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Tenda Paulo Freire de Educação Popular 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Universidade Federal do Maranhão – UFMA, 25, 26 e 27 de julho de 2012

Data/Horário

25 de julho

26 de julho

27 de julho

08h30 às 09h

Acolhida

Vivência de integração e acolhida

Vivência de integração e acolhida

09 às 11h30

Oficina – “Ciência, cultura e saberes tradicionais: caminhos para a construção participativa de espaços” (construção coletiva e montagem da Tenda Paulo Freire).

Roda de conversa 1 – “O significado da valorização dos saberes populares e das tradições de espiritualidade para o atual debate das ciências”.

Roda de conversa 3 – “Universidade Popular: caminhos e desafios à academia e aos movimentos sociais” Facilitador(a): José Carlos Leite

Facilitador(a): Cláudia Baquit, Karen Emmanuela, Pedro Cruz.

11h30

Facilitador(a): Jucelândia Nicolau Debatedor(a): Elisdete Maria, José Carlos Leite e Luiz Alves Ferreira

Debatedor(a): Maria de Oliveira Luz, Dailton Lacerda e Representante da Universidade Movimentos Sociais Populares

Animador(a): Maria de Oliveira Luz

Animador(a): Lorena Moura

Sistematizador(a): Manoel Almeida

Sistematizador(a): Cláudia Baquit Roda de conversa 4 – “Inclusão produtiva com segurança sanitária” Facilitador(a): Elisdete Maria Debatedor(a): Dirceu Barbano, Francisco Lima Carneiro e Aparecida de Fátima Furlanes Veludo


Animador(a): Cláudia Baquit Sistematizador(a): Rosilene Mendes dos Santos 14h30 às 15h

Vivência de integração e acolhida

Vivência de integração e acolhida

Vivência de integração e acolhida

Resp: Manoel Almeida e Maria de Oliveira Luz.

Resp: Claudia Baquit e Heloisa Mendonça da Silva.

Resp: Antônio Allan Salles e Louisa Huber.

Roda de conversa 2 – “A produção de conhecimentos numa perspectiva popular e participativa: interfaces com o multiculturalismo”.

Roda de conversa 5 – “Educação e ciência em diálogo na organização da luta popular: possibilidades e desafios”.

15 às 17h30

Facilitador(a): Heloisa Mendonça da Silva Facilitador(a): Francisco Lima Carneiro

17h30 às 20h

Roda de conversa inaugural – “Caminhos para a transformação da produção hegemônica do saber: a Tenda Paulo Freire e sua intencionalidade política”

Debatedor(a): Marísia Oliveira da Silva e Douglas Verrangia

Debatedor(a): Dimas Matias, Elias Silva e Natanael Luiz de Sousa, Manoel Almeida e Constancia Barros.

Animador(a): Louisa Huber

Animador(a): Louisa Huber

Sistematizador(a): Karen Emmanuela

Sistematizador(a): Jucelândia Nicolau

Exibição de Vídeos de Extensão Popular e das Práticas Populares de Cuidado

Roda de conversa final – “Entre desafios e possibilidades: uma análise coletiva dos espaços nacionais da educação popular hoje” Facilitador(a): Antônio Allan Salles

Facilitador(a): Louisa Huber Debatedor(a): Elias Silva e Dailton Lacerda.

Debatedor(a): Francisco Lima Carneiro e Marísia Oliveira da Silva

Animador(a): Heloisa Mendonça da Silva

Animador(a): Pedro Cruz

Sistematizador(a): Lorena Moura

Sistematizador(a): Karen Emmanuela


Detalhamentos

Facilitador(a): Quem irá coordenar os trabalhos, mediar os debates, garantir os limites de tempo de cada fala, animar as discussões e estimular o caráter ampliado e participativo da discussão. Até 03 minutos para descrever a roda de conversa e colocar sua pergunta geradora. Debatedor(a): Convidados com função de trazer falas iniciais de provocação (máximo de 8 minutos), levantando a bola da discussão. Animador(a): Trazer comentários, reflexões e aprofundamentos para o debate a partir das referencias da arte e da criatividade, com dinâmicas, poesias, cenopoesias, teatro, música, etc. Sistematizador(a): Coordenar todo o registro escrito e áudio-visual da roda, bem como a sistematização de um produto-encaminhamento da roda.


Espaços na Construção Compartilhada do Conhecimento: As Tendas de Educação Popular em Saúde

Permeadas pela ideia dos círculos de cultura desenvolvidos na pedagogia freireana, as Tendas de EPS, costumeiramente chamadas de Tendas Paulo Freire tem se apresentado como uma marca dos coletivos e movimentos de EPS. Nela são realizadas rodas de conversa, oficinas, intervenções artísticas, práticas populares de cuidado à saúde trazidos a partir de temas previamente definidos. Podemos identificar como o precursor e fonte inspiradora da Tenda Paulo Freire, o “Espaço Che” no Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre no ano de 2005, a partir deste, dezenas de tendas já foram realizadas em eventos significativos como Congresso da ABRASCO, Rede Unida, CONASEMS, Enfermagem, Medicina de Saúde e Comunidade entre tantos. Uma de suas características tem sido a sua construção compartilhada entre os atores dos coletivos de EPS desde sua formulação, promovendo assim a visibilidade das ações e práticas de EPS e a articulação entre os mesmos. Embora seja guiada pelo princípio da inclusão de novos atores e movimentos, basicamente podemos indicar como articuladores das Tendas: ANEPS, REDEPOP, ANEPOP, GT de EPS da ABRASCO, MOPS, MST, MORHAN, CMP*, entre outros. Por meio da articulação com parceiros locais tem inaugurado um novo jeito na realização dos eventos da área da saúde, promovendo o entrelaçamento entre a teoria e a prática, trazendo para cena atores historicamente invisibilizados neste contexto de produção do conhecimento e articulação política, como militantes e práticos populares de cuidado. Com o apoio da organização dos eventos procura-se articular a intencionalidade dos debates à proposta temática dos mesmos a fim de não serem entendidas como “paralelas”, “alternativas”, “mostra popular” ou tão somente “artísticas” ou “folclóricas”. A Tenda têm como intencionalidade a dialogicidade entre práticas e saberes acadêmicos e populares e a superação de situações-limite na saúde utilizando-se metodologias participativas e problematizadoras. Esperamos que muitas tendas ainda sejam construídas e que as mesmas, cada vez mais, reverberem nas práticas do cotidiano do Sistema Único de Saúde


Detalhamento metodológico Oficina – “Ciência, cultura e saberes tradicionais: caminhos para a construção participativa de espaços” (construção coletiva e montagem da Tenda Paulo Freire). Facilitador(a): Cláudia Baquit, Karen Emmanuela, Pedro Cruz.

Roda de conversa inaugural – “Caminhos para a transformação da produção hegemônica do saber: a Tenda Paulo Freire e sua intencionalidade política” Facilitador(a): Louisa Huber Debatedor(a): Elias Silva e Dailton Lacerda. Animador(a): Heloisa Mendonça da Silva Sistematizador(a): Lorena Moura Objetivos: - Contextualizar a produção hegemônica do saber e sua concepção epistemológica; - Identificar outros modos de produção do saber a partir da Educação Popular; - Debater o papel da Tenda Paulo Freire e sua intencionalidade política. Programação: Dialogar sobre como o conhecimento é produzido e a quem este tem servido, com que intenção e qual o seu produto. Pergunta geradora: A Tenda Paulo Freire se constitui realmente num espaço político e de construção contra-hegemônica do saber?

Roda de conversa 1 – “O significado da valorização dos saberes populares e das tradições de espiritualidade para o atual debate das ciências”. Facilitador(a): Jucelândia Nicolau Debatedor(a): Elisdete Maria, José Carlos Leite e Luiz Alves Ferreira Animador(a): Maria de Oliveira Luz Sistematizador(a): Dimas Matias da Silva


Roda de conversa 2 – “A produção de conhecimentos numa perspectiva popular e participativa: interfaces com o multiculturalismo”. Facilitador(a): Francisco Lima Carneiro Debatedor(a): Marísia Oliveira da Silva e Douglas Verrangia Animador(a): Louisa Huber Sistematizador(a): Karen Emmanuela Provocações O multiculturalismo põe em questão o tipo de tratamento que as diversas identidades tiveram, e vêm tendo. A perspectiva multicultural combate preconceitos e estereótipos que justificam inferiorização de alguns grupos culturais. Necessário reconhecer a construção histórica de assimetrias, e de que essa assimetria se apresenta nesse diálogo intercultural. No Contexto da Reunião da SBPC importante discutir e criticar o papel histórico das ciências nessa construção de assimetrias e de como as ciências podem contribuir para a reformulação da memória histórica, inclusive de estudos das culturas populares, as culturas originárias do nosso país e na desconstrução dessas assimetrias. Os individuos são livres para construir suas identidades, fazer escolhas de suas pertinências sociais, políticas e culturais. Esse princípio é garantido na esfera privada e na esfera pública?São possibilitadas, desejadas, buscadas, planejadas como constituinte dos processos de saúde, as manifestações culturais distintas daquela que organiza e estrutura o serviço de saúde? Como acolher nos espaços públicos, nos serviços, escolas de formação, essas diferenças culturais, já que são espaços nos quais se deveria garantir a igualdade independente dos traços peculiares dos indivíduos e grupos? Objetivos: 1. Discutir possibilidades de produção de conhecimentos numa perspectiva participativa popular, a partir de experiências da Educação Popular; 2. Refletir sobre os aspectos multiculturais envolvidos no processo de produção de conhecimentos assim orientado. 3. Destacar a relevância e contribuição da Educação Popular no processo de produção de conhecimentos tendo em vista o compromisso ético político com a transformação da nossa realidade social. Programação:


No primeiro momento, será feita uma exposição breve a respeito do modo tradicional e (hegemônico) de produção de conhecimento, observando as implicações ético-políticas envolvidas. Para em seguida, apontar a Educação Popular como via alternativa de produção de conhecimento fundamentada no compromisso ético-político com o meio popular e a transformação da sociedade. No segundo momento, será lançada para os participantes da roda, a pergunta geradora, para que o diálogo e o processo de trocas de experiências sejam favorecidos. No terceiro momento, será feita pelos debatedores uma síntese oral das discussões desenvolvidas na roda em termos do tema abordado. Perguntas geradoras: Como o conhecimento científico das Ciências Naturais pode impactar na visão sobre nós mesmos e sobre @ outr@? Como a Educação Popular pode contribuir na produção de conhecimentos, numa perspectiva popular e participativa? Que aspectos do multiculturalismo estão aí envolvidos?

Roda de conversa 3 – “Universidade Popular: caminhos e desafios à academia e aos movimentos sociais” Facilitador(a): José Carlos Leite Debatedor(a): Maria de Oliveira Luz, Dailton Lacerda e Representante da Universidade Movimentos Sociais Populares Animador(a): Lorena Moura Sistematizador(a): Cláudia Baquit Contextos: A proposta da Universidade Popular dos Movimentos Sociais emerge em um momento em que constata os limites do saber acadêmico e/ou disciplinar e o reconhecimento dos saberes gerados fora do âmbito da academia. Não se trata de desconsiderar o papel do saber acadêmico, mas tão somente de reconhecer os seus limites, entre eles o de ter desconsiderado e desqualificado o saber que não tem sua base no pensamento abstrato ou geométrico-abstrato. Se, como já foi apontado por Boaventura S. Santos, não se deve desperdiçar a rica experiência aportada pelo saber local, não é agora o caso de cair no outro extremo e desconsiderar o saber acadêmico. Afinal, são cerca de dois mil e quinhentos anos que este saber vem sendo construído. O desafio agora é conjugar estas duas formas saber, de tal modo que ambos sejam potencializadas e que ultrapassem os limites de que (ambas forma s de saber) são portadoras. Não se ignora que são assimétricas e que tem pontos de partida diferenciados -


uma funda-se, prioritariamente, na sensibilidade ou no mundo sensível, e a outra prioriza aspectos abstratos ou tornados abstratos pela razão -, mas as duas formas ou modalidades de saber são levadas a cabo pelo mesmo ser epistêmico - o sujeito cognoscente dotado de razão, de sentimentos, de sonhos e que aspira uma vida com mais justiça e igualdade. Destaca-se, também, neste processo o aprimoramento das experiências de Extensão Popular na direção do delineamento de princípios essenciais para a constituição de uma Universidade Popular, o que vem sendo fortalecido nos últimos anos em diversos locais do Brasil e do mundo, onde vêm merecendo destaque as reflexões e metodologias aperfeiçoadas pelo Programa de Educação Popular em Saúde da UFPB, assim como pelo Programa Interdisciplinar de Ação Comunitária, da mesma instituição, cujo coordenador – Emmanuel Falcão – tem se dedicado a sistematização de perspectivas teóricas de Universidade Popular, fortalecendo o debate fraterno com a UPMS e as outras iniciativas nesta mesma direção.

Objetivos : - Apresentar a proposta da Universidade Popular dos Movimentos Sociais, discutir as condições objetivas de sua efetivação e apontar os desafios e estratégias desta efetivação - Discutir a relação entre a universidade e a sociedade - Analisar o compromisso universidade com os movimentos sociais - Identificar alternativas para construção de uma universidade comprometida com o popular Programação : - A proposta da roda é dialogar sobre o papel da universidade na sua construção histórica enquanto instituição produtora,reprodutora e detentora de saber das classes dominantes. Para sistematizar esse saber, essas classes construíram espaços herméticos que excluíam (excluem?) a maior parte da sociedade. Os saberes populares são pouco considerados nesse espaço apesar de expressarem os valores epistemológicos do conhecimento. Pergunta geradora: Que universidade temos e qual seu compromisso com o meio popular?

Roda de conversa 4 – “Inclusão produtiva com segurança sanitária”


Facilitador(a): Elisdete Maria Debatedor(a): Dirceu Barbano, Francisco Lima Carneiro e Aparecida de Fátima Furlanes Veludo Animador(a): Cláudia Baquit Sistematizador(a): Rosilene Mendes dos Santos

Vivência de integração e acolhida Resp: Manoel Almeida e Maria de Oliveira Luz. Resp: Claudia Baquit e Heloisa Mendonça da Silva. Resp: Antônio Allan Salles e Louisa Huber.

Roda de conversa 5 – “Educação e ciência em diálogo na organização da luta popular: possibilidades e desafios”. Facilitador(a): Heloisa Mendonça da Silva Debatedor(a): Dimas Matias, Elias Silva, Natanael Luiz de Sousa, Manoel Almeida e Constancia Barros. Animador(a): Louisa Huber Sistematizador(a): Jucelândia Nicolau

Exibição de Vídeos de Extensão Popular e das Práticas Populares de Cuidado

Roda de conversa final – “Entre desafios e possibilidades: uma análise coletiva dos espaços nacionais da educação popular hoje” Facilitador(a): Antônio Allan Salles Debatedor(a): Francisco Lima Carneiro e Marísia Oliveira da Silva Animador(a): Pedro Cruz Sistematizador(a): Karen Emmanuela Objetivos : Refletir sobre os desafios e possibilidades atuais de inserção da Educação Popular nos diferentes espaços de nossa sociedade.


Programação: Exposição inicial e breve sobre alguns espaços atuais de inserção da Educação Popular no nosso contexto social (nacional). Em seguida, discutir na roda sobre os desafios e as possibilidades envolvidas nesse processo de inserção da Educação Popular nos espaços nacionais. Realizar uma síntese dos aspectos destacados na discussão em roda. Pergunta geradora: Quais os desafios e as possibilidades a serem considerados tendo em vista os atuais espaços nacionais de inserção da EP?


Tenda Paulo Freire de Educação Popular - 64ª SBPC!