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IMPRESSO FECHADO. PODE SER ABERTO PELA ECT

WWW.APRASC.ORG.BR FLORIANÓPOLIS | OUTUBRO 2017 | ANO XV |

NÚMERO 65

APRASC PROMOVE CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA VIDA 2017: de janeiro a outubro foram assassinados 481 agentes de segurança no país, sendo 322 policiais militares. PÁGINA 11

Em REPORTAGEM ESPECIAL, prestamos singelas homenagens e contamos um pouco da história de cada um dos quatro praças que tombaram neste ano em Santa Catarina. Para sempre em nossa memória, guerreiros que jamais serão esquecidos. PÁGINAS 6 A 10

ENERP SC VAI REUNIR ENTIDADES DE PRAÇAS DE TODO O BRASIL PÁGINAS 15 E 16


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EXPEDIENTE

EDITORIAL

A INÉRCIA DAS AUTORIDADES NÃO PODE SER NOSSA REFERÊNCIA

Jornal da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (APRASC) Ano XV – nº 65 – outubro de 2017 – edição fechada em 18/10/2017 Edição: Everson Henning Revisão: Edson Fortuna, Everson Henning, Patricia Krieger e Sandra Domit Textos: Patricia Krieger e Sandra Domit - Email: imprensa@aprasc.org.br Fotos: Patricia Krieger, Sandra Domit, diretores, Agência Alesc, CBMSC e PMSC Diagramação: Fabrício Trindade Ferreira - whatsapp: (48) 99605.0673 Jornalista Responsável: Sandra Domit (MTB 6290) Tiragem: 14 mil exemplares – Distribuição gratuita e dirigida Endereço: Rua Raul Machado, 139 – Centro - Florianópolis - CEP 88020-610 Telefones: (48) 3223-2241/ (48) 3039-0609 Site: www.aprasc.org.br / Email: aprasc@aprasc.org.br Twitter: @_aprasc / Facebook: www.facebook.com/aprasc

Diretoria Gestão novembro 2015 | novembro 2018 Presidente Edson Garcia Fortuna

Vice-presidente Rogério Ferrarez

Secretário-Geral Flávio da Silva Damiani

2º Secretário Amauri Soares

1º Secretário Luiz Fernando Soares Bittencourt

2º Tesoureiro Nilton Hélio Tolentino Júnior

1º Tesoureiro Saul Manoel Honorato Filho

Conselho Fiscal Suplentes Evaldir Popadiuk, Claiton Jesus Carvalho, Francisco da Silva

Conselho Fiscal Titulares José Moraes Sotero, Jair Ventura, Antônio César Scremin Martins

Vice-Presidente Regional Norte Myke S. dos Santos

Vice-Presidente Regional do Alto Vale do Itajaí Luiz Antônio de Souza

Vice-Presidente Regional Oeste Valtecir Tomé Behnem

Vice-Presidente Regional Extremo Oeste Elton Biegelmeier

Vice-Presidente BBMs Planalto Laudemir Antônio de Souza

Vice-Presidente Regional Extremo Sul Dilnei Lavezzo

Vice-Presidente Regional Planalto Jairo Moacir dos Santos* * falecido

Vice-Presidente Regional Foz do Itajaí Joisi Carla Pasquali

Vice-Presidente Regional Planalto Norte Irineu Woginhack

Vice-Presidente BBMs Grande Florianópolis Luiz Antônio Schimidt

Vice-Presidente BBMs Sul Jeferson da Silva Oliveira

Vice-Presidente Regional Grande Florianópolis Rodrigo de Souza

Vice-Presidente Regional Sul Ronaldo Roque Claudino

Vice-Presidente BBMs Grande Oeste Rogério Golin

Vice-Presidente BBMs Vale do Itajaí Jeferson Misael dos Santos de Lima

Vice-Presidente Regional Médio Vale do Itajaí Maurício Pessotti

Coordenação de Imprensa Everson Henning, Sandro Nunes Marivaldo, Francisco Joaquim de Souza

Vice-Presidente Regional Meio-Oeste Vanderlei Kemp

Coordenação de Patrimônio Clemilson da Silva

Coordenação de Assuntos Culturais Edson Soares, Juares dos Santos Ouriques, Hélio Leonor Koch

Coordenação de Relações Públicas Alceu Bonetto, Elisandro Lotin de Souza, Clailton de Oliveira

Coordenação de Assuntos Jurídicos Gil Norton Amorim, Juliano de Quadros Espíndola

Coordenação de Saúde e Promoção Social Alexsandra Gabron Neumann, Paulo Ricardo Cardoso Luiz, Adriana de Resendes Marcelino

Coordenação de Direitos Humanos Pedro Paulo Boff Sobrinho, José Eugênio Costa Dias, Fábio Miola

Os meses de agosto e setembro de

acordo com a conveniência da situação,

2017 nos colocaram diante de um quadro

sendo que os penalizados foram os

desolador e que muitos dos nossos pensava

trabalhadores mortos em decorrência da

estar distante de Santa Catarina: a morte

profissão que escolheram exercer. E quem

de agentes públicos de segurança. As

será responsabilizado?

manchetes sensacionalistas de várias

A crise econômica não pode servir de

emissoras de televisão, programas que

lastro para o pouco investimento no serviço

incluem a barbárie como tema principal,

público de qualidade. Os controversos

acabaram por testemunhar uma Santa

dados sobre arrecadação e destinação

Catarina diferente da que é vendida nas

dos recursos pelo Estado apresentados

propagandas turísticas governamentais.

pelo Tribunal de Contas são contundentes

A Santa Catarina onde as organizações criminosas encontraram nos profissionais de Segurança Pública um alvo fácil. Foram quatro assassinatos, quatro vidas ceifadas precocemente, famílias destruídas, o mito do herói da segurança pública sendo exaltado. Mas na verdade, o amigo de longas jornadas, o bom companheiro de trabalho, o pai exemplar, o homem de fé, o guerreiro se foi. Esta realidade nos remeteu a refletir profundamente nossa condição e encontrar possíveis causas, omissões, responsabilidades e nos deparamos com um Estado mudo, surdo e que sequer entendeu a gravidade da situação.

Os recursos materiais e humanos escassos, aliados ao descaso das autoridades em resolver os problemas básicos, podem nos levar a ter mais vítimas. Enquanto categoria organizada não podemos aceitar tal situação

e demonstram que há má destinação de recursos, priorizando a distribuição política. É esta a fórmula que queremos para Santa Catarina? O poder pelo poder em detrimento ao cidadão catarinense? Os recursos materiais e humanos escassos, aliados ao descaso das autoridades em resolver os problemas básicos, podem nos levar a ter mais vítimas. Enquanto categoria organizada não podemos aceitar tal situação e nos posicionarmos exigindo contratação de efetivo, controle no sistema prisional, políticas eficazes no combate ao crime organizado, integração e disseminação de informações sobre as organizações criminosas que levem ao aniquilamento d e sta s , a l é m d e v a l o r i za çã o e reconhecimento aos profissionais que perderam suas vidas em nome da profissão que escolheram. Não queremos mártires, queremos trabalhadores vivos e exercendo plenamente o seu mister que é fazer segurança pública. Aqueles que escolheram

A voz atordoada da sociedade não

doar a sua vida à proteção de vidas alheias

encontrou eco na Secretaria de Segurança,

merecem do estado e da sociedade a

na Secretaria de Justiça e Cidadania e até

valorização e o respeito antes, durante e

mesmo no Governo do Estado. Notas frias e

no eventual depois se vierem a padecer no

desconectadas da realidade emitidas pelas

exercício de suas funções.

autoridades deixaram transparecer o quão

Nosso reconhecimento e reverência aos

insignificante foram as perdas de valorosos

que tombaram por terem escolhido proteger

profissionais, deixando a impressão de que não passaram de números. O sistema prisional expôs a dura realidade da falta de efetivo, material,

a sociedade. Que suas partidas não tenham sido em vão e que os responsáveis, por cada um dos crimes, sejam plenamente punidos o mais rápido possível.

bloqueadores de sinal de celular e

Subtenente RR Edson Garcia Fortuna

desencontrados números que mudam de

Presidente da Aprasc


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COLOMBO QUER CONGELAR INVESTIMENTOS PÚBLICOS Está tramitando na Assembleia Legislativa de Santa Catarina - Alesc o projeto de lei de autoria do governo do Estado (PL 0350.9/2017) que pretende congelar os gastos do serviço público pelos próximos dois anos. A Aprasc está acompanhando a tramitação e estudando as consequências da proposta

para a segurança pública e a sociedade. “Congelar os gastos por dois anos significa que não teremos, por exemplo, o mínimo de incremento em relação ao crescimento populacional nesse período. E em tempos de crise a procura pelos serviços públicos aumenta. Esse é o mesmo projeto

que foi implementado no Rio de Janeiro e as consequências para sociedade são devastadoras”, explica o presidente Edson Fortuna.

ENTENDA A PROPOSTA O projeto de teto de gastos limita o aumento de gas-

tos com manutenção e folha de pagamento, que hoje já sofrem com falta de recursos, à variação da inflação. A proposta está relacionada à Lei Complementar Federal 156/2016, da renegociação da dívida entre os estados e a União. Acesse o projeto no site da Alesc: http://www. alesc.sc.gov.br/proclegis/

MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA PELO FIM DA PRISÃO ADMINISTRATIVA Os meses de agosto e setembro foram de intensa atividade em Brasília. Uma das pautas principais para os militares foi a mobilização para a aprovação do PL 148/2015, que acaba com a prisão administrativa. Representando a Aprasc, estiveram na capital federal os diretores Flavio da Silva Damiani, Pedro Paulo Boff Sobrinho e Laudemir Antônio de Souza. Os três estiveram reunidos com senadores e deputados, entre eles, Subtenente Gonzaga, Cabo Sabino e Major Olímpio,

bem como, com diretores da Anaspra e outras entidades representativas de militares do país. Segundo Sobrinho, o principal objetivo foi pressionar para que o PL entre para votação em regime de urgência. Para isso era necessário a coleta de assinatura das lideranças dos partidos ou bancadas. “O resultado inicial se conseguiu, ou seja, foram coletadas as assinaturas necessárias e o PL 148/2015, está pronto para votação, restando tão somente vontade do presiden-

te do Senado em colocar na ordem do dia para votação” explicou. A Anaspra e Aprasc pedem o empenho de todos os diretores e associados para que enviem email e façam contato com os senadores, no sentido de ressaltar a importância da aprovação do referido projeto. “É preciso intensificar o trabalho e concretizar esse anseio, em não ver mais companheiros e companheiras cerceados de suas liberdades, muitas vezes, de maneira arbi- os diretores Sobrinho, Damiani e Laudemir com o deputado subtenente Gonzaga trária”, destaca Sobrinho. (PDT) em Brasília

DÍVIDA PÚBLICA: O QUE É ? E POR QUE INTERESSA AOS PRAÇAS? Dívida pública é hoje o maior mal que assola a democracia e a soberania do Brasil. Podemos definir dívida pública como “obrigações de ordem financeira assumidas por Presidentes, Governadores e Prefeitos onde o responsável pelo pagamento é a população de um modo geral em forma de tributos.” A origem ocorre já na declaração de independência da nossa jovem nação. Ao contrário de outros países da América do Sul que pegaram em armas para consolidar sua soberania, o Brasil comprou sua independência de Portugal em 1822 com um acordo intermediado pela Inglaterra nos seguintes termos: assumiríamos a dívida da coroa portuguesa com a Inglaterra, avaliada na época em 2 milhões de libras, somente depois disso é que o mundo passou a reconhecer o Brasil como país independente. Em 1931, Getúlio Vargas, contrariado com diversas ordens de pagamento ao exterior, exigiu todos os contratos que legitimavam estes pagamentos e constatou que em muitos casos tudo estava formalizado apenas na “palavra”, e passou a honrar apenas o que estava no “papel” e dessa forma reduziu a dívida

pública em cerca de 40%. Em um ato de coragem, este presidente fez a primeira e única auditoria séria da dívida publica e a reduziu quase pela metade. Após a Segunda Guerra Mundial, nosso país ainda era muito pobre no desenvolvimento industrial, mas como os juros eram baixos e os prazos dilatados, a corrida para tomada de empréstimos para desenvolver este setor deu-se em larga escala. Com este direcionamento econômico, fortalecemos um novo algoz parasita de nossa riqueza: os Estados Unidos, que ditavam o novo padrão econômico pra América Latina e para manter sua hegemonia patrocinaram várias revoluções. Em 1964 tivemos aqui também um golpe de estado dos militares, bancado pelos dólares americanos e nesse ano nossa dívida pública era de 3 bilhões. Ao fim desta gestão de farda, 21 anos depois, os brasileiros receberam de herança 100 bilhões em dívida. De forma tímida, a abertura política trouxe os civis para governarem o país, onde a busca de combate a inflação ensejou em diversos planos econômicos fracassados, até Itamar Franco por em prática o Plano Real. Fer-

nando Henrique foi eleito nos dois mandatos seguintes, e para manter a estabilidade de seu governo manteve a paridade do real como dólar, mas para isso tinha que ter reserva da moeda norte-americana, buscando empréstimos a juros cada vez mais altos e dando início a uma política de privatização desenfreada. O resultado disso foi uma dívida de 900 bilhões ao término de seu mandato. O governo Lula, aproveitando o bom momento de nossa balança comercial, comprou a dívida com o FMI, pagando até 70% de ágio, emitindo papéis da então criada Dívida Pública, onde os valores nominais eram estampados em reais e com juros tentadores para os investidores, com isso passou para muitos a falsa sensação que o Brasil havia pago a dívida externa, quando na verdade ela continuava aumentando, chegando ao final de seu mandato em cerca de 2 trilhões de reais. O governo Dilma deu continuidade a esta política de governo e ao ser derrubada o país já devia em torno de 4 trilhões de reais. O governo Temer, para continuar alimentando o Serviço da Dívida, tem buscado uma políti-

ca de reformas que onera ainda mais os brasileiros, retirando direitos e congelando investimentos em serviços essenciais, como saúde, educação e segurança, construindo dessa forma o caminho, e não a ponte, para um total desastre sócio-político-econômico pra toda a nação. A dívida pública hoje já está na ordem de 4,5 trilhões de reais e só para sua rolagem, destinamos metade do que arrecadamos. Considerando que nosso PIB é de pouco mais de 6 trilhões, chegamos a fatal conclusão de que essa dívida é impagável. A solução parte para uma auditoria urgente da dívida publica, pois não sabemos pra quem devemos e porque devemos. É uma caixa preta que em 2002 se tentou auditar com a CPI da dívida sem a participação cidadã. Não teve êxito, pois o fedor apodrecido que surgiu obrigou nossos legisladores do Congresso Nacional a lacrar a caixa novamente, mas muitos documentos vazaram e deram certeza de que o valor nominal da dívida brasileira é fantasioso e pernicioso ao desenvolvimento da Nação. A manutenção dessa dívida apenas faz prosperar o setor financeiro, que mesmo em períodos de crise continua lucrando muito.

É preciso tributar as operações financeiras e grandes fortunas e dar fim a renúncia fiscal que nos custa meio trilhão por ano. Só em nosso estado a renúncia é de mais de 5 bilhões por ano. E os praças, onde entram em tudo isso? A partir do momento que estamos acompanhando uma política de governo que congela investimentos e condena as polícias a um sucateamento ainda maior, com menos equipamentos, menos efetivo, mais acúmulo de serviço e mais riscos. Nossos Praças vivem em constante paradoxo: obrigados a defender governantes que retiram direitos da categoria e de nossas famílias, arrochados por regulamentos pra continuar cavando sua própria cova. É aí que entra a Aprasc, atuando em defesa dos praças e mesmo em cenário adverso continua a busca pelo maior bem que uma categoria pode ter, a manutenção de sua consciência coletiva através da união – único caminho possível para sobrevivermos em tempos tão difíceis. Flávio S. Damiani Secretário Geral da Aprasc Membro da Auditoria Cidadã da Dívida – Núcleo Nacional e Estadual


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POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES:

NOSSO RECONHECIMENTO E HOMENAGEM PELOS ATOS DE BRAVURA

Eles arriscam a própria vida para proteger a população, salvar a de outras pessoas, defender gente que eles nunca viram, não conhecem e que sequer sabem o nome. Não, eles não são heróis com super poderes criados nas revistas e nos filmes de ação. São policiais e bombeiros militares, seres de carne e osso

Policiais resgatam homem na Ponte Anita Garibaldi Policiais militares do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM) realizaram um verdadeiro ato de heroísmo, na manhã do dia 12 de agosto. Eles conseguiram salvar um homem de 34 anos, natural de Santo Amaro da Imperatriz, que estava pendurado em uma das hastes da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna. Ele foi visto por motoristas que passavam pelo local e acionaram a PM, que deslocou uma guarnição para averiguar a situação. Chegando ao local indicado, os soldados Josué da Rosa Soares e Willian Costa Rech, conseguiram manter a segurança do homem, convencedo-o de que a vida valia a pena de ser vivida. “Foi a primeira vez que passei por uma situação dessas. Na hora, ventava muito forte e ficamos preocupados. Ele estava desiludido. Fomos conversando com ele, mantendo a calma, até que conseguimos imobilizá-lo e resgatálo com segurança”, relata o soldado Soares, de 31 anos, que exerce a profissão há quatro anos.

Soldados PM Josué da Rosa Soares e Willian Costa Rech

e mais do que profissionais treinados para ajudar, são trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães de família. Verdadeiros anjos da guarda, que nas situações difíceis, têm grande presença de espírito e de solidariedade. E mais do que tudo, vêem na Vida o bem mais precioso

de qualquer ser humano. São diversos os casos todos os dias registrados no Estado. Selecionamos seis deles aqui para homenagear e agradecer a todos os profissionais pelo exemplo de dedicação e, com coragem e ousadia, no seu dia-a-dia não medem esforços para ajudar a quem precisa.

Salvamento na Ponte Pedro Ivo

Os soldados BM Diego e Madureira estiveram na Aprasc

Trabalho conjunto, presença de espírito, e mais do que tudo, a vontade de ajudar. Foi assim que a guarnição do ASU 410-GBS, composta pelos soldados Madureira, Diego e Jacques, salvou a vida de um rapaz, de 23 anos, na noite de 18 de setembro, em Florianópolis. Também participaram do salvamento os agentes Leandro Antônio Miranda, Jaime José Silva, Wilson Augostinho, José Carlos Saraiva Junior, Thiago Demian Miqueluzzi, da Guarda Municipal de Florianópolis. Os três soldados, após atenderem uma ocorrência de acidente de trânsito, no bairro Estreito (Continente), seguiam

com a viatura em direção ao Hospital Celso Ramos (Ilha) quando se depararam com um jovem, do lado de fora da proteção metálica da via (guard-rail), na Ponte Pedro Ivo, caracterizando uma possível tentativa de suicídio. Os agentes da guarda municipal já se encontravam no local e tentavam falar com o rapaz, que apresentava cada vez mais sinais de agitação, demonstrando muita inquietação e decisão. “Seguimos em meia altura sem chamar sua atenção, sempre observando a ação dos agentes. Não tivemos treinamento para isso, mas tivemos que atuar, pois não havia outra

maneira”, disse Madureira. Na ação, os bombeiros conseguiram agarrar a vítima por trás e colocá-lo para o lado de dentro da ponte. “ Não conhecíamos os motivos da atitude que levou o masculino aquela situação e não havia como prever sua reação ao sentir nossa presença, mesmo assim em um momento oportuno e com uma ação categórica, a equipe surpreendeu ele, conseguindo retirá-lo daquela situação de risco de queda”, disse o soldado Jacques. “Essa foi uma ocorrência não corriqueira e inesperada, onde agimos com prudência e determinação, realizando ações que fogem da nossa alçada, e a união das corporações foi de fundamental importância para o desfecho positivo da ocorrência”, disseram os três soldados.

Soldado BM Jacques e agentes municipais

Bombeiro ajuda capturar criminosos em Balneário Camboriú Parabenizamos o soldado BM Rafael Teixeira dos Santos pela bravura e solidariedade. Mesmo no seu dia de folga, ele não hesitou em arriscar a própria vida para auxiliar seus irmãos de farda. No dia 13 de agosto, o bombeiro militar participou, junto de dois policiais militares, da captura de dois criminosos que roubaram um veículo em Balneário Camboriú. O veículo foi identificado e monitorado por policiais da guarnição local, na Br 101. Logo em seguida, o carro foi abandonado na marginal da rodovia e os criminosos tentaram fugir.

Dois policiais se deslocaram para impedir a fuga e ao chegar ao local contaram com a ajuda do Sd BM Santos, que estava de folga. A ação do bombeiro foi fundamental para captura dos autores, que estavam armados e tentaram resistir à prisão. Pelo menos um deles possuía antecedentes criminais por roubo. No interior do veículo também foi encontrado um revólver calibre 38 – que foi apreendido. Depois de terem sido identificados, ambos foram encaminhados para a delegacia local. O veículo foi devolvido à vítima. Soldado BM Rafael Teixeira dos Santos


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PMS ARRISCAM A VIDA E SALVAM MULHER

No domingo, 2 de setembro, a polícia recebeu informação de que uma pessoa teria se jogado no Rio Tubarão. Imediatamente, as guarnições das viaturas 4502 e 4511 se deslocaram para o local e iniciaram as buscas. O local era de difícil acesso, onde o grupo teve que passar por cercas de alambrado e redes de alta tensão. Com ajuda de três lanternas, conseguiram avistar a vítima, uma mulher,

que estava na margem oposta do rio, com água pela altura do pescoço, lutando contra a correnteza e pedindo socorro. O Saldado PM Oliveira retirou seu equipamento e seu fardamento, e com o auxílio dos demais policias, nadou até a vítima, conseguindo alcançá-la e puxá-la para fora do rio. Minutos depois, uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar chegou ao local e também atravessou o rio, com equipamentos

adequados e procederam o atendimento, resgatando a vítima. Foi com muita dedicação e muita persistência que salvaram a vida dessa mulher. A Aprasc parabeniza e homenageia pelo ato de bravura os soldados PM Rafael Oliveira Souza; Thiago Cruzeta da Mota; Denison Fernandes de Oliveira e o cabo PM Robson Mendonça de Lima. O grupo foi homenageado pela Câmara Municipal de Capivari de Baixo.

Homem que estava se afogando no Lago Internacional é salvo por policiais militares Ventura, que integrava a guarnição, se dependurou na beirada e conseguiu alcançar uma das mãos do homem. Em seguida, o soldado PM Deivid conseguiu uma corda, que foi enlaçada no corpo da vítima, sendo possível retirálo para a margem, momento em que a ambulância dos bombeiros chegou. Cabo Jair Ventura

Os fatos registrados naquele 26 de agosto ficarão para sempre marcados na memória dos policiais e da vítima. Naquela noite, por volta da meia noite, a polícia foi acionada para salvar um homem que estava se afogando ao cair no lago do Parque Turístico Ambiental da Integração (PTAI), em Dionísio Cerqueira. Ele sofreu um mal súbito. No local, os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros, porém, como a vítima estava submergindo rapidamente, o policial militar cabo

RECONHECIMENTO Por este ato corajoso, os policiais receberam no dia 14 de setembro uma moção de elogio dos vereadores da Câmara Municipal de Dionísio Cerqueira. “É gratificante, emocionante receber o reconhecimento por ajudar a salvar uma vida”, disse Ventura. Ele acrescentou que o trabalho da polícia é, na maioria das vezes criticado, pois manter a segurança e o bem-estar das pessoas é um trabalho árduo e por vezes, desafiador.

Soldados PM Rafael, Thiago e Denison e o cabo Robson

Homem é resgatado por policiais e bombeiros em Urussanga Foto Karina Ferreira / Agência AL

COMO ACONTECEU

Soldados PM Iara e Wanderson receberam homenagem na Alesc

Os policiais militares de Urussanga, soldados Wanderson e Iara merecem nosso reconhecimento. Eles também receberam Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Criciúma e homenagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Os soldados foram fundamentais no

resgate e salvamento da vítima de afogamento, que caiu no Rio Carvão em Urussanga e ficou presa às ferragens, embaixo de seu veículo. Na solenidade, a vítima esteve presente e emocionado agradeceu e enalteceu o trabalho dos policiais militares.

Os policiais militares de Urussanga foram acionados para atender uma ocorrência na Estrada Geral Rio Carvão, onde um veículo acabara de sair da pista, e o condutor estava preso nas ferragens, dentro de um rio, ingerindo muita água. O caso ocorreu no dia 19 de agosto. No local, os policiais prontamente entraram na água, socorrendo a vítima e evitando assim o seu afogamento. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, foram iniciados os procedimentos necessários para retirada da vítima, na área de difícil acesso e sem qualquer tipo de iluminação.

Saldados Leandro e Alex da Silva, segurando a menina Mariana

Menina de 5 anos é salva por policiais

Ele foi um herói, porque se tivesse esperado até o hospital não teria dado tempo. O relato é da lojista Julia Nunes, de 34 anos, mãe da menina Marina, de 5 anos, que foi salva pelo soldado Alex da Silva, do 21º batalhão de Florianópolis, com uma tampa de caneta. O caso aconteceu na noite do dia 13 de setembro, quando a viatura da PM realizava o policiamento em Santo Antônio de Lisboa, no norte da Ilha. Uma senhora gritando por socorro, entregou a criança já desfalecida ao soldado Alex. “Eu não sabia se ela tinha caído um tombo, levado uma mordida de uma cobra ou engolido algum objeto. No momento que eu coloquei a mão perto da garganta para sentir os sinais vitais, eu vi que ela possuía uma traqueostomia na garganta. E tava toda obstruída por

catarro ou pus. Nesse momento, eu coloquei minhas luvas descartáveis, e eu tinha uma caneta BIC. Eu tirei a tampa dessa caneta e comecei a limpar esse tubo”. O soldado Leandro, colega da viatura, solicitou apoio do Samu e dos bombeiros. O médico Adriano Meira Oliveira, do Samu, disse que sem a manobra a criança não teria resistido. “Eu só tive instrução de atendimento pré-hospitalar no curso de formação de soldados pela PM em 2014. Nem eu nem meu parceiro temos cursos de primeiros socorros, enfermagem nem nada. Foi a primeira vez”, disse Alex. Marina sofre de estenose subglótica, que é um estreitamento das vias aéreas. Por isso precisa da traqueostomia, uma intervenção cirúrgica que abre um orifício na traqueia para colocação de um tudo de passagem de ar.


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QUATRO PRAÇAS GUERREIROS QUE JAMAIS SERÃO ESQUECIDOS

Os meses de agosto e setembro deste ano foram marcados por mais uma onda de violência em Santa Catarina. Houve ataques em mais de 30 cidades: bases policiais e prédios públicos alvejados – inclusive o Centro Administrativo e o Instituto Geral de Perícias- carros e viaturas incendiados. Mais uma vez, nosso estado sofreu as consequências da crise de segurança pública, causada pela falta de uma política permanente de prevenção, investimento e integração entre as forças no combate à criminalidade. Mas desta vez o saldo de mortes foi

alarmante. O alvo principal foram policiais e agentes de segurança. Quatro policiais militares e um agente prisional assassinados em menos de dois meses. Em relação aos policiais, são três mortes a mais que o ano passado inteiro, quando o soldado Vinícius Alexandre Gonçalves, de 31 anos, foi morto em confronto no morro do Horácio. Ainda assim, houve silêncio e descaso por parte das autoridades que sequer vieram a público se manifestarem, como foi o caso do secretário de Estado de Segurança Pública, Cesar Grubba. O primeiro policial assassinado foi o

sargento Celso da Costa, morto no dia 11 de agosto em Florianópolis. No dia 28, o cabo Joacir Roberto Vieira foi morto dentro de uma loja de calçados na zona Sul em Joinville. Dois dias depois, no dia 30, o sargento Edson Abílio Alves, morreu após ter sido covardemente baleado em frente a uma padaria em Camboriú. No dia 11 de setembro, o cabo Everaldo Campos morreu após ser baleado em frente à uma cooperativa de crédito em Guabiruba. E um agente penitenciário, Elton Máximo, também foi assassinado no dia 18 de agosto em Joinville.

CELSO OLIVÉRIO DA COSTA

JOACIR ROBERTO VIEIRA

18/04/1964 11/08/2017

22/03/1974 28/08/2017

EDSON ABÍLIO ALVES

EVERALDO SOARES DE CAMPOS

15/12/1965 30/08/2017

06/05/1975 11/09/2017

Enquanto as autoridades se esquivavam de explicações na mídia, a pronta-resposta ficou a cargo da Polícias Civil e Militar, que rapidamente montaram operações conjuntas e não mediram esforços para capturar todos os envolvidos nos ataques e nas mortes dos agentes. Foram 175 pessoas

presas ou apreendidas na Operação Mão Forte. Diante desse cenário, de todas as perguntas que precisam de resposta, escolhemos uma: quantas mortes serão necessárias para que se mude a política de gerenciamento dos serviços públicos essenciais?

Até quando seremos vítimas da vontade de políticos oportunistas preocupados com a manutenção do poder e em vez de garantir direitos fundamentais e o bem estar da população? Não podemos mais pagar esta conta com nossas vidas! A partir dessa reflexão,

dedicamos parte desta edição para prestar singelas homenagens e contamos um pouco da história de cada um dos quatro praças que tombaram. Para sempre em nossa memória, guerreiros que jamais serão esquecidos. Irmãos de farda que levaremos conosco em nossos corações.


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SARGENTO CELSO OLIVERIO DA COSTA:

SEMPRE ALEGRE, MAS FIRME NO COMBATE À CRIMINALIDADE

A boa relação e proximidade com a família e amigos de trabalho era algo muito comemorado

Com ele não tinha tempo ruim. Sempre rindo e fazendo rir quem estivesse ao redor. Tinha 53 anos, mas agia como se tivesse 30. O sargento Celso Oliverio da Costa prestou 30 anos de serviço no 21º BPM, na Grande Florianópolis, e estava há quase 5 anos

na reserva. Era conhecido por seu bomhumor, mas também por ser muito sério, ativo e implacável no combate ao tráfico de drogas. Foi nesta área que atuou por mais tempo e como o mais antigo da tropa - razão pela qual era muito era reconhecido.

“Ele tinha muito carinho pelos sobrinhos, eram a vida dele”, conta a esposa

Natural de Piratuba, com família de Capinzal, o sargento Celso ou Oliverio, decidiu seguir a profissão do cunhado, que era sargento PM. Passou no concurso e foi lotado na Grande Florianópolis, onde permaneceu e chegou a 3ª sargento por critério de antiguidade.. A profissão acabou sendo uma tendência na família e foi seguida também por uma de suas sobrinhas, cabo Andreza Barbosa, de 39 anos. “Para mim ele era um pai. Como profissional, era exemplar, super ativo, pronto para ajudar e parceiro com todo mundo. Nunca esqueço uma vez que em uma ocorrência operacional na viatura, entramos em uma comunidade e houve troca de tiro, então pedi ajuda pelo rádio. Ao reconhecer minha voz, ele prontamente se deslocou. Fez isso muito pela parceria de farda e também por ter muito afeto por mim e eu por ele. Tínhamos uma ligação muito próxima, era uma inspiração pela personalidade, de combate e jeito de pensar, demos muita força um pro outro”, conta ela, que também já está há 15 anos na Corporação. A boa relação e proximidade com a família e amigos de trabalho era algo muito celebrado. Como bom churrasqueiro, o sargento Celso gostava de reunir as pessoas, assar uma carne, tomar cerveja e fazer festa sempre que tinha tempo livre. “Ele tinha mesmo muito carinho pelos sobrinhos, eram

a vida dele, a gente era muito família. Ele amava a profissão dele. Depois ele se aposentou e voltou a trabalhar porque não conseguia ficar em casa e aí aconteceu isso né? Mas no batalhão ele tinha muitos amigos. Ele honrava muito a farda”, conta a esposa, com quem foi casado por 30 anos, a servidora aposentada da saúde Rosemar Eufrásio da Costa, de 63 anos. Ele tinha dois filhos desse casamento e mais um enteado - todos adultos - e um neto de 1 ano e poucos meses.

O PRIMEIRO DE QUATRO POLICIAIS MILITARES ASSASSINADOS EM SC As circunstâncias em que o sargento Celso foi morto foram diferentes das que aconteceriam em seguida com outros irmãos farda. Ele estava trabalhando na segurança particular de um estabelecimento no dia 11 de agosto e, ao tentar evitar um assalto, acabou sendo baleado. “Foi muito bruto e bastante difícil de aceitar, mas ele lutou até o último segundo da vida dele, ou seja, foi ele mesmo até o fim. O tio morreu do jeito que ele era, encarando, corajoso, resistindo. Ele era muito corajoso”, finaliza a sobrinha policial. O velório e o enterro ocorreram em Palhoça e foram lotados de familiares, amigos e colegas de profissão.


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CABO JOACIR ROBERTO VIEIRA

UM LÍDER QUE TOMAVA FRENTE NAS OCORRÊNCIAS para escolta do Presídio Regional de Joinville. Também serviu por cinco anos o Batalhão da Polícia do Exército em Brasília. Por último, estava trabalhando na base, no plantão do 17° BPM, em Joinville. O próximo passo na carreira seria se tornar sargento, aguardava com ansiedade abertura de concurso. Tinha 43 anos e além da esposa e do filho de sete, deixou um enteado de 16 anos.

“Joacir era um homem honesto, íntegro, com uma ficha impecável na PM. Era um pai amoroso, um marido companheiro, trabalhador, que não mereceu morrer desta forma”, desabafa a esposa, Gisele de Almeida.

Momento em família com a esposa Gisele e o fiho de 7 anos

Um policial militar muito atuante, que exercia papel de liderança e tomava frente às ocorrências. Um pai querido, gostava de passar horas jogando videogame com o filho de sete anos. Um companheiro que causava orgulho por ser um exemplo como profissional e pessoa. É assim que o cabo Joacir Roberto Vieira, é lembrado por seus pares. Foram 19 anos de polícia. Joacir, como é conhecido, escolheu ser policial por causa do pai, cabo da Polícia Militar em Canoinhas, cidade onde nasceu. Ingressou na Corporação em 1998 e fez parte do 8°GRT. Depois foi

A revolta motivou um ato realizado no dia 2 de setembro, no centro de Joinville. Dezenas de praças, agentes de segurança, familiares e amigos participaram. Aprasquianos também estiveram lá e estenderam as faixas da campanha “Valorize quem protege a sua vida”. Milhares de panfletos também foram distribuídos para alertar a população sobre a grave situação da segurança em nosso estado. A mobilização teve cobertura das rádios e TVs locais.

“Nós policiais militares dedicamos toda nossa vida e se preciso for, temos a vida ceifada em virtude do compromisso que assumimos com os brasileiros. Nós perdemos a vida para defender a sociedade da criminalidade. E o que esperamos é que a população nos apoie e cobre de seus representantes uma mudança. Este [Joacir] é mais um que nos deixa por conta de criminosos de uma facção, do crime ‘organizado’. Sendo que nós, como sociedade, como policiais, é que temos que ser organizados! Não pode faltar munição, não pode faltar estrutura. E hoje temos que pagar do próprio bolso para proteger e nos sentir protegidos. Esperamos a nossa valorização!”, protestou o soldado Charles Henrique Gardiniem em sua fala durante o ato.

“A tropa inteira gostava dele por ser um excelente policial, respeitado, porque não se curvava aos criminosos. Ele era líder nato. Não tem palavra alguma que vai externar o sentimento, por ser um pm operacional e estar sempre atento, nunca baixar a guarda, a tropa em si se assustou e ficou muito comovida”, resume o coordenador de Direitos Humanos da Aprasc, cabo PM José Eugênio Costa Dias, que atua no 8º BPM. A despedida ocorreu em Joinville. O local ficou lotado de colegas, amigos, familiares e pessoas próximas. Após muitas homenagens, o corpo foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora de Fátima.

EXECUÇÃO COVARDE A forma covarde com que Joacir foi morto causou muita dor e revolta. Ele estava em uma loja da zona

Joacir foi um pai amoroso e um marido companheiro

Sul de Joinville comprando um tênis para o filho, no dia 28 de agosto, quando dois homens entraram na loja e efetuaram os disparos. Após atingirem o policial, os suspeitos fugiram. Logo em seguida, um dos atiradores foi preso e confessou que tinha a missão de “matar um policial para pagar uma dívida” com uma facção criminosa. A afirmação foi confirmada e divulgada pela mídia, o que deixou evidente o caráter de execução do crime. Não restaram mais dúvidas: Joacir tombou porque era policial.

Ato e repercussão em Joinville

O ato reuniu dezenas de praças, agentes de segurança, familiares e amigos

PRISÃO DOS AUTORES DO CRIME A quadrilha que participou da morte do cabo Joacir foi detida dois dias depois do crime e um dos atiradores foi morto em

confronto com a polícia no dia 5 de setembro. O outro atirador foi preso, junto com uma mulher acusada de colaborar na fuga, e

confessou o crime. Outros dois suspeitos também foram presos em Cascavel, no Paraná, acusados de serem os mandantes.


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SARGENTO EDSON ABÍLIO ALVES

TRABALHADOR INCANSÁVEL DA SEGURANÇA PÚBLICA E DA COMUNIDADE

Foram mais de 30 anos prestando serviços à comunidade do bairro Tabuleiro, onde morava, e como policial militar na Batalhão de Camboriú. Aposentado há dois anos, o sargento Edson Abílio Alves, de 51 anos, gostava de pescar e de trabalhar como pedreiro em reformas na própria casa e também de pessoas próximas. Nasceu em Itajaí e era filho de uma família de pescadores de Penha, mas decidiu ser policial militar. Abílio, como era conhecido, tornouse militar pelo exército no fim dos anos 80 em Blumenau, onde serviu por um ano. Depois, fez uma prova para se tornar policial, quando havia apenas um batalhão para Balneário Camboriú e Camboriú, cidade onde conheceu a esposa e decidiu ficar. Religioso, costumava fazer suas preces ao entrar e ao sair do serviço. “Desde que ele era criança ele queria ser policial, segundo o que ele mesmo me contava e depois a mãe ele me confirmou. Nem sabia falar direito e já queria ser militar. Então ele amava essa profissão, passou 30 anos trabalhando e nunca teve inquérito. Sempre foi um ótimo profissional, bem visto pela comunidade e honrou a farda que vestiu. Nos conhecemos no dia em que ele recebeu o primeiro salário como policial e desde então estávamos juntos”, relata a esposa, Femilda Knak Alves, de 53 anos com quem foi casado por 30 anos e teve

Homenagem da primeira CIA nas redes sociais

velório, fiz a escolta e acompanhei o cortejo fúnebre. A comunidade saiu à rua e vi que muitas pessoas choravam, emocionadas. Essa cena vai ficar marcada para o resto da minha vida. Ele era uma pessoa bem quista pela comunidade e o que aconteceu foi reflexo do seu trabalho de combate ao tráfico de drogas em Camboriú. Ele pegava firme e esse foi um dos motivos que ele foi executado”, conta o ex-colega de trabalho e amigo, soldado Ricardo Montovani Baumann, de 30 anos.

MORTE DO SARGENTO ABÍLIO, DOIS DIAS DEPOIS DO CABO JOACIR CAUSA REAÇÃO E REPERCUTE NA MÍDIA O sargento Abílio gostava de pescar e de trabalhar como pedreiro em reformas na própria casa e também de pessoas próximas

duas filhas e um filho. As três promoções que conquistou na carreira- cabo, 3º sargento e 2º sargento - foram por critério de antiguidade. Abílio não tinha concluído o segundo grau até mais recentemente e por isso não podia se candidatar a concursos internos que exigem esse pré-requisito. Dessa forma, foi um dos beneficiados pela lei que foi aprovada graças à nossa luta como praças. Ele era religioso, membro da

Assembleia de Deus há 22 anos, muito ativo e brincalhão. Mas era calmo, pacífico e costumava andar desarmado. Na Tabuleiro era muito conhecido e bem quisto como profissional e também como morador.

BALEADO EM FRENTE A UMA PADARIA PERTO DE CASA Infelizmente, ser conhecido na comunidade foi o motivo pelo qual Abílio teve a vida ceifada. O sargento morreu após ter sido baleado por um adolescente em frente a uma padaria que ficava próxima à sua casa, no dia 30 de agosto. Assim como o cabo Joacir, que havia sido assassinado dois dias antes em Joinville, no dia 28, o sargento Abílio foi morto porque era reconhecido como policial. Em 2015, quando houve outra onda de ataques em Santa Catarina, a casa de Abílio já havia sido alvejada por criminosos. “Não tenho palavras pra dizer, foi uma barbaridade. Há dois anos atiraram na frente da casa, mas foi bem na época que queimaram ônibus. Aquilo ali, como agora, não era pessoal. Foi porque ele era policial, só isso”, lamenta a esposa. A comunidade reagiu à morte de Abílio e isso emocionou muito familiares e colegas no dia em que houve o cortejo fúnebre. A despedida teve passagem de centenas de pessoas e contou com a presença do subcomandante-geral da PMSC, coronel Araújo Gomes. “Normalmente o mais antigo ensina o mais novo e ele me ensinou a trabalhar quando era recém-formado. No dia do

Com ataques acontecendo em diversas cidades e o assunto sendo abordado 24h na mídia, a execução do cabo Joacir Roberto Vieira, na segunda-feira, 28 de agosto, somada ao assassinato covarde do sargento Edson Abílio Alves, em Camboriú, na quartafeira, 30, desenharam um cenário grave e inédito na história recente de Santa Catarina. Dois policiais militares brutalmente executados em dois dias. Em Camboriú, foi possível ver nas imagens de segurança que o autor do crime faz um disparo e depois retorna e atira mais vezes. Diferente de uma situação de confronto, não houve enfrentamento direto. Nos dois casos, do cabo Joacir e do sargento Abílio, ficou evidente o caráter de execução. Os criminosos vieram com a missão de matar os policiais. “Para nós isso representa uma afronta às instituições de segurança nunca vista na história de SC que requer uma resposta imediata”, declarou o presidente da Aprasc, Edson Fortuna, em entrevista à rádio CBN e a outros veículos catarinenses.

MOBILIZAÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR Logo após a morte do sargento Abílio, o comandante-geral Paulo Henrique Hemm se manifestou em vídeo publicado na página do Facebook dizendo que a PMSC reagiria à altura dos ataques - quando foi montada a Operação Mão Forte. Em solidariedade aos irmãos de farda, muitos policiais de folga se apresentaram nos quartéis para capturar os autores dos crimes. O adolescente que atirou foi preso pela Polícia Militar, mas os mandantes do crime ainda não foram localizados.


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CABO EVERALDO SOARES DE CAMPOS

UM PROFISSIONAL SERENO E CENTRADO AO LIDAR COM CONFLITOS atendimento, ele não se separava da criança. Quando fomos levá-los de volta à comunidade, havia muita gente, umas cem pessoas, esperando na rua e foi muito emocionante e bonito. E a gente sempre lembrava essa história porque teve muita repercussão positiva e fomos bastante elogiados. Foi muito bacana”, lembra o cabo Ricardo Luis Barg, colega e amigo Everaldo. “Conheci o Everaldo quando entrou na PM, fui instrutor dele. Sempre foi um ótimo profissional dedicado ao trabalho e sempre procurando se aperfeiçoar. Era uma pessoa tímida mas muito amigo, conhecido como um grande guerreiro sempre buscando se aprimorar através de cursos, uma linda família, fará falta para nós, pois sempre procurou ser do bem e fazer o bem”, subtenente Iosmin Emerin Alves, de Brusque.

OUTRA MORTE COVARDE

De origem humilde, o cabo Everaldo adorava curtir com a família

Um homem muito centrado e paciente diante das adversidades. A serenidade era a característica mais marcante do cabo Everaldo Soares de Campos, que cresceu junto de uma família simples de agricultores em Ituporanga. Ao decidir se tornar policial militar, mudou-se para Brusque, onde serviu e viveu por 19 anos. “Eve” ou “Tio Eve”, como era conhecido entre colegas e amigos, era uma pessoa reservada. Gostava mais de churrascos e reuniões em casa com a família. No tempo livre, não perdia os jogos do Flamengo. “Ele amava a profissão dele e era exemplar, todo mundo que eu conversava dizia isso e falam muito bem dele. Creio que ele escolheu ser policial por amor. Ninguém dá a vida por nada e para encarar essa profissão tem que ser por amor mesmo”, relata a esposa, Simara Zanca, de 32 anos. Everaldo nasceu em Urubici, na serra, mas logo foi morar em Ituporanga, a terra da cebola. E foi lá mesmo, em uma comunidade mais ao interior, em Cerro Negro, para onde costumava voltar e era conhecido, que os amigos, familiares e colegas o homenagearam e se despediram em uma cerimônia ao pôr-do-sol. O momento foi registrado em uma foto que ficará na lembrança de muitos. Além da esposa, ele deixou uma filha 1 ano e 5 meses e um enteado de 11 anos. “Fizemos formação juntos, em 1998, e trabalhamos esses anos todos em Brusque. Interagíamos todo dia no

trabalho e também éramos amigos. Ele era muito reservado, tranquilo e da mesma forma que era centrado como pessoa, assim ele agia no serviço. Sempre teve muita paciência e agia com cautela”, conta o cabo Ricardo Luis Barg, colega de trabalho e amigo pessoal. Ele tinha sido promovido a cabo por critério de antiguidade há apenas dois anos. Era o cabo mais antigo da equipe do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da PM de Brusque e estava na expectativa de uma promoção a sargento, que já estaria programada para o ano que vem. Serviu o país por meio da Força Nacional. De todas as ocorrências e memórias atuando como policial, uma em especial marcou muito as vidas de Everaldo e de Ricardo. Passaram cerca de dez anos, mas ainda assim o assunto era recorrente nas conversas dos dois. “Uma vez nós pegamos uma ocorrência de resgate de uma criança de 3 anos que tinha se perdido no mato em uma comunidade de Brusque chamada Cedro Alto. Ela tinha fugido de casa pelos fundos e estava horas sem ser localizada. Saímos juntos e depois de algumas horas de busca conseguimos localizála. Mas o fato que chamou atenção é que, quando a encontramos, vimos que tinha um cachorro, da família, que estava junto e a acompanhou o tempo todo. E tivemos que levar o cachorro junto na viatura para o hospital. E não tinha jeito de separá-los, nem no

O cabo Everaldo morreu em uma segunda-feira, 11 de setembro, após ser baleado em frente a uma cooperativa de crédito em Guabiruba, no Vale do Itajaí. Foi o quarto policial militar assassinado em dois meses em Santa Catarina. As circunstâncias da morte também levantaram a questão de que ele foi morto por ser reconhecido como policial. Ele estava no estacionamento de uma cooperativa de crédito de Guabiruba carregando uma mochila, de folga, quando foi assaltado por dois homens armados. “E em um pôr-do-sol meu amigo se foi, como que por um capricho de Deus, reservou a cena mais linda para a sua despedida, botou diante dele a família, sua bebê, os amigos, os irmãos de farda para um adeus e fez o sol

Além da esposa, o militar deixou uma filha 1 ano e 5 meses e um enteado de 11 anos

Eles roubaram a mochila e atiraram contra ele, mesmo Everaldo não tendo oferecido resistência e se rendido com as mãos para o alto. Em seguida criminosos fugiram de carro. O crime foi tratado como latrocínio, mas as circunstâncias mais uma vez apontam para a suspeita de que ele foi morto porque havia sido reconhecido como policial. brilhar , brilhar como nunca...Seguirei em frente essa jornada e farei jus a seu nome , serei honrado e fiel a está farda que usaste... Descanse em paz meu amigo”, escreveu o cabo Ricardo Luís Barg, antes de retomar o trabalho.

Nosso agradecimento especial aos familiares, amigos e colegas dos policiais mortos que colaboraram com esta reportagem especial, enviando fotos e prestando informações.


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ATENTADOS CONTRA POLICIAIS FORAM DENUNCIADOS NA CÂMARA DE JOINVILLE

O espaço na tribuna da Câmara de Vereadores de Joinville, reservado para o dia 11 de setembro, estava previsto para que o presidente da Aprasc, subtenente Edson Fortuna, e o presidente da Anaspra e diretor da Aprasc, cabo Elisandro Lotin, falassem sobre a campanha conjunta das entidades para valorização da vida dos profissionais de segurança pública. E no mesmo dia mais um policial, o cabo Everaldo, foi morto em Guabiruba. Com a notícia ainda recente, o quarto policial morto este ano, ambos prestaram homenagens e falaram sobre este cenário de crise que há anos vem

sendo descrito e denunciado pelas duas entidades. “Os 5.110 policiais contratados nos últimos seis anos não suprem a carência de efetivo, pois há uma média de 800 baixas por ano na corporação, seja por aposentadoria, por afastamentos previstos em leis ou porque os policiais resolvem mudar de profissão”, disse Fortuna. Ele ressaltou também que o problema não é só a falta de policiais e de equipamentos, mas também a falta de integração das forças de segurança, a morosidade do Poder Judiciário e a saturação do sistema penitenciário como causas concorrentes.

Fotos Câmara de Vereadores de Joinville

Fortuna denuncia crise na segurança pública

Campanha pede valorização da vida e do trabalho dos profissionais da segurança pública O aumento significativo no número de profissionais da segurança pública mortos em todo o país, fez com que a Aprasc, em conjunto com Anaspra, deflagrassem a campanha pela Valorização da Vida. O objetivo foi mostrar para a população a triste realidade dos profissionais que atuam na linha de frente no combate à

criminalidade e cobrar respostas das autoridades. Em 2016, foram 477 policiais militares mortos no Brasil. Neste ano, de janeiro a outubro o número já chega a 322. Ou seja, mais de 1 policial morto a cada 24h no Brasil. No total, são 481 profissionais mortos em serviço ou em decorrência da profissão em 2017. Os dados

são da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB).

CAMPANHA A campanha “valorize quem protege a sua vida”, uma forma de reconhecer a importância do trabalho e o bem mais fundamental - a vida - dos profissionais de segurança pública, foi lançada no dia 25 de

agosto, Dia do Soldado e data do aniversário de 16 anos da Aprasc. Entre os meses de agosto e setembro, foram cerca de 300 outdoors, instalados às margens das vias públicas de Florianópolis e à beira das rodovias de Santa Catarina envolvendo todas as regiões do estado. Mais de 200 busdoors que circulam nas principais

cidades e distribuição de 55 mil panfletos. A campanha também aconteceu na nossa página do Facebook. Vídeos e imagens foram publicadas ao longo de duas semanas. A repercussão foi positiva, com centenas de comentários e milhares de compartilhamentos. Ao todo, os posts alcançaram mais de 40 mil pessoas em todo estado.


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NOVO ACORDO SOBRE AÇÃO DE HORAS-EXTRAS COM PGE

A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 25 de agosto, aprovou um novo acordo para pagamento da ação coletiva de horasextras firmado entre Aprasc com a Procuradoria Geral do Estado (PGE). Falta agora, a Justiça homologar esse acordo para que o pagamento seja efetuado aos beneficiados. A principal mudança em relação ao acordo anterior é que serão beneficiados apenas os que eram associados/as da Aprasc quando a ação foi protocolada – em julho de 2010. O debate e a votação ocorreram na sede da Fecesc, em Florianópolis, e foram transmitidos ao vivo pela nossa página no Facebook. Se você ainda tem dúvidas acesse nosso canal no Youtube (www. youtube.com/aprasc). Este novo acordo foi necessário por conta de uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal de maio deste ano, que inviabilizou o anterior, como explicou a advogada da Aprasc responsável pela ação, Grace Martins. “Em fevereiro deste ano informamos a Aprasc sobre a possibilidade de firmar um acordo no processo de horas-extras, que foi aprovado em assembleia e enviado para PGE. Mas uma decisão do STF que saiu em maio regulamentou a forma que devem ser pagos p ro c e s s o s m ov i d o s p o r associações. De acordo com a

nova regra, somente aqueles que eram filiados ao tempo do ajuizamento da ação, ou seja, julho de 2010, podem ser beneficiários da ação coletiva”, explicou ela.

BENEFICIADOS Com este novo acordo, o número de beneficiados pela ação coletiva reduzirá de cerca de 10 mil para aproximadamente 6 mil aprasquianos/as.

PRAZOS PARA PAGAMENTO A forma de pagamento também mudou com este novo acordo. Os valores deverão ser pagos em três parcelas em 30, 90 e 150 dias. E a correção segue vigente até a assinatura final do acordo.

Assembleia reuniu aprasquianos em Florianópolis

ORIENTAÇÕES AOS ASSOCIADOS/AS Para conferir se você era associado/a da Aprasc em julho de 2010, verifique o seu contracheque. Entre no site do escritório (http:// www.silvamartinsadv.com.br/ AcordoHE/consulta.phtml) e preencha o formulário com os seus dados e verifique se o seu nome está na lista. Dúvidas entrar em contato com o escritório pelo celular/whats app: 48 991641671. Ou com setor jurídico da Aprasc: no celular/ whatsapp 48 991854078).

Diretoria e a advogada da Aprasc responsável pela ação, Grace Martins, esclareceram as dúvidas dos associados

Aprasc vence ação contra o IPREV e pagamento já foi feito a 6.411beneficiados O pagamento referente à ação vencedora contra o Instituto de Previdência do Estado (Iprev) ainda não foi efetuado para 321 associados beneficiados. Deste total, 119 já faleceram e para isso é necessário que os familiares entrem em contato com a Aprasc, por meio do telefone (48) 3223.2241 ou pelo email juridico@ aprasc.org.br para que o pagamento possa ser feito mediante procuração. Os demais 202 que ainda não receberam também devem entrar em contato a fim de informar os dados bancários para que a transferência possa ser efetuada. A lista dos 321 está

disponível no site da Aprasc (http:// aprasc.org.br/juridico).

VITÓRIA Foram 11 anos de um embate na Justiça, em que Aprasc venceu a ação coletiva (004309-45.2006.8.24.0023) contra o Iprev. Os pagamentos começaram a ser feitos no dia 14 de julho e até o dia 4 de outubro 6.411beneficiados já haviam recebido o dinheiro.  O valor total da ação foi R$ 3.513.838,68, beneficiando 6.732 aprasquianos que, na época do ingresso da ação coletiva na Justiça, em 2006, eram associados da Aprasc. O período da ação

é referente ao desconto indevido do Iprev de janeiro de 2003 a fevereiro de 2004. A ação coletiva contra o Iprev (antigo Ipesc) foi ingressada pela Aprasc em 2006, por meio dos escritórios D’ivanenko Advogados Associados e Porto & Porto Advogados. A ação questionava a cobrança da contribuição previdenciária dos associados de forma progressiva. As alíquotas variavam entre 8% e 12%. Com a decisão favorável, a Justiça reconheceu o direito de todos os associados contribuírem no mesmo percentual: 8%. Com isso, os valores recolhidos indevidamente estão sendo ressarcidos.

PAGAMENTO Os valores foram repassados aos beneficiados da seguinte forma. Os sócios do SICOOB CREDPOM receberam via transferência em suas contas na cooperativa. Os não sócios do SICOOB CREDPOM (outros bancos) receberam via TED nas respectivas contas bancárias. Já os não sócios da CREDPOM com apenas conta salário no Banco do Brasil, tiveram obrigatoriamente que preencher o formulário disponível no site para atualização e informação de conta bancária para que a transferência pudesse ser efetuada.


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PARABÉNS AOS 190 SARGENTOS PMS FORMADOS Desejamos sucesso na carreira e muita garra e força para continuar essa trajetória Fotos Tiago de Oliveira Grupo To Comunicação e Eventos SC

Fortuna fez a entrega do prêmio da Aprasc ao sargento Jair Warmling Moro

Comemoração dos formandos

Na presença de familiares e autoridades, foi realizada na manhã do dia 15 de setembro, no Centro de Instrução e Ensino da Polícia Militar, em Florianópolis, a solenidade de formatura dos 190 novos sargentos. Como forma de

homenagear a todos os formandos, a Aprasc, por meio do presidente Edson Fortuna, fez a entrega de um prêmio ao sargento Jair Warmling Moro, 1° colocado da turma na classificação geral do Curso de Formação de Sargentos 2016,

com média geral 9,882. Moro também recebeu o “Prêmio Ministério Público” e foi condecorado com o Mérito Intelectual “Feliciano Nunes Pires”, categoria Ouro. A partir dessa solenidade, nas próximas formaturas, a

Aprasc estará sempre realizando a entrega da premiação ao 1° colocado, homenageando assim a todos os formandos. “É muito gratificante ver o nosso pessoal se formando e se qualificando. Graças às lutas da Aprasc, toda a categoria, todos os praças conseguem avançar na carreira”, disse o diretor da Aprasc, Rodrigo de Souza, que prestigiou a solenidade. Fortuna disse que, apesar dos avanços, ainda há muita dificuldade. “Temos hoje apenas 180 vagas ao ano. Por isso, ape-

sar das conquistas precisamos avançar para contemplar mais sargentos de carreira que estão a espera para fazer CFS. O Curso teve início em 22 de dezembro de 2016 e encerrou neste 15 de setembro, com 199 alunos matriculados e 190 aprovados. O nome escolhido pela turma foi do 3° sargento Osmar Strapassola, falecido recentemente por motivo de doença. A família recebeu a homenagem. Confira a relação dos formandos em nosso site www.aprasc.org.br.

Cerimônia conjunta promove 160 praças PM e 2 praças BM Também foi realizada a formatura de 33 novos cabos do Corpo de Bombeiros

Policiais e Bombeiros marcham e comemoram a conquista

O Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar realizaram solenidade conjunta de promoção e formatura. O evento ocorreu em 11 de agosto, no Centro de Ensino Bombeiro Militar, no bairro Trindade em Florianópolis, e contou com a presença de familiares, amigos, convidados, autoridades civis e militares. Na ocasião foram promovidos, em todo o Estado, 160 praças e 108 oficiais da Polícia Militar e dois praças a 3º Sargento BM - cabos Nilton

de Souza (Capivari de Baixo) e Edson Figueiredo (São Joaquim) e dez oficiais do Corpo de Bombeiros Militar. Ainda na solenidade, ocorreu a formatura de 33 cabos do Corpo de Bombeiros. Desde que ingressam na instituição como soldados, o curso de formação de Cabos é a segunda formação profissional da carreira dos praças. A Aprasc esteve presente, representada pelo presidente Edson Fortuna, pelo vice Rogério Ferrarez

e pelo vice-presidente BM Planalto, Laudemir Antônio de Souza e o apoiador Mauro, de Lages. “Parabenizamos a todos por mais essa conquista e pela forma incansável com a qual se dedicam ao seu objetivo. Contem sempre com a Aprasc”, disse Fortuna.

PRÊMIO DA APRASC O aluno cabo BM Bruno Édio Nunes, foi classificado em 1° lugar com média 9,987. Ele

Cabo BM Bruno Édio Nunes recebe prêmio das mãos de Ferrarez

foi homenageado pela Aprasc, recebendo o prêmio - um relógio e uma miniatura de um hidrante - das mãos do vice-presidente Rogério Ferrarez. Ele também foi condecorado com a medalha de mérito intelectual cabo Zilmar Silva Farias e o prêmio Mérito Intelectual Bombeiro Militar, que consiste na miniatura do capacete de bombeiro, um dos símbolos da corporação. Durante a solenidade, foi entregue ao 3º sargento Flávio

Alexandre dos Santos a medalha Cruz de Bravura Policial Militar, pela participação excepcional na prisão de um assaltante. Além disso, dois policiais foram promovidos por ato de bravura, sendo eles o cabo Jimmy Guedes, por interromper uma tentativa de assalto a uma moradora do Bairro Bom Abrigo, em Florianópolis, e o soldado Thiago Roberto Ferreira, que foi alvejado com tiros por assaltantes durante perseguição na BR-101.


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PROJETOS DO PLANO DE CARREIRA E DO QOA CONTINUAM EMPERRADOS

Apesar da pressão e cobranças feitas pela Aprasc, nenhum encaminhamento foi dado por parte do governo aos planos de carreira e do QOA. Há dois meses em reunião com o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Paulo Henrique Hemm, a diretoria da Aprasc criticou a lentidão no encaminhamento e aprovação do novo plano de carreira. O encontro ocorreu em agosto, e a diretoria esteve representada pelo presidente, subtenente Edson Fortuna, e os diretores cabo Everson Henning (coordenador de Imprensa) e cabo Elisandro Lotin de Souza (coordenador de Relações Públicas), que também é presidente da Anaspra. Além de pedir celeridade para que o projeto seja enviado à Assembleia Legislativa para votação, a Aprasc solicitou também uma emenda reduzindo de 12 para 10 anos o tempo mínimo para a promoção a cabo. Celeridade também foi pedido ao projeto do QOA. ­­Como resposta, o comandante disse que as propostas encontravam-se em análise na Secretaria da Segurança Pública e que o projeto do QOA do bombeiro estaria passando por algumas modificações.

OUTROS TEMAS No encontro foram tratados cerca de 15 temas que dizem respeito ao conjunto dos praças da ativa e da reserva remunerada, definidos a partir de reuniões realizadas nas bases e de solicitações enviadas por associados. São eles: data-base: apesar da argumentação de os praças estarem há 6 anos sem reposição salarial, o comandante-geral disse que não há nenhuma sinalização por parte do governo. CTISP: foi solicitado pela Aprasc maior transparência nos critérios para

escolha e contratação no CTISP e que os exames para contratação possam ser feitos nas unidades sanitárias locais, sem necessidade de deslocamento a Florianópolis. O comandante informou que no momento não há vagas no CTISP e que já foram solicitadas mais 250 vagas, sendo que o pedido está em avaliação no Grupo Gestor. Quanto à escolha, prometeu estudar e se preciso modificar a lei para que sejam definidos critérios objetivos e que a contratação seja de acordo com a necessidade do serviço e a qualificação dos candidatos. cursos: quanto às transferências de policiais que participaram do Curso de Henning, Fortuna, Lotin e o comandante-geral da PMSC, coronel Hemm Tripulante Operacional Multimissão (TOM-M), cavalaria e choque, o coronel Hemm garantiu que todos serão transferidos e que o prazo de validade de 60 dias, como o do Tom M, poderá ser prorrogado, sem a necessidade de realização de novo curso. Março 2016: os debates Março 2015: iniciaram-se carga horária: a diretoria cobrou punição com a PM e CBM foram as discussões sobre as para os batalhões que estão descumprindo retomados. mudanças no plano de a carga horária para o policiamento carreira da PM e BM. A ostensivo. Houve casos no Carnaval, Abril 2016: a discussão no Aprasc esteve reunida com o Oktoberfest e agora novamente na Festa âmbito dos Comandos foi comando do CBMSC, quando do Pinhão, com policiais trabalhando de encerrada. O major Von 12 a 16 horas seguidas. “Já entramos na apresentou propostas. Knoblauch, responsável por Justiça, no caso da Oktoberfest e queremos A inclusão do QOA no redigir a proposta do grupo o cumprimento da Lei 16.773 que trata da projeto sempre foi uma das de trabalho, formado por jornada de trabalho onde está a norma reivindicações. representantes do Estado 001 que estabelece horário não superior Maior das corporações e Dezembro 2015: a Aprasc foi a seis horas de policiamento ostensivo a Aprasc, apresentou a última chamada para uma reunião pé”, disse Fortuna.  versão, que posteriormente no Estado Maior em que Enerp: a Aprasc e Anaspra convidaram foi encaminhado ao governo foi apresentada proposta o comandante-geral para o 13º Enerp do Estado. de mudanças, elaborada a - Encontro Nacional de Entidades Agosto 2016: em ofício pedido dos Comandos da Representativas de Praças,  que vai ocorrer enviado ao governador no mês de novembro, em Santa Catarina. PM e do CBM. Apesar de Raimundo Colombo, a O coronel confirmou presença. considerar diversos pontos

PLANO DE CARREIRA: ENTENDA O PROCESSO

Reunião no Centro Administrativo O projeto do plano de carreira tem o apoio da Aprasc, justamente por conseguir conciliar o interesse da categoria, pois traz importantes avanços para a carreira dos praças e impacto financeiro negativo ao estado. A manifestação foi feita pelo coordenador de Imprensa, cabo Everson Henning, que participou de reunião no Centro Administrativo, no início de agosto, jun-

tamente com presidente Edson Fortuna, e o diretor sargento Rodrigo de Souza, que coordenam a comissão responsável pelos projetos do plano de carreira e QOA. O objetivo do encontro foi tentar desemperrar o projeto. Pelo governo, participaram o secretário da Administração, Milton Martini, juntamente com assessores técnicos, entre eles, Luiz Antônio Dacol,

diretor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, além de um representante do Comando Geral. Na reunião, foram debatidas e esclarecidas dúvidas acerca do projeto. Há muito, a Aprasc vem pedindo o empenho na tramitação do projeto, construído pelo Comando em parceria com a Aprasc e que traz mudanças importantes na carreira dos praças.

positivos, a Aprasc avaliou que o projeto precisaria ser melhor estudado pela diretoria e debatido com todos aprasquianos.  

Janeiro 2016: a Aprasc divulgou carta aberta manifestando posição contrária aos rumos tomados pelos Comandos na condução do projeto de alteração no plano de carreira dos praças.  Fevereiro 2016: em respeito aos interesses da coletividade, a Aprasc realizou uma enquete a fim de ouvir a opinião dos associados.

Aprasc solicitou o empenho e celeridade. A diretoria pediu uma audiência com o governador, mas não foi atendida. Março a Maio 2017: Foram realizadas reuniões nas 12 regionais da Aprasc, sendo uma das pautas o plano de carreira.

Agosto 2017: Aprasc é recebida no Centro Administrativo para debater e tentar desemperrar projeto do plano de carreira. Em reunião com o comandantegeral, coronel Paulo Henrique Hemm, a diretoria critica a demora e solicita mais uma vez agilidade.


O PRAÇA

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FLORIANÓPOLIS SERÁ SEDE DO 13° ENERP Será realizado de 08 a 10 de novembro, o 13° Enerp – Encontro Nacional de Entidades Representativas de Praças – Policiais e Bombeiros Militares. É o evento máximo promovido anualmente pela Associação Nacional de Praças – ANASPRA, em diferentes capitais, e conta com o apoio das entidades estaduais. “O encontro foi criado com o objetivo de debater, em nível nacional, as principais questões relativas e comuns a todos os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do país, e construir ações de forma unificada e coletiva”, afirma o presidente da Anaspra, Elisandro Lotin. Florianópolis foi a capital escolhida desta edição para ser a sede do Enerp, e a organização está a cargo da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina – Aprasc. O encontro ocorrerá no Hotel Maria do Mar, no bairro João Paulo, localizado a 10 km do centro. 

HISTÓRICO O Encontro Nacional de Entidades Representativas de Praças (Enerp) foi criado com o objetivo de debater, em nível nacional, as principais questões relativas aos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e construir ações de forma unificada e coletiva. O 2º Enerp, realizado em junho de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, foi um dos passos mais importantes para criar as condições de fundação de uma entidade nacional, quando reuniu aproximadamente 120 participantes de 26 Estados. No entanto, a fundação da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças (Anaspra) só foi realizada nos dias 13 e 14 de setembro de 2007 durante o 3º Enerp, na cidade de Campo Grande (MS). O primeiro presidente foi o soldado José Florencio de Melo Irmão, então presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. Os Enerps discutiram, entre outros assuntos, o direito de organização, sindicalização e greve; piso salarial de salário; a extinção dos regulamentos disciplinares e a desmilitarização das instituições de segurança. A Anaspra e as entidades representativas também já promoveram encontros regionalizados. Um deles foi o 1º Encontro da Região Nordeste, realizado em janeiro de 2008. A atual diretoria da Anaspra tem o mote “Por uma nova arquitetura de segurança pública” e o lema “Pelos direitos humanos dos profissionais de segurança pública e resgate da autoridade policial”. Com foco no reconhecimento da cidadania, da dignidade e do respeito aos direitos humanos dos profissionais da segurança pública, além de resgate da autoridade policial, a diretoria tem a seguinte prioridade:

“NOSSO MODELO DE SEGURANÇA PÚBLICA É UM ULTRAPASSADO, OBSOLETO E INEFICAZ”, DIZ LOTIN A crise da segurança pública vai estar em debate no 13° Enerp. Confira a entrevista com o presidente da Anaspra e diretor da Aprasc, Elisandro Lotin, sobre os objetivos do encontro e a escolha dos temas nessa edição.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO ENERP? LOTIN: O Enerp é o encontro de todas as entidades de praças do Brasil, as quais se reúnem todos os anos, para debater, discutir e atualizar as informações referentes às lutas e demandas dos praças de cada estado. Objetiva também construir juntos, através da Anaspra, medidas que possam buscar soluções para os problemas comuns a todos os policiais e bombeiros do Brasil – do soldado ao subtenente. É um encontro para fortalecer a unidade entre as associações de praças do Brasil, bem como das lutas em prol da categoria.

O QUE INFLUENCIOU PARA A ESCOLHA DO TEMA CENTRAL ? LOTIN: Primeiro a necessidade de trazer para o debate a questão de que segurança pública não é somente uma questão de polícia. Também ressaltar de que o nosso modelo de segurança pública é um modelo reconhecidamente ultrapassado, obsoleto e ineficaz. E os praças – a maior categoria de trabalhadores da

segurança pública – por conta desse modelo arcaico são os que mais sofrem as agruras desse sistema. Por isso, a importância de oportunizar a esses profissionais, que vivenciam no dia a dia as situações difíceis, que possam pensar, debater, discutir uma nova forma de segurança pública visando a sua valorização e a própria segurança e proteção.

QUAL A RELEVÂNCIA DOS TEMAS EM DEBATE PARA A CATEGORIA? LOTIN: A escolha dos temas desse ano se deu em função da necessidade de estarmos discutindo –  e já estamos debatendo no Congresso Nacional – mudanças reais na concepção de uma nova lógica de segurança pública no Brasil e de uma lógica interna dentro das instituições militares. O tema  carreira única vem nessa perspectiva, vem ao encontro de uma demanda histórica dos praças da PM e BM. A violência contra a mulher é um problema grave dentro e fora das instituições de segurança pública. É um debate que a Anaspra já vem fazendo há cerca de três anos, inclusive no Congresso Nacional, no Ministério da Justiça – fazíamos até que houve a mudança de governo e o debate paralisou  – e também junto com as mulheres de segurança pública do Brasil. A ideia é chamar a atenção para a importância desse assunto e proporcionar aos praças militares estaduais debaterem esse tema na perspectiva de buscar formas de coibir essa problemática no interior das instituições militares.

EDIÇÕES DO ENERP 13º - Florianópolis (SC) 12º - Belo Horizonte (MG) 11º - Manaus (AM) 10º - Salvador (BA) 09º - Maceió (AL)

1

Desvinculação do Exército;

2

Fim da pena de restrição da liberdade, com a aprovação do Projeto de Lei 7.645/2014; Criação de uma lei federal que estabelece a jornada de trabalho dos policiais e bombeiros militares com carga horária máxima de 40 horas semanais;

06º - Fortaleza (CE)

3 4

Acesso único com terceiro grau;

04º - Belo Horizonte (MG)

5

Ciclo completo de polícia, através da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 431/2014;

03º - Campo Grande (MS)

6

Aprovação da “PEC das Associações” (Proposta de Emenda à Constituição 443/2014) que estabelece imunidade tributária às associações militares.

08º - Porto Velho (RO) 07º - Porto Alegre (RS)

05º - Natal (RN)

02º - Rio de Janeiro (RJ) 01º - Não informado Elisandro Lotin - Presidente da Anaspra


O PRAÇA

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16 ENERP REUNIRÁ ESPECIALISTAS DE DIVERSOS ESTADOS WWW.APRASC.ORG.BR

As reformas governamentais, o acesso único nas instituições militares, saúde dos policiais e bombeiros militares, a violência contra as mulheres, em especial da segurança pública, comunicação associativa e mídias sociais.

Esses são os paineis do Enerp Santa Catarina que vai reunir 17 especialistas para debater os temas em questão. Entre os convidados, o psicólogo da DSPS/PMSC, soldado Gustavo Klauber Pereira, o de-

putado federal subtenente Gonzaga e o consultor de Segurança Pública e Polícia Cidadã do Rio de Janeiro, coronel Robson Rodrigues da Silva e o blogueiro Anderson Duarte Barboza, autor do blog Policial Pensador.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO 14h às 18h30

Dia 8 - Quarta-Feira CheckIn e Credenciamento

19h

Solenidade de Abertura

20h

Palestra Inaugural - a confirmar

21h30

Soldado Gustavo Klauber Pereira

Anderson Duarte Barboza

Subtenente Gonzaga

COMO FAZER SUA INSCRIÇÃO As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site do evento - www.enerp.org. No site também você encontra mais informações do evento, como programação, local, notícias, vídeos e fotos. Com o intuito de inovar o Enerp Santa Catarina também terá como público alvo, além dos representantes das entidades estaduais, os associados da Aprasc. Para tanto, serão disponibilizadas 60 vagas para associados da Aprasc que residem fora da Grande Florianópolis. Para os associados que residem na Grande Florianópolis as inscrições serão limitadas à capacidade do auditório. Caso haja excesso de inscrições, nos dois casos, as vagas serão definidas por sorteio, além de critérios já estabelecidos pela Comissão Organizadora. O sorteio das vagas será realizado na sede da Aprasc com transmissão ao vivo. A data e horário serão informados pelo site previamente.

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A Comissão Organizadora espera contar com a presença de um grande número de participantes associados, agregando informações e enriquecendo o debate dos temas propostos. “A Comissão Organizadora vem se reunindo quinzenalmente e num trabalho definiu regras justas e transparentes para disponibilizar as vagas, contemplando assim associados de diferentes categorias, ou seja, da ativa e da reserva e de diferentes regiões do estado”, disse o presidente da Aprasc, Edson Fortuna. Ele ressalta também que o evento terá uma ampla divulgação – site, redes sociais e no jornal impresso – para que o maior número possível de associados tome conhecimento do evento e tenha a oportunidade de se inscrever e participar”, explica Fortuna. Para quem ficar impossibilitado de participar, todos os painéis do evento serão transmitidos ao vivo pelo site do Enerp.

Debatedores

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Jantar de Abertura Dia 9 - Quinta-Feira 8h30 às 10h30 Painel: Os Militares e as Reformas Moderação: Elisandro Lotin – Presidente da ANASPRA Debatedores: Amauri Soares – Diretor da APRASC Anderson Duarte Barboza – Blogueiro, autor do blog Policial Pensador - Ceará 10h30 às 10h45 Intervalo café 10h45 às 12h30 Painel: Saúde dos Policiais e Bombeiros (física e psicológica) Moderação: Edson Fortuna – Presidente da APRASC Debatedores: Diego Remor Moreira Francisco – Chefe do Setor de Psicologia e Serviço Social da Diretoria da Saúde e promoção Social da Polícia Militar de Santa Catarina (DSPS/PMSC) Gustavo Klauberg Pereira – Psicólogo da DSPS/PMSC Héder Martins de Oliveira – 1° VicePresidente da ANASPRA 12h30 às 14h Almoço 14h às 16h30 Painel: Acesso Único nas Instituições Militares Moderação: Eliabe Marques da Silva – 2° VicePresidente da ANASPRA Debatedores: Dalchem Viana do Nascimento – Presidente da ABM-RN Associação dos Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte Robson Rodrigues da Silva – Consultor de Segurança Pública e Polícia Cidadã do Rio de Janeiro Subtenente Gonzaga – Deputado Federal (MG) e autor do PL da Carreira Única 16h30 às 17h Coffee Break 17h às 19h Painel: Violência contra as Mulheres, em especial as profissionais da Segurança Pública

Ao vivo 19h às 21h

Antes de se inscrever, escolha a categoria que melhor se adapta a sua realidade 21h30 às 23h

9h às 12h

Moderação: Alexsandra Gabron Neumann – Coordenação de Saúde e Promoção Social da APRASC Debatedores: Elisandro Lotin – Presidente da ANASPRA Silvia Adriana da Silva – Psicóloga – Minas Gerais Samira Bueno - Diretora Executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) – São Paulo Juliane Carvalho de Santana - Membro da 4ª Comissão Permanente de Disciplina Policial Militar/Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco Svetlana Barbosa da Silva – Presidente da Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública de Sergipe Oficina de Comunicação Associativa e Mídias Sociais Debatedores: Everson Henning – Jornalista/ Coordenador de Imprensa da APRASC Alexandre Brandão – Jornalista Tatiana Kinoshita- Diretora Executiva da 1Click Comunicação Jantar de Confraternização – Apresentação Artística Encerramento Associados da APRASC Dia 10 – Sexta-Feira Assembleia Geral da ANASPRA (eleição e prestação de contas)

10h

CheckOut Associados da APRASC

12h30

Almoço

13h às 14h

CheckOut Representantes das Entidades Estaduais

14h às 18h

Passeio de Escuna (por adesão)

Jornal O Praça - Edicao 65