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número 76 | 2ª edição | setembro de 2011

NOTAS

Jornada de Comunicação CFN/CRN Nos dias 13 e 14 de setembro foi realizado em Minas Gerais (BH), a 2ª Jornada de Comunicação do Sistema CFN/CRN. Na programação palestras com o jornalista e doutor em comunicação social, Jorge Duarte, que apresentou as funções e trabalho da Assessoria de Imprensa, e com o mestre em comunicação, André Rosa, sobre Mídias Sociais. O CFN fez uma retrospectiva das campanhas nacionais de 2004 a 2011, sendo esta última discutida e avaliada pelos presidentes e assessores de comunicação dos conselhos regionais. No encontro, houve a votação para campanha que será trabalhada pelo federal e regionais em 2012. Representando o Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª Região (CRN-6) na Jornada, a presidente Nancy Aguiar, a secretária Ivany Amaral e a jornalista Janayna Brasil pela Multi Comunicação Corporativa, assessoria de imprensa do CRN-6.

Matérias

Projeto Nova Horta em escola de Petrolina pág 02

ARTIGO >> Estado nutricional de crianças com paralisia cerebral pág 03

Boletim eletrônico quinzenal do Conselho Regional de Nutricionistas - 6ª região

CRN-6 no Dia do Idoso

Diretoria do CRN-6

Presidente Nancy Aguiar

Vice-Presidente Patrícia Santos Tesoureiro

No dia 5 de outubro, será comemorado o Dia Nacional do Idoso com ação do CRN-6 no município de Paulista, em Pernambuco. Na prestação de serviço que ocorrerá das 8 às 13 horas, no Jardim Coronel, será oferecida a população ações de promoção à saúde com palestras educativas, programa de exercícios físicos, orientação nutricional e atividades de lazer.

Rodrigo Silveira

Secretária Ivany Amaral

Redação e Projeto Gráfico Multi Comunicação Corporativa

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número 76 | 2ª edição | setembro de 2011

Projeto Nova Horta

contempla escola de Petrolina em Pernambuco diz. Ainda de acordo com a coordenadora, serão oferecidos insumos agrícolas para a implantação do projeto e apoio técnico para manutenção das hortas. O gestor do Santa Teresinha, Cristiano Dias, agradeceu as pessoas diretamente ligadas ao Nova Horta, e enfatizou a satisfação por ser a primeira escola do município a receber o projeto e ressaltou que a equipe, assim como todos os alunos, estão abraçando a causa.

A

A Prefeitura Municipal de Petrolina, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e com apoio das Secretarias de Educação e Irrigação, colocou em prática desde o dia 31 de agosto, o “Programa Nova Horta, Semeando Qualidade, Colhendo Saúde”, que tem como intuito implantar hortas nas escolas municipais, ajudando assim a promover práticas de vida saudáveis para a população. A primeira instituição de ensino contemplada com a iniciativa foi a Escola Municipal Santa Teresinha, no bairro Dom Avelar. A ação também fez parte das comemorações em alusão ao Dia do Nutricionista e contou com a presença dos alunos, gestor da unidade, Cristiano Dias, professores, além de representantes das Secretarias envolvidas. O Projeto foi idealizado pela SMS, através da Coordenação da Assistência Nutricional e da Atenção Básica à Saúde (ABS). “Sabemos hoje que muitas das nossas escolhas começam na escola e é neste ambiente que devemos in-

centivar as práticas saudáveis, orientando quanto à importância de uma alimentação balanceada, com frutas e verduras, pois tudo isso nos ajuda a melhorar a qualidade de vida. Estes alunos terminam aprendendo nas escolas e se tornanado agentes multiplicadores, passando o conhecimento adiante. É isso que pretendemos, que o ensinamento adquirido seja passado também para outras pessoas”, destacou Lúcia Giesta. A coordenadora da Assistência Nutricional, a nutricionista Eliana Rocha, explica que serão desenvolvidas ações de orientação nutricional nas escolas e técnicas de manejo da agricultura ecológica com os alunos. “Nossa intenção é favorecer a prevenção e trabalhar com a promoção à saúde, desenvolvendo estratégias para novas práticas alimentares e discutindo a educação permanente com relação a orientação nutricional e além disso vamos fornecer as hortaliças para utilização na merende escolar”,

A escola recebeu todo o material de apoio, como sementes, instrumentos para que possa ser executado o plantio, camisas, bonés, entre outros materiais necessários. Em contrapartida, a unidade de ensino está disponibilizando os alunos que irão ajudar no manejo com as hortaliças e contará com o apoio da SMS em relação a parte técnica e a orientação quanto a alimentação. A proposta da Secretaria de Saúde é de que o projeto seja ampliando e contemple diversas escolas no município. Além da instituição de ensino Santa Teresinha, no Dom Avelar, outras duas escolas também já foram visitadas e em breve receberão o Nova Horta, uma no bairro Vila Eduardo e outra na Agrovila Massangano.

Fonte e texto: Assessoria de comunicação da prefeitura municipal de Petrolina


número 76 | 2ª edição | setembro de 2011 ARTIGO

Estado nutricional de crianças com paralisia cerebral

Ana Lúcia Alves Caram; André Moreno Morcillo; Elizete Aparecida Lomazi da Costa Pinto

As bases da atenção à saúde das crianças incluem a avaliação do estado nutricional e a identificação precoce de fatores de risco para desenvolvimento de deficiências nutricionais. Portadores de Paralisia Cerebral (PC) são, reconhecidamente, pacientes com risco para comprometimento nutricional. Relatos na literatura internacional identificaram altas frequências de desnutrição, e os distúrbios da deglutição são apontados como um fator de risco associado ao agravo nutricional. Avaliar o crescimento de crianças com paralisia cerebral é um desafio determinado por fatores como a incapacidade para assumir posição ortostática, restrições de movimento articular, desvios da coluna vertebral, contraturas musculares e baixo nível de cooperação. Estudo transversal incluiu 114 crianças com idades entre 2 a 12 anos, atendidas nos ambulatórios pediátricos de gastropediatria, ortopedia e neurologia infantil de um hospital terciário universitário. Os dados foram colhidos no período de junho de 2004 a janeiro de 2006. Os valores do National Center for Health and Statistics (NCHS) foram utilizados como referência de normalidade para comparação do peso, altura e IMC. Com o perímetro do braço e a prega cutânea tricipital, foram calculadas a Área Muscular do Braço (AMB) e a Área Gordurosa do Braço (AGB); para esses indicadores a referência para comparação foi Frisancho. Os pacientes foram definidos como desnutridos quando o indicador antropométrico relacionado por idade, em Escore-Z, assumiu valor <-2. A maior frequência de desnutrição foi encontrada na relação peso/idade. Na sequência foram mais acometidas as medidas IMC, altura, AGB e AMB. Os fatores associados ao potencial biológico de crescimento das crianças com sequelas de injúria cerebral e os padrões de crescimento determinados por esse potencial são incompletamente conhecidos. As razões do crescimento limitado nas crianças com PC provavelmente são multifatoriais e podem incluir fatores nutricionais, hormonais, osteomusculares e neurológicos. O conjunto dos valores antropométricos,

na amostra estudada, pode ser resumido na identificação de altas porcentagens de crianças apresentando comprometimento nutricional, em diferentes indicadores, padrão similar ao encontrado em estudos internacionais. Mais da metade das crianças apresentou média de Escore-Z da medida peso/idade <-2. Em estudos internacionais que mensuraram os indicadores peso/idade e altura/idade, os valores encontrados foram reportados de diferentes maneiras. Stevenson encontrou 19% das crianças com peso/ altura abaixo do percentil 50, Krick et al. reportaram que 10% das crianças, na idade de 8 anos, apresentavam altura/idade inferior à referência NCHS, Samson-Fang & Stevenson, nutricional, para essa medida, em 38% da casuísidentificaram valores da relação peso/altura tica e, ainda, nos pacientes com comprometimeninferiores ao percentil 10 em 45% das crianças, e to motor intenso, a desnutrição atingiu frequência Sullivan et al. identificaram comprometimento de 49%. Nos países em desenvolvimento, ao lado dos determinantes biológicos, devem ser considerados os fatores socioeconômicos que, muitas vezes, atuam prejudicando o crescimento de todas as crianças e, em particular, daquelas com necessidades específicas. Nesta pesquisa, a maioria das crianças pertencia à classe social D, na qual fatores ambientais associados a dificuldades sócioeconômicas atuam de maneira desfavorável no crescimento de crianças. As crianças com PC do tipo tetraparético são caracterizadas por comprometimento motor grave, alta frequência de distúrbio de deglutição e maior número de ocorrências mórbidas. Esse tipo de PC foi o mais frequente na amostra estudada e, certamente, influenciou os resultados obtidos. Muitas crianças avaliadas no presente estudo poderiam ter sido beneficiadas por investigação e manejo nutricional como parte de seus cuidados integrais desde idades precoces, porém poucas crianças receberam orientação nutricional ou qualquer recomendação nutricional especializada até o momento da presente avaliação. Muitas

vezes, o pediatra é o primeiro profissional a entrar em contato com esses pacientes. Assim, é este profissional quem deve indicar, o mais oportunamente possível, a necessidade de acompanhamento multidisciplinar. Estudos internacionais relataram dados referentes ao acompanhamento longitudinal do estado nutricional de crianças com PC, obtidos antes e após a realização de gastrostomia como via alimentar alternativa. A gastrostomia está associada com ganho de peso, diminuição das ocorrências de doenças pulmonares e das taxas de mortalidade. É evidente a necessidade de identificar e conduzir distúrbios da deglutição, mesmo que, em muitos pacientes, o tratamento possa implicar administração dos alimentos por vias alternativas da via oral. Tais estudos, no entanto, não avaliaram a melhor oportunidade para início dessas intervenções, uma informação necessária para reprodução dos bons resultados em populações seguidas por gastroenterologistas, pediatras e nutricionistas. Estudos que identifiquem o momento mais adequado para instalação de vias alimentares alternativas são necessários. A amostra de crianças com paralisia cerebral caracterizou-se por alta frequência de desnutrição. Peso, altura, IMC e avaliação de massa gordurosa e muscular mostraram valores significantemente inferiores aos das tabelas de referência do NCHS. Escores-Z <-2 para as relações peso/idade e IMC/idade foram observados em respectivamente 50,8% e 45,5% das crianças. Um terço das crianças apresentou desnutrição em outros parâmetros antropométricos, incluindo altura, prega cutânea tricipital, massa muscular e gordurosa do braço. O tipo tetraparético de PC foi o que apresentou maiores frequência e gravidade de comprometimento nutricional, com 72,4%, 73,1% e 75,6% de desnutridos respectivamente para peso, IMC e área gordurosa do braço. A dificuldade em deglutir foi o fator que influenciou significativamente o estado nutricional das crianças, interferindo negativa e globalmente em todos os indicadores. Artigo reduzido. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S1415-52732010000200004&lng=pt&nrm=iso

Os artigos publicados neste boletim são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião do Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª região.


Boletim 76