrito Federal , então no Rio de Janeiro. A linha servia à capital, e aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A E.F.C.B. operava a partir de duas grandes linhas: a linha do centro e a linha auxiliar, cada uma com seus respectivos ramais. A linha do centro partia da estação Dom Pedro II na capital federal e atravessava os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais em direção à Bahia. A estação ferroviária de Curvelo foi inaugurada em 5 de agosto de 1904 e integrava o ramal da E.F.C.B. que seguia para Monte Azul (BA). Era composta por telhas francesas, estrutura de madeira e beiral avantajado, sustentado por mãos francesas, também de madeira. A inauguração da estação contou com a presença de políticos importantes, entre os quais o presidente da República, Rodrigues Alves, e o presidente do estado (antigo cargo de governador), Francisco Antônio de Sales. A estrada de ferro trouxe progresso e desenvolvimento para os setores econômico, político, social e cultural e provocou muita movimentação na sociedade da época. Além da antiga estação ferroviária, quatro prédios compõem o Conjunto Urbano da Praça Central do Brasil. Apresentam idêntico estilo arquitetônico da estação, pois datam do mesmo período da chegada da Estrada de Ferro. Foram construídos para abrigar os funcionários da estação. Três prédios pertencem hoje à Prefeitura, que adquiriu os imóveis para continuar o processo de desenvolvimento histórico-cultural do município e preservar a memória da cidade. No quarto ainda mora um ex-funcionário da estação, Edmundo Félix de Souza, que lembra com saudade os tempos em que o trem era a sensação da cidade. O Conjunto Urbano da Praça Central do Brasil é formado pela antiga estação ferroviária e por quatro prédios, construídos para abrigar os funcionários.

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Criada inicialmente para atender aos filhos de funcionários da Cia. Othon Bezerra de Mello, desde 2001, a Escola Municipal Maria Amália integra a rede municipal.

Capela Nossa Senhora do Livramento

Localizada na Praça Padre Joaquim José da Silveira, em Tomás Gonzaga, distrito de Curvelo, a Capela de Nossa Senhora do Livramento data de 1732. Construída pelo sargentomor Simão da Silva Barbosa, é considerada a mais antiga edificação de Curvelo. Por mais de dois séculos e meio, foram os próprios moradores do distrito que cuidaram da sua conservação. Somente em 1985 a prefeitura fez uma reforma completa na edificação. Em 28 de novembro de 2002, a capela foi tombada como patrimônio cultural do município. Com traçado colonial, possui valor histórico, arquitetônico e religioso, mantendo até hoje sua integridade estético-formal e físico-construtiva. Na capela foram sepultados o sargento-mor Simão da Silva Barbosa, falecido em 1766, e seu amigo, Frutuoso Nunes do Rego, em 1756. A economia do distrito de Tomás Gonzaga é voltada para a exploração de cristais, além de pequenas agriculturas de subsistência.

Escola Municipal Maria Amália Localizada no bairro Maria Amália, a instituição de ensino pertence à rede municipal. Foi construída em 1948 exclusivamente para abrigar toda a infraestrutura necessária à instalação da Cia. Othon Bezerra de Mello (companhia têxtil do industrial homônimo e que instalou na cidade, em 1941, a Fábrica Maria Amália). Tombada como patrimônio cultural da cidade desde 1950, a escola começou com 372 alunos e com corpo docente formado por funcionários da fábrica. De 1948 a 1971 a instituição de ensino foi mantida pela Cia. Othon Bezerra de Mello, sob a administração de Cléa de Assis Géa. Em 1972, a instituição de ensino foi desativada, e reaberta no ano seguinte pelo estado, atendendo alunos de vários bairros da cidade. Em 1998, a instituição de ensino foi novamente fechada. Reformada, foi reativada em 2001 funcionando exclusivamente para a rede municipal.

Escola Municipal Dr. Viriato Diniz Mascarenhas Primeiro grupo escolar estadual de Curvelo, criado em 30 de maio de 1916. Funcionava até 1926 na Praça da República (atual Praça Benedito Valadares), transferido para um sobrado na praça Cesário Alvim no ano seguinte. Em 1998, a escola é municipalizada. Atualmente, Curvelo conta com mais de 60 escolas, entre estaduais, municipais e particulares, três faculdades, e instituições de ensino profissionalizante e de educação de adultos. Na zona rural, a cidade contava, até 2009, com oito escolas estaduais, nove municipais e três pré-escolas.

A Capela Nossa Senhora do Livramento, no distrito de Tomás Gonzaga, é considerada a edificação mais antiga de Curvelo.

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Praça Benedito Valadares, onde começou o Forró de Curvelo Henrique Ribas – Divulgação Prefeitura de Curvelo


Lapa dos Mosquitos

Criado em 1941, o parque é palco para exposições agropecuárias, leilões, rodeios e shows artísticos.

Parque de ExposiçãoAntônio Ernesto de Salvo O Parque de Exposição foi criado em 1941 com o intuito de projetar Curvelo como um grande centro agropecuário, principalmente após a realização de duas exposições de gado na cidade. Era conhecido inicialmente como Parque de Exposições Getúlio Vargas. A ideia de transferir o local de realização das exposições para um espaço mais amplo contou com incentivo da Sociedade Rural de Curvelo, que em 1969 foi substituída pela Associação Mineira dos Criadores de Zebu de Minas Gerais (AMCZ).

Entre as várias cavernas existentes na região de Curvelo, a Lapa dos Mosquitos destaca-se pela importância histórica, científica e paleontológica, já que foi a primeira pesquisada pelo pai da paleontologia brasileira, o botânico dinamarquês Peter Wilhelm Lund. Em 1934, ele descobriu várias espécies de plantas e fósseis na Lapa dos Mosquitos e em outras grutas de Minas Gerais. Assim como a maioria das grutas, a Lapa dos Mosquitos se formou pela dissolução de calcário, por meio da ação da água. A caverna tem dimensões superiores às demais cavidades conhecidas na região. Além de ter cerca de um quilômetro de extensão e vários espeleotemas, a caverna possui três entradas e no interior há uma surgência de água mineral fluente durante todo o ano. Desde 1999, os alunos da Faculdade de Ciências Humanas de Curvelo (Facic) pesquisam e observam a vegetação do cerrado e a presença de invertebrados cavernícolas da Lapa dos Mosquitos. Desde 2005, a gruta foi tombada como patrimônio cultural de Curvelo, em razão dos seus valores histórico, científico e paleontológico.

A partir da criação do parque, os eventos organizados por empresas privadas e especializadas passaram a acontecer no local. O parque era cercado de arame e possuía galpões rústicos, com estrutura de madeira e cobertura de palha. O portal de entrada original era de chapa metálica e com formato semicircular. Em 1942 foram construídos dois pavilhões de alvenaria com telhas cerâmicas, em substituição aos antigos galpões. O primeiro, denominado Rômulo Joviano, homenageia o funcionário do Ministério da Agricultura que teve papel importante na criação e organização das exposições na cidade. O segundo, Pavilhão José Amaral, homenageia o criador de gado que fundou o Sindicato Rural e foi um dos grandes incentivadores da Sociedade Rural de Curvelo. No final da década de 1940, um novo portal de entrada, também de alvenaria e bem mais imponente, foi construído. Tanto o portal, quanto os pavilhões são tombados como patrimônio cultural da cidade. O parque é palco de exposições agropecuárias que oferecem diversas atrações, como exposições de animais, palestras, leilões, rodeios, espetáculos artísticos e concursos de pratos típicos da região, entre outras. 52

A Lapa dos Mosquitos é tombada, desde 2005, como patrimônio cultural de Curvelo. Leda Zogbi

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Dedo de Gente Em Curvelo, em um lugar chamado Dedo de Gente, sucatas de ferro, dormentes de madeira, retalhos de tecidos e outras matérias-primas ganham novas formas e transformam vidas. Das mãos e da imaginação de jovens da região, trechos das obras do escritor mineiro Guimarães Rosa bordam almofadas, panos de prato e “puxa-sacos”. Personagens e animais ganham vida no ferro e nas flores do campo. Frutas e alimentos típicos do sertão mineiro dão sabor aos doces, licores e geleias. A arte na madeira resgata a beleza e o rústico da região. E no papel, os jovens dobram, enfeitam e mostram seus talentos. Criada em 1996, a cooperativa Dedo de Gente beneficia hoje 84 jovens em Curvelo e 41 em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, onde tem uma filial, estruturada em junho de 2009. Nas unidades de produção, denominadas fabriquetas (oficinas de atividades artesanais), eles aprendem e produzem arte. Somente em Curvelo são seis fabriquetas: Serralheria (arte em ferro), Carpintaria (arte em madeira), Bordados (arte em tecido), Cartonagem (arte em papel e papelão), Doces e Licores (com frutas da região) e Construtora e Imobiliária (construção de casas para pássaros). Além da participação em oficinas, os jovens aprendem valores culturais e humanos. Eles aprendem a expressar a criatividade, os ensinamentos da escola e o conhecimento adquirido com leituras, em especial, das obras de Guimarães Rosa. Eles também aprendem a trabalhar em equipe, a respeitar o próximo e a administrar o dinheiro que recebem com as vendas da cooperativa. A Dedo de Gente surgiu da identificação da necessidade de expandir para jovens com mais de 15 anos o trabalho educacional realizado pela ONG CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). É uma extensão do programa Ser Criança, que ensina aos pequenos de até 15 anos a aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula de forma lúdica. Na ONG, a meninada produz seus próprios brinquedos a partir da sucata.

Na fabriqueta de Serralheria, os jovens do Dedo de Gente transformam ferro em arte.

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A cooperativa Dedo de Gente beneficia hoje 84 jovens em Curvelo.


Sabores da região A história, os ritos, os modos, os costumes e as tradições da cidade também estão nos temperos e sabores da culinária. Receitas típicas do sertão mineiro marcam gerações que vivem ou simplesmente visitam Curvelo. Algumas ganham charme, com nomes e enfeites temáticos, quando são preparadas para festas tradicionais da cidade, como, por exemplo, o Forró de Curvelo. Outras receitas reafirmam sua importância ao serem elaboradas nos encontros familiares e repassadas de gerações a gerações, como as receitas a seguir, guardadas por diferentes famílias da cidade. O arroz com galinha, por exemplo, é tradicional nos almoços de domingo, nos quais familiares se reúnem na casa de um parente para colocar a conversa em dia. O biscoito frito, feito de polvilho, e o biscoito de queijo, são outros sempre presentes nos lares curvelanos, acompanhados de um cafezinho. Já o bolo Maria Luiza, de caldo de limão ou laranja, com confeitos coloridos, faz a alegria da criançada. É geralmente servido em festas de aniversário e no Natal. Outra delícia típica e que tem o seu lugar marcado em Curvelo é o balainho, feito de coco ralado. Irresistível. 58

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Leitão a pururuca Lourdes de Freitas Canabrava

1 leitão de aproximadamente 8kg 2 colheres de sopa de tempero 1 copo de vinho branco seco 1 colher de sopa de vinagre Pimenta e alecrim a gosto 2 litros de óleo

Junte todos os ingredientes e prepare a salmoura. Lave bem o leitão e com uma faca afiada faça cortes entre os ossos da costela e do pernil, mas sem furar a pele. Tempere a salmoura e deixe o leitão na geladeira por 12 horas. Secar bem a pele e levar ao forno baixo por aproximadamente oito horas. Deixe esfriar e reserve. Coloque 2 litros de óleo em uma panela e deixe esquentar até ficar fumegante. Vá jogando o óleo com uma concha sobre o leitão até a pele pururucar. Escorra o óleo e decore.

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Macarrão Assado Cecília FrutUoso Nacif

200g de macarrão 4 ovos 3 colheres de maisena 1 copo de leite Frango desfiado a gosto 3 colheres de queijo ralado 1 colher de manteiga Temperos (azeitona, ervilha e cheiro verde) Sal a gosto

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Cozinhe o macarrão em água e sal, escorra e reserve. Dissolva a maisena no copo de leite e misture aos ovos já batidos. Adicione o frango desfiado, o queijo ralado, a manteiga, os temperos e o sal. Misture ao macarrão, despeje em uma forma untada com manteiga e coloque para assar. Após assado polvilhe o queijo ralado.

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Arroz com Galinha Ana Espiga

1,5 kg de arroz de segunda 1 galinha caipira Óleo 1 kg de azeitonas verdes pequenas 1 kg de cebolas roxas 1 maço de cebolinha verde 1 maço de salsinha 1,5 kg de tomates bem maduros 1 lata grande de ervilhas 1 lata grande de massa de tomate 1 vidro de molho inglês 3 pimentões 1 tablete de caldo de galinha Sal e pimenta a gosto

Cozinhe a galinha, deixando com bastante caldo. Frite a gordura da galinha aproveitando-a para fazer o molho e o arroz. Se não houver gordura suficiente, usar óleo. Prepare o molho com a metade de todos os ingredientes pedidos e o arroz com a outra parte, colocando corante e os pedaços pequenos como pé, pescoço, etc. para engrossar. Os miúdos deverão ser colocados no molho para não desmancharem. Quando o arroz começar a ferver, vá colocando o molho, não água, até que fique bem cozido e se misturando com todos os pedaços bons. Estando pronto, acrescente cebolinha, salsinha, pimentão e deixe no fogo brando até terminar de secar. Sirva quente, colocando um pouco do molho que sobrou por cima de cada prato.

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Biscoito Frito Dona Sinhá Cacau

400g de polvilho doce 400g de polvilho azedo 200g de açúcar refinado 2 colheres de sopa de manteiga 1 colher de chá de pó Royal 4 ovos grandes (se os ovos forem pequenos, a quantidade será 5) 1 pitada de sal Óleo

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Misture todos os ingredientes e sove bastante até o ponto de enrolar. Separe pequenas porções e enrole trançado. Depois de enrolado, frite. (Recomenda-se não fritar no óleo muito quente porque pode ficar cru por dentro).

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Vatapá Mineiro Dalva Barbosa

1 kg de peito de frango 1 kg de coxa e entrecoxa 3 litros de água para fazer o caldo 200g de amendoim 250g de camarão 250ml de leite de coco 1 caixa de creme de arroz (200g) Temperos a gosto (cheiro verde, tomate, pimentão, azeite de dendê, e corante).

Picar e limpar os pedaços do frango, temperar bem, afogar com corante e ir acrescentando a água aos poucos até formar o caldo. Depois de cozido, tirar os pedaços, picar e reservar. Refogue na manteiga: cebola, pimentão, tomate sem pele picadinho, cheiro-verde. Acrescentar o caldo. Dissolva o creme de arroz na água e misture no caldo, mexendo sem parar para não embolar. Acrescente o azeite de dendê e o camarão. Deixe ferver e por fim, junte o amendoim e o frango, deixando ferver mais um pouco. Recomenda-se verificar o tempero.

Acompanhamentos Angu 1l de leite 1 colher de sopa de manteiga 2 colheres de sopa de açúcar 1 colher de doce (rasa) de sal 250 ml de leite de coco

Leve todos os ingredientes ao fogo, engrossando com ½ caixa de creme de arroz dissolvido no leite de coco, conferindo a todo tempo o tempero. Deixe engrossar até o ponto de cortar (não muito duro).

Molho: Faça um molho com cebola, tomate, pimentão, azeitonas, ervilhas, corante, extrato de tomate, cheiro-verde e tempero para ornamentar cada preparo.

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Empadão de frango com macarrão Lemira Matoso

Massa 1 kg de farinha de trigo 300g de banha 2 colheres de manteiga 4 ovos inteiros 1 e meio de água 1 colher de chá (cheia) de fermento em pó 1 pitada de sal Recheio 1,5 kg de peito de frango cozido e desfiado 300g de linguiça 3 colheres de sopa de óleo 2 dentes de alho amassados 1 cebola grande 1 tomate grande 1 pimentão pequeno verde 1 pimentão pequeno vermelho 200g de azeitonas picadas 200 gramas de macarrão espaguete 70

Misture em uma tigela o trigo, a banha, a manteiga e o sal, até que vire uma farofa. Acrescente os outros ingredientes e amasse bem até que fique uma massa lisinha. Embrulhe em papel-filme e leve à geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire da geladeira e use a metade para forrar a assadeira e a outra para posteriormente cobrir o recheio. Pincele o empadão com 2 gemas, leve ao fogo médio pré-aquecido e asse até dourar, cerca de 40 minutos.

Recheio Cozinhe o peito de frango e após o cozimento desfie. Pique a linguiça e reserve. Em uma panela coloque o óleo e frite o alho, refogue a cebola, o tomate e os pimentões picados. Acrescente em seguida o frango desfiado e a linguiça picada. Enquanto isso, cozinhe o macarrão com sal e reserve. Coloque duas colheres de trigo no recheio que você refogar e misture vigorosamente até ficar com aparência cremosa. Tire do fogo, misture o recheio ao macarrão e coloque na assadeira.

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Fatia Yolanda Mundinha de Souza

2 colheres de fermento biológico 2 xícaras de leite morno 1 colher de sopa de açúcar Farinha de trigo 2 xícaras de açúcar refinado 2 colheres de manteiga 1 colher de banha 5 ovos batidos Sal e canela a vontade

Misture o fermento biológico no leite morno e adicione o açúcar e a farinha de trigo até formar um mingau grosso. Reserve e deixe crescer. Depois deste procedimento, acrescente o açúcar refinado, a manteiga, a banha, os ovos batidos, além de sal e canela a vontade. Se necessário acrescente mais farinha de trigo até a massa ficar boa de enrolar. Abra com o rolo, passe manteiga e enrole. Coloque no tabuleiro e deixe crescer por aproximadamente uma hora. Dica: para saber quanto tempo leva para a massa crescer, faça uma bolinha dela e coloque dentro de um copo d’água. Quando a bolinha subir, é o tempo em que a massa já terá dobrado de tamanho. Pincele a superfície com gemas e coloque para assar.

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Biscoito de queijo Maria Helena Costa

1 kg de polvilho doce 1 kg de queijo curado ralado 8 ovos 1 colher de sobremesa de pó Royal 14 colheres de óleo 1 colher de sopa de sal Leite até o ponto de amassar

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Junte os ingredientes e reserve apenas o queijo. Amasse bem e vá acrescentando este até dar liga. (Atenção: A massa não pode ficar dura). Enrole não muito fino em formato de argola e una as extremidades. Asse em forno quente de 20 a 25 minutos.

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Bolo Maria Luiza Geninha Cacau

Massa 3 xícaras de açúcar refinado 1 xícara de manteiga 5 ovos 4 xícaras de farinha de trigo 3 xícaras de leite 1 colher bem cheia de pó-Royal ½ xícara de maisena Cobertura 600g de açúcar refinado Caldo de limão, de laranja ou leite (até formar a textura adequada) Confeitos coloridos a gosto

Massa Bater o açúcar com a manteiga até virar um creme. Misture a farinha de trigo, a maisena, o pó Royal e o leite. Bata as claras dos ovos em neve e misture. Leve para assar em forno moderado. Recomenda-se não corar muito.

Cobertura Misture os ingredientes e leve ao fogo baixo até dissolver o açúcar. Após ficar com uma textura não muito rala, está pronta. Cubra com o auxílio de uma espátula o bolo morno e jogue os confeitos.

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Queijão de Doce de Leite Lourdes Dayrell de Souza

1,5 kg de doce de leite 3 colheres de sopa (rasas) de farinha de trigo 2 colheres de sopa de manteiga Raspas de 2 limões 8 ovos

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Misture todos os ingredientes até formar uma massa. Unte bem a forma e asse em banho-maria em fogo alto por uma hora e meia. Deixe esfriar, vire o queijão em uma travessa e decore.

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Balainho Dona Ricarda Pinto

1kg de coco ralado 6 ovos caipiras 1 pires (de chá) bem cheio de queijo ralado 2 colheres de manteiga 2 colheres de farinha de trigo 1 colher (chá) de noz moscada 1kg de açúcar refinado

Tire água dos cocos e junte com a água natural até dar 1 litro. Misture 1 kg de açúcar refinado e faça uma calda (ponto de fio). Depois despeje a calda ainda morna no coco ralado e misture os outros ingredientes: manteiga, queijo, farinha de trigo, noz moscada e ovos já batidos no liquidificador. Unte bem as forminhas com manteiga, depois passe na farinha de trigo, no leite, e novamente na farinha de trigo. Encha as forminhas e leve para assar por aproximadamente 30/40 minutos em forno quente.

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Pé de Moleque GrÃ-fino Anita Vargas da Silva

½ rapadura 1 lata de creme de leite 1 lata (mesma medida) de mel de abelha 1 colher de sopa bem cheia de manteiga 1 colher de chá de fermento em pó 1 kg de amendoim torrado e descascado

Derreta a rapadura em 2 xícaras de chá de água. Depois de derretida, tire do forno e deixe esfriar, coloque o resto dos ingredientes, menos o amendoim. Volte ao fogo para dar o ponto de puxa mole. Depois de tirar do fogo, acrescente o amendoim, vá misturando sem bater. Unte o mármore e despeje o doce, cortando em quadrinhos. Sugestão para embalagem: enrole em papel celofane e amarre as extremidades com fitinhas coloridas.

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Cocada Isabel Cabral

2 cocos tamanho médio ralados grosso 6 copos americanos de açúcar 4 copos americanos de água

Em uma panela ou tacho derreta o açúcar até ficar tipo calda queimada; adicione a água até dar ponto de bala. Dica: para saber o ponto, em um pires com água pingue a calda; se ela ficar firme e der para pegar como uma bala, estará pronta. Acrescente o coco e mexa até secar a água do coco. O ponto é quando estiver seco e saltando do fundo da panela. Tire do fogo e coloque em pequenas quantidades com colheradas, mexendo pouco e moldando o formato.

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Forró e Sabor