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COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR UNIDADE CENTRO

PROJETO PEQUENO ESCRITOR 6º ano / 2013

Professoras: Língua Portuguesa – Regina Estela Informática – Kátia Arte – Danila

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Autora: Ana Caroline Silva Fernandes. 6ºE A PRESENTAÇÃO

Durante o ano de 2013 os alunos do 6º ano D e E do Colégio da Polícia Militar, Unidade Centro, participaram do Projeto Pequeno Escritor. A escrita é muito importante a qualquer ser humano, pois é através dela que conseguimos nos comunicar com os outros de modo claro e objetivo. O Projeto visa aperfeiçoar e valorizar o cidadão através das linguagens artística, literária e histórica, a partir da compreensão do seu papel enquanto sujeito histórico, enfocando o ato de escrever como ponto de partida para a construção do pensamento lógico, com isso, possibilitando a capacitação do aluno em construir suas relações diante do mundo. É fundamental, para produzir textos escritos, não guardar ideias, confiando, apenas, na lembrança, mas escrevê-las. Assim, acredita-se, quem escreve poderá exteriorizar com rigor pensamentos; trazer de volta à mente o que já foi registrado e viver, literalmente, a escrita.

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“Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo.” Vinicius de Moraes

Recado da Professora Regina Estela

No início do ano quando começamos as Oficinas de Redação percebi que alguns dos meus alunos eram inseguros, não sabiam nem por onde começar a escrever. Com o tempo foram percebendo, através da preparação para aquele tipo de texto, que nada é impossível quando se tem vontade de aprender. Vocês se lembram de quantas vezes eu dizia: “ Cuidado com a pontuação, façam parágrafos, lembrem-se dos elementos da narrativa, escrevam com letra legível...” Ufa! Quanta recomendação, não é mesmo? Tudo isso porque quero que vocês sejam cidadãos capazes de expressar seus pensamentos e sentimentos e, principalmente, que levem para toda vida que a leitura e a escrita é o bem mais precioso que temos. Muitos de vocês “torciam o nariz” quando eu pedia que reescrevessem o texto de forma correta, do modo como eu os tinha orientado. Sei que muitas vezes foi cansativo, parecia que as ideias não iam surgir e de repente eu me surpreendia com textos maravilhosos. A vocês todos, pequenos autores, deixo um beijo e os parabenizo pela força de vontade, tolerância e capacidade de imaginação. 4


AGRADECIMENTOS

Nossos sinceros agradecimentos às pessoas que nos apoiaram em todos os momentos do ano de 2013: nossa Diretora Cristina Luz Simões Galleti, nossa coordenadora Wânia, nossas professoras envolvidas no Projeto Pequeno Escritor e nossos pais.

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Oficina 1 Autobiografia Eu me chamo Ana Caroline Silva Fernandes, nasci no dia 24/04/2002. A gravidez estava no fim e a bolsa estourou quando minha mãe disse que iria cobrar o aluguel. A gravidez também foi de risco, minha mãe teve muitas dores no rim, devido a crise renal, mas hoje eu e minha mãe estamos aqui com muita saúde. Meus pais se separaram quando eu era pequenininha, fiquei muito doente. Aprendi a falar com um ano de idade e já escrevia o meu nome com letra de forma com 2 e meio. Com um ano e sete meses entrei na escolinha que se localiza ao lado de minha casa, e só sai dessa escolinha para fazer do segundo ano em diante no Colégio da PM. Nessa escolinha minha mãe diz que não dei trabalho para me adaptar. Minha mãe também fala que eu adorava fazer aniversário, gostava muito da festa, da decoração, enfim de tudo, mas dos presentes é lógico que gostava, mas da comida e do bolo passava longe, só queria brincar e tirar fotos. 6


Ganhei um kit de talheres, a minha grande alegria era que não eram de plástico. Com nove ou dez anos fiquei mais responsável, menos dependente dos adultos, ou seja, quero cozinhar lavar roupas, arrumar a casa, etc. Estou ficando mais organizada. Oficina 2 A narrativa de ficção (ou ficcional) é o texto em que história, personagens, lugares e narrador são inventados, não tem existência real. Produza uma narrativa ficcional bem interessante. Complete o quadro abaixo antes: Narrador (personagem ou observador) Observador (terceira pessoa) . Personagens (nomes) Lourival. Espaço (nomes) Floresta (selva). Tempo (quando) A noite. Conflitos (problemas vividos pelos personagens) Animais selvagens. Desfecho (solução do problema) Palhaço. TÍTULO: O explorador. Certa vez um senhor explorador de selvas foi explorar uma que ninguém nunca havia explorado antes, na certa ficou com medo: -Ai meu Deus o que será que tem ai dentro? Ele continuou a caminhar pela floresta. De repente escuta o barulho de um lobo uivando e ele

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corre com medo e perde o sapato quando bate a cabeça na árvore e desmaia. O dia amanhece e ele acorda com animais à sua volta e principalmente hienas rindo de sua cara por estar roxa. Um palhaço aparece e o ajuda, leva o Lourival a uma cabana. Depois de muito tempo... Fica curado e continua a sua jornada, ao sair da cabana para continuar seu trabalho, cai em uma armadilha feita pelos macacos e novamente é salvo pelo palhaço por não estar muito longe da cabana e desiste de sua exploração e vai para casa passar um tempo com sua família. Oficina 3 Filme Os sem-floresta. Agora que você recordou cada personagem do filme, faça o que se pede. 1.Escreva em que espaço o enredo acontece. Justifique sua resposta com uma descrição do local de alguma cena. R:Em uma floresta onde existem animais, arbustos, árvores, gramas. 2.Em que tempo ocorreram os fatos? Como ficamos sabendo disso? R:Na primavera, pois eles precisavam encher o tronco para se preparar para o outono. Verne anunciava aos outros animais que havia chegado a primavera.

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3.Você leu acima algumas características psicológicas de quase todos os personagens. Faça a descrição psicológica do RJ. R: Esperto, traidor, mentiroso, ambicioso, corajoso, falso, manipulador, insatisfeito, etc... 4.O exterminador ao se apresentar no condomínio diz: Dwayne La Fontaine. Qual a relação que fazemos do seu nome com o enredo do filme? R: La Fontaine era um escritor de fábulas. No final o Dwayne La Fontaine exterminava os animais. Houve, assim, uma ironia do produtor do filme ao dar esse nome a um exterminador de animais. 5.Durante a invasão dos animais na casa de Gladys, a personagem ai até a cozinha usando chinelo com cara de coelhinho. Explique o que pudemos deduzir sobre os seres humanos a partir da imagem daquele tipo de chinelo. R: Que os humanos muitas vezes são egoístas porque não querem saber dos animais, mas usam acessórios que lembram alguns animais. 6.RJ levou os animais para ver o que humanos jogavam no lixo. Qual a crítica que se aplica a todos nós? R: É criticado o consumismo e quando não se recicla o lixo. 7.Escreva sobre o ensinamento do filme “Os sem-floresta”. R:O ensinamento é para não haver desperdício de alimentos, reciclar embalagens, não viver para 9


comer mas comer para viver, não trair os amigos e dar muito valor a nossa família.

Oficina 4 Descrição e narração 1.Descreva o local de um passeio do qual você gostou. R:Termas dos Laranjais : Variação de cores, lotado de piscinas com água bem aquecida (morna), ofurôs comunitários, piscinas que fazem ondas, entre outros. 2.Escreva, agora, uma narrativa ficcional que apresente em seu espaço a descrição acima. A surpresa inesperada. Uma bela tarde uma família foi para um parque aquático de águas quentes chamado Termas Laranjais, um parque divertido, com cores variadas. . A família se divertia muito, perto das 4h30min da tarde. A família estava distraída em uma piscina de repente aparece o golfinho do mal e o polvo, no qual estavam famintos. Quando viram aquele monte de pessoas, pensaram que era comida e correram para pegálas. Pobrezinhas!

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E quando iam pegá-las, algo aconteceu. Pegaram no sono, as pessoas aproveitaram, para fugir. Chegaram em casa com segurança graças ao sono.

Oficina 5 Histórias extraordinárias- o poder da imaginação A grande surpresa Era uma vez um super-herói que defendia uma cidade chamada Surpreendente. Um belo dia o Ventila-Maldade ouvindo o seu alarme tocar, foi ao local do crime para ver o que ocorria. Quando chegou lá encontrou o vilão forte que se deu o nome de “O Papa-Forças”. O Ventila-Maldade lutou muito contra o PapaForças, mas fracassou, quando ao invés de deter o vilão tentou recuperar as forças das pessoas que ele roubou. Como o Ventila-Maldade não conseguiu deter o Papa-Forças, um Rato poderoso, que ajudou a pegar o Papa-Forças. Juntos uniram suas forças derrotando o PapaForças, devolvendo sobre as forças dos habitantes da cidade Surpreendente e colocando o PapaForças atrás das grades.

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Oficina 6 O passeio ao Zoológico. Um dia ensolarado certa tia chamada Juberlândia levou seus sobrinhos chamados: Pedro, Gustavo, Guilherme e Lucas a um zoológico perto de sua casa. Ao chegarem lá, Juberlândia atordoada por causa da bagunça de seus sobrinhos, sentou-se em um banco próximo a entrada e pegou no sono. Pedro, Gustavo, Guilherme e Lucas estavam vendo os elefantes, quando olharam para o chão e viram a chave que abria o lugar onde ficavam os elefantes que caiu do bolso do segurança do zoo. Todos levaram os elefantes para jogar água nos macacos e quando os elefantes olharam a tia deles e jorraram água nela, por ela ser morena acharam que Juberlândia era um macaco. Oficina 7 Histórias fantásticas

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Filme- O pequeno príncipe. Sobre o filme, responda: Onde acontece a história? R: No deserto do Saara. Se você fosse um personagem, qual gostaria de ser? Por quê? R: O Pequeno Príncipe, por ele seu planeta e correr atrás do que quer. Por que o Pequeno Príncipe estranhou o planeta Terra? R: Por ele achar a Terra muito maior do que o planeta dele achava ser o único que tinha rosas, quando chegou viu que existia animais e mais pessoas (seres humanos) além dele, estranhou os tipos de alimentos, entre outros. Em sua opinião, a serpente era amiga do Pequeno Príncipe? Justifique: R: Sim, porque no pensamento do Pequeno Príncipe a cobra picando ele iria voltar para o asteróide por isso pediu para a cobra picá-lo. Escreva outro final para história: R: O Pequeno Príncipe ficou na terra com o piloto que o adotou como filho. Em sua opinião, com que tipo de pessoa poderia comparar... O piloto: amigo, bondoso. A rosa: ambiciosa 13


A raposa: amiga, ensinou coisas ao Pequeno Príncipe. A serpente: amiga, O rei: ignorante O Pequeno Príncipe: sonhador e bondoso Escreva virtudes que você percebeu nestes personagens: Principezinho: acredita em seus sonhos, bondoso, inocente. Piloto: acolhedor, bondoso, paciente, amigo. Raposa: ensina coisas para seus amigos, amiga verdadeira. O final da história transmite que: (X) O tempo, a distância e a ausência jamais farão esquecermos-nos das pessoas significativas em nossas vidas. ( ) As pessoas são significativas em nossas vidas somente quando estão juntas conosco. Escreva outras mensagens que o filme transmitiu para nossa vida: R: Aprender a ser um amigo verdadeiro, ou seja, amizade verdadeira me ensinou que temos que acolher todas as pessoas, não somente as próximas de nós.

Oficina 8 Produzindo uma notícia

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MUDANÇA DA FEIRA CULTURAL CAUSA REVOLTA A coordenação do Colégio da PM muda as regras da Feira Cultural.

A coordenação do Ensino Fundamental 2, muda as regras da Feira Cultural de 2013, os alunos ficaram irritados com a atitude. Os alunos tiveram essa reação, devido à mudança repentina da coordenação. A mudança foi: Os 6º anos farão o mesmo tipo de apresentação de autores distintos, na quadra. A professora coordenadora de classe do 6º E se responsabiliza em negociar com a coordenadora algo que favoreça a todos. Oficina 9 Relato Histórico Josely Santos Silva nasceu em 18 de junho de 1979. Quando tinha seus 10 ou 11 anos estava na década de 90. Nasceu em Aracajú e migrou para a cidade de São Paulo ainda pequena. Quando criança como estudou em várias escolas o seu comportamento era tranquilo. Essas informações foram obtidas através de uma entrevista. Com 10 anos, na década de 90, costumava brincar de taco, carrinho de rolimã e queimada, seus amigos eram fiéis e verdadeiros. Os alunos sempre respeitaram os professores. Seu pai não escutava o argumento que tinha para dar quando havia algum problema, já a mãe ouvia e aconselhava. Tinha bastante responsabilidade (ela) e por essa razão escolhia sua própria roupa. 15


Josely diz que em sua opinião, a maior diferença entre as crianças de hoje em dia e as do passado é a liberdade de expressão, até porque a internet auxilia na formação de novas ideias e opiniões. . 1.Em que década você tinha 10 ou 11 anos? R:Na década de 90. 2.Como você e seus amigos se divertiam quando tinham essa idade? R: Nós nos divertíamos jogando taco, carrinho de rolimã e queimada. 3.Como era seu comportamento em sala de aula? R:Comportamento tranquilo, sempre prestando atenção nas aulas e amigos fiéis. 4.Como era o relacionamento entre sua turma e os professores? R:Relacionamento ótimo. 5.E em casa: o que acontecia quando você fazia alguma travessura? R:Devido a educação rígida não eram feitas travessuras. 6.Seus pais ouviam seus argumentos quando você não concordava com a opinião deles? R:O pai não, a mãe sim. 7.Quem escolhia a roupa que você deveria vestir? R:Eu mesma. 16


8.Em sua opinião, qual a maior diferença entre as crianças de sua época e as de hoje? R:A maior diferença é a liberdade de expressão, até porque a internet auxilia muito a formarem-se novas opiniões.

Oficina 10 Narrativa Ficcional com base em texto Jornalístico Rei Leão e Cristal Era uma vez uma humana chamada Cristal, de cabelos louros, os olhos transparentes que brilhava como um cristal, uma jóia rara, que vivia assistindo Rei Leão, pois o achava corajoso fiel e além de tudo, lindo e Rei. Num belo dia Cristal percebeu que estava completamente apaixonada pelo Rei Leão. Então no mesmo dia ela enviou mensagens, e-mails, fez telefonemas, para pedir a autorização e a bênção de todos para se casar com o Rei Leão. Após uma semana eles se casaram, pois o Rei Leão também a amava. Mas havia um problema na vida humana de Cristal, ela possuía um namorado, que antes de se casar com o Rei Leão terminou o namoro. Esse namorado vivia perseguindo o casal, pois jurou que ela nunca seria de ninguém mesmo que isto lhe custasse à vida. 17


Um dia se cansou da situação e o chamou para uma luta, aonde iria se decidir com quem a “Rainha Cristal” iria se ficar. O Rei Leão era muito forte e corajoso como Cristal, dizia e ganhou a luta, portando se o Rei ganhasse o rapaz teria que ir embora. Dito e feito, o casal viveu feliz para sempre e tiveram um Filho, que era um Leão com a beleza do Pai e os olhos da Mãe, chamado Leonardo.

Oficina 11 Paródia de um conto de fada Branca de Fogo Era uma vez num reino muito, muito, muito distante, uma princesa chamada Branca de Fogo, adorável, que vivia com o pai e a mãe. Seu pai foi chamado para servir a guerra. Depois da guerra um militar foi declarar a morte do Rei. Após muitos anos sua mãe casou-se com Eduardo e tiveram um filho que se chamou Guilherme. O Rei Eduardo, não gostava da Branca de Fogo e decidiu matá-la. Guilherme avisou a garota que o Rei queria matá-la. Guilherme fugiu com Branca para a floresta. Eduardo chamou o caçador e mais alguns soltados para ir à procura dos dois. 18


Os dois, então, se beijaram por impulso da situação. O Rei não os encontrou. Eles viveram felizes para sempre, num reino muito, muito, muito distante, onde só se vê as coisas quem tem um coração muito bom e puro. Oficina 12 Produção de Narrativa com base em um Provérbio (Ditado Popular) O Menino Desprezado Era uma vez um garoto chamado Daniel que sofria Bullying de um garoto chamado Augusto. Augusto batia, falava mal, aprontava armadilhas, ria, humilhava e fazia muito mais contra Daniel. Daniel não respondia e não fazia nada, porque também não tinha atenção de seus pais, pois ambos ficavam o dia inteiro fora de casa trabalhando e não tinha como ele denunciar as agressões e humilhações. Quando os pais chegavam do trabalho ele estava dormindo e seus pais acordavam 6 horas da manhã. Um belo dia seus pais foram viajar a trabalho e iam ficar um pouco mais para relaxar, e o primo de Daniel veio morar com ele durante a temporada que seus pais ficariam fora. O primo de Daniel quando foi à escola com ele se irritou com as brincadeiras de Augusto e jogou leite, farinha e ovo em Augusto e Daniel se

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divertiu muito por ser praticamente sua vingança de tudo que Augusto fez com ele todos esses anos. Moral da história: Quem ri por último, ri melhor. Oficina 13 Criação de um Texto Teatral Titulo: O Mico Cenário: Uma festa de aniversário Personagens: Garotos e garotas de mais ou menos 11 anos Sequência de ações: Coerente com o titulo dado O Mico Cenário: Se passa num Buffet, com enfeites, bexigas, etc. Narradora: - Vou contar a vocês uma história engraçada. É a história de uma garota que em pleno dia de seu aniversário deu de cara com o bolo (sussurra): Bem na frente do menino que ela gosta. Ela se chama Giulia e ele Guilherme... Mas, vou deixar a história ser contada sozinha. Giulia: - Obrigada por vir a minha festa!!! Convidados: - Por nada! Giulia: - (Olha para Guilherme, sai correndo e começa a chorar). Guilherme: - (Vai até ela e pergunta) por que esta chorando? Giulia: - Por que veio?

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Guilherme: - Ha ha ha... Não chore, nunca vou te abandonar. Narradora: - E assim seguiu a festa, até chegar a hora dos Parabéns. Convidados: - Vamos lá! Giulia: - (Vai até a mesa, no meio do caminho e encontra Guilherme) vai ficar me seguindo mesmo, o que veio fazer aqui? Guilherme: - O que eu deveria ter feito a muito tempo (abraça ela). Beatriz: - Vamos Gui, já está quase na hora (Beatriz com inveja de Giulia coloca o pé na frente para ela tropeçar). Narradora: - Giulia tropeçou e caiu de cara no Bolo. Oficina 14 Entrevista Entrevistado (a) José Geraldo Juste Entrevistador (a) Ana Caroline Silva Fernandes Tipo de entrevista-exclusiva Zé Geraldo(José Geraldo Juste) é cantor e compositor. Nascido em 9 de dezembro de 1944, natural da cidade de Rodeio, interior de Minas Gerais, com 22 anos de idade sofreu um acidente automobilístico ficou internado num hospital por 1 ano, onde aprendeu seus primeiros acordes e desenvolveu o lado compositor. Quando começou seu interesse pela música?

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R: Desde garoto eu já escrevia música, depois eu aprendi a tocar violão e comecei a compor quando era pequeno, já gostava de escrever e tocar. Com quantos anos começou a sua carreira? R: Minha carreira começou um pouco tarde porque a carreira profissional comecei com 30 anos. Até o primeiro disco ser gravado. Cantava de fim de semana, porque de dia de semana não dava, pois trabalhava. Teve influência da música por alguém? R: Primeiro aquela música do interior, tocada pelos meus tios. Quando cheguei à cidade conheci várias bandas de rock. Então foi uma grande influência. Sua família te apoiou? R: Uma parte apoiou, mas meu pai veio de Minas até então já tinha uma grande empresa, tive que largar tudo até minha família para me dedicar a música. Como se sentiu ao entrar no palco pela primeira vez? R:Eu tremia muito, até muitos anos atrás ficava nervoso e inseguro. Levou muito tempo para me sentir seguro. Até hoje fico ansioso e preocupado se o som vai estar bom, etc. Quais foram seus principais problemas no inicio da carreira? R: Foi quando comecei a ir a festivais. O país estava numa ditadura militar, tinha liberdade para gravar algo, tinha que mandar a letra para censura. Por isso que comecei minha carreira tarde. 22


7.Qual foi sua primeira música? R: A primeira música que compus não me lembro. Só lembro a primeira que fez sucesso, que foi “ Me laçou”. 8.E a mais recente? R: A mais recente fiz agora:” Catadores de Bromélias” ‘9.Qual era sua profissão antes de ser cantor? R: Trabalhei de tudo em Minas Gerais. Quando vim para São Paulo, estudei, trabalhei com recursos humanos, numa grande empresa, então comecei a tocar em bares e festivais. Então chegou uma hora que larguei tudo para me dedicar a música. 10. Qual foi seu primeiro programa ao vivo? R: Meu primeiro programa foi o fantástico. 11.Qual foi seu maior sucesso? R: “Cidadão”, “ Senhorita”, “ Mira os bombos”, existem várias músicas que fizeram sucessos. 12.Quais instrumentos sabe tocar?Qual foi o primeiro? R: Violão, que é meu instrumento de trabalho principal, um pouco de gaita e um pouco de piano, guitarra. Um pouco de cada coisa, pois não sou um grande músico. O primeiro foi uma gaita, que meu tio deu de presente, ficava tocando foi aí que gostei destes instrumentos.

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13.Parou de estudar para tocar ou se formou antes de virar cantor? R: Eu trabalhei, me formei e me especializei na área de recursos humanos, fiz o ultimo ano de administração, mas não terminei porque viajava muito. Larguei meu trabalho para me dedicar a música, uma decisão muito forte. 14. Tem algum plano para o futuro? R: Sim, agora estamos gravando um disco novo, “ Busca Nova” e a gravação de um disco para o ano que vem. 15.Quando começou seu interesse pela música? R: Desde garoto já escrevia música, depois eu aprendi a tocar violão e comecei a compor. Quando era pequeno, já gostava de escrever e tocar.

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Ana Caroline