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Prof. Andresan Machado Série 100 Questões Passo a Passo

Resolução integral de oito provas Reprodução integral do texto das provas Comentários sobre todas as alternativas Exposição de aspectos teóricos importantes Apresentação de mais de 400 comentários

Porto Alegre

Centro de Treinamento e Cursos

Vol. 1


Próximos títulos da Série 100 Questões Passo a Passo: FCC - 100 Questões

Cespe - 100 Questões


Prof. Andresan Machado

Série 100 Questões Passo a Passo

Volume 1 1a edição


Sete comentários a respeito do presente livro Cuidados com a “Conesul”

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Correção 1 Correção 2 Correção 3 Correção 4 Correção 5 Correção 6 Correção 7 Correção 8

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Gabarito

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Copyright © Andresan Machado Revisão: Marcello Martin Giulian Projeto de capa e miolo: Gabriel Pozzobom Catalogação na publicação: Vanessa I. de Souza

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) M149c Machado, Andresan Conesul 100 questões / Andresan Machado Porto Alegre: Pacartes., 2010 214 p. : il. – (100 Questões Passo a Passo; v.1) ISBN 978-85-62689-20-8 1. Língua portuguesa: Gramática 2.Concuros. I. Título CDU 806.90(079)


Sete comentários a respeito do presente livro 1. A estrutura de apresentação das provas corrigidas é a seguinte: a) em primeiro lugar é apresentado o texto integral da prova; b) em seguida são apresentadas as questões corrigidas e comentadas, na ordem em que foram apresentadas pela prova. 2. Pretendendo facilitar a utilização do livro, optou-se por anteceder a apresentação das questões corrigidas e comentadas pelo texto integral da prova, a fim de que o aluno possa, antes de buscar as respostas e os comentários, testar os seus conhecimentos. 3. A palavra “Atenção!”, escrita dessa maneira, em destaque, foi utilizada para ressaltar basicamente duas circunstâncias: a) posicionamentos importantes da banca quanto a questões em que há debate entre os gramáticos; b) respostas incorretas ou questionáveis por parte da banca. Para que incorreções ou pontos de vista significativos da prova não se perdessem em meio a tantas questões, optou-se por destacá-los dessa maneira. 4. Ao longo das resoluções das questões, alguns trechos do texto apresentado pela prova são integralmente reproduzidos. Trata-se de uma facilidade que o candidato não encontrará no momento em que estiver fazendo a prova de um concurso, mas que foi utilizada para facilitar o próprio propósito do material, que é ser, além de útil, prático. 5. Alguns assuntos repetem-se, obviamente, ao longo das várias provas corrigidas no livro. Para que o texto não se tornasse cansativo, com repetição alongada e desnecessária de informações já constantes em outras passagens, há remissões a questões corrigidas anteriormente, com indicação do número da questão e da página em que ela se encontra. 6. Quando as questões são corrigidas e comentadas, as primeiras informações constantes no material são o assunto da questão e o gabarito fornecido pela prova. No final do livro, no entanto, há o gabarito de

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todas as questões, para que o candidato possa fazer consultas sem precisar ficar folheando as páginas subseqüentes às da apresentação da prova em busca de uma resposta. 7. Por fim, resta salientar que a experiência na preparação de candidatos que pretendem prestar concursos públicos (e obter aprovação) demonstra que um dos mais eficazes métodos de estudo é a resolução de questões. É evidente que a resolução de qualquer questão bem elaborada auxilia; no entanto, quanto maiores forem os conhecimentos a respeito da banca examinadora que irá elaborar a prova, maiores são as chances de o candidato sentir-se seguro no momento de fazer a prova.

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Cuidados com a “Conesul” a) sobre a tipologia dos textos não há um tipologia textual preferida pela banca examinadora. Se em uma prova encontramos uma notícia, na outra encontramos uma dissertação, para na seguinte encontrarmos uma narração em terceira pessoa, e assim por diante. Assim, é importante que o candidato domine pelo menos as informações básicas sobre a caracterização dos mais variados tipos de texto. b) sobre os níveis lingüísticos assim como no que diz respeito às tipologias textuais apresentadas, os níveis lingüísticos em que são escritos os textos também variam. Embora haja uma predominância de textos em linguagem coloquial e em linguagem culta padrão, é importante o candidato munir-se de informações acerca de outras variações lingüísticas, como a gíria, o jargão e outras. c) sobre o propósito das questões A maioria das questões da prova cobra conteúdos gramaticais específicos. Há uma quantidade menor de questões que investe na semântica, ou seja, no domínio do significado de palavras e expressões. Vale lembrar que tanto as questões envolvendo domínio gramatical quanto as questões da área semântica são elaboradas em função do texto, muitas vezes exigindo a leitura de trechos maiores do que os reproduzidos nas questões. d) sobre o cuidado com o tempo uma vez que a maioria das questões remete ao texto, que pode ser extenso, como às vezes ocorre, o candidato deve ter habilidade para lidar com o tempo de resolução da prova, principalmente porque há uma dificuldade a mais: as linhas do texto não são numeradas, e a banca, nas questões, só faz remissão ao parágrafo em que a frase cobrada se encontra, de modo que muitas vezes o candidato terá de ficar procurando frases perdidas em meio a longos parágrafos para resolver as questões.

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Projetos sócio-educativos unem UCG e UFG Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, que totalizam R$ 346 mil e vão ser executados numa ação conjunta da Universidade Católica de Goiás, através do Instituto Dom Fernando (IDF), Universidade Federal de Goiás e do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua de Goiás (MNMMR-GO), foram lançados na manhã de hoje na Faculdade de Medicina da UFG. Os projetos se referem .................... formação continuada, pesquisa e seminários sobre o Sistema Nacional de Atendimento Sócio-Educativo (Sinase). Em seu pronunciamento o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações. Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias, um convênio, por meio do Centro de Educação comunitária de Meninas e Meninos (Cecom), ligado ao IDF, da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da UCG, para assistência .................... saúde de adolescentes grávidas, vítimas de violência doméstica. Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo Instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFG, e MNMMR-GO, .................... SEDH/PR que, através de sua SPDCA, deu sua aprovação. São esses os três projetos: “Formação Continuada dos Profissionais do Sistema Sócio-Educativo do Estado de Goiás”; “Estudo do atendimento sócio-educacional a adolescentes do Estado de Goiás: perfil dos adolescentes atendidos, situação das unidades de atendimento e arranjos educacionais”; e “Seminários Estaduais sobre o Sistema Nacional de Atendimento Sócio-Educativo”. O primeiro projeto tem por objetivo “capacitar educadores, gestores e orientadores sociais no trabalho com adolescentes em conflito com a lei, em cumprimento de medidas sócio-educativas estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do adolescente (ECA). Busca-se, em sintonia com o Sinase, garantir o preceito constitucional de absoluta prioridade da criança e do adolescente e, por meio da formação continuada, oferecer ________ para que os educadores oportunizem aos adolescentes a vivência e o desenvolvimento de experiências de reconstrução do seu projeto de vida”.

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O segundo fará uma “investigação nacional que possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos, a identificação da situação das unidades de execução das medidas de privação de liberdade e a compreensão das articulações institucionais que compõem a política de atendimento ao adolescente em conflito com a lei” no Estado e no País, permitindo uma atualização do Mapeamento Nacional realizado em 2002. O terceiro será desdobrado na realização de dois Seminários Estaduais sobre o Sistema, com o objetivo de “promover a discussão ________ do Sinase; contribuir para o processo de sua implementação no Estado de Goiás; ________ a qualificação dos profissionais e gestores envolvidos; garantir os direitos dos adolescentes em cumprimento de medidas sócioeducativas; e ampliar a sensibilização da sociedade para defender as conquistas e avançar na aplicação da legislação brasileira (Constituição Federal e ECA)”. (Adaptado de: Diário da Manhã Online, Goiás, 3/4/2008) 1. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas de linha contínua do texto. a) subssídios – a cerca – potencialisar b) subsídios – acerca – potencializar c) subxídios – a cerca – potencializar d) subcídios – acerca – potencializar e) subzídios – cerca – potencialisar 2. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas de linha pontilhada do texto. a) a – à – à b) a – a – a c) à – à – a d) à – à – à e) a – à – a 3. Pelas características apresentadas, o texto é

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a) uma descrição. b) uma notícia. c) uma dissertação. d) uma narração. e) um artigo de opinião. 4. O objetivo do texto é a) chamar a atenção para o problema dos adolescentes autores de atos infracionais. b) criticar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. c) elogiar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. d) informar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. e) discutir os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. 5. A oração “Em seu pronunciamento o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações”, em destaque no texto e, propositadamente, não pontuada, está corretamente pontuada na alternativa a) “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e, reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” b) “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” c) “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.”

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d) “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado destacou, a importância de somar esforços, talentos e recursos, na área social, diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” e) “Em seu pronunciamento, o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou, a preocupação da UCG em participar dessas ações.” 6. A expressão destacada em “foram enviados pelo Instituto”, (3º parágrafo) é a) adjunto adverbial. b) objeto indireto. c) predicativo. d) adjunto adnominal. e) agente da passiva. 7. Analise as afirmações sobre os pronomes no texto. I. Em “busca-se”, a colocação enclítica do pronome é obrigatória. II. Em “e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações”, o pronome em destaque foi empregado corretamente, pois as ações a que se refere já apareceram no texto. III. Em “deu sua aprovação”, o pronome possessivo refere-se à aprovação. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a II. e) I, II e III. 8. Assinale a alternativa em que a preposição não seja regida por um nome. a) para adolescentes autores (1º parágrafo).

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b) de adolescentes grávidas (2º parágrafo). c) para Saúde (3º parágrafo). d) no trabalho (4º parágrafo) e) do sistema sócio-educativo (5º parágrafo). 9. A palavra “que” pertence à mesma classe gramatical em todas as ocorrências, exceto a) que totalizam R$ 346 mil (1º parágrafo) b) que a Universidade (2º parágrafo) c) que, através de sua SPDCA (3º parágrafo) d) que possibilitará a obtenção (5º parágrafo) e) que compões a política de atendimento (5º parágrafo) 10. Analise as afirmativas sobre as formas verbais “vão ser” (1º parágrafo) e “oportunizem” (4º parágrafo). I. Em “vão ser”, o primeiro verbo é auxiliar. II. A locução “vão ser” poderia ser substituída pela forma simples “seriam”. III. O verbo “oportunizar” está flexionado no presente do subjuntivo. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a III. e) I, II e III. 11. Assinale a alternativa que apresenta a correta separação silábica das palavras. a) pri-o-ri-da-de; ob-ten-ção b) am-pli-ar; a-do-le-scen-te c) ex-pe-ri-ên-ci-a; com-pre-en-são d) si-tu-a-ção; atu-a-li-za-ção

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e) a-rran-jos; in-fra-ci-o-nais. 12. Se no período “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, .................... SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.”, a palavra em destaque fosse para o singular, quantas outras modificações seriam necessárias na frase para ajustes de concordância? a) Uma. b) Duas. c) Três. d) Quatro. e) Cinco. 13. No segundo parágrafo, a oração que completa a forma verbal “anunciou” exerce função de a) objeto direto. b) sujeito. c) objeto indireto. d) predicativo. e) complemento nominal. 14. Todas as palavras a seguir obedecem à mesma regra de acentuação gráfica, à exceção de a) área. b) Goiás. c) núcleo. d) seminários. e) comunitária. 15. Analise as afirmativas sobre a formação de palavras do texto.

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I. Em “reafirmou”, o prefixo significa negação. II. O sufixo de “investigação” forma substantivos a partir de adjetivos. III. O sufixo de “constitucional” forma adjetivos a partir de substantivos. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a III. e) I, II e III. 16. Em “para que os educadores oportunizem aos adolescentes a vivência e o desenvolvimento de experiências de reconstrução do seu projeto de vida.”, a oração subordinada é adverbial a) causal. b) concessiva. c) final. d) consecutiva. e) comparativa. 17. Quanto à regência, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases a seguir. 1. Este é o documento ________ o juiz se refere. 2. Encontrei um professor ________ nome não me lembrava. 3. O espelho ________ se olhou estava em cima da cômoda. 4. Logo será encontrada a caixa ________ ele guardava seus documentos. a) a que – de cujo – com que – onde b) de que – cujo qual – com o qual – em que c) em que – cujo – que – na qual d) que – do qual – com que – na cuja e) a que – do cujo – que – que

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18. Em todas as orações o verbo pode ser flexionado no plural ou no singular, exceto em a) 25% dos entrevistados ________ (responder) a pesquisa. b) Pequena parte dos convidados ________ (estar) em silêncio. c) Nem um nem outro ________ (conseguir) terminar a prova. d) Um bando de andorinhas ________ (sobrevoar) a cidade. e) Um ou outro ________ (receber) o prêmio. 19. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas. 1. Luís comprou os ingredientes para ________ fazer a feijoada, mas é embaraçoso para ________ confessar que não sei cozinhar. 2. Este conteúdo não é tema para ________ abordar neste seminário. a) eu – mim – mim b) eu – mim – eu c) mim – mim – mim d) eu – eu – eu e) mim – eu – mim 20. Analise as frases. I. Os membros do colegiado admiraram-se da candidata à professora substituta. II. A rasura importa a nulidade do atestado. III. Todos os exemplos obedecem o padrão culto da língua. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a II. e) I, II e III.

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Assunto: ORTOGRAFIA Resposta correta: B 1. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas de linha contínua do texto. a) subssídios – a cerca – potencialisar b) subsídios – acerca – potencializar c) subxídios – a cerca – potencializar d) subcídios – acerca – potencializar e) subzídios – cerca – potencialisar Primeira lacuna: A grafia do termo “subsídio” se deve à sua origem latina: em latim, “subsidium” significava “reserva, reforço, socorro, ajuda”. A grafia da palavra, em língua portuguesa, nada mais fez do que manter a origem remota que ela já tinha. Na verdade, mais do que conhecimentos sobre a origem etimológica das palavras, a questão cobrava conhecimentos de leitura. Obviamente um falante da língua que não estude português por profissão não tem a obrigação de conhecer a origem latina do termo “subsídio”. Dessa forma, tínhamos de conhecer a palavra por uma prévia leitura. Segunda lacuna: Há uma dúvida freqüente quanto à utilização das expressões “cerca de”, “há cerca de” e “acerca de”. Vejamos: a) Cerca de: significa “aproximadamente”. Cerca de duzentas pessoas compareceram ao comício. Aproximadamente duzentas pessoas compareceram ao comício. b) Há cerca de: significa “faz aproximadamente” ou “existem aproximadamente”. Não nos falamos há cerca de dois anos. Não conversamos faz aproximadamente dois anos.

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Há cerca de cem pessoas aqui. Existem aproximadamente cem pessoas aqui. c) Acerca de: significa “sobre”, “a respeito de”. Conversamos acerca de vários assuntos. Conversamos sobre/a respeito de vários assuntos. No texto temos a seguinte frase: “O terceiro será desdobrado na realização de dois Seminários Estaduais sobre o Sistema, com o objetivo de promover a discussão ________ do Sinase...” Está claro que o desdobramento do terceiro projeto em dois seminários tem a intenção de promover a discussão sobre ou a respeito do Sinase. Sendo assim, devemos preencher a lacuna com a forma “acerca”. Terceira lacuna: Quanto às terminações “-isar” e “-izar”, há uma primeira informação da qual devemos lembrar-nos: ambas formam verbos a partir de substantivos, em um procedimento comum na língua portuguesa. Vejamos alguns exemplos: Pesquisa pesquisar; Inferno infernizar; Análise analisar; Canal canalizar. Tal informação é importante, mas não é a única que devemos dominar; há uma segunda informação fundamental e muito cobrada pelos concursos: quando o verbo que se forma a partir do substantivo é terminado por “-isar” e quando ele é terminado por “-izar”? Basta observarmos os quatro exemplos dados acima para chegarmos a uma conclusão: a terminação “-isar” é acrescida a palavras terminadas em “-is”, “-isa”, “-ise” e “-iso”; já o sufixo “-izar” é acrescido a qualquer palavra que não apresente as terminações citadas. Ou seja: se o substantivo que dá origem ao verbo tiver a letra “s” em seu final, escrevemos o verbo dele derivado com “-isar”; se o substantivo não tiver a letra “s” em seu final, escrevemos o verbo dele derivado com “-izar”:

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Pesquisa Inferno

Pesquisar / Análise Infernizar / Canal

Analisar Canalizar

Devemos tomar muito cuidado, no entanto, algumas construções, como as citadas abaixo: Catequese catequizar; Batismo batizar; Liso deslize; Alisar deslizar;

Assunto: CRASE Resposta correta: D 2. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas de linha pontilhada do texto. a) a – à – à b) a – a – a c) à – à – a d) à – à – à e) a – à – a Crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou com a preposição a inicial de determinados pronomes (exemplos: aquele, aquela, aquilo). Por esse motivo, há acento grave indicativo de crase nas três lacunas pontilhadas do texto, como veremos a seguir. Para melhor resolvermos o problema colocado pelas lacunas do texto, seguiremos uma dica: na maioria dos casos em que houver dúvida quanto a usar ou não usar o acento indicativo de crase, basta recorrer a uma simples regra prática: substituir o substantivo feminino que vem após a lacuna por um substantivo masculino da mesma classe gramatical. Caso ocorra a combinação ao(s), antes do substantivo masculino, coloca-se o acento grave. Agora, basta substituir os termos femininos que estão após as linhas pontilhadas por termos masculinos e observar o que ocorre.

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Primeira lacuna: “Os projetos se referem ........... formação continuada, pesquisa e seminários sobre o Sistema Nacional de Atendimento Sócio-Educativo.” Se substituíssemos o termo feminino “formação” pelo termo masculino “estudo”, por exemplo, teríamos o seguinte: “Os projetos se referem AO estudo continuado, pesquisa e seminários sobre o Sistema Nacional de Atendimento Sócio-Educativo.” Trata-se, portanto, de uma lacuna em que deve haver a ocorrência do acento indicativo de crase. Segunda lacuna: “Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias, um convênio, por meio do Centro de Educação comunitária de Meninas e Meninos (Cecom), ligado ao IDF, da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da UCG, para assistência .......... saúde de adolescentes grávidas, vítimas de violência doméstica.” Se substituíssemos o termo feminino “saúde” pelo termo masculino “corpo”, por exemplo, teríamos o seguinte: “Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias, um convênio, por meio do Centro de Educação comunitária de Meninas e Meninos (Cecom), ligado ao IDF, da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da UCG, para assistência AO corpo de adolescentes grávidas, vítimas de violência doméstica.” Trata-se, portanto, de uma lacuna em que deve haver a ocorrência do acento indicativo de crase. Terceira lacuna: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Es-

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tudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, .......... SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.” Se substituíssemos o termo feminino “SEDH/PR” pelo termo masculino “Banco do Brasil”, por exemplo, teríamos o seguinte: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, AO Banco do Brasil que, através da sua SPDCA, deu aprovação.” Trata-se, portanto, de uma lacuna em que deve haver a ocorrência do acento indicativo de crase.

Assunto: TIPOLOGIA TEXTUAL Resposta: B 3. Pelas características apresentadas, o texto é a) uma descrição. b) uma notícia. c) uma dissertação. d) uma narração. e) um artigo de opinião. Alternativa A

Descrição

A descrição consiste em um processo de escrita em que o autor se preocupa, predominantemente, em revelar os aspectos exteriores de seres animados, objetos ou paisagens. Nos textos descritivos não costumamos encontrar opiniões ou posicionamentos por parte do autor, que busca, acima de tudo, conseguir fixar uma determinada imagem na mente do leitor. Para isso, alguns recursos são comuns. Em relação aos seres animados,

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a descrição costuma se fixar no perfil físico (altura, peso, cor do cabelo, cor dos olhos, etc.) e/ou no perfil psicológico (índole, qualidades, defeitos, comportamentos, etc.) do ser abordado. Em relação aos objetos, são destacados também os aspectos físicos, tais como tamanho, cor, espessura, largura, formato, etc., além de comparações entre elementos formadores do objeto e outros que estejam fora dele. Em relação às paisagens, os autores costumam destacar com minúcia detalhes que permitam ao leitor visualizar a paisagem ou observar a variedade de cores, profundidades, alturas, ou seja, os elementos capazes de individualizar a paisagem descrita. Trata-se, em síntese, de tentar produzir uma imagem mental no leitor, como uma fotografia da cena descrita. Alternativa B

Notícia

A notícia se restringe a uma informação a respeito de determinado acontecimento, sem que haja uma opinião expressa ou um ponto de vista a ser defendido pelo autor. A principal intenção da notícia é informar, de maneira objetiva e distanciada, o leitor sobre algum fato ou evento. A notícia distingue-se (pela superficialidade de abordagem), da reportagem, que exige maior aprofundamento e investigação a respeito dos acontecimentos. A notícia é, pois, um texto que tem o propósito, sobretudo, de ser claro e objetivo, visando a colocar o leitor a par de determinado fato. Alternativa C

Dissertação

Há dois tipos de dissertação: dissertação argumentativa e dissertação expositiva. Compor uma dissertação argumentativa consiste em escrever um texto que se proponha, geralmente, a analisar um determinado tema, expondo o ponto de vista particular do autor. Mesmo se baseando em experiências e convicções pessoais, no entanto, devem-se evitar as interferências em primeira pessoa (expressões do tipo “eu penso” ou “eu acho”, por exemplo, tendem a enfraquecer o argumento do texto, uma vez que nem sempre o que o autor pensa ou acha é significativo para as demais pessoas). Por isso, a dissertação argumentativa deve mobilizar dados e referenciais que auxiliem o autor a comprovar ou, ao menos, a tornar válida a defesa do seu ponto de vista. Trata-se de um texto argumentativo, em que sempre há uma análise de fatos, pensamentos, medidas, etc., com a conseqüente exposição da opinião do autor. Já a dissertação expositiva distingue-se da dissertação argumentativa

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pelo fato de não expor, necessariamente, a opinião do autor, limitando-se a expor, de maneira impessoal e distanciada, os variados aspectos a respeito de determinado tema. Resumindo: a dissertação argumentativa é feita da mobilização de dados e expõe a opinião do autor; já a dissertação expositiva é feita da apresentação dos variados âmbitos de determinado tema, sem a apresentação do ponto de vista do autor. Alternativa D

Narração

Em um texto narrativo há alguns elementos facilmente observáveis pelo leitor. Em primeiro lugar, o texto narrativo tem um narrador (que é quem conta a história); este narrador pode ser um narrador em primeira pessoa (narrador-personagem) ou um narrador em terceira pessoa (narrador onisciente). Além do narrador, todo texto narrativo tem personagens, que são as criaturas que agem dentro do texto. Outro elemento da narrativa é o enredo, que é o esqueleto do texto de caráter narrativo, a linha central das ações; o enredo é, obviamente, constituído a partir das ações dos personagens. Os dois últimos elementos de tal tipo de texto são o espaço, que é o cenário pelo qual circulam as personagens, e o tempo, que é a duração das ações contadas ao leitor pelo narrador. Portanto, para sabermos se estamos diante de um texto narrativo, temos de encontrar esses cinco elementos: narrador, personagens, enredo, espaço e tempo. Alternativa E

Artigo de opinião

O artigo de opinião é facilmente confundível com a dissertação, até porque ambos os tipos de texto apresentam, de fato, diversas características comuns, além de não terem entre si distinções claras ou definidas. Nos artigos de opinião, geralmente veiculados em jornais ou demais veículos de divulgação de informação, também há, como no texto dissertativo, a apresentação de dados, a defesa de um ponto de vista e a opinião definitiva do autor. Devido a tais semelhanças, dificilmente é cobrada, em uma prova, a distinção entre um texto dissertativo e um artigo de opinião. Definindo, então, o artigo de opinião nada mais é do que um texto de caráter dissertativoargumentativo. Como se percebe por essa caracterização dos tipos de texto, o texto apresentado pela prova é, sem a menor dúvida, uma notícia, um relato imparcial de algo.

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Assunto: INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Resposta: D 4. O objetivo do texto é a) chamar a atenção para o problema dos adolescentes autores de atos infracionais. b) criticar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. c) elogiar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. d) informar os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. e) discutir os projetos que serão realizados numa ação conjunta da UCG, UFG e MNMMR-GO. Tendo em vista o que foi explicitado na análise da questão anterior, fica fácil chegar à resposta dessa questão. Nas alternativas “A”, “B”, “C” e “E” o próprio verbo posto na abertura das tentativas de estabelecer a síntese do texto cobra dele posturas que nele não encontramos. No texto em questão, não se chama a atenção para o problema dos adolescentes autores de atos infracionais (ao contrário do que se afirma na alternativa “A”), não se criticam (ao contrário do que se afirma na alternativa “B”), não se elogiam (ao contrário do que se afirma na alternativa “C”), não se discutem (ao contrário do que se afirma na alternativa “E”) os projetos que serão realizados em uma ação conjunta da UCG, UFG e MNMR. O que o autor do texto faz, exclusivamente, é informar (conforme se afirma na alternativa “D”) o leitor a respeito dos projetos a serem realizados pelas instituições citadas.

Assunto: PONTUAÇÃO Resposta: C

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5. A oração “Em seu pronunciamento o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações”, em destaque no texto e, propositadamente, não pontuada, está corretamente pontuada na alternativa a) “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e, reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” b) “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” c) “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” d) “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado destacou, a importância de somar esforços, talentos e recursos, na área social, diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” e) “Em seu pronunciamento, o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou, a preocupação da UCG em participar dessas ações.” Alternativa A: “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e, reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” O sujeito de fato da oração é “o reitor”; Wolmir Amado é um aposto especificativo. Orienta-se que um aposto especificativo não seja separado do sujeito por vírgulas. A vírgula colocada após a conjunção “e” não se justifica.

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Alternativa B: “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” A primeira vírgula está correta, assinalando o isolamento de um adjunto adverbial. A segunda vírgula, posta após “amado”, está incorreta. A terceira vírgula, colocada após “esforços” está correta, pois separa itens de uma série. Alternativa C: “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” A primeira vírgula assinala o deslocamento de um adjunto adverbial, que só não deve ser isolado do resto da oração por vírgulas quando for o último termo da oração. A segunda vírgula separa os elementos de uma enumeração ou dos itens de uma série; os dois últimos elementos da enumeração não são separados por vírgula porque são separados pela conjunção “e”. A terceira e a quarta vírgulas isolam um adjunto adverbial.. Alternativa D: “Em seu pronunciamento o reitor, Wolmir Amado destacou, a importância de somar esforços, talentos e recursos, na área social, diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” A primeira vírgula está correta, pois assinala o deslocamento do adjunto adverbial. A segunda vírgula, colocada após “destacou” está incorreta, pois separa um verbo de seu objeto. A terceira vírgula, inserida após “esforços” está correta, pois separa os itens de uma série. A quarta vírgula, posta após “recursos”, está incorreta. A quinta vírgula, posta após “social”, só estaria correta se houvesse mais uma vírgula após o termo “constatados”, para que assinalasse o deslocamento de um adjunto adverbial.

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Alternativa E: “Em seu pronunciamento, o reitor, Wolmir Amado, destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados, e reafirmou, a preocupação da UCG em participar dessas ações.” A primeira vírgula está correta, por isolar um adjunto adverbial deslocado. A segunda e a terceira vírgulas, colocadas antes e depois de “Wolmir Amado“ estão incorretas, pois separam o aposto especificativo do sujeito. A quarta vírgula, após “esforços” está correta, pois separa itens de uma serie. A quinta e a sexta vírgulas, postas antes e depois de “diante dos problemas constatados”, estão corretas, pois isolam um adjunto adverbial em forma de comentário. A sétima vírgula, inserida após “reafirmou” está incorreta, pois separa um verbo de seu objeto.

Assunto: FUNÇÕES SINTÁTICAS Resposta: E 6. A expressão destacada em “foram enviados pelo Instituto”, (3º parágrafo) é a) adjunto adverbial. b) objeto indireto. c) predicativo. d) adjunto adnominal. e) agente da passiva. A frase da qual foi retirado o trecho, se mantida em seus termos essenciais, apresenta a seguinte configuração: “Os projetos foram enviados pelo Instituto...” A questão questiona qual a função sintática do termo sublinhado. Para termos certeza a respeito da correta classificação de “pelo Instituto”,

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temos de prestar atenção em um aspecto estrutural, que define o termo em questão como sendo um agente da passiva. A estrutura que define que uma frase está na voz passiva analítica é a seguinte: Verbo ser + particípio de qualquer outro verbo. Observemos as frases abaixo: a) O juiz comprou um automóvel. b) Um automóvel foi comprado pelo juiz. Podemos afirmar que a primeira frase não está na voz passiva e que a segunda frase, com certeza, está na voz passiva, pois apresenta uma forma do verbo ser (foi) seguida do particípio de outro verbo (comprado). Vejamos como se promove a passagem de uma frase da voz ativa para a voz passiva (lembrando que apenas frases que tenham objeto direto podem ser passadas para a voz passiva): O juiz comprou um automóvel. Sujeito Verbo Objeto direto Para efetuar tal transformação, devemos seguir quatro passos: 1º) O objeto direto da voz ativa se transforma em sujeito na voz passiva. 2º) Na voz passiva surge o verbo “ser”, responsável pela manutenção do tempo da frase. 3º) O verbo principal da voz ativa vai para o particípio na voz passiva. 4º) O sujeito da voz ativa se transforma em agente da passiva, antecedido pela preposição “por”. Assim, na voz passiva a frase apresentará a seguinte estrutura: Um automóvel foi comprado pelo juiz. Sujeito

Ser Particípio Agente da passiva

Agora vamos retornar à frase da questão. De acordo com o que vimos, a frase apresenta todos os requisitos para que percebamos que ela está

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na voz passiva: há o verbo ser (foram) seguido de um particípio (enviados) e, a seguir, vem o verdadeiro sujeito da ação (uma vez que quem enviou algo foi o Instituto), antecedido pela preposição por (pelo Instituto; por + o = pelo). Para descobrirmos como seria a frase na voz ativa, basta realizarmos o procedimento inverso ao realizado acima: Os projetos foram enviados pelo Instituto. Sujeito

Ser

Particípio Agente da passiva

1º) O agente da passiva se transforma em sujeito na voz ativa. 2º) O verbo “ser” desaparece, já que o próprio verbo principal fornece o tempo da frase. 3º) O verbo principal deixa de estar no particípio. 4º) O sujeito da voz passiva se transforma em objeto direto na voz ativa. O Instituto enviou os projetos. Sujeito

Verbo Objeto direto

Desse modo, podemos afirmar que a partícula “pelo Instituto” é um agente da passiva.

Assunto: PRONOMES Resposta: D 7. Analise as afirmações sobre os pronomes no texto. I. Em “busca-se”, a colocação enclítica do pronome é obrigatória. II. Em “e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações”, o pronome em destaque foi empregado corretamente, pois as ações a que se refere já apareceram no texto. III. Em “deu sua aprovação”, o pronome possessivo refere-se à aprovação. Qual(is) está(ão) correta(s)?

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a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a II. e) I, II e III. Afirmativa I: Vejamos a frase em questão: “Busca-se, em sintonia com o Sinase, garantir o preceito constitucional...” A primeira afirmação está correta, pois a ênclise ou a colocação enclítica do pronome (colocação do pronome depois do verbo) é obrigatória em frases iniciadas por verbo, já que não se pode iniciar uma oração com pronome átono (“me”, “te”, “se”, “nos”, “vos”, “o”, “a”, “lhe”). Desse modo temos o seguinte: Se procura um culpado para o assassinato. (Frase incorreta.) Procura-se um culpado para o assassinato. (Frase correta.) Afirmativa II: Vejamos a frase em questão: “Em seu pronunciamento, o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços, talentos e recursos na área social, diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações.” A segunda afirmação está correta, pois, quando formos fazer referência a algo que já foi dito no texto, devemos usar a forma “esse”, e não “este”. Usamos o “este” quando se refere a ações ainda não citadas no texto, como na frase seguinte, por exemplo: “Este assunto que iremos debater é delicadíssimo”. Na questão, o que há é uma cobrança sobre a correta utilização dos pronomes “esse” e “este”, com a particularidade de estarem unidos à preposição “em”: nesse (em + esse) ou neste (em + este).

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Afirmativa III: Vejamos a frase em questão: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo Instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFG, e MNMR-GO, à SEDH/PR que, através de sua SPDCA, deu sua aprovação.” A terceira afirmação está incorreta, pois o pronome possessivo destacado faz referência à “SEDH/PR”, e não à “aprovação”. Basta fazer a pergunta: aprovação de quem: Resposta: SEDH/PR.

Assunto: REGÊNCIA VERBAL E REGÊNCIA NOMINAL Resposta: D 8. Assinale a alternativa em que a preposição não seja regida por um nome. a) para adolescentes autores (1º parágrafo). b) de adolescentes grávidas (2º parágrafo). c) para Saúde (3º parágrafo). d) no trabalho (4º parágrafo) e) do sistema sócio-educativo (5º parágrafo). Para que consigamos compreender a questão, há pelo menos dois conceitos que devemos dominar: a) o que significa dizer que a preposição é regida por um nome ou por um verbo, por exemplo; b) o que significa o termo nome. Para melhor esclarecimento, vamos inverter a ordem de explicação dos fatores.

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Nome é a designação genérica que recebem os substantivos, os adjetivos e os advérbios. Assim, os substantivos “cabeça”, “baralho” e “mesa” são gramaticalmente considerados nomes, assim como os adjetivos “bonito”, “elegante” e “alegre” e os advérbios “amanhã”, “longamente” e “aqui”, por exemplo. O termo que rege uma preposição é o termo que torna necessária a utilização da preposição, o termo que solicita a preposição. Este termo pode tanto ser um nome quanto um verbo. Vejamos as ocorrências nas alternativas. Alternativa A: “Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, que totalizam...” A utilização da preposição “para” é solicitada pelo substantivo “medidas”. Alternativa B: “Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias, um convênio, por meio do Centro de Educação comunitária de Meninas e Meninos (Cecom), ligado ao IDF, da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da UCG, para assistência à saúde de adolescentes grávidas, vítimas de violência doméstica.” A utilização da preposição “de” é solicitada pelo substantivo “saúde”. Alternativa C: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, à SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.” A utilização da preposição “para” é solicitada pelo substantivo “ações”. Alternativa D:

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“O primeiro projeto tem por objetivo capacitar educadores, gestores e orientadores sociais no trabalho com adolescentes em conflito com a lei, em cumprimento de medidas sócio-educativas estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do adolescente (ECA).” A utilização da preposição “em”, na forma contraída “no” (em + o = no), é solicitada pelo verbo “capacitar”. Alternativa E: “O segundo fará uma investigação nacional que possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos...” A utilização da preposição o, na forma contraída “do” (de + o = do) é solicitada pelo substantivo “quadro”. Como se percebe, a preposição só é solicitada por um verbo (não sendo, portanto, regida por um nome) na alternativa “D”.

Assunto: MORFOLOGIA Resposta: B 9. A palavra “que” pertence à mesma classe gramatical em todas as ocorrências, exceto a) que totalizam R$ 346 mil (1º parágrafo) b) que a Universidade (2º parágrafo) c) que, através de sua SPDCA (3º parágrafo) d) que possibilitará a obtenção (5º parágrafo) e) que compões a política de atendimento (5º parágrafo) A questão exige que saibamos distinguir uma conjunção integrante de um pronome relativo, duas das diferentes classes que podem ser atribuídas ao vocábulo “que”.

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Quando a palavra “que” é conjunção integrante (ou seja, a conjunção responsável por introduzir orações que integram ou complementam o sentido do que foi expresso na oração principal), toda a oração introduzida pela partícula pode ser substituída por “isso”, “disso” ou “nisso”. Quando a palavra “que” é pronome relativo (ou seja, quando ela é empregada para fazer referência a pessoa ou coisa já citada textualmente), ela pode ser substituído por “o qual”, “a qual”, “os quais” ou “as quais”. Vejamos, na prática, como isso funciona. Alternativa A: “Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, que totalizam R$ 346 mil e vão ser executados numa ação conjunta...” Trata-se de um pronome relativo que retoma “Três projetos referentes a medidas sócio-educativas”. Teste prático: “Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, os quais totalizam R$ 346 mil e vão ser executados numa ação conjunta...” Alternativa B: “Em seu pronunciamento o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações. Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias...” Trata-se de uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Teste prático: “Em seu pronunciamento o reitor Wolmir Amado destacou a importância de somar esforços talentos e recursos na área social diante dos problemas constatados e reafirmou a preocupação da UCG em participar dessas ações. Anunciou isso...” Alternativa C: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da

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UFMG, e MNMMR-GO, à SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.” Trata-se de um pronome relativo que retoma “SEDH/PR”. Teste prático: “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, à SEDH/PR, a qual, através da sua SPDCA, deu aprovação.” Alternativa D: “O segundo fará uma investigação nacional que possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos...” Trata-se de um pronome relativo que retoma “uma investigação nacional”. Teste prático: “O segundo fará uma investigação nacional, a qual possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos...” Alternativa E: “O segundo fará uma investigação nacional que possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos, a identificação da situação das unidades de execução das medidas de privação da liberdade e a compreensão das articulações institucionais que compõem a política de atendimento ao adolescente em conflito com a lei no Estado e no País, permitindo uma atualização do Mapeamento Nacional realizado em 2002.” Trata-se de um pronome relativo que retoma “um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos, a identificação da situação das unidades de execução das medidas de privação da liberdade e a compreensão das articulações institucionais”. Teste prático: “O segundo fará uma investigação nacional que possibilitará a obtenção de um quadro detalhado do sistema sócio-educativo, a análise do perfil dos adolescentes atendidos, a identificação da situação das unidades de execução das medidas de privação da liberdade e a compreensão das articulações institucionais, as quais compõem a política de atendimento ao adolescente

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em conflito com a lei no Estado e no País, permitindo uma atualização do Mapeamento Nacional realizado em 2002.” Como se percebe pela análise das alternativas, a partícula “que” só pertence a uma classe gramatical diferente na alternativa “B”, em que ela é uma conjunção integrante, e não um pronome relativo.

Assunto: VERBOS Resposta: D 10. Analise as afirmativas sobre as formas verbais “vão ser” (1º parágrafo) e “oportunizem” (4º parágrafo). I. Em “vão ser”, o primeiro verbo é auxiliar. II. A locução “vão ser” poderia ser substituída pela forma simples “seriam”. III. O verbo “oportunizar” está flexionado no presente do subjuntivo. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a III. e) I, II e III. são:

Há duas frases necessárias para responder à questão. Vejamos quais

“Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, que totalizam R$ 346 mil e vão ser executados numa ação conjunta da Universidade Católica de Goiás...” “Busca-se, em sintonia com o Sinase, garantir o preceito constitucional de absoluta prioridade da criança e do adolescente e, por meio da formação continuada, oferecer subsídios para que os educadores oportunizem

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aos adolescentes a vivência e o desenvolvimento de experiências de reconstrução do seu projeto de vida.” Afirmativa I: A primeira afirmativa está correta. Em uma locução verbal (expressão verbal composta por dois ou mais verbos, unidos ou não por preposição) o último dos verbos é chamado de verbo principal, e todos os demais são chamados de verbos auxiliares. Observe: A chuva deve estar molhando os tapetes: Auxiliares Principal Os tapetes devem ter estado sendo molhados pela chuva. Auxiliares

Principal

Desse modo, na locução citada na questão, composta por três verbos (“vão ser executados”), o primeiro e o segundo verbos (nas formas “vão” e “ser”) são chamados de verbos auxiliares, enquanto o terceiro verbo (na forma “executados”) é chamado de verbo principal. Afirmativa II: A segunda afirmativa está incorreta. A locução verbal “vão ser” poderia ser substituída pela forma simples “serão”. Assim a frase ficaria com a seguinte estrutura: “Três projetos referentes a medidas sócio-educativas para adolescentes autores de atos infracionais, que totalizam R$ 346 mil e serão executados numa ação conjunta da Universidade Católica de Goiás...” Para que pudesse ser substituída pela forma simples “seriam”, a locução verbal deveria ser “iria ser”. Afirmativa III: A terceira afirmativa está correta. Para conjugarmos um verbo no presente do substantivo, devemos acrescentar, antes da conjugação, a partí-

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cula “que”. A conjugação do verbo “oportunizar” no presente do subjuntivo é a seguinte: Que eu oportunize Que tu oportunizes Que ele oportunize Que nós oportunizemos Que vós oportunizeis Que eles oportunizem

Assunto: SEPARAÇÃO SILÁBICA Resposta: A 11. Assinale a alternativa que apresenta a correta separação silábica das palavras. a) pri-o-ri-da-de; ob-ten-ção b) am-pli-ar; a-do-le-scen-te c) ex-pe-ri-ên-ci-a; com-pre-en-são d) si-tu-a-ção; atu-a-li-za-ção e) a-rran-jos; in-fra-ci-o-nais. Alternativa A: Ambas as palavras apresentam suas sílabas corretamente separadas. Mesmo assim, há pelo menos um detalhe na separação das sílabas de cada uma delas que devemos lembrar. Na separação das sílabas de “obtenção”, o “b” fica separado do “t” porque não se separam da sílaba anterior as consoantes que não forem seguidas por vogal. Assim, ob-ten-ção, mas o-be-di-ên-cia. Na separação das sílabas de “prioridade”, separamos o primeiro “i” do “o” subseqüente porque se forma, entre as duas letras, um hiato, e não um ditongo. Assim, pri-o-ri-da-de, mas la-rá-pio. Alternativa B:

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A separação silábica da palavra “adolescente” está incorreta, uma vez que sempre devemos separar as consoantes dos dígrafos “RR” (car-ro), “SS” (as-sun-to), “SC” (cres-cen-te), “XC” (ex-ce-len-te), “SÇ” (cres-ça). Assim, a correta separação das sílabas da palavra seria a seguinte: a-do-les-cen-te. Alternativa C: A separação silábica da palavra “experiência” está incorreta, já que, para a banca em questão, não podemos separar as vogais de ditongos (coisa) e de tritongos (U-ru-guai). Assim, a correta separação das sílabas da palavra seria a seguinte: ex-pe-ri-ên-cia. Alternativa D: A separação silábica da palavra “atualização” está incorreta, uma vez que as vogais só ficam na mesma sílaba que a consoante posterior quando forem sucedidas por “m” ou “n” nasais, sendo estas, então, as últimas letras da sílaba. Vejamos: a-ma-nhã, a-tu-al, e a-nún-cio; mas an-tes, am-plo e campa-nha. Logo, a separação correta da palavra seria a seguinte: a-tu-a-li-zar. Alternativa E: A separação silábica de ambas as palavras está incorreta, devido a regras que já vimos acima. Quanto à palavra “arranjos”, devemos lembrar que o dígrafo “RR” sempre tem as suas consoantes isoladas uma da outra, de modo que a separação correta seria ar-ran-jos. Quanto à palavra infracionais, devemos lembrar que jamais separamos as vogais de ditongos ou tritongos, de modo que a separação correta seria in-fra-cio-nais.

Assunto: CONCORDÂNCIA VERBAL e CONCORDÂNCIA NOMINAL Resposta: C 12. Se no período “Os projetos, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foram enviados pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do

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Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, à SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.”, a palavra em destaque fosse para o singular, quantas outras modificações seriam necessárias na frase para ajustes de concordância? a) Uma. b) Duas. c) Três. d) Quatro. e) Cinco. Considerando a frase reproduzida acima, observamos algumas questões. Se substituirmos a palavra “projetos” pela palavra “projeto”, estaremos fazendo uma significativa alteração no núcleo do sujeito da primeira oração do período. Desse modo, teremos também de alterar o artigo que acompanha o substantivo “projeto” (já que uma regra básica da concordância nominal nos diz que o artigo deve concordar com o substantivo a que se refere), e o verbo (ou no caso, a locução verbal) que se refere ao sujeito (uma vez que a mais básica regra da concordância verbal nos diz que o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito – no caso, um substantivo). A nova configuração do período seria, portanto, a seguinte: “O projeto, de acordo com a diretora do IDF, professora doutora Sônia Margarida Gomes Sousa, foi enviado pelo instituto, Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para Saúde do Adolescente (Necasa), da UFMG, e MNMMR-GO, à SEDH/PR que, através da sua SPDCA, deu aprovação.” Simplificando, para que os termos fiquem mais próximos, teríamos esta estrutura: “O projeto foi enviado pelo instituto...”

Assunto: ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS Resposta: A 13. No segundo parágrafo, a oração que completa a forma verbal “anunciou” exerce função de

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a) objeto direto. b) sujeito. c) objeto indireto. d) predicativo. e) complemento nominal. As orações subordinadas substantivas desempenham as mesmas funções dos termos da oração. Ou seja, uma oração que desempenha o papel de sujeito é chamada “oração subordinada substantiva subjetiva”; uma oração que desempenha o papel de objeto direto é chamada “oração subordinada substantiva objetiva direta”; uma oração que desempenha papel de objeto indireto é chamada “oração subordinada substantiva objetiva indireta”; e assim por diante. Na questão que estamos analisando, boa parte da resposta vem no próprio enunciado: “No segundo parágrafo, o a oração que completa a forma verbal ‘anunciou’ exerce função de”. Ora, o termo que completa um verbo geralmente é um objeto, que pode ser direto (quando não introduzido por preposição), indireto (quando introduzido por preposição) ou direto e indireto (quando apresenta dois complementos, um introduzido por preposição e o outro não). Se esses “termos que completam os verbos” forem introduzidos pelas conjunções integrantes “que” ou “se” e tiverem verbos em seu interior, então estaremos diante de uma oração subordinada substantiva. Basta, então, vermos a função de qual termo ela exerce. Vejamos a frase: “Anunciou que a Universidade e a Secretaria de Cidadania do Estado devem firmar, nos próximos dias, um convênio, por meio do Centro de Educação comunitária de Meninas e Meninos (Cecom), ligado ao IDF, da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da UCG, para assistência à saúde de adolescentes grávidas, vítimas de violência doméstica.” Nesta frase, a oração subordinada substantiva está completando o sentido de um verbo transitivo direto, pois quem anuncia, anuncia algo, não havendo a exigência de uma preposição antes da complementação. Para termos certeza, basta fazermos uma analogia com frases mais simples.

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João anunciou a contratação de um empregado. Objeto direto João anunciou que contrataria um empregado. Oração subordinada substantiva objetiva direta Na frase citada pela questão, o que se segue ao verbo anunciar é um objeto direto. Estamos diante, portanto, de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Assunto: ACENTUAÇÃO GRÁFICA Resposta: B 14. Todas as palavras a seguir obedecem à mesma regra de acentuação gráfica, à exceção de a) área. b) Goiás. c) núcleo. d) seminários. e) comunitária. “Área”, “núcleo”, “seminários” e “comunitária” são palavras acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente, acompanhado ou não de “s”. Já a palavra “Goiás” é acentuada por ser uma palavra oxítona terminada em “a”, acompanhado ou não de “s”, a exemplo de “gambá”, “gambás”, “sofá” e “sofás”, por exemplo.

Assunto: FORMAÇÃO DE PALAVRAS

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Resposta: C 15. Analise as afirmativas sobre a formação de palavras do texto. I. Em “reafirmou”, o prefixo significa negação. II. O sufixo de “investigação” forma substantivos a partir de adjetivos. III. O sufixo de “constitucional” forma adjetivos a partir de substantivos. Qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a III. e) I, II e III. A questão aborda o significado de um prefixo e a formação de palavras a partir do acréscimo de sufixos. Vejamos uma a uma as afirmações do texto. Afirmativa I: A primeira afirmativa está incorreta, pois o prefixo “re-”, no caso, significa repetição. Assim como “recomeçar” significa “começar novamente”, “reafirmar” significa “afirmar novamente”. Afirmativa II: A segunda afirmativa está incorreta, pois o sufixo “-ção” forma substantivos a partir de verbos, e não a partir de adjetivos: investigar investigação; complementar complementação; coagir coação. Afirmativa III: Afirmação: “O sufixo de ‘constitucional’ forma adjetivos a partir de substantivo”. A terceira afirmativa está correta, pois o sufixo “-al” forma, de fato, adjetivos a partir de substantivos: região regional; substância subs-

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tancial; constituição

constitucional.

Assunto: ORAÇÕES SUBORDINADAS Resposta: C 16. Em “para que os educadores oportunizem aos adolescentes a vivência e o desenvolvimento de experiências de reconstrução do seu projeto de vida.”, a oração subordinada é adverbial a) causal. b) concessiva. c) final. d) consecutiva. e) comparativa. As orações subordinadas adverbiais são introduzidas por conjunções subordinativas e equivalem a um advérbio ou a uma locução adverbial. As orações subordinadas podem ser 1. Causais (se expressam a causa do efeito ou da conseqüência mencionados na oração principal); 2. Condicionais (se expressam a condição para que ocorra ou não o que é expresso na oração principal); 3. Comparativas (se estabelecem uma comparação em relação a um fato ou a um elemento da oração principal); 4. Conformativas (se expressam idéia de conformidade em relação ao que está expresso na oração principal); 5. Consecutivas (se expressam a conseqüência ou o efeito de um fato mencionado na oração principal); 6. Concessivas (se expressam uma concessão em relação ao que está expresso na oração principal); 7. Consecutivas (se indicam a conseqüência, que ocorre a seguir, do fato mencionado na oração principal); 8. Temporais (se expressam uma circunstância de tempo – anterioridade, concomitância ou posterioridade – em relação ao fato expresso na oração

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principal); 9. Finais (se expressam a finalidade, o objetivo, a intenção da realização ou não do fato expresso na oração principal). Cada uma dessas orações costuma ser introduzida por um grupo de nexos (ou conjunções) que a caracteriza. Há nexos que podem introduzir mais de uma circunstância, como, por exemplo, ocorre com o nexo “desde que”, que pode ser condicional (quando expressa uma condição: “Irei à festa, desde que ela não vá”) ou temporal (quando expressa relação de tempo: “Admiro aquela moça desde que a conheci”). No caso em questão, a conjunção utilizada é “para que”, conjunção que, tradicionalmente, juntamente aos nexos para, a fim de e a fim de que, introduz orações finais. Exemplos: Paguei a conta a fim de não ser acusado por ninguém. Paguei a conta a fim de que ninguém me acusasse. Fugi para não ser preso. Fugi para que não me prendessem. Mesmo que não tivéssemos, no entanto, tal conhecimento prévio, por um critério semântico (um critério de significado, que analisasse o tipo de relação estabelecido entre as duas orações) poderíamos chegar à resposta correta. Vejamos: “Busca-se, em sintonia com o Sinase, garantir o preceito constitucional de absoluta prioridade da criança e do adolescente e, por meio da formação continuada, oferecer subsídios para que os educadores oportunizem aos adolescentes a vivência e o desenvolvimento de experiências de reconstrução do seu projeto de vida.” Afirma-se que, em sintonia com o Sinase, busca-se garantir determinado preceito e oferecer subsídios para que os educadores possam oportunizar algo aos adolescentes. Como assim? Busca-se determinada coisa para que outra coisa possa acontecer. Como assim, como assim? Busca-se algo com a finalidade, com o objetivo, com o intuito de que haja determinado resultado. Como já sabemos que as orações que exprimem finalidade, objetivo ou intenção são chamadas de “orações subordinadas adverbiais finais”, podemos assinalar a resposta correta sem medo de errar.

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Assunto: PRONOMES RELATIVOS e REGÊNCIA VERBAL Resposta: A 17. Quanto à regência, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases a seguir. 1. Este é o documento ________ o juiz se refere. 2. Encontrei um professor ________ nome não me lembrava. 3. O espelho ________ se olhou estava em cima da cômoda. 4. Logo será encontrada a caixa ________ ele guardava seus documentos. a) a que – de cujo – com que – onde b) de que – cujo qual – com o qual – em que c) em que – cujo – que – na qual d) que – do qual – com que – na cuja e) a que – do cujo – que - que Retomando assuntos que já abordamos nessa prova: Os pronomes relativos (o qual, cujo, que, quem, onde) servem para unir duas orações, substituindo, na segunda oração, um termo já expresso na primeira. A preposição é um termo invariável que serve para unir dois termos, de modo que o sentido do primeiro é completado pelo segundo. A presença da preposição pode ser solicitada por um verbo (necessito de auxílio) ou por um nome (apto para a prova). A questão que iremos analisar combina conhecimentos a respeito dos pronomes relativos com conhecimentos sobre regência. Há uma informação fundamental sobre preposições e pronomes relativos, utilizados concomitantemente, que precisamos dominar: nesses casos, enquanto o pronome relativo sempre se refere a um termo anterior, a preposição é sempre exigida por um termo posterior. No que diz respeito aos pronomes relativos, a questão exige conhecimentos sobre três deles: “que”, “cujo” e “onde”. Vejamos um breve resumo sobre a utilização desses três pronomes:

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a) QUE: refere-se a pessoa ou coisa. Ex: Nunca mais encontrei a moça que morava na casa ao lado da minha. b) ONDE: indica lugar e refere-se a coisa. Ex: O sítio onde moro é arborizado. c) CUJO: liga dois substantivos e estabelece entre eles idéia de posse: A moça cujos olhos eram bonitos me seduziu. Assim, analisaremos cada uma das construções citadas na questão observando a) se a construção exige ou não uma preposição antecedendo o pronome relativo; b) qual o pronome relativo deve ser utilizado na construção. Frase 1: “Este é o documento ________ o juiz se refere.” a) o verbo “referir”, acompanhado pelo pronome “se” é verbo transitivo indireto: quem se refere, refere-se a algo ou a alguém. Há, portanto, a presença da preposição a. b) o pronome relativo “que” retoma o termo “documento”. Logo: “Este é o documento a que o juiz se refere.” Frase 2: “Encontrei um professor ________ nome não me lembrava.” a) O verbo lembrar, em sua forma pronominal “lembrar-se”, é verbo transitivo indireto: quem se lembra, lembra-se de algo ou de alguém. Há, portanto, a presença da preposição de. b) O pronome “cujo” estabelece relação de posse entre os termos “professor” e “nome” (que é o que pertence ao professor). Logo: “Encontrei um professor de cujo nome não me lembrava.”

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Frase 3: “O espelho ________ se olhou estava em cima da cômoda.” a) A preposição “com” acompanha o verbo olhar, “olhar-se com algo”. Há, portanto, a presença da preposição com. b) O pronome relativo “que” retoma” o termo “espelho”. Logo: “O espelho com que se olhou estava em cima da cômoda.” Frase 4: “Logo será encontrada a caixa ________ ele guardava seus documentos.” “Onde” é sempre locativo, ou seja, tem utilização restrita, uma vez que só pode ser usado para indicar lugar físico, como é o caso de caixa. Há uma utilização freqüente e errada, que utiliza o onde para referir tempo: Era uma época onde não se podia falar mal do governo, sob pena de ser preso. (erro) Logo, a forma correta da frase é a seguinte: “Logo será encontrada a caixa onde ele guardava seus documentos.” A única alternativa que apresenta todas as formas corretas e a alternativa “A”.

Assunto: VERBOS Resposta: E 18. Em todas as orações o verbo pode ser flexionado no plural ou no singular, exceto em

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a) 25% dos entrevistados ________ (responder) a pesquisa. b) Pequena parte dos convidados ________ (estar) em silêncio. c) Nem um nem outro ________ (conseguir) terminar a prova. d) Um bando de andorinhas ________ (sobrevoar) a cidade. e) Um ou outro ________ (receber) o prêmio.

Alternativa A: “25% dos entrevistados ________ (responder) a pesquisa.” Embora tenha sido considerada uma alternativa em que o verbo possa ser flexionado no plural ou no singular, não há meios que justifiquem a afirmação da banca. O motivo é que, quando o sujeito é representado por um número percentual, os gramáticos sugerem que o verbo concorde com o numeral, do seguinte modo: Apenas 1% das pessoas morreu no desastre. Cerca de 40% das pessoas morreram no desastre. O único “erro” considerado pelos gramáticos que pode ser digno de discussão ocorre quando o número percentual no plural é seguido por um substantivo no singular, como no exemplo a seguir: No jogo de ontem 40% do público trajava roupas azuis. No jogo de ontem 40% do público trajavam roupas azuis. Salientando novamente: para os gramáticos tradicionais, tal concordância verbal seria considerada equivocada. Mesmo assim, há debates quanto ao tema, havendo, também, gramáticos que consideram correta a primeira das duas formas reproduzidas acima. Como se percebe, para a frase que a questão se propunha a analisar, não haveria debates: o verbo deveria, necessariamente, ser flexionado no plural, uma vez que tanto o numeral percentual quanto o substantivo que o segue estão no plural. Trata-se, portanto, de uma consideração incompreensível por parte da banca examinadora.:

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“25% dos entrevistados responderam a pesquisa.” (Forma correta) “25% dos entrevistados respondeu a pesquisa.” (Forma equivocada, mas considerada correta pela banca examinadora) Alternativa B: “Pequena parte dos convidados ________ (estar) em silêncio.” É unânime entre os gramáticos que quando o sujeito for constituído por uma expressão partitiva (tipo de expressão que representa parte de um todo: uma porção de, metade de, a maioria, grande quantidade, a menor parte) seguida de um substantivo no plural, o verbo poderá ficar no singular, concordando com a expressão partitiva, ou no plural, concordando com o substantivo. Assim, poderíamos ter dois tipos de concordância nessa frase: Pequena parte dos convidados estava em silêncio. Pequena parte dos convidados estavam em silêncio.

Alternativa C: “Nem um nem outro ________ (conseguir) terminar a prova.” Há grande debate sobre a correta concordância verbal quando o sujeito da frase for “nem um nem outro”, havendo, segundo os gramáticos, uma série de sutilezas que determinaria se o verbo deveria ficar no singular ou ir para o plural. Modernamente, no entanto, é mais aceita a tese (acolhida pela banca examinadora) de que nesta expressão a concordância é opcional: Nem um nem outro conseguiu terminar a prova. Nem um nem outro conseguiram terminar a prova. Alternativa D: “Um bando de andorinhas ________ (sobrevoar) a cidade.”

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Trata-se novamente de uma expressão partitiva, como na alternativa “B” dessa mesma questão. Desse modo, as duas formas seguintes seriam aceitáveis: Um bando de andorinhas sobrevoa a cidade. Um bando de andorinhas sobrevoam a cidade.

Alternativa E: Um ou outro ________ (receber) o prêmio. Antes, porém, vejamos o caso de “um e outro”. A maioria dos gramáticos considera que, quando o sujeito da oração foi a expressão “um e outro” o verbo vai para o plural, ficando, no entanto, eventualmente no singular, do seguinte modo: Um e outro recebeu o prêmio. Um e outro receberam o prêmio. Quando o sujeito for a expressão “um ou outro”, a maioria dos gramáticos, e a banca examinadora em questão também, julga que o verbo deve ficar, necessariamente, no singular. Desse modo, a única forma aceitável seria a seguinte: Um ou outro recebeu o prêmio.

Assunto: PRONOMES PESSOAIS Resposta: B 19. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas. 1. Luís comprou os ingredientes para ________ fazer a feijoada, mas é embaraçoso para ________ confessar que não sei cozinhar.

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2. Este conteúdo não é tema para ________ abordar neste seminário. a) eu – mim – mim b) eu – mim – eu c) mim – mim – mim d) eu – eu – eu e) mim – eu – mim Há uma regra geral para a utilização dos pronomes pessoais retos “eu” e “tu” e para a utilização dos pronomes pessoais oblíquos tônicos “mim” e “ti”: a) Os pronomes pessoais oblíquos tônicos “mim” e “ti” só são usados antecedidos de preposição: Trouxe o livro para mim. O rapaz andava precisando muito de ti. b) Os pronomes pessoais retos “eu” e “tu” são utilizados quando exercem a função de sujeitos de um verbo. Todos sabem que eu confio na ciência. Para descobrirmos o sujeito de um determinado verbo temos de fazer a seguinte pergunta: “Que ou quem é que + verbo?”. Assim: que ou quem é que confia na ciência? Resposta: EU. Logo, o pronome eu é o sujeito do verbo confiar. Frase: Ela sabia que tu gostas de feijão. Descoberta do sujeito: Que ou quem é que gosta de feijão? Resposta: TU. Trata-se de uma regra simples; há, entretanto, um problema: em determinadas situações, há a incidência concomitante dos dois casos, com o pronome sendo antecedido por uma preposição e, ao mesmo tempo, sendo sujeito de um verbo, como na frase a seguir: A moça trouxe o livro para eu/mim examinar.

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Nesse caso, o pronome é antecedido por uma preposição, fato que nos levaria ao uso da forma “mim”. Ao mesmo tempo, o pronome é sujeito do verbo “examinar”, fato que nos levaria ao uso da forma “eu”. Apesar de parecer problemática, tal frase tem uma solução: quando houver uma superposição das duas regras, vale a regra do sujeito, e utilizamos o pronome pessoal reto: A moça trouxe o livro para eu examinar. Há um convite para tu saíres da empresa. Vejamos as frases selecionadas pela questão: Luís comprou os ingredientes para ________ fazer a feijoada, mas é embaraçoso para ________ confessar que não sei cozinhar. Este conteúdo não é tema para ________ abordar neste seminário. A primeira e a terceira lacuna são facilmente completáveis. Vejamos: a) na primeira lacuna, o pronome é o sujeito do verbo “fazer”; a forma correta a ser utilizada, portanto, é “eu”: Luís comprou os ingredientes para eu fazer a feijoada, mas é embaraçoso para ________ confessar que não sei cozinhar. b) na terceira lacuna, o pronome é o sujeito do verbo “abordar”; a forma correta a ser utilizada, por isso, é “eu”: Este conteúdo não é tema para eu abordar neste seminário. c) na segunda coluna, há um engano proporcionado pela estrutura da frase que faz com que nos sintamos inclinados a pensar que se trata da mesma situação das duas lacunas analisadas anteriormente. O que ocorre é o deslocamento de um complemento nominal. O complemento nominal é o termo que completa um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e vem sempre preposicionado. Podemos localizar o complemento nominal por meio de uma estrutura comum: verbo de ligação (geralmente “ser”) + adjetivo + complemento nominal. Vejamos a frase com os termos reposicionados:

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“Luís comprou os ingredientes para eu fazer a feijoada, mas confessar que não sei cozinhar é embaraçoso para mim.” No caso, o complemento nominal complementa o significado de um adjetivo (“embaraçoso”) que não tem significação completa. Se quisermos fazer um teste, basta observar que as duas outras lacunas não são deslocáveis para o final da frase.

Assunto: REGÊNCIA VERBAL Resposta: D 20. Analise as frases. I. Os membros do colegiado admiraram-se da candidata à professora substituta. II. A rasura importa a nulidade do atestado. III. Todos os exemplos obedecem o padrão culto da língua. Qual(is) está(ão) correta(s)?

a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a II. e) I, II e III.

Afirmativa I: A frase foi considerada correta. Vejamos: “Os membros do colegiado admiraram-se da candidata à professora substituta.”

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A crase só encontraria, na frase, razão de existir, se fizesse referência a uma mútua admiração, uma vez que a forma pronominal “admirar-se” só é transitiva indireta no sentido de “admirar-se mutuamente”. Assim, para aceitarmos a resposta indicada pela banca examinadora, temos de entender que os membros do colegiado admiraramse entre si, mutuamente, desde a candidata até a professora substituta, compreendem? É absurdo, mas é o que a banca considerou correto. Afirmativa II: A frase está correta. Vejamos: “A rasura importa a nulidade do atestado.” O verbo importar, no sentido de causar ou implicar, é verbo transitivo direto (sem preposição, como na frase em questão) ou verbo transitivo indireto (com a preposição “em”). Tais transitividades não dependem de circunstâncias específicas: ambas são aceitas como corretas. A regência do verbo da frase está, portanto, correta. Afirmativa III: A frase está incorreta. Vejamos: “Todos os exemplos obedecem o padrão da norma culta.” O verbo obedecer é verbo transitivo indireto que exige a presença da preposição a. A afirmativa está, portanto, incorreta. A forma correta seria a seguinte: “Todos os exemplos obedecem ao padrão culto da língua”.

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FDRH - 100 Quest천es

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Andresan Machado leciona português há mais de dez anos em cursos preparatórios. Atualmente é professor exclusivo do CETEC, no qual ministra, além de aulas em cursos regulares, o “Curso Extensivo de Português”, com carga horária de 80 h/a, e o “Curso de Resolução de Questões”, sobre bancas examinadoras específicas. Este é o primeiro volume da “Série 100 Questões Passo a Passo”, ao qual seguirão outros, com resoluções de questões das mais importantes bancas examinadoras do país.

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