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FLORIANÓPOLIS | DEZEMBRO 2017 | ANO XV | NÚMERO 66

IMPRESSO FECHADO. PODE SER ABERTO PELA ECT

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GOLPE NA POPULAÇÃO CATARINENSE:

ORÇAMENTO PARA SERVIÇOS ESSENCIAIS É CONGELADO POR 2 ANOS PÁGINA 4

CONHEÇA OS DEPUTADOS INIMIGOS DO SERVIÇO PÚBLICO Eles aprovaram o pl 350/2017 que congela os gastos em áreas básicas como saúde, educação E SEGURANÇA PÚBLICA!

altair silva

Antonio Aguiar

Dalmo Claro

Darci de Matos

Dirce Heiderscheidt

gelson merisio

Gabriel Ribeiro

Ismael dos Santos

João Amin

José Milton Scheffer

Kennedy Nunes

Manoel Mota

Mario Marcondes

Mauro de Nadal

Narcizo Parisotto

Natalino Lázare

Serafim Venzon

Silvio Dreveck

Ricardo Guidi

Romildo Titon

WHATSAPP: 48 98805.3875

NOVO CANAL PARA RECEBER AS NOTÍCIAS DA ASSOCIAÇÃO PÁGINA 3

LOTIN É RECONDUZIDO À PRESIDÊNCIA DA ANASPRA PÁGINA PÁGINA12 3

nilso berlanda nilson gonçalves

Valdir Cobalchini

9 ANOS DA DEZEMBRADA:

UMA GRANDE “BATALHA” TRAVADA NOS QUARTÉS DE SANTA CATARINA PÁGINAS 2 E 3


O PRAÇA

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EXPEDIENTE

EDITORIAL

A VOZ DOS PRAÇAS:

UMA HISTÓRIA CONSTANTE DE LUTAS

Jornal da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (APRASC) Ano XV – nº 66 – dezembro de 2017 – edição fechada em 15/12/2017 Edição: Everson Henning Revisão: Edson Fortuna, Everson Henning, Patricia Krieger e Sandra Domit Textos: Patricia Krieger e Sandra Domit - Email: imprensa@aprasc.org.br Fotos: Patricia Krieger, Sandra Domit, diretores, CBMSC e PMSC Diagramação: Fabrício Trindade Ferreira - whatsapp: (48) 99605.0673 Jornalista Responsável: Sandra Domit (MTB 6290) Tiragem: 14 mil exemplares – Distribuição gratuita e dirigida Endereço: Rua Raul Machado, 139 – Centro - Florianópolis - CEP 88020-610 Telefones: (48) 3223-2241/ (48) 3039-0609 Site: www.aprasc.org.br / Email: aprasc@aprasc.org.br Twitter: @_aprasc / Facebook: www.facebook.com/aprasc

Diretoria Gestão novembro 2015 | novembro 2018 Presidente Edson Garcia Fortuna

Vice-presidente Rogério Ferrarez

Secretário-Geral Flávio da Silva Damiani

2º Secretário Amauri Soares

1º Secretário Luiz Fernando Soares Bittencourt

2º Tesoureiro Nilton Hélio Tolentino Júnior

1º Tesoureiro Saul Manoel Honorato Filho

Conselho Fiscal Suplentes Evaldir Popadiuk, Claiton Jesus Carvalho

Conselho Fiscal Titulares José Moraes Sotero, Jair Ventura, Antônio César Scremin Martins

Vice-Presidente Regional Norte Myke S. dos Santos

Vice-Presidente Regional do Alto Vale do Itajaí Luiz Antônio de Souza

Vice-Presidente Regional Oeste Valtecir Tomé Behnem

Vice-Presidente Regional Extremo Oeste Elton Biegelmeier

Vice-Presidente BBMs Planalto Laudemir Antônio de Souza

Vice-Presidente Regional Extremo Sul Dilnei Lavezzo

Vice-Presidente Regional Planalto Norte Irineu Woginhack

Vice-Presidente Regional Foz do Itajaí Joisi Carla Pasquali

Vice-Presidente BBMs Sul Jeferson da Silva Oliveira

Vice-Presidente BBMs Grande Florianópolis Luiz Antônio Schimidt

Vice-Presidente Regional Sul Ronaldo Roque Claudino

Vice-Presidente Regional Grande Florianópolis Rodrigo de Souza

Vice-Presidente BBMs Vale do Itajaí Jeferson Misael dos Santos de Lima

Vice-Presidente BBMs Grande Oeste Rogério Golin

Coordenação de Direitos Humanos Pedro Paulo Boff Sobrinho, José Eugênio Costa Dias, Fábio Miola

Vice-Presidente Regional Médio Vale do Itajaí Maurício Pessotti

Coordenação de Imprensa Everson Henning, Sandro Nunes Marivaldo, Francisco Joaquim de Souza

Vice-Presidente Regional Meio-Oeste Vanderlei Kemp

Coordenação de Patrimônio Clemilson da Silva

Coordenação de Assuntos Culturais Edson Soares, Juares dos Santos Ouriques, Hélio Leonor Koch

Coordenação de Relações Públicas Alceu Bonetto, Elisandro Lotin de Souza, Clailton de Oliveira

Coordenação de Assuntos Jurídicos Gil Norton Amorim, Juliano de Quadros Espíndola

Coordenação de Saúde e Promoção Social Alexsandra Gabron Neumann, Paulo Ricardo Cardoso Luiz, Adriana de Resendes Marcelino

E lá se vão nove anos de uma grande batalha travada nos quartéis de Santa Catarina. Não havia armas ou sequer a luta corporal, mas a batalha a que intitulamos Dezembrada ocorreu e muitas lembranças virão à tona entre os dias 22 e 27 de dezembro deste ano de 2017. Aos novos, que hoje já somam mais de 50% do efetivo da Polícia Militar e talvez mais que isso no Bombeiro, talvez não passe de folclore, algo que não teve significado para a história das instituições mas para a imensa maioria, hoje já na reserva ou trilhando o terço final da carreira, foi uma semana de grande importância. Iniciado meses antes, o movimento para o cumprimento da Lei Complementar 254/03, denominado aqui de Dezembrada, teve como principais protagonistas as mulheres de praças do Bombeiro e da Polícia Militar de Santa Catarina. Cansadas de ver seus esposos e esposas serem ludibriados por um governo que não cumpria a lei, gestada no seio do próprio governo Luis Henrique da Silveira e que o próprio não cumpria. Feridas de décadas acabaram por ser abertas pelo movimento, um tratamento desigual que foi posto na mesa, instituições que históricamente relegavam as demandas dos praças e que poderiam estar juntas na cobrança pelo cumprimento da lei mostraram a face mais cruel do militarismo baseado na hierarquia e na disciplina, mas principalmente, no servilismo aos governos de plantão, no caso, o de Luis Henrique da Silveira. O Movimento Mulheres que Lutam fez história não por ter parado os quartéis, ou por ter afrontado as instituições militares pura e simplesmente, mas principalmente por ter provocado a maior reação do Estado como um todo (Executivo, Judiciário, Legislativo, Ministério Público) e outros, assim como instituições da sociedade civil contra uma categoria profissional. O aparato estatal e toda sua força voltou-se contra os praças nestes seis dias e prosseguiu de maneira impiedosa buscando de todos os modos destruir o movimento legítimo que havia sido construído a partir do não cumprimento de uma lei. O

Acampamento de vigília São Miguel do Oeste

governador que não cumpriu a lei tornou-se vítima e os praças e suas esposas, os fora-dalei, inversão total dos valores. As lições que o movimento nos trouxe são muitas e cito a solidariedade e o espírito de luta dos praças envolvidos no movimento, os quais souberam honrar sobremaneira a sua profissão. Os associados da APRASC que fizeram todos os esforços para que os excluídos e suas famílias não ficassem desamparados mostraram com isso a imensa capacidade de solidariedade que nos irmana, além da mísera mensalidade. Saímos do movimento fortalecidos, o espírito de união que nos fez entrar no movimento com as mulheres, não nos fez derrotados. As exclusões, perseguições, mudanças nas legislações, longos processos contra praças e esposas que ainda hoje respondem na justiça, nos fizeram mais fortes e comprometidos com as instituições que não são de ninguém, mas sim um patrimônio da sociedade catarinense, mesmo que alguns se julguem donos. Comemorar a Dezembrada hoje, após nove anos, com todos os praças anistiados criminal e administrativamente (Lei 12.191/10, sancionada por Lula e a Lei 555 /11, sancionada por Colombo), nos fortalece para seguir lutando, firmes na conquista de mais direitos que as autoridades teimam em não reconhecer. Fazem dos homens e mulheres protagonistas um exemplo a ser seguido, pela retidão de caráter, firmeza de propósito, espírito de luta e altruísmo à frente do movimento. E não é possível não lembrar daquele que não pode em vida ser anistiado pois no cumprimento do dever, mesmo estando excluído, agiu em nome da profissão que escolheu para sua vida. Viva o Soldado Schimidt e sua família que emprestou seu nome à lei de anistia estadual, Viva o movimento Mulheres que Lutam e um grande VIVA à luta dos praças de Santa Catarina e do Brasil e toda a sua história de lutas e conquistas. E tal qual nosso hino lembremos “não deixem que calem o som da nova voz”! Edson Garcia Fortuna Presidente da Aprasc


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RECEBA AS NOTÍCIAS DA APRASC PELO WHATSAPP A Aprasc tem um novo canal de comunicação: o Whatsapp, o aplicativo de mensagens instantâneas pelo celular. Por meio do número 48 98805.3875, associados e não associados poderão receber as notícias, áudios, fotos e vídeos pelo celular de todos os temas produzidos e repercutidos sobre o trabalho da Associação e que dizem respeito aos militares e à área da Segurança Pública em geral. Basta enviar um SIM para o número divulgado acima (48 9880.53875) e cadastrá-lo nos contatos do seu celular. O novo canal quer informar e aproximar a Aprasc do associado, dar mais transparência ao trabalho realizado pela Associação e seus diretores e tornar as ações da entidade mais conhecidas da sociedade civil organizada e do grande público. Ao enviar o SIM, o interessado vai receber um link para fazer um cadastro. Depois disso,

é só aguardar e receber as informações. Não se trata de um grupo, mas de uma lista de transmissão de informações. Por ser um serviço auto-

mático, não conseguiremos atender os associados por este canal, portanto, as mensagens recebidas por este número não poderão ser respondidas.

AO PREENCHER O CADASTRO VOCÊ RECEBERÁ ESTA MENSAGEM:

9 anos da dezembrada: a maior paralisação de praças da história de Santa Catarina

Florianópolis

Florianópolis

Depois de três anos com os salários congelados, buscando todas as formas de negociar com o governo do Estado a implementação integral da Lei 254/2003, que determinava reajuste salarial para todos os servidores de Segurança Pública, os praças da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar perderam a paciência com tanto descaso. O sentimento de indignação

Chapecó

para com o governo levou-os a paralisarem suas atividades em sinal de protesto. O resultado foi quartéis fechados e serviços paralisados em metade do território catarinense. Durante seis dias, entre 22 e 27 de dezembro de 2008, o estado ficou sem as atividades normais de Segurança Pública. O movimento, que acabou sendo chamado de Dezembrada,

foi capitaneado em sua maioria pelas mulheres e esposas de praças, já que estes não podiam fazer greve e resultou em uma paralisação histórica, que mais tarde renderia muitos capítulos de luta por anistia. A Dezembrada marcou também pela capacidade de aglutinar os praças e também de mostrar para a sociedade o quanto estes eram vilipendiados nos seus direitos. O desfecho foi traumático, com punições, exclusões e perseguições sem precedentes na história da

Mulheres que Lutam

PMSC, feridas que perduram até hoje. Por outro lado, deu a dimensão do quanto os praças são capazes de se organizar e quanto é forte o movimento da categoria em Santa Catarina.

MULHERES QUE LUTAM Cerca de quatro mil pessoas, entre esposas, praças e familiares participaram ativamente das atividades em todo estado. O grupo, formado por esposas e familiares de praças,

chamado Mulheres que Lutam, foi determinante para que a mobilização ganhasse força. Imunes aos regulamentos militares, elas tomaram a frente da luta e passaram a realizar manifestações nos quartéis. A paralisação foi planejada para durar 24h e se baseava na tática de fechar quartéis, impedindo a saída e entrada de praças para o trabalho. Porém, diante da intransigência do governo, as atividades se prolongaram por uma semana, inclusive na véspera e no Dia de Natal. No dia 27 de dezembro, pelo desgaste físico dos participantes do movimento e para evitar problemas na prestação de serviços à população, foi decidido suspender e retornar à “normalidade” das atividades de Segurança Pública em Santa Catarina. Porém, as sanções contra os praças continuaram na mesma agressividade. Por isso, a pauta de reivindicação acabou aumentada. Além de lutar por justiça salarial, plano de carreira, reformulação dos códigos e regulamentos militares, contra as punições, era preciso lutar agora pelo direito da Aprasc de existir. A luta teve continuidade já no dia 7 de janeiro, quando aprasquianos voltaram às ruas e passaram a realizar vigílias permanentes, até que o governo apresentasse um cronograma de pagamento da Lei 254.


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GOLPE NA SOCIEDADE CATARINENSE:

DEPUTADOS APROVAM CONGELAMENTO DO ORÇAMENTO PARA SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS Representantes de entidades e da sociedade civil reivindicaram que o projeto fosse debatido em audiência pública antes de ir à votação, porém não foram atendidos. Num golpe contra a sociedade catarinense, o projeto tramitou em regime de urgência e sequer passou por todas as comissões.

MOBILIZAÇÃO NA ALESC Diretores e aprasquianos, junto de outros servidores públicos, lotaram o plenário da Alesc para protestar contra a aprovação do projeto. Eles foram revistados e impedidos de entrar com faixas e cartazes. A faixa da Aprasc que dizia “Contra o ajuste fiscal seletivo”, não pôde ser estendida no plenário.

SEGURANÇA PÚBLICA SERÁ ATINGIDA EM CHEIO Servidores foram revistados e impedidos de entrar com faixas e cartazes

Precarizar o trabalho dos servidores públicos e comprometer ainda mais o atendimento da população catarinense em serviços prioritários como na Segurança Pública que já é deficitária, e também na saúde, educação e assistência social. Assim é o projeto de lei de autoria do governo do Estado (PL 0350.9/2017) aprovado em 14 de novembro, por 23 votos a favor e apenas 7 contrários e transformado na

Lei 17.325, em 16 de novembro de 2017. A lei era a contrapartida que o governo catarinense precisava cumprir para fazer parte do plano de renegociação das dívidas do estado com a União, o qual impõe um teto de gastos públicos para os próximos 20 anos (LC 156/2016) prejudicando toda a população ao diminuir os recursos para as áreas essenciais.

A não contratação de novos soldados por meio de concurso para reposição do efetivo que já é deficitário, assim como o fim das promoções para os praças e também da reposição salarial que já não ocorre desde 2015 poderão ser algumas das conseqüências desse projeto maléfico que vai atingir toda a sociedade. Na área da Segurança Pública, o orçamento que já é insuficiente, sofrendo com a falta de recursos até para compra de equipamentos básicos e estrutura mínima para

atendimento de ocorrências, será agora congelado pelos próximos dois anos, sem novos investimentos. “O parlamento deu as costas à sociedade catarinense ao aprovar essa renegociação e ausência de comprometimento do governo do estado com o investimento em Segurança Pública e outras áreas prioritárias. Com aumento nos índices de mortes e violência, não teremos o mínimo de acréscimo em relação ao crescimento populacional em um período de crise, quando a procura pelos serviços públicos aumenta”, protestou o presidente Edson Fortuna.

DEPUTADOS QUE VOTARAM CONTRA O PROJETO E A FAVOR DOS SERVIDORES: PT: Ana Paula Lima, Luciane Carminatti, Dirceu Dresch, Padre Pedro Baldissera e Neodi Saretta PC do B: Cesar Valduga PMDB: Fernando Coruja

#NÃOÀPEC287, que desmonta a Previdência e aposentadoria C o nvo ca d o p e l a União dos Policiais do Brasil (UPB), servidores da Segurança Pública realizaram um protesto contra o desmonte da Previdência no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis na manhã de 5 de dezembro, na manhã desta terça-feira (5). Eles abordaram parlamentares antes do embarque para Brasília pedindo que votassem contra a reforma. O grupo portava faixas e cartazes escritos “Deputado ou senador que votar a favor da Reforma da Previdência

não terá voto em 2018” e fazia apitaço sempre que um parlamentar entrava no aeroporto. Eles conseguiram conversar com quatro de cinco deputados federais que passaram no local: Celso Maldaner (PMDB), Esperidião Amin (PP), João Paulo Kleinubing (PSD) e Mauro Mariani (PMDB). Os servidores não conseguiram falar com o deputado Cesar Souza (PSD), que também foi visto no aeroporto por eles. O a t o ta m b é m ocorreu em outras capitais e cidades do país.

Aprasc participou da manifestação no aeroporto Hercílio Luz


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MP QUE RETIRA R$ 96 MILHÕES DO SC SAÚDE É APROVADA POR DEPUTADOS Foi aprovada por 16 votos favoráveis e seis contrários, a Medida Provisória (MP) 214/2017, que diminui o repasse do governo do Estado ao fundo do SC Saúde destinado ao atendimento dos servidores públicos ativos e inativos, de 4,5% para 0,5% por seis meses, entre julho e dezembro deste ano. A votação ocorreu no fim do mês de novembro, 28, quase um mês depois da reunião realizada entre a Aprasc e o secretário de Estado da Administração, Milton Martini, para tratar do assunto. Desde que teve conhecimento da medida, em outubro, a Aprasc esteve mobilizada para impedir a votação e aprovação dos cortes no SC Saúde. – Consideramos essa uma medida lamentável, que não vai resolver o problema do caixa do governo do estado. Muito pelo contrário, é só uma medida paliativa e corremos o risco de não ser temporária. Estamos com falta de profissionais e atendimento em várias regiões, mas mesmo assim o governo opta por cortar ainda mais os recursos deste setor. Tudo isso sob a justificativa de que há um rombo nas contas do estado, o que também questionamos – resume o presidente da Aprasc, subtenente RR Edson Fortuna. Não bastasse o congelamento no orçamento dos serviços públicos

essenciais por dois anos, que vai precarizar as condições de trabalho e o atendimento à população, o governo também decidiu cortar os recursos do plano de saúde dos servidores públicos. De acordo com as informações da Agência Alesc, o corte vai equivaler a R$ 16 milhões a menos por mês, um total de R$ 96 milhões a menos para o fundo mantenedor do SC Saúde. Hoje os praças são a maior parte dos usuários do plano e, conforme a pesquisa realizada pela Aprasc, já têm dificuldades de encontrar atendimento e especialistas em suas cidades. Entre os 293 policiais e bombeiros que responderam a um questionário sobre o funcionamento do plano, 70% relataram problemas de atendimento.

PESQUISA APONTA DEFICIÊNCIAS DO SC SAÚDE Meses antes da votação, em outubro, a Aprasc teve conhecimento sobre a medida provisória e realizou uma pesquisa para levantar dados sobre o funcionamento do SC Saúde. O resultado mostrou que há vários problemas de atendimento do plano, principalmente, em relação à falta de especialistas. O relatório foi apresentado em uma reunião com o secretário de Estado da Administração,

Milton Martini, que também faz parte do Conselho do SC Saúde, como argumento contrário ao corte da gastos. Para apontar possíveis conseqüências na diminuição dos repasses para o plano e firmar o posicionamento contrário à MP 214, o presidente da Aprasc, Edson Fortuna, e os diretores Flávio Damiani, Rodrigo Souza, Elisandro Lotin e Ronaldo Claudino alertaram sobre os problemas que já existem com o orçamento atual. Mas o secretário disse que a medida seria aprovada pela Assembleia Legislativa por conta do “rombo” nas contas do governo do estado, independente dos questionamentos feitos pelas entidades sindicais. Os praças são a categoria majoritária entre os usuários do plano SC Saúde e 70% dos que responderam ao questionário enviado por redes sociais e e-mail disseram que têm dificuldades de atendimento. Ao especificar os problemas, a maioria relatou falta de especialistas e de cobertura para atendimento nas cidades que residem. Ao todo, 221 policiais e 65 bombeiros colaboraram com a pesquisa. Após sinalizar negativamente quanto à retirada da medida provisória, o secretário disse que agendaria uma reunião da Aprasc com o diretor do SC Saúde, Paulo Coelho, para expor os problemas levantados sobre plano.

DIRETOR DO SC SAÚDE PROMETE RESOLVER PROBLEMAS DE ATENDIMENTO A reunião com o diretor do SC Saúde, Paulo Coelho, ocorreu ainda na mesma semana, no início de outubro. Foi apresentado novamente o relatório detalhado com as respostas à pesquisa da Aprasc. O diretor se prontificou a entrar em contato com os usuários e resolver os problemas caso a caso. Coelho sugeriu ainda que a Aprasc mantenha contato com a diretoria do plano por meio do nosso representante que integra o Conselho Consultivo do SC Saúde. Como maior entidade representativa de praças, que também são a maioria entre os usuários, a Aprasc faz parte do Conselho Consultivo do SC Saúde, com um representante. Além disso, como resultado da reunião, foi encaminhado que o diretor sargento José Sotero substituirá Jota Costa na composição do Conselho. Por isso, caso existam demandas específicas de atendimento de urgência e casos que não estão ocorrendo de atendimento, a orientação é repassar esta demanda para o e-mail aprasc@aprasc.org.br ou telefone (48) 3223-2241 e informar o diretor José Sotero.

DEPUTADOS A FAVOR DO SUCATEAMENTO DO SC SAÚDE

PP

PRB

Altair Silva

Roberto Salum

Sim PSD

Darci de Matos

SIM PSD

Gabriel Ribeiro

Sim PSD

Sim PSDB

Serafim Venzon

Sim

Silvio Dreveck

Sim PMDB

PP

Gelson Merisio

Sim PSD

Valdir Sim Cobalchini

PR

Jean Kuhlmann

Sim

PP

Natalino Lazare

Sim

PR

José M. Scheffer

Nilso Berlanda

Sim PMDB Manoel Mota Sim PMDB

Sim

DEPUTADOS CONTRA O SUCATEAMENTO DO SC SAÚDE

PT

Dirceu Dresch

Não PMDB

Fernando Não Coruja

PP

João Amin

Não

PT

Luciane Não Carminatti

PR

Mauricio Não Eskudlark

PT

Neodi Saretta

Não

Nilson Gonçalves

Sim PSB

Mauro de Nadal

Sim

Patrício Destro

Sim


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EM DEBATE:

A SEGURANÇA PÚBLICA

NA PERSPECTIVA DO PRAÇA A condição do praça policial e bombeiro militar no atual modelo de Segurança Pública. O que mudar? Com esse tema central foi realizado de 8 a 10 de novembro, em Florianópolis, o 13º Encontro Nacional de Entidades Representativas de Praças, promovido pela Anaspra e organizado pela Aprasc. O evento reuniu cerca de 300 praças, representando 20 estados do Brasil, incluindo Santa Catarina. Na solenidade de abertura, a mesa foi composta pelos presidentes da Anaspra, Elisandro Lotin, e da Aprasc, Edson Fortuna; pelo vicepresidente da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol) e presidente do Sinpol-SC, Anderson Amorim, o vice-presidente da Anaspra, Héder Martins de Oliveira; o deputado estadual Maurício Eskudilark, representando a Alesc; o coronel PM Dionei Tonet, representando o Comando-Geral da PMSC e o coronel BM César de Assumpção Nunes, representando do Comando-Geral do CBMSC. Na sua fala, Lotin alertou que os praças- policiais e bombeiros militares- somam 75% do efetivo da Segurança Pública. - São os que estão nas ruas, na linha de frente combatendo o crime e

a violência. E são também as maiores vítimas desse atual modelo de Segurança Pública, que é autofágico, ou seja, a categoria que mais mata e que mais morre - disse. Em 2017, de janeiro a novembro, foram 62 mil mortes no Brasil e 500 profissionais da Segurança Pública mortos, sem contar o número de suicídios e de afastamento por doença. - É preciso trazer esse problema à tona. A responsabilidade disso não é só nossa, é do estado e de toda sociedade – afirmou. Lotin destacou ainda que existem várias PECs que tratam da Segurança Pública, tramitando em Brasília, mas que lamentavelmente o Congresso Nacional ainda não se apropriou desse debate e não tem chamado os praças para participar. Para o vicepresidente da Anaspra, Héder Martins de Oliveira, até pouco tempo os praças não eram nem coadjuvantes dos debates em Brasília.- Ainda que lentamente conseguimos avançar em processos democraticamente sólidos e que fazem com que mudemos alguns posicionamentos. Estar aqui em Santa Catarina neste encontro demonstra a capacidade que estamos atingindo e de nos organizar - refletiu. Héder

Representantes da Segurança Pública no Estado participaram da solenidade de abertura

também criticou o Congresso Nacional, por estar tratando de temas “rasos da Segurança Pública” e não de questões que poderiam reduzir a letalidade do policial e os homicídios. - Aqueles que defendem direitos humanos precisam vir aqui debater com que está no enfrentamento do problema todos os dias. Parabenizo a todos que estão envolvidos nessa luta – disse o deputado estadual Maurício Eskudilark. O coronel PM Tonet desejou boas-vindas a todos os participantes. - Sejam bemvindos a Florianópolis, cidade que ainda é acolhedora apesar

dos problemas sociais que geram impacto na Segurança Pública. Não trato segurança pública, mas sim segurança social. Se não abarcamos as questões do estado como um todo, vamos sempre estar debatendo sozinhos. É de extrema importância nos desenvolvermos e ocuparmos a academia, precisamos ser reconhecidos no meio social, político e acadêmico – disse o coronel Tonet. O presidente da Aprasc,

- O movimento dos praças já evoluiu muito, mas ainda há muito a avançar - Edson Fortuna - São números de guerra no Brasil. Temos por ano, 62 mil homicídios, 50 mil estupros e 70 mil mortes no trânsito. Tudo isso é um problema que sobra para nós e esse é um debate que temos que fazer para falar em Segurança Pública - Anderson Amorim

- Estamos aprendendo a não gastar energia entre nós e sim nos unirmos para garantir nossa representação e ampliála no Congresso Nacional - coronel PM Dionei Tonet, representando o Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina

- Temos que nos unir e nos defender porque estamos chegando no caos social em que a última barreira é o policial - deputado estadual Maurício Eskudilark, representando a presidência da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina

Edson Fortuna, disse que, apesar dos avanços, os praças precisam melhorar e aumentar sua participação nos espaços representativos. - Que o resultado dos debates reverbere em todos os estados e se consolide no sentido de construir uma Segurança Pública para todos, independente de ser rico ou pobre, policial ou não. Que possamos crescer em um debate de segurança para o cidadão brasileiro, que é a nossa função- finalizou.

- É preciso repensar essa lógica de Segurança Pública que está matando e fazendo o policial morrer – Elisandro Lotin

- Agradecemos o convite e desejamos que os debates sejam muito proveitosos para todos – coronel BM César de Assumpção Nunes, representando o CBMSC


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POLICIAL BRASILEIRO MORRE EM ALTAS PROPORÇÕES

Samira Bueno

O QUE É O FBSP

Fonte: FBSP

Em 2016, 437 policiais civis e militares foram vítimas de homicídio, sendo o Rio de Janeiro, o estado com o maior número de mortes. Para um universo de 100 mil policiais, a taxa é de 82 policiais mortos. – Notamos que essa taxa de mortalidade por homicídios de policiais é 170% maior em relação à taxa de letalidade do cidadão comum – ressaltou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), alertando que o número de mortos em 2016 é 17,5% maior do que o registrado no ano anterior. - Para 2017 o número deverá ser ainda maior - enfatizou. A diretora do FBSP proferiu a palestra inaugural do 13º Enerp, na noite do dia 8 de novembro. Ela explicou que os dados fazem parte da pesquisa sobre a Vitimização e Percepção de Risco e que é um reforço ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo FBSP. - Desde 2013, o Fórum tem solicitado às Polícias e Secretarias de Segurança Pública, via Lei de Acesso à Informação, dados relacionados à vitimização letal, ou seja, de policiais que morrem no exercício da função e fora dela. O Fórum passou a monitorar esse fenômeno para fazer um debate qualificado sobre o profissional de Segurança Pública, a que tipos de risco

ele está submetido no dia a dia e quais são os fatores que mais afetam a sua vida e a saúde – disse. Conforme ela, a pesquisa quer traçar um perfil desses profissionais e tentar entender o porquê que 70% dos policiais morrem fora do turno de serviço.- O objetivo é tentar entender o cotidiano desses policiais e como eles chegam nessa exposição máxima à violência. Pelo perfil já traçado, 98% são homens, entre 30 e 49 anos, e os homicídios ocorrem no turno da noite. Infelizmente, comparado com outros países, o policial no Brasil morre em altas proporções – conclui Samira.

A SEGURANÇA PÚBLICA EM NÚMEROS 2017 O Brasil teve sete pessoas assassinadas por hora em 2016, perfazendo um total de 61.619 mortes violentas intencionais. Os dados fazem parte do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, divulgado em novembro pelo FBSP e apresentado no Enerp pela diretora-executiva da organização. Samira Bueno destacou que essas quase 62 mil mortes é o maior número já registrado no Brasil e representa um crescimento de 3,8 em relação a 2015 e uma taxa de 30 mortes para um grupo de 100 mil habitantes. - Ao falar em Segurança

Pública é fundamental abordar a questão da proteção a esse profissional que está na linha de frente. Com o levantamento desses números não há que falar se não que vivemos uma crise civilizatória. É um problema regional que diz respeito ao desenvolvimento - disse.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública tem 11 anos e é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, com sede em São Paulo. É formado por cerca de 300 associados de todo o país, sendo que 40% são policiais civis e militares, federais, estaduais e guardas municipais. A missão do FBSP é atuar como um espaço permanente e inovador de debate, articulação e cooperação técnica para a Segurança Pública no Brasil. Saiba mais sobre o Fórum, acessando www.forumseguranca.org.br

FALTAM RECURSOS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA - Limitar gastos públicos nos próximos 20 anos na área da Segurança Pública é condenar a população à míngua. Para educação e saúde foi garantido o mínimo constitucional. Mas na Segurança Pública estão sendo cortados todos os recursos - criticou Samira Bueno, que também reclamou da falta de dados.- Se a gente evoluiu muito pouco em relação às reformas policiais e a reforma do modelo Segurança Pública no Brasil, em parte, isso se deve a falta de diagnósticos qualificados e por falta de dados nacionais sobre o tema - destacou. Samira disse que o Fórum foi criado com esse propósito: realizar o levantamento de dados e a produção de estatística e pesquisas para gerar transparência e debates qualificados sobre o tema de Segurança Pública. – O Fórum que ser uma ponte de diálogo entre o universo acadêmico e os policiais – finalizou.

Representantes das entidades e aprasquianos ouviram atentamente a palestra


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PAINEL DEBATEU AS REFORMAS E PROJETOS QUE TRAMITAM NO CONGRESSO NACIONAL

Ex-presidente da Aprasc e ex-diretor da Anaspra, Soares alertou para os malefícios das reformas

As reformas trabalhista e previdenciária irão, de forma direta ou indiretamente, atingir a todos os policiais e bombeiros militares. A posição é do diretor da Aprasc, sargento da reserva Amauri Soares, que participou como debatedor do 1º painel do Enerp Os Militares e as Reformas, apresentado na manhã do dia 9 de novembro. - Direitos que nós ainda nem conquistamos, como jornada de trabalho fixa, vai para ralo também para os civis, imagina para nós militares- destacou. Ele defende para derrotar as atuais medidas que estão sendo impostas a todos os brasileiros, é necessário unificar as lutas entre os trabalhadores civis – público e privado – e os policiais e bombeiros militares. Ex-presidente da Aprasc e ex-diretor

da Anaspra, Soares argumentou que o Estado de bem-estar social construído no Brasil após a Constituição de 1988, está sendo destruído e cada vez mais rápido. - Isso está sendo desmontado, mas, em determinado tempo, a classe dominante chegou à conclusão de que tem que desmontar mais rápido. E isso não é só no Brasil, mas em todo mundo- refletiu. Tendo como moderador, o presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin, o painel também teve como debatedor o tenente Anderson Duarte Barboza, da Polícia Militar do Ceará. Autor do Blog “O Policial Pensador” (www.policialpensador.com), ele explanou sobre os principais projetos que afetam os profissionais da Segurança Pública e s entidades representativas de praças.

- Não tem a menor condição de separar os praças do conjunto da classe trabalhadora. É preciso continuar o trabalho de resistência que não nos separa dos direitos dos demais trabalhadores – diretor da Aprasc, sargento RR Amauri Soares.

- Nós somos trabalhadores diferentes das demais categorias, mas somos trabalhadores. Não somos heróis, nem guerreiros, nem integrantes das Forças Armadas – Autor do Blog “Policial Pensador”, tenente Anderson Barboza

Anderson citou e defendeu as propostas de emenda à Constituição (PEC) que dispõe sobre o ciclo completo e definem a carga horária dos trabalhadores da Segurança Pública, além do projeto de lei que acaba com a prisão disciplinar. Sobre as reformas trabalhistas e previdenciárias, Anderson também acredita que elas vão afetar os policiais e bombeiros militares. - Somos profissionais

da Segurança Pública, por isso temos que nos diferenciar dos militares das Forças Armadas – disse, ressaltando as especificidades da carreira dos policiais e bombeiros militares. Para além dos debatedores, os participantes do Enerp, entre eles, os representantes das associações de praças, fizeram intervenções, comentaram as ideias debatidas e fizeram questionamentos.

Carreira única e ciclo completo qualificam a Segurança Pública, afirmam debatedores O modelo “dualista” de Segurança Pública, com duas meias polícias, está provado que não atende as necessidades da sociedade brasileira. E mais do que isso, a própria sociedade não distingue as duas polícias e nem as divisões internas dentro de cada corporação, como os subgrupos de praças e oficiais. A opinião é do presidente da Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Norte (ABM-RN), soldado BM Dalchem Viana, debatedor no 3º painel do Enerp Acesso Único nas Instituições Militares.

Segundo ele, o chamado ciclo completo nas instituições de Segurança Pública não é realizado devido às disputas por poder entre as polícias militar e civil. - A disputa não é por mais trabalho, mas por mais poder, e não tem nada a ver com o interesse público. As pesquisas mostram que a maioria da categoria é a favor do ciclo completo e da carreira única, mas as cúpulas são conservadoras e não permitem- disse, ao defender esses dispositivos como ferramentas que qualificam a Segurança Pública.

2º vice-presidente da Anaspra, Eliabe Marques da Silva, foi o mediador do debate

- O ciclo completo e a carreira única viabilizam todas as reformas estruturantes da Segurança Pública - presidente da ABM-RN, soldado BM Dalchem Viana

- Essa pasteurização das polícias começa desde os primeiros anos de formação - ex-coordenador geral das UPPs da PM do RJ, coronel RR Robson Rodrigues da Silva

Já coronel da reserva Robson Rodrigues da Silva, ex-coordenador geral das UPPs da PM do Rio de Janeiro, defendeu a modernização da gestão e um debate franco sobre os benefícios e problemas da adoção do ciclo completo. - É preciso uma negociação, em que todos vão ter que abrir mão de alguma coisa - refletiu. Com sua experiência nas UPPs, ele entende que as polícias precisavam ser reformuladas para angariar o capital de legitimidade e confiança.- É preciso tirar da zona do conforto – oficiais e praças – afir-

mou o coronel, que é autor de um projeto de formação unificada nas instituições. Mediador do debate, o presidente da Associação de Subtenente e Sargentos do Rio Grande do Norte e diretor da Anaspra,Eliabe Marques da Silva, afirmou que pareceres jurídicos consideram a carreira única constitucional. Ele citou a nota técnica do jurista Lenio Streck. - Essa medida deveria ser adotada como política de Estado, pois é garantia de uma Segurança Pública melhor e de cidadania para os militares estaduais - defendeu.


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TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS E DOENÇAS CAUSADAS PELO TRABALHO AINDA SÃO TABU NAS INSTITUIÇÕES MILITARES TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS QUE MAIS AFETAM OS POLICIAIS E BOMBEIROS DE SANTA CATARINA

Já o coordenador estadual de Pesquisa em Psicologia pela Diretoria de Saúde e Promoção Social da Polícia Militar de Santa Catarina, soldado Gustavo Klauberg Pereira, trouxe mais detalhes sobre os tipos de transtornos psicológicos e quais acometem mais os praças de Santa Catarina, com a apresentação do estudo “Perfil Epidemiológico de Policiais Militares e bombeiros militares de Santa Catarina em Licença para Tratamento de Saúde (LTS) de 2014-2016”. O psicólogo mostrou que situações a que esses profissionais estão expostos constantemente como o socorro de vítimas e contato com morte, a violência, trabalho excessivo, relações pessoais Presidente da Aprasc, Edson Fortuna, mediou o painel pautadas em hierarquia e disciplina Gustavo Klauberg Pereira e condição permanente de vigilância O assunto foi abordado no 2º Painel são os principais fatores que levam ao a 2016 foram 4.392 militares em licença Problemas de saúde físicos e psicológicos causados em decorrência da ativi- do Enerp Saúde Física e Psicológica de adoecimento. Segundo o estudo, de2014 para tratamento de saúde (LTS). dade militar, como depressão, e também Policiais e Bombeiros Militares, na manhã CONFIRA ALGUNS DOS TRANSTORNOS MAIS REGISTRADOS NO ESTUDO: índices de suicídio, geralmente são tra- do dia 9, e teve como debatedores o che*TMC – Conjunto de sintomas ou comportasofrimento e interferência em funções pessoais tados com preconceito entre colegas e fe do Setor de Psicologia e Serviço Social mentos clinicamente reconhecíveis, associado a (Organização Mundial da Saúde, 1996). superiores e não recebem atendimento da Diretoria da Saúde e Promoção Social O PERFIL DOS MILITARES EM LTS (2014-16) e tratamento necessários nas institui- DSPS da PMSC; Diego Remor Moreira (86,2%) ções militares. Os profissionais que de- Francisco; do soldado Gustavo Klauberg Policiais militares veriam ter equilíbrio físico e emocional Pereira, também da DSPS/PMSC; e Héder Sexo masculino (92%) para atender o cidadão em momentos Martins de Oliveira; vice-presidente da Praças (97,3%) de conflito e tensão também padecem Anaspra; e foi mediado pelo presidente Exercem atividade operacional (79%) da Aprasc, Edson Fortuna. em processos de adoecimento.

ÍNDICES DE SUICÍDIO PREOCUPAM Em 2015, a Polícia Militar de Santa Catarina teve 9 suicídios. O número significa 10 vezes mais que a população em geral, sendo que Santa Catarina é o segundo maior estado em número de suicídios. Os dados foram apresentados pelo chefe do Setor de Psicologia e Serviço Social da Diretoria da Saúde e Promoção Social- DSPS da PMSC, major Diego Remor Moreira Francisco. - Isso tem uma relação direta com o trabalho, não dá pra desvincular esse processo de adoecimento do trabalho. A vitimização gera uma tensão nesse policial que precisa estar preparado e ter equilíbrio emocional para atender o cidadão em seu pior estado. O policial age direto no conflito - disse. Segundo ele, há muitas patologias que os militares desenvolvem por conta de sobrecarga de trabalho e estresse. - A nossa situação como militares nos proporciona situações pós-traumáticas. Se estou passando na rua, lembro de uma situação onde aconteceu um

Lotados na região metropolitana da capital do estado (1ª RPM e 11ª RPM

(52,7%)

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substâncias psicoativas

(9,8%)

Transtornos de humor

(40,2%)

Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com estresse e transtorno somatoformes

(42,4%)

- Em Santa Catarina, a maior parte do afastamento por transtorno por consumo de substâncias, de policiais e bombeiros,

é da região de Blumenau. Em seguida São José e Biguaçu na Grande Florianópolis e em terceiro a capital- explicou.

228 SUICÍDIOS DE POLICIAIS

Diego Remor Moreira Francisco

trauma, como um homicídio. Situações de assédio e pressão no trabalho, seja por colegas ou superiores, são altamente tóxicas, principalmente, em um ambiente de trabalho onde não há diálogo. E é isso que nos leva gradativamente à depressão e até ao suicídio - analisou ele.

O vice-presidente da Anaspra, Héder Martins de Oliveira, apresentou em sua explanação dados nacionais. Segundo ele, de 2006 a 2016, ou seja, em 10 anos, houve 228 suicídios de policiais civis e militares. Ele criticou a forma com que muitas vezes estes casos são tratados pelas corporações, como “causa desconhecida”. A média é de um suicídio a cada 16 dias, sendo que desse percentual, 79,8% são militares e 22,2% civis. - Vocês aqui são profissionais desta área e sabem que não existe isso de causa desconhecida- disse. Entre as causas estão estresse, fracasso e uso de componentes químicos. - Quando os senhores trazem esses dados de adoecimento e suicídio, não consigo entender o silêncio dos comandos e das instituições. A única solução é que isso seja investigado e

Héder Martins de Oliveira

estudado, mas esse ainda é um tabu. Por isso temos que jogar luz sobre essas questões e propor soluções - concluiu.


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MULHERES POLICIAIS DENUNCIAM PRECONCEITO HISTÓRICO

cabo Patrícia, capitã Juliane, cabo Alexsandra, cabo Lotin e sargento Svetlana

“Policiais femininas” ou “pfems”. É assim que as mulheres policiais militares são chamadas dentro das corporações, onde são sempre minoria. Não por acaso, concursos públicos que determinam uma cota mínima para mulheres funcionam, na prática, como teto de vagas, que varia entre 5% e 10% em alguns estados. Por isso, o desafio de seguir a carreira policial militar sendo mulher começa mesmo antes de entrar na corporação, e vai desde a luta por coletes e coturnos do tamanho certo até o enfrentamento contra o assédio moral e sexual de colegas. Essa é uma cultura que persiste desde que as primeiras mulheres se tornaram policiais, quando foram contratadas para promover um “embelezamento” das instituições militares e não podiam atender ocorrências que oferecessem risco. Esse é o resumo do 4o painel do Enerp A Violência contra Mulher, em especial as profissionais da Segurança Pública, mediado pela diretora da Aprasc, cabo Alexsandra Gabron Neumann. – Agora pouco nós falávamos sobre como os policiais militares não têm direitos e não recebem o devido reconhecimento.

Imaginem então ser policial e mulher –

mulher pode ser igual ou superior ao de

disse. Ela lamentou o número reduzido de

um homem – ressaltou.

mulheres militares na platéia. Por outro

“NÃO TRABALHO COM PFEMS”

lado, ressaltou a importância dos homens ouvirem e participarem do debate. Como debatedor, o presidente da

A assessora de Comunicação na

Anaspra, cabo Elisandro Lotin, reforçou

Secretaria de Segurança Pública de

as palavras da mediadora e defendeu

Sergipe, cabo Patrícia Rodrigues dos

que os homens se apropriem deste tema.

Santos, apresentou o resultado de

- Vocês devem estar achando

uma pesquisa que fez com policiais

estranho um homem aqui neste painel.

militares homens que trabalham nas

Mas isso é proposital, porque este é

ruas de Sergipe sobre situações em

um tema que interessa e muito a nós

que presenciaram colegas se negando a

homens, principalmente os da Segurança

trabalhar com “pfems”.- A ideia veio após

Pública – disse.

questionar mulheres sobre o que mais as

Ao relatar a realidade da policial militar

incomodava no ambiente de trabalho. A

no campo profissional, a capitã policial

maioria respondeu que costumava ouvir

militar Juliane Carvalho de Santana,

de colegas e superiores homens que não

da Corregedoria-Geral da Secretaria

trabalhava com “pfems” – disse. Na sua

Social de Defesa Social de Pernambuco,

abordagem, a cabo Patricia destacou

mostrou que as mulheres geralmente

outras muitas situações humilhantes

têm limitações aos postos de comando,

a que mulheres são expostas em seu

trabalham com relações públicas e em

cotidiano, principalmente por serem

decisões que não são estratégicas. -

minoria do efetivo, como falta de

Normalmente a policial militar não tem

banheiros e alojamento próprio nas

como obrigação a tomada de decisões

operações e também falta de uniformes,

estratégicas. Nós temos que questionar

coletes do tamanho certo e instrumentos

isso. A capacidade profissional de uma

de trabalho apropriados para seus corpos.

“NÃO QUEREMOS COMPETIR, TOMAR OS ESPAÇOS. OS DEVERES JÁ SÃO IGUAIS, QUEREMOS OS MESMOS DIREITOS. NÃO É SÓ SUPERAR A DIFERENÇAS, MAS PRODUZIR POLÍTICAS PÚBLICAS QUE SEJAM INTEGRADORAS” - Estávamos apreensivas em falar com um público em que a sua maioria é de homens, mas isso retrata a nossa realidade. A representatividade feminina é limitada em muitos espaços. Mas acho muito importante que vocês ouçam, porque é também com vocês que precisamos falar- disse a presidente da Associação Integrada de Mulheres da Segurança Publica em Sergipe (Asimusep), sargento Svetlana Barbosa da Silva. Segundo ela, a iniciativa dela, junto de outras profissionais da área, de criar a Asimusep foi motivada ao se depararem com diversas situações de inadequação, falta de estrutura interna comuns em corporações e instituições de Segurança Pública para instrumentalizar mulheres, além das inúmeras denúncias comuns de assédio e violência.


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LOTIN É RECONDUZIDO À PRESIDÊNCIA DA ANASPRA retor Pedro Paulo Boff Sobrinho no Conselho Fiscal. Nas manifestações finais, o deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) convocou todas as entidades para participar mais efetivamente das atividades de interesse da categoria no Congresso Nacional.

REPRESENTATIVIDADE Reeleito presidente, Lotin agradeceu a confiança de todos

O último dia do 13o Enerp foi dedicado à Assembleia Geral das entidades representativas de praças, que aprovou a prestação de contas da gestão 2014/2017. A Assembleia também elegeu a nova diretoria para o período

2017/2020, reconduzindo o cabo Elisandro Lotin de Souza ao cargo de presidente da Anaspra. Da Aprasc também foram reeleitos, o coordenador de Imprensa da Aprasc, cabo Everson Henning, como diretor tesoureiro, e o di-

Participaram da Assembleia delegados de entidades representativas dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Ceará, Bahia, Rondônia, Roraima, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso e do próprio estado-sede Santa Catarina.

PARLAMENTARES RECONHECEM A IMPORTÂNCIA DO EVENTO

Diretoria 2017/2020

Presidente: Elisandro Lotin de Souza (SC) 1º Vice-presidente: Marco Prisco (BA) 2º Vice-presidente: Eliabe Marques da Silva (RN) Secretário-executivo: Héder Martins de Oliveira (MG) Vice-secretário executivo: Wagner Simas Filho (AL) Diretor Tesoureiro: Everson Henning (SC) Vice-diretor Tesoureiro: Eliziano Queiroz (CE) Diretor Jurídico: Marco Antônio Bahia Silva (MG) Vice-diretor Jurídico: Renato Martins Conceição (ES) Diretor de Relações Institucionais e Assuntos Legislativos: Jesuíno Boabaid (RO) Vice-diretor de Relações Institucionais e Assuntos Legislativos: Paulo Fernando dos Anjos (BA) Diretor de Formação e Mobilização Política: Pedro Queiroz da Silva (CE) Vice-diretor de Formação e Mobilização Política: Dalchem Viana (RN) Diretor Regional Norte: Francisco dos Santos Sampaio (RR) Diretor Regional Nordeste: Luciano Falcão (PE) Diretor Regional Sul: Orélio Fontana Neto (PR) Diretor Regional Sudeste: Claudio José Balotari de Souza (SP) Diretor Regional Centro Oeste: Laudicério Aguiar Machado (MT) Diretor Coordenador de Direitos Humanos: Antonio Carlos dos Santos (SE) Vice-diretor Coordenador Direitos Humanos: Fabricio Alexander Luis Lima (MG) Conselho Fiscal: Luciano Galesco (SP), Reginauro Sousa do Nascimento (CE), Almir Armelim (SP), Pedro Paulo Boff Sobrinho (SC) e Svetlana Barbosa da Silva (SE).

O 13º Enerp contou com a participação do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e dos deputados estaduais Marco Prisco (PPS-BA) Soldado Sampaio (PCdoB-RR) e Jesuino Boabaid (PMN-RO). De Santa Catarina, estiveram os deputados estaduais Dirceu Dresch (PT) e o Maurício Eskudlark (PR)

COMUNICAÇÃO ASSOCIATIVA: ESTRATÉGIAS E PROFISSIONALIZAÇÃO As entidades representativas precisam atualizar e fortalecer o seu setor de comunicação, adequando-se as novas ferramentas disponíveis e mídias sociais. Esse foi o tema do 5º painel do Enerp Comunicação Associativa e Mídias Sociais, mediado pelo presidente da Aprasc, Edson Fortuna e que teve como debatedores o coordenador de Imprensa da Aprasc, Everson Henning; o assessor de Imprensa da Anaspra, Alexandre Brandão; e a diretora da 1 Click Comunicação, Tatiana Kinoshita. - Precisamos nos atentar para a importância das redes sociais, pois é por conta delas que conseguimos, nesses dois dias, transmitir ao vivo todo o Enerp, permitindo que centenas de praças que não tiveram a oportunidade de comparecer pessoalmente pudessem estar acompanhando todos os debates em tempo real, através do seu celular, tablet, notebook ou PC – disse Fortuna. Henning destacou que os recursos aplicados na área de comunicação não devem ser contabilizados como gastos e sim como investimentos.- Infelizmente ainda é comum um certo amadorismo em muitas entidades que não tem um profissional graduado em comunicação

e nem os equipamentos básicos de trabalho.É preciso se profissionalizar e ampliar a rede de atuação, pois o poder da comunicação é muito grande e abrangente – disse. O diretor de Imprensa destacou que o principal papel de uma entidade representativa de praças é “ser a voz de uma categoria que não tem direito a ter voz e que ainda em 2017 é silenciada nos quartéis”. – Nossas associações de praças surgiram como voz para romper a mordaça dos quartéis. E se a nossa principal missão é ser a voz dos praças, essa voz vai se expressar através da Comunicação – ressaltou. Alexandre Brandão também destacou a importância da profissionalização. – A Comunicação ganhou um novo perfil passando de uma função tática para uma função estratégica, com o jornalista exercendo o papel de gestor de relacionamento – disse, enfatizando a necessidade de as entidades criarem suas redes de produção colaborativa de informações e de notícias. Para ele, essa “virada tecnológica” para os meios digitais e as novas ferramentas democratizaram a informação. Reforçando as palavras dos dois

debatedores anteriores, Tatiana disse que a Comunicação tem que ser levada a sério e isso acontece profissionalizando-a. – A gente precisa aprender a utilizar a comunicação digital da maneira correta, a nosso favor, minimizando riscos e evitando os mal entendidos. Além disso, é preciso saber se comunicar não somente entre a categoria, mas também com a sociedade – alertou. Ela destacou também o baixo custo de investimento de realizar uma campanha publicitária nas redes sociais em comparação aos veículos tradicionais, como jornais impressos e Tvs. – O investimento é muito inferior e o alcance do público muito maior – disse, apostando que o futuro é

migrar tudo para a internet. – Não quer dizer que o jornalismo vai acabar, mas vai migrar. E uma boa comunicação é feita por bons profissionais. Seja exemplo, a imagem é tudo – finalizou.

Everson Henning

Tatiana Kinoshita

Alexandre Brandão


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ENTIDADES PEDEM APOIO AO PRESIDENTE DO SENADO NA VOTAÇÃO DE PROJETOS DA CATEGORIA Representantes de entidades dos militares e deputados estaduais e federais ligados à categoria estiveram reunidos com o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar da tramitação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) e de legislações de interesse dos praças. Pela Aprasc participaram os diretores Flavio da Silva Damiani, Pedro Paulo Boff Sobrinho, Laudemir Antonio de Souza e Elisandro Lotin, também presidente da Anaspra. A reunião ocorreu no dia 23 de novembro e fez parte da agenda de mobilização convocada pela Anaspra. O presidente do Senado se comprometeu com às lideranças a pautar na agenda de votação do Senado a PEC nº 141/2015, que estende aos militares estaduais o direito à acumulação de cargos públicos previsto na Constituição, já assegurada aos servidores civis. Também chamada de PEC do Duplo Vínculo, a proposta exige dos militares a comprovação da compatibilidade de horários para exercer os novos cargos.

O senador Eunício Oliveira se comprometeu com as lideranças

Já a PEC nº 113-A/2015 também recebeu o compromisso do presidente do Senado em ser pautada nas próximas sessões. O texto prevê que policiais e bombeiros militares eleitos para cargos eletivos poderão

retornar ao seu posto ao final do mandato, independentemente do tempo de atividade. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Em relação ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 148/2015,

Parlamentares, policiais e viúvas de policiais e agentes de segurança mortos no Brasil pedem mais políticas de Estado em sessão na Câmara dos Deputados O diretor da Aprasc e da Anaspra, cabo Everson Henning, participou da Comissão Geral na Câmara de Deputados, realizada em 26 de outubro e reivindicou aos parlamentares a aprovação de leis de garantias aos familiares de PMS mortos e a revogação das medidas de austeridade que retiram direitos e deixam desamparados policiais e familiares. Para o deputado Subtenente Gonzaga (PDTMG), mais do que endurecer a legislação penal, a de execução penal ou a processual penal, é preciso transformar a segurança pública em política de Estado. “O Poder Executivo é quem define prioridades para a segurança pública. Nos últimos 20 anos, não tivemos dele a responsabilidade efetiva. Segurança pública ainda não é prioridade no Brasil”, afirmou. Como sugestão para o problema, o deputado Cabo Sabino (PR-CE) defendeu a

criação de delegacias e varas judiciais especiais de apuração de crimes contra policiais em cada estado. Ele lembrou que no Ceará já existe delegacia exclusiva para investigar os crimes contra os profissionais d e S e g u ra n ç a P ú b l i c a . Os debatedores também defenderam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, que estabelece um piso salarial para os policiais militares e aguarda votação no Plenário da Câmara.

um apoio psicológico. Como você acha que fica o familiar do policial passando por essa situação? Pode endurecer a lei, pode ter habitação... O policial defende o Estado, mas não tem proteção do Estado”, disse chorando. O 3º sargento da PMDF Daniel Matos também se emocionou ao falar do filho policial morto recentemente. “Entreguei meu filho para o Estado, e agora o Estado me devolve um corpo, unicamente um corpo.”

FAMILIARES

CRUZES NO GRAMADO

Em um dos momentos marcantes da comissão geral, a viúva Edileuza Paiva, representante do Grupo Esposas Unidas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), relatou o impacto da violência sobre as famílias das vítimas e reclamou da falta de apoio da instituição. “Hoje tenho uma filha depressiva. A PMDF não dá

Antes da comissão geral, viúvas fixaram cruzes no gramado do Congresso, simbolizando policiais assassinados. No momento em que ocorria o debate, foi anunciada a morte do comandante de um batalhão de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Luiz Gustavo Teixeira. Ele morreu em um atentado a tiros na manhã daquela quinta-feira.

que dá fim à prisão administrativa no âmbito das instituições militares estaduais, o presidente do Senado ouviu pedidos dos dirigentes para colocar a proposição em votação o mais breve possível. Ele também disse que

o projeto poderia ter resistência em alguns segmentos das Forças Armadas. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e nas comissões do Senado, restando apenas a votação em Plenário.

Pedido de urgência para votação do projeto que acaba com prisão administrativa Uma semana após a reunião com o presidente do Senado, atendendo ao pedido da Anaspra, o senador Roberto Requião (PMDB/PR) apresentou um requerimento de urgência para votação em Plenário do Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 148/2015, que dá fim à prisão administrativa no âmbito das instituições militares estaduais. O presidente da Anaspra, sargento Elisandro Lotin, esteve reunido com o senador Requião, que além do pedido de urgência, se comprometeu em votar favorável à proposta. Um caso que chamou atenção do senador foi a prisão administrativa de três militares da Polícia Militar de Alagoas, por 72 horas, depois que eles fizeram uma abordagem técnica a um coronel da mesma corporação. As imagens do carteiraço do coronel circularam pelas redes sociais e foram publicadas na imprensa, deslegitimando os profissionais da segurança pública. “São momentos como esse que a gente reforça a necessidade de se aprovar, definitivamente, o fim da a pena de prisão disciplinar”, ressaltou Lotin.


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O desmonte da Previdência volta ameaçar a aposentadoria de milhões de brasileiros e de brasileiras, mesmo depois

dos sucessivos escândalos de corrupção contra o governo federal e o Congresso Nacional. Foram gastos R$ 70 milhões

em verba de publicidade para contar a mentira de que essa reforma vai acabar com os privilégios. Na verdade, essa

reforma é contra a maioria do povo brasileiro que trabalha muito para viver. A justificativa, martelada

diariamente pela mídia e pelo governo há um ano, de que haveria um “rombo” na previdência foi derrubada na conclusão da CPI da Previdência. Na verdade, o que o governo esconde é que deixa de cobrar cerca de R$ 428 bilhões dos grandes devedores da Previdência e que distribui benefícios tributários para grupos econômicos privilegiados. Agora, a única explicação para a reforma ser votada ainda este ano é o medo dos parlamentares de perderem votos com a chegada do ano eleitoral, em 2018.

ASSEMBLEIA GERAL aprova prestação de contas e mudanças no estatuto

O debate teve início às 13h30 e foi até 20h, na sede da Associação Catarinense dos Engenheiros (ACE), em Florianópolis

Realizada no dia 30 de novembro, em Florianópolis, a Assembleia Geral durou cerca de 7 horas e começou com a apresentação do relatório da prestação de contas anual de 2017, conduzida pelo gerente administrativo da Aprasc, Carlos Cristiano de Oliveira. Em seguida, o parecer favorável do Conselho Fiscal, lido pelo conselheiro José Sotero, foi votado e aprovado por unanimidade. A prestação de contas (demonstrativo de resultado, balancetes, notas explicativas e análise vertical e horizontal) está disponível para consulta no site www.aprasc.org.br.

MUDANÇAS NO ESTATUTO Criação do Conselho Consultivo, desvinculação da eleição para Diretoria e Conselho Fiscal e novas regras para processos de filiação são as principais alterações no estatuto da Aprasc, aprovadas em Assembleia. Também foram feitas adaptações na distribuição de municípios por regionais para criação da regional Planalto Central. As mudanças e adaptações no estatuto da entidade propostas pela diretoria foram apresentadas pelo secretário-geral, sargento Flávio Damiani. Ao todo, foram sugeridas alterações em 17 artigos. A única alteração rejeitada na íntegra foi a diminuição da mensalidade- a Assembleia decidiu por manter o valor atual. As demais foram aprovadas com pequenos ajustes, seguindo sugestões que surgiram ao longo do debate.

Antes de ser publicado, o novo texto do estatuto será submetido ainda à nova revisão e análise jurídica. Todas as medidas só valerão a partir da publicação e registro do novo documento em cartório. CONFIRA A SEGUIR UM RESUMO DO QUE FOI APROVADO: Ações coletivas (Artigo 3) Todas as ações coletivas movidas pela Aprasc devem ser submetidas a aprovação da Assembleia Geral. Esta regra foi incluída no artigo 3 do estatuto. Critérios para filiação (Artigo 4) A Aprasc não possuía regras nem critérios para filiação e desfiliação. Conforme o que foi aprovado, novos filiados só terão direito aos serviços da Aprasc após a comprovação do pagamento da primeira parcela da mensalidade. Assessoria jurídica (Artigo 5) Seguindo o que já vem sendo feito nos serviços de assessoria jurídica da Aprasc, foram criados dois incisos, antes inexistentes, para estabelecer em quais casos o associado será amparado pela entidade. Foi aprovado que os associados têm direito à assessoria jurídica da Aprasc em todos os casos relacionados à função PM/BM, estando na ativa ou inatividade, exceto as ações que envolvam pecúnia, amparando dessa forma também as (os) pensionistas. O associado também poderá utilizar os serviços da assessoria jurídica para buscar amparo nas questões inerentes a tratamento de saúde próprio, que lhes sejam negados pelo Sistema Único de Saúde ou Plano de Saúde. Conselho Consultivo (Artigo 7 e 36) Além da Assembleia Geral, a Diretoria e Conselho Fiscal, a Aprasc passará a ter um Conselho Consultivo. Este Conselho, como próprio nome diz, não terá nenhum caráter deliberativo. Sua função será apenas acompanhar a gestão da entidade e emitir pareceres sobre suas ações. O Conselho Consultivo será composto por ex-diretores que tenham concluído seu mandato e não estejam figurando no mandato vigente da Diretoria Executiva, reunindo-se de forma ordinária uma vez por ano – e podendo ser convocado pela diretoria.

Eleição para o Conselho Fiscal (Artigo 37) Atualmente as chapas eleitas para Diretoria definem quais serão os membros do Conselho Fiscal. Para mudar esta regra e dar mais autonomia ao Conselho Fiscal, a eleição para os dois órgãos foi desvinculada. Dessa forma, haverá eleição para diretoria e também para o Conselho Fiscal. Ou seja, chapas independentes das inscritas para os cargos da Diretoria poderão ser formadas e se candidatar ao Conselho Fiscal – que deverá ter no mínimo seis integrantes, sendo 3 titulares e 3 suplentes. Substituição de cargos da Diretoria durante os mandatos (Artigo 53) Também foram definidas regras para substituição de cargos que ficam vagos durante os mandatos da Diretoria. Caso ocorra vacância de cargo de diretores regionais e de assessorias, a diretoria deverá empossar outro associado com no mínimo 6 (seis) meses completos de contribuição para ocupar o lugar vago, com maioria simples de votos, em reunião presencial, respeitando o limite máximo de 8 alterações. Superior a esse limite, somente poderá ser preenchida a vaga por deliberação de Assembléia Geral convocada para tal finalidade. Mudanças nas regionais (Artigo 35) Para redistribuir os municípios do norte do estado, foi criada a regional Planalto Central. Ela abrangerá os municípios de Caçador, Calmon, Curitibanos, Frei Rogério, Lebon Regis, Macieira, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Rio das Antas, Santa Cecília, São Cristóvão do Sul e Timbó Grande. Com isso, a Aprasc passa a ser composta por 19 regionais (13 PM e 06 BM). Empréstimo (Artigo 48) É vedado o empréstimo ou doação de valores para pessoas físicas ou jurídicas, exceto por aprovação de 2/3 (dois terços) do total de Diretores, reunidos para tal finalidade com posterior aprovação da Assembleia Geral. Redução na mensalidade A redução havia sido proposta a partir de um estudo solicitado pelo tesoureiro, Saul Manoel Honorato Filho. Mas foi rejeitada pela maioria, mesmo com a defesa feita por membros da diretoria, como coordenador de imprensa, Everson Henning; do presidente, Edson Fortuna, e do secretário geral Flavio Damiani.


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PARABÉNS GUERREIROS: 58 NOVOS SARGENTOS BM

O aluno sargento Renan Fernandes Motta, foi classificado em 1° lugar no curso com média9,932. Ele recebeu das mãos do presidente Fortuna o prêmio da Aprasc A cerimônia ocorreu no dia 30 de outubro, após cerca de seis meses de intensa formação no Centro de Ensino Bombeiro Militar

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina passou a contar com 58 novos sargentos. A cerimônia de formatura contou com a presença de familiares, amigos e autoridades. A Aprasc também esteve presente representada pelo presidente Edson Fortuna e diretores Flavio Damiani, Laudemir Antônio de Souza, Ronaldo Roque Claudino, Claiton de Oliveira, Jeferson Misael dos Santos de Lima e Amauri Soares.- Parabenizamos a todos por essa grande

conquista e desejamos muito sucesso nessa caminhada e nos desafios ainda a enfrentar – disse Fortuna, fazendo uma homenagem especial ao diretor da Aprasc, vice-presidente da BMs Sul,Jeferson da Silva Oliveiraum dos 58 formandos. Em homenagem àqueles que construíram a história da Corporação, a turma de formandos recebeu o nome do 3° sargento Jovito João de Souza, já falecido. A aluna sargento Morgana de Freitas recebeu o prêmio

Diretores prestigiaram e parabenizaram o diretor Jeferson

“Ministério Público do Estado de Santa Catarina” pelo seu desempenho na área de Direitos Humanos para os Cur-

sos de Formação do CBMSC. A entrega do prêmio foi feita pelo procurador de Justiça, Fábio de Souza Trajano.

O soldado BM Kleber Souza Carneiro, associado da Aprasc e neto do 3° sargento Jovito recebeu a homenagem. A família entregou um quadro com fotos da época em que o militar atuava para o acervo histórico do CBMSC

Mais um passo na carreira: 34 novos cabos BM

A Aprasc parabeniza por mais essa conquista e deseja muito sucesso na trajetória de todos

Com a solenidade de formatura realizada no dia 10 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) passou a contar com 34 novos cabos. A solenidade encerrou com o tradicional banho de batismo. O nome da turma, “soldado PM Aorides Darci Mohr” foi uma homenagem ao soldado da Polícia Militar que, em 1994, aos 30 anos, faleceu em decorrência de um infarto dentro do destacamento policial na cidade de São Carlos. A família foi representada pelo filho do soldado Aorides, o soldado

BM que hoje se forma, Cleber Antônio Mohr e por sua mãe Maria de Lourdes Mees Mohr. O sargento BM Marcio Geovani de Menezes, paraninfo da turma, também foi lembrado durante a formatura. Ele fez uso da palavra, emocionado, agradeceu aos colegas de farda, lembrando-os sobre a nobre missão de servir à sociedade. - Ingressei na corporação junto de alguns formandos que aqui estão e que essa parceria e espírito de coletividade, de ajuda mútua durante o curso, seja levado também nas atividades cotidianas

de salvar vidas e preservar patrimônios – disse. Durante a formatura, o primeiro colocado no curso, soldado BM Evandro Hable, foi homenageado com a medalha de mérito intelectual “Cabo Zimar Farias”, concedida ao primeiro colocado do curso de Formação de Cabos que obtiver média superior a nove e comportamento no mínimo considerado bom. A média aritmética do cabo Evandro no curso foi dez. Ele recebeu prêmio das mãos do diretor Laudemir Antônio de Souza,representando aAprasc.

Evandro recebeu prêmio da Aprasc das mãos do diretor Laudemir Antônio de Souza,representando a Associação

“SOLDADOS DO FOGO” “Neste teu batismo simbólico, o teu encontro com dois elementos da natureza que bem caracterizam a tua principal missão: o fogo e a água. Que a água, mais que um agente extintor, represente na tua vida o elemento purificador que possa manter límpida e íntegra a tua consciência e a tua conduta. Que o fogo, mais que um agente destruidor, represente a chama eterna do nosso infindável ideal: Vidas alheias, riquezas a salvar. bombeiros ao combate”.


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FLORIANÓPOLIS | DEZEMBRO 2017 | ANO XV | NÚMERO 66

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SOLENIDADE MARCA PROMOÇÕES DE POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES Os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar realizaram na manhã do dia 24 de novembro a solenidade de promoção de oficiais e praças, no Centro de Ensino da Polícia Militar. Foram promovidos no Estado sete oficiais e 226 praças da Polícia Militar e 94 praças do Corpo de Bombeiros Militar. A Aprasc esteve presente, representada pelo presidente Edson Fortuna e secretário-geral Flavio Damiani. Fortuna aproveitou para parabenizar o cabo Elisandro Lotin, presidente da Anaspra, também promovido em Joinville a 3º sargento e os diretores PM Luis Antônio de Souza (regional Alto Vale do Itajaí) e CBM Rogério Golin (regional Grande Oeste).

Já Damiani fez uma alerta: “Esperamos que a Lei 17.325/2017, do governo do Estado e que congela o orçamento nas áreas essenciais não inviabilize as próximas promoções – disse. A Polícia Militar também fez a entrega de medalhas do “Brasão do Mérito Pessoal”, e de Mérito

Foram promovidos sete oficiais e 226 praças da PM e 94 praças do CBM

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por “Tempo de Serviço”. Ainda aconteceu a entrega da medalha “Cruz de Bravura”, concedida aos integrantes da Corporação que, no cumprimento do dever, se destacam por atos excepcionais. Foram agraciados os 3º sargentos Ricardo Gomes Faraco e Robson Alcionei Martins.

sargentos Faraco e Alcionei

Mais um passo na carreira: 33 novos cabos BM, parabéns guerreiros do fogo

A cerimônia encerrou com o tradicional desfile e batismo de água Os formandos posaram para a foto oficial

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) realizou, na manhã do dia 8 de dezembro, o ato de formatura do curso de formação de 33 cabos, quarta turma. A Aprasc esteve presente, representada pelo presidente Edson Fortuna, o vice-presidente Rogério Ferrarez, o secretário-geral Flavio Damiani, os diretores Laudemir Antônio de Souza e Jeferson Misael dos Santos de Lima, juntamente com o apoiador Denizar (Lages). A formatura dessa 4ª Turma só foi possível, graças ao empenho e luta travada pela Aprasc, juntamente com os alunos soldados e parlamentares em razão de um problema no gabarito do concurso interno realizado em 2017 para seleção de futuros cabos por mérito intelectual, organizado pela Banca Objetiva Concursos, prejudicando 63 aprovados e classificados. 

Diretoria prestigiou o evento

Na solenidade, o vicepresidente da Aprasc entregou o prêmio da Associação, uma homenagem a todos os formandos, ao 1º colocado do curso, 4ª turma, o aluno cabo Gregório dos Santos Grecchi, que alcançou a média 9,973. Ele também foi condecorado com a medalha de mérito intelectual “cabo Zilmar Silva Farias” e o prêmio de mérito intelectual. Também foi realizada uma homenagem ao coronel BM João Valério

Borges, subcomandante geral do CBMSC, paraninfo da turma e ao soldado BM reformado Alexandre da Silveira, que cede o nome à turma. O soldado Alexandre ingressou no CBMSC em maio de 2011 e estava lotado na OBM de Bom Retiro, quando em março de 2015 sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), “o que faz do seu dia a dia uma luta pela recuperação e pela vida”. Ele foi homenageado e muito aplaudido pelos colegas.

Ferrarez entregou o prêmio ao aluno cabo Gregório

soldado Alexandre foi homenageado pelos colegas


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PARABÉNS NOVOS SOLDADOS PELA CONQUISTA A formatura dos 918 novos soldados policiais militares é a conquista de um sonho e de uma batalha iniciada ainda em 2015. É o resultado de uma forte e inspiradora mobilização que a Aprasc apoiou e ajudou a construir. Um exemplo a ser seguido e uma demonstração do verdadeiro espírito aprasquiano - a luta destemida e incansável pela conquista de direitos. Comemoramos juntos esta conquista e acompanhamos a cerimônia de formatura de 404 praças em Florianópolis e 117 em Joinville na quarta-feira, 13 de dezembro. No dia 14, as formaturas aconteceram em Blumenau e Chapecó e no dia 15, em Lages, Canoinhas, Criciúma, Araranguá e Herval d’ Oeste.

Florianópolis

“É PRECISO UMA POLÍTICA PERMANENTE DE CONTRATAÇÃO DE EFETIVO E INVESTIMENTO NAS INSTITUIÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA”

Joinville

Criciúma Jaqueline Noceti SECOM

O déficit histórico no efetivo da Polícia Militar de Santa Catarina é destacado pelo presidente da Aprasc, Edson Fortuna. Segundo ele, apesar de este reforço de 918 soldados ser muito importante, o atual efetivo, com quase 11 mil policiais, ainda é menor que nos anos 80, quando havia cerca de 13 mil. - Os serviços públicos e a sociedade catarinense não podem ser reféns da boa vontade dos governantes. Precisamos de uma política responsável e permanente de garantias mínimas para evitar que o caos atual no quadro de efetivos se repita nas próximas décadas - disse. Mesmo com o reforço, o número de servidores na corporação em Santa Catarina é menor do que em 2012. Conforme o Portal da Transparência do governo estadual, atualmente, são 10.871 homens e mulheres na PM catarinense. Nesse número estão incluídos os policiais que vão se formar. Em outubro de 2012, eram 10.911 servidores. Em contrapartida, os profissionais inativos subiu de 6.474 para 8.926.

Herval d’ Oeste

Lages

Joinville

1º colocado geral do CFSd 2017, soldado Alisson Vieira, da região de Balneário Camboriú (12º BPM), que atingiu a média final de 9,812, recebeu o prêmio da Aprasc

Jornal O Praça - Ed.66  
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Jornal da Aprasc

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