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número 83 | 1ª edição | janeiro de 2012

Serviço de Autoatendimento Inscrições, emissões de certidões e boletos, consulta de cadastros, negociações e parcelamento de débitos a apenas um clique do mouse do seu computador. É essa a proposta do serviço de Autoatendimento que o Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª Região oferece através do seu site. Com fácil navegação e cadastro simples de realizar, o Auto-Atendimento do CRN-6 possibilita maior praticidade aos inscritos, que podem acessar seus dados on-line. Para quem ainda não experimentou o serviço, a dica é começar 2012 conectado.

Matérias

Como conservar alimentos após falta de energia. pág 02

ARTIGO >> Café da manhã: caracterização, consumo e importância para a saúde. pág 03

visite:

www.crn6.com.br Seminário de

Avaliação

A sede do Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª Região promove, nos dias 30 e 31 desse mês, o seminário de avaliação interna das atividades desenvolvidas ao longo do ano de 2011. Durante o encontro, os membros da plenária (diretoria, conselheiros efetivos e suplentes e funcionários) estarão reunidos para conferir as apresentações dos resultados da gestão, comissão e setores que compõem o CRN-6.

Boletim eletrônico quinzenal do Conselho Regional de Nutricionistas - 6ª região Diretoria do CRN-6

Presidente Nancy Aguiar

Vice-Presidente Patrícia Santos Tesoureiro Rodrigo Silveira

Secretária Ivany Amaral

Redação e Projeto Gráfico Multi Comunicação Corporativa


número 83 | 1ª edição | janeiro de 2012

Como conservar alimentos após falta de energia Publicação orienta como proceder quando houver queda de energia para manter os produtos e não consumir alimentos estragados Em caso de falta de energia elétrica é preciso tomar cuidado com os alimentos que normalmente ficam guardados em geladeiras e congeladores. Carne, frango, peixes, frutos do mar, leite e ovos se estragam facilmente se não forem mantidos em ambientes refrigerados ou congelados. Se não forem adequadamente armazenados, esses alimentos não podem ser consumidos mesmo bem cozidos, pois alguns micróbios e toxinas não são eliminados com o calor. Se houver um corte de energia as portas da geladeira e do congelador devem seguir fechadas para que a temperatura interna se conserve fria por mais tempo. O ideal é adicionar gelo aos compartimentos. O tempo máximo de conservação dos alimentos nessa

circunstância é de quatro horas na geladeira e de 24 horas no freezer. Passado este tempo, os produtos devem ser descartados. Quando a energia se restabelecer, se o período for inferior ao tempo mínimo de conversação (quatro horas na geladeira e 24 horas no freezer), é essencial observar se os alimentos congelados estão firmes e sem sinais de descongelamento como acúmulo de líquidos ou gelo por fora da embalagem. Nestes casos, os produtos não devem ser consumidos. No Brasil, a maioria das doenças transmitidas pela comida é causada pela Salmonella, Escherichia coli patogênica e Clostridium perfringens, pelas toxinas do Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. Os sintomas mais comuns são falta de apetite, náuseas, vômitos,

Alguns conselhos básicos Mantenha as portas da geladeira e do freezer fechadas para que a temperatura interna se conserve fria o maior tempo possível. Se a energia elétrica faltar por um período de tempo prolongado, aconselha-se adquirir blocos de gelo (se possível) para conservar a temperatura da geladeira a mais fria possível. Os alimentos devem ser bem cozidos, em especial, as carnes, frango, peixe e ovos. As sopas e caldos devem ser aquecidos até a fervura, por pelo menos 1 minuto. No caso das carnes, certifique-se de que seus líquidos estejam claros e não avermelhados. Ao reaquecer os alimentos já cozidos, assegure-se de que todas as partes do alimento sejam aquecidas igualmente. Lembre-se também que os alimentos cozidos não devem ser mantidos à temperatura ambiente por mais de 2 horas. Um cozimento adequado, com temperaturas acima de 70ºC, consegue matar quase todos os micróbios perigosos, garantindo um consumo mais seguro.

O que fazer quando a energia elétrica é restaurada? Observar se os alimentos congelados estão firmes e sem sinais de descongelamento, tais como acúmulo de líquidos ou gelo por fora da embalagem. Nesses casos, os produtos devem ser descartados. Também não se deve confiar no seu aspecto e cheiro, pois os alimentos podem estar contaminados mesmo que suas características não tenham sido alteradas. Jogue fora todo e qualquer alimento perecível (carne, frango, peixe e ovo) que tenham permanecido a uma temperatura acima de 5°C por mais de 2 horas. Cuidado Os alimentos perecíveis como carne, frango, peixes, frutos do mar, leite e ovos, que NÃO se mantiveram adequadamente refrigerados ou congelados, podem causar doenças com graves consequências se forem consumidos, mesmo que bem cozidos, pois alguns micróbios e toxinas não são eliminados com o calor

diarréia, dores abdominais e febre. Para evitar estas enfermidades, os alimentos devem ser bem armazenados e bem cozidos, em especial, as carnes, frango, peixe e ovos. As sopas e caldos devem ser aquecidos até a fervura, por pelo menos um minuto. Ao reaquecer os alimentos já cozidos, é preciso se assegurar de que todas as partes do alimento sejam aquecidas igualmente. Um cozimento adequado, com temperaturas acima de 70ºC, consegue matar quase todos os micróbios perigosos, garantindo um consumo mais seguro. No site do Ministério da Saúde está disponível orientações com os cuidados sobre falta de energia e alimentos. Fonte: portal.saude.gov.br


número 83 | 1ª edição | janeiro de 2012 ARTIGO

Café da manhã: caracterização, consumo e importância para a saúde TRANCOSO, Suelen Caroline; CAVALLI, Suzi Barletto e PROENCA, Rossana Pacheco da Costa Pesquisadoras do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) caracterizaram a importância do consumo do café da manhã para a saúde em texto publicado na Revista de Nutrição, volume 23, número 5 de 2010. A partir da revisão de artigos científicos publicados sobre o tema, observou-se o estabelecimento de uma relação positiva entre o consumo frequente e adequado do café da manhã com baixo risco de sobrepeso e obesidade, bem como com a melhoria no rendimento escolar. Relaciona-se, assim, o habito de consumir café da manhã com um estilo de vida saudável. Esta revisão demonstra que, apesar do café da manhã ser considerado, em várias regiões do mundo, uma das 3 principais refeições do dia, juntamente com o almoço e o jantar, existem evidências científicas da diminuição do seu consumo, o que caracteriza uma modificação importante do comportamento alimentar atual. Entre as razões para o declínio no consumo de café da manhã, destacam-se mudanças no estilo de vida contemporâneo da população, tais como, aumento do número de indivíduos que moram sozinhos, falta de tempo para realizar as refeições e particularidades no consumo de pratos diferentes pelos membros da família. Cabe destacar que a omissão do café da manhã não é vista como uma atitude saudável, sendo possível relacioná-la com consequências prejudiciais à saúde. O não consumo de café da manhã apresenta relação com aumento do consumo de lanches calóricos (ricos em carboidratos e gorduras), inviabilização da elevação da glicemia aos níveis necessários às atividades matinais e favorecimento de uma possível deficiência de cálcio.

Assim, estudos permitem traçar um perfil dos consumidores frequentes de café da manhã, composto por pessoas adultas que praticam atividade física, não fumantes, que não fazem uso frequente de álcool e que controlam o peso, bem como por crianças e adolescentes com bom rendimento escolar (melhor desempenho cognitivo, atenção, memória para atividades escolares, e frequência escolar). Autores demonstram que crianças e adolescentes que consomem o café da manhã despendem mais tempo nos estudos do que os não consumidores dessa refeição; consequentemente, esses alunos apresentaram melhor rendimento escolar. Por outro lado, o perfil dos não consumidores desta refeição é composto por pessoas com baixa frequência de atividade física, fumantes, que fazem uso frequente de álcool, apresentando sobrepeso e obesidade (principalmente adiposidade visceral) que fazem dietas restritivas sem acompanhamento, bem como por crianças e adolescentes com déficit no aprendizado. As pesquisas analisadas identificaram que o consumo do café da manhã aumenta com a idade quando se trata de adultos, entre 18 e 60 anos e diminui em crianças e adolescentes, entre 4 e 18 anos. Constatam ainda que, na idade adulta, em geral, o consumo de café da manhã é predominantemente maior que em outras fases da vida. Já na omissão desta refeição cabe destaque as adolescentes do sexo feminino, que se preocupam com a imagem corporal levando a dietas restritivas sem orientação, situação em que a prática de omitir refeições é muito comum e pode levar a sérios problemas de saúde. As recomendações científicas são de que o café da manhã deve ser uma refeição com alimentos ricos em nutrientes, fontes de fibras, cálcio e energia. Que, para a realidade

brasileira, atenda um consumo médio de 500 kcal, o que representa 25% do Valor Energético Total (VET) que é de 2 mil Kcal conforme sugere o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde para adultos eutróficos. No Brasil, a composição mais habitual do café da manhã é composta por: leite, café, pães, frios (queijos e apresuntados), biscoitos, frutas e sucos de frutas, geléias, manteiga/margarina. Outro alimento identificado no café da manhã como forma de escolhas saudáveis são os cereais matinais. No entanto, o texto salienta que a escolha deste cereal deve ser encarada com cuidado, pois muitos deles são elaborados com farinhas e açúcar refinados, adicionados de vitaminas e minerais, sendo, portanto, fontes de carboidratos simples e micronutrientes artificiais. Em comparação, são recomendados aqueles cereais matinais elaborados com farinhas integrais, oleaginosas e açúcar mascavo, sendo fontes de carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais. Essa pesquisa, desenvolvida como uma dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), serviu de base para o desenvolvimento de um instrumento de Avaliação da Qualidade nutricional e sensorial de bufês de Café da Manhã (AQCM). Esse instrumento pode ser utilizado por gestores de Unidades Produtoras de Refeições (UPR) para avaliar se a oferta de alimentos no bufê de café de amanhã é adequada. Sugere um padrão mínimo para garantir a qualidade nutricional e sensorial desta oferta de alimentos, além de fornecer alternativas de melhorias por meio de um plano de ação estruturado. Artigo reduzido. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S1415-52732009000500013&lng=pt& nrm=iso&tlng=pt

Os artigos publicados neste boletim são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião do Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª região.


Boletim 83  

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