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N潞 11- ano inverno 2013 E.C. Territ贸rio Tamoio


EXPEDIENTE Coletivo Editorial

PRANTO DA TERRa Ana Marques Cal Tamoio Luiz Felipe Ribeiro (Terra Molhada) Rafael Trilhadovento COLABORADORES: Calixto Circe Cency Lua Serena Lugus Dagda Brigante Karina Ártemis Afrodite Wagner Périco Camila Dias Carol Luanin Tyrfang Hollydragon Mauricio Melo Fred Cerdeira


index Notícias

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Roda do Mundo: Wanen

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Entrevista: Léo Artese Pág.18

Pág.10

Capa: Dia do Orgulho Pagão

Dia do Orgulho Pagão no Brasil Pág.24 Pág.30

Wicca e Sacerdócio na Era Digital

Tecnomagia

Pág.34

Magia Prática

Pág.36

Flauta de Pã

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Artigo


JULGAMENTO DO CASO IRMÃ DOROTHY É ANULADO

APLICATIVO AVISA SE SUA COMIDA É «MONSANTO FREE» o Buycott mostra árvore genealógica corporativa dos produtos enquanto você faz compras. O aplicativo em si é o trabalho de um programador freelance de 26 anos, Ivan Pardo, que dedicou os últimos 16 meses para o projeto. Disponível para download no iPhone ou Android (e segundo os últimos updates, em 10° lugar na listas dos mais baixados) com o Buycott você pode digitalizar o código de barras de qualquer produto e o aplicativo gratuito vai traçar todo o caminho de volta até o topo da pirâmide corporativa, incluindo conglomerados como a Koch Industries e a Monsanto. Ao digitalizar uma caixa de adoçante Splenda, por exemplo, você verá que o fabricante, McNeil nutricionais, é uma subsidiária da Johnson & Johnson. Você ainda pode aderir a campanhas feitas por usuários para boicotar empresas que trabalham com transgênicos ou desmatam, ou mesmo verificar quais apóiam causas como o casamento gay e causas sociais. Consumo consciente!

Em 12 de fevereiro de 2005, a missionária americana Dorothy Stang, que fazia parte da Comissão Pastoral da Terra foi assassinada com seis tiros em Anapu, PA. O crime faz parte da campanha de terror que envolve disputas de terra, crises de falta d'água, trabalho escravo, estupros e outras violências dentro da Amazônia Legal. A missionária de 73 anos foi emboscada em uma estrada de terra e possuía apenas o seu livro sagrado para se defender se seu algoz. O julgamento do caso foi anulado. A decisão a favor do assassino se baseou no argumento de que o defensor público não teve tempo suficiente para defender adequadamente o réu. Mesmo assim, Vitalmiro Bastos de Moura continua preso. Defensora de uma reforma agrária justa e reflorestamento, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica. A concentração de terras e os escassos avanços da reforma agrária no interior do país são recorrentes na Amazônia hoje, e casos como esse continuam a manchar o solo de sangue, deixando acossadas populações camponesas, ribeirinhas, indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, que são pressionadas por megaempreendimentos, indústrias, mineradoras e madeireiras interessadas em suas terras. São casos terríveis que ocorrem no interior do país, tão rico em recursos e desprovido de atenção das autoridades, que parecem ser coniventes com o modelo de desenvolvimento em vigor na região amazônica, baseada na violação dos direitos humanos e das leis ambientais.

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ONG PREGA SEXO LIVRE PARA PROTEGER A NATUREZA «Salvar o planeta é sexy" e "Por que não ter tesão por uma boa causa?" são os lemas da ONG Fuck For Forest (algo como "transe pela floresta"). Criada por um casal norueguês em 2004, a FFF é objeto de um documentário recém-lançado que tem causado polêmica em festivais nos Estados Unidos e na Europa e que deve estrear por aqui no próximo Festival do Rio. "Queremos chamar a atenção para questões importantes: ecologia e sexualidade, a nossa 'natureza' como seres humanos", diz o norueguês Tommy Hol Ellingsen, 36, e Leona, 29, são namorados, mas não monogâmicos. São predominantemente heterossexuais, abertos a novas experiências. A fórmula é simples: no site da ONG, fuckforforest.com, o grupo oferece fotos e vídeos deles mesmos e de voluntários, nus e em performances amadoras de sexo explícito, na maioria das vezes, no meio do mato. Você pode aderir sendo ativista erótico e doando fotos e vídeos mensalidade. Também estão à venda no site camisetas, pôsteres e calcinhas e cuecas usadas O dinheiro arrecadado vai para projetos ecológicos em países como o Peru, a Costa Rica e o Brasil. "Sexo ainda é um tabu para muita gente. E um dos nossos objetivos é ajudar as pessoas a entenderem melhor a sua sexualidade, não tratar o sexo como produto. Não fazemos pornografia e não dizemos para os voluntários o que fazer, como agir. Encorajamos a experimentação e a diversão. Queremos que seja natural, como se estivessem fotografando a natureza", diz Tommy. Cerca de 1.300 militantes já experimentaram, divertiram-se e doaram suas imagens eróticas em nome da causa ecológica, que, eles dizem, rendeu cerca de R$ 800 mil até hoje (aproximadamente R$ 89.000 anuais). Na lista de projetos apoiados pelo grupo, há iniciativas na Eslováquia, no Peru, no Equador e na Costa Rica, além de dois projetos no Brasil. Um deles é chamado de "Nature and Indian Reserve"; outro é o Centro Holístico Aldeia da Mata Atlântica, que eles conheceram no Fórum Social Mundial. Tommy e Leona explicam que sempre investem em projetos pequenos, que não têm visibilidade, com dificuldades de conseguir patrocínio e com filosofia parecida com a deles. Em suas visitas ao Brasil, o casal chegou à conclusão de que as pessoas por aqui têm a cabeça bem aberta, sexualmente falando. "Principalmente no Rio", diz Tommy. "Lá, as pessoas ficavam sempre felizes em participar das atividades eróticas que a gente propunha." A dupla gostou tanto do Brasil que pretende morar um tempo na América do Sul, para estar mais perto das entidades que precisam de ajuda, e busca iniciativas interessantes para receber os fundos do FFF. Trailer do documentário http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ayEnf9pvA5A Página do Facebook www.facebook.com/FFFTHEMOVIE

Sítio arqueológico indígena é descoberto em meio às obras da Nova Tamoios

Imagem: divulgação

Vestígios do grupo indígena Aratu foram encontrados em uma área próximo às margens do Reservatório de Paraibuna, no Vale do Paraíba, em São Paulo. O local fica próximo as obras da construção da Nova Tamoios. De acordo com a DERSA, além de inúmeras urnas funerárias, foram encontrados fragmentos de utensílios cerâmicos e material lítico lascado, predominantemente em sílex e quartzo, utilizados geralmente como ferramentas de corte e perfuração. Pela quantidade de peças encontradas, trata-se de uma grande aldeia, com centenas de pessoas. A descoberta surpreendeu arqueólogos, pois a presença do Grupo Aratu, cuja população indígena mais comum era a Tupiguarani, é rara na região do Vale do Paraíba. Estima-se também que os índios tenham vivido nessa região antes do período de colonização do Brasil, por volta de 1400. Ainda de acordo com o estudo realizado pela Dersa, os vestígios encontrados não apontam indícios de que a tribo tinha contato com portugueses, que chegaram ao país em 1500. Os trabalhos de prospecção e resgate arqueológicos foram realizados pela DERSA como parte das obras da Nova Tamoios. A Dersa afirma que a área em que os vestígios foram encontrados não será afetada diretamente pelas obras, por isso será preservada e utilizada para pesquisas. A partir de sua descoberta ela passa a ser patrimônio arqueológico da União. Fonte: Último Segundo - IG


Os Sedutores Gatos de

MARDOLL por Wagner Perico


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Os Quatro Elementos do PPP

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Temperanรงa, Pagan Tarot (Lo Scarabeo Public.)

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A Grande

TEIA

por Ana Marques

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Pranto da Terra #11