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O POVO DE BASTO

PORTUGAL

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

4890 CELORICO DE BASTO TAXA PAGA

Quinzenário Informativo e defensor dos Interesses da Região de Basto

AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVÓLUCRO DE PLÁSTICO FECHADO T AUT. DE5839/2002DCP-2 T PODE SER ABERTO PARA VERIFICAÇÃO POSTAL

Director: António Maria da Silva Teixeira ANO XVII - 4.ª SÉRIE - N.º 300

22 de DEZEMBRO de 2011

CELORICO DE BASTO Uma ronda pelas freguesias...

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CENTENAS DE PESSOAS NA FESTA DE NATAL DA CÂMARA AMIGA

AGILDE Coordenação: Orlando Silva

Fotografias: Nicolau Bacelar

Coleccione o novo Suplemento d’ O POVO DE BASTO

páginas centrais

Quartel dos Bombeiros Voluntários Celoricenses em obras de ampliação página 4 página 12

Raquel Peixoto recebeu ÁRVORE DE COLMO NA VILA DE MONDIM o prémio Britelo Jovem página 7

O SR. JOSÉ ALVES FESTEJOU 100 ANOS página 10

APROVADO ORÇAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONDIM PARA 2012 página 24

página 27

magalhães costa

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Dr. Sérgio Nabais (Médico Especialista do Hospital de Braga)

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22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 2 CELORICO DE BASTO

MONDIM DE BASTO

AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO

D. Maria Celeste Marinho de Araújo Henriques Nasceu em 11/Janeiro/1927 - Faleceu em 30/Novembro/2011

Francisco Martins Aires Nasceu em 24/Novembro/1928 - Faleceu em 18/Outubro/2011

Sua Esposa, D. Maria da

“O POVO DE BASTO” Registo n.º 106 119

Quinzenário Regionalista Publica-se nos dias 16 e 30

Graça Borges Reis Aires,

A família de Maria Ce-

suas filhas D. Maria Ar-

leste Marinho de Araújo

lete Borges Aires, D. Ber-

Henriques, vem por este

ta da Conceição Borges

único meio agradecer às

Aires, genros, netos e

Herdeiros de José Carlos

pessoas que participaram

restante família, profun-

Ferreira Leite

no funeral, na missa de 7.º

damente sensibilizados

dia, ou que, por qualquer

pelas provas de carinho,

Venda Nova - Britelo

outro modo, se lhes asso-

de amizade e de pesar

4890 Celorico de Basto

ciaram neste momento de

recebidos pela ocasião do falecimento, funeral e missa de 7.º dia, do seu ente que-

dor. Deseja ainda manifestar a sua profunda gratidão à Santa Casa da Misericórdia de São Bento de Arnoia, nas pessoas da respectiva Direcção, Serviços Administrativos – entre as quais pretendem realçar a Sr.ª D. Matilde e Sr.ª Dr.ª Margarida – bem como, a

todos os demais funcionários desta Instituição, pelo acolhimento, dedicação, carinho, paciência e amizade que tive-

PROPRIETÁRIO

rido, vêm, por este meio, expressar a sua gratidão a todos aqueles que participaram nestes actos religiosos, bem como àqueles que, posteriormente, lhes manifestaram igualmente o

Sr. Enf.º Mateus, pelo acompanhamento e disponibilidade sempre manifestado ao longo dos anos. A todos um bem haja !

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Orlando Silva Perpétua Carvalho

Costa Pereira Joaquim Carvalho Nicolau Bacelar Enf.ª Andrea Bento Pedro Andrade Dr. Fernando Carvalho Anselmo Cerqueira Registo n.º 21981

REDACÇÃO: Rua Serpa Pinto Edifício Santiago Apartado 20 4890 Celorico de Basto Tlm. 914 159 875

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Redacção:

seu profundo pesar.

ram nas horas boas e nas menos boas. Por fim, um agradecimento, igualmente profundo, ao

FICHA TÉCNICA

e-mail: jornalpovodebasto@sapo.pt

Celorico de Basto

Depósito Legal n.º 1653/83

Informa: Tlm. 914 503 510

ASSINATURAS: (Pagamento adiantado)

O POVO DE BASTO NA INTERNET

As últimas edições deste jornal estão disponíveis na Internet em www.issuu.com devendo procurar jornalpovodebasto

País - Ano 10 € - Europa 30 € (Iva incluído à taxa de 6%) Tiragem 2.000 exemplares Impressão: Gráfica Diário do Minho Braga


22-12-2011

3

O POVO DE BASTO

M E M O R A N D U M ESCOLA SECUNDÁRIA SOARES BASTO UMA MONOGRAFIA Francisco Alves Soares Basto nasceu no lugar do Carril, freguesia de S. Romão do Corgo, concelho de Celorico de Basto, no dia 6 de Março de 1857, numa família de jardineiros. Ainda jovem emigrou para o Brasil e como comerciante construiu uma vasta fortuna. Regressado a Portugal nos primeiros anos do século XX, solteiro, capitalista e proprietário, viveu os seus últimos anos em Fermil de Basto, freguesia de Veade. Em 27 de Janeiro de 1917, Francisco Alves Soares Basto assistiu à inauguração e ao funcionamento da 16ª missão Escola Móvel Agrícola “Maria Cristina” na Vila de Celorico de Basto, com grande expressão, onde o Dr. Bento de Sousa Carqueja, na sua qualidade de proprietário e director do jornal diário “O Comércio do Porto” e da revista “Lavrador”, esclareceu as vantagens e as conveniências da divulgação do ensino agrícola.

nha acentuado mais a sua relação de amizade e admiração por Bento Carqueja, perante a confiança e prestígio atribuídos ao director do jornal, quer pelos seus actos de beneficência, quer pelo seu cargo que desempenhava na vida económica e cultural portuense. Agradavelmente impressionado com o que se passou nesta cerimónia de abertura, redigiu alguns meses depois, em 5 de Julho de 1917, o seu testamento, nomeando seu testamenteiro o jornal “O Comércio do Porto”. O seu legado serviu para a criação do fundo para a Cantina Escolar de Fermil; canalização da água municipal do Monte de S. Caetano para Fermil, distribuída por dois fontanários que, ainda existem hoje, um no Largo do Barão e outro no Largo Soares Basto (fundo da feira);

por Orlando Silva

Francisco Alves Soares Basto faleceu em 9 de Setembro de 1917, no Hospital da Ordem do Terço, no Porto, foi sepultado no talhão privativo daquela Irmandade no Cemitério do Prado do Repouso, no dia imediato, em catacumba temporária; foi depois transferido para a catacumba perpétua n.º 130, adquirida por Bento Carqueja, por 240$00, em 15 de Agosto de 1922. Na altura, foi colocada, na tampa de ardósia da referida catacumba, uma lápide, com a seguinte inscrição:

FRANCISCO ALVES SOARES BASTO BENEMÉRITO DA PÁTRIA O SEU TESTAMENTEIRO O COMÉRCIO DO PORTO Em 2002, na tampa de ardósia, já não existia qualquer lápide. Redigiu em 5 de Julho de 1917 o seu testamento, nomeando seu testamenteiro o jornal “O Comércio do Portrução, construiu-se um edifício para uma Escola de Artes e Ofícios na freguesia de Palmaz, concelho de Oliveira de Azeméis (terra natal de Bento Carqueja) e em homenagem a Francisco Alves Soares Basto, foi-lhe atribuído o seu nome, acto que mereceu a oficialização da mesma após a doação do edifício ao estado. Actualmente, e desde 1998, a designação é de Escola Secundária Soares Basto. Para assinalar os 85 anos da inauguração da Escola, o

to” do qual publicamos as suas disposições:

TESTAMENTO Eu, Francisco Alves Soares Basto, solteiro, maior, capitalista e proprietário, morador no lugar de Fermil, freguesia de Veade, da comarca de Celorico de Basto, podendo dispor livremente dos meus bens, faço o meu testamento da forma seguinte: Determino que se cumpram e satisfaçam com a maior exactidão os legados seguintes: 1° - Deixo a cada um dos meus 4 irmãos quinhentos escudos em usufruto, revertendo por morte deles e em plena propriedade e usufruto à Escola de S. Romão do Corgo, sendo esses juros, 100 escudos, para a compra de livros e o mais que for preciso para os meninos. Os meus irmãos são Emília, Senhorinha, Maria e Joaquim. 2° - Deixo o suficiente para montar uma cantina em Fermil para cinquenta ou cem crianças e dar-lhes os competentes livros e o mais que for preciso; também desejava que viesse a água para Fermil que já está comprada pela Câmara no Monte de S. Caetano. 3° - Deixo para o meu enterro, se morrer aqui, o seguinte: não quero ofícios; quero que o padre me tire de casa e me leve à igreja e diga uma missa de corpo presente, acompanhado dos pobres da freguesia que ganharão, o padre 5 escudos e os pobres 50 reis, 5 centavos geral. - Desejo ser enterrado em jazigo perpétuo, só para mim. Deixo um conto de reis, mil escudos, ao “Comércio do Porto”, para distribuir por diversas Instituições de Instrução, à vontade dele. Depois de ver os bens aqui, ou onde estiver, e cumprindo as minhas verbas testamentárias principalmente a 1ª e a 2ª, o meu testamenteiro pode

Casa onde viveu Francisco Alves Soares Basto, em Fermil de Basto (antigamente era revestida e pintada com cal branca) Com estas acções de didistribuição de um conto Professor Avelino Soares Cavulgação da Escola Móvel de réis, mil escudos, por diver- bral, elaborou recentemente

Agrícola, que tanta repercussão tiveram no país no sector educativo da agricultura, não admira que Soares Basto te-

sas instituições de Instrução. Com a utilização do valor remanescente, sempre no do-

a segunda edição da Monografia deste estabelecimento de ensino, cujo patrono é um

mínio da educação e da ins-

ilustre Celoricense.

dispor do remanescente dos meus bens como entender, mas sempre pela Instrução. Deixo o meu relógio de ouro de bolso ao meu amigo Serafim M. Pinto de Canedo e o meu anel de brilhante ao Sr. Cunha de Fermil. Nomeio meu testamenteiro, para todos os efeitos, o jornal “O Comércio do Porto”, ou os seus representantes, moradores na cidade do Porto, à rua do “Comércio do Porto”, 108.


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O POVO DE BASTO

24 4

Quartel dos Bombeiros Voluntários Celoricenses em obras de ampliação A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses apresentou no

Desde

sempre,

foram

muito de si ao Voluntariado

muitas as pessoas que, com

ajudando o próximo nas mais

ou sem farda, dedicaram

diversas situações.

Toda

a

celoricense

comunidade deve

merecem tudo, o que possa

estar

ser feito, para perpetuar o

orgulhosa dos Homens da

eco da memória do tempo,

Paz, desde os Fundadores e

porque ontem, tal como hoje,

Beneméritos da Instituição,

numa

aos Comandantes do Corpo

de paz, poder-se-á sublinhar

Activo e às Direcções desde a

com orgulho que a Associação

fundação até aos nossos dias.

Humanitária dos Bombeiros

Deixamos aqui o nosso testemunho

de

permanente

Voluntários

missão

Celoricenses

apreço,

mantém vivo o sentimento de

aos bombeiros voluntários,

ajuda ao próximo, prestada

pelo espírito de serviço e

com dedicação, coragem e

pela permanente luta na

altruísmo.

construção e na dignificação

Fernando

Freitas,

Pre-

desta Corporação ao longo

sidente de Direcção refere

dos quase 86 anos de vida

que “vamos precisar do apoio

desta prestigiada Associação.

de todos os Celoricenses para

Um dia será escrita a história

levar a cabo este elevadíssimo

desta nobre Instituição, desde

investimento” mas adianta que

sempre pautada pela coragem

“é necessário e fundamental

e abnegação, corporizadas

para melhorar as condições de

no espírito de serviço e

trabalho e operacionalidade

voluntariado.

dos voluntários ao serviço da

Os

soldados

da

paz,

nossa população”. Orlando Silva

decurso de 2010 e 2011, candidaturas de

ao

Referência

Quadro Estratégico

Nacional

(QREN)

objectivo

de

com

o

melhorar,

uniformizar e colmatar as necessidades, de

em

termos

infra-estruturas

equipamentos,

do

e maior

agente de protecção civil do concelho de Celorico de Basto. O valor do investimento global é de aproximadamente de

950

mil

euros,

com

comparticipação do Estado em cerca de 440 mil euros e mais de 500 mil euros será suportado pela Associação dos B.V.C. Os Bombeiros Voluntários Celoricenses foram fundados em 15 de Agosto de 1926.

Ampliação do Quartel

398.828,50

279.179,95

119.648,55

Requalificação do Quartel

250.000,00

__________

250.000,00

Veículo de Combate Incêndios Urbanos

225.000,00

157.500,00

67.500,00

Reconstrução Veículo Combate a Incêndios

35.000,00

__________

35.000,00

AJUDE OS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS CELORICENSES

Ambulância

40.000,00

__________

40.000,00

FAÇA-SE SÓCIO !

TOTAL

948.828,50

436.679,95

512.148,55

Valor Investimento

Co-financiamento

Associação


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O POVO DE BASTO

Desportivamente Falando Divisão de Honra da A. F.

de

11.ª Jornada

Celoricense, 2 – Martim, 0 É preciso muito mais!

Braga

8.ª Jornada – 30 de Outubro

Jogo no Estádio Municipal de Celorico de Basto no passa-

Terras de Bouro, 2 – Celoricense, 2 Valeu Magalhães !

do dia 27 de Novembro.

Marcador: Magalhães (2)

9.ª Jornada

Celoricense, 0 – Forjães, 0 E a culpa é do treinador?

Celoricense: André, Pedro,

lhor conquistar os três pontos.

Peixe (cap.), Marcos e Lean-

O objectivo foi alcançado o

dro; Diogo, Henrique (Maga-

que é o mais importante.

lhães), Dani (Christophe) e Zé

A exibição foi fraca e o

henrique; João Miguel (Kala)

Martim foi um alvo fácil, o que

e Grilo.

valeu ao Celoricense.

reito, para continuar o objec-

Ao intervalo: 1-0.

de Celorico de Basto, no pas-

tivo que traçaram para esta

Marcador: Henrique. Na

sado dia 6 de Novembro.

época: a manutenção. Continuo a dizer que esta

xe, Marcos, Leandro e Hélder

equipa não é para jogar para

(Bino); Diogo, Catana (Grilo),

não descer ou então andam a

Dany (António), Magalhães,

gozar com isto. E o Celoricen-

João Miguel e Zé Henrique.

se nunca foi Clube para ser go-

Ao intervalo: 0-0.

zado...

O Celoricense continua a

Tem que haver motivação,

desiludir. Um início de época

ambição no Campeonato e a

que parecia ser de ouro, co-

Taça A. F. Braga é mais que um

meça a preocupar.

objectivo.

Nesta divisão é muito com-

O presidxente Filipe Mari-

plicado perder pontos em casa

nho que trace objectivos a es-

quando não s erecupera fora.

tes atletas, senão... pegue nos

Esta equipa precisa urgentemente de de um defesa di-

juniores que ao menos são ... nossos.

o Toninho Mendes, é deixá-

Porto d’Ave (Guimarães), no

Mas o segredo da gran-

ta. Mas com o mal dos outros

passado dia 13 de Novembro.

de segunda parte estava no

posso eu bem e deixamos

Celoricense: André; Bino

banco, de seu nome: Toninho

passar uma oportunidade de

(cap.), Marcos, Leandro e Hél-

Mendes. O Desportivo trans-

ganhar avanço sobre as outras

der (Kalo); Peixe, Dany, Grilo

formou-se, correu, jogou bom

equipas.

futebol e acabou o jogo com até

bem,

Miguel (Catana) e Zé Henri-

três defesas. Nesta segunda

marcando primeiro e podía-

que.

parte a boa forma física veio

mos ter bisado logo a seguir.

ao de cima.

Ao intervalo: 3-1.

O fantasma parecia da época

Marcador: Zé Henrique (2).

O novo preparador físico

passada quando a edquipa da

Não foi o terreno pelado,

começa a dar resultados... no

casa faz três golos assim de ra-

não foi a chuva, não foram

campo.

jada. A partir daqui foi um Ce-

os relâmpagos que estiveram

O grave, muito grave mes-

loricense que não se assumiu,

mal no campo do Porto d’Ave.

mo, foi falhar, falhar, falhar e

cansado, sem habilidade para

Foi a cabeça dos jogadores

falhar... duas grandes penali-

manter a bola nos pés.

dades!

Quando se está a perder

Se o jogo era difícil? Era.

O que se passa na cabeça

acerta-se nos passes, joga-se

Se os outros perderam

dos jogadores do Celoricense?

pelo seguro, em vez do jogo

Este resultado foi engana-

PEIXARIA CARVALHO Campeão na Qualidade!

Deseja a todos os seus estimados Clientes e Amigos Boas Festas e um Ano Novo muito Próspero Tlm. 968 865 649 - 969 587 895

CERDEIRA - RIBAS CELORICO DE BASTO

dor, querem um (resultado) para animar psicologicamente: 2-6! Neste jogo doeu-me a alma naqueles 45 minutos. Mister, só não andamos lá em cima se não quisermos. Venha lá mais Celoricense.

penalidade.

preparados

com

melhores

pernas para um jogo de 90

11 de Dezembro.

minutos.

Marcadores: Dany e Grilo. Três pontos que poderão

No final se verá...

também lá, pouco me impor-

na

Arões (Fafe), no passado dia

ponto perdido?

Jogo no parque de jogos do

que se apagou.

Jogo no parque de jogos do

tas... por um objectivo: C. D.

O que se viu? Nada.

Celoricense,

Arões, 0 – Celoricense, 2 Como pode ser importante...

noites que sejam mais cur-

de empatar ou algo mais.

do

13.ª Jornada

guem mais aos treinos e as

destemido. Vamos à procura

Porto d’Ave, 4 – Celoricense, 2 E até parece que foi verdade!

Começamos

Joãozinho marcou o único

rem menos, que se entre-

Um ponto ganho, ou um

golo

transformação duma grande

dia 4 de Dezembro.

ser

10.ª Jornada

(Christophe) e Henrique;João

Jogo disputado no passado

Alguns jogadores que ber-

Celoricense.

ção.

Taipas, 3 – Celoricense, 1 Tudo normal!

Quanto a este Treinador,

está a fazer bem.

Espera-se mais determina-

12.ª Jornada

por Perpétua Carvalho

-lo fazer o trabalho dele que o

Um jogo em que o principal objectivo era pontuar ou me-

Jogo no Estádio Municipal

Celoricense: André; Pei-

própria baliza.

muito

importantes

para o resto das contas do campeonato.

E os jogos aos sábados têm uma diferença! É que antes é sexta-feira... Esta

equipa

pode

ser

capaz e tem capacidade para

Regra geral o Celoricense

tal. O importante é “matar”

tem muitas dificuldades em

o balneário e fazer um só...

fazer bons resultados contra

balneário.

esta equipa. Já

se

Durante nota

que

os

jogos

vê-

este

se duas equipas dentro da

preparador físico começa a

mesma equipa. Não pode ser!

dar cartas, tendo os jogadores

14.ª Jornada

Celoricense, 1 – Ronfe, 1 candidato? O Celoricense! Jogo no Estádio Municipal de Celorico de Basto, no passado dia 18 de Dezembro. Celoricense: André; Pedro, Peixe,

Leonardo,

Hélder,

Diogo, José Henrique, Grilo

Marcadores: Peixe, pelo Celoricense, aos 19 minutos. Costeado, pelo Ronfe, aos 42 minutos. Árbitro: Flávio Sousa (A. F. Braga).

(Catana), Magalhães (Adão),

Nos tempos da minha

João Miguel (Joãozinho) e

inocência de futebol, era

Henrique.

bonito

Treinador:

Toninho

Mendes. Ronfe: Sérgio, Paulinho, Lapinha,

o

Celoricense

entrara em campo. No final esperava-se pelo resultado:

Micael;

Branco,

vitória, ficava feliz; derrota,

Nandinho,

Garcia,

ficava triste. E agora? Queria

Alex

(Cunha),

voltar para trás e continuar

Tiago

(Macedo),

Diego e Costeado (Bruno). Treinador: Pereira.

ver

Eduardo

assim... Quando vejo os jogadores do Celoricense com 8 cartões continua na página seguinte


continuação da página anterior

amarelos e um vermelho, que nada justifica tanto cartão, o que é que nós estamos aqui a fazer? A

expulsão

de

José

Henrique, foi aos 62 minutos...

estrela que ilumine o futuro

que lêem o Desportivamente

e que nos faça sentir mais

Falando.

confiantes.

Para todos, um Feliz Natal...

São estes os meus desejos

Senhor Flávio, o jogador do Celoricense nada fez para levar o amarelo e muito menos... o vermelho. O

José

Henrique

não

acertou na bola, mas muito menos no jogador do Ronfe. Foi um erro enorme e espero que no seu Facebook peça

desculpa

ao

C.

D.

Celoricense, tal como fez o Duarte Gomes no F. C. porto - Marítimo, que reconheceu o erro. Faltava muito tempo para jogar e o objectivo do celoricense é para se manter...

Basto em particular para os

querem

Clubes SANTA EULÁLIA Ronfe Arões G. D. Prado Vieira Caçadores das Taipas Torcatense Terras de Bouro Ruivanense Forjães Travassós CELORICENSE Porto D’Ave Martim Gerês Águias da Graça

profissionais. para quê?

coisa é certa, para quê?

São muitos a mandar... Ah, esquecia-me de falar jogo,

mas

desculpem

não posso falar muito, é que os cartões ocuparam-me o tempo. Esquecia-me de falar dos auxiliares, iguais ao seu colega do apito. Quando me dizem que o empate foi prenda de Natal, eu respondo: NÃO GOSTEI ! Portugal, e

o

a

Europa

Mundo

esperam

ansiosamente

um

novo

Messias ou a chegada de uma

J 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14

V 8 6 6 6 5 6 5 4 5 4 3 4 3 3 2 1

Jogo no Estádio Municipal de

Celorico

de

E 3 8 5 4 7 2 5 7 4 6 8 5 7 3 4 4

D 3 0 3 4 2 6 4 3 5 4 3 5 4 8 8 9

GM 35 23 23 12 18 22 18 15 23 15 13 22 19 14 10 10

GS 23 15 19 7 13 22 20 22 24 13 12 28 20 23 20 21

Um Celoricense que podia

Basto,

jogar a segunda mão com uma

no passadom dia 20 de

margem mais dilatada, senão

Novembro.

fosse mais uma vez a fraca

Celoricense: André, Pedro, Adão (João Miguel), Marcos e

Hoje as Escolas nos clubes são uma mais valia para estes. O Desportivo Celoricense tem neste momento duas excelen-

Celoricense, 1 – Vieira Sport Clube, 0 Soube a pouco...

estava lá? Mas também uma

esta arbitragem...

P 27 26 23 22 22 20 20 19 19 18 17 17 16 12 10 7

Juniores: Uma equipa, um futuro! No Celoricense começam a dar os seus frutos.

2.ª Eliminatória

O observador dos árbitros

senhor Flávio não queria fazer

Sempre Solidários.

TAÇA A. F. BRAGA

ser

De certeza até que o

Continuem como até aqui:

CLASSIFICAÇÃO

não quer subir!... Depois

E um Próspero Ano Novo.

para os leitores d’O Povo de

muito tempo para jogar...

do

22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 6

pontaria dos jogadores do Celoricense.

tes equipas que daqui irão sair bons jogadores para a equipa principal, que são os juvenis e os juniores. Fui muitas vezes confrontada com os jogadores dos juniores a pedir-me que continuasse com os troféus e com o jantar de final de época. Muitas das vezes há coisas esquisitas no futebol que eu mesma tento ultrapassar ou fingir que esqueço... Sendo assim os troféus são os seguintes: - Melhor marcador - Fair-play - Joagador mais regular - Jogador revelação - Medalhas para todos O jantar de final de época será juntamente com o dos seniores para entrega dos Troféus Desportivamente Falando XXIII edição. Para isso faço um apelo a todos os Amigos do Celoricense, que quando os confrontar é para me ajudarem neste evento. Quanto aos juniores peço-vos uma coisa: façam a melhor classificação que puderem e vistam a camisola do Celoricense com paixão e orgulho. Podem contar comigo, estou a partir de hoje com os olhos em vocês. RESULTADOS 1.ª Jornada – 15 de Outubro Celoricense, 5 – Brufense, 0

Marcadores: Fábio, Vasco, Hugo e Miguel (2) 2.ª Jornada – 22 de Outubro Delães, 0 – Celoricense, 2

Leandro, Peixe, Diogo, Danny

Mesmo assim o Desportivo

e Grilo (Kala); Zé Henrique e

tem todas as hipóteses de

Henrique (Catana).

passar esta eliminatória pois

3.ª Jornada – 29 de Outubro

Ao intervalo: 0-0.

tem equipa para o Vieira, caso

Celoricense, 0 – Arnoso, 0

Marcador: Henrique.

os jogadores queiram e não

Arbitragem: Positiva.

haja factores extras ao jogo...

4.ª Jornada – 5 de Novembro

2.ª Eliminatória - 2.ª Mão

Vieira Sport Clube, 3 – Celoricense, 1 Mão de Deus pôs Vieira em frente... Jogo disputado no passado dia 1 de Dezembro.

Ao intervalo: 1-0. Marcador: Zé Henrique.

Marcadores: Miguel e Artur

Santa Eulália, 3 – Celoricense, 0 5.ª Jornada – 12 de Novembro Briteiros, 0 – Celoricense, 2 Marcadores: Leandro e Maurício. 6.ª Jornada – 19 de Novembro Prazeres, 4 – Celoricense, 1 Marcador: Miguel.

Café, Snack-Bar ADEGA REGIONAL

O BILHÓ

de - José Braga e Carminda Pinto Especialidades: Posta à Mirandesa - Cabrito Assado - Bacalhau à Bilhó Bons Vinhos Verdes da Região

7.ª Jornada – 4 de Dezembro Celoricense, 0 – Operário F. C., 1 8.ª Jornada – 11 de Dezembro Torcatense, 3 – Celoricense, 0

TAÇA A. F. BRAGA A 1.ª eliminatória realizou-se no passado dia 7 de Outubro. O Celoricense tinha como adversário o Briteiros, que desistiu da competição, passando o Desportivo à eliminatória seguinte. No dia 1 de Dezembro os juniores celoricenses deslocaram-

Telef. 255 321 079 T SALMÃES - ARNOIA T CELORICO DE BASTO

-se ao campo do Forjães para defrontar a equipa local.

Deseja a todos os Clientes e Amigos Boas Festas e um Próspero 2012

tando na eliminação do Celoricense da Taça A. F. Braga.

O resultado foi favorável ao Forjães por 3 bolas a zero, resul-


22-12-2011

7

O POVO DE BASTO

Raquel Peixoto recebeu o prémio O Desporto é a minha vida... Britelo Jovem No campo de treinos do Boavista, a bola encanta os miúdos e

A Junta de Freguesia de

gente crescida, sente-se o peso das camisolas do xadrez.

Britelo decidiu em 2010 distinguir o melhor aluno do 12.º

...”gosto muito do meu mister que me ensina os valores do

ano, residente na freguesia e a

Desporto e me aponta os vários caminhos para sermos grandes

estudar num estabelecimento

seres humanos e se possível grandes atletas..”

escolar do concelho de Celorico de Basto. Esta louvável iniciativa foi tomada pelo executivo liderado pelo Sr. Agostinho Carvalho Andrade e mereceu a concordância da Assembleia de Freguesia. Na altura o presidente de Britelo foi mais longe quando

ros à jovem Raquel Peixoto,

Também o presidente do

afirmou que estava ali para

residente na rua Serpa Pinto,

Agrupamento de Escolas de

continuar o trabalho dos seus

que confirmou o seu percurso

Celorico de Basto, Prof. José

antecessores, mas que gosta-

académico ao terminar o 12.º

Marcelino Mota fez uma in-

ria de ver as suas iniciativas

ano como a melhor aluna da

tervenção em que lamentou a

No final de mais um treino das Escolinhas do Boavista falei com Jorge Alves, um jovem natural de Celorico de Basto, aluno do 2.º Ano Faculdade de Desporto, filho dos professores, Rosalina e António Pinto, que está a treinar os Sub-12 num grande clube de Portugal, o Boavista. “sempre gostei de Desporto. Joguei futebol desde os 10 aos 18 anos no Celoricense e hoje sinto-me feliz por poder orientar estas crianças de um grande clube. Tem sido uma experiência muito enriquecedora, sinto grande prazer em transmitir os meus conhecimentos a estes meninos e terem continuidade nos executivos que um dia lhe hão-de suceder. Perante a actual crise em que o Governo da nação sus-

freguesia de Britelo.

suspensão do prémio monetá-

Prossegue agora os estu-

rio no Dia do Diploma. Referiu

dos no ensino superior no

ainda que o Agrupamento de

curso de Engenharia Civil da

Escolas está a estudar a cria-

Universidade do Porto.

ção de um quadro de mérito

pendeu a entrega do cheque

Na sessão solene usou da

para distinguir os melhores

de 500 euros aos melhores

palavra o Sr. Agostinho An-

alunos das escolas secundá-

drade para referir o interesse

O Prof. Mota referiu-se ain-

rias, já alguns previam que o

que o prémio despertou nos

da à actual situação do país a

mesmo acontecesse com o

alunos, pois é esse o objec-

que as escolas não ficam imu-

prémio Britelo Jovem.

tivo do Britêlo Jovem: levar

nes, com cortes nas verbas

Tal não sucedeu e a sede

os jovens a empenharem-se

que lhe são atribuídas e na

da Junta de Freguesia de Bri-

nos estudos e assim obterem

contratação de professores.

telo encheu-se para a ceri-

as bases para prosseguirem

mónia de entrega do diploma

alunos.

ajudá-los a gostarem de praticar Desporto. Sinto que é necessário ter paixão, gostar de fazer Desporto. Eu olho para o Desporto como forma de criar amizade e relações com outras pessoas. O Desporo ajuda-nos a crescer como pessoas, não é necessário serem todos Ronaldos ou Messis, mas seres grandes seres humanos. O Desporto é muito importante para a nossa saúde, o nosso lazer, e para estas crianças e jovens tem muita importância na sua educação e na formação dos homens de amanhã.”

Àlvaro Bastos pal, fez uma breve resenha do

mento nos centros escolares

O presidente da Assem-

que tem sido a actuação do

da Vila de Celorico, da Mota,

uma carreira na profissão que

bleia Municipal, Sr. António

município de Celorico de Bas-

da Vila de Fermil e de Ganda-

Britelo Jovem e respectivo

escolherem, no concelho, no

Marinho Gomes, em repre-

to no domínio da educação,

rela de Basto.

prémio monetário de 250 eu-

país ou no mumdo.

sentação da Câmara Munici-

de que se destaca o investi-


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O POVO DE BASTO

24 8

Tributo

à

D. Maria Amélia a Dona Maria Amélia e o senhor Lucínio a levantarem a voz um ao outro. Quando tinham que o fazer, nós não dávamos por isso. Para mim, foram sempre um

A Cargo da Notária Adelaide Monterroso Freixo

pai e o meu irmão partiram. A Maria Amélia,

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO

com aquela voz rouca inconfundível, tratava

CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório

o meu pai por Sr. Carvalho e o meu irmão por

e no livro de “Escrituras Diversas” número quarenta e nove-A,

Rodrigues. O seu rosto era o dela ... Lindo! A Maria Amélia sabia disso.

as pessoas fez com que tivesse deixado dois legados: as suas histórias e a crença de que vale sempre a pena lutarmos pelos nossos sonhos ... Serena... como na Vida! Sentido de justiça, que a igualdade Quer queiramos quer não é referência Que deve mostrar à sociedade Respeito pelos filhos, respeito pelos pais,

Quando fazíamos algo de que não gostava, as

mulher MARIA DA CONCEIÇÃO DIOGO E SILVA DA MOTA, C. F.

do Castelo, residentes na rua Luís Vaz de Camões, Vila Verde,

- Valha-me Deus!

casados sob o regime da comunhão geral de bens.

Fazia-nos ver que a nossa missão neste

o seguinte:

MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam

mundo é colorida, mas não apenas cor-de-

Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão

rosa. E o nosso Benfica? Vivemos momentos

de outrém, do seguinte prédio rústico, situado no lugar de

únicos, pois éramos quase sempre campeões. Os tempos mudaram, o que não achámos piada

Quinta, freguesia de Arnoia, Celorico de Basto, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho: “TAPADA DA QUINTA”, com a área de três mil novecentos e vinte metros quadrados, a confrontar de sul com estrada e dos

nenhuma ... Vou homenagear o meu Pai em livro. A Dona para falarem dele. Andei com o convite na

São valores que transmitiu a mim,

bilhete de identidade n.° 3048575, emitido em 29/05/2008, pelo

valido até 06/04/2015, natural da freguesia de Ínsua, Penalva

- Oh ... não pode ser!

Saber utilizar a inteligência,

E jamais afastar-se da verdade.

MANUEL LOPES DA MOTA, C. F. n.° 107 639 394, portador do

n.° 137 019 432, portadora do cartão de cidadão n.° 03223894,

suas palavras eram simples:

Maria Amélia estava entre os ilustres amigos

Pautar a vida pela coerência,

outorgado como justificantes:

SIC de Braga, natural da freguesia de Arnoia, Celorico de Basto e

Obediência.

Reger-se por padrões de honestidade,

desde folhas nove e seguintes, foi lavrada em dez de Novembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela

Tinha parecenças únicas com a Amália

quem sempre gostou de viver e de conviver com

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO

casal exemplar. Chorou imenso quando o meu

Fernandinho.

A sabedoria, a dedicação e a experiência de

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

minha mochila, durante tempos, porque achei que tinha ... tempo.

restantes lados com Manuel Lopes da Mota, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante marido, sob o artigo 2675, com o valor patrimonial de mil euros. Que, adquiriram o citado prédio, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e oitenta e oito, por compra meramente verbal, a Álvaro Ribeiro da Silva Ramos e mulher Maria da Graça da Cunha Teixeira, residentes no lugar

Certamente, iria falar do tronco do Natal que o meu pai lhe preparava e que ardia 24 horas.

da Cruz de Baixo, freguesia de Arnoia, concelho de Celorico de Basto; Não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não

Como ria a contar esta história e como as lágrimas

dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito

Aos filhos, aos netos

lhe corriam ao mesmo tempo. Eram conversas

de propriedade plena.

E também a quem ensinou.

entre nós que se justificavam plenamente,

Bem alto brilha o Sol em pleno dia,

conversas directas, sérias, oportunas, conversas

E a toda a hora, onde quer que ande,

de brincadeiras, alegrias, tristezas, vitórias,

aproveitamento de todas as utilidades por ele proporcionadas,

levantar de novo, retornar coragem... porque

com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem

Sei que está bem e cheia de alegria. Dona Maria Amélia, ou melhor mãe da Manelinha, quero conversar consigo. Não é uma conversa de treta, tão usual hoje em dia. Vamos conversar com a seriedade que sempre mantínhamos, já que pretendo falar dos momentos únicos que passámos juntas rindo e chorando. Aquela porta estava-me sempre aberta para as nossas brincadeiras com a Manela e a Lena. Fazíamos no dia 24 de Dezembro um presépio à porta da garagem. Lembra-se, Manela? Fazíamos um pedido ao Menino Jesus. No dia seguinte, o presépio continuava sem as nossas prendas. Nós ficávamos tristes. E lá vinha a mãe a confortar-nos, dizendo que o Menino Jesus era pobre. Foram anos felizes naquela casa, onde o respeito e a educação reinavam. Nunca ouvi

sim, foi uma mulher de coragem e porque, além disso, tinha umas saudades enormes do...

Que, não obstante, eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição do aludido prédio, possuindo assim o dito prédio em nome próprio e com

qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse

“Manel” (Sr. Lucínio). Este tributo que lhe faço, D. Maria Amélia, é

pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos e oitenta e oito, adquiriram o aludido prédio por

uma prova de como a memória é o centro da

usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de

nossa existência, é ela que nos faz viver todos

ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam

os dias.

pela presente escritura, para fins de registo predial. ESTÁ CONFORME

Faça-me um favor. Sei que vai ler isto. Estou a pensar em inserir este texto no livro que estou a escrever sobre o meu pai. Concorda? Eu sabia que sim ...

Cartório Notarial de Celorico de Basto, onze de Novembro de 2011 A Colaboradora da Notária, a) Elisabete Gomes

A senhora levou consigo no coração a Manela, a Lena, o Carlos, a Maria José, que criou como filha e os netos. Certamente também levou consigo um pouquinho de mim. Até um dia, D. Maria Amélia. Não..., até um dia, mãe da Manelinha, porque, para mim, será sempre... a mãe da Manelinha. Perpétua Carvalho

O Jornal O POVO DE BASTO vende-se na Vila de Celorico de Basto no QUIOSQUE AVENIDA


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9

O POVO DE BASTO

Eu sou boa...na cozinha A

receita

que

vou

apresentar nesta edição é

AVISO

Consulta pública sobre eventual classificação patrimonial do Solar do Souto, S. Clemente Joaquim Monteiro da Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, torna público, nos termos dos artigos 66.º e 70.º n.º 1 alínea d) do Decreto-Lei 442/1991 de 15 de Novembro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei 6/96 de 31 de Janeiro, e artigos 25.º, 27.º e 30.º da Lei 107/2001 de 8 de Setembro, que, por despacho do Vice-Presidente do IPPAR de 1 de Agosto 1996 foi confirmada a abertura do processo de instrução relativo à classificação do Solar do Souto, Jardins e Quinta, na freguesia de S. Clemente, concelho de Celorico de Basto, conforme se apresenta na planta anexa que faz parte integrante do presente aviso, tendo sido o procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010 de 30 de Dezembro, publicado na 2.ª série do Diário da República. O conjunto de bens em causa, bem como os imóveis localizados na zona de protecção, ficarão abrangidos pelas disposições legais em vigor, designadamente os artigos 36.º, 37.º, 42.º, 43.º e 45.º da Lei 107/2001 de 8 de Setembro, o Decreto-lei 205/88 de 16 de Junho, o Decreto-Lei 215/2006 de 27 de Outubro, o Decreto-lei 96/2007 de 29 de Março, o Decreto Regulamentar 34/2007 de 29 de Março e as Portarias 373//2007 e 376/2007 de 30 de Março, pelo que: 1. A transmissão dos bens classificados depende de prévia comunicação à administração do património cultural competente; 2. Os comproprietários, o Estado e o município gozam, pela ordem indicada, do direito de preferência em caso de venda ou dação em pagamento; 3. Não poderão ser concedidas pelo município nem por outra entidade licenças para obras de construção e para quaisquer trabalhos que alterem a topografia, os alinhamentos, as cérceas e em geral a distribuição de volumes e coberturas ou o revestimento exterior dos edifícios, sem prévio parecer favorável da administração do património cultural competente; 4. São da responsabilidade de arquitecto todos os projectos de arquitectura referentes a obras no local; 5. Quaisquer obras ou intervenções no imóvel e respectiva zona de protecção serão objecto de autorização e acompanhamento do órgão competente da administração central. Convidam-se os interessados para, no prazo de 30 dias, nos termos do artigo 27.º da Lei 107/2001 de 8 de Setembro e dos artigos 100.º e 101.º do Código de Procedimento Administrativo, se pronunciarem sobre este procedimento, nomeadamente, a apresentar quaisquer reclamações que tenham por objecto a ilegalidade ou a inutilidade da constituição da servidão ou a sua excessiva amplitude ou onerosidade. As participações devem ser dirigidas ao Departamento de Planeamento e Serviços Socioculturais do Município de Celorico de Basto por qualquer meio escrito. E para constar se publica este edital que vai ser afixado nos lugares de estilo. Celorico de Basto, 20 de Dezembro de 2011 O Presidente da Câmara - Dr. Joaquim Monteiro da Mota e Silva

muito fácil de confeccionar, é indicada para quem começa a cozinhar. É um bolo no qual não tem de separar as gemas das claras.

Bolo de noz

Ingredientes: 6 Ovos, 200 gramas de açúcar, 180 gramas de farinha e 100 gramas de miolo de noz. Bata os ovos inteiros até dobrar de volume, junte o açúcar continuando a bater. Reduza a velocidade da máquina e deite a farinha com a noz picada. Envolva suavemente e deite numa forma untada e polvilhada com farinha. Leve ao forno a cozer aproximadamente 30 minutos. A forma pode ser lisa ou com buraco. Este bolo mais parece pão-de-ló com noz, é muito bom. Para enriquecer mais o bolo apresento também a receita de:

Ovos-moles

Num tachinho deite 6 colheres de açúcar com 6 colheres de sopa de água, leve ao lume até ferver uns 5 minutos e retire deixando arrefecer um pouco. Bata 6 gemas de ovo de deite dentro o preparado anterior, deite novamente no tachinho e leve a engrossar em lume brando. Depois de frio deite por cima do bolo.

Graciete Silva

.

KORPUS

ANEXO

Academia de Saúde e Estética Estética: Tratamentos de rosto e corpo; Depilação, Pedicure, Manicure, massagens de relaxamento, Solário, Tatuagem, Unhas de Gel

Novo aparelho IPL+Rádio Frequência para: Depilação Permanente (toda a cor do pêlo); Rejuvenescimento (rugas), Pigmentações, Problemas vasculares, Acne.

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Deseja aos seus estimados Clientes e Amigos, Boas Festas e um Feliz 2012


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 10

O SR. JOSÉ ALVES FESTEJOU 100 ANOS

Decorreu no passado dia 6

duma missa de acção de gra-

sembelaia Municipa, António

de Novembro, no Centro So-

ças, onde o homenageado

Marinho Gomes, o Director

cial e Paroquial de Molares a

mostrou a sua vitalidade ao

do Agrupamento de Escolas

comemoração do centenário

fazer uma das “leituras”.

de Celorico de Basto, Prof.

do Sr. José Alves, natural da

Estiveram presentes nes-

José Marcelino Mota e os pre-

freguesia de Canedo de Basto,

ta eucaristia, o presidente da

sidentes de Junta de Canedo

mas desde 2005 a residir na-

Câmara, Dr. Joaquim Mota e

de Basto, Molares e Ourilhe.

quela instituição.

Silva e esposa, os deputados

Gagos fez-se representar pelo

A iniciativa pertenceu ao

da Assembleia da República

presidente da Assembleia de

padre António Gonçalves e

Dr.ª Graça Mota e Eng.º Alti-

freguesia

começou com a celebração

no Bessa, o presidente da As-

No final a Banda de Música

de Santa Tecla proporcionou

salva de prata evocativa do

a todos um pequeno concer-

centenário deste celoricense .

to. Seguiu-se a visita às obras

O Eng.º Altino Bessa leu

do Centro Social João Paulo II,

uma mensagem escrita do

enquanto eram lançadas uma

ministro

centena de “bombas”.

Pedro Mota Soares, que não

Após as fotografias com fi-

Lançamento do livro Sopro, de Ricardo Fraga, foi um êxito O lançamento do livro Sopro, do jovem Ricardo Fraga,

da

Solidariedade,

pode estar presente.

lhos, netos, bisnetos e ilustres

A festa prosseguiu durante

convidados, foi servido um al-

toda a tardecom uma sessão

moço confeccionado pelo res-

de karaoke onde além de Car-

taurante Os Grilos.

los Ribeiro, também o padre

No decorrer do almoço o

António Gonçalves fez ques-

Dr. Joaquim Mota e Silva ofe-

tão de mostrar os seus dotes

receu ao homenageado uma

como cantor.

pal de Celorico de Basto, Prof.

de Basto.

Carlos Fernando Peixoto.

Seguiu-se a declamação

Sobre o livro e o autor falou

de algumas poesias do livro

o conhecido escritor Luís Jales

Sopro, por amigos de Ricardo

concelho onde este tipo de

ficando largas dezenas de pé

de Oliveira, mais conhecido

Fraga, com acompanhamento

eventos são pouco habituais.

nos espaços laterais e na en-

por “Ginho”, do vizinho con-

musical de Mónica Andrade.

celho de Mondim de Basto, mas com raízes em Celorico. Em cerca de vinte minutos, no seu estilo peculiar, falou do

A terminar, um verde de honra enquanto Ricardo Fraga autografava o seu livro. Esta

moite

memorável

autor e das responsabilidades

prosseguiu com a actuação

que agora tem como escritor,

dos “Suspensórios”, A Rapari-

do livro que agora acaba de

ga Eléctrica” e os Agrupados”.

ver a luz e da magia das terras

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que decorreu no auditório da

A primeira surpresa foi o

Quinta do Prado, no passado

número de pessoas presentes

dia 14 de Outubro, constituiu

que ocuparam todos os lu-

com a presença do vereador

uma agradável surpresa, num

gares sentados do auditório,

da Cultura da Câmara Munici-

trada. A

apresentação

contou

4890 CELORICO DE BASTO Deseja aos estimados Clientes e Amigos Boas Festas e um Próspero 2012


22-12-2011

11

O POVO DE BASTO Além das flores, Claude

UNIVERSIDADE SÉNIOR EM ALTOS VOOS

em

geminação ali presente, um

retratar a fluidez e as trans-

encontro de várias culturas,

parências dos reflexos nas

de

águas. Monet “tinha a convicção

comunicação, de afectividade…

de que se devia pintar como

ali nasceu alegria e amizade!

Monet

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DE BASTO NUM “FIM DE SEMANA CULTURAL A HOUILLES”

interessava-se

acolheram. Fizeram-se os mais

num “Fim de Semana Cultural a

variados programas, todos eles

Houilles” – 23 a 26 de Setembro

incluindo a cidade luz - Paris.

– promovido pelo Comité de

Cidade cosmopolita que cria

em

o romantismo, a história, o

parceria com o Município de

glamour… com prédios enormes

Celorico de Basto de quem tem

em tom ocre, uma pequena

a sua germinação. Recorde-se

“ilha” com a modernidade e

que esta oficialização deu-se

o histórico bem presentes em

no dia 13 de Agosto de 2006,

toda a sua arquitectura! Um

com o objetivo de proporcionar

dia optimizado ao máximo,

um intercâmbio cultural, social

já que é muito pouco tempo

e recreativo com o espírito

para

humanitário, estreitar relações

do Triunfe, os Champs Elysées,

produtos locais, a gastronomia,

prazer

o

convite

formulado pelo Sr. Presidente do Município de Celorico de Basto, Dr. Joaquim Mota e Silva, desde logo se congratulando com a harmoniosa realidade e aceitando de bom grado esta iniciativa. Foram três dias de franco e salutar convívio entre todos os participantes no “Fim de Semana Cultural a Houilles”, cidade francesa que fica em Yvelines, a 10 Km da capital francesa – Paris – e, tem aproximadamente habitantes. as

vilas

30

Realço

mil ainda,

participantes

que,

além de Celorico de Basto, também

fazem

geminação

com esta maravilhosa cidade – Friechichsdat (Alemanha) e Chesham (Reino-Unido). Assim, Setembro,

no

dia

23

chegados

de ao

aeroporto de Paris Beauvais, esperava-nos um mini autocarro com a responsável da Câmara de Houilles pelos participantes neste evento de Celorico de Basto, Danièle Nahon, que nos levou até à cidade de Houilles e nos apresentou às famílias de

acolhimento

entre

as

quais se encontrava também uma família de emigrantes portugueses, o Sr. José Lopes

as

Pompidou, o Panthean, o Arco

bem como dar a conhecer os

muito

todas

Catedral Notre Dame, o Centro

que trabalham em Houilles,

A U.S.C.B., acolheu com

conhecer

suas atracções: Torre Eiffel,

com os emigrantes Celoricenses

e fomentar o turismo local.

tivemos

dia com as famílias que nos

de Basto (U.S.C.B.), participou

Houilles,

25,

de

o prazer de passarmos o

Universidade Sénior de Celorico

de

confraternização,

Domingo,

Um grupo de alunos da

Jumelage

entre toda a comunidade de

o Museu de Louvre… enfim e

esposa

deste

o pássaro canta”. Certamente

oriundos de Ourilhe (lugar do

encontro com a deslocação

“como a espontaneidade, a

Porto), e que muito trabalham

até Giverny, na região da

frescura, a ingenuidade, o feliz

em

geminação,

Normandia – entre o mar e os

desprendimento dos pássaros

Celorico

pequenos bosques, a 80 km de

que

de Basto neste Comité. O

Paris – onde fizemos a visita à

trinam, de ramo em ramo”.

momento tornou-se ainda mais

Casa e Jardins de Claude Monet.

Findo este comungar de arte,

emotivo depois da recepção na

Uma visita cultural imperdível

foi o momento de partilharmos

câmara de Houilles pelo seu

à casa e jardins do mestre do

um pic-nic, na margem do rio

ilustre presidente Sr. Joel Zani,

Impressionismo, que ali viveu

Sena, em Vernon, oferecido

entre outras individualidades,

entre 1883 e 1926. Apaixonado

pelos nossos amigos franceses.

e todos os restantes convivas

por jardinagem, bem como

A mescla de culturas artística

que usufruíam deste “Fim de

pela cor, projectou seu jardim

e gastronómica acentuou-se

Semana Cultural”, a saber:

de flores e água jardim, como

agora ainda mais… gastronomia

Houilles, Celorico de Basto,

verdadeiras obras de arte.

prática,

prol

Deolinda

desta

representando

Lopes,

Frichichsdat e Chesham. Aí, tivemos

Foi um sentir e maravilhar de

esvoaçam,

pousam

simples,

e

bem

apaladada, sempre com um

composições de flores e fontes

boas vindas seguido de um

de inspiração mais frutíferas

No âmbito do programa

jantar buffet, onde não faltou

para as telas do célebre Monet.

para o dia, visitamos ainda o

espontâneo

aperitivo

objectivo

de

o

um

principal

e

deleitoso

Para

quem

turísticos de Paris, a mais charmosa cidade de França. Regressamos ao cair do dia a Houilles, fechando com chave de ouro este “Fim de Semana Cultural a Houilles” com um convívio entre todos os membros das cidades e vilas geminadas participantes neste evento que mais uma vez nos presentearam com um rico e variado buffet. No dia seguinte, depois das malas feitas e de nos despedirmos “amigos

dos para

nossos sempre”,

regressamos a Celorico de Basto já com saudades desta aventura que nos acrescentou

as

“Museu dos Impressionistas”,

convívio, numa performance de

pinturas do artista que criou o

exposição: “La Collection Cark

grande simbolismo intercultural

“Impressionismo”, é um prazer

à Giverny, de Manet à Renoir”.

e social. O cenário foi ainda

saber que os jardins e a casa

Setenta e uma obras primas da

mais célebre com a presença

foram preservados e são ponto

pintura do século XIX, francesa.

do nosso prezado presidente

de visitação turística até hoje.

Foi uma rara visita ao belo

Dr. Joaquim Mota e Silva e sua

O jardim da casa é dividido em

“Musée des Impressionnismes

bom ao digníssimo presidente

esposa Dr.ª Marlene Mota e

duas partes que se contrastam

em Giverny – na mesma rua da

do município de Celorico de

Silva. Depois dos cumprimentos

e se complementam. As flores

casa de Claude Monet e os lírios

Basto, Dr. Joaquim Mota e Silva

da praxe e de terem também

mais simples com as variedades

de água. Sem palavras…

e ao Comité de Jumelage de

participado no jantar/convívio,

mais raras, com diferentes

o Dr. Joaquim usou da palavra

cores e tamanhos, com árvores

onde nos esperava Joel Zani,

agradecendo o convite para

frutíferas

presidente

tão sublime evento ao seu

paisagem. A outra parte, com

restaurante

congénere francês Joel Zani

completar

a

Regressamos

Houilles,

festa da comunicação e da liberdade”! Esta foi uma experiência vivenciada pela U.S.C.B. que atribui uma menção de muito

Houilles, pela experiência que nos proporcionaram.

no

É sem dúvida, também,

Café

IN”,

através destes intercâmbios

um jardim japonês construído

presenteando toda a comitiva

multifacetados que comple-

e a todos os presentes pelo

sobre as águas dum riacho com

com

tamos o deslubramento e a

empenho e apreço que deram

pequenos pontos que dão um

organizado pelo Comité de

maravilha de estarmos vivos.

a esta causa.

toque ainda mais românico ao

Jumelage de Houilles. Foi mais

Até mais… Obrigado!

lugar.

um momento muito edificante

um

da

a

à vida mais arte e cultura, “a

Câmara,

No dia 24, iniciamos o

a

ama

toque a mais… cinco estrelas!

um sem número de pontos

“Le

delicioso

jantar

Graça Mourão


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 12

A DROGA

Chegou já a Portugal, Esse flagelo sem igual, Que é o consumo da droga. É a nossa juventude, Sem moral e sem virtude, O consumo está na moda.

É nos jardins e nas praças, Nos becos e nas vielas. A droga é consumida, Quer por eles, quer por elas. E fico eu olhando, Nos jovens que vão passando, E penso por uns instantes. Vejo essa juventude Sem terem quem os ajude, São cadáveres ambulantes.

Festa de Natal da Câmara Amiga juntou centenas de pessoas Pelo terceiro ano conse-

ser valorizados pela vossa

cutivo a Câmara Municipal

vida, por isso, compete a nós

O presidente da Câmara

realizou a Festa de Natal des-

dar-vos o devido valor, acari-

concluiu a sua intervenção

tinada aos idosos e às pessoas

nhar anos de experiência e sa-

consciencializando todos da

portadoras de deficiência.

crifício em que as dificuldades

importância em nos dedicar-

foram ultrapassadas”.

mos ao que realmente inte-

O evento decorreu no pas-

tos mais difíceis”.

sado dia 21 de Dezembro, no

Referindo-se à conjuntura

ressa: ”Fazer o bem e pro-

Pavilhão Gimnodesportivo da

que enfrentam actualmente

mover o bem-estar de todos,

Escola EB 2,3/S da Vila de Ce-

as novas gerações, Joaquim

é para isso que trabalhamos

lorico de Basto e contou com

Mota e Silva apelou à expe-

diariamente”.

a participação de centenas de

riência dos idosos: “Peço-vos

Após a missa teve lugar o

pessoas.

que aconselhem os jovens

almoço convívio onde não fal-

A tradicional missa de Na-

sobre como fazer para enfren-

taram as iguarias típicas desta

tal foi um dos momentos al-

tar as dificuldades. É preciso

quadra.

tos desta festa. Foi celebrada

incentivá-los para que não

A Festa de Natal terminou

pelo Padre José Carlos Mace-

desistam, para que não atirem

com um baile ao som da músi-

do, tendo a homilia versado o

a toalha ao chão, mas que lu-

ca tradicional portuguesa.

tema da fraternidade e união

tem com a convicção de que

Uma festa centrada nas

dos povos.

serão capazes de ultrapassar

pessoas com idade mais avan-

O presidente da Câmara,

esta maré menos positiva em

çada que contou ainda com a

Joaquim Mota e Silva, dirigiu-

que estamos mergulhados.

presença do presidente da As-

-se aos presentes salientando

Conto com a vossa sabedoria

sembleia Municipal, António

que este é “um encontro feito

para que, todos juntos, consi-

Marinho Gomes e do Verea-

para vocês porque merecem

gamos ultrapassar os momen-

dor Fernando Peixoto.

Daqui quero apelar, A quem me esteja a escutar, Que os drogados ajudemos. Trazendo-os à sociedade, Dando-lhes afecto e caridade, deixem de ser farrapos humanos. Vamos todos dar as mãos, A esses nossos irmãos, Caídos no mundo da droga. Sejamos deles cireneus, Pedindo aos homens e a Deus, Ajudando-os a saírem dela para fora. Se nada por eles fizermos, Má sociedade criamos, Neste mundo cruel e duro. Pois devemos pensar, Esses que andam por aí a deambular, São os nossos governantes no futuro. Peço à justiça Portuguesa, Que haja com mais dureza, Para aqueles que com a droga ganham milhões. Não é a arraia miúda, Que andam sempre em fuga, Mas aos grandes tubarões. Manuel Teixeira Lucas

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Não somos melhores nem piores. Somos diferentes! Deseja aos seus estimados Clientes e Amigos Boas Festas e Feliz Ano Novo.


22-12-2011

13

O POVO DE BASTO

TEMPOS ALTAMENTE TEMPESTUOSOS! Enfim, estamos em quase pleno mar alto da crise. O sonho do bem-estar contínuo esfumou-se. As vítimas descobrem-se

A TODOS VOCÊS

por PERPÉTUA CARVALHO

Como é do conhecimento de todos - ou de quase todos - a Santa Casa da Misericórdia de S. Bento de Arnoia está a levar a cabo uma grande obra de remodelação do Lar de Idosos, bem como a criação duma Unidade de Cuidados Continuados.

todos os dias. A democracia deixou-se enrolar de tal modo que

O meu (apoio) Pai ensinou-me que devemos ser todos solidários, com quem mais precisa.

a seu prestígio está bastante abalado. Tantos sonhos desfeitos!

Neste momento a Santa Casa precisa de todos nós para levar ao fim um projecto que será para

Juventude toda empregada! Saúde e o ensino de graça! Os

todos nós.

empregos à porta de casa! Os impostos voando baixinho!

Através do Jornal O Povo de Basto e do meu Desportivamente Falando lanço um repto a todos

As horas de trabalho, poucas; os ordenados grandes; o lazer

os meus ilustres convidados que fizeram o testemunho em homenagem a Luís carvalho no livro

em abundância, etc., etc. Não é de espantar. Os outros, até

que estou a preparar, o seguinte: por favor sejam solidários com esta causa e contribuam com um

mandavam para cá os subsídios e as coisas, sendo quase só ir

pouco, um euro que seja. Juntos serão muitos euros.

aos supermercados, para mais abertos de dia e parte da noite. Mas, infelizmente, a vida de cigarra da fábula parece estar a chegar ao fim. E para mais, recuperar é sempre muito difícil! * * * Recuperar a parte do país que deixou de produzir: agricultura, pesca e floresta é que vai ser um bicodeobra. Só a muita necessidade a isso forçará!

Para todos os assinantes que leêm a minha rubrica, principalmente os migrantes que vêm ter comigo e dizem o quanto gostam de ler o Desportivamente Falando, por favor sejam solidários com a Santa Casa. Para os Emigrantes - para aqueles que também lêem o Desportivamente Falando e gostam - por favor sejam solidários com a Santa Casa. Para os leitores que compram o Jornal e ao lerem este pedido, sejam solidários. Para aqueles que não o compram - e nem assinantes são - mas que estão sempre na espectativa de o lerem - principalmente muitas das vezes para criticarem quem trabalha pelo associativismo,

* * * Em Espanha, anda-se à volta de um plano para terras abandonadas, formando com elas bancos de terras. Em Celorico, nomeadamente em Arnoia, há campos e campos abandonados. Certamente na Escola Profissional de Fermil há alunos que no fim da formação agrícola não têm onde trablhar. Pois seria a hora de Escola, Município e donos desses terrenos colaborarem para lhes darem essa oportunidade. Só que alguém teria de tomar a iniciativa. E todos ficariam a lucrar.

façam-me um favor: sejam solidários com a Santa Casa, porque ali pode ser o vosso próximo Lar. Por último aproveito para vos desejar um Santo e Feliz Natal e um 2012 cheio de optimismo, fé e vontade de trabalhar. A TODOS VOCÊS... OBRIGADO! Os vossos donativos podem ser dirigidos da seguinte maneira: Transferência bancária. BES 00070 4880 0009 14000 911 Por cheque ou vale do correio para: Santa Casa da Misericórdia de S. Bento de Arnoia

* * * Sabendo que pólos industriais sem boa rede de comunicação

Mosteiro de Arnoia - 4890 Celorico de Basto

viária não vingam, seriam horas de, enquanto os terrenos não estão valorizados, ir estudando formas de aquisição com essa finalidade ainda que só para fazer algumas retificações mais urgentes.

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO

* * * Há anos, quando a necessidade de criar empregos qualificados se começou a fazer sentir, todos, em toda a Europa, se voltaram para o social, onde era fácil criar empregos. Só que estes ficam caros e, directamente, não criam riqueza, consomem-na. E assim se chegou ao ponto em que se está. E se tornou claro que só pode haver estado social forte onde a riqueza abundar. * * *

CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de “Escrituras Diversas” número quarenta e oito - A, desde folhas cento e trinta e uma e seguintes, foi lavrada em dezassete de Outubro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela outorgado como justificantes: MARIA CÂNDIDA MOREIRA LOPES, C. F. n.° 160 912 091, portadora do bilhete de identidade n.° 5902779, emitido em 16/10/2007, pelo SIC do Porto, natural da freguesia de Agilde, concelho de Celorico de Basto, e marido JOSÉ TEIXEIRA DE OLIVEIRA, C. F. n.° 160 912 105, portador do bilhete de identidade n.° 3286013, emitido em 11/12/2003, pelo SIC do Porto, natural da freguesia de Borba da Montanha, Celorico de Basto, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes em lugar do Casal, freguesia de Vila Cova da Lixa, concelho de Felgueiras. MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte:

Dias tempestuosos virão quando a tentativa de extinguir freguesias se começar a concretizar, se lá chegarmos. A ideia de

Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do seguinte prédio rústico, situado no lugar de Assento, freguesia de Agilde, Celorico de Basto, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho: “LEIRA DO CEMITÉRIO, DE MATO”, com a área de mil trezentos e vinte metros quadrados, a confrontar de Norte

se tentar uma espécie de federação de freguesias, em princípio,

com Maria Cândida Moreira Lopes, a Sul com Maria Rosalina Moreira Lopes, nascente com Cemitério e Poente com

não parece má de todo. Aí, nessa federação, cada freguesia

Caminho de Servidão, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2436, com o valor patrimonial e atribuído de € 400,00.

poderia ter um ou mais representantes. Enfim, como se costuma dizer, o caminho faz-se andando…

A. L.

Para toda a Refeição Vinho Verde da CASA DA RAMADA é Bom! Produtor:

Ramada Pinto Telef. 255 381 463 Vilar de Viando T MONDIM DE BASTO Deseja a todos os estimados Clientes e Amigos Boas Festas e um Ano Novo cheio de Prosperidades

Que, adquiriram o citado prédio, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e oitenta e seis, por doação meramente verbal a José Lopes e Maria da Conceição Marinho Moreira, residentes que foram no lugar da Igreja, freguesia de Agilde, Celorico de Basto; Não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, não obstante, eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição do aludido prédio, possuindo assim o dito prédio em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por ele proporcionadas, bem como, pagando a respectiva contribuição autárquica, com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos oitenta e seis, adquiriram o aludido prédio por usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo predial. ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Celorico de Basto, 17 de Outubro de 2011 A Colaboradora da Notária, a) Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira


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O POVO DE BASTO

24 14

Miguel Relvas inaugurou Obras de Regeneração Urbana em Celorico de Basto Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares inaugurou no passado dia 12 de Novembro, as Obras de Regeneração Urbana da Vila de Celorico de Basto, uma obra orçada em mais de 2 milhões de euros, situada em pleno coração da sede do concelho Miguel Relvas foi recebido

para o desenvolvimento econó-

nos paços do concelho pelo

mico e social do concelho. Uma

presidente da Câmara, Joaquim

obra orçamentada em mais de

Mota e Silva, e restante comi-

2 milhões de euros uma quota-

tiva para assinatura do livro de

-parte comparticipada por fun-

Honra e entrega de lembranças

dos comunitários.

características do concelho, de-

A intervenção permitiu a

signadamente algumas camé-

criação de uma galeria multi-

lias, património natural de Ce-

funcional e um Parque de Ex-

lorico de Basto.

posições temporário. Parale-

Seguiu-se a cerimónia da

lamente, deu-se a reabilitação

bênção da infra-estrutura a car-

do Adro da Caso do Prado, do

go do pároco, José Carlos Ma-

Bosque, da área de estaciona-

cedo, seguindo-se o protocolo

mento, do espaço polivalente

com os discursos das entidades

e dos arruamentos envolven-

máximas presentes.

tes. Criou-se ainda um Espaço

A inauguração contou ain-

”Aves” e uma Praça da Alimen-

da com a presença de diversas

tação, que funcionará aquan-

individualidades de destaque

do da organização de eventos

a referir o alto responsável da CCDR-Norte, Carlos Duarte, o

te da Câmara Municipal de Ce-

economia e criamos postos de

autarquia e referiu que Celori-

Director Regional de Educação

lorico de Basto, Joaquim Mota

trabalho, no sector industrial e

co de Basto é um concelho que

do Norte, João Grancho, o pre-

e Silva.

na economia social, apostamos

“apresenta uma visão estraté-

sidente da Assembleia Munici-

O autarca não pode dei-

no turismo, com a construção

gica de desenvolvimento capaz

pal, António Marinho Gomes,

xar de salientar o trabalho

da Ecopista, que mistura lazer

de enfrentar o futuro criando as

os vereadores da Câmara Muni-

que tem sido feito nas diver-

e desporto, apostamos no bem-

cipal, os deputados da Assem-

sas áreas de intervenção do

-estar dos munícipes por isso,

melhores condições para evitar

bleia Municipal, os presidentes

município de Celorico de Bas-

lutamos por causas que acha-

de junta, representantes de for-

to, seguindo uma política es-

mos justas e relevantes”, men-

ças vivas locais diversas, entre

tratégica bem definida para

cionou o edil.

outros.

o concelho.”Temos feito uma

Em jeito de conclusão o pre-

“Uma obra onde foram in-

intervenção activa nas diver-

sidente da Câmara agradeceu a

vestidos mais de 2 milhões de

sas áreas de desenvolvimento.

presença do Ministro que, mes-

euros que, após a reestrutura-

Apostamos na educação, com

mo com uma agenda tão preen-

ção física e paisagística, trans-

três Centros Escolares já em

chida, nas funções que lhe são

formou um espaço degradado

funcionamento e o da Ganda-

confiadas, marcou presença em

num espaço agradável e activo

rela que já deu inicio às obras,

tão importante cerimónia para

numa perspectiva turística e

apostamos na Acção Social com

o município de Celorico de Bas-

económica, tornando esta nos-

destaque para a construção do

to.

sa sala de visitas ainda mais

CAO - Centro de Actividades

O Ministro agradeceu a

convidativa”, referiu o presiden-

Ocupacionais, apostamos na

amabilidade do presidente da

desequilíbrios no país”. Realçando que, ”a administração local tem um papel determinante na evolução e deve seguir em paralelo com a administração central para que, com rigor e exigência, se proporcione uma sociedade mais justa e equilibrada”, concluiu o Miguel Relvas. Esta obra teve por missão reabilitar os espaços existentes, tornando-os mais atractivos e com infra-estruturas próprias

locais. Efectivamente,

apresenta

diversos espaços, para actividades distintas, sem descurar a unidade e a coesão de toda a Quinta do Prado. Toda a obra, agora inaugurada, acrescerá maior vivacidade ao comércio e a toda a zona envolvente. Importa mencionar que o projecto para a execução das obras de regeneração urbana teve a preocupação em preservar as principais características da Quinta do Prado. Na sua plenitude, a Quinta do Prado apresenta uma imagem mais atractiva onde fica patente a mistura entre a evolução e a manutenção das suas características próprias.


CELORICO DE BASTO Uma ronda pelas freguesias...

AGILDE

Coordenação: Orlando Silva Fotografias: Nicolau Bacelar Suplemento do Jornal O POVO DE BASTO, n.º 300 de 22 de Dezembro 2011

A

freguesia

de

pertenceria a nobres e a mos-

fachada principal termina

no extremo po-

Igreja não era real, antes es-

neira. No centro, um portal

Agilde

situa-se

ente do concelho

e confina com os concelhos

de Fafe, Felgueiras e Amarante. Encontra-se a cerca de

dezoito quilómetros da vila de Celorico de Basto e tem

teiros. O próprio padroado da

tava repartido entre herdadores-vilãos e filhos e netos de

D. Fernando Anes de «Riba Vizela», isto em meados do século XIII”.

No que concerne ao patri-

uma área total de 9,87 Km2.

mónio edificado, destacamos

provém de Anagildi, ou seja,

da Rosa, na qual a Virgem

“Quanto ao nome Agilde,

a villa de Anagildus, provavelmente no século IX.

Nas Inquirições de 1220, a

freguesia aparece como Aagide,

enquanto que nas de 1258 sofreu uma evolução para Algidi.

Nessa altura, a paróquia

a Capela de Nossa Senhora ostenta uma rosa, situada

no lugar de Barreiro, no largo central da aldeia, no qual,

outrora, foi autorizada uma

feira mensal, por alvará da Rainha D. Maria I.

Rodeada de casas e quin-

de «Sancta Eufémia» não

tas rurais, terá sido edifica-

reais, pelo que se depreende

templo barroco, com planta

tinha grandes propriedades que a maior parte dos casais

em empena, truncada por side verga recta. A cobertura é em telhado de duas águas.

Quanto ao interior, um espaço único, rebocado e pintado

de branco, é iluminado por frestas. Merece destaque, a

ladear a porta lateral, uma pia de água benta. Na parede

testeira, encontram-se três

imagens, sustentadas por mí-

sulas marmoreadas. Por cima do portal principal, encontra-se uma inscrição pintada em azulejos, onde se lê: A Virgem

Maria Senhora Nossa foi concebida sem pecado original.

Na freguesia existe o Pe-

da no século XVIII. É um

nedo de Penouta, formado

longitudinal e nave única. A

si associadas inúmeras len-

por duas pedras, que tem a

Santa Eufémia, padroeira de Agilde lham aos pés, fazendo promessas e que dizem ter sido

ajudados nas suas dificulda-

por ela. No dia 16 de Setem-

além de Portugal, em Espanha, Itália e Croácia.

Nasceu na cidade de Cal-

cedónia, perto de Constantinopla, numa família nobre

e respeitável, foi criada nos

ideais cristãos, que faziam

rada na freguesia de Agilde, considerada uma protectora da pele, principalmente das doenças más, dizem que é

predilecta por flores, principalmente cravos. Muitas são

as pessoas que se lhe ajoe-

maneira

máquina de navalhas, que

raiais que se realizam, para

é uma santa adorada e vene-

de

des, só Deus sabe quantos

bro são inúmeras festas e ar-

dela um exemplo de virtude e

beleza junto dos habitantes. Frequentou a escola, por isso nas suas imagens aparece

com um manto de estudante

(da época). Durante o reinado do Imperador Dioclecia-

no, que proibia baptizados, ela foi acusada e tendo recusado a casar com um herói da

muita gente, a lenda de ter

tentaram demolir aquele pe-

uma moura encantada, co-

tempos idos, dois pedreiros

nedo, mas não o conseguiram

sendo ameaçados por violenta tempestade. Reza ainda a

roda de moinho, fez-se uma deviam, no giro da roda, passar pelo sítio onde estava pre-

sa Santa Eufémia. Dirigindo,

porém, a sua oração a Deus, vieram dois anjos desfazer a máquina e ferir os verdugos.

Sempre fiel à sua fé, manteve intacta a sua decisão de

nunca trair Deus. Face aos

prodígios de Santa Eufémia, o Imperador deu ordens para que fosse exposta às feras, e cansada de sofrer, pediu a

Deus que este fosse o último tormento da sua paixão.

Um leão aproximou-se, deu-lhe uma investida, acabando por a matar, deitou-se ao seu

lado como que a protegê-la

existido na Pedra de Penouta

berta de ouro, cuja voz ecoava no Além.

De referir, ainda, que Ca-

tradição que quem subir ao

milo Castelo Branco situou

o poderá descer. Por último,

das suas “Novelas do Minho”

cimo do penedo nunca mais ainda está na memória de

na freguesia de Agilde uma – “O Filho Natural”.

de mais sofrimentos. Aconte-

guro. Em Julho, do ano 800,

ano 307, tinha ela somente

dar à costa, ondulando gen-

15 anos de idade.

cruel, onde era usada uma

milagres já foram efectuados

A mártir Santa Eufémia,

Torturada

das. Uma delas refere que em

ceu no dia 16 de Setembro do

cidade, foi presa com outros cristãos.

Igreja Matriz de Agilde

Os cristãos ficaram com

o seu corpo, sendo este sido sepultado

na

Calcedónia,

onde construíram uma igreja. Em 620, quando a cidade foi invadida e conquistada pelos Persas, mudaram o seu corpo, com medo de ser

destruído, para Constantinopla, e depositado numa Igreja mandada construir pelo Imperador Constantino, em

as pessoas de Rovinj, viram tilmente nas águas, um sarcófago. Os sinos repicaram,

as pessoas que se juntaram

na praia tentaram retirá-lo da água, mas em vão, todos

os esforços eram inúteis, até

que apareceu uma criança com dois fracos bezerros e

que para espanto de todos conseguiu remover o pesado sarcófago da água e o levou até à igreja local.

Quando abriram o sarcó-

sua honra. Com a entrada no

fago, viram o corpo de uma

que era contra símbolos re-

vestia um luxuoso vestido e

poder do Imperador Nicefor, ligiosos, os cristãos ficaram com medo que ele removesse o corpo de Santa Eufémia.

A lenda diz que numa

noite de violenta tempestade o sarcófago de mármore

desapareceu da cidade. Possivelmente, pescadores cris-

rapariga muito bonita e que junto dela, um pergaminho

que dizia...”este é o corpo de

Santa Eufémia, virgem mártir da Calcedónia, filha de um

nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 307”

O seu corpo continua pre-

tãos carregaram-no nos seus

servado numa igreja na cida-

transportar para um lugar se-

ácia, onde pode ser visitado. 

barcos, com a esperança de a

de de Rovinj, na actual Cro-


II

UMA RONDA PELAS FREGUESIAS

Pároco da freguesia

Património Arquitectónico

Igreja de Santa Eufémia de Agilde

Assento

Capela de Nossa Senhora da Rosa

Barreiro

Capela do Senhor de Bonfim

Alijão

Capela de S. Pedro do Ó

S. Pedro

Casa Brasonada de Carvalheira

Carvalheira

Cruzeiro de Agilde

Estrada

Cruzeiro Nossa Senhora da Rosa

Barreiro

Moinho do Assento

Assento

Cruzeiro S. Pedro do Ó

S. Pedro

Moinho da Várzea

Várzea

Moinho da Ribeira

Ribeira

Moinhos de Fornas

Fornas

Lagar de Azeite

Carreira

Alminhas do Barreiro

Barreiro (1)

Alminhas do Barreiro

Barreiro (2)

Alminhas da Costa

Costa

Alminhas de S. Pedro

S. Pedro

Alminhas de Várzea

Várzea

Alminhas da Quintã (3)

Quintã

1) Junto à Estrada Nacional 2) Cruzamento do Outeiro 3) Nossa Senhora dos Caminhos

OUTROS LOCAIS DE INTERESSE TURISTICO Ribeira e açude de Santa Natália Penedo de Penouta

FESTAS E ROMARIAS

Santa Eufémia

16 de Setembro

S. Pedro

29 de Junho

Nossa Senhora da Rosa Dia da Assunção, 40 dias após a Páscoa Festa do Menino

25 de Dezembro

Colectividades

S. Pedro Futebol Clube

Futebol Clube de Agilde

Grupo de Bombos Santa Eufémia de Agilde

Grupo de Cantares Infantil “ Os Traquinas” Grupo “Os Rouxinóis”

Grupo de Concertinas de Agilde

ACTIVIDADES ECONÓMICAS

Agricultura

Serração de madeira Carpintaria

Industria componentes para calçado Comercio peças para automóveis Restauração

Oficinas de reparação auto Comercio tradicional Lagar de azeite

Pe. Francisco

Medeiros Bastos Francisco Medeiros Bastos nasceu em 22 de Maio de 1971 em Toulouse – França, filho de um casal nativo da freguesia de Riodouro – Cabeceiras de Basto e que emigrou nos finais dos anos setenta para a França.

Escola Primária de Alijão

Escola Primária da Estrada

ARTESANATO Bordados em linho

Aos nove anos decidiu ficar em Portugal com uns tios, finalizando a escola primária no Colégio de São Miguel de Refojos. Com dez anos ingressou, no dia 6 de Outubro de 1981, nos Seminários Arquidiocesanos de Braga frequentando-os até ao 1.º ano de Teologia. Interrompeu os estudos para ingressar na Faculdade vindo a regressar ao Seminário. Foi ordenado sacerdote na Cripta do Sameiro em 16 de Julho de 2006 e nomeado pároco em quatro paróquias de Terras de

Bouro onde esteve cerca de um ano. No dia 7 de Outubro de 2007 tomou posse como pároco de Fervença (Divino Salvador), Moreira do Castelo (Santa Maria), e Codeçoso (Santo André). Em Setembro de 2008 tomou posse canónica da paróquia de Agilde (Santa Eufémia). É um padre aberto ao diálogo, que revela simpatia e empatia, muito atento à realidade das suas paróquias, no qual o “povo de Deus” da freguesia de Agilde confia uma “renovada esperança”.

Património Arqueológico

Povoado da Veiga

– Pequeno cabeço localizado a Sul do denominado “Monte das Meias”, numa extensa área aplanada, entre duas linhas de água tributárias da Ribeira de Avessadas. Foram encontrados dois moventes de mó manual em granito, dois núcleos em quartzo, um caco liso e um bordo de fabrico manual. Localização: Na estrada que liga Felgueiras a Celorico de Basto, no lugar do Barreiro, virar à esquerda num caminho que segue para Monte de Meias.

Achado isolado Tapada da Montanha

– Cumeada de promontório, no rebordo norte de uma chã denominada de Serra do Seixoso, que se prolonga para Sul, até à Ribeira de Borba (concelho de Felgueiras). Trata-se apenas de um percutor em seixo de quartzito, com sinais

Alambique

ESCOLAS

AGILDE

de média utilização em ambas as extremidades, descoberto no caminho que dá acesso à referida cumeada. Localização: Estrada municipal que liga a freguesia de Fervença à cidade da Lixa. No lugar de Cidral seguir a estrada de terra batida que dá acesso à Serra do Seixoso.

Povoado das Bouças

– Um morro, localizado num pequeno vale na margem direita da Ribeira de Santa Natália, entre o Monte de Lares e o Monte Abôa, foi recentemente objecto de terraplanagem. Os sedimentos (húmicos misturados com granito alterado – saibro) foram espalhados pela vertente do morro até ao início de um aluvião. O conjunto artefactual, composto exclusivamente por cerâmicas, foi recolhido apenas na película de sedimentos espalhados. Trata-se de dois grupos de cerâ-

Censos 2001

2011

N.º de Alojamentos Familiares

544

613

N.º de Famílias Clássicas

393

415

1.294

1.236

N.º de Edifícios

N.º de Indivíduos residentes

492

596

micas com características distintas: um é composto por vários cacos fabricados a torno da época romana; o outro engloba vários cacos lisos de fabrico manual, muito provavelmente da época do Bronze.

Estes vestígios não evidenciam uma ocupação deste sítio, mas sim, uma possível associação à exploração agrícola, dada a proximidade de excelentes solos agrícolas. Localização: A partir do entroncamento de liga Várzea e Borba da Montanha, no caminho que liga a Carvalheira.

Calçada da Costa

– Troço de calçada com cerca de 30 metros de comprimento, por 2,5 metros de largura, sendo composta por blocos de granito de grande e médio porte. Localização: Entre o lugar da Costa e a Serra da Costa, no centro de Agilde (junto a um moinho), em terrenos agrícolas numa vertente suave na margem esquerda da Ribeira de Avessadas (afluente da Ribeira Velha de Santa Natália). Fonte: PDM Celorico de Basto - Carta do Património Arqueológico, Jorge Sampaio


AGILDE

UMA RONDA PELAS FREGUESIAS

III

Presidente da Junta de Freguesia de Agilde, em entrevista O Povo de Basto

cer do que vai acontecer

sempenha a função de

– Até à data não fui con-

Há quantos anos dePresidente da Junta de Freguesia?

Manuel Marinho –

Sou Presidente da Junta de

Freguesia de Agilde, há 14 anos.

– O que pensa da

nova Reforma Adminis-

trativa Local, que entre

outras medidas, aborda a agregação de freguesias?

– Esta reforma, em mi-

nha opinião, tem apenas

um único objectivo, evitar despesas. Contudo, entendo que apenas fará sentido unificar freguesias em

Centros Urbanos em que os habitantes não têm o apego

sentimental à terra, onde a Junta de Freguesia funciona como uma mera repartição pública, onde poderão

obter documentos que necessitam. Nos meios rurais, muito mais pequenos, em

que todos se conhecem há um maior apego às suas ori-

gens, terra e tradições, em suma um maior bairrismo.

– Oficialmente já foi

contactado por alguma

Freguesia de Agilde – Órgãos Autárquicos

entidade, para esclare-

com o “Acordo verde”?

tactado por qualquer entidade sobre este assunto.

– E a Junta de Fre-

representam.

– Actualmente, quais

as verbas que recebe a

Junta de Freguesia de Agilde?

– A Freguesia de Agilde

recebe apenas as verbas do

habitantes o assunto da

das Freguesias, atribuído

guesia

de

Agilde

abordou com os seus

Reforma da Administração Local?

– Não houve necessida-

de, até à data, de alertar a população para um assunto que apenas está em estudo.

– Na prática e peran-

te o que já é conhecido, quais são as implica-

Fundo de Financiamento a todas as Freguesias com

menos de 5.000 habitantes, ou seja 33. 482 euros anuais.

Enquanto

Presi-

dente de Junta, ao lon-

go destes anos, o que mais o marcou?

– Durante estes anos o

ções para a sua fregue-

que mais me marcou foi a

– Tanto quanto eu tenho

guesia de Agilde sofreu,

sia?

conhecimento, através do

Comunicação Social, a Freguesia de Agilde mantém-se tal e qual. –

Neste

penhar

pelos

novos

os novos Presidentes de

Junta terão, em meu enten-

der, trabalhos acrescidos e por vezes muitas incompreensões pois estarão perante necessidades diferentes, consoante as freguesias que

necessárias e sentir-se im-

potente para as concretizar por falta de verbas.

– Quais as obras mais

necessárias na Fregue-

essencialmente em infra-

– A obra que mais me

sia?

-estruturas tais como:

aflige neste momento é a

da Junta

Agilde, a par do arranjo do

– Construção da Sede

– Rede viária,

água,

– Fornecimento de

– Desporto e lazer

Presidentes da Junta?

– Perante esta situação

concretizar obras que são

transformação que a Fre-

contexto,

qual e o papel a desem-

Presidentes, ou seja, querer

– melhoria da ilumina-

ção publica.

– Quais as dificulda-

des que sente enquanto Presidente da Junta?

– As dificuldades do Pre-

sidenta da Junta de Agilde, são comuns aos restantes

ampliação de cemitério de parque de estacionamento em frente à Igreja Paroquial, bem como a constru-

ção da Capela Mortuária, há muito reivindicada por toda o População de Agilde.

Não posso contudo ignorar o saneamento básico, me-

lhorias em alguns acessos viários assim como o arranjo das bermas dos existen-

tes. Lembro-me ainda da

vertente social. Cada vez há

mais carências nas famílias. – O que pensa do fu-

turo da sua Freguesia?

– Penso que perante a

situação actual do País não

se vislumbram grandes realizações o que me deixa a

mim, assim como à popula-

ção de Agilde muito triste. Entendo que mereceríamos

melhor sorte. Vivemos no interior e como tal somos penalizados duplamente.

– Quer deixar uma

mensagem aos habitantes de Agilde?

– A mensagem que nes-

te momento me ocorre para dirigir aos habitantes de

Agilde é que tenham esperança que melhores dias vi-

rão. Depois da tempestade vem a bonança.

Assembleia de Freguesia

Presidente:

Maria Isabel Gonçalves Marinho 1.º Secretário: Manuel Macedo Gil 2.º Secretário: António Durães da Costa Presidente da Junta:

Secretário da Junta:

Tesoureiro da Junta:

Manuel Alves Marinho, natural da freguesia de Agilde e residente no lugar do Casal. Nasceu em 16 de Março de 1951, filho de Adriano Alves Marinho e Joaquina Alves, cumpre o quarto mandato à frente dos destinos desta freguesia.

Agostinho da Cunha e Silva, natural da freguesia de Agilde e residente no lugar de S. Pedro. Nasceu em 21 de Maio de 1948, filho de Joaquim Pinto Teixeira da Silva e Joaquina Ribeiro da Cunha, exerce o quarto mandato no executivo da Junta.

Miguel Carvalho Lemos, natural da freguesia de Agilde e residente no Ladário. Nasceu em 10 de Agosto de 1955, filho de José Moreira Lemos e Gravelina de Carvalho, cumpre o quarto mandato nos órgãos da Junta de Freguesia.

Vogais Manuel Teixeira de Oliveira Maria de Lurdes Lemos Lopes Bruno Filipe Mendes Nogueira Cristina Fernanda Coelho Nogueira António Joaquim Coelho Marinho José Moreira Lopes


UMA RONDA PELAS FREGUESIAS

IV

AGILDE

Moinho do Assento

Busto do P.e Alcídio da Cunha

Interior da Igreja Matriz

Capela do Senhor de Bonfim - Alijão

Casa de Carvalheira

Capela de Nossa Senhora da Rosa

Capela de S. Pedro do Ó

Edifício da Sede da Junta de Freguesia

Cruzeiro de S. Pedro

Alminhas de Várzea

Construções em miniatura


22-12-2011

O POVO DE BASTO

Numa fase tão sombria do mundo em que vivemos, em que tudo questionamos, e em que tudo se torna incerto, cabe a cada um de nós decidir se vai ou não baixar os braços, se vai ou não atirar com a toalha ao chão, e entrar numa espécie de depressão colectiva que a todos ameaça contagiar. A decisão é de cada um e ao mesmo tempo é de todos. Pela minha parte já decidi, e digo que não me resigno, e lutarei sempre de forma activa contra o desemprego, a fome, a falta de cuidados de saúde, o esquecimento dos idosos, a falta de horizonte e condições para os jovens, e a asfixia da economia e das empresas do nosso país. É bem verdade que se cada um fizesse bem o seu trabalho ao longo dos anos, nós não estaríamos como estamos hoje, mas também é verdade que se cada um fizer bem o que tem a fazer no presente, nós iremos conseguir vencer os desafios do futuro. Aqui na nossa terra, assumimos as nossas responsabilidades, e não nos desculpamos pelas falhas dos outros. Lutamos, trabalhamos e acreditamos com muita confiança no futuro da nossa comunidade. Pela minha parte, e também pela parte do nosso município, iremos continuar o nosso trabalho com uma determinação e vontade cada vez maior, para através do desenvolvimento económico e social do nosso concelho, darmos também a nossa quota-parte de contributo pelo progresso do nosso país. Com a noção da realidade, mas com um sentimento positivo, aproveito para lhe desejar um Santo Natal, e um Bom Ano de 2012. Com os melhores cumprimentos,

Dr. Joaquim Mota e Silva Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto

15


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 16 “O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de “Escrituras Diversas” número quarenta e nove-A, desde folhas cinco e seguintes, foi lavrada em dez de Novembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela outorgado como justificantes: JOSÉ TEIXEIRA DA SILVA, C. F. n.° 167 915 070, portador do bilhete de identidade n.° 3539613, emitido em 17/06/2004, pelo MNE de Lisboa, natural da freguesia de Agilde, Celorico de Basto e mulher ROSA RIBEIRO NUNES, C. F. n.° 167 915 061, portadora do bilhete de identidade n.° 3530975, emitido em 23/03/2006, pelo MNE de Lisboa, natural da freguesia de Fervença, Celorico de Basto, residentes no lugar da Ribeira, da dita freguesia de Agilde, casados sob o regime da comunhão de adquiridos. MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte: Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, dos seguintes prédios rústicos, situados na freguesia de Agilde, Celorico de Basto, não descritos na Conservatória do Registo Predial deste concelho: UM

– “TAPADA DA RIBOSA DE MATO”, com a área de quinze mil e cem

metros quadrados, sito no lugar da Ribeira, a confrontar de norte com Manuel Leite da Silva, nascente com ribeiro, e dos restantes lados com Teotónio Pimenta Marinho e Irmãos, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 930, com o valor patrimonial de cinquenta e sete euros e vinte cêntimos.

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO

CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de “Escrituras Diversas” número quarenta e nove - A, desde folhas trinta e seguintes, foi lavrada em vinte e quatro de Novembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela outorgado como justificantes: PRIMEIROS: JOSÉ ALBERTO COELHO DE MESQUITA, C. F. n.° 114 361 096, portador do bilhete de identidade n.° 3187714, emitido em 27/05/2004, pelo SIC de Braga, natural da freguesia de Britelo, concelho de Celorico de Basto, e mulher MARIA AMÉLIA COELHO DA SILVA CLEMENTE MESQUITA, C. F. n.° 138 805 423, portadora do cartão de cidadão n.° 03469278, válido até 01/09/2013, natural da freguesia de Moreira de Castelo, Celorico de Basto, residentes na rua do Nascente, da dita freguesia de Britelo, casados sob o regime da comunhão de adquiridos. MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte: Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio rústico, denominado “ROSSO ABAIXO DO CAMINHO PÚBLICO DE MATO”, sito no lugar de Crespos, freguesia de Britelo, Celorico de Basto, com a área de dois mil e três metros quadrados, a confrontar de norte com caminho público, sul com Valentim da Silva Gonçalves Sampaio, nascente com José Francisco da Silva Gonçalves Sampaio e de poente com Eusébia Lopes Ferreira e Costa de Andrade e Castro, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante marido, sob o artigo 1336, com o valor patrimonial e atribuído de mil duzentos e dez euros. Que, adquiriram o dito prédio, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e oitenta e sete, por doação verbal, de Maria Clementina Pereira Leite e marido Bernardino Mário de Sousa, residentes que foram na rua Dr. José de Lima, n.° 61, freguesia de Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia. Não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, não obstante eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantiveram na posse e fruição do aludido prédio, possuindo assim o dito prédio em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por ele proporcionadas, nomeadamente colhendo lenha e mato, pagando a respectiva contribuição autárquica, com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano

– “CERRADO DA CUMIEIRA DE CULTIVO”, com a área de dois

de mil novecentos e oitenta e sete, adquiriram o aludido prédio por usucapião, título esse que por sua natureza não é

mil quatrocentos e cinquenta metros quadrados, sito no lugar de Outeiro, a

susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo

confrontar de norte com caminho público, sul com caminho de servidão,

predial.

DOIS

nascente com José Teixeira Gonçalves e de poente com Joaquim Gomes, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1080, com o valor patrimonial de cento e nove

ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Celorico de Basto, 24 de Novembro de 2011

euros e setenta cêntimos.

A Colaboradora da Notária, a) Elisabete Gomes

TRÊS – “TAPADA DA CUMIEIRA DE MATO”, com a área de vinte e um mil e cem metros quadrados, sito no lugar de Outeiro, a confrontar de sul com caminho público, poente com José Mendes, e dos restantes lados com Teotónio Pimenta Marinho e Irmãos, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1093, com o valor patrimonial de trinta e sete euros e trinta e nove cêntimos. Que, adquiriram os citados prédios, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e oitenta e dois, por doação meramente verbal, de

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO

Manuel Leite da Silva e mulher Laurinda Lopes Teixeira, residentes que foram no referido lugar da Ribeira. Não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, não obstante, eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição dos aludidos prédios, possuindo assim os ditos prédios em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por eles proporcionadas, com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos e oitenta e dois, adquiriram os aludidos prédios por usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo predial. ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Celorico de Basto, 11 de Novembro de 2011 A Colaboradora da Notária, a) Elisabete Gomes

CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de «Escrituras Diversas» número quarenta e nove - A, desde folhas quarenta e cinco e seguintes, foi lavrada em cinco de Dezembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela outorgado como justificantes: JOSÉ PEREIRA DE CASTRO, C. F. n.° 177 042 206, e mulher, ROSA MARIA DE SOUSA GONÇALVES, C. F. n.° 129 462 594, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, portadores, ele do bilhete de identidade n.° 3846284, emitido em 04/06/2008, pelo SIC do Porto, ela do cartão de cidadão n.° 07817616, válido até 14/09/2015, naturais, ele da freguesia de Santa Senhorinha (Basto), concelho de Cabeceiras de Basto, ela da freguesia de Basto (S. Clemente), concelho de Celorico de Basto, residentes na Rua Bernardim Ribeiro 166H 2° esquerdo frente, São Mamede de Infesta, Matosinhos. MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte prédio rústico situado no lugar de S. Sebastião - Gandarela, freguesia de Basto (S. Clemente), concelho de Celorico de Basto, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho: «LEIRAS DA CASA», com a área de trezentos e setenta metros quadrados, a confrontar de norte e nascente com estrada, de sul com António Leite, e de poente com caminho público, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante marido, sob o artigo 3459, com o valor patrimonial e atribuído de setecentos e quarenta euros. Que, adquiriram o citado prédio, em dia e mês que não sabem precisar, por volta do ano de mil novecentos e oitenta, por doação meramente verbal, de Manuel Sousa Lima e mulher Maria da Conceição Alves Meira Lima, residentes no Lugar de S. Sebastião - Gandarela, freguesia de Basto (S. Clemente), concelho de Celorico de Basto. Não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do

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direito de propriedade plena. Que, não obstante, eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição do aludido prédio, possuindo assim o dito prédio em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por ele proporcionadas, nomeadamente colhendo lenha e mato, com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos e oitenta, adquiriram o aludido prédio por usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo predial. ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Celorico de Basto, cinco de Dezembro de 2011 A Colaboradora da Notária a) Elisabete Gomes


22-12-2011

17

O POVO DE BASTO

UMA ROMARIA DO VISO MEMORÁVEL 2 – A parte Vespertina

(Continuação do número anterior) À medida que o vinho descia dentro das pipas, subia na festa da Senhora do Viso a animação, com os tramboleiros de Caçarilhe a zuparem com toda a força nos bombos, e com as duas bandas a soprarem os bofes para dentro das requintas e dos trombones. A gente nova cantava e dançava, e a garotada, enquanto uns sentados pelos penedos saboreavam rubras fatias de melancia, outros faziam lembrar, com os assobios de barro, os grilos numa sesta do mês de S. João. Os apreciadores da boa pinga, esses aglomeravam-se junto das tendas das pipas, correndo as canecas de mão em mão, e de boca em boca; e o que esgotasse a caneca, mandava a tradição que a fizesse encher de novo. Assim, quando o sagrado elixir das cepas começava a revelar nos bebedores o seu espírito, era de vê-los levantarem na testa a aba do chapéu, retorcerem os fartos e longos bigodes, e desatarem a falar com manifesta vontade das suas gargantas; porque o vinho alegra o coração do homem, ... e entristece o das mulheres: não de todas, porque aquelas que depois de beberem passam a palma da mão a varrer do lábio de cima para o de baixo, essas – segundo um afamado bebedor desse tempo – competem com os homens na exibição das qualidades da milagrosa «pomada». Mas, enquanto neles – se não tiverem mãozinhas rápidas a reequilibrar o corpo – é o nariz (ou a testa) que apara o choque, nelas é o traseiro que sofre as consequências da oscilação do centro de gravidade. Quando chegou a hora da procissão as duas bandas de música deixaram os coretos, e os romeiros foram-se aproximando do percurso que ela ia seguir. À frente vinham os tramboleiros de Caçarilhe a abrirem o caminho, e atrás deles seguiam duas linhas de porta-bandeiras, enquadrando o desfile de figurado bíblico, dos estandartes das irmandades e dos grandes andores, dois dos quais levavam cada um o seu enorme cacho de uvas a baloiçar ao lado do santo, e a despertar a cobiça de muitas bocas. Debaixo do pálio – que um grupo de mulheres que observavam o desfile dizia ir do avesso – seguiam os abades de Borba, de Carvalho e de Infesta, e, atrás deles, as bandas de música, tocando alternadamente: a de Celorico – o «Queremos Deus», e a de Mondim – o «Salve Nobre Padroeira».

Conversa de caçadores – com sardinhas fritas e vinho verde Quando a procissão já subia de novo do cruzeiro para a capela, dois homens que tinham estado a observá-la, deixaram os sítios em que estavam e dirigiram-se para a tasca de Alijó. Já não eram rapazes, mas também não eram velhos. O que parecia ter mais idade tratava o outro por Andrade, e este nomeava o companheiro por Cerqueira. Eram

conhecidos e amigos, mas não eram vizinhos, pois viviam em freguesias diferentes lá para as bandas do Tâmega. E, sentados ali num banco, começaram a fazer o que era próprio daquele lugar: comer, beber e conversar. Logo que provaram a pinga olharam um

Por J. Baptista A. de Araújo o doutor F. disse para o meu tio: «Estão-me a saber que nem vitela assada». – «É verdade senhor dr, elas fazem uma bela cama para uma boa pinga» – respondeu-lhe o meu tio. A certa altura o meu tio piscou os olhos ao

Capela de Nossa Senhora do Viso, Romaria de 1947. Fotografia de António Abraão de Sousa

para o outro a darem sinal de que a qualidade da dita a ambos satisfazia, e ambos deixava bem dispostos para falarem do que mais os entusiasmava: tudo o que dissesse respeito a caça: bons sítios de batida, cães, espingardas, pólvoras, chumbos, ... Eram dois caçadores que manifestamente se sentiam felizes ali no cimo da serra do Viso. A dada altura o Andrade disse para o companheiro: – Quem tinha sempre bons cães era o seu tio ferrador. – Era. Conheci-lhe lá um que lhe tinha vindo muito pequenino das bandas de Vieira do Minho por intermédio de um colega de Cabeceiras, e que morreu muito velhinho. Dizia-se naquele tempo que era o melhor cão de perdiz que havia por estas redondezas. – O seu tio caçava muito com o médico dr. X! – Eram de facto muito amigos. Contava o meu tio que um ano, no primeiro dia de caça – faz hoje anos (porque já nesse tempo a caça abria no dia da Senhora do Viso) – saíram cedo a bater o monte por cima de S. Caetano, pela Rasa, e que depois de petiscarem qualquer coisa em Nespereira na loja do Maia, saíram daí para as Impostas, vindo depois a bater a serra até aqui ao Viso. Chegados aqui, após um dia que lhes saíra sortudo, como era dia de festa, fizeram o mesmo que nós estamos a fazer. O tasqueiro também tinha sardinhas fritas para aperitivo do vinho verde, e eles agarraram-se a elas, sentando-se ao lado de umas mulheres que já aí estavam a fazer o mesmo. Após as primeiras bocadas

médico fazendo sinal para o lado das vizinhas de banca, as quais, a passagem de um sujeito que elas deviam conhecer por serem da mesma terra, as tinha deixado a comentar certos factos, dando a entender que ele se desentendera com a mulher por causa de uma nascimento que se lhe afigurara algo suspeito. Quando acabaram de comer, a mulher que parecia ser a mais velha chamou: «Ó vendeiro, faça-nos a conta....» e, metendo a mão na abertutra da saia, tirou de lá as moedas que entregou ao tasqueiro e partiram. Como o meu tio – continuou o Cerqueira – comia e bebia com mais canseira que o médico, a conversa daquelas mulheres trouxera-lhe à lembrança um caso que se tinha passado há alguns anos com ele e com um fidalgo de Basto que quase podia ser seu neto e se intitulava doutor, mas não de Medicina, nem de Veterinária. O meu tio começou a contar-lhe como foi que se encontrou com o dito fidalgo.

As confusões de um fidalgo – Um dia – disse o meu tio – fui chamado a uma freguesia vizinha para ver a boca a uma vaca que comia mal, e fiz-lhe o tratamento. Quando vinha a sair fora do quinteiro daquele lavrador, encontro-me com um senhor que me diz: – Ai! estás aqui! vais ver a minha égua. – Eu acompanhei-o, ele abriu a porta da estrebaria, e disse: – Que te parece dela? – É bonita, e está bem tratada. continua na página seguinte


O POVO DE BASTO

24 18 continuação da página anterior

– Mandei-a achegar. Estará prenhe? Eu examinei-a e disse-lhe: – Está prenhe. – De certeza? – De certeza, senhor doutor... Passado tempo voltei a ser chamado para fazer novo tratamento à mesma vaca e, calhando de o dono da égua saber que eu estava em casa do seu vizinho, foi ter de novo comigo, mas de má cara, e esbarrou-me com esta: – Afinal, disseste que a minha égua estava prenhe e ela era tão prenhe como tu! – A égua era prenhe. – Era prenhe e não pariu? Eu já estava a ficar um bocado aborrecido com o modo dele e disse-lhe: – Vamos lá ver a égua. Quando lá chegamos ele abriu a porta e eu, mesmo cá de fora reafirmei: – A égua é prenhe. – É prenhe?... Onde vão já os nove meses... – Não são nove meses, senhor doutor fidalgo: são doze... Voltei-lhe as costas e fui-me embora. Quando o meu tio contou isto, o médico desatou a rir e não conseguia conter o riso. Quando se dominou, levantou-se e disse: «Vamos embora». Soltaram os cães e lá foram descendo a serra a caminho de casa. E quer saber, senhor Andrade, a razão porque o médico não continha o riso? Um dia à tarde andava o tal fidalgo a passar o tempo numa leira da quinta onde andava um criado a cavar terra, e a dada altura chega alí uma criada muito aflita a dizer: – «Ó senhor doutor, a Senhora está muito mal, muito mal...» e voltou a correr para casa com a mesma aflição. O fidalgo vira-se para o criado e diz-lhe: «Vai-me já a ... (tal parte) chamar o médico, mas corre daqui até lá.» O criado atirou com a enxada, saltou a borda e desatou a correr até à freguesia vizinha em que morava o tal médico – que por sinal era o amigo do meu tio; bateu à porta e, quando vieram atender, com dificuldade conseguiu transmitir o recado do fidalgo. O médico montou o cavalo e em pouco tempo estava junto da doente. Examinou-a e, saindo do quarto, disse para o marido: – Está a correr bem... – Que doença tem ela doutor? – Oh! Que doença há-de ter! É o parto... – Não pode ser doutor; ela ainda não tem doze meses! ...........

Fim de festa

A procissão já tinha recolhido por completo e os dois caçadores estavam com esta conversa quando se deu conta de um reboliço dos diabos lá para o fundo do terreiro, do lado do Rego. O Andrade disse: – Queira Deus que não andem já à pancadaria! Ele a acabar de dizer isto, e vê-se aparecer, vindo daquele lado, o Administrador do Concelho acompanhado de dois cabos da sua guarda. – Não é desordem! – disse o Andrade. Parece que se ouve roncar, mas aqui não há estrada perto – disse o companheiro – Vamos por aí abaixo ver o que se passa... O povo está acolá pela encosta acima e no adro todo

pasmado a olhar lá para baixo... Vamos ver. Pouco andaram, porque toparam três músicos que vinham de lá a falar e a rir-se, e ele perguntou a um: – Ó Raul, que há para aí?... – Um automóvel no Viso, senhor Andrade!... – Um automóvel no Viso?! .... – Está ali à vista de toda a gente. – Essa foi a que esqueceu ao Diabo .... E, olhando para o companheiro, perguntou: – Que lhe parece amigo Cerqueira? – Homem de arrojo! – Homem de arrojo, e foi mal recebido – disse um dos músicos; mas a paga da feia acção caiu logo sobre quem a praticou. Apenas chegou, o homem deu ali ao fundo do terreiro da festa umas voltas com o automóvel, mas o Administrador, que estava por perto, acercou-se dele com os cabos, e, alegando que o homem estava bêbado, tentou expulsá-lo. Estava porém próximo um senhor que parecia ser pessoa-de-bem, e que, ao ver aquele preparo, se aproximou do automobilista e disse-lhe, apontando para um terreno ao lado: « – Senhor Rocha! ponha o seu automóvel ali, que esse terreno é meu, pago contribuição dele, e ninguém o põe de lá fora». O automobilista arrumou lá o carro e logo muitos amigos, que devem ser do Rego, se ajuntaram à volta dele. O músico – que os colegas tratavam por Silva – continuou: Estava próximo uma mulher com uma jumenta carregada com dois sacos de crivos e de peneiras, que se preparava para ir embora, e que, não gostando da atitude do Administrador, resmungou para os que estavam à volta dele referindo-se a este: – «Que é que aquele senhor tinha de se ir meter com o dono do automóvel?! O tojo que o carro calcou não era dele, nem o dono do terreno lhe apresentou queixa... ». Resultado: o Administrador ao levar daquelas pelas barbas, baixou as orelhas e – como se costuma dizer – meteu o rabo entre as pernas, e foi-se embora. Ora! Que é que ele veio fazer ao Viso? – Manter a ordem – disse uma voz do lado. – Olha! manter a ordem no Viso com uns paisanas mantidos a cebolas e água pé!... Essa também está boa!... Eu perguntei à mulher do jumento se ela conhecia o dono do automóvel.. – Se conheço?! Eu todas as quartas-feiras vou a casa dele e não havia de o conhecer?! Olhe que ele é um dos primeiros camionistas de Fafe, dono da Mercearia e Pensão Sanica, e ali em S. Bartolameu pôs outra loja de mercearia e vinhos. E, voltando-se lá para cima para a capela, orou: – Nossa Senhora do Viso, dai-me juízo até à hora da morte, e não vos esqueçais também. Senhora, da mioleira do Administrador..., e, benzendo-se, puxou pelo cabresto da jumenta e lá se foi. Ao passar junto do grupo que envolvia o automobilista bradou: – Ó senhor Rocha, até amanhã se Deus quiser! – Vá com Deus, senhora Rosalina!. – Quando chegar a casa as galinhas já não me tiram o pão da mão... Estava o músico a contar isto aos dois amigos, quando um colega olhou para trás e disse: – O homem do automóvel vem aí!

22-12-2011 16-7-2011 Os músicos seguiram para o coreto e os dois amigos voltaram para onde tinham estado antes do sobressalto. Viram o grupo que acompanhava o automobilista passar na frente do Administrador, e o Andrade ao vê-lo disse para o companheiro: «Aquele homem também é caçador. Eu já o vi a caçar e mais o senhor Antoninho de Nespereira...». E os dois ficaram a observar o grupo que lhes passou na frente: O automobilista, bem apresentado e de falar desenganado, disse para a dona da tasca: – Senhora Albertina, tire aí uma caneca de vinho! Ela encheu a caneca e passou-lha para a mão; então ele sobe para cima do carro, coloca-se ao lado da pipa, traça a perna direita sobre o joelho esquerdo e, firme como uma estátua, virando-se cara a cara para o Administrador que se encontrava a cerca de dez metros de distância, com o braço bem estendido, levanta no ar a caneca do vinho sem deixar cair uma gota. Esta cena foi presenciada pela multidão que se encontrava naquele local, e quando o homem desceu do carro para junto dos amigos, o sobrinho do Ferrador comentou: – Leve esta, senhor Administrador. – Ó amigo Cerqueira, será este ainda aparentado com o que contava nove meses de prenhez da égua, e doze à da mulher? Os dois amigos foram-se dali, e o Administrador, despachando os cabos – que desceram em grupo para os lados de Alfarela – seguiu para o lado do cruzeiro processional da ermida. Enquanto as bandas de música executavam os últimos trechos do seu reportório, o celebrado camionista de Fafe e os seus amigos bebiam alegremente na tasca do vendeiro de Alijó, mas a dada altura ele disse para os seus amigos: – «Vamos dar a esmola à Senhora»; e seguiram até à capela. A sombra do monte do Viso estendia-se já sobre as margens do Tâmega e os romeiros daquelas bandas, seguindo-a, iam, já com saudades, dizendo adeus às festas desse ano, ...até à da Senhora da Goma – na Pascoela do ano seguinte. Junto ao cruzeiro as duas bandas formaram alinhadas para, à vez, subirem a rampa da ermida e executarem as marchas de despedida. O Sol afundava-se ao longe por detrás dos montes da Penha e os garotos que desciam o monte para aquele lado perguntavam aos familiares o que era aquilo que se via brilhar no horizonte do Poente. – É o reflexo do sol na água do mar! – O mar é acolá? – E, parando uns instantes, ficavam a observar o espectáculo que só do alto do Viso podiam ver, dando depois a correr para apilharem os familiares. – Como a garotada gostava de ir à festa da Senhora do Viso! Entretanto o automóvel, que cometera a proeza de chegar ao alto do Viso sem estrada, voltou a descer o monte, com a estampa da Senhora do Viso colada no para-brisas e cercado de amigos do automobilista, os quais iam dando tombos às pedras que lhe impedissem a marcha, para o livrarem de dar alguma cambalhota na descida. E assim findou o dia!

(Continua no próximo número)


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O POVO DE BASTO

MISSA NA CAPELA DA SENHORA DA CONCEIÇÃO Na manhã do passado dia 8 de Dezembro a capela de Nossa Senhora da Conceição, na Vila de Celorico de Basto, abriu as portas para a celebração duma Eucaristia, por ocasião do dia da Padroeira. Esta capela tem sido objecto de obras de restauro por

Telef. /Fax 255 489 923 - Tel. (resid.) 255 321 450 Telem. 962 746 430 POÇA DE PEDRA T 4890-108 BORBA DA MONTANHA

Deseja aos seus estimados Clientes e Amigos Boas Festas e Feliz Ano Novo.

uma comissão que tudo tem feito para reabilitar aquele lugar de culto. Para isso tem apelado à generosidade da população através de vários meios. O município também não ficou alheio e contribuiu na medida do possível. Esta celebração não constituiu a inauguração da Capela, mas foram muitos os que quiseram voltar a pisar um local onde as celebrações religiosas foram abandonadas há mais de trinta anos. Bem haja a Comissão que em boa hora meteu ombros a tão nobre tarefa.

Ana Teixeira ESTETICISTA

Edifício Mira Rio Rua Rodrigues de Freitas 4890 CELORICO DE BASTO

Telemóvel 967 226 554

Deseja Boas Festas e Feliz Ano Novo


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O POVO DE BASTO

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“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE MONDIM DE BASTO A cargo da Notária em substituição: Adelaide Monterroso Freixo EXTRACTO

Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, por delegação da Notária em Substituição, Adelaide Monterroso Freixo,

1.ª Publicação - “O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

Tribunal Judicial de Celorico de Basto Secção Única

com Cartório, sito na Avenida da Igreja, n.° 11, r/c, do concelho de Mondim de Basto, CERTIFICO narrativamente para

Avenida João Pinto Ribeiro T 4890-221 Celorico de Basto Telef. 255 320 180 Fax 255 321 067 Mail: clbasto.tc@tribunais.org.pt

efeitos de publicação, que por escritura de justificação notarial lavrada no dia nove de Novembro de dois mil e onze, neste

ANÚNCIO

Cartório, de fls. cinquenta a cinquenta e uma - verso, do livro de notas para escrituras diversas n° Quinze -A, FERNANDO GOMES MARTINS, C. F. n.° 167 047 140, e mulher MARIA ALICE CARVALHO MEIRELES, C. F. n.° 187 047 159, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ele portador do bilhete de identidade n.° 16672537, emitido em 04/11/2004, pelo SIC de Vila Real, ela portadora do cartão de cidadão n.° 07071818, válido até 12/12/2013, ambos naturais da freguesia do Bilhó, Mondim de Basto, onde residem no lugar de Pioledo, declaram que com exclusão de outrém e por deles ter uma posse em nome próprio, pública, pacífica, contínua e por tempo bastante para, mesmo não documentada, os haver adquirido como efectivamente adquiriram, por usucapião, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, todos sitos no lugar de Pioledo, na freguesia do Bilhó, concelho de Mondim de Basto e todos não descritos na Conservatória do Registo Predial deste concelho: UM – Prédio urbano, composto de casa de r/c, 1.° andar, com a área coberta de setenta metros quadrados e descoberta de quarenta e sete metros quadrados, a confrontar de norte com José Carvalho, sul e poente com Caminho Público, nascente com António Carvalho, sob o artigo 1040, com o valor patrimonial e atribuído de cinco mil e quatrocentos euros. DOIS — Prédio rústico, denominado “Vanga”, composto de cultura arvense de regadio e mato, com a área de mil e novecentos metros quadrados, a confrontar de norte com Ribeiro, sul com António Joaquim Gomes Fraga, nascente Avelino Carvalho Meireles e de poente com Augusto Carvalho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1904, com o valor patrimonial e atribuído de cento e um euros e dezassete cêntimos. TRÊS – Prédio rústico, denominado “Quinchosinhos”, composto de cultura arvense de sequeiro, mata de carvalhos e pastagem, com a área de três mil novecentos e dezoito metros quadrados, a confrontar de norte com Francisco Ribeiro, sul com Teresa Gomes, e nascente com António Joaquim Gomes Fraga e de poente com António Carvalho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1934, com o valor patrimonial e atribuído de trinta e sete euros e vinte e cinco cêntimos. QUATRO

– Prédio rústico, denominado “Feiteira” composto de mata, pinhal e carvalhos, com a área de dois mil

duzentos e vinte e cinco metros quadrados, a confrontar de norte com Paulo Meireles Moreira, sul com Junta de Freguesia, nascente com Caminho Público e de poente com Augusto da Costa Carvalho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1958, com o valor patrimonial e atribuído de nove euros. CINCO – Prédio rústico, denominado “Vale da Buraca” composto de mato, com a área de duzentos e sessenta e seis metros quadrados, a confrontar de norte e sul com António Costa Carvalho, nascente com Belmiro Gomes Fraga e de poente com Cemitério, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2062, com o valor patrimonial e atribuído de um euro e setenta e sete cêntimos. Que, adquiriram os ditos prédios, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e setenta e seis, por doação meramente verbal, de Serafim Meireles e mulher Silvina Carvalho, casados no regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no lugar de Pioledo, freguesia do Bilhó, Mondim de Basto, não tendo sido porém titulada esta aquisição, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, desde então, estão efectivamente na sua posse e fruição e com aproveitamento de todas as utilidades dos prédios, nomeadamente, ocupando-os e conservando-os com benfeitorias várias e sucessivas e suportando os respectivos encargos, em nome próprio, fazendo-o de boa fé, pacificamente, por forma continuada e ininterrupta, à vista de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, agindo sempre de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade e por todos sendo reputados como seus proprietários. Assim e por este meio, são avisados quaisquer interessados para impugnar em Juízo, durante o prazo de trinta dias, a contar da publicação deste extracto, o direito justificado, nos termos do disposto no n.° 1 do art. 101 do Código do Notariado. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial de Mondim de Basto, em onze de Novembro de 2011.

A Colaboradora da Notária em Substituição, a) Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, n.° 366/2

(Autorizada nos termos do art.° 8.° do Estatuto do Notariado e em conformidade com o disposto na portaria regulamentar, artigo 2.°, alínea b)

MORADIA EM ERMELO

Aluga-se ou vende-se mora-

dia T4 ou T2 para férias em Ermelo Mondim de Basto. A 4 Km das Fisgas de Ermelo para contactar de perto com a natureza e disfrutar do sossego da montanha. Em pleno Parque Natural da Serra do

Processo: 411/11.6TBCBT

Acção de Processo Ordinário

N/Referência:834665 Data: 28-11-2011

Autor: A Fábrica da Igreja Paroquial do Divino Salvador de Ribas Réu: Joaquim Alves de Carvalho e outro(s)...

Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando: Réus: Maria da Conceição Alves de Carvalho, estado civil: Casado, nascido(a) em 05-11-1952, NIF - 159579791, BI - 7147083, domicílio: Touça, Ribas, 4890-000 CELORICO DE BASTO; José Manuel Pereira Gomes, estado civil: Casado, nascido(a) em 09-06-1952, BI - 3311335, domicílio: Touça, Ribas, 4890-000 Celorico de Basto; Maria Rosa Alves de Carvalho, estado civil: Casado, nascido(a) em 10-06-1962, NIF -157226115, BI - 9350892, domicílio: Touça, Ribas, 4890-000 CELORICO DE BASTO, e Serafim Teixeira de Freitas, estado civil: Casado, nascido(a) em 01-09-1960, NIF - 144571552, BI - 6856661, domicílio: Touça, Ribas, 4890-000 Celorico de Basto, com últimas residências conhecidas na(s) morada(s) indicada(s) para, no prazo de 30 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a acção, com a cominação de que a falta de contestação importa a confissão dos factos articulados pelo(s) autor(es) e que em substância o pedido consiste em que o prédio rústico denominado “Leiras das Costeiras das Vinhas”, com a área de 11.900 m2, a confrontar de norte e poente com o caminho da Touça, de sul com o Ribeiro da Bífora e de nascente com terrenos da Casa da Touça de Além, descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho sob o n° 2153/20100910 - Ribas e inscrito na matriz respectiva sob o artigo 233, seja declarado pertença da autora e que tal prédio se estende para baixo do caminho da Touça e abrange a capela de Nossa Senhora da Conceição, o laranjal, a eira e o espigueiro, que seja declarado que toda a água captada pela mina embocada na estrema norte/nascente do “Cerrado da Touça” pertence ao identificado prédio da autora a título de servidão constituída por destinação do pai de família; e ver declarado que, também constituído por destinação do pai de família a favor da autora, há um direito de servidão de presa sobre o poço, cavado cerca de cinco metros para jusante da referida embocadura, para aí represar a água referida anteriormente, que os réus sejam condenados a reconhecerem e a respeitarem os declarados direitos da Autora, restituindo-lhe o prédio supra identificado bem como a água, tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. O prazo acima indicado suspende-se, no entanto, nas férias judiciais. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. Passei o presente e mais dois de igual teor para serem afixados. O Juiz de Direito, Dr(a). Ana Luísa Meirinho O Oficial de Justiça, Isabel Alves Notas: • Solicita-se que na resposta seja indicada a referência deste documento • As férias judiciais decorrem de 22 de Dezembro a 3 de Janeiro; de

Alvão.

domingo de Ramos a segunda-feira de Páscoa e de 16 de Julho a 31 de

Visite: http://fisgas-mondim-

Agosto.

debasto.blogspot.com Informa Tel. 253 655 118, 253 655 415 ou Telemóvel 937 455 036

• Nos termos do art.° 32.° do CPC, é obrigatória a constituição de advogado nas causas da competência de tribunais com alçada, em que seja admissível recurso ordinário; nas causas em que seja admissível recurso, independentemente do valor; nos recursos e nas causas propostas nos tribunais superiores.


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O POVO DE BASTO “O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE MONDIM DE BASTO A cargo da Notária em substituição: Adelaide Monterroso Freixo

EXTRACTO

Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, por delegação da Notária em substituição, Adelaide Monterroso Freixo,

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE MONDIM DE BASTO

com Cartório, sito na Avenida da Igreja, n.º 11, r/c, do concelho de Mondim de Basto, CERTIFICO narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura de justificação notarial lavrada no dia catorze de Dezembro de dois mil e onze, neste Cartório, de fls. sessenta e três a sessenta e cinco, do livro de notas para escrituras diversas n.º QUINZE-A, MANUEL

A cargo da Notária em substituição: Adelaide Monterroso Freixo

EXTRACTO

JOAQUIM CARVALHO MEIRELES, C. F. n.º 175 050 716, e mulher MARIA GOMES LOUREIRO MEIRELES, C. F. n.º 170 032 507, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, portadores dos bilhetes de identidade, respectivamente, n.º 3998429, emitido em 15/12/2005, n.º 9384438, emitido em 05/09/2003, ambos pelo SIC de Vila Real, naturais da freguesia de Bilhó, concelho de Mondim de Basto, onde residem no lugar de Pioledo, declaram que com exclusão de outrem e por deles ter uma posse em nome próprio, pública, pacífica, contínua e por tempo bastante para, mesmo não documentada, os haver

Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, por delegação da Notária em substituição, Adelaide Monterroso Freixo, com Cartório, sito na Avenida da Igreja, n.º 11, r/c, do concelho de Mondim de Basto, CERTIFICO narrativamente,

adquirido como efectivamente adquiriram, por usucapião, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, todos

para efeitos de publicação, que por escritura de justificação notarial lavrada no

sitos no concelho de Mondim de Basto e todos não descritos na Conservatória do Registo Predial deste concelho:

dia dezassete de Dezembro de dois mil e onze, neste Cartório, de fls. sessenta e

UM – Prédio urbano, composto de casa de habitação de r/c e 1.º andar, com a área de oitenta e nove metros quadrados, sito no lugar de Pioledo, freguesia do Bilhó, a confrontar de norte com Manuel Joaquim Carvalho Meireles, de sul e poente com Herdeiros de Serafim Gil, nascente com caminho público, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante marido, sob o artigo 65, com o valor patrimonial e atribuído de seis mil quatrocentos e oitenta euros. DOIS – Prédio rústico, denominado “Barrio”, a cultura arvense de sequeiro, com a área de duzentos e vinte e cinco metros quadrados, sito no lugar de Pioledo, a confrontar de norte e nascente com Carlos Minho, sul António Joaquim Gomes Fraga e de poente com Augusto da Costa Carvalho, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante marido sob o artigo 1929, com o valor patrimonial e atribuído de cinco euros e sessenta e nove cêntimos. TRÊS – Prédio rústico, denominado “Quinchoso”, a cultura arvense de regadio, com a área de quatrocentos e quarenta e quatro metros quadrados, sito no referido lugar de Pioledo, a confrontar de norte com herdeiros de Lino de Carvalho, sul com Francisco Ribeiro, nascente com caminho público e de poente com Serafim Gil Neto, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante marido sob o artigo 2123, com o valor patrimonial e atribuído de trinta e três euros e vinte e dois cêntimos. QUATRO – Prédio rústico, denominado “Baixada”, composto de pinhal e pastagem, com a área de três mil e duzentos metros quadrados, sito no lugar e freguesia de Ermelo, a confrontar de norte com Cândido Gil, sul com Joaquim Ferreira, nascente com rio Olo e de poente com junta de freguesia, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante marido sob o artigo 3181, com o valor patrimonial e atribuído de doze euros e oitenta e sete cêntimos. CINCO – Prédio rústico, denominado “Baixada”, composto de mata de carvalhos, com a área de seiscentos metros quadrados, sito no lugar e freguesia de Ermelo, a confrontar de norte com Francisco Gonçalves Gil, poente com caminho e dos restantes lados com Maria Gil, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante marido sob o artigo 3186, com o valor patrimonial e atribuído de dois euros e oitenta e nove cêntimos. SEIS – Prédio rústico, denominado “Britelo”, composto de pastagem, com a área de mil quatrocentos e cinquenta

oito a sessenta e nove, do livro de notas para escrituras diversas n.º QUINZE-A, VITORINO CARVALHO MINHOTO, C. F. n.º 142.951.412, viúvo de Maria Judite Costa Maio Marquês Minhoto, com quem foi casado sob o regime da separação de bens, natural da freguesia de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, onde reside no lugar com o mesmo nome, declara que com exclusão de outrem e por dele ter uma posse em nome próprio, pública, pacífica, contínua e por tempo bastante para, mesmo não documentada, o haver adquirido como efectivamente adquiriu, por usucapião, é dono e legítimo possuidor do prédio rústico, denominado “Roço da Regada”, composto de Roço da Regada com a área de mil quinhentos e sessenta e cinco metros quadrados, casa de r/c, 1.º andar e alpendre, com a superfície coberta de cinquenta e quatro metros quadrados, e palheiro de r/c, 1.º andar com a superfície coberta de vinte e nove metros quadrados, o que perfaz a área total de mil seiscentos e quarenta e oito metros quadrados, sito no lugar de Cruz de Baixo, freguesia de Arnoia, concelho de Celorico de Basto, a confrontar a norte com herdeiros de Manuel Teixeira Marinho, sul com Vitorino Carvalho Minhoto e Manuel Moreira Lopes de Campos, nascente com caminho público e de poente com Vitorino Carvalho Minhoto, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Celorico de Basto, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante, sob o artigo 2763, com o valor patrimonial de mil setecentos e vinte euros. Que o prédio foi por ele adquirido, por volta do ano de mil novecentos e noventa, por compra meramente verbal, a Fernando de Oliveira Lemos e mulher

metros quadrados, sito no dito lugar de Ermelo, a confrontar de norte com junta de freguesia, sul com Paula Meireles

Ema Maria Coelho Teixeira Marinho Lemos, residentes no lugar de Penouços, da

Moreira, nascente com Domingos Moreira e de poente com Alberto Gomes, inscrito na respectiva matriz em nome do

freguesia de Nogueira, concelho de Braga, não tendo sido celebrada escritura

justificante marido sob o artigo 3217, com o valor patrimonial e atribuído de um euro e oitenta cêntimos.

pública, motivo pelo qual o justificante não é detentor de qualquer documento

Que os prédios da verba UM, DOIS, TRÊS e SEIS foram pelo outorgante marido adquiridos, por volta do ano de mil

formal que legitime o seu domínio sobre o mesmo prédio.

novecentos e oitenta e três, por doação meramente verbal de Serafim Meireles e mulher Silvina Carvalho, residentes

Que desde aquela data, está efectivamente na sua posse e fruição e com

que foram no citado lugar de Pioledo, e os prédios da verba QUATRO e CINCO, foram adquiridos por volta do ano de

aproveitamento de todas as utilidades do prédio, nomeadamente, tratando

mil novecentos e oitenta e quatro, por compra meramente verbal, a Teresa Gil e marido Serafim Teixeira Meireles, que

das árvores e colhendo os seus frutos, conservando-o com benfeitorias várias e

residentes que foram no Brasil, não tendo sido celebrada escritura pública, motivo pelo qual os justificantes não são

sucessivas e suportando os respectivos encargos, em nome próprio, fazendo-o

detentores de qualquer documento formal que legitime o seu domínio sobre os mesmos prédios.

de boa fé, pacificamente, por forma continuada e ininterrupta, á vista de toda

Que desde aquelas datas, estão efectivamente na sua posse e fruição e com aproveitamento de todas as utilidades

a gente e sem oposição de quem quer que seja, agindo sempre de forma

dos prédios, nomeadamente, tratando das árvores e colhendo os seus frutos, conservando-os com benfeitorias várias

correspondente ao exercício do direito de propriedade e por todos sendo

e sucessivas e suportando os respectivos encargos, em nome próprio, fazendo-o de boa fé, pacificamente, por forma

reputados como seus proprietários.

continuada e ininterrupta, à vista de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, agindo sempre de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade e por todos sendo reputados como seus proprietários. Assim e por este meio, são avisados quaisquer interessados para impugnar em Juízo, durante o prazo de trinta dias, a contar da publicação deste extracto, o direito justificado, nos termos do disposto no n.° 1 do art. 101 do Código do Notariado.

em Juízo, durante o prazo de trinta dias, a contar da publicação deste extracto, o direito justificado, nos termos do disposto no n.º 1 do art. 101 do Código do Notariado. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL.

ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial de Mondim de Basto, em dezanove de Dezembro de 2011.

Assim e por este meio, são avisados quaisquer interessados para impugnar

A Colaboradora da Notária em Substituição, a) Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, n.° 366/2

(Autorizada nos termos do art.° 8.° do Estatuto do Notariado e em conformidade com o disposto na portaria regulamentar, artigo 2.°, alínea b)

VILAR DE FERREIROS MONDIM DE BASTO

Manuel Miradouro Machado

Cartório Notarial de Mondim de Basto, em dezanove de Dezembro de 2011. A Colaboradora da Notária em substituição, a) Maria Margarida Antunes de Lemos Oliveira, n.º 366/2 (Autorizada nos termos do art.º 8.º do estatuto do Notariado e em conformidade com o disposto na portaria regulamentar, artigo 2.º, alínea b)

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Autorizado pelas Câmaras Municipais a proceder à recolha de todo o tipo de sucata (electrodomésticos, automóveis, etc.) Fazemos recolhas quinzenalmente Contacte-nos pelo telemóvel 919 763 959


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O POVO DE BASTO

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Fanfarra de Veade está de volta cerca de 20 elementos já iniciaram os ensaios, mas ainda

continuam

abertas

as inscrições de jovens que pretendam fazer parte desta formação musical.

Orgãos Sociais para o biénio 2011/2013

RECADO DADO Sempre que se proporciona uma deslocação a Fátima não hesito, um segundo que seja, para decidir avançar. Foi o que sucedeu na manhã do passado dia 7 ao ser desafiado por um amigo meu, que tinha lá afazeres, para o acompanhar. E como eu quantas mais pessoas não tem o mesmo desejo, e só o não fazem por falta de oportunidade! A propósito recordo o que ouvi de amigo galego que sabendome com habitação nas vizinhanças de Fátima perguntou quantas vezes durante o ano eu visitava o Santuário, e quando lhe disse

Assembleia-geral: Presidente: Rui Manuel Gonçalves Freitas

que talvez umas 8 ou 9, ele ficou espantado dizendo: Non sabedes aproveitar! E não.

1º Secretário: Ana Maria Correia Fernandes 2º Secretário: Maria das Dores Gonçalves da Silva

Direcção: Presidente: José Francisco A Fanfarra da Juventude de

de Celorico de Basto e foi

Veade – Associação Cultural

recebida com grande pompa

e Recreativa foi constituída

e circunstância na Câmara

no dia 16 de Novembro de

Municipal

1994, no Cartório Notarial

Concelho, na praça Albino

de Celorico de Basto, pelos

Alves Pereira.

nos

Paços

do

sócios fundadores, Maria da

Durante mais de seis anos

Conceição Moura Gonçalves,

actuaram em inúmeras festas

Maria Rosa Ribeiro Ramos

e romarias nos concelhos de

e José Francisco Carvalho

Celorico, Cabeceiras, Mondim

Machado. Faziam parte do

de Basto, Ribeira de Pena, Fafe

grupo mais de 30 elementos,

e Amarante.

maioritariamente da fregue-

Depois atravessaram uma

sia de Veade e outros de

fase com grandes dificuldades

localidades

mas

e acabaram por estar inactivos

todos com o mesmo gosto

até Agosto deste ano, mas

pela música.

por iniciativa do Presidente

próximas,

No entanto, a sua primeira

da Direcção da Associação,

actuação aconteceu durante

Francisco

Machado,

após

as Comemorações do 25 de

várias diligências, reactivou a

Abril de 1992, onde percorreu

Fanfarra de Veade.

as principais artérias da Vila

Presentemente

Carvalho Machado Vice-presidente:

Tânia

Daniela Magalhães Portilho Secretário: Natália Cristina de Sousa Ramos Tesoureiro: Maria Rosa de Freitas Gonçalves 1º Vogal: Fernanda Maria Magalhães da Silva Freitas 2º Vogal: José Francisco Teixeira de Moura 3º

Vogal:

Conceição

Alzira

Alves

da

da Silva

Moura

Conselho Fiscal: Presidente:

António

Augusto Teixeira Oliveira Relator: Rui Miguel Alves Meireles Vogal:

Enquanto o meu amigo foi tratar dos seus deveres, fiquei eu com tempo livre para visitar a capelinha das Aparições e na basílica assistir à Santa Missa. Mas adiante, não foi com o objectivo de revelar as minhas disposições de índole espiritual que venho a terreiros, mas antes para divulgar neste espaço o inesperado encontro que tive com um amigo de longa data, também amigo da região de Basto e de Nossa Senhora da Graça fervoroso devoto, que há muito tempo não encontrava. Refirome ao Sr. Padre Manuel de Oliveira Couto que conheci como pároco de São Pedro de Britelo (Celorico de Basto), e nessa condição fundador e director do jornal Terras de Basto e o mesmo em relação à Rádio Região de Basto. Homem de fé e muita cultura, com um dinamismo de causar inveja.

Carlos

Magalhães Portilho

com

Miguel

Natural de Fafe, onde nasceu a 2 de Julho de 1938, o Padre Couto foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1965. A residir na Póvoa de Varzim, a missão actual do Sr. Padre Couto é a de confessor e pregador que desempenha aonde é solicitado, mormente no Santuário de Fátima. Ali o surpreendi quando vinha a sair do parque da Casa de Nossa Senhora do Carmo. E não só me desculpou o atrevimento como me encomendou que desse um abraço do tamanho dele a todos os habitantes de Terras de Basto. Aqui fica o recado dado. Costa Pereira

- António Ilídio Machado, Unipessoal, Lda. S. SILVESTRE T (JUNTO À BIBLIOTECA) CELORICO DE BASTO TEL./FAX 255 323 067 Fanfarra de Veade em Fermil de Basto no ano de 1994

Deseja aos estimados Clientes, Fornecedores e Amigos Boas Festas e Feliz Ano Novo


22-12-2011

BILHÓ TENTA O APOIO À TERCEIRA IDADE Apagadas que foram, no

“associações polivalentes”.

dentro

Seguidamente

Para um dos fins para a qual foi criada, presta

de Diógenes, denominadas de

a todos nos atingiu, em Bilhó

agora o benéfico e louvável

Casas do Povo, logo os seus

foi criada apressadamente a

apoio domiciliário a idosos e

“arautos” se puseram a pensar

nossa associação, à qual, em

doentes, como de resto se vai

como preencher o vazio assim

jeito de erupção vulcânica,

verificando por todo o país.

provocado.

dei o nome de “Os Arautas

de ser, esse vazio devia ser

Apressadamente,

Porém, nesfa altura, de mãos dadas com o Centro

sim,

Regional

de

Segurança

maneira

para credenciar a conclusão

Social de Vila Real, tenta-se

mesmos

do edifício em construção, até

proceder à sua reorganização,

objectivos antes sonhados,

então credenciada pela agora

actualizando as suas próprias

surgindo assim, por todo

“varrida” Casa do Povo de

bases,

o

Ermelo.

convite a todos os habitantes

a

de

Bilhoenses”.

satisfazer

país,

os

as

chamadas

a

principiar

pelo

da freguesia para se fazerem “O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de

suas

possi-.

alguma

Perante esta investida que

Como não podia deixar

das

bilidades, sem descriminação

mundo rural, as “alanternas”

preenchido

23

O POVO DE BASTO

sócios da nossa instituição, que a todos pretende atender,

proceder-

se-á à eleição dos seus órgãos directivos e assim caminharemos para a segunda etapa que um

Centro

é conseguirmos de

proporcionando

Convívio, assim

um

pouco de conforto a certas

hipotecando o seu futuro

pessoas que passam os seus

por culpa deste presente

dias em casa, entregues à

reprovável. Vamos ver até

contínua solidão, o que é de

onde

lamentar.

nesta infinda caminhada, à

poderemos

chegar

Recuperar os apoios ao

qual não devemos renunciar,

desporto e à cultura é outra

sob pena de acumularmos os

ambição que não pode morrer,

indesejáveis remorsos.

sob pena da nossa juventude

Novembro de 2011

se refugiar em ocupações

Joaquim de Carvalho

menos

recomendáveis,

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 22/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CELORICO DE BASTO A CARGO DA NOTÁRIA ADELAIDE MONTERROSO FREIXO

EXTRACTO DE PUBLICAÇÃO

CERTIFICO, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de “Escrituras Diversas” número quarenta e nove - A, desde folhas vinte e um e seguintes, foi lavrada em vinte e quatro de Novembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação, tendo nela outorgado como justificantes:

“Escrituras Diversas” número quarenta e nove-A, desde folhas sete e seguintes,

PRIMEIROS: MARIA DE LURDES MARINHO DE FREITAS, também usa e é conhecida por Maria de Lourdes Marinho de

foi lavrada em dez de Novembro de dois mil e onze, uma escritura de Justificação,

Freitas, C. F. n.° 168 058 235, portadora do bilhete de identidade n.° 2868545, emitido em 24/11/2004, pelo SIC de Braga,

tendo nela outorgado como justificantes: MARIA DE FÁTIMA LEITE PEREIRA, C. F. n.° 204 545 285, portadora do bilhete de identidade n.° 11845998, emitido em 27/09/2007, pelo SIC de Braga, natural da freguesia de Borba da Montanha, Celorico de Basto e marido JOSÉ MARIA DA COSTA LOPES, C. F. n.° 187 613 680, portador do cartão de cidadão n.° 09953712, válido até 31/03/2014, natural da freguesia de Várzea, concelho de Amarante, residentes no lugar do Assento, da dita freguesia de Borba da Montanha, casados sob o regime da comunhão de adquiridos.

natural da freguesia de Quinchães, Fafe, e marido, FRANCISCO FERREIRA DE MAGALHÃES TELES, C.F. n° 168 058 294, portador do bilhete de identidade n° 9378903, emitido em 18/04/2008, pelo SIC de Braga, natural da freguesia do Rego, Celorico de Basto, onde residem no lugar de Quintela, casados sob o regime da comunhão de adquiridos. MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte: Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, dos seguintes prédios rústicos, situados no lugar de Quintela, freguesia do Rego, Celorico de Basto, não descritos na Conservatória do Registo Predial deste concelho: UM — “CASA DESTINADA A VACARIA DE R/C”, com a área de quinhentos e sessenta e um metros quadrados, a

MAIS CERTIFICO, por extracto que os justificantes declararam o seguinte:

confrontar de todos os lados com proprietário, inscrito na respectiva matriz, em nome da justificante mulher, sob o artigo

Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do

2882, com o valor patrimonial e atribuído de três mil quinhentos e sessenta e oito euros e noventa cêntimos.

seguinte prédio rústico, situado no lugar do Assento, freguesia de Borba da Montanha, Celorico de Basto, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho: “HORTA DO ASSENTO”, com a área de mil trezentos e nove metros quadrados, a confrontar de norte com caminho público, nascente com Carlos

DOIS — “CAMPO DA VÁRZEA”, com a área de seiscentos e quarenta metros quadrados, a confrontar de norte com Armindo da Silva Alves, sul com Manuel Lopes, nascente com António Carvalho e de poente com Manuel Magalhães Teles, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante marido, sob o artigo 2180 com o valor patrimonial e atribuído de quinhentos e sessenta e quatro euros e cinquenta e seis cêntimos.

Alberto Vila Real Marinho e de Sul e Poente com Álvaro dos Santos Pereira,

TRÊS — “MOINHO”, com a superfície coberta de quinze metros quadrados, a confrontar de todos os lados com

inscrito na respectiva matriz, em nome da justificante mulher, sob o artigo

proprietário, inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante marido, sob o artigo 2989, com o valor patrimonial e

3023, com o valor patrimonial e atribuído de quinhentos e vinte euros.

atribuído de quinhentos euros.

Que, adquiriram o citado prédio, em dia e mês que não sabem precisar do

QUATRO — “LEIRA DA PASSAGEM”, com a área de quinhentos e oitenta metros quadrados, a confrontar de sul com

ano de mil novecentos e noventa, por doação meramente verbal, de Albano

Clementino Ferreira de Sousa e proprietário e dos restantes lados com caminho público, inscrito na respectiva matriz, em

Santos Pereira e mulher Felicidade Varela Leite, residentes no dito lugar do

nome do justificante marido, sob o artigo 2998, com o valor patrimonial e atribuído de setecentos euros.

Assento. Não tendo sido porém titulada esta doação, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, não obstante, eles primeiros outorgantes, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição do aludido prédio, possuindo assim o

Que, adquiriram os ditos prédios, em dia e mês que não sabem precisar do ano de mil novecentos e sessenta e oito, por doação verbal, de Joaquim Freitas e mulher Palmira Marinho, residentes que foram no referido lugar de Quintela, e por isso não dispõem de título formal que lhes permita fazer prova do direito de propriedade plena. Que, não obstante eles primeiros outorgante, desde então, sempre estiveram e se mantêm na posse e fruição dos

dito prédio em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por

aludidos prédios, possuindo assim os ditos prédios em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades por

ele proporcionadas, nomeadamente cultivando-o e colhendo os seus frutos,

eles proporcionadas nomeadamente cultivando-os e colhendo os seus frutos, com ânimo de quem exercita direito próprio,

com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa sem qualquer violência

posse essa sem qualquer violência nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o conhecimento

nem oposição de quem quer que seja, ininterruptamente e à vista e com o

de toda a gente.

conhecimento de toda a gente. Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos e noventa, adquiriram o aludido prédio por usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo predial. Cartório Notarial de Celorico de Basto, onze de Novembro de 2011

Que, dadas as enunciadas características de tal posse pacífica, contínua e pública, exercida desde o referido ano de mil novecentos e sessenta e oito, adquiriram os aludidos prédios por usucapião, título esse que por sua natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais, direito este que justificam pela presente escritura, para fins de registo predial. ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Celorico de Basto, 24 de Novembro de 2011

A Colaboradora da Notária,

A Colaboradora da Notária,

a) Elisabete Gomes

a) Elisabete Gomes


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 24

Mondim celebra Natal sem custos mas com criatividade

RIOS... Ó, meu rio não lamentes, tua sorte,

O

Município

de

às correntezas avaras

Mondim

segues a vida, muda o norte

inaugurou no dia 16 de

pois, que as águas desses rios

Dezembro, uma Árvore

Já foram águas claras... hoje, são cristais em formação

de

de Natal original, feita de colmo. A

agricultura

foi,

sempre,

a

são rios, de águas claras,

desde

os belos rios, de encanto são...

actividade

Ora em desencanto se vão... Os rios de nossas terras

Basto

no

dominante

concelho,

uma

agricultura de subsistência

assente

na

se afogam em poluição!...

pequena propriedade,

Nas margens assoreadas

com

os

natureza

pelas festas no Verão! Onde as sobras dos folguedos

ciclos a

da

marcar

profundamente a vida local. O colmo, que é uma

deixam entulho no chão

parte da haste do centeio que

não se respeitam as águas que são todo o bem comum

fica nos campos depois das colheitas, faz parte integrante

cada vez mais degradadas

da paisagem da zona de

em cruel devastação...

montanha

Que, não leva a lugar nenhum ao frescor da correnteza,

do

assumindo-se

concelho, como

um

elemento importante para a cobertura das casas e para

nos caminhos do luar

fazer as crossas que agasalham

já não canta a natureza

os pastores das chuvas e do frio do Inverno.

dos rios, seu marulhar

A aposta em elementos

oh, rios de leda infância de suave murmurejo a deslizar sã constância que em sonhos ainda vejo rio Tâmega, Cabril, rio Olo... sinuoso, o seu passar... São ribeiros de água doce são encantos do lugar saudades, deles, então?... Os nossos rios ai... ai... tão longe, de nós estão... Nos encantos, de um verão que assim se vão... Na barragem de Fridão!... Fátima Parente

O Jornal O POVO DE BASTO vende-se na Vila de MONDIM DE BASTO na Livraria ZONA VERDE

típicos da região revelam

religiosos. As imagens que

o empenho da autarquia

decoram a zona envolvente,

em preservar os costumes

foram realizadas pelos alunos

e os produtos locais. A

do Agrupamento Vertical de

autarquia decidiu este ano

Mondim de Basto.

não gastar qualquer verba

A

marcar

estiveram

assinalar a época optou por

Escola de Música Municipal,

colocar “filtros de cor” na

presenteando

iluminação

presentes

edifícios,

com

alunos

acto

na iluminação de natal. Para

dos

os

este

todos um

da os mini

dando um colorido diferente,

concerto, onde interpretaram

quer ao edifício dos paços do

músicas alusivas à quadra

Concelho, quer aos edifícios

natalícia.

Jovens de Mondim participaram na defesa da floresta contra incêndios O Presidente da câmara, Humberto Cerqueira, entregou no passado dia 21 de Dezembro os certificados de participação aos jovens do concelho que participaram no programa Voluntariado Jovem para as florestas que decorreu de Julho a Setembro de 2011. Este programa da responsabilidade do Instituto Português da Juventude, permitiu a estes jovens, alguns deles universitários, participaram na defesa da floresta do concelho, desenvolvendo acções de limpeza, divulgação e vigilância. Durante a sua intervenção, Humberto Cerqueira, agradeceu-lhes o seu

contributo para a conservação da floresta. O verão de 2011 teve felizmente poucas ocorrências em termos de incêndios florestais. Referiu ainda, o empenhamento e interesse da autarquia em manter este programa para o

próximo ano. Mondim de Basto é um concelho com uma extensa mancha florestal que interessa preservar. Todas as acções de prevenção da floresta são importantes para atingir este objectivo.


22-12-2011

25

O POVO DE BASTO

ECOambiente / RESUR (A.C.E), em Mondim de Basto O agrupamento complementar de empresas, ECOambiente/ RESUR (A.C.E), contratualizou com o Município de Mondim de Basto, pelo prazo de 8 anos, a prestação de serviços de “Recolha

ECOambiente RESUR - ACE

e Transporte a destino final de RSU, Limpeza Urbana de espaços públicos e outros, no concelho de Mondim de Basto”. A prestação de serviços iniciou a 1 de Setembro deste ano e terminará a 31 de Agosto de 2019. A empresa resulta de um agrupamento da ECOambiente, SA e da RESUR, Lda, que são empresas com implantação a nível nacional na área da prestação de serviços urbanos, nomeadamente

Recolha de Monos/Monstros – será efectuada uma recolha mensal pelas ruas do concelho.

de recolha e transporte de resíduos, varredura de arruamentos, etc.

Adicionalmente poderá ser utilizado, para a deposição de Monos,

As principais tarefas do agrupamento passam pela recolha e

o contentor metálico de grandes dimensões mais próximo da área

transporte para aterro de resíduos sólidos urbanos indiferenciados

de residência (Atei, Vilarinho, Campanhó, Ermelo e Mondim de

do concelho, varredura manual de arruamentos da envolvente

Basto – Zona industrial).

urbana de Mondim de Basto, recolha de monos/monstros em todo o concelho, transporte dos contentores de monos/monstros disponibilizados pela Câmara Municipal para o aterro, lavagem e desinfecção de contentores de resíduos urbanos, entre outros que poderão ser solicitados pela Câmara Municipal.

Monos/Monstros a colocar junto do contentor de 800 Litros, na primeira semana de cada mês de acordo com:

- Mondim de Basto, Atei e Paradança - 2.ª feira; - Campanhó, Ermelo, Pardelhas - 3.ª feira; - Bilhó, Vilar de Ferreiros - 4.ª feira.

Recolha de Resíduos Sólidos Indiferenciados (contentores e baldes): Horário de Recolha: 14:00 – 20H40 Freguesia Atei, Paradança Mondim de Basto Campanhó, Pardelhas Ermelo, Mondim de Basto Bilhó, Vilar de Ferreiros Mondim de Basto

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

X

X X

de residência, a Câmara Municipal ou o agrupamento pelo

N.º Verde: 800 204 505 A colaboração de todos é fundamental e imprescindível, para

X

X

Para qualquer informação adicional contactar a junta de freguesia

que se possa viver num ambiente melhor..

X

Nota: Ao Domingo não há recolha pelo que se solicita aos munícipes para não colocar os seus resíduos no contentor, colocandoos apenas 2ª feira durante amanhã, próximo do horário de recolha. A recolha de resíduos em Mondim de Basto será na parte final do turno, ou seja, entre as 17H00 e as 20H40, pelo que se solicita que os resíduos sejam colocados próximo do horário de recolha.

Cumpra a política dos 3R’s, Reduzir, Reutilizar e Reciclar!

A ECOambiente / RESUR (A.C.E), deseja a todos os habitantes do Município de Mondim de Basto, Boas ECOambiente RESUR - ACE

Festas e um 2012 cheio de prosperidades.


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 26

Câmara dispõe de gabinete para acompanhar a construção da Barragem de Fridão A Câmara Municipal de

O município de Mondim de Basto promoveu, com a colaboração das demais entidades que integram o Conselho Local de Acção Social (CLAS), uma grande festa de Natal para os idosos do concelho, que lhes proporcionou grandes momentos de alegria e convívio. O evento, que se realizou no passado dia 18 de Dezembro, na Escola EB2/3, contou com a presença de cerca de 200 idosos, foi muito animado e divertido, onde não faltou o bacalhau e os doces típicos desta quadra festiva. A autarquia assegurou o transporte aos idosos das freguesias. Após o almoço, todos puderam assistir à actuação do “Grupo de Cantares de Pedra Vedra”, ao qual se seguiu um alegre baile, em que todos participaram.

Mondim de Basto dispõe de um Gabinete Técnico que tem por objectivo proceder ao acompanhamento de todo o processo de licenciamento da Barragem de Fridão. O Presidente da Câmara, Humberto Cerqueira, refere que

a

autarquia

IDOSOS MONDINENSES DESFRUTARAM DE UMA TARDE DE CONVÍVIO

nunca

abandonou as pessoas neste processo. “Estamos atentos à evolução deste projecto. A barragem terá impacto no

desenvolvimento

do

concelho. Desde o início do processo estamos a minimizar os impactos negativos e a tirar

condições necessárias para

para o concelho, a autarquia

partido das oportunidades que

uma análise mais realista do

deliberou,

este empreendimento trará à

território.

para as famílias que vão

região. Estamos a acompanhar todo

o

procedimento,

O

atendimento

nalizado

a

perso-

todos

os

exclusivamente

ser desalojadas, proceder à alteração

do

Regulamento

disponibilizando os serviços

munícipes interessados em

do

técnicos da autarquia para

obter

ou

salientar que este processo

prestarem todo o apoio aos

informações relativas à área

já obteve parecer favorável

munícipes”. Adianta ainda que

afectada

pela

condicionado, das entidades

estes serviços têm tido um

é

garantia

desempenho exemplar.

Gabinete. Neste âmbito já

para participar na Conferência

foram efectuados mais de 200

de Serviços, estando assim em

de

atendimentos e recolhidas

fase final de aprovação.

da

propostas, sugestões ou as

Ao período,

longo o

deste

Gabinete

Acompanhamento

Barragem de Fridão tem sido

esclarecimentos

outra

albufeira, deste

questões expostas.

responsável pela análise dos

Foi,

PDM

convocadas,

Em

em

vigor.

pela

Julho,

De

CCDR-N,

a

Câmara

Municipal de Mondim de

essencialmente,

Basto

apresentou

uma

elementos que constituem

através deste atendimento

exposição escrita à Agência

o processo de licenciamento

que

Portuguesa

do

tomou

Aproveitamento

Hidro-

a

Câmara

Municipal

conhecimento

do

Ambiente,

das

na qual contestou algumas

eléctrico de Fridão, emitindo

principais

e

das medidas propostas no

os pareceres técnicos para

obstáculos com os quais os

Relatório de Conformidade

salvaguardar os interesses do

munícipes se têm deparado;

Ambiental

Município e dos munícipes.

a partir daí o encontro de

de Execução (RECAPE) do

alternativas para a construção

“Aproveitamento

de

habitação

eléctrico de Fridão”. Nesse

fornecimento de elementos

para as famílias desalojadas

documento foram levantadas

caracterizadores do território,

revelou-se

prioritário.

questões que se considera

tendo

objectivo

Reconhecendo

todas

não terem sido devidamente

entidades

condicionantes de construção

Ainda no âmbito das suas atribuições,

colabora

como

proporcionar

às

no

uma

responsáveis pelos estudos

que

que envolvem o projecto, as

Municipal

o

preocupações

nova

Plano (PDM)

as

do

Projecto Hidro-

salvaguardadas.

Director

Humberto Cerqueira refere

define

que a autarquia irá continuar a acompanhar atentamente o

O Jornal O POVO DE BASTO vende-se na Vila de Mondim de Basto na LIVRARIA ZONA VERDE

desenvolvimento do processo de construção da Barragem de Fridão, intervindo, sempre, no sentido de salvaguardar o interesse dos munícipes.

No final do convívio os idosos foram unânimes em reconhecer que a festa foi um sucesso, tendo agradecido à Câmara Municipal, às Juntas de Freguesia e à Cruz Vermelha, o facto de lhes terem podido proporcionar este momento tão agradável e o reencontro de pessoas com as quais só nestes eventos conseguem conviver. Para Humberto Cerqueira, Presidente da Câmara, esta actividade é um momento único de convívio, partilha, experiência e afecto. Na sua intervenção, o Presidente da Câmara, salientou a presença de inúmeros idosos das diferentes freguesias que vivem, em muitos casos, isolados.


22-12-2011

27

O POVO DE BASTO

APROVADO ORÇAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONDIM PARA 2012

“O POVO DE BASTO”, N.º 300, DE 20/DEZEMBRO/2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE MONDIM DE BASTO A cargo da Notária em substituição: Adelaide Monterroso Freixo

Para 2012 o orçamento da

redução destas despesas.

Câmara Municipal de Mondim

iniciou este mês. São obras

Ao nível do investimento

de Basto apresenta um valor de

é

aos

do espaço urbano e segurança

17 milhões de euros.

projectos com financiamento

rodoviária. As verbas para a

comunitário.

regeneração urbana apenas

EXTRACTO

Nas receitas de capital

dada

prioridade

importantes para a melhoria

Fica

também

Elisabete Gomes, por delegação da Notária em substituição, Adelaide Monterroso Freixo, com Cartório, sito na Avenida da Igreja, n.° 11, r/c, do concelho de Mondim de Basto, CERTIFICO narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura de justificação notarial lavrada no dia vinte e seis de Outubro de dois mil e onze, neste Cartório, de fls. trinta e sete a trinta e oito, do livro de notas para escrituras diversas n.° QUINZE - A, PATRÍCIA ALEXANDRA TEIXEIRA BICHÃO, C. F. n.° 238.806.111, solteira, maior, natural da freguesia de Ílhavo (S. Salvador), concelho de Ílhavo, onde reside na rua da Barra, Gafanha D’Aquém, declara que com exclusão de outrém e por dele ter uma posse em nome próprio, pública, pacífica, contínua e por tempo bastante para, mesmo não documentada, o haver adquirido como efectivamente adquiriu, por usucapião, é dona e legítima possuidora dos seguintes prédios, todos sitos no lugar de Travassos, freguesia de Bilhó, concelho de Mondim de Basto e todos não descritos na Conservatória do Registo Predial deste concelho: UM – Prédio urbano, composto de casa de habitação de cave e r/c e 1.° andar com a superfície coberta de setenta e nove metros quadrados e horta junta com a área de cento e treze metros quadrados, a confrontar de norte com Lucinda Gonçalves Teixeira, poente com Celestino Rodrigues e de sul e nascente com caminho público, inscrito na respectiva matriz em nome da justificante sob o artigo 523, com o valor patrimonial e atribuído de dois mil

prevê-se venda de património

evidente a preocupação na

podem

correspondente à possibilidade

equidade com os investimentos.

projecto, uma vez que as regras

culta, com a área de quinhentos e vinte metros quadrados, a confrontar de

de alienação da casa da Igreja e

Há projectos a realizar na

comunitárias não permitem a

nascente com António Carvalho Alves e dos restantes lados com caminho

escolas primárias desativadas,

vila, onde se concentram a

reafectação destas verbas para

público, inscrito na respectiva matriz em nome da justificante sob o artigo

cujo

maioria

outros projectos.

quatrocentos e dez euros. DOIS – Prédio rústico, denominado “Boucinha”, composta de terra in-

3226, com o valor patrimonial e atribuído de trezentos e cinquenta euros.

procedimento

equipamentos,

mas também estão previstos

Esta

receita

investimentos nas diferentes

salienta a importância deste

residente que foi no dito lugar de Travassos, não tendo sido celebrada es-

servirá exclusivamente para

freguesias, com destaque para

investimento. “Não fazer estas

critura pública, motivo pelo qual a justificante não é detentora de qualquer

amortização extraordinária de

as vias municipais e os centros

obras significaria perder uma

capital em divida.

cívicos.

oportunidade de realizar um

documento formal que legitime o seu domínio sobre os mesmos prédios. Que desde aquela data, estão efectivamente na sua posse e fruição e com aproveitamento de todas as utilidades dos prédios, nomeadamente,

em

2011.

Em virtude do processo

feitorias várias e sucessivas e suportando os respectivos encargos, em nome

com a contratação de um

um conjunto de projectos a

completo

próprio, fazendo-o de boa fé, pacificamente, por forma continuada e inin-

empréstimo de treze milhões

desenvolver (mercado da terra,

Mondim. Avançar com esta

e meio de euros, o encargo

centros cívicos, abastecimento

obra foi uma decisão reflectida

mensal em juros, suportado

de água e pavimentação de

e

pela autarquia, tem um peso

vias municipais) cuja execução

apesar dos tempos difíceis em

significativo nas contas.

se

que vivemos”.

dade e por todos sendo reputados como seus proprietários. Assim e por este meio, são avisados quaisquer interessados para impugnar em Juízo, durante o prazo de trinta dias, a contar da publicação deste extracto, o direito justificado, nos termos do disposto no n.° 1 do art. 101 do Código do Notariado. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial de Mondim de Basto, em vinte e seis de Outubro de 2011. A Colaboradora da Notária em substituição,

Com

a

(Autorizada nos termos do art.° 8.° do Estatuto do Notariado e em conformidade com o disposto na portaria regulamentar, artigo 2.°, alínea b)

José Pinto Queirós (Coelho)

Executa todos os trabalhos de construção Tel. 93 942 84 03 - 255 381 729

Secas de Campos 4880 MONDIM DE BASTO Deseja a todos os seus Clientes e Amigos um Bom Natal e um Próspero 2012

estão

encontra

inscritos

totalmente

de euros que irá mudar por toda

a

devidamente

vila

de

justificada,

das

dependente da existência de

transferências do estado e

financiamento QREN. As obras

turística

a

diminuição

comparticipadas pelo QREN

também uma prioridade: em

das receitas o executivo irá

proporcionam e reembolso de

2012 serão apresentadas duas

prosseguir uma política de

85%.

candidaturas:

consequente

diminuição

a) Elisabete Gomes, n.° 366/3

diminuição

actividades

investimento de dois milhões

de

agindo sempre de forma correspondente ao exercício do direito de proprie-

financeiro,

Cerqueira,

tratando das árvores e colhendo os seus frutos, conservando-os com ben-

terrupta, à vista de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja,

saneamento

No plano plurianual de

Humberto

neste

iniciado

centos e noventa, por doação meramente verbal de Maria Pereira, viúva,

dos

gastas

foi

Que os prédios foram por ela adquiridos, por volta do ano de mil nove-

alienação

de

ser

das

despesas,

Estão

previstos

A promoção e valorização do

concelho

uma

é

para

a

também

promoção turística do concelho

nomeadamente com pessoal.

investimentos específicos para

e outra para a instalação de um

A rubrica com pessoal irá sofrer

algumas freguesias como por

Centro de BTT na Casa Florestal

em 2012 uma diminuição de

exemplo o centro comunitário

de Sobreira.

cerca de 10%. Irá continuar

de Atei, com a recuperação da

o esforço de renegociação

antiga escola primária desta

Presidente

da

de contratos, sempre que

freguesia.

Municipal,

que

possível, bem como a redução

Em

a

Cerqueira, Câmara lidera

o

autarquia

executivo em minoria, mostra-

das despesas com energia,

irá terminar as obras da

se satisfeito com a aprovação

combustíveis,

regeneração

deste orçamento por larga

transportes,

2012

Humberto

urbana

e

do

comunicações e iluminação

núcleo histórico em execução

maioria.

O

orçamento

foi

pública. Assim, no orçamento

até Maio de 2012 e a correcção

aprovado na última assembleia

para 2012 está prevista uma

rodoviária Nó do Valinho, que

apenas com seis votos contra.


22-12-2011 16-7-2011

O POVO DE BASTO

24 28

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