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Canas Revista

Escola Bรกsica dos 2ยบ e 3ยบ Ciclos

Ano 2 - Marรงo 2014


O ABC SOBRE A MINHA ESCOLA

Atividades a nossa escola organiza. Bullying não há muito na nossa escola. Cantina é onde nós almoçamos. Diretor dos alunos é o professor Carlos Jorge. Enfeitar a escola pode ajudar com as tuas ideias. Funcionários, são eles que cuidam da limpeza a escola. GIP é onde os meninos mal comportados vão. Humilde é o que a nossa escola é. Imaginação, nós temos para os trabalhos. Jardins da escola são bem tratados. Ludoteca, nós vamos quando temos feriado. Manuais Escolares, o 1ºescalão tem direito a todos Novos amigos, podes arranjar aqui. O melhor amigo da escola é o Canas. Pavilhão é onde nós temos Educação Física. Queremos o melhor para a escola. Respeito pelos professores, nós devemos ter. Segurança, a nossa escola tem. Trabalhos bons vão para o jornal da escola. União, tu tens que ter com a tua turma. Vivemos várias aventuras na escola com os nossos colegas e professores. Xadrez, tu podes aprender a jogar. Zelar muito pelos nossos bens materiais.

Disciplina: F.P.S Nome: Fátima Fernandes, nº 6 6º Ano , Turma: 8


Muito me apraz dar “voz” a este Editorial que marca a cele-

do século XXI que vive em descrédito e em constante mu-

bração dos 15 anos da nossa escola. Bem hajam! Quem

dança. Não esqueçamos que, por melhor que seja uma es-

celebra coisas simples da vida, vive simplesmente uma vida

cola, ela nunca vai suprir a carência de uma família ausen-

fantástica.

te. Portanto, a família deve participar de verdade no

Como os leitores devem calcular, há, aqui, uma motivação

processo educativo dos filhos.

afetiva aliada à minha prática profissional porque sou do-

Importa salientar que a conjuntura atual da sociedade ape-

cente desta escola de há 15 anos a esta parte e desempe-

la à sensibilidade e audácia de todos os cidadãos. Nós, edu-

nho o cargo de presidente do Conselho da Comunidade

cadores, temos mais do que nunca, a imperiosa tarefa de

Educativa desde o ano 2000. É meu propósito fazer uma

ensinar/educar adequando à nossa realidade, superando as

breve reflexão sobre a escola no seu todo, salientando que

dificuldades advindas de vários fatores externos à escola,

muito se tem feito para ganhar a nossa identidade e cultura

às quais não nos podemos alhear. A educadora Isabel Alar-

de escola. O Projeto Educativo, a carta de missão, o plano

cão afirma: “A Escola tem a função de preparar cidadãos,

anual de escola e o regulamento interno são documentos

mas não pode ser pensada apenas como tempo de prepa-

orientadores que norteiam a equipa diretiva e toda a comu-

ração para a vida. Ela é a própria vida, um local de vivência

nidade escolar. “Pelo sonho é que vamos… Chegamos? Não

de cidadania.” A corroborar esta ideia, reside o dever de

chegamos?” Projetos, dinâmicas, sinergias, equipas multi-

toda a sociedade e de qualquer educador – profes-

disciplinares, avaliação, autoavaliação, implementação de

sor, pai, amigo, conselheiro – assumir o dever de

processos de melhoria e muito mais. Buscamos qualida-

contribuir para que os jovens possam estar prepara-

de, um importante atributo que se associa a tudo

dos para o futuro que os espera. Eles serão os líderes

aquilo que nos propomos realizar.

de amanhã e desempenharão diferentes papéis para os

Desde a criação até à data, a nossa escola tem marca-

quais serão incumbidos.

do a diferença pela forma como se envolve e como

Termino com o refrão do hino da escola, fruto da minha

envolve a comunidade. Liderada por um conselho execu-

inspiração poética, que continua a ter, para mim, um senti-

tivo inovador e dinâmico, a nossa instituição possui

do metafórico intemporal e traduz a filosofia da Escola Bási-

uma estrutura organizativa centrada em práticas

ca dos 2º e 3º Ciclos do Caniço: Escola de qualidade/pátio

pedagógicas assentes na dinâmica de equipa de es-

de sonhos, paixões/caminho para o futuro/viveiro de profis-

pírito cooperativo, que potenciam a aprendizagem e

sões.

constituem o grande motor do desenvolvimento pessoal dos

O meu agradecimento a todos aqueles que ajudam a cons-

jovens. Todos nós devemos ser permeáveis, sabendo reco-

truir a nossa história. O futuro da escola é de todos nós!!!

nhecer-nos a nós próprios sem complexos, estando dispostos a contribuir de forma cooperante para a formação académica e cívica dos nossos alunos, perante esta sociedade

Professora Madalena Andrade Presidente do CCE

3 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Ficha técnica Diretor da publicação: Armando Morgado Coordenadores: Teotónia Paixão e Toni Gomes Capa: A equipa da Revista Edição: Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço Fotografia: Arquivo D/R Execução gráfica: A equipa da Revista Periodicidade: Anual— Março 2014 Colaboraram nesta edição: Toda a comunidade educativa Agradecemos a todos os que colaboraram na entrega de material para a elaboração desta revista.


A MELHOR TURMA(…)

(…) FOI AO PORTO SANTO Nos dias 7 e 8 de novembro de 2013, a nossa turma (atual

quartel, bem como as nossas coisas. Posteriormente, ainda

8º1), acompanhada por alguns professores, foi ao Porto

pudemos ir à praia aproveitar os últimos momentos.

Santo, após ter ganhado o prémio escolar da “Melhor turma”. Ficámos hospedados, por uma noite, no quartel do Exército no Porto Santo, onde fomos muito bem recebidos.

Próximo do meio-dia, fomos almoçar a um restaurante e depois, enquanto fazíamos a digestão, passeámos pela vila do Porto Santo. Ao final da tarde, subimos novamente ao quartel para nos

No quartel, após arrumarmos as nossas coisas, seguimos

prepararmos para o jantar, que decorreu também no mes-

para a praia e lá ficamos toda a tarde, o que foi muito di-

mo restaurante onde havíamos almoçado.

vertido.

Durante o percurso para a vila, começara já a chover. Po-

Quando saímos da praia, fomos ao supermercado comprar

rém, foi após o jantar, quando regressávamos ao quartel,

o necessário para confecionar o jantar. Assim, enquanto o

onde se encontrava a carrinha, que nos haveria de levar ao

professor Rui e alguns colegas da turma cuidavam de assar

porto, que começou a chover significativamente.

o frango, as professoras Nélia e Noémi cozinhavam o arroz e preparavam a salada. No dia seguinte de manhã, já com alguma tristeza por irmos embora, arrumámos o local onde pernoitámos no

Todos os participantes na viagem adoram estes dois dias e gostariam muito de voltar a repeti-los. Aluno: Henrique Sardinha 8º ano, turma 1

5 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Com o intuito de premiar o exercício de uma cidadania res-

aqueles alunos que, no ano letivo anterior, se destaca-

ponsável, a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço jun-

ram pelo gosto por aprender e pelas competências, en-

tou aos Prémios de Mérito Escolar, que premeiam os resul-

quanto cidadãos ativos, através dos prémios:

tados académicos, os prémios que reconhecem também competências e atitudes dos alunos que denotam, na sua formação, características de cidadãos ativos de uma sociedade futura.

Mérito Escolar; Arte/Inovação; Solidariedade/Companheirismo; Força de Vontade e Dedicação;

Assim, na festa de aniversário da nossa escola, no dia 2 de

Talento Musical (2º Ciclo).

março de cada ano, há sempre um espaço reservado para

Galardoados (da esquerda para a direita): Francisco pires (5º8); Carla Santos (6º8); Diogo Castro (7º3);

8 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

Jéssica Alcobia (8º7); Edna Batista (9º3); Helena Sousa (9º3).

A professora: Teotónia Paixão


Abertura do Ano Letivo Associa-se a Património

O tema proposto pelas Jornadas Europeias do Património de 2013, Património / LUGARES, serviu de mote à abertura solene do ano letivo 2013/2014 que teve lugar no dia 20 de setembro às 19h, junto da estátua do Cristo Rei na Ponta do Garajau, elemento de Património edificado da freguesia do Caniço e localizado em plena Reserva Natural Parcial do Garajau.

7 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


A Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço associou-se às

Património edificado da freguesia do Caniço, localizado em

comemorações das Jornadas Europeias do Património.

plena Reserva Natural Parcial do Garajau.

Estas são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da

O pôr do sol, num dos mais belos lugares da ilha, serviu de

União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, tendo co-

inspiração à cultura e ao convívio.

mo objetivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da proteção do Património. A Direção-Geral do Património Cultural, entidade responsá-

Na escola realizou-se uma exposição de fotografia, sobre a história e as gentes do Caniço, com o espólio da Casa do Povo do Caniço.

vel pela coordenação do evento a nível nacional propõe, para as Jornadas Europeias do Património de 2013, o tema Património/LUGARES. A Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço, enquanto escola associada à rede UNESCO, decidiu aceitar o desafio

A Equipa da Unesco

proposto e aderir a esta iniciativa. Deste modo, a abertura solene do ano letivo teve lugar no dia 20 de setembro às 19h, junto do Cristo Rei na Ponta do Garajau, elemento de

SONETO AO CRISTO REI DA PONTA DO GARAJAU Estão seus braços abertos e o oceano observando.

Ó Cristo Rei da Madeira! Do garajau Cristo Rei!

Erigido em magnífica ponta onde a mente vagueando…

Teus olhos são testemunhos dos amores que aí amei.

São teus medos que se escondem perigando a própria lei.

Teus braços o meu abrigo das memórias que chorei.

Neste lugar com história, te ergues tu, Cristo Rei! Na Ponta do Garajau, ó Cristo Rei da Madeira! Ó Estátua monumental, tão indiferente ao calhau.

Quem te contempla, te escuta e sua alma estremece …

O que escondes, hirto e firme, na ponta do Garajau?!

Quem te fala, pode ouvir-te e tua voz não esquece.

De um morgado há memória e de um francês escultor, bem sei. Neste lugar com história, te ergues tu, Cristo Rei. 8 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

20 de setembro de 2013 São Constantino


O Bom Senso de Sentir Bem no Senso Comum Depois de ter lido o título deste artigo, o caro leitor

O senso comum, criado muitas vezes por intermé-

deve ter pensado que se trata de uma brincadeira ou

dio de programas televisivos que promovem o

mesmo de um mero jogo de palavras que o autor

acontecimento rápido, as emoções fortes e a au-

quis aliterar. Não se trata de nada disso. Apenas ur-

sência de consequências para qualquer comporta-

ge apresentar uma explicação para a escolha desta

mento, não parece ser o daquele que sente bem.

sequência de palavras. Cá vai!

O senso comum diz que os valores ancestrais da

A palavra senso, que nada tem a ver com os censos do recenseamento (peço desculpa pelo pleonasmo…), advém de um verbo latino, sentire, que significava obviamente sentir. Ora, estes verbos da famigerada língua defunta (pelo menos é assim que é tida no senso comum…) tinham um tempo na sua

verdade e da justiça são uma seca. O que interessa para se ser aceite num grupo de adolescentes atualmente é ser diferente. Diferente negativamente, isto é, sendo rebeldes, com ou sem motivo, desafiando as regras como se não houvesse amanhã! O senso comum não sente bem.

enunciação que se chamava supino. O supino de

Concluindo, urge bom senso no senso comum.

sentire era sensum e originou um nome da quarta

Este que está adulterado, que está moribundo. É

declinação: sensus, -us. Sensus, por sua vez, signifi-

fácil ser rebelde, ser contra tudo e contra todos.

cava redundantemente a faculdade de sentir ou o

Difícil é construir! Vamos todos, pois, ter o bom

sentimento ou o pensamento. Então, bom senso e

senso de sentir bem e melhorar o senso comum!

sentir bem serão provavelmente a mesma coisa (esta é a palavra mais usada na língua portuguesa – é uma muleta para tudo!!!). Cada vez mais, ter o bom senso de sentir bem é visto pelas gerações mais jovens, e não só, como uma

Professor: Eduardo Oliveira

seca, uma cena fatela, uma treta. Admitir-se como bom na totalidade da pessoa parece em nada conjugar-se com o seu sentido original. Parece que, cada vez mais, se tem receio, ou mesmo vergonha, de se dizer “sou boa pessoa”, “sou bom aluno”, “tirei boa nota”. Usa-se o adjetivo depois do nome com conotações arrogantes do invólucro onde está a essência de cada um, o corpo, que nada têm a ver com a essência pessoal – o ser de cada um! O bom senso de sentir bem não é para todos! É para os corajosos, os lutadores, os vencedores! Tomara que os alunos assim sentissem… bem… 9 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


F

Concurso Literário

oi perante uma plateia de ilustres personalidades ligadas ao meio educacional e cultural madeirense que três alunos do 9º1 da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço viram o seu conto premiado na cerimónia de lançamento do livro Histórias dos meus Avós. Os alunos participantes no Concurso Literário Gonçal-

do Governo Regional, Dr. Alberto João Jardim, o Se-

ves Zarco tiveram como desafio a criação de um con-

cretário da Educação, Dr. Jaime Freitas, a artista

to que versasse sobre histórias dos tempos dos seus

plástica, Guareta Coromoto, o Diretor da editora O

avós.

Liberal, as professoras coordenadoras do projeto,

No dia do lançamento, a ansiedade e o nervosismo

professores, pais e alunos, entre outros.

estavam presentes, mas tudo correu bem e foi com

Este concurso foi uma ótima oportunidade para mos-

grande orgulho que os alunos receberam o tão alme-

trar a potencialidade de alguns alunos na escrita e,

jado prémio – o livro com o respetivo conto publica-

ao mesmo tempo, dar-lhes o ensejo de continuarem

do.

a escrever.

Estiveram presentes na entrega dos prémios algumas entidades, nomeadamente, o Presidente do Conselho Executivo da nossa escola, professor Armando Morgado, o Presidente do Conselho Executivo da escola Gonçalves Zarco, professor Rui Caetano, o Presidente

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As Docentes responsáveis pelo evento, São Constantino e Teresa Silva


Num dia de verão, o pato Alberto foi até próximo

rinoceronte correu para ela e deu-lhe uma cornada.

de um lago e encontrou um rinoceronte a correr

Assim, ele conseguiu salvar o pato e ambos ficaram

contra uma armadilha escondida.

amigos.

Cuidado, amigo! – Exclamou o pato – mas já foi tarde

Amor com amor se paga.

demais, o rinoceronte tinha pisado a corda da armadilha.

(Fábula) Equipa: 5. º Ano, Turma 2

O pato Alberto voou o mais depressa que pode até ao rinoceronte.

António Azevedo, nº 3; Mónica Gomes, nº 14; Sérgio Leandro Gama, nº 20.

– Socorro! Socorro! – Gritava, em desespero, o rinoceronte. – Espera que eu já vou, amigo! – Disse o Alberto. Finalmente ele chegou e cortou a rede com o bico. O Rino ficou muito agradecido. Um mês depois do salvamento, foi o rinoceronte que avistou o pato em apuros, porque a cobra Malina queria comê-lo. – Vou comer-te até aos ossos! – Silvou a cobra. – Acudam-me! Acudam-me! – Gritou o Alberto. – Vais comê-lo se eu te deixar, sua cobra malvada! – Disse o Rino. Como a cobra se aproxima cada vez mais do pato, o 11 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Caniço, 14 de outubro de 2013 Querida Fada Oriana,

Caniço, 17 de outubro de 2013 Querida amiga Kim Possible,

Esperamos que esteja tudo bem contigo.

Esperamos que estejas bem de saúde. Es-

Por aqui está tudo bem. As aulas estão a cor-

crevemos esta carta para te agradecer por

rer normalmente.

nos teres salvado do grande vilão Dr. D.

Queremos que saibas que gostávamos de ti

No dia 15 de outubro, a meio da au-

tal como eras, pois antes revelavas-te uma

la de Português, ouvimos um estrondo, era

fada simpática e bondosa. Temos pena que

o Dr. D. que, depois de entrar pelo teto,

tivesses mudado de atitude. Gostaríamos que

amarrou-nos e ameaçou atirar-nos raios la-

voltasses ao que eras.

ser, por sermos teus amigos.

Lembras-te de quando ajudavas aquela

Ao entrares de repente pela janela,

velhinha a passar no caminho, salvando-a

viraste a máquina de raios laser contra o

dos perigos?

próprio Dr. D. que ficou cercado por eles e

A tua ajuda era preciosa.

desistiu de se vingar de ti.

Sem ti, o moleiro, sua mulher e filhos não conseguiam sobreviver, pois ajudavas a organizar a sua casa. Ao conversares com o poeta, ajudaste-o a concretizar a sua maravilhosa poesia . Como vês, cuidaste de muitas pessoas, assumindo as tuas responsabilidades. Assim

Além de bonita, és muito valente, amiga e forte. Gostamos muito de ti, pois estaríamos feridos se não fosse a tua ajuda. Ajudaste-nos e à nossa professora também. Muito obrigado por tudo.

Beijinhos e abraços do 5.º1 e da professora

é preciso que voltes a ser uma fada boa .

Um abraço amigo da Turma 3 do 5º ano

Pela turma: Francisco Luís

12 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço Turma 2

5º ano

Rua João Batista Sá

Exmo. Sr. Geronimo Stilton Rua Burgo do Melro nº58 1000-100 Ratázia Ilha dos Ratos

Caniço, 15 de outubro de 2013 Querido amigo Geronimo Stilton,

Como estás? Esperamos que estejas bem e disponível para nos ajudar. A nossa professora de Português desapareceu e pedimos a tua ajuda para encontrá-la. Tu és o melhor rato do mundo porque sabes o que fazer nestas situações. Além disso, és bondoso, esperto e corajoso. Resolveste muitos mistérios e agora tens mais este . Quando chegámos à escola, depois de um passeio ao Aquapark, verificámos que todos estavam aflitos por não encontrarem a nossa professora. Parece que ela entrou no estabelecimento, mas deixou de ser vista. Assim decidimos ir logo à nossa sala, mas só encontrámos a sua bolsa. Avistámos também um pedaço de tecido do seu casaco na janela. Se estás disposto a aceitar esta missão, responde a esta carta o mais depressa possível. Um grande abraço do 5.º2

Pela turma Pedro Matias Rodrigues Gomes

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Os alunos do 7º ano realizaram uma atividade interdisciplinar, nas disciplinas de Francês, Inglês e Português alusiva ao Natal. Assim, foram elaborados, nas aulas de Francês, bonecos de neve/postais (recorrendo a materiais recicláveis) com mensagens de boas festas nas três línguas. Terminados os trabalhos, procedeu-se a uma exposição conjunta, no hall do 2º piso do bloco novo, que esteve patente a toda a comunidade escolar, durante a quadra natalícia.

As professoras: Ana Isabel e Inácia Pacheco

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NOËL AU CHOCOLAT Destinada a festejar a chegada do Natal junto dos docentes, a atividade “Noël au Chocolat” tornou-se já habitual na nossa escola. Esta iniciativa, que decorreu no dia 12 de dezembro nos intervalos grandes da manhã e da tarde no bar dos professores, proporcionou um fondue au chocolat com frutas variadas: abacaxi, banana e kiwi. A decoração da sala contou com motivos alusivos à França, nomeadamente bandeiras e livros de receitas típicas desta época festiva.

Venha festejar connosco a O “Noël au Chocolat” integra-se no Plano Anual de chegada do Natal com uma das iguarias francesas: O Fondue.

Escola na medida em que visa fomentar o convívio

entre docentes, indo ao encontro desta meta do Projeto Educativo.

Fêtez l`arrivée de Noel avec nous, en dégoutant le fondue, originaire de France.

Jeudi prochain Le 12 décembre Le matin à 9:40 L`aprés-midi à 16:40 Bar dos Professores

O Grupo de Francês

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Com muitos postais e corações (feitos com vários materiais reciclados) pendurados no corredor das salas B (edifício novo), tudo ficou mais colorido e alegre… a “paixão” esteve no ar! Foi, também desta forma, que o Grupo Disciplinar de Francês celebrou, com os seus alunos, o Dia de S. Valentim na nossa escola.

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O Grupo de Francês, em colaboração com a Biblioteca da escola, disponibiliza a todos os interessados vários tipos de revistas e jornais em língua francesa para consulta/leitura, numa exposição sobre “La presse française”. Esta atividade decorrerá entre os dias 20 e 27 de fevereiro na Biblioteca da escola, no “cantinho do Francês”, junto aos computadores. Para os alunos do 3º ciclo está a decorrer um concurso sobre esta temática, havendo prémios para atribuir aos vencedores. Para mais informações, consultem o site de Francês da página da escola ou contactem o professor de francês da turma.

dos alunos e professores.

Contamos com a colaboração de todos: boas leituras e bom apetite!

O Grupo de Francês

… E a não perder: no dia 27 de fevereiro, a celebração do “Chandeleur”, com crepes no bar

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Concurso Paisagens do Mundo Piscinas de Pamukkale, Turquia

Pamukkale é um conjunto de piscinas termais de origem calcária. Com o passar dos séculos, formaram-se bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina, situada próximo a Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino. Este local foi declarado Património Mundial da UNESCO. (Fonte: http://myguide.iol.pt/profiles/blogs/piscinas-termais-na-turquia-pamukkale)

A aluna: Margarida Gouveia nº 21, 9º Ano, turma 1

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Concurso Paisagens do Mundo O Salar de Uyuni é o maior deserto de sal do mundo.

região de planalto, 3650 m acima do nível do mar. A

Estima-se que o Salar de Uyuni contenha 10 bilhões

concentração do sal é também facilitada pelo facto de

de toneladas de sal, das quais menos de 25 mil são

ser uma região muito árida.

extraídas anualmente. Além da extração de sal, este deserto também é um importante destino turístico. Os seus principais pontos de visita são o Hotel de sal, a Ilha do Pescado, com

A aluna: Ana Catarina Gonçalves, n.º 2 9.º Ano, Turma:3

as suas formações de recife e os catos que atingem até 10 metros de altura. O deserto de sal é composto por aproximadamente 11 camadas com espessuras que variam entre 2 e 10 metros. A profundidade total é estimada em 120 metros. A origem do sal provavelmente está relacionada com a imensa quantidade de vulcões na região envolvente do Salar de Uyuni já que se situa sobre uma

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Nesta foto está representada uma fonte de água quente, a Morning Glory Pool, localizada no Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos. As cores vibrantes, quase surreais, devem-se às bactérias que se encontram na água. (Fonte: http://espiritopsicodelico.blogspot.pt/) Aluna: Bela 9.º ano, turma 2

Esta é a caverna Fingal, que fica

que subitamente arrefeceu e

na Escócia. As colunas de basal-

contraiu, formando milhões de

to surgem de baixo para cima e

colunas hexagonais de basalto.

de cima para baixo, lembrando

Um cenário tão estranho que

a entrada de uma catedral góti-

parece saído dos sonhos surrea-

ca. Estima-se que estas forma-

listas de Salvador Dali.

ções foram geradas há 60 mi-

(http://forum.autohoje.com/off topic/99583-terra-exotica-paisagens-dooutro-mundo.html)

lhões de anos. A sua aparência é tão curiosa que parece ter sido esculpida pelo Homem. É formado pela lava vulcânica 20 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

Aluna: Mariana Gonçalves 9º Ano, Turma:2


Este ano, a nossa escola comemora os seus 15 anos de existência. Uma escola viva, ativa e dinâmica, na qual EMRC se sente acolhida nos seus braços. Esta disciplina, ao longo dos anos, cresce sempre com atitude firme, positiva e confiante, dando o seu melhor em cada ano letivo. O grupo de EMRC organizou na biblioteca da nossa escola, exposições temáticas no âmbito dos temas “Sou Pessoa”, “Pão-Por-Deus” e “Natal”. Felicitamos a criatividade e empenho dos nossos educandos e familiares que tornaram as exposições, em montras de trabalhos lindíssimos com a reutilização de materiais.

Esta iniciativa realizou-se com um elevado grau de participação e qualidade, despertando o interesse e divulgação na revista Esco’l@r, na rádio Jornal da Madeira e juntas de freguesias do Caniço e Santa Cruz. Agradecemos as parcerias com as entidades acima mencionadas na atribuição dos prémios para os melhores trabalhos. A convite da rádio Jornal da Madeira, as docentes de EMRC participaram em direto em dois programas de rádio, permitindo assim uma boa divulgação quer da disciplina de EMRC, quer do dinamismo da nossa escola.

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Os alunos de EMRC tiveram o privilégio de participar em duas visitas de estudo interessantes e descontraídas aos núcleos históricos das cidades do Funchal e de Santa Cruz no âmbito das festividades da época natalícia. Indo ao encontro das vivências e tradições madeirenses, mais uma vez a nossa escola participou ativamente na missa do parto na igreja das Eiras. Agradecetemática “A descoberta do Eu”. As apresentações multimédia, tendo sido bem orientadas pelos dehonianos Padre Flávio e Irmão Agostinho, despertaram interesse e motivação nos nossos alunos. Com a passagem dos dias, a ansiedade e o entusiasmo aumentam nos nossos alunos. Todos querem participar no VI encontro regional dos alunos de EMRC a realizar-se no dia 24 de abril, cuja organização é da responsabilidade da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Curral das Freiras. mos aos professores, funcionários, alunos e encarregados de educação que, generosamente, colaboraram nas ofertas, que fizeram parte do ofertório muito elogiado por todos, e à docente São Constantino pelo belo poema da sua autoria. O colégio missionário promoveu uma semana de sensibilização para os alunos de EMRC subordinada à

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Os docentes: Maria José Mendes Sónia Serrão Paulo Alves


BOCCIA NA ESCOLA!

No passado dia 5 de dezembro, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Educação Especial na RAM, realizou-se, no ginásio da nossa escola, uma palestra sobre “Desporto Adapta-

Posteriormente houve também um momento mais ativo, com a demonstração e prática de um jogo de

Boccia, onde intervieram alunos e professores das referidas turmas.

do”. Esta iniciativa contou com a presença da Tera-

Foi uma atividade apelativa e dinâmica, como se

peuta Ocupacional do Centro de Apoio Psicopedagó-

constatou através do interesse demonstrado pelos

gico de Santa Cruz, Luísa Caldeira, como oradora

alunos, bem como pelo seu exemplar comportamen-

convidada. A esta palestra assistiram as turmas 10

to.

de 6.º ano, 7 de 7.º ano e CEF1, cujos alunos demonstraram grande interesse, participando por isso ativamente.

A Equipa de Educação Especial

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Cartas

Substâncias moleculares Os docentes de Ciências Físico-Químicas do 8º ano de escolaridade da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço realizaram a exposição subordinada ao tema “Substâncias moleculares” durante a semana de 06 a 13 de janeiro no segundo piso do edifício antigo, junto à cantina. A montagem desta exposição esteve a cargo dos referidos docentes, de duas alunas da turma 2 do 8º ano e dos alunos do clube desta disciplina. Esta atividade teve como principal objetivo valorizar os trabalhos produzidos pelos alunos deste ano de escolaridade, partilhando-os com toda a comunidade educativa. Grupo de Físico-Química Texto: Professora Elma Abreu

M

freguesia é a do Caniço. Finalmente, eu vivo eu querido amigo Yog, Como está a família?

no Edifício ... Rua ...— Caniço. Vem rápido, pois estou cheia de saudades tuas!

Sei que estás em viagem pelo Universo e queria que viesses lanchar a minha casa. A minha galáxia é a Via Láctea, o meu planeta é a Terra que se situa no Sistema Solar e a nossa estrela é o Sol. O meu Continente é a Europa, o país é Portugal e o meu arquipélago é o da Madeira. A minha ilha é a Madeira, o meu distrito é o Funchal , o concelho é Santa Cruz e a 24 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

Carta escrita por Catarina Brito 7º ano, Turma: 7


Cartas a um Extraterrestre

Q

oito planetas diferentes. A nossa estrela é o uerido amigo extraterrestre Bugly Boo

Sol.

Zibly;

Por isso escrevo-te esta carta para te convi-

Não sei se te lembras de mim, espero bem que

dar a vires ao meu planeta, ou seja, à Ter-

sim.

ra.

Sou a Ana, conhecemo-nos quando eu aterrei no

Deves estar a pensar – “Mas, eu nem se-

teu planeta. De início fiquei um pedacinho choca-

quer sei onde é que vives?”

da quando te vi, porque tinhas sido o primeiro

Não te preocupes vou dizer onde é que vi-

extraterrestre que eu tinha visto, mas depois o

vo: o meu país é Portugal, vivo no arquipé-

medo passou-me.

lago e na ilha da Madeira, o distrito é Fun-

Até te esqueceste de me dizer qual era o teu planeta.

chal , o Concelho é Santa Cruz e a minha freguesia é o Cani-

Mas, isso agora não interessa.

ço.

Tenho tantas coisas para te contar, por exemplo: Agora

Se alguma vez quiseres vir a minha casa ,vivo na rua…

estou a estudar na escola o livro “Terra no Espaço “ e a

Estou ansiosa pela tua visita, já tenho alguns lugares onde

minha professora, que está a dar-me essa matéria, chama-

podermos ir, como por exemplo à Praia dos Reis Magos, ao

se Alice Quintas.

Monte, etc… e talvez comer um gelado.

Quem sabe ainda posso apresentar-te a minha professora

O meu planeta é um lugar muito bonito cheio de maravilhas

de Física e Química, se quiseres.

e mistérios.

Ela ensinou-me que a nossa galáxia é a Via Láctea com o

Espero-te aqui em breve.

aspeto de um disco. Interessante, não é? Sabias que o meu sistema é o solar e que é constituído por

O

Carta escrita por Ana Madalena do 7º ano, turma: 6

lá Huntis!

Depois basta procurar a rua ... e vais

Tudo bem? E a família, está

ver que me encontras. Estou a morar

boa?

no Edifício…

Gostaria que me viesses visitar, aqui no meu

Vem daí, estou à tua espera.

querido planeta. Eu dou-te a minha morada e depois vens cá ter. Vais adorar! Vai ser fan-

Abraços e beijinhos da Carolina

tástico! Então, eu vivo numa galáxia chamada Via Láctea e estou no terceiro planeta do sistema Solar (contando a partir do Sol, a minha estrela) chamado Terra. Neste planeta encontras alguns continentes. Eu vivo no continente Europeu, num país chamado Portugal. Porém,

Carta escrita por Carolina 7º ano, turma: 7

atenção, vivo no arquipélago da Madeira que tem quatro ilhas, eu encontro-me na maior, chamada Madeira. O meu distrito é o Funchal e o Concelho é de Santa Cruz e estou na freguesia do Caniço.

25 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Fósseis na escola

Os alunos de 7º ano da Escola do Caniço, orientados pela professora de Ciências Naturais, organizaram uma exposição de trabalhos realizados no âmbito do estudo dos fósseis. Esta teve lugar no corredor que une os dois blocos da escola e decorreu entre os dias 6 e 10 de janeiro de 2014.

Os dossiês em exposição continham toda a informa-

O estudo dos fósseis é importante não só para que os

ção acerca dos fósseis com imagens ilustrativas. Ha-

alunos conheçam melhor o passado, como também

vendo também grande variedade de fósseis de inse-

apreendam vários processos de fossilização, onde se

tos, folhas, paus, pegadas e até mesmo ninhos e con-

destacam a moldagem, a conservação, a mineraliza-

chas.

ção ou a mumificação. Na exposição constaram os dossiês e os fósseis da maior parte dos alunos de 7.º ano. Contudo, não foram expostos todos os trabalhos, visto que alguns fósseis se estragaram, libertando um odor pouco agradável.

26 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


As professoras de Ciências Naturais do 7º ano organizaram uma Feira de minerais e fósseis que decorreu entre os dias 6 e 10 de janeiro de 2014. Esta iniciativa teve a colaboração de um representante da empresa que se responsabilizou pelas vendas de minerais e fósseis. A atividade desenvolveu-se no bar dos alunos, durante os 3 primeiros dias, e junto a biblioteca, nos 2 últimos dias.

27 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Palestra Sobre Fósseis No dia 7 de janeiro de 2014, por volta das 14h10m, os alunos de 7º ano da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Caniço tiveram a oportunidade de assistir, no auditório, a uma palestra sobre fósseis. No âmbito da disciplina de Ciências Naturais, as professoras Odília Garcês e Olívia Câmara organizaram esta atividade que contou com a presença de dois convidados da Universidade da Madeira. O objetivo principal desta iniciativa foi dar a conhecer a realidade regional sobre os fósseis. Assim, tivemos oportunidade de ouvir falar sobre o que são fósseis, a sua origem e evolução, bem como sobre os vários processos de fossilização existentes quer na Região Autónoma da Madeira, quer em Portugal Continental. Foi curioso poder observar-se, num quadro, o

ainda mais fascinante, a possibilidade de tocar em alguns fósseis, tais como trilobites e amonites. Percebeu-se assim que o estudo dos fósseis é importante para se conhecer o passado e que há vários processos de fossilização (moldagem, conservação, mineralização ou mumificação). Os alunos gostaram de participar nesta atividade, pois entre diversos conhecimentos apreendidos, ficaram a saber que uma das razões por que a parte continental tem mais fósseis do que o Arquipélago da Madeira, se deve ao facto de este ser mais recente. Para terminar, apela-se a todos os participantes nestas atividades que procurem controlar melhor o seu entusiasmo. Assim haverá mais silêncio, facto que possibilitará que todos tenham a oportunidade de ouvir mais e melhor tudo o que é dito.

desenvolvimento do Tempo Geológico da Terra que se iniciou com a sua origem, até à atualidade. E foi Preletores: Dr.ª Susana Prada e Celso Figueira Alunos do 7º1 - Equipas: Black and Yellow e Black and white

28 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


No dia 13 de dezembro de 2013, decorreu na nossa escola o “Dia do Voleibol”. Esta atividade, que foi dinamizada/organizada pelo grupo Educação Física da escola, proporcionou aos nossos alunos a oportunidade de mostrarem o que valem nesta modalidade. Assim, quer os mais velhos, quer os mais novos revelaram bastante interesse, participando de forma ativa. O evento decorreu no pavilhão da escola, ao longo de todo o dia, o que movimentou centenas de alunos de todos os anos de escolaridade. Pela alegria demonstrada, aprovaram a iniciativa e formularam desejos para que a mesma se repita num futuro próximo.

O grupo de Educação Física

29 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Os

efeitos especiais foram evolu-

onde o filme era exibido com o objetivo de simu-

indo ao longo dos anos. Tudo

lar sons para acompanhar a imagem (…).

começou com sons de fundo criados localmente

No mundo do cinema, existem alguns fil-

onde o filme era transmitido e em direto. Mais

mes que ficaram para a história como inovadores

tarde, progrediu-se para a criação de modelos e

quanto aos efeitos especiais. (…) O filme de Ge-

miniaturas, chegando-se às personagens e cená-

orge Méliès, Viagem à Lua de 1902, ainda a pre-

rios totalmente criados por computadores.

to e branco e sem som, foi pioneiro no uso de

Na altura do cinema mudo, para compensar

efeitos que, apesar de hoje parecerem antiquados

a falta de som e de emoção nas imagens que pas-

e básicos, na altura eram uma inovação muito

savam, havia uma orquestra no teatro ou lugar

grande que surpreendeu toda a gente.

30 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


O filme 2001-Uma Odisseia no Espaço marcou a era da tecnologia de computadores utilizada nos efeitos especiais dos filmes (…). No entanto, foi A Guerra das Estrelas de 1977 que determinou a importância dos efeitos especiais no cinema e que teve um sucesso tão grande que até hoje existem pessoas que são fãs e que têm fatos semelhantes aos usados pelas personagens. (…)

pécie de molde do ator humano verdadeiro, incluindo todos os seus movimentos, por exemplo, dos olhos e expressões e até do seu andar, que são gravados por diversas câmaras e sensores, como foi o caso do filme Avatar. Com os avanços na tecnologia, passou-se para o mundo fantástico do cinema a três dimensões, dando a Os efeitos especiais no cinema são muito importan- sensação ao espetador de que está dentro do filme, que tes para criar as emoções que o realizador quer transmi- as personagens e objetos o vão atingir, criando uma vitir, para tornar as cenas mais reais e emocionantes e pa- são muito real que dá medo e provoca adrenalina, mas ra envolver o espetador. Servem para simular situações e cenas futuras ou que não aconteceram e que, por isso,

sem o espetador se magoar. Existe também o efeito visual chamado “Chroma

não existem imagens sobre elas. Em vários filmes, veem key” que permite pôr uma imagem sobre outra, anulan-se cidades destruídas por ataques; cenas que retratam do uma cor padrão, como por exemplo, o verde ou o épocas passadas em locais que já não existem, como nos azul das telas usadas neste efeito. O objetivo desta técfilmes do Indiana Jones; cenas que são muito perigosas,

nica é anular o fundo sem anular a imagem da pessoa e

se forem reais, devido a explosões e tiroteios, ou muito colocar no seu lugar outro fundo que pode ser uma cidacaras e impossíveis de fazer, como por exemplo afundar de, o mar, uma montanha. Também é muito usado em navios ou a ação desenrolar-se na Lua.

programas de televisão (…), na apresentação da meteo-

Muitos filmes mostram imagens que parecem ter rologia e em muitos filmes. sido filmadas em ruas e cidades conhecidas, mas na rea-

Assim, resta-nos esperar pela forma como os efeitos

lidade foram filmadas dentro de estúdios em cenários e especiais nos surpreenderão no futuro. que depois foram melhorados em programas de computador avançados, para criar imagens tão reais que o espetador nem desconfia. Hoje em dia, temos filmes de animação totalmente

(Texto com supressões)

Formando: Filipe Silva nº4 Áreas de competência-chave: Cultura Língua e Comunicação

feitos em programas de computador muito avançados, cujas personagens são criadas tendo como base uma es31 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


LIMPEZA DA PRAIA DOS REIS MAGOS Após as ações de sensibilização, os alunos deram início aos trabalhos

de

remoção

dos

resíduos

sólidos

que

se

encontravam na praia. A tarefa foi árdua, pois recolheram 50 Kg de ferro, 57 Kg de plástico, 12 kg de vidro, 34 Kg de indeferenciado, 10 Kg de cartão e 850 Kg de canas e madeiras. No entanto, realizaram-na com empenho e boa disposição, sendo que ambas as atitudes constituem apanágio, próprios da faixa etária que aqueles discentes atravessam. Como o trabalho árduo abre o apetite, os alunos foram No sentido de incutir nos alunos atitudes que favoreçam,

presenteados, a meio da manhã, com um lanche, colocado à

por um lado, a preservação do meio ambiente e, por outro,

disposição pelo Hotel Four Views Oásis, dando-se, em

serem veículos de transmissão das boas práticas ambientais

seguida, continuidade aos trabalhos de limpeza da praia.

à geração adulta, a Associação de Pais, em parceria com o Projeto Eco-escolas da nossa escola, a Farmácia do Caniço, o Hotel Four Views Oásis e a Junta de Freguesia do Caniço, organizaram uma limpeza da Praia dos Reis Magos. Esta atividade contou, também, com o apoio, em termos de receção e acompanhamento, da docente Cristina Freire, responsável pelo Projeto da UNESCO. Assim, no dia 24 de janeiro, um grupo de alunos, da nossa escola: 5º ano (turmas 2 e 6); 8º ano (turma 1) e 9º ano

A atividade terminou com o almoço facultado, novamente,

(turmas 2, 4 e 5), foi incumbido de realizar a referida limpe-

pelo referido hotel.

za. Associou-se a esta iniciativa a turma 4 do 5º ano, do Projeto de Aprendizagem Cooperativa, uma vez que se encontra a desenvolver um projeto, no âmbito da problemática dos lixos no mar.

O regresso à escola foi efetuado pelos meios de transporte disponibilizados pela Junta de Freguesia do Caniço. Para além do transporte, esta instituição forneceu as luvas para que a tarefa pudesse ser realizada nas melhores condições

Do programa de atividades constaram duas palestras: a pri-

de salubridade e uma viatura para a remoção do lixo

meira, a cargo da empresa Birds &

recolhido.

Company, que abordou a temática dos lixos em meio terrestre; a

As professoas: Conceição Fernandes e Sónia Serrão

segunda, da responsabilidade da

(Coordenadoras do Projeto Eco-escolas)

Farmácia do Caniço, cujo tema foi o da «Reciclagem de medicamentos» proferida pela Dra. Ana Ramos.

32 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


APADRINHAMENTO DA PRAIA DOS REIS MAGOS No dia 31 de janeiro, realizou-se a cerimónia de

pequenino que se incute, nos alunos, a preocupação

«Apadrinhamento da Praia dos Reis Magos». Este

com o equilíbrio dos nossos ecossitemas.

evento foi o culminar das atividades que têm vindo a ser realizadas, pelos nossos alunos, ao longo dos últimos três anos, sendo que a mais recente foi efetuada no passado dia 24, «Limpeza da Praia dos Reis Magos», conforme objeto de notícia no nosso site. A abrilhantar a cerimónia, estiveram presentes os alunos da professora Maria dos Anjos que, sob a sua orientação, entoaram um cântico poético «Sou a

A formação integral dos discentes não assenta, apenas, nos conteúdos transmitidos no espaço sala de aula, ela pode e deve, ser aquirida em espaços públicos, sendo exemplo disso, esta cerimónia de apadrinhamento. De acordo com o Sr. Secretário Regional de Educação, a cooperação entre todos é fundamental para valorizar a magnífica «Praia dos Reis Magos» e toda a nossa ilha.

escola». A representante do hotel Four Views Oásis, Dra. Paula Hipólito, o professor Armando Morgado, Presidente do Conselho Executivo da nossa escola, o Sr. Filipe Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz e o Exmo. Sr. Secretário Regional de Educação, Dr. Jaime Freitas, foram unânimes em afirmar que, iniciativas como estas são de enaltecer, pois é desde

33 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Efetivamente, este evento, organizado pelo Hotel Four

Finalmente, foi inaugurado o «Marco» de apadrinhamendo

Views Oásis e pela Associação de Pais da Escola Básica dos

da «Praia dos Reis Magos», cujo desenho e maquete são da

2º e 3º Ciclos do Caniço, contou desde início com a adesão

autoria do professor Carlos Costa e execução técnica

da nossa escola, da Junta de Freguesia do Caniço e da

tridimensional, em betão armado, do Assistente Operacional

Farmácia do Caniço, o que demonstra que as sinergias de

da escola, Sr. Manuel Lima.

todas as instituições envolvidas resultaram num trabalho profícuo que ressalta à vista de todos aqueles que por lá passam. Foi lançado, pelo professor Armando Morgado, o repto de que inciativas como estas se possam estender a outras praias do Concelho de Santa Cruz.

O descerrar da escultura foi efetuado ao som do hino da nossa escola. Na qualidade de Coordenadoras do «Projeto Eco-escolas», sentimo-nos imensamente gratas por termos dado o nosso pequeno contributo para a valorização desta praia, mas também por desenvolver ações que infundam, nos alunos, a

O Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Sr. Filipe

vontade de respeitar, preservar e defender o meio

Sousa,

ambiente.

demonstrou

empenho

e

disponibilidade

em

patrocinar iniciativas semelhantes, pois, em seu entender, trata-se de uma forma de vender algo àqueles que nos visitam e que se refletirá, positivamente, na micro-economia local. E para apadrinhar a praia, quem mehor que os discentes pioneiros na sua limpeza? - Defendeu a nossa Associação de Pais que sempre tem estado presente em todas as iniciativas que envolvem a nossa escola e os nossos alunos. Neste sentido, após os discursos e num gesto simbólico, os alunos que participaram na primeira limpeza da praia, foram condecorados com uma medalha, como forma de os motivar/responsabilizar

para

a

preservação

ambiente.

34 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

do

meio As professoras: Conceição Fernandes e Sónia Serrão (Coordenadoras do Projeto Eco-escolas)


O Grupo de E.V. e E.T. do 2º Ciclo decorou vários espaços escolares com trabalhos realizados pelos alunos com orientação dos respetivos docentes. Neste sentido, recorreu-se à reutilização de materiais que foram transformados, com muita criatividade, em objetos decorativos. O 6º ano de escolaridade aplicou o conteúdo programático “a cor”, dando uma nova aplicação aos círculos cromáticos, pintados com guache e marcador. A professora: Magda Nunes

35 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


O dia 7 de dezembro de 13 foi um sábado especial para

nidade de se “aprender” a gostar de ajudar o “outro”, o cida-

quem quis, no CaniçoShopping, fazer a diferença num mun-

dão que tem tantos direitos como todos nós!

do indiferente à pobreza, injustiça, desigualdades…

Foi uma boa experiência para todos os envolvidos e a vonta-

Alunos do 9º ano (turmas PAC) e professores da Equipa Pe-

de de repetir fica na alma! É bom saber que a nossa Escola

dagógica nº9, reuniram-se, em parceria com o Projeto

também sabe abrir os braços para a comunidade e, com

“Educar para a Solidariedade”, e juntos, de mãos dadas, fi-

simples gestos multiplicados, é participativa e ajuda a formar

zeram um peditório, inserido na Campanha Nacional de Pedi-

cidadãos responsáveis num mundo global!

tório para a AMI-Assistência Médica Internacional. Foi um momento em que todos os participantes se aliaram à

Eis os testemunhos de alguns dos nossos alunos que participaram voluntariamente neste peditório da AMI:

atividade do Projeto da Escola, proporcionando-se a oportu-

“A experiência do peditório foi muito boa, pois vimos que realmente as pessoas têm um coração grande e tentam sempre ajudar os outros, mesmo tratando- se de pessoas que nem conhecem. No fim do dia, senti que tinha feito a diferença!” Bela (PAC 9º2) “Foi muito bom!... Emocionei-me particularmente quando uma senhora com necessidades financeiras, explicou-me que apesar de tudo devemos sempre ajudar os outros, nem que seja com pouco; tal como ela estava a fazer!” Catarina Raquel (PAC 9º2) “Maravilhosa… fez-me aprender mais sobre o mundo que me rodeia! Acho que cresci mais um pouco com esta experiência de vida!” Cláudia Raquel (PAC 9º1) “Gostei muito de participar nesta iniciativa solidária com os professores e acho que devíamos repetir!” Constança (PAC 9º4) “Uma boa experiência onde se aprende que Solidariedade não é só dar por dar, é também receber uma lição de vida que nos fica para sempre !...” Joana (PAC 9º4) A professora: Lurdes Santos (Coordenadora dos PAC - 9º anos) 36 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Prevenção Rodoviária No passado dia 17 de dezembro, o Projeto Regional para a pelo orador David Fazendeiro, professor na Escola Básica e Educação Rodoviária levou a cabo duas atividades, mobilizan- Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral, que motivou muido, para isso, vários alunos da escola. tas questões por parte dos participantes, esclarecendo, assim, Tudo se iniciou por volta das oito horas da manhã, com a as suas dúvidas. ação de intervenção junto dos automobilistas que passavam em frente à escola. Posteriormente, realizou-se a ação de sensibilização materializada numa palestra sobre o novo Código da Estrada, dirigida

Os professores: Eduardo Oliveira , Henrique Dias e Álvaro Martins

37 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Projeto

NÚCLEO DE ATIVIDADE FÍSICA Mais um ano letivo, mais um ano de trabalho no Pro-

associados (pressão arterial, glicose, colesterol e tri-

jeto “De Mãos Dadas” (núcleo de Atividade Física -

glicerídeos).

perda de peso).

A nossa escola continua a oferecer a estes alunos nú-

Tal como nos últimos dois anos, além dos objetivos

cleos de Atividade Física, orientados por um professor

gerais do projeto, apresentados no quadro, temos

de Educação Física, quatro vezes por semana, abran-

como meta primordial alertar toda a Comunidade Es-

gendo quer o turno da manhã, quer o turno da tarde,

colar, e mais especificamente os alunos obesos e res-

dando a possibilidade a todos os interessados de fre-

petivos Encarregados de Educação, para os benefícios

quentá-los. Os alunos sinalizados também podem

de um Estilo de Vida Saudável, aliando uma Alimenta-

usufruir de um acompanhamento Nutricional frequen-

ção cuidada a uma Atividade Física regular de forma

te no Centro de Saúde do Caniço.

a estabilizar ou diminuir taxas de prevalência de excesso de peso, obesidade e indicadores metabólicos

38 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Os dados recolhidos (peso, altura e perímetro da

no final de cada período, utilizando-se baterias de

cintura) no início do ano letivo pelos professores de

teste específicas para o efeito, o Projeto “De Mãos

Educação Física, em todas as turmas da escola, indi-

Dadas” colabora na organização de outras ativida-

cam que 26% dos alunos avaliados apresentam ex-

des pontuais como o Dia Mundial da Alimentação; a

cesso de peso e 9% dos mesmos são já considera-

realização de sketchs alusivos a um estilo de vida

dos obesos, não havendo diferenças significativas

Saudável; a Semana da Saúde.

entre sexos, como se pode verificar na tabela.

Para finalizar, alerta-se para os horários dos núcleos

Estabelecendo comparações com os anos anterio-

de Atividade Física, que estão abertos a todos os

res, pode afirmar-se que existe um decréscimo dos

alunos, que queiram melhorar a sua Aptidão Física.

alunos em risco, passando-se de 12%, em 2011/12, para 9%, no presente ano letivo. É relevante referirse que, apesar de a escola oferecer um projeto desta natureza, dos alunos sinalizados, apenas um terço integra os nossos núcleos.

Vem ter connosco ao pavilhão e mexe-te pela tua Saúde! Saudações desportivas, A professora: Ana Neves

Além dos núcleos que ocorrem durante a semana, com base nos quais é feito um relatório por aluno

39 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


PROJETO

Saber estar à mesa e bar Durante o ano letivo 2013/14, está a decorrer o “Projeto - Saber que comportar-se bem à mesa, pois faz parte de saber estar à mesa”, tendo como objetivos: das regras de boa convivência em sociedade; Divulgar as regras de saber estar à mesa e bar; - Conhecer as regras de etiqueta à mesa;

- Valorizar a produção voluntária de trabalhos elaborados pelos alunos;

- Realizar jogos lúdicos e inquéritos, para se avaliarem - Aplicar as regras diariamente em todas as refeições na as regras de saber estar a mesa e bar neste ano letivo; Escola; - Realizar a manutenção da sinalética da cantina e bar - Aplicar as regras em todas as refeições com a família e durante o ano letivo. noutros momentos; Os docentes Cristina Olim, responsável pelo projeto “Saber estar à mesa e no Bar” e o docente Álvaro Mar- Promover a higiene no espaço da cantina e bar; tins, Delegado de Segurança, vão dinamizar uma pales- Experimentar outras formas de ensino e de aprendiza- tra no dia 26 de fevereiro sobre “Higiene e Segurança Alimentar”, tendo como oradora/convidada, para falar gem; deste assunto, a Dra. Sónia Gonçalves. - Desenvolver criatividade; - Incutir rotinas de saber estar à mesa;

- Sensibilizar os alunos sobre os benefícios de saber estar à mesa para a saúde individual e comunitária; - Adotar estilos de vida saudáveis; - Cumprir as regras de etiqueta à mesa;

40 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

A professora: Cristina Olim


Projeto

A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa proporcionar alimentos saudáveis e de alta qualidade, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta-se a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade. Neste sentido, o projeto a “Horta biológica”, desenvolvido na Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Caniço, já tem dois anos, sendo que o ano de 2014 marca uma segunda fase nesta iniciativa. A partir deste segundo período, a nossa horta passou a funcionar como Clube, cujas inscrições estão abertas a todos alunos que

queiram ajudar na consecução desta iniciativa. Numa fase inicial, os horários serão às segundas-feiras, das 17:40h às 18:25h e às quintas-feiras de manhã, após as 09:40h. Como se comprova pelas fotos existentes no sítio da Internet, a horta da escola já tem uma variedade apreciável e, num futuro próximo, será possível agendar visitas para que as diversas turmas conheçam melhor este projeto.

Os professores: Álvaro Martins e Rui Freitas

41 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


No dia 20 de novembro de 2013, os professores de Ci-

dia, associar as plantas do jardim da escola ao respeti-

ências Naturais e de Educação Tecnológica procederam

vo nome científico.

à colocação de placas identificativas de algumas plantas do jardim da nossa escola. Esta atividade, que se iniciou no ano transato, teve o apoio da Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária Biológica, na pessoa da Professora Doutora Susana Fontinha, a qual proferiu uma breve palestra e contri-

No final, e em jeito de reconhecimento, foi oferecida à Professora Dra. Susana Fontinha uma placa em cerâmica, feita por alunos da nossa escola, no âmbito de um projeto realizado no ano letivo 2012/2013 intitulado “Plantas da Laurissilva”.

buiu para o reconhecimento da correta identificação científica de espécies vegetais, através da interação com os alunos, aquando da colocação das placas de identificação. A atividade foi bem conseguida, na medida em que participaram cerca de 66 alunos e 9 professores, que se envolveram de forma dinâmica, colocando questões, ajudando a fixar as referidas placas e revelando interesse a todas as informações que foram dadas. Além disso, toda a Comunidade Escolar poderá, desde este

42 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

As professoras: Teresa Cabral e Lucília Sousa


Palestra

No dia 11 de fevereiro decorreu na nossa escola uma ação de sensibilização relativa à importância do pequeno-almoço, dirigida às turmas de 5.º ano.

mento dos laticínios, 1 alimento da família dos cereais e derivados e uma alimento da família dos frutos. Devem-se variar os alimentos sempre que possível.

Contámos com a colaboração da Dr.ª Carla, a preletora da palestra, Coordenadora do projeto da Rede de Bufetes Escolares Saudáveis.

Foram também deixadas sugestões, para o caso de se ter dificuldade em tomar o pequeno-almoço devido à falta de apetite matinal. Assim, deve optar-se por se ingerir um alimento ligeiro, tipo iogurte líquido ou, antes de iniciar a toma do pequeno-almoço, beber-se um copo de água ou chá, aproveitando para organizar a saída de casa, e só então tomar o pequeno-almoço, fazendo o possível por que seja variado e nutritivo.

O pequeno-almoço é de facto um momento muito importante da nossa alimentação - o principal catalisador de energia para assegurar um excelente dia de trabalho. Deste modo consideramos que a abordagem desta temática fazia todo o sentido, sobretudo dirigida ao publico mais jovem da escola. Dos vários aspetos abordados é de sublinhar relativamente ao pequeno-almoço os seguintes pontos a reter: - deve ser percecionado como um “recarregar de baterias” após uma boa noite de sono; - é essencial para um bom rendimento escolar, pois melhora a atenção, concentração, o raciocínio e a capacidade de memorização;

Esta sessão foi muito interativa e apelou a uma grande participação dos nossos alunos, envolvendoos ativamente no assunto e despertando-lhes a sua curiosidade para alguns factos que desconheciam nomeadamente sobre os alimentos a evitar. Saudações nutridas, As professoras: Graça e Sandra Torre (REBS—Equipa do Caniço)

- na sua composição devem fazer parte 1 um ali43 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


A Laurissilva do Zambujal de Santa Cruz, onde, durante muitos anos, foi uma No dia 31 de janeiro realizou-se, no auditório da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço, uma palestra subordinada ao tema “Floresta da Madeira” proferida pela Dr.ª Paula Marília e organizada pela professora de Ciências Naturais, Teresa Cabral. Os alunos das turmas 1 e 3 do 8º ano assistiram à referida palestra no âmbito de um trabalho de grupo a ser realizado pelos alunos no decurso do 2º Período.

zona muito industrializada. Por este motivo e dado a sua riqueza em termos de flora, a nossa escola abraçou, no presente ano letivo, o projeto “Floresta Verde… Madeira Protegida”, - Campanha “Conhecer, valorizar e recuperar uma área florestal… perto da minha Escola/no meu concelho”, da responsabilidade da Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza, Divisão de Promoção, Divulgação e Formação Florestal. Assim, em parceria com esta entidade, pretende-se iniciar uma intervenção de recuperação da encosta do Vale do

Apesar de ter sido abordada a floresta Laurissilva

Porto Novo, mais propriamente, da margem es-

da Madeira nos seus vários estratos, foi dado des-

querda da ribeira.

taque à floresta Laurissilva do Zambujal, muito característica do litoral da ilha e, especialmente, na zona do Porto Novo, pertencente ao concelho

44 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

A professora: Elma Abreu


COMEMORAÇÃO DO DIA

N

no

-

"Os

4

Risonhos"

-

Alezandre Quintal; Miguel; Catarina e o âmbito da comemo-

ração do Dia Mundial do Mar 16 de novembro - foram programadas algumas atividades na Equipa 1 na semana de 18 a 22 de novembro, da qual fazem parte as turmas 1, 2, 3, 4 e 5 de 5º ano, com o objetivo de sensibilizar para a preservação da diversidade marinha e estimular o espírito de equipa. Para comemorar a data referida foi organizada uma corrida de orientação na disciplina de Educação Física, sob a orientação da professora Ana Isabel Dias, para as turmas 5º1 e 5º3, onde os professores da equipa deram o seu contributo na elaboração de diversas questões relacionadas com a temática do mar. Estão de parabéns as equipas vencedoras:

5º1

Mª Inês, e no 5º3 -"Aguarelas" Igor André; João Tiago; Tomás e Laura Jardim. Todos os alunos da Equipa 1 participaram, em várias sessões na disciplina de Ciências Naturais sob a orientação da professora Lina Santos, na construção de um peixe por equipa com materiais reutilizáveis. Estes trabalhos, que primaram pela sua criatividade e empenho, irão fazer parte do mural da turma que será construído na sala de aula, com a colaboração de todos os professores da Equipa Pedagógica. É de referir que todos os alunos de 5º ano também estão a participar no concurso mensal “Ser Eco Compatível” a cargo do Serviço do Parque Natural, destacando-se que a aluna Mariana Baptista Escórcio, do 5º1, foi a vencedora do mês de outubro com a frase: “Hoje em dia nas reservas marinhas preservamos todos os tipos de peixes, para que eles possam crescer, reproduzir e amanhã serem mais”. Equipa 1

45 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


No âmbito do projeto“ Floresta Verde… Madeira Pro-

(Natureza-Floresta-População). Sendo que o resulta-

tegida” - “Campanha “Conhecer, valorizar e recupe-

do do projeto visa uma possível candidatura aos

rar uma área florestal…perto da minha Escola/no

programas comunitários. Como ponto de partida da

meu concelho”, da responsabilidade da Direção Re-

intervenção foram referidas as seguintes atividades:

gional de Florestas e Conservação da Natureza, Divi-

inventariação do património florestal e geológico da

são de Promoção, Divulgação e Formação Florestal,

zona; limpeza da área (retirada de plantas invaso-

o grupo disciplinar de Ciências Naturais desfrutou,

ras...); limpeza da zona litoral circundante; introdu-

no passado dia 5 de fevereiro, de uma palestra, pro-

ção de plantas endémicas; recuperação e sinalética

ferida pela Dr.ª Paula Marília, com o objetivo de co-

de percursos pedestres, bem como agendar os pri-

nhecer, em termos gerais a encosta do Porto Novo,

meiros momentos de atividade interventiva, no ter-

onde, em parceria com aquela entidade, se pretende

reno.

iniciar uma intervenção de recuperação, mais propriamente, da margem esquerda da ribeira. No decurso da palestra foram mencionados os diferentes tipos de floresta existente na Ilha da Madeira, em particu-

Esta iniciativa terminou num momento de convívio e de diálogo, descontraído, entre todos os participantes.

lar na zona do Porto Novo. Foi, igualmente, referenciado o objetivo do projeto, com o qual pretendemos, sobretudo, motivar toda a comunidade educativa e local para a boa utilização dos espaços naturais, podendo usufruir e conviver em equilíbrio

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A professora: Teresa Cabral


Veio à nossa escola

No dia 14 de janeiro, as turmas 1, 2, 5, 7, 8 e 9 de 6º

rias áreas criativas, co-

ano assistiram a uma palestra no auditório, da respon-

mo a tematização e cri-

sabilidade de Flávio Teixeira de Jesus, roteirista da

ação de brinquedos para os Parques da Mónica, escre-

Turma da Mónica.

veu várias peças de teatro e vários livros.

Flávio Teixeira de Jesus desenha “A Turma da Mónica”

Filho de pais madeirenses, naturais da Camacha, Flá-

há vinte e dois anos. Neste período, participou em vá-

vio Teixeira veio à Madeira visitar os familiares.

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O convidado explicou como é trabalhar em banda desenha, falou do seu percurso e mostrou-nos alguns dos seus trabalhos ao longo dos anos na sede da produtora “Maurício de Sousa”. Algumas das bandas desenhadas em que trabalhou tinham como tema as personagens da Marvel, embora com nomes alterados e bastante sugestivos. Além dos super-heróis, também tiveram como cenários algumas das coisas que vão ocorrendo no dia a dia, acontecimentos da história, ou outros temas baseados em filmes, músicas ou livros. No final, Flávio Teixeira foi questionado por muitos alunos sobre os seus livros, desenhou a “Mónica” no quadro e, a pedido de um aluno, desenhou Cristiano Ronaldo com a bola de ouro. Muitos alunos pediram autógrafos e tiraram fotos com o artista de BD.

sérias e transmissoras de conhecimentos. Ainda, antes de iniciar a palestra, alunos, professores e convidados foram surpreendidos pela turma

As bandas desenhadas apesar de nos arrancarem

do 6º2 que cantou o “Varrer dos Armários”, assina-

gargalhadas, podem ser, por vezes, histórias muito

lando desta forma o encerrar das festas natalícias. Aluno: Tomás Camacho 6º ano, turma 8

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“EDUCAR, PREVENIR E AGIR EM CASO DE RISCO” O 6.º 5 sensibiliza a comunidade educativa para o tema “Educar, Prevenir e Agir em caso de Risco” No passado dia 20 de janeiro, pelas 10h, teve lugar no Auditório da escola uma apresentação de trabalhos da turma 5 de 6.º ano, no âmbito do Projeto: “Educação para a Segurança e Prevenção de Risco”. Esta iniciativa partiu da Diretora de Turma, a professora Idalina Gonçalves, que no ano transa-

carregados de educação da turma 5 de 6.º ano. Também

to participou numa palestra proferida por um engenheiro

esteve presente o professor Álvaro Martins, delegado de

da Proteção Civil, sobre o tema acima mencionado. Nesse

segurança da escola, que fez uma pequena intervenção,

momento, entregaram-se aos presentes vários panfletos

explicando aos presentes os objetivos do projeto imple-

sobre a temática, para explorar nas aulas de FPS. Assim,

mentado.

nesta atividade, que se iniciou no ano letivo anterior, desenvolveu-se uma interdisciplinaridade nas áreas de FPS e de Português. O principal papel da professora foi de orien-

A Professora: Idalina Gonçalves

tação, dando as diretrizes necessárias, e coube, essencialmente, aos alunos a realização do trabalho, de forma autónoma e em equipa. É de salientar que o produto final culminou numa “ Sessão de Sensibilização” para a Comunidade Educativa, com um público composto por 3 turmas (1, 6 e 7 de 6.º ano), professores e en-

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no bar dos alunos Alegria, risos, troca, partilha de saberes e sabores e boa disposição foram uma constante na celebração do Santo Amaro e do seu “Varrer dos Armários”! Uma experiência muito boa, resultado dum excelente convívio realizado entre os professores (Equipa Pedagógica nº 9) e os seus alunos (PAC 9º anos) no bar dos alunos, no passado dia 14 de janeiro. Obrigado a todos aqueles que colaboraram nesta atividade “gastronómica” e de convivialidade, aliada à preciosa cooperação dos encarregados de educação dos nossos alunos que nos “mimaram” com as delícias do varrer dos seus armários. Obrigado a todos que connosco colaboraram! Professores da Equipa Pedagógica nº 9 (PAC)

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Um grupo de professores da nossa escola esteve presente na Festa do Santo Amaro, que se realizou entre os dias 10 e 15 de janeiro em Santa Cruz. Na barraca, houve variedade de comida e bebida, não se esquecendo a tradicional Sandes de carne de vinho e alho, e a Poncha regional. Foi uma atividade de intercâmbio entre a escola e a comunidade escolar onde compareceram alunos, en-

carregados de educação, funcionários e docentes. Os professores/vendedores gostaram da experiência, apesar do frio, que se fez sentir durante a noite, e do cansaço acumulado. A angariação monetária tem como objetivo a realização de uma visita de estudo no final do ano letiva, à zona norte de Portugal Continental.

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No passado dia 31 de janeiro, as turmas 1, 2 e 3 do

no palco que a obra dramática, transformada em

9º ano PAC tiveram a oportunidade de assistir à pe-

espetáculo, realiza a sua comunicação total através

ça A Décima Turista, levada à cena pelo GMT OFI-

da fusão de duas linguagens – a verbal e a não ver-

CINA VERSUS, no Teatro Municipal Baltazar Dias.

bal, ficaria um tanto quanto incompleto estudar o

A organização da ida ao teatro ficou a cargo da professora de Português, Teresa Silva, visto que é nes-

texto dramático, enquanto texto, deixando de fora a sua plenitude, que é o “espetáculo”.

ta disciplina que os alunos estudam o texto dramáti-

A peça teatral A Décima Turista, da autoria de João

co. Alguns professores da Equipa 9 acompanharam,

Mendes, põe a nu um país real, onde os valores so-

igualmente, as turmas.

ciais e humanos se invertem, numa crescente perda

Sendo coincidente com o final do estudo do texto dramático Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, foi de todo o interesse levar os alunos ao teatro, para os mesmos verificarem in loco alguns dos conteúdos estudados. Sabendo, de antemão, que toda a peça teatral só se realiza plenamente quando é representada, que é 52 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

de direitos e de identidade individual e coletiva. Em tom de sátira social, tal como no Auto da Barca do

Inferno, de Gil Vicente, se denunciam vícios, falsas atitudes e defeitos comezinhos de um quotidiano em degradação, daí a intemporalidade da sua mensagem. O objetivo desta atividade foi duplamente alcançado ,


visto que a arte teatral não tem apenas como função levar o espetador a esquecer a realidade que o cerca e a transferir-se, por algum tempo, para uma atmosfera diferente, mas visa, sobretudo, “mexer” consciências, levando-as a tomadas de posição mais interventivas e ajustadas num mundo que se

pretende mais justo e melhor.

A Professora: Teresa Silva

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GRUPO DAS CAMINHADAS

O grupo “Pernas para que vos quero” da Escola Básica

Ao longo destes anos foram já muitas veredas, levadas

dos 2º e 3º Ciclos do Caniço, formado por professores

e demais itinerários percorridos na Ilha da Madeira,

e funcionários, vem realizando mensalmente, desde o

uns mais acessíveis, outros mais exigentes, mas todos

ano letivo 2005/06, saídas de campo que visam pro-

detentores de uma enorme beleza paisagística, não só

mover o convívio, o bem-estar, em geral de todos os

no aspeto geológico, mas, em particular, em termos

participantes, bem como o contato com a Natureza, no

de biodiversidade ao nível da fauna e flora.

sentido de melhor a conhecer e preservar.

Percurso do Ribeiro Bonito- Levada do Rei

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Nome Científico: Matthiolamaderensis L.“Goivo da rocha” Exemplar da flora existente na Ponta de São Lourenço


Além de caminhadas, participou em outras atividades,

vereda da Casa do Sardinha, e regresso de barco

nomeadamente na reflorestação das serras da Madeira

até à Quinta do Lorde. Apesar do grupo já ter

com plantação de diversas árvores e arbustos (urzes,

realizado este percurso mais do que uma vez, esta

uveiras da serra, cedro da madeira, faia da madeira e

atividade foi bastante agradável, na medida em que as

loureiros), mais concretamente, nas serras de Santo

condições climatéricas foram muito favoráveis, a

António, em parcerias com outras entidades, a Direção

paisagem deslumbrante, a informação prestada ao

Regional de Florestas e Conservação da Natureza, Di-

longo do percurso enriquecedora, e o ambiente na

visão de Promoção, Divulgação e Formação Florestal e

Casa do Sardinha muito acolhedor.

a Associação da Madeira de Todo o Terreno Turístico. Desta vez, a convite do Parque Natural da Madeira participou no “Dia do Vigilante da Natureza”, na atividade que teve lugar no Caniçal, na Casa do Sardinha, no dia 2 de fevereiro. A referida atividade

O grupo aguarda, ansiosamente, que as condições climatéricas propiciem a realização da próxima aventura pedestre. As professoras: Helena Rodrigues e Teresa Cabral

constou de um percurso pedestre de ida, com início da

Chegada à casa do Sardinha (centro de informação do Parque Natural)

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PROJETO

O projeto “Educar para a Solidariedade”, criado na Es-

voluntariado, valorizar a atividade voluntária junto dos

cola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço neste ano leti-

jovens e dinamizar o trabalho voluntário de todos os

vo (2013/14), caminha ao encontro:

que pretendam realizá-lo.

- Dos objetivos/metas do Projeto Educativo da nossa Assim, o nosso projeto, “Educar para a solidariedade”, escola – onde se refere que, “é fundamental aprofun- pretende dinamizar e promover atividades de voluntariadar a cultura de escola, isto é, os seus valores, a sua do educativo dentro e fora da escola que lhe trarão maneira de estar e de encarar a realidade e a mudan- grandes benefícios a médio e longo prazo, nomeadaça. É essencial desenvolver o sentimento de pertença à mente: no desempenho e sustentabilidade da escola; no comunidade e de valorização do envolvimento, partici- exercício da responsabilidade social; no valor acrescenpação e cooperação de todos” e “Promover o desenvol- tado à imagem da escola; na melhoria do clima organivimento de valores sociais”;

zacional; na maior motivação dos alunos; na melhoria

- Da iniciativa do Ministério da Educação e Ciência lançado, no dia 30 de maio de 2012 - Escola Voluntária, que tem como objetivo incentivar a integração da

do sucesso escolar e do comportamento dos alunos e no surgimento de uma cultura de voluntariado (Objs. A.1 e C2/Meta2.2).

escola na sua comunidade, promover a iniciação ao Na prossecução desses objetivos procedemos: - À criação do “Dia Solidário” (1ªs quartas-feiras de cada mês – parceria com a associação de pais e a Assistente social da escola, Ana Raimundo);

Alimentos angariados no “Dia Solidário” e distribuídos pelas famílias dos nossos alunos mais carenciados

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- A sessões de sensibilização sobre o voluntariado (a importância de todo o trabalho e logística que envolve uma campanha/peditório para angariação de bens/fundos) – dias 22 de outubro de 2013, e 26 e 29 de novembro de 2013;

- À participação dos alunos/professores voluntários da nossa escola, no peditório da AMI – Assistência Médica Internacional – dias 5, 6, 7, e 8 de dezembro de 2013.

- À participação dos Alunos/Professores/Encarregados de Educação voluntários da nossa escola na Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome – dia 30 de novembro de 2013.

- À interdisciplinaridade – na criação do logótipo e nome a atribuir a este projeto e no apoio na elaboração de trabalhos escritos pelos alunos.

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VISITA DE ESTUDO

No âmbito das atividades da Semana do Mar, os alunos do

marinha. A aula terminou com a pintura, em tinta acrílica,

5º ano, turmas: 6, 8 e 9, realizaram uma visita de estudo

de um calhau com um ou vários seres vivos marinhos à

à Reserva Natural Parcial do Garajau, nos dias 8 de no-

escolha daqueles.

vembro (turma 8) e 6 de dezembro (turmas 6 e 9).

Para além da palestra sobre a biodiversidade da Reserva

O intuito desta

Natural Parcial do Garajau e da aula de laboratório, cons-

visita foi o de

tava uma visita por mar à reserva. Porém, nas turmas 6 e

alertar os discen-

9, não foi possível a sua concretização, dado que as condi-

tes para a pre-

ções marítimas não ofereciam segurança para que tal se

servação da vida

pudesse efetuar.

marinha, seja ela a fauna ou a flora.

damente foi ultrapassado, porque puderam observar/tocar nas crias de uma pata, que se encontravam na ribeira que

Partimos da escola com destino ao cais do Lazareto,

O sentimento destes discentes foi de desilusão, mas rapi-

local

da

desagua no cais do Lazareto. O regresso à escola foi com a sensação de uma vivência muito positiva, por parte dos destinatários.

nossa visita. Aí chegados, fomos muito bem recebidos pe-

Na realização desta atividade, a professora responsável,

los vigilantes da natureza, que transmitiram a informação

Conceição Fernandes, contou com as colaborações, muito

de forma significativa e carinhosa, levando os alunos a

prestimosas, das docentes: Teresa Cabral (Delegada de

demonstrar grande interesse pelo tema abordado e a colo-

Grupo da disciplina de Ciências Naturais), Marlene Ribeiro

car questões muito pertinentes.

(Diretora de Turma, da turma 6), Cristina Freire (Diretora de

Turma,

da

turma 8) e Carmo

Afonso

(Diretora de Turma, da turma 9).

Desta visita constou uma aula de laboratório, ministrada pela Dra. Olga, docente no Estabelecimento Vila Mar, que motivou/cativou, de forma excelente, a atenção dos alunos para a importância da conservação da biodiversidade 58 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014

A professora responsável: Conceição Fernandes


CLUBE DE DANÇA

Desde a criação do projeto “Clube de Dança”, no ano

A inovação e a vontade de ser arrojado, utilizando

letivo de 2011/12, que o número inscrições, bem co-

diferentes coreografias, géneros de dança, estilos

mo o número de atuações em períodos festivos den-

musicais atuais, ao gosto dos alunos, têm sido uma

tro e fora do espaço escolar não têm parado de au-

das estratégias seguidas para manter os alunos moti-

mentar.

vados. Durante o ano letivo, 2012/13 passaram, pelo

Este projeto, que vai ao encontro do interesse dos alunos, é da responsabilidade dos professores Paulo Lourenço e Henrique Dias, e supre uma lacuna existente na escola em anos anteriores no que à área da

“Clube de Dança”, aproximadamente 40 alunos de diversos anos de escolaridade, sendo a maioria do 5.º ano. No presente ano letivo, esta tendência mantem-se.

dança se refere. O “Clube de Dança” tem como obje-

Mais uma vez os objetivos propostos no início do

tivo desenvolver a criatividade, o espírito de iniciati-

projeto foram atingidos, pois o “Clube de dança” con-

va, a capacidade rítmica e, ao mesmo tempo, ser um

tinua a participar e a animar muitas das atividades

dos rostos da escola a nível recreativo e cultural.

dinamizadas pela Escola. O clube funciona diariamen-

A participação do “Clube de Dança” nas festas de Natal, no aniversário da escola, na “Noite cultural”, na animação de intervalos e em apresentações públicas fora do espaço escolar, está a tornar-se habitual.

te no ginásio da escola e em diferentes horários, para poder abranger o maior número possível de alunos. Para experimentares, apenas tens de gostar de dançar, e aparecer. O Professor: Paulo Lourenço 59 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


CLUBE MÃOS À OBRA Dez Anos de Existência O clube “Mãos à Obra” é uma proposta das docentes iniciativa manteve-se no ano letivo de 2012/2013 apenas Magda Nunes e São Barros iniciada no ano letivo com um elemento responsável pelo clube. Atualmente FAZ 2003/2004.

DEZ ANOS e conta com a participação da professora Paula

O principal objetivo deste clube é o de desenvolver algumas técnicas de pintura, de modelação, de colagem, de desenho, de medição, de costura entre outras, na elaboração de vários tipos de objetos, assim como ocupar os tem-

Romano. É um clube de cariz prático, sendo ainda um espaço onde os participantes podem de modo informal, mas organizado, aprender a dominar várias técnicas e a realizar tarefas e objetos úteis na vida quotidiana.

pos livres e desenvolver o espírito empreendedor. Esta O clube engloba uma vertente educativa, lúdica e prática.

INSCREVAM-SE!!! 60 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Um desejo de Natal (conto) Era uma vez um menino alto, loiro e com um tom de pele acastanhada que vivia num orfanato. Esse menino só tinha um desejo de Natal: conhecer os seus verdadeiros pais.

receram e, com passo apressado, disseram em coro:

Era a antevéspera de Natal, nove e meia da noite e, como sempre, o senhor Pedro ia avisar a criançada para desligarem as luzes e para irem dormir. O nosso herói conheceu uma espécie de duende que lhe disse: “Toma esta caixa com três desejos, poderás utilizá-los um hoje, um amanhã e um no dia de Natal.

O menino aproveitou e perguntou aos pais se poderia ir para a escola. Como estes disseram que não, o rapaz quis saber o motivo. O pai respondeu:

Nesse mesmo dia, o menino disse ao duende que queria ter uns pais muito ricos. As doze badaladas lá chegaram. Apareceram no orfanato, uma senhora alta, de cabelo encaracolado e com o nariz empinado, que se chamava Maria, e, juntamente com ela, vinha um senhor baixo, de cabelo curto e claro, e com uma boca grande. Este disse que se chamava Joel. Eles perguntaram ao senhor Pedro se poderiam adotar uma criança e escolheram o menino. Nessa mesma noite, foram a muitas lojas comprar roupa e brinquedos para o menino e este ficou muito feliz. Logo que acordou, no dia seguinte, desceu as escadas e viu os seus brinquedos. Viu também vinte criados muito agitados, dizendo: “Depressa, depressa, temos doze horas para preparar a mesa de véspera e muitas mais coisas”. Nesse dia, o menino pediu ao duende o seu segundo desejo: que os criados fossem de folga neste dia e no próximo. Imediatamente, os seus pais apa-

- Hoje e amanhã não vos queremos a trabalhar. Divirtam-se e Bom Natal!

Cabaz Solidário 2013

- Sabes quantos camponeses estão nessa escola? - Não senhor, pai. - Há centenas e é por isso que passas a ter aulas em casa. O menino foi para o seu quarto a chorar, pois já não podia tocar na branca neve, nem falar com os seus amigos, no dia 25 de dezembro. Mais tarde, o menino pediu ao seu amigo duende que queria voltar para o orfanato e ser adotado pelos seus verdadeiros pais. A magia aconteceu e ele retrocedeu até à noite em que tinha saído do orfanato. Nesse mesmo momento, chegaram os seus verdadeiros pais. Eles explicaram-lhe que o tinham deixado lá por de falta de emprego e, entretanto, lá ficava melhor. O menino ficou tão feliz que disse que aquele era o seu presente perfeito, nesse dia de Natal. No fim de tudo, o menino percebeu que ser rico não é tudo, pois viu que perderia muito.

Infelizmente, a recolha de alimentos na Biblioteca, para constituir o “Cabaz Solidário”, no Natal de 2013, não atingiu os objetivos previstos para a atividade. Contrariamente a anos anteriores, a adesão da Comunidade Educativa foi muito pouca. Assim, os parcos alimentos recolhidos foram adicionados à recolha efetuada aquando do “Dia solidário” da Escola, porque não foram suficientes para, por si só, formarem um cabaz. Esta situação ficou, certamente, a dever às imensas solicitações, apelando à solidariedade, feitas neste período natalício, na escola e em contexto extraescolar. Estamos gratos a todos os que participaram! A equipa da Biblioteca

Top leitores de 1.º Período (Leitura domiciliária)

Nome

Turma/ Ano

Livros lidos

5º8

40

João Diogo Reis

CEF2

16

Ana Raquel Reis

5º1

10

Diogo Barbosa

Parabéns a todos e continuação de boas leituras! Leitura e Baú de Biblioteca

O aluno: João Domingos, 7.ºano, turma 6 61 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Feirinha de Natal 2013 A “Feirinha de Natal”, que decorreu na nossa escola no mês de dezembro de 2013, teve uma receita total de 1.346€ euros, tendo ficado como receita própria da Biblioteca 310,00€. Esta “Feirinha”, que já vem sendo realizada desde o ano de 2010 , vende artigos provenientes de toda a Comunidade Educativa, uns doados, outros para venda (com o intuito de ganho de 85% do produto da venda). Nesta, como nas anteriores, houve uma boa adesão por parte da Comunidade. Estamos gratos a todos os que contribuíram quer para a venda, quer na compra dos produtos. O dinheiro obtido destina-se à compra de novos livros, prémios para atividades da Biblioteca e algum material escolar. A próxima Feira a ser realizada pela Biblioteca será a “Mostra/

Feira de Talentos”, que decorrerá no final do ano letivo. Nesta, os artigos para venda deverão ser trabalhos artesanais (talentos: bordados, pinturas, bijutarias feitas à mão, etc.). Apelamos, desde já, à participação de toda a comunidade Escolar. A equipa da Biblioteca

Vencedor do concurso: “Triatlo Literário” na escola A 1ª eliminatória do concurso “Triatlo Literário”, do Baú de Leitura, decorreu na nossa escola, no dia 21 de janeiro pelas 11:40h. O vencedor apurado pelo júri de 3 elementos foi o aluno César Azevedo, da turma 4 de 7º ano. A 2ª eliminatória decorrerá ainda este período, noutra escola com a participação do vencedor da nossa escola.

Parabéns ao César e a todos os concorrentes pela boa prestação! Todos tiveram um bom desempenho. Aldina Martins (Dinamizadora do concurso na Escola)

62 REVISTA CANAS > número 2 > março 2014


Descobre as 10 diferenças existentes entre estas 2 imagens.

PARA RIR

PROBLEMA MATEMÁTICO

Papagaio mágico Um mágico trabalhava num navio a fazer espetáculos de magia para os passageiros. O público era diferente a cada semana, então o mágico repetia sempre os mesmos truques.

A conta do restaurante Três amigos foram jantar a um restaurante e, no final, a conta foi de 30,00€. Cada um deles deu 10,00€ ao empregado, e este levou o dinheiro ao patrão, que disse:

- Esses três são clientes antigos do restaurante, por isso vou devolver-lhes 5,00€.

O papagaio do capitão, que assistia aos shows, começava a perceber como o mágico fazia os truques. Quando ele entendia um truque, principiava a gritar no meio do espetáculo:

E entregou ao empregado cinco moedas de 1,00€ para que as devolvesse aos três amigos. O empregado, muito esperto, ficou com 2,00€ para si e deu uma moeda de 1,00€ a cada um dos três clientes.

- Atenção, não olhem para o mesmo chapéu!… Olha, ele está a esconder as flores debaixo da mesa!… Hei, por que motivo todas as cartas são Ás de espadas?

No final, cada amigo pagou 9,00€ (10,00€ - 1,00€ que lhe foi devolvido).

O mágico ficava furioso, mas não podia fazer nada, pois, afinal de contas, era o papagaio do capitão. Um dia o navio afundou e o mágico acabou agarrado a um pedaço de madeira no meio do mar e, por capricho do destino, junto com o papagaio. Eles olharam um para o outro com ódio, mas não proferiram nenhuma palavra. E isto continuou por vários e vários dias… até que finalmente, no quinto dia, o papagaio não se conteve e disse: - Ok, eu desisto! Onde é que escondeste o navio?

SOLUÇÃO DO PROBLEMA MATEMÁTICO

Sabendo-se que cada amigo gastou 9,00€, que os três juntos gastaram 27,00€, e que o empregado ficou com 2,00€ para si… Amigos: 27,00€ (9,00€ + 9,00€ + 9,00€) Empregado: 2,00€ TOTAL: 29,00€ (…) Onde foi parar o outro 1,00€??? PENSAMENTO “A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação.”

Neste problema, o que interessa não é a soma do valor que sobrou para cada um, mas sim ONDE estão os 30,00€ iniciais (25,00€ estão com o dono do restaurante; 2,00€ estão com o empregado; 3,00€ estão com os amigos; 25,00€ + 2,00€ + 3,00€ = 30,00€). Pronto, resolvido! Queres uma explicação mais detalhada? 25,00€. de foi final conta a 5,00€, de desconto um fez forma: restaurante seguinte do da dono o pensa Se Então Ora 25,00€ divididos por 3, equivale a 8,3333€, valor que cada amigo deveria pagar. Como cada um deles recebeu ainda 1,00€, isso corresponde a 9,3333€ (8,3333€ + 1,00€)), que multiplicado por 3 acaba por fazer 28,00€ (9,3333€ x 3). Estes 28,00€ mais os 2,00€ do empregado perfazem a totalidade de 30,00€.


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Revista Canas nº 2 2014