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JESUÍTAS

Boletim . nº 348 maio/julho 2013

Informação aos amigos

“A Colaboração no Centro da Missão” Círculos Gonzaga, Loyola, Vieira e Xavier


LISBOA Boletim | nº 348 maio/julho 2013

JESUÍTAS BREVES DA PROVÍNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 DA COMPANHIA EM RESUMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 CÍRCULOS GONZAGA, LOYOLA, VIEIRA E XAVIER. . . . . . 9 PROJETO “SOU COMO TU” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

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MEIOS QUE UNEM O INSTRUMENTO COM DEUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

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Ficha Técnica Jesuítas – Informação aos Amigos – Boletim; Nº 348; Maio/Julho 2013 Diretor: Domingos de Freitas, SJ • Coordenação: Ana Guimarães • Redação: Ana Guimarães; António Amaral, SJ; Avelino Ribeiro, SJ • Propriedade: Província Portuguesa da Companhia de Jesus • Sede, Redação e Administração: Estrada da Torre, 26, 1750-296 LISBOA (Portugal) • Telef.: 217 543 060; Fax: 217 543 071 • Impressão: Grafilinha – Trabalhos Gráficos e Publicitários; Rua Abel Santos, 83 Caparide - 2775-031 PAREDE • Depósito Legal: Nº 7378/84 • Endereço Internet: www.jesuitas.pt • E-mail: ppcj@jesuitas.pt • Foto: Peregrinação a Finisterra 2011 Círculo Xavier


Breves da PROVÍNCIA Destinos

Processo de escolha de novo Provincial

A partir de setembro, vários são os novos destinos e missões. O P. Miguel Gonçalves Ferreira fará formação para Mestre de Noviços, cargo que assumirá a partir de Maio de 2014. O P. António Santana será Sócio do Mestre de Noviços e colaborador no CUMN. Os PP. Miguel Almeida e José Eduardo Lima integrarão a Comunidade do Porto e serão, respetivamente, Diretor e colaborador do CREU. O P. Nuno Tovar de Lemos será o Diretor do CUPAV e o P. Nuno Branco o Diretor-Adjunto. O P. Sérgio Diz Nunes passará a fazer parte da Comunidade Pedro Arrupe, em Braga, sendo Espiritual dos “filósofos” e colaborador no AO. O P. Rui Nunes irá para a Terceira Provação, em Salamanca, em Setembro. Iniciam o 2º ciclo de Teologia, em Setembro: - o P. Marco Cunha, em Teologia Fundamental, na Gregoriana, residindo na comunidade do Centro Aletti; - os EE. Frederico Cardoso de Lemos e Gonçalo Machado, em Teologia Bíblica e em Dogmática e Sacramentos, respetivamente, vivendo no Collegio Bellarmino; - os EE. Carlos Carvalho e Paulo Duarte, em Teologia Fundamental, no Centro Sèvres, em Paris; o Esc. Pedro Cameira em Moral da Pessoa, no Boston College, vivendo na Isaac Jogues House. O Esc. Francisco Martins estudará línguas antigas (2 anos) na “École des Langues et Civilisations de l’Orient Ancien” (do Institut Catholique), em Paris. O Esc. João Goulão vai fazer o “Master Inaciano”, em Comillas, Madrid; O Esc. Alberto Fernández del Palacio (CAS) regressa à sua Província, depois de três anos a viver na Comunidade Pedro Arrupe e a estudar Filosofia na UCP de Braga.. Integrará a comunidade do juniorado espanhol, em Salamanca, para completar a formação especial em"Antropología aplicada: Salud y desarrollo comunitario”. Após a Terceira Provação no Sri Lanka, o P. Luís Ferreira do Amaral esteve na Tailândia a implementar e a desenvolver um projeto de educação à distância, Jesuit Commons, à semelhança do que fez, durante dois anos, no campo de Kakuma, no Quénia. Em Setembro próximo, o JRS-Internacional destinou o P. Luís para trabalhar na República do Chade, em África, onde irá desenvolver o mesmo tipo de projeto.

Em meados do mês de setembro, vai ser aberto o processo para a nomeação de um novo Provincial. O P. Alberto Brito pediu ao P. Geral para não fazer o segundo triénio do seu provincialato. De acordo com o calendário estabelecido, em meados de Janeiro de 2014, o novo Provincial poderá já ser nomeado pelo P. Geral, e tomará posse em data a anunciar posteriormente.

Farão a Profissão Solene os Padres Filipe Martins e Francisco Rodrigues (Comunidades do Porto e do CIL - Lisboa), em Soutelo, no dia 29 de Agosto, e os Padres José Eduardo Lima e Lourenço Eiró (Comunidades do Noviciado e do Colégio - Cernache) no dia 3 de novembro, em Coimbra.

Pedem-se orações: - pelo P. José Fernando Pereira Borges (Comunidade da FacFil/AO-Braga); - por uma irmã do Ir. João Rodrigues (Comunidade do Porto) e por uma irmã do Ir. Bernardino Fernandes (Residência da Póvoa de Varzim), recentemente falecidos.

Ordenação e missa nova P. Marco Cunha No passado dia 29 de junho, solenidade de S. Pedro e S. Paulo, o Marco Cunha foi ordenado presbítero pelo Senhor D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, na igreja do Colégio das Caldinhas. Concelebraram muitos jesuítas (mais de 40) e alguns padres amigos do Marco. Além do coro «oficial» que muito contribuiu para a beleza da celebração, houve também lugar para dois cantos ao estilo do oriente cristão (bizantino), cantados por amigos do Marco - uma forma simples e bela de fazer referência a um gosto do Marco, mas também à sua comunidade em Roma, ligada ao Centro Aletti, que tem por missão o diálogo entre o ocidente e o oriente cristãos. Sinal da ligação ao Centro Aletti foi também a presença de uma comitiva da comunidade a que o Marco pertenceu no último ano e onde continuará. Durante a homilia, o Senhor Bispo citou as palavras que o Papa Francisco disse no mesmo dia, por ocasião da imposição do pálio aos novos arcebispos metropolitas, na qual exortou a que nos deixássemos instruir por Deus para confessar Jesus Cristo. A festa da ordenação continuou no pátio do Colégio, com um excelente buffet.

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Últimos votos

Orações

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No dia seguinte, na igreja paroquial de S. Martinho de Bougado (Trofa), o Marco celebrou a sua Missa Nova. Esta foi a sua paróquia até entrar no noviciado, aí despertou e cresceu na fé. Toda a comunidade paroquial, muito bem organizada nos seus muitos grupos, se envolveu e empenhou na preparação da festa. Desde o coro durante a Missa (para a qual até foi escrito um canto inspirado pela segunda leitura - Cristo libertou-nos para a liberdade (Gal 5,1) - que foi o tema central da homilia do Marco), aos muitos acólitos, até à preparação e organização das comidas e bebidas. Foi uma grande festa, coisa que se podia intuir logo à chegada à igreja, pois era impossível não reparar no magnífico tapete de flores preparado por dezenas de pessoas durante toda a noite, até à madrugada desse dia. Estamos gratos a todos por tanta generosidade e disponibilidade. Nomeio apenas três pessoas, os pais do Marco e o pároco, P. Luciano Lagoa, como representantes da família e amigos do Marco e da paróquia de S. Martinho de Bougado. Frederico Lemos, SI

Novos noviços Moçambique No dia 24 de maio, entraram no noviciado da Beira os EE. Adelino Eugénio Dawacar, Alves Eduardo Lourenço, Lucas Paulo Estevão, Manuel Eusébio António, Meu Jorge da Silva e o Ir. Manuel Mário Chingole. Proferiu os primeiros votos, no dia 24 de maio, o Esc. Alcídio Vitorino Tembe.

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Ordenação e missa nova P. Carlos Sivano

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O Esc. Carlos Sivano recebeu a ordenação presbiteral no dia 28 de julho, na Eucaristia presidida pelo Bispo Emérito D. Luís Ferreira da Silva, na Paróquia de São Francisco Xavier, na Missão de Lifidzi. A missa nova realiza-se no dia 4 de agosto, em Mitande, Província do Niassa.

Memória - P. Augusto Vila-Chã O Padre Augusto Gonçalves Vila-Chã nasceu em Fragoso, Barcelos, a 22 de Outubro de 1934. Fez o então 7º Ano dos Liceus em Viana do Castelo e em Braga, de 1946 a 1954. Entrou na Companhia de Jesus no Noviciado de Soutelo, Vila Verde (Braga), no dia 6 de Outubro de 1954, onde também viria a fazer a etapa do Juniorado (19561958). Estudou Filosofia, em Braga, e fez o Magistério no Instituto Nun’Alvres, nas Caldas da Saúde (Santo Tirso) e no Colégio São João de Brito. Partiu para Granada (Espanha), onde fez a Teologia entre 1963 e 1967, tendo recebido a Ordenação Sacerdotal a 03 de Julho de 1966. A última etapa da formação, a Terceira Provação, fê-la em

Salamanca (Espanha) durante o ano letivo 1967-1968. Em 1968, iniciou a sua atividade apostólica na Província, no Colégio de S. João de Brito, em Lisboa, como Prefeito da Escola Infantil e Adjunto do Assistente do Centro Social da Musgueira. Entre 1969 e 1976, residiu em Braga onde foi Prefeito Espiritual do Centro Académico, Visitador da Cadeia, Diretor da Escola Elementar, Espiritual da Escola Pré-Apostólica, Diretor Espiritual no Seminário Diocesano e Diretor do Centro Académico de Braga, durante algum tempo. Desde 1976, começou a trabalhar na Fraternidade Cristã dos Doentes, movimento francês, do qual o P. Augusto seria o introdutor em Portugal. Entre 1976 e 1980 foi destinado a Soutelo, onde foi Ecónomo e Consultor da Casa, continuando a dar o seu apoio à Fraternidade Cristã dos Doentes, em Braga. A partir de 1980, regressou a Braga, iniciando novas funções como Assistente Nacional da Fraternidade Cristã dos Doentes. Em 1984 é nomeado Capelão do Hospital de São Marcos, em Braga, cargo que exerceu durante mais de duas décadas; a partir de 1993 passa a pertencer à Comissão de Ética do Hospital, assumindo a assistência do Secretariado Diocesano dos Doentes e de Redator e Administrador do boletim dos Doentes, «Carta do Amigo». No dia 29 de Abril de 2013, o Senhor chamá-loia para Si, depois de uma vida intensa e dedicada à luta por uma assistência mais humana do doente. O P. Augusto foi um verdadeiro profeta da consolação, da paz e da esperança junto de tantas pessoas doentes e limitadas fisicamente, no segredo e no silêncio de tantas horas passadas junto de quem sofria. E Deus, “que vê o segredo”, há-de dar-lhe a recompensa eterna de quem Se serviu neste mundo para continuar a Sua obra de redenção e de salvação de todos, especialmente dos doentes, os mais pobres dos pobres. Um grande bem-haja ao P. Augusto pelo seu testemunho fiel e sereno como pessoa e jesuíta. Paz à sua alma.

Encontro Comissão Apostolado Social Decorreu entre os dias 11 e 14 e de Abril no Seminário de Almada, o encontro de Delegados de Apostolado Social da Europa. Compareceram ao Encontro 13 delegados de Apostolado Social e contámos

Boletim “Jesuítas” O boletim “Jesuítas” é enviado gratuitamente a familiares, amigos e colaboradores. Se desejar contribuir para as despesas de publicação e envio, pode fazê-lo por transferência bancária para o NIB 0033 0000 000000 700 41 84, Millennium BCP, ou mediante envio de cheque em nome de Província Portuguesa da Companhia de Jesus, para Estrada da Torre, nº 26 - 1750-296 LISBOA. Em ambos os casos, solicita-se referência ao Boletim Jesuítas.


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ter sido sentido graças ao compromisso e à energia dos nossos companheiros jesuítas e seus amigos. Obrigado Paulo! Obrigado à comunidade, Padre José Pires e Duarte!” O próximo encontro de Delegados de Apostolado Social será em Palermo, Itália, dos dias 25 a 26 de Abril de 2014. Um bem-haja! Paulo Teia, SJ

Encontro de jesuítas em formação Prometo entrar na Companhia de Jesus para nela perpetuamente viver. Eis a promessa que todos nós, jesuítas, ousamos fazer no dia dos votos e que, este ano, serviu de tema para o nosso EJEF. Uma promessa que não se realiza a partir das próprias forças nem depende só da vontade e dos desejos de quem promete. A fórmula dos votos que professámos, realmente, explicita clara e inequivocamente que o cumprimento da promessa depende da nossa entrega à graça que possibilita a sua realização. Termina, de facto, com palavras de confiança, não nas nossas forças e talentos pessoais, mas na graça que gratuitamente sentimos ir recebendo: e assim como me destes graça para o desejar e oferecer, dai-ma também abundante para até ao fim o cumprir. Além disso, viver na Companhia de Jesus é conviver com pessoas concretas: partilhar a vida com companheiros escolhidos pela graça em que confiamos. Por isso, ainda que ninguém se mantenha jesuíta apenas alimentado por amizades que faz dentro da Companhia, também é verdade que a promessa de nela perpetuamente viver se realiza com os outros e não sozinho. Estamos aqui porque cremos ter sido chamados por Aquele que é o caminho, a verdade e a vida, mas aqui permanecemos enquanto partilharmos a vida e a missão. Nesse sentido, estes dias passados no Loreto foram mesmo importantes. A Casa do Loreto, onde muitos de nós que agora estamos (literalmente) dispersos pelo mundo fizemos o noviciado, tornou-se tempo de encontro, para nos conhecermos, aprofundar a vida de jesuíta e alimentar a vocação. Alguns dos jesuítas que não puderam estar estes dias connosco fizeram-se presentes pelos pontos de oração que nos deixaram para rezarmos e partilharmos. No Sábado, com os padres Carlos Carneiro e Zeca Lima e também com o nosso Provincial, P. Alberto Brito, fizemos um passeio pela Coimbra inaciana e visitámos o Museu Nacional Machado de Castro que nos marcou pelo legado da Companhia na cidade e no país. Por fim, ainda houve tempo para uma conversa informal com o P. Alberto que, perante dezenas de escolásticos em formação que pertencem à nossa Província, sonhou um pouco e com realismo o futuro connosco. Parti com a confiança reforçada e animado pelas possibilidades que se oferecem ao futuro da nossa vida de jesuítas. Andreas Lind, SJ

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ainda com a presença de Patxi Alvarez, Secretário para o Apostolado Social da Companhia, e de Michael Schöpf, Diretor do JRS Europa. O Encontro foi organizado e liderado por José Ignacio García, Coordenador dos Delegados de Apostolado Social da Europa. Ao longo destes dias, tivemos oportunidade de dividir os nossos trabalhos entre as instalações do Seminário de Almada e as instalações do Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto, no bairro vizinho do Pragal. Na noite de sexta-feira, dedicada a um melhor conhecimento da realidade do nosso país, contámos com o valioso contributo do André Costa Jorge do JRS e do nosso Hermínio Rico, SJ, que nos mostraram os contornos da nossa atual crise e o horizonte para onde podemos caminhar. O ambiente do Encontro foi muito positivo e fraterno; sentimo-nos em “casa” e entre companheiros. A profundidade dos temas tratados e a partilha das dificuldades e dos êxitos levounos a dar um passo mais na construção deste espaço de entrega e proximidade aos mais excluídos da nossa sociedade a partir da Companhia. No sábado ainda tivemos a visita do nosso Provincial, Padre Alberto Brito, que almoçou connosco no Centro Juvenil. Transcrevo, por último, um e-mail recebido do José Ignacio García alguns dias depois do nosso Encontro e que expressa toda a riqueza da nossa vivência neste encontro. “Queridos amigos: há uma semana atrás estivemos em Lisboa por ocasião do nosso Encontro Anual de Coordenadores de Apostolado Social da Europa. Foi um tempo maravilhoso. Tivemos oportunidade de partilhar com sinceridade e abertura os diversos desafios que nos são colocados enquanto Delegados de Apostolado Social. Houve oportunidade de discutir diversos assuntos relacionados com o apostolado social com resultados muito positivos. Mas não há duvida que a maior contribuição para o sucesso deste encontro foi a dedicação e o contributo do P. Paulo Teia. A liturgia de Sexta-feira foi inesquecível; escutámos o Evangelho de Jesus diante do estuário do Tejo, que nos convidava a alimentar a multidão e, no final, tivemos a maravilhosa exibição de dança de duas crianças de ginástica rítmica do Centro Juvenil que trouxeram à celebração o sabor do nosso compromisso em transformar a vida daqueles que mais precisam. No sábado passamos o dia no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto. Talvez tenha sido o facto de termos trabalhado nas secretárias das crianças que ali estudam durante a semana, que tornou o nosso dia tão efetivo e produtivo. Conseguimos terminar, assim, com consolação, uma agenda tão preenchida. A liturgia na Paróquia foi igualmente familiar e muito vivida; todos a apreciámos profundamente. O jantar partilhado com os voluntários do Centro e amigos deu-nos uma ideia mais precisa das maravilhosas pessoas que estão envolvidas neste projeto. Portugal, como outros países da Europa, está a viver um período difícil. O bairro onde os nossos companheiros vivem está cheio de sofrimento e de marginalização, mas o forte sentido de agradecimento que sentimos só pôde

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Frente e Verso: nova editorial jesuíta

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A Editorial Frente e Verso é um projeto da Companhia de Jesus em Portugal, que se concretiza através do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração. O objetivo desta nova marca editorial é ter uma presença significativa nos debates culturais que atravessam a sociedade atual, portuguesa e europeia, tornando aí presente a perspetiva cristã, na diversidade das suas expressões; na formação teológica dos cristãos e de outros interessados, permitindo-lhes o acesso a publicações que continuam a pensar os grandes temas do património cristão; nos diálogos que permitam fazer ponte entre as várias expressões culturais e a fé cristã. Na concretização deste objetivo, a Editorial Frente e Verso prestará atenção particular à publicação de obras que ajudem a enriquecer o debate no espaço público e a entender o papel do Cristianismo na configuração cultural do Ocidente, bem como de obras que favoreçam a inteligência da fé cristã. Este objetivo será prosseguido tendo sempre como referência o Magistério da Igreja Católica. Foram já publicadas três obras, a saber: - Porque devemos chamar-nos cristãos– As raízes religiosas das sociedades livres, da autoria de Marcello Pera, e prefaciada pelo Papa Bento XVI; - Dois dedos de conversa sobre o dentro das coisas – Um crente, um ateu e a ver-

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dade como provocação, da autoria de Bruno Nobre, SJ e Pedro Lind, prefaciada pelos Professores João Lobo Antunes e Carlos Fiolhais; e de A ideia da fé – Tratado de Teologia Fundamental, da autoria de Pierangelo Sequeri.

Noites no Claustro Em quatro noites dos meses de junho, julho e agosto, durante quatro noites, os claustros da Casa da Torre são um palco ao ar livre de espetáculos variados, da música ao teatro, do clássico ao contemporâneo, num ambiente em que a beleza e a simplicidade, a grandeza e a familiaridade convivem de forma harmoniosa. No dia 5 de junho, o Estúdio 34 encheu as paredes da casa com o ritmo do gospel. Numa noite de primavera, o calor do ritmo e da dança fez esquecer o frio que se sentia. No dia 13 de julho, as cordas e os sopros da Orquestra da ARTAVE fizeram ecoar no claustro, respetivamente, peças de G. Finzi, Beethoven e B. Britten e de Beethoven, G. Jacob e M. Arnold As próximas noites no Claustro serão no dia 14 de agosto, com a representação de O Lugar, com Daniela Vieitas, e no dia 28 de agosto, com o Sermão do Bom Ladrão, de P. António Vieira, declamado por Luís Miguel Cintra.


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Nota: a Peregrinação Pais e Filhos é organizada pelo Círculo Vieira

À noite na cidade A segunda edição de “À Noite na Cidade” teve lugar em pleno Monsanto, no passado sábado, 22 de Junho. A espontaneidade da natureza, a claridade do luar e a presença do Cristo Rei, do outro lado do Tejo, a “abraçar” as 900 pessoas que ali se encontravam, propor-

cionaram, com a ajuda da excelente organização do Círculo Vieira (a que já estamos habituados) uma noite de estreita proximidade com Deus. A missa, concelebrada pelo Padre Nuno Tovar de Lemos, o Padre Miguel Almeida e o Padre Francisco Rodrigues; o jantar, de convívio com a natureza e com os outros; e a proposta de oração, foram meticulosamente preparados para o convite a não crentes e crentes. A Fé, como pano de fundo, foi a proposta de oração, dividida em três partes, para a “volta ao quarteirão”, segundo um dos Jesuítas. 1. Quem é Deus para mim? Um amigo? Um desconhecido? Que saudades…. Alguém que não vejo há imenso tempo? O que tem Ele para me dizer? Escuto-o… E que resposta Lhe dou? Sob estes primeiros pontos, a multidão iniciou, em silêncio, a caminhada pelo trilho. A meio foi agraciada por Salmos declamados ao som da arpa, por Anjos que conversavam e baloiçavam e, à chegada, pelo encanto do canto do coro Magis. 2. Quem são as pessoas, na minha vida, que me acompanham na Fé? Que fazem parte da minha vivência de Fé? Aqui foi proposto continuar caminho, fazendo nós num pequeno cordel, que pretendiam simbolizar todas as pessoas que são ou foram importantes, para a vivência de Fé de cada um. 3. Porque a Fé só faz sentido se for vivida em Missão, se for orientada para os outros, então, qual a minha Missão? A que me proponho, de concreto, fazer nos próximos dias? Com Fé e confiança num Deus que está sempre à espera, de braços abertos, e chama cada um de nós à participação na construção do Seu Reino, fomos todos convidados, na última volta, a agir! Antes do final, fomos surpreendidos para um momento de arte, onde dois protagonistas foram convidados a “pintar a Fé”. Foi um momento de chegada e ao mesmo tempo de partida para a espontaneidade da Fé. O coro Magis fez as honras da despedida e, a pouco e pouco, a multidão começou a dispersar, cheia de ânimo e liberalidade, com confiança reforçada num Deus do dia e da noite, cada vez mais perto. Lúcia Barroso

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É que podia estar o típico dia de nevoeiro em São Martinho do Porto... mas não estava. A Capela de Sant' Ana mesmo em frente mas o caminho ainda tinha muitas curvas à nossa espera. Logo ali p'ra começar, uma subida acentuada e tórrida! "- Mãe, p'ró ano podemos não vir? - No fim falamos. Eu levo essa mochila..." De facto, deixar os joguinhos e os programas costumados, já de si não é uma coisa muito apelativa, agora caminhar assim ao sol, não dava mesmo p'ra entender! Mas pronto, lá chegámos à prometida sombra para as apresentações. Os filhos falam sobre os pais e estes sobre os filhos. Está-se mesmo a ver a risota que foi! E mais animados, partiram os filhos com o P. Carlos Azevedo Mendes. E seguros de que em breve se faria o clik nos filhos, ficaram os pais com o P. Nuno Tovar Lemos. Bem “briefados”, avançámos então, entre as arribas e o mar, onde para cada um estava agendado um encontro com Deus. Quem lá esteve sabe de si e quem não esteve, pode imaginar. Em todo o caso, mais fortes no espírito e com força a faltar nas pernas, alcançámos a clareira que nos esperava para almoçar, descansar e celebrar missa, consagrando pão, no dia do Corpo de Deus. Assim fortalecidos, retomámos os carreiros num cenário campestre e marítimo, que nos acompanhou até ao destino: a Capela de Sant' Ana. E foi aí que os filhos rezaram as orações da sua autoria. E foi aí que os pais ofereceram as pedrinhas das suas vidas. E foi daí que regressámos com aquela sensação de alma viva, dunas abaixo em jeito de corrida. "- Mãe, amanhã podemos cá voltar? - P'ró ano voltamos, filho!" Inês Costa Macedo

c João Cordovil Cardoso

Peregrinação Pais e Filhos

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Visita do Padre Geral a Moçambique

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O Superior Geral da Companhia de Jesus, P. Adolfo Nicolás, SJ, visitou a Região de Moçambique, de 18 a 21 de abril, acompanhado do seu Assistente Regional, P. Fratern Masawe, SJ. A visita teve início na Missão de Lifidzi. Apesar de ser um dia de semana, a Igreja esteve praticamente cheia durante a Eucaristia a que o Padre Geral presidiu, com grande número de pessoas do Apostolado da Oração e vindas de Lifidzi, Domwe, Chabwalo e até Vila Ulongwe, a paróquia que foi entregue em Dezembro do ano passado. A generosidade, a criatividade e a espontaneidade das pessoas da Vila Ulongwe foram notórias. A caminho da Fonte Boa, acompanhados por pessoas da Vila Ulongwe, realizou-se uma paragem no seu Cemitério para uma pequena oração, coordenada pelo Sr. Hamilton, do Apostolado da Oração, lembrando os companheiros jesuítas que deram a sua vida, na missão de Cristo, nas terras de Moçambique. Na Fonte Boa, o Padre Geral foi calorosamente recebido pelo Coro da Missão. Houve uma oração na capela da comunidade e de seguida, na sala da comunidade, o P. Geral e o seu Assistente foram fotografados frente à imagem do P. Waldir dos Santos e da Idalina Gomes, dois missionários que derramaram o seu sangue trabalhando para Cristo, no meio deste povo. Seguidamente, o Padre Geral visitou uma das seis casas do Projeto “Sementes de Amanhã”. Este projeto começou com a iniciativa do P. Emílio Moreira e hoje é uma das ações da Região (Missão) no alívio de alguns dos efeitos da pandemia do HIV/SIDA na sociedade moçambicana. O projeto conta atualmente com 70 crianças que são acompanhadas por 12 “mamãs”, duas em cada casa, que desempenham o papel de figura materna. Atualmente, está em andamento o processo de construção de um aviário com capacidade para criação de dois mil frangos, financiado pela Manos Unidas, que visa garantir a sustentabilidade destas casas. No dia 19, o P. Adolfo Nicolás visitou a carpintaria da Região, na Vila Ulongwe, e de seguida visitou as obras de construção da ESIL - Escola Secundária Inácio de Loiola, em Msaladzi, que começaram em Maio de 2012. O P. Geral escutou interessadamente as explicações sobre o processo da construção da obra, a angariação de fundos e os critérios colocados pelos financiadores, assim como sobre o esperado impacto da obra na vida do distrito, da província e até do País, a começar pelas populações em redor da escola. A caminho de Tete, realizou-se uma paragem e um momento de oração em Mawira, onde, em novembro de 2001, um acidente vitimou o P. Cirilo Moisés Mateus, então Superior Regional. Alguns fiéis da Catedral de Tete aguardavam aí a visita. Em Tete, o Padre Geral e o seu Assistente foram recebidos pelo Senhor Dom Inácio, Bispo daquela Diocese. Seguiu-se a passagem pela Catedral para uma breve visita onde a receção foi de novo calorosa, promovida pelo grupo do Apostolado da Oração da Catedral. Em Maputo, o Padre Geral encontrou-se com

membros das três comunidades existentes naquela cidade: Sto Inácio, Juniorado/Filosofado e Fomento. Foi celebrada a Eucaristia na Paróquia de São João Baptista, no Fomento, Matola, uma das três paróquias urbanas sob a responsabilidade da Companhia de Jesus, a cerca de 15 km de Maputo. O coro da Paróquia, as dançarinas, os leitores e toda a equipa da Liturgia animaram a celebração. A visita do Padre Geral à Região de Moçambique foi um tempo de graça e uma oportunidade de melhor dar a conhecer a realidade dos jesuítas e das populações. A Região de Moçambique agradece ao Padre Geral a sua disponibilidade e a forma como participou em todos os momentos desta visita que foi intensamente preparada e vivida.

Da Companhia EM RESUMO Nomeações do Papa Francisco O Papa Franciscou nomeou: - o P. Milan Lach, SJ Bispo Auxiliar do Arcebispado de Prešov para os Católicos de Rito Bizantino (Eslováquia); - o P. Michael C. Barber, SJ, Bispo de Oakland (EUA); - o P. Lionginas Virbalas, SJ, Bispo de Panevézys (Lituânia).

Nomeações do Padre Geral: O Padre Geral nomeou o P. Timothy P. Kesicki, Provincial de Chicago-Detroit, Presidente da Conferência Jesuíta dos EUA e o P. Gonzalo Silva Merino (CHL), Superior da Residência de S. Pedro Canísio em Roma.

Estatísticas da Companhia de Jesus Foram recentemente publicadas as últimas estatísticas da Companhia de Jesus, com data de 1 de janeiro de 2013. Indicam que o número total de jesuítas é de 17 287, sendo 12 298 padres, 1 400 irmãos, 2 878 escolásticos, e 711 noviços, havendo uma diferença de 337 elementos relativamente a 1 de janeiro de 2012. A Companhia de Jesus está organizada em 83 Províncias, 6 Regiões Independentes e 10 Regiões Dependentes.


Os “Círculos” nos centros universitários Quem olha hoje para o programa de um dos nossos quatro Centros Universitários encontra, ao lado de actividades para estudantes, actividades com uns caracteres estranhos à frente: “CL”, “CV”, etc. São os “Círculos”: o “Círculo Loyola” de Coimbra, ligado ao CUMN, o “Círculo Xavier” do Porto, ligado ao CREU, o “Círculo Vieira” de Lisboa, ligado ao CUPAV, e o “Círculo Gonzaga” de Braga, ligado ao CAB. Que actividades desenvolvem os Círculos? Peregrinações a pé (a Fátima e a Santiago de Compostela), dias de retiro, noites de oração, fins-desemana, conferências, ciclos de catequese para adultos, ceias pascais, caminhadas em família, descidas do rio em canoa, viagens dentro de Portugal e ao estrangeiro, etc. É impressionante o número de pessoas que, ao longo de um ano, frequentam as actividades dos vários Círculos. Os Círculos não estavam no plano original dos Centros. Surgiram depois, da necessidade, que em todos os Centros se foi sentindo, de acompanhar aqueles que já não eram estudantes universitários. Afinal não se podia dizer a um estudante que terminava o seu curso e que tinha ficado ligado a nós :“Agora vai à tua vida, já não tens lugar aqui”. De início, quando ainda não havia Círculos, ainda se admitiam nas actividades dos estudantes pessoas que já não eram estudantes. Lembro-me, por exemplo, da famosa peregrinação a pé a Fátima organizada pelo CUMN. Durante uns anos – embora fosse uma actividade para universitários - admitiam-se pós universitários e o número destes, às tantas, já era maior que o número de estudantes. Foi-se percebendo que não podia ser, que os estudantes precisavam de algumas actvidades específicas e os “mais velhos” também. As linguagens, as questões e a maneira de fazer tinham de ser diferentes. Nasceu assim em Coimbra o primeiro “Círculo”, o “Círculo Loyola”. Foi no ano 2000, sendo o P. Sérgio Diz Nunes director do CUMN. Muito devem os Círculos a este arranque inicial da equipa de Coimbra. Durante alguns anos só existia o Círculo Loyola mas com tanto sucesso que vinham pessoas de fora de Coimbra partici-

par nas suas actividades. Entre estas, um grupo do Porto. Quando, em Setembro de 2006, o P. Vasco e eu chegámos ao Porto para trabalhar no CREU, um dos sonhos que tínhamos na mala era fundar aí um Círculo. Até já tínhamos pensado que se podia chamar “Círculo Xavier”. Mas estávamos a chegar, era preciso ir com calma; seria uma ideia para ir amadurecendo ao longo desse nosso primeiro ano no CREU. Só que, para surpresa nossa, os acontecimentos precipitaram-se. Logo numa das primeiras actividades do ano (uma Missa e um pic-nic no Jardim da Cidade) um grupo de adultos (alguns dos quais, ex-animadores do CREU nos seus tempos de estudantes) vieram ter connosco a oferecer-se para fundar ali um Círculo. Até já tinham pensado no nome. Imagine-se qual?! “Círculo Xavier”. O negócio ficou logo ali fechado, debaixo de uma árvore! Em Lisboa, a história foi diferente. Já desde há anos que existia um grupo chamado de “COTAS” (“Cupavistas de Outrora, Trabalhadores de Agora”). O “Circulo Vieira” nasceu já com base nesta experiência. Em Braga existem, desde há muito, os “aCABados” (exestudantes do CAB), com uma extraordinária vitalidade minhota e um enorme sentido de ligação ao CAB. O “Círculo Gonzaga” é um re-baptismo dos “aCABados”. Os “Círculos”, hoje em dia, estão em velocidade de cruzeiro. Já se passou a fase experimental, embora se estejam sempre a experimentar actividades novas. Dão respostas pastorais e – ao mesmo tempo – ajudam a custear as actividades com estudantes, que normalmente são deficitárias. Têm equipas dinâmicas de leigos à sua frente, em modelos diferentes conforme as cidades. Encarnam o espírito que se vive nos Centros mas com as necessárias adaptações para pessoas “mais velhas”. Embora, com frequência, as pessoas que estão à frente dos Círculos tenham sido – enquanto universitários – frequentadotes dos mesmos, o “público” dos Círculos tem hoje muita gente que nunca conheceu os Centros quando era estudante. Acontece até, por vezes, um fenómeno curioso: estudantes universitários levarem os seus pais aos Círculos para os encaminharem na Fé! Nuno Tovar de Lemos, SJ

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Loyolita(o)s, Graças a Deus!

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Olhamos à nossa volta e vemos gente ‘mais velha’, gente animada, disposta a “pôr a render o muito que recebeu”, disposta a dar, a acolher, a receber e a partilhar, disposta a tornar alguns serões em noites especiais, disposta a transformar fins de semana em peregrinações exteriores e interiores, disposta a rezar o terço e a estar com Deus em dias de oração ou em dias santos e outras festas, disposta a descer o rio de canoa e a mascarar-se no Carnaval para um Baile em que se dança a vida. Pois é esta a gente do Circulo Loyola. Um Círculo de gente ‘mais velha’, que no meio de ‘gente mais nova’ caminha também com Sto Inácio, procurando Viver, com a Alegria e o sentido de Missão que nos indica Mateus: “Recebeste de graça, dá de graça”. O Circulo Loyola começou, conta-nos a Manel Urbano, a ‘nossa Patroa’, como lhe chamamos com carinho, com o propósito de reativar um grupo anteriormente criado pela Irmã Bourbon, ‘Os Amigos do CUMN’. A ideia era chamar à Casa da Couraça muitos dos que tinham já por lá passado, enquanto universitários, e ao mesmo tempo abrir as portas a todos os que quisessem vir juntar-se à comunidade Inaciana, participando, organizando atividades, colaborando na angariação de fundos e vivendo o dia a dia do Centro. O caminho tem sido percorrido ao longo de mais de 10 anos, e o Circulo vai-se alargando, multiplicando, crescendo, dando frutos e recebendo graças, nas tantas e tantas atividades e iniciativas espirituais, artísticas, culturais que vem preparando. São as famosas Peregrinações a Fátima com 150 participantes, os retiros de um dia como o ‘Parar para arrancar’, ‘Atravessar o deserto’ ou ‘A Terra Prometida’, são as noites temáticas com histórias maravilhosas de artistas plásticos, de escritores da vida, de fotógrafos do mundo, de músicos dos tempos, de viajantes da terra e do céu, de políticos da verdade, de missionários na entrega, gente de Deus. E são também fins de semana de Exercícios Espirituais ou de descoberta do Eneagrama, descidas do Rio Mondego em família, ‘Viagens Inacianas’ a Loiola, a Xavier, a Roma, a Barcelona, a Goa….

Modelo inspirador de outros Círculos, o Círculo Loyola viu nascer e estreita agora laços de comunhão e partilha com o Circulo Xavier no Porto e com o Círculo Vieira em Lisboa. Em nome do Pai, Loyolita(o)s com o desejo imenso de fazer “coisas belas” e de “tornar as vidas lugares de beleza”, continuarão a escrever e a sonhar a história do CUMN, Graças a Deus! Cristina Carrington

“aCABados” ou Círculo Gonzaga Quando, a 12 de janeiro do ano de 2004, foi formalizada, no cartório Notarial de Braga, a Associação “aCABados”, o tempo era de sonho. Sonhos muito difusos mas verdadeiramente grandes, que assim não havia outra forma de pintar aquilo que se alinhavava numa dança entre coisas a criar com os homens mas a alavancar com Deus, como se diria agora mas como se não sabia ainda explicar bem na altura. Com a direção que abriu estava o P. Vaz Pato, ainda grande referência da instituição que, por ter, em boa parte, consolidado a estaleca humana e espiritual de cada um dos que nesse dia assinaram, orgulhosos, o ato fundacional, e por ter estado na génese daquilo que foi a ideia base do naipe de dinâmicas que passámos a desenvolver, assente na herança organizativa, digamos assim, do Centro Académico de Braga, continua ainda agora a ser uma espécie, sei lá… de barómetro do orgulho que eventualmente mereçamos ter em nós próprios segundo o orgulho que acreditamos terá ele no que vamos continuando a fazer. Desde essa altura, imensa coisa mudou. No mundo à nossa volta e, claro, na maneira de a Associação estar nele. Simbolicamente, passamos a denominar-nos “aCABados/Circulo Gonzaga”, na busca de uma afinação mais óbvia com os círculos irmãos a fermentar cada um dos Centros Universitários e na honra emprestada com a elevação do santo, já de tradição onomástica no CAB, a patrono nosso, sendo ele o maior exemplo de santidade na juventude... A assentar na perfeição para nós, portanto. No que toca a realizações, temos, desde o início, desenvolvido todos os meses pelo menos uma atividade diversa nos contornos e na base de abrangência. Concretamente, e sempre em setembro, tem havido a apresentação pública do programa anual, no CAB e embrulhada numa celebração. Em outubro, é tempo da caminhada de outono, em novembro, de um evento na área da solidariedade e em dezembro e janeiro de uma passagem d’ano, forte no cunho espiritual. Em Fevereiro, um dia de formação em Soutelo, atividade tradicionalmente de participação muito alargada e sempre com um jesuíta diferente, em março uma iniciativa no âmbito cultural, em abril a caminhada de primavera, em maio uma viagem e uma iniciativa de caráter solidário, em junho uma atividade radical, em julho o aCABing - acampamento anual - e em agosto, um tempo de férias, diríamos que com suporte espiritual (o


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Círculo Xavier O Círculo Xavier (CX) nasceu em 2006, para suprir a necessidade de um calendário de actividades de cariz espiritual sentida por muitas pessoas que nos seus tempos da universidade passaram pelo CREU (Centro de Reflexão e Encontro Universitário, no Porto). Portanto, o Círculo Xavier é a porta aberta do CREU para quem não é ou já não é universitário e promove e oferece atividades de formação e desenvolvimento, espiritual e cultural, segundo as linhas e os desafios da espiritualidade inaciana. Está aberto a todos os que já terminaram a sua formação, (que estejam a trabalhar ou à procura de emprego, jovens casais, trabalhadores no ativo, reformados, etc.) e queiram participar em actividades desta espiritualidade. O CX tem uma tripla missão: 1- Proporcionar a experiência de vivência Cristã em Comunidade. 2- Contribuir para o enriquecimento espiritual e cultural de cada um, através de ações orientadas para essa finalidade. 3- Ajudar financeiramente o CREU. De facto, um dos grandes objectivos do CX é contribuir para sustentar o CREU, para que os estudantes que o frequentam possam usufruir de um vasto programa anual de atividades praticamente gratuitas. Assim, todo o dinheiro que o CX angaria é entregue ao CREU, ajudando ao seu funcionamento logístico e à concretização do seu programa. Ao longo destes sete anos de existência, muitas foram as atividades que se organizaram, que podemos dividir em permanentes e episódicas. Das atividades permanentes destacamos: a Noite de S. Francisco Xavier, em que celebramos o dia do nosso padroeiro e o aniversário do próprio Círculo Xavier, com uma missa à noite, no CREU, seguida de convívio. A Catequese de Adultos, que tem sido orientada pelo Pe.

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“aCABamos no Ferragudo”) e uma viagem, neste ano, por exemplo, a Roma. Ao fim de todo este par de anos, além do crescimento que eventualmente tenhamos ajudado a acontecer em cada um dos incontáveis participantes das imensas realizações, temos, óbvio é, crescido também em dimensão. Que nem sempre tem sido fácil ir equilibrando esta necessidade de não perder um cariz próprio, num ambiente cremos de inigualável familiaridade, com a crescente necessidade de alargarmos a base participativa a um universo cada vez maior de pessoas que nos procuram. De um grupo restrito que lançou o projeto, são já várias as centenas de associados que levam a que, no final de cada ano, tenhamos envolvido um todo considerável de participantes, diferentes em cada atividade, numa panóplia de base de missão cada vez mais variada nas idades, interesses, formação cristã etc. Mas o barco tem avançado. Numa crença cada vez mais forte de que o caminho far-se-á na direção que temos já desbravada. Hoje, num mundo tão mais movediço e difícil de prever, talvez a grande lição extraível seja a de que Deus não se divide em proporções diferentes numa atividade na montanha ou na capela, com a malta dos aCABados num autocarro ou de joelhos. Olhando para trás e para nós, percebemos que todos os registos que temos explorado são tempo e templo de Deus, que nos traz mais seguros, mais amados e mais gratos. Desde logo pela sorte de, ao longo de cada ano, contarmos com um sem número de jesuítas que nos dão

mimo e nos franqueiam a agenda, tornando especialíssima cada uma das propostas. Generosidade essa que temos tentado retribuir também, nomeadamente aumentando a cada ano o nosso contributo para com o CAB e os Gambozinos, destinatários por excelência da nossa ajuda em várias dimensões. Sem sabermos pois se temos sido ou não de todo dignos da confiança que vimos merecendo, sentimos que, com todos os diretores com quem, no CAB, temos trabalhado, a relação tem sido de absoluta confiança e colaboração no que os termos têm de mais elevado. Assim, mesmo sem percecionarmos muito bem dos desafios que os tempos vindouros nos irão lançar, experimentamos, com a mesmíssima força herdada do primeiro dia de associação, a fé de que Deus, através da via muito concreta da espiritualidade inaciana, nos apoiará na altura das apostas e na vontade de as tornar mais altas. De modo que o sentimento que mais nitidamente emerge, ao fim destes quase 10 anos de trabalho, é de que o tempo é… de sonho… Constantino Gonçalves

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Vasco Pinto de Magalhães e dura cerca de 6 meses, com encontros quinzenais. Foram já “estudados” vários temas, como os Mandamentos, os Quatro Evangelhos e a Bíblia. Anualmente, o CX propõe um “Dia de Retiro” (na praia, no jardim, no aeroporto…). Uma oportunidade para descansar da azáfama do dia-a-dia e parar, procurando, no silêncio e na oração, um encontro privilegiado com Jesus. A Peregrinação a Santiago de Compostela é organizada em Junho. Fizemos já por quatro vezes o Caminho Português (de Pontevedra a Santiago) e por três vezes o Caminho do Norte (de Santiago a Finisterra). São três e/ou quatro dias em que, percorrendo a pé os Caminhos de Santiago, se procura fazer em grupo e individualmente um caminho interior e espiritual ao encontro com Deus e com a essência do nosso ser. A Celebração Penitencial, de preparação para a Páscoa, tem lugar na igreja de Nossa Senhora de Fátima, com a presença de todos os padres da Comunidade do Porto, de modo a proporcionar o Sacramento da Reconciliação a quem o desejar. É uma noite calma, de ambiente Taizé e que coincide com o último dia da catequese de adultos, mas é aberta a toda a comunidade. Ano sim, ano não, com a intenção de levar Jesus à Cidade, o Círculo Xavier organiza uma “Via Sacra da Alegria” (ou Via Lucem) e “Da Ribeira até à Foz”. A Via Sacra da Alegria celebra a Ressurreição de Jesus, a Sua presença viva no meio de todos. É uma celebração noturna composta por várias estações, animadas por uma breve performance (uma música, uma dança, uma declamação ou outro tipo de performance artística) com pistas de reflexão e que termina com uma missa na Sé do Porto. “Da Ribeira até à Foz” é uma caminhada noturna ao longo da marginal do Porto (das praias da Foz à Serra do Pilar, do outro lado do rio Douro), dividida em paragens de oração/reflexão animadas por atuações. Ambas são organizadas com as Equipas de Nossa Senhora, de modo a chegarem ao maior número possível de pessoas. Têm tido muita aceitação, com mais de 350 participantes. Sem esquecer as famílias, todos os anos propomos um “Dia em Família” para pais, filhos, avós, e demais familiares. Costumam ser passeios de um dia (ao Gerês, a Mondim de Basto, etc.) mas este ano será um dia no Parque

da Cidade, que termina com uma missa campal. As atividades episódicas, que compõem o resto do calendário do CX, são de natureza diversa: entrevistas a personalidades conhecidas (Prof. Sobrinho Simões; Dr.ª Isabel Jonet; Maestrina Joana Carneiro, etc); passeios culturais e visitas guiadas a museus e igrejas; fins-de-semana de balanço para casais; encontros ecuménicos e uma “Vindima Espiritual” (um dia de vindima a sério, com componente espiritual) numa quinta do Douro. Torna-se membro do CX quem se comprometer com um donativo anual, o que dá direito a um desconto nas nossas atividades e prioridade de inscrição nas que são de número limitado. Obviamente que questões monetárias nunca impedirão ninguém de frequentar os eventos do Círculo Xavier. Joana Barbedo

Círculo Vieira O Centro Universitário P. António Vieira – CUPAV, como o nome indica, é um centro universitário. Mas, ao desdobrar-se o programa do CUPAV, repara-se que algumas actividades são seguidas da sigla CV. Não, esta sigla não quer dizer que para participar na dita actividade tem que apresentar o Curriculum Vitae. “CV” significa “Círculo Vieira”. O Círculo Vieira é o irmão alfacinha dos outros Círculos ligados aos Centros Universitários da Companhia de Jesus: Círculo Loyola (Coimbra), Círculo Xavier (Porto) e Círculo Gonzaga (Braga). Tal como se lê no programa, o Círculo Vieira é a porta aberta do CUPAV para quem já não é estudante. De facto, a maior parte das atividades do CUPAV destina-se a estudantes universitários. No entanto, e sem deixar de ter como principal objetivo servir este “público-alvo”, o CUPAV não podia ignorar uma quantidade enorme de pessoas que já não são universitárias e que fazem parte da Comunidade à qual tentamos servir. Assim, desde há alguns anos, vimos a estruturar o programa, tendo também em conta o “público” pós-universitário.


Quando o Pe. Nuno Tovar de Lemos veio para o CUPAV, dados os seus cabelos brancos juntamente com a sua jovialidade, pedi-lhe que ficasse mais directamente responsável pelo Círculo Vieira, enquanto eu, sem cabelos brancos praticamente nenhuns, ficava mais diretamente responsável pelos estudantes universitários. Claro que o “mais diretamente” aqui é muito importante porque ambos fazemos um pouco de tudo, como se requer num centro universitário. Do programa do CUPAV para o Círculo Vieira fazem parte inúmeras actividades de vários tipos. Vejamos alguns exemplos olhando para este ano lectivo: Os dias de retiro: o “Parar para Arrancar” em Outubro, o Retiro de Advento e o Retiro de Quaresma. Seja para ajudar a arrancar bem o ano lectivo, seja para ajudar a viver bem os tempos litúrgicos fortes, estes dias serviam como o ganhar fôlego de quem se prepara para uma subida íngreme ou para um mergulho em profundidade. Todos sabemos como é impossível viver a vida com alguma profundidade se não paramos. Ouvir a Voz de Deus no meio de tantas outras vozes e de tantos ruídos que nos habitam é uma arte a praticar no meio da rotina e da azáfama profissional em que vivemos. Em janeiro tivemos o “Fim-de-semana Monástico”. Se a espiritualidade inaciana nos convida a uma disponibilidade para a mobilidade, a espiritualidade monástica pede a estabilidade. Se para Sto Inácio, Deus é para ser encontrado no meio do mundo e em todas as coisas, para S. Bento é no mosteiro, no trabalho e na oração marcada pela liturgia das horas do dia, retirado do rebuliço da cidade, que a relação com Deus se aprofunda. Este Fim-de-semana Monástico ofereceu um cheirinho desta espiritualidade do ora et labora (reza e trabalha). Acontecimento que mobiliza uma grande quantidade de gente é o “À Noite na Cidade”. Entre nós que o pensamos e idealizamos, já ficou ironicamente conhecido como o “evento simples”. É que ao organizarmos esta acti-

vidade, com os organizadores habitués (especialmente o Alexandre Pitta Livério e o Tiago Vieira Machado), começamos sempre por decidir fazer “uma coisa simples”. Este ano é que é! Mas, claro, o desejo de chegar a mais gente, a criatividade e o gozo por ir vendo os frutos que o “À Noite na Cidade” tem dado, vão falando mais alto e, às tantas, estamos metidos numa mega-produção envolvendo empresas, Câmara Municipal, dezenas de pessoas... Esta é uma actividade que tenciona levar Deus às pessoas no meio da cidade de Lisboa, aproveitando a sua beleza e a sua situação geográfica tão privilegiada. Junta, assim, cultura, estética e espiritualidade numa noite. É para nós também um momento para levar a Igreja para fora de si mesma, ao encontro das pessoas que estão mais afastadas da fé ou que andam em busca do sentido da vida e que nem sempre o fariam dentro das paredes de uma igreja. Tentamos ir às fronteiras da fé com fidelidade criativa. Claro que tudo isto seria de realização impossível se não fosse a colaboração ativíssima de tanta gente que leva o Círculo Vieira para a frente. Desde a Patrícia Bello de Carvalho que se dedica a fazer o secretariado corrente, até aos diferentes staffs que se organizam para cada atividade, há imensa gente a quem estamos mesmo muito agradecidos. Last but not least, o Círculo Vieira, tal como os outros Círculos nos respectivos Centros Universitários, é de uma importância crucial para a sobrevivência do CUPAV. De facto, como centro para estudantes, o CUPAV não seria auto-sustentável se não fosse a colaboração de tantas pessoas que generosamente contribuem com donativos. Mas também não o seria sem a contribuição que nos vem das quotas anuais dos membros do Círculo Vieira. Assim, ao proporcionarmos um conjunto de actividades aos membros do Círculo Vieira, também eles possibilitam que o CUPAV mantenha as portas abertas e continue a dinamizar as acividades que organiza para os estudantes. Miguel Almeida, SJ

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Sentir e SABOREAR

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“Projeto Sou como tu”

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30 escolas, 907 alunos, dos quais 184 eram estrangeiros ou de origem estrangeira, 72 sessões, 700 máquinas fotográficas descartáveis, 8700 fotografias, um campo de férias, um encontro para professores… enfim, são os números do Projeto Sou como Tu, promovido pelo JRS-Portugal e financiado pelo ACIDI (Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural) e pelo FEINPT (Fundo Europeu para a Integração de Nacionais de Países Terceiros), que durante o ano letivo 2012/13 procurou educar para a interculturalidade. Mas muito mais do que os números e as metas alcançadas fica a certeza de que os objetivos a que o projecto se propôs foram alcançados: promover atitudes de abertura a outras culturas e ao Outro que é diferente; fomentar atitudes de respeito, de tolerância, de compreensão e de amizade. Dito de uma forma simples: aproximar pessoas, construir pontes. Podemos dividir o projeto em três fases: as sessões nas escolas, as exposições e o catálogo de fotografias e, por fim, o campo de férias e o encontro para professores. Em cada uma das 30 escolas foram realizadas duas sessões de 90 minutos. A primeira sessão contou com a colaboração da Natasha, uma atriz imigrante. A sessão começava normalmente, como se fosse apenas mais uma aula, mas já com a sessão a decorrer a Natasha entrava na sala sob o pretexto de ser de uma associação e que viria fazer uma reportagem. A sua presença começava por ser incómoda, interrompendo, discordando e provocando os alunos. Tanto interrompia que acabava por contar a sua história verdadeira. Só no final é que nos “desmascarávamos”. A segunda sessão era um jogo jogado na sala de aula. Dividiram-se as turmas em oito grupos e cada um deles assumiu uma personagem: quatro migrantes em diferentes situações e quatros entidades que ajudavam ou não os migrantes. Cada personagem tinha uma caracterização e um objetivo a cumprir. Colocados na pele de migrantes em situações de fragilidade, os alunos eram obrigados a tomar decisões. Necessariamente, o jogo encaminhava-se para situações de injustiça e de justiça, de mentira e de verdade, de solidariedade e de procura do proveito próprio. No final da primeira sessão, foi entregue a cada aluno uma máquina fotográfica descartável. O desafio era

tirarem fotografias à “diferença que não é sinónimo de distância”. Na segunda sessão, as máquinas foram recolhidas e foram selecionadas as melhores fotografias de cada escola onde era feita uma exposição . Houve quem cruzasse a cidade em busca de novos rostos, e quem não precisasse de sair da escola para compor algumas das melhores fotografias; houve quem retratasse vizinhos de bairro e quem passasse também para o outro lado da lente. O resultado é surpreendente e muito bonito. Depois de todas as fotografias tiradas, foi publicado um catálogo com algumas das melhores fotografias para ser distribuído gratuitamente. A última fase do projecto incluiu duas actividades. A primeira foi um campo de férias intercultural. A ideia do campo de férias era de juntar mundos que, à partida, nunca se tocariam e ver como é possível que um grupo de pessoas tão diferentes entre si possa viver durante sete dias no mesmo espaço, partilhando o dormitório, a mesa, os desafios e a vida. O grupo era realmente improvável: 54 participantes, de 22 das 30 escolas que participaram no projeto e 16 animadores. Destes 54 alunos, 22 eram estrangeiros ou de origem estrangeira. Para além desta diversidade de origens e cores, também os mundos dos outros alunos eram muito distintos entre si pois participaram alunos desde o Colégio São João de Brito à Escola Básica do Bairro Padre Cruz, do Colégio de Santa Maria à Escola Básica das Olaias. O resultado foi, tal como o grupo… improvável! Foi surpreendente a forma como tudo funcionou e como passado um dia de campo, havia, de facto, um grupo. Os participantes aperceberam-se disto e trabalharam para que assim fosse. Por fim, foi também realizado um Encontro de Professores com o tema “O papel da Escola na integração de imigrantes”. Contribuíram para a reflexão a Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rosário Farmhouse, o Subdirector-Geral da DGE, Luís Filipe Santos e a Directora Municipal para o Desenvolvimento Social, Susana Ramos. Foram também apresentados os resultados do Projecto Sou como Tu. Terminamos o Projeto, por um lado, muito satisfeitos com o entusiasmo dos alunos e dos professores e com os objectivos alcançados, por outro lado, queremos investir na Educação Intercultural que, num mundo cada vez mais plural é, cada vez mais, necessária. Duarte Rosado, SJ


Meios que unem O INSTRUMENTO COM DEUS

Agosto

Setembro

Exercícios Espirituais

Exercícios Espirituais

8 DIAS 03 a 11 | em Soutelo, com o P. António Santana 06 a 14 | em Soutelo, com o P. Mário Garcia 16 a 24 | em Soutelo, com o P. João Santos 16 a 24 | em Soutelo, com o P. Manuel Morujão

3 DIAS 05 a 08 | em Soutelo, com o P. António Valério 12 a 16 | em Soutelo, com o P. Álvaro Balsas 26 a 29 | em Soutelo, com a Drª Teresa Olazabal 8 DIAS 02 a 10 | no Rodízio, com o P. Domingos de Freitas 02 a 10 | no Rodízio, com o P. António Santana 04 a 12 | em Soutelo, com o P. Francisco Rodrigues 10 a 18 | em Fátima, com o P. Mário Garcia 19 a 27 | em Soutelo, com o P. Francisco Correia 30 a 08 out | em Fátima, com o P. Luís da Providência

Setembro

Atividades

Atividades

09 a 11 | Rezar com a dança, com Maria Luisa Carles e Paulo Duarte, SJ

20 a 22 | em Soutelo, Iniciação ao Eneagrama, com a Drª Margaret Flor 21 | Peregrinação à Senhora do Círculo

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Agosto

Consulte o programa anual em www.jesuitas.pt

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Boletim maiojulho 2013 final 16082013  

Boletim jesuíta informação aos amigos

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